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Direito Penal
Resumos

Ponto dos Concursos Julio Marquetti

Aula 0.

Princípio da Legalidade = Reserva legal + anterioridade.


Princípios correlatos

• Princípio da intervenção mínima – Direito Penal em último caso, proteção aos


bens jurídicos realmente relevantes.
• Princípio da fragmentariedade – cuida de fragmentos e não de todos os ilícitos.
• Princípio da taxatividade – conceitos precisos, evitar tipos penais abertos.
• Princípio da insignificância – há tipicidade formal, mas não afeta a matéria.
Exclui a tipicidade – análise com casos concretos.

Lei Penal no Tempo “lei do momento rege o ato”

Tempo do crime
• Teoria da Atividade – crime cometido no momento da ação ou omissão
• Teoria do Resultado – crime cometido no momento do resultado.
• Teoria da Ubiqüidade – crime cometido no momento da ação e do resultado.
CP brasileiro adotou a Teoria da Atividade para o tempo do crime.

Anterioridade ou irretroatividade
• Anterioridade – Lei anterior ao fato.
Em crimes permanentes – lei do momento em que cessa o crime.

Lei Penal tem ultratividade – aplicabilidade mesmo após revogada p/ fatos cometidos
durante sua vigência.
Lei Penal é irretroativa – salvo se lei nova for mais benéfica (Lex mitior) – essa
característica chama-se extra-atividade (mobilidade no tempo). Regra: Ultrativa sempre,
retroativa se beneficiar o réu. Crimes continuados – aplica-se a lei mais severa.
Lei Penal não retroage, a CF 88 abrandou a regra permitindo retroatividade caso
beneficie o réu.
Abolitio Criminis – exclui punibilidade

Ab-rogar – Revogar totalmente. Derrogar – Revogar parcialmente.

Lei mais grave (Lex gravior): Irretroativa – princípio da anterioridade.

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Lei Excepcional e Lei Temporária


• Excepcional – atrelada ao evento anormal
• Temporária – tempo de vigência definido

São ultrativas e não admitem retroatividade quando revogadas, exceto se leis temporárias
forem revogadas por outras temporárias.

Norma Penal em Branco


• Heterogênea – complemento não consta em Lei
• Homogênea – complemento legal.

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Aula 1
Aplicação da lei penal no espaço.

Extraterritorialidade – aplica-se para Lei Penal, não para lei processual.

1. Lugar do crime: três teorias


• Teoria da Atividade – local da conduta (ação ou omissão)
• Teoria do Resultado – local do resultado
• Teoria Mista ou da Ubiqüidade – tanto local da conduta, como local do
resultado art. 60 CP. (teoria adotada no Brasil).
Crimes à distância – conduta ou resultado ocorrem no exterior.

2. Território Brasileiro
• Próprio – base territorial (mapa) + 12 milhas mar à dentro + espaço aéreo
• Extensão ou impróprio – embarcações ou aeronaves públicas –
embarcações ou aeronaves privadas a serviço do Estado – embarcações ou
aeronaves brasileira mercante ou privada que não estejam em território
alheio.

Brasil – Princípio da territorialidade temperada – cede direito de punir crimes cometidos


em território nacional, por meio de acordos , convenções ou tratados internacionais.

Imunidade diplomática – total – Lei Penal do país de origem.


Imunidade consular – parcial- abrange somente crimes cometidos no exercício de
atividades consulares.
Imunidades parlamentares e imunidades judiciárias

Embarcações e aeronaves estrangeiras privadas – se em território nacional, aplica-se Lei


Penal brasileira

3. Extraterritorialidade: aplicação da lei penal fora do território nacional


Incondicionada – basta a prática do fato
Condicionada – exige cumprimento de certas condições

Incondicionada: 4 situações
• Contra a vida ou liberdade do Presidente da República
• Contra o patrimônio e a fé pública da AP direta ou indireta
• Contra a AP por quem está a seu serviço – crime funcional
• Genocídio por quem é brasileiro ou estrangeiro domiciliado no Brasil

Condicionada: 3 situações
• Que por Tratado ou Convenção o Brasil se obrigou a reprimir
• Praticados por brasileiros
• Praticados em aeronaves ou embarcações brasileiras, mercantes ou privadas,
quando em território estrangeiro e aí não sejam julgadas.
Condições – 5 condições cumulativas

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 Entrar o agente em território nacional – permite apenas mera passagem ou


entrada compulsória
 Ser o fato também punível no país onde foi praticado – Ex. clássico:
bigamia
 Estar o crime incluído entre aqueles que a lei brasileira autoriza extradição
 O agente não ter sido absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido
pena
 Não ter sido perdoado no estrangeiro ou não estar extinta a punibilidade
por qualquer motivo – lei mais favorável
Se crime cometido por estrangeiro contra brasileiro, no exterior é possível a
extraterritorialidade se: (reúne todas as condições anteriores + 2 condições)
 Não foi pedida ou foi negada extradição
 Houve requisição do Ministro da Justiça

Pena no estrangeiro: se distintas, atenua pena brasileira. Se idênticas, ela é computada


(abatida).

Sentença estrangeira: pode ser homologada no Brasil para – cumprimento de efeitos civis
e/ou por medida de segurança. Homologação realizada pelo STJ.
Não depende de homologação o reconhecimento dos requisitos da extraterritorialidade
condicionada e reincidência, para produção de efeitos no Brasil.

Prazo Penal – inclui-se o dia do começo na contagem.


Prazo Processual – exclui-se o dia do começo

Prazos decadencial e prescricional são de natureza Penal

Leis especiais têm procedência sobre a parte geral do Código Penal (este passa a ser
aplicado subsidiariamente). Parte Geral: art. 1º ao 120º + artigos não incriminadores
(artigos que não definem crimes e não instituem penas).

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Aula 02
Do Crime

Infração penal (crime em sentido amplo):


• Crime em sentido estrito: pena de Reclusão ou Detenção
• Contravenção penal: pena de prisão simples – sem rigor penitenciário, regime
aberto ou semi-aberto.

Conceitos de Crime

• Material – Crime é a conduta que ofende valores sociais relevantes. Idéia pré-
legislativa. Princípio da intervenção mínima. Ex.: crimes ambientais.

• Formal – Ofende norma proibitiva. Idéia pós-legislativa

• Analítico – Duas teorias: Teoria Clássica da Ação e Teoria Finalista da Ação.


Teoria Clássica da Ação: Crime = fato típico + antijuricidade + culpabilidade
Teoria Finalista da Ação: Crime = fato típico + antijurídico culpabilidade
não é elemento do crime, mas sim pressuposto para aplicação da pena.
Brasil adotou Teoria Finalista da Ação.

1. Fato Típico – comportamento que se amolda ao Tipo Penal (conduta descrita). Possui
como elementos:
• Conduta
• Resultado
• Nexo Causal
• Tipicidade

1.1 Conduta – manifestação da vontade voluntária e consciente. Traz em sim um querer,


um fim buscado pelo agente (Teoria Finalista da Ação) – indica Dolo ou Culpa.
Dolo – agente quer e busca resultado
Culpa – resultado advém de Negligência, Imprudência ou Imperícia.
Elementos da Conduta:
 Vontade (voluntariedade)
 Finalidade (dolosa ou culposa)
 Manifestação exterior (ação ou omissão)
 Consciência

Excludentes de Tipicidade por ausência de conduta:


a. Movimentos reflexos
b. Coação física absoluta – coação moral absoluta exclui culpabilidade não
conduta
c. Estados de inconsciência. Ex.: sonambulismo

Regra – Responsabilidade penal para condutas dolosas Crimes culposo há


somente quando a lei expressamente admite.

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Dolo:
Direto – agente quer o resultado

Indireto – agente assume o risco do resultado.


• Eventual – Prefere agir a deixar de fazer (antevê resultado)
• Alternativo – Antevê dois ou mais resultados, direciona os atos objetivando um,
mas produz outro. Assumira o risco.

CPB – Teoria da Vontade + Teoria do Assentimento


(Vontade de agir) (aceitação do risco)

Culpa:
Crime culposo = conduta + previsibilidade objetiva + imprevisão
(homem médio) (imprevisão do previsível).

Espécies de culpa:
Inconsciente: Imprevisão do imprevisível. ( Não há antevisão do resultado)
Consciente: Há antevisão do resultado – agente crê sinceramente ser capaz de evita-lo.
Imprópria: Crime comissivo por omissão ( será melhor estudada à frente).

1.2 Resultado – duas classificações:


Resultado Naturalístico: Efeito exterior – mudança do mundo exterior causada pela
conduta ilícita
 Crime material – resultado necessário para consumação do crime. Conduta +
resultado.
 Crime formal – basta a conduta para a consumação do crime. Conduta com ou
sem resultado.
 Crime de mera conduta: legislador sequer descreveu resultado. Há somente
conduta.

Resultado Jurídico: efeito jurídico (basta a ofensa à norma penal).

1.3 Nexo Causal – relação entre conduta (causa) e resultado (efeito). Só há em crimes
materiais.
Regra: Legislação Brasileira – Teoria da Equivalência Causal ou “conditio sine qua non”
– ações relevantes para o processo.

Exceção: Teoria da Causalidade Adequada – evento que isolado ou individualmente


produziu resultado.

Causas:

 Dependentes – originam-se da conduta do agente


 Independentes:
• Absolutamente independentes – não imputa resultado, logo não há
tipicidade.
• Relativamente independentes:

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Preexistente

⇒ Concomitante
⇒ Superveniente - (se resultado advém unicamente desta causa, não
há imputação do resultado ao agente. Agente responde por crime
tentado.)
Crimes omissivos próprios – crimes de mera conduta – não há resultado naturalístico,
portanto não há nexo causal.
Crime omissivo impróprio ou comissivo por omissão – tipo penal é comissivo. Nexo
causal não é natural, mas normativo, em razão do dever de agir ou impedir o resultado.
Necessário dever jurídico de impedir o resultado:
• Tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância. Ex.: mãe,
bombeiros, policiais, médicos, etc.
• De outra forma (não é lei) assumiu a responsabilidade de impedir o
resultado. Ex.: babá em relação a criança, guia em relação aos guiados...
• Criou o risco da ocorrência do resultado com seu comportamento anterior.
Necessidade de pelo menos agir, independente do resultado.

Sujeitos da infração penal:

• Sujeito Ativo – quem pratica direta ou indiretamente a conduta delituosa.


(maiores de 18 e admitem pessoas jurídicas em crimes ambientais)
• Sujeito Passivo – titular de bem jurídico protegido pela norma penal:
Formal, genérico, geral ou constante = Estado
Material, particular, acidental ou eventual = quem sofre com a lesão do
bem jurídico de que é titular.

Autoria:
• Autor em sentido estrito – realiza a conduta descrita no tipo penal.
Adequação direta.
• Partícipe – colabora para a concreção do crime.

Autoria mediata – autor utiliza de “instrumento para a realização do ilícito”


• Utilização de inimputável
• Prática de coação moral irresistível
• Provocação de erro de tipo
• Praticada em razão de obediência hierárquica
Autoria pelo domínio do fato – tem o domínio final da ação delituosa. (autoria imediata).

Concurso de agentes: duas ou mais pessoas colaboram para o mesmo crime.

Crimes de concurso necessário (plurissubjetivos) – quadrilha ou bando



• Crimes de concurso eventual (unissubjetivos) – homicídio, furto, roubo,
etc.
Todos respondem na medida de suas culpabilidades.

Requisitos para concurso de pessoas:


 Pluralidade de agentes:
Autor: realiza o núcleo do tipo penal ou tem domínio do fato.
Partícipe: colabora com atos necessários – ajuste, determinação, instigação e auxílio.

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Co-autor: 2 ou + realizam núcleo do tipo penal, com liame subjetivo.

 Liame subjetivo: adesão de vontade entre agente, mesmo sem conluio prévio.
 Relevância causal
 Identidade da infração: Teoria unitária ou monista X teoria pluralista.
(regra) (exceção)

Participação:
De menor importância – causa geral de diminuição de pena.

Em crime diverso – se previsível mais grave, pena aumentada de ½

• Crime próprio – qualidade especial se comunica ao partícipe quando
elementar para o crime e partícipe tem conhecimento da qualidade
especial daquele.
Punível somente quando criem chega a ser no mínimo tentado. Impunível nos casos de:
Desistência voluntária, arrependimento eficaz e crime impossível.

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Aula 3
1.4 Tipicidade

*lembrete – 4º elemento do fato típico: conduta, resultado, nexo causal e tipicidade.

Elementos do Tipo penal:


Elementar – sem a qual o crime não existe.
Circunstancial – pode ou não estar presente na concreção do fato.

Elementos do Tipo penal:


Objetivos:
Descritivos – literais
Normativos – juízo de valor.
Subjetivos: dolo e para alguns autores, culpa.
(finalidade do agente)

Tipicidade formal = adequação do fato social ao tipo penal.

Tipicidade formal:
• Direta (imediata) – crime consumado; autoria e co-autoria.
• Indireta (mediata) – tentativa (não consumado por situações alheias a
vontade do agente); participação.

Fato típico = tipicidade formal (previsão abstrata na lei) + tipicidade material


(exige-se relevância jurídico penal). Ex.: criança que por descuido do pai, fura o dedo em
um alfinete. Há a tipicidade formal (falta do dever de cuidado), mas não há relevância
jurídica.

Tipicidade conglobante – relevância jurídico-penal + antinormatividade.


Ex.: carrasco não cometeria crime, pois execução não seria antinormativo.

Crimes formais – resultado naturalístico desnecessário.


Crimes materiais – necessidade de resultado naturalístico.

Crime tentado: iniciado os atos executórios, não alcança consumação por


circunstâncias alheias à vontade do agente. Pena: pena do crime consumado menos 1/3
a 2/3 se não houver dispositivo legal em contrário.
Elementos do crime tentado:
Início da Execução e Não consumação por circunstâncias alheias á vontade do agente.

(não puníveis) (puníveis)


Iter criminis: cogitação + atos preparatório + atos executórios + consumação.
punível somente se tratar de crimes autônomos

Início da execução – prática do primeiro ato idôneo à consumação do crime.


- Tentativa pressupõe fracionariedade do iter criminis, assim, crimes
unissubsistentes não admitem tentativa. Crimes culposos não admitem tentativa.

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O objetivo do agente determina se crime foi tentado ou consumado.

Espécies de tentativa:
• Tentativa branca – não causa lesão ao agente
• Tentativa cruenta – causa lesão
• Tentativa perfeita, acabada ou crime falho – exaure todo a execução, mas
não consegue objetivo.
• Tentativa imperfeita ou inacabada – não exaure todo o processo executório

Crimes que não admitem tentativa:


• Crimes unissubsistentes • Crimes omissivos
• Crimes preterdolosos próprios
• Crimes culposos • Contravenções penais
• Crimes habituais

Desistência voluntária e Arrependimento eficaz – levam à atipicidade da conduta

Desistência voluntária – interrompe processo causal por vontade própria, mesmo


possuindo meios para prosseguir. Gera atipicidade na conduta. Responde por atos já
praticados se forem crimes.

Arrependimento eficaz – exauridos os atos executórios, agente age para evitar resultado.
Necessário obter sucesso no impedimento do resultado. Também gera atipicidade.

Crime impossível:
Ineficácia absoluta do meio – deve ser absoluta, se for relativa há crime tentado.
Impropriedade absoluta do objeto – não oferece sequer perigo de lesão ao bem jurídico.

Tipicidade nos crimes culposos – regra: crimes são dolosos, salvo quando a lei admite a
modalidade culposa. Crimes culposos são materiais, assim sendo, resultado é
absolutamente necessário.

Modalidades de culpa:
• Imprudência • Negligência
• Imperícia – guarda relação com saber profissional

Participação em crime culposo:


Autor – realiza o núcleo do tipo penal
Co-autor – crimes culposos admitem autoria colateral, vários autores sem adesão de
vontade um com outro. Ex.: vários motoristas culposamente provocam acidente.
*Partícipe – não há partícipe. Se há participação esta é denominada co-autoria.

(antecedente) (conseqüente)
Crime preterdoloso: DOLO + CULPA – exige que resultado agravador seja oriundo de
culpa. Ex.: lesão corporal (Dolosa) seguida de morte ou aborto (culposo). Não se fala em
tentativa para esse tipo de crime.

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2. Antijuricidade (ou ilicitude)


*lembrete: Na Teoria Finalista da Ação, crime = fato típico + antijurídico.
(visto nos tópicos anteriores)

Contrariedade da conduta frente ao ordenamento jurídico

Causas de justificação, excludentes de ilicitude ou descriminantes – excluem a


antijuricidade ou ilicitude.

Descriminantes da Parte Geral do Código Penal: Art. 23

• Estado de necessidade
• Legítima defesa
• Estrito cumprimento do dever legal
• Exercício regular de direito

2.1 Estado de necessidade: (divisão doutrinária)

 Estado de necessidade justificante – bem ou interesse sacrificado é de menor


valor. Ação lícita. Afasta criminalidade se indispensável para conservação do
bem + valioso.
 Estado de necessidade exculpante – bem ou interesse sacrificado é de igual ou
maior valor. Há crime, porém, se inexigível conduta diversa, exclui
culpabilidade.
CP brasileiro – adotou a teoria unitária – Estado de necessidade exclui ilicitude (Art.
24).
Requisitos:
• Existência de perigo atual • Perigo não provocado
pelo agente

• Inevitabilidade da situação justificante (requisito objetivo) – vontade de


agir sob estado de necessidade
• Inexistência de dever legal de enfrentar o perigo

Estado de necessidade agressivo: agressão se dirige contra coisa diversa da qual advém o
perigo. Ex.: para salva-se de enchente, sacrifica patrimônio alheio.
Estado de necessidade defensivo: agressão se dirige contra a coisa da qual advém o
perigo. Ex.: morte de cão bravio por quem sofria ataque.

2.2 Legítima defesa

Art. 25 – Usar moderadamente de meios necessários para repelir agressão injusta, atual
ou iminente, a direito seu ou de outrem.
Requisitos:
• Agressão injusta, atual ou • Meios necessários e
iminente. moderados

Legítima defesa real – não decorre de erro, se apresenta ao sujeito de maneira correta.

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Legítima defesa putativa – decorre de percepção equivocada. Erro de tipo ou de


proibição.
Legítima defesa sucessiva – reação ao excesso de quem se encontrava inicialmente
em legítima defesa.

2.3 Estrito cumprimento do dever legal

Definição doutrinária – ação praticada em cumprimento a um dever imposto por lei.


Ex.: Execução realizada pelo carrasco, ou homicídio do inimigo em campo de batalha
em caso de guerra. Não abrange dever moral ou religioso.

2.4 Exercício regular de direito

Definição doutrinária – desempenho de prática ou atividade autorizada por lei.


Ex.: Intervenção cirúrgica sem consentimento se autorizada por lei. Coação para
impedir o suicídio.

Ofendículos – visam prevenir eventuais ofensas a um bem. Devem estar visíveis e de


fácil percepção. Ex.: cercas elétricas, cacos de vidro nos muros, cães ferozes.
Instalação: exercício regular de direito
Resultado: legítima defesa, se não envolver inocentes.

Descriminantes Supralegais:

Consentimento do ofendido – só é descriminante se:


1 – não tiver relevância para a tipicidade do fato. 2 – se decorrer de manifestação
válida do ofendido. 3 – se bem sacrificado for disponível.

Descriminantes Putativas:

Isenta de pena quem, por erro justificado pelas circunstâncias, supõe situação de fato
que se existisse seria lícita.

Descriminantes putativas:
• Erro evitável (inescusável) – exclui dolo, mas admite culpa.
• Erro inevitável (escusável) – isenta de pena
Agente acredita estar acobertado por excludente de ilicitude, quando na verdade não
está.

Erro de Tipo:

Erro essencial – erro que incide sobre as elementares do tipo penal.


- se evitável – exclui dolo, mas admite culpa se o crime tiver previsão da modalidade
culposa. Caso não tenha, a simples exclusão do dolo tornará a conduta atípica.
- se inevitável – exclui dolo e consequentemente a tipicidade.

Erro provocado por terceiro – quem provocou o erro responde pelo crime (autoria
mediata).

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Erro sobre a pessoa – não exclui dolo ou culpa (tipicidade). Considera-se as


qualidades da vítima imaginada, e não da vítima de fato, para eventuais qualificantes
ou atenuantes. (Erro acidental)
Evitável – exclui dolo, mas admite culpa.
Essencial
Erro de tipo Inevitável – exclui dolo.

Acidental Não exclui dolo ou culpa

Erro de Proibição:

Erro sobre a ilicitude do fato.


O conhecimento da lei é inescusável. O erro recai sobre o que é lícito ou ilícito, sobre
o que é justo ou injusto.

Erro de proibição influencia na culpabilidade do agente, não no crime.

Erro de proibição:
- Se vencível (evitável): diminui pena (culpabilidade reduzida)
- Se invencível (inevitável): exclui culpabilidade, isenta de pena.

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Aula 4
Culpabilidade

Culpabilidade – pressuposto para aplicação da pena

Três teorias:
• Teoria psicológica – Dolo e culpa são espécies de culpabilidade – relação com
a Teoria Clássica da Ação – se há dolo ou culpa, há culpabilidade.
Desconsidera coação moral irresistível, por exemplo.
• Teoria psicológica-normativa – Dolo e culpa elementos integrantes. Considera
aspectos normativos ao excluir culpabilidade em determinadas situações,
como coação moral irresistível. Elementos desta teoria:
 Imputabilidade  Dolo ou culpa
 Exigibilidade de conduta diversa.

• Teoria Normativa Pura – Adotada pelo CP brasileiro

Baseada na Teoria Finalista da Ação. Juízo de valor da culpabilidade é puramente


normativo.

Requisitos da culpabilidade: (cumulativos)

• Imputabilidade
• Potencial conhecimento da Ilicitude
• Exigibilidade de conduta diversa.

1 – Imputabilidade penal

Capacidade de entender o fato ilícito e agir de própria vontade.


Dois aspectos: aspecto intelectivo (entendimento) e aspecto volitivo.

Excludentes de imputabilidade: três sistemas


• Biológico ou etiológico
• Psicológico
• Biopsicológico
CP brasileiro adotou como regra o sistema biopsicológico
Em razão de enfermidade ou retardo mental, era ao tempo da ação ou omissão,
inteiramente privado da condição de compreender o caráter ilícito da conduta e de auto-
determinar-se.

Hipóteses de inimputabilidade:

 Menoridade: presunção é absoluta. Baseada em previsão constitucional.

 Doença mental e Desenvolvimento mental incompleto:


- Doente mental – não possui capacidade de discernimento.

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- Desenvolvimento mental incompleto – completará o desenvolvimento mental com o


tempo.
- Retardado – não se desenvolveu completamente e jamais se desenvolverá.

Só excluem culpabilidade, tornando o agente inimputável, se retirar a capacidade


plena de entender o caráter ilícito do fato e de determinar-se.

Inimputável = aspecto biológico + aspecto psíquico


(Doença mental ou desenvolvimento mental (Inteira capacidade de entender o
retardado ou incompleto) caráter ilícito do fato e de determinar-
se)

 Embriaguez completa : decorrente de caso fortuito ou força maior.

A emoção e a paixão ou a embriaguez voluntária ou culposa: Não excluem a


imputabilidade. CP

- Força maior: agente não sabe que está ingerindo substância que causa embriaguez
- Caso Fortuito: agente embriaga-se contra própria vontade, normalmente decorre de
coação física ou moral irresistível.

Novamente Inimputável = aspecto biológico + aspecto psíquico.

Observação importante: As três hipóteses de inimputabilidade explanadas acima não


descaracterizam o crime em si, mas isentam o agente de pena.

Semi-imputabilidade: privação relativa da capacidade de entendimento e determinação.


Sujeito passa a ser considerado fronteiriço ou semi-imputável.
- Diminuição da reprovabilidade da conduta. Não exclui culpabilidade, mas atenua a
pena. Gera redução de pena de 1/3 a 2/3.

2 – Potencial conhecimento da ilicitude

Ilicitude entendida como conhecimento vulga do justo ou injusto (certo ou errado).


Exige-se não o conhecimento atual da ilicitude, mas sim o potencial conhecimento da
ilicitude.

Exclusão do potencial conhecimento da ilicitude:


Erro de proibição inevitável ou invencível – isenta de pena
Erro de proibição evitável ou vencível – diminui a pena

3 – Exigibilidade de conduta diversa

Segundo a lei, não há culpabilidade diante da inexigibilidade de conduta diversa quando


diante de coação irresistível e de obediência hierárquica. A ordem não
manifestamente ilegal – punível somente o autor da ordem ou coação – autoria mediata.

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Coação irresistível
- física – não realiza a ação, sendo apenas objeto. Não há conduta. Exclui-se a
tipicidade.
- moral – age com opções de escolha bastante restringidas – há conduta. Exclui-se
a culpabilidade.

Obediência hierárquica – válido somente para AP. Elementos:


- ordem não manifestamente ilegal – deve se emanada por autoridade competente.
- via de regra, três envolvidos – superior, subordinado e vítima.
- subordinação hierárquica em direito público – estrito cumprimento da ordem.

 Alguns autores consideram a exigibilidade de conduta diversa como um princípio


geral da culpabilidade, admitindo-se assim outras causas supralegais.

Crime culposo e inexigibilidade de conduta diversa


Crime culposo – não observância do dever de cuidado (previsibilidade) – objetiva
(exigida para homem médio) – subjetiva (leva em conta características pessoais do
agente)

A objetiva exclui tipicidade A subjetiva exclui culpabilidade

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