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Curso Técnico em Transações Imobiliárias Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa Elaboração: Equipe

Curso Técnico em Transações Imobiliárias

Curso Técnico em Transações Imobiliárias Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa Elaboração: Equipe

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa

Elaboração: Equipe Técnica da Escola CEAD

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Copyright© 2010 All Rights Reserved. Todos os Direitos Reservados.

Julho de 2010

APRESENTAÇÃO

O presente material contém informações básicas sobre comunicação e expressão em Língua

Portuguesa, as quais são indispensáveis ao exercício da profissão de Técnico em Transações Imobiliárias.

Ele está dividido em quatro capítulos organizados em duas partes: teórica e prática, contendo exercícios de fixação ao término de cada capítulo.

O primeiro capítulo define a linguagem, enquanto o segundo trabalha a diversidade textual,

enfatizando a narração, a descrição e a dissertação. Textos técnicos, cujas estruturas servem como base para a produção de textos de mesma finalidade, são apresentados no terceiro capítulo. Por fim, o quarto capítulo apresenta os elementos gramaticais que trazem maiores dificuldades no estudo da Língua Portuguesa.

Dessa forma, espera-se que este material estimule o aluno a completar sua formação e o auxilie em seu cotidiano profissional.

Bons estudos!

ÍNDICE

CAPÍTULO 1 - LINGUAGEM E COMUNICAÇÃO

1

1.1 LINGUAGEM, LÍNGUA E FALA DEFINIÇÃO E FUNÇÃO

1

1.2 INSTRUMENTO DE AÇÃO

1

1.3 PROCESSO

2

1.4 DIVERSIDADE

2

Exercícios

4

Respostas

6

CAPÍTULO 2 TEXTO

7

2.1

INTRODUÇÃO

7

2.1.1 JULGAMENTOS E COMUNICAÇÕES OBJETIVAS

7

2.1.2 A ENTREVISTA COMO TÉCNICA DE COMUNICAÇÃO

7

2.2 DIVERSIDADE TEXTUAL

7

2.3 ADEQUAÇÃO VOCABULAR

8

2.4 SEMÂNTICA

8

2.4.1

SINOMÍNIA, ANTONÍMIA E POLISSEMIA

8

2.5

RECURSOS DA EXPRESSÃO ESCRITA

10

2.5.1 ELIMINAÇÃO DO QUEÍSMO

10

2.5.2 COERÊNCIA

11

2.5.3 COESÃO

11

2.5.4 HIERARQUIA DE IDEIAS

11

2.6

NARRAÇÃO

11

2.6.1 DEFINIÇÃO E ELEMENTOS DA NARRATIVA

11

2.6.2 TIPOS DE NARRADOR

12

2.6.3 TIPOS DE DISCURSO

12

2.7 DESCRIÇÃO

13

2.8 DISSERTAÇÃO

13

2.9

ARGUMENTAÇÃO E INTENCIONALIDADE

13

Exercícios

14

Respostas

17

3.1

PARAGRAFAÇÃO

18

3.2

DIVERSIDADE E PECULIARIDADES

19

3.2.1 BILHETES, AVISOS E TELEGRAMAS

19

3.2.2 FORMULÁRIOS

20

3.2.3 FORMULÁRIO DE REQUERIMENTO

23

3.2.4 AUTORIZAÇÃO DE SERVIÇO

24

3.2.5 DECLARAÇÃO E RECIBO

25

3.2.6 CARTAS COMERCIAIS

27

3.2.7 PLANEJAMENTO

28

3.2.8 RELATÓRIO

28

 

Exercícios

30

Respostas

32

CAPÍTULO 4 ELEMENTOS GRAMATICAIS

34

4.1 FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO

34

4.2 ORTOGRAFIA

35

4.3 NOÇÕES DE ACENTUAÇÃO GRÁFICA

37

4.3.1 NOÇÕES PRELIMINARES

37

4.3.2 REGRAS DE ACENTUAÇÃO

37

4.3.3 CRASE

38

4.4 PONTUAÇÃO

39

4.5 CONCORDÂNCIA VERBAL

40

4.6 CONCORDÂNCIA NOMINAL

41

4.7 REGÊNCIA

42

4.8 PRONOMES

46

 

Exercícios

50

Respostas

54

BIBLIOGRAFIA

55

CAPÍTULO

COMUNICAÇÃO

1.1 LINGUAGEM, LÍNGUA E FALA DEFINIÇÃO E FUNÇÃO

E

1

LINGUAGEM

-

LÍNGUA E FALA – DEFINIÇÃO E FUNÇÃO E 1 LINGUAGEM - Desde o início, o ser

Desde o

início, o ser

humano

sentiu

necessidade de reunir-se em grupos para se manter e se perpetuar sobre a Terra. Nesse contexto, a comunicação tornou-se fundamental para garantir a união e a sobrevivência do grupo.

Para efetuar a comunicação, o ser humano lançou mão de vários sinais (signos) através dos quais buscou exteriorizar o que pensava e sentia dentro de si, criando a linguagem. Por meios de sons, cores, gestos, desenhos, palavras (códigos), o homem consegue transmitir seus sentimentos e pensamentos em todas as situações da vida.

Desse modo, a linguagem pode ser definida como a faculdade que tem o homem de exprimir seus estados mentais, por meio de um sistema organizado de signos, em busca da comunicação. Uma vez que ela implica a expressão de novas ideias em momentos diversos, a linguagem é exclusiva do homem, portanto, o elemento que o distingue dos demais seres.

1.2 INSTRUMENTO DE AÇÃO

Dentre os vários sistemas de comunicação, o mais completo e natural, empregado na comunicação humana é a linguagem verbal ou língua. É a única modalidade de linguagem que utiliza palavras (signos verbais) e é o principal código através do qual os membros de uma determinada sociedade se comunicam entre si. É um código de signos convencionais, capaz de expressar a realidade cultural de uma comunidade e que é aceito por ela e, de certa

maneira, imposto a seus membros como forma de comunicação.

Sendo uma criação social, a língua é um produto histórico. Ela evolui, transforma-se no decorrer do processo de desenvolvimento da comunidade que a utiliza, embora dificilmente possam ser sentidas mudanças radicais durante o período de vida de uma pessoa.

Cada comunidade linguística possui um tipo de língua para sua comunicação; por isso, existem várias línguas, como o inglês, o espanhol, o russo, o português, entre tantas outras.

As línguas apresentam-se sob duas formas com características específicas:

Forma oral, que é a forma básica e originária.

Forma escrita, adquirida posteriormente pela humanidade, mas que tem desempenhado um papel importantíssimo na manutenção e transmissão das aquisições culturais dos povos.

A língua é, então, um sistema de comunicação formado por sons articulados (aqueles que são produzidos pelo aparelho fonador humano), que os membros de uma comunidade usam como forma principal de comunicação.

Por outro lado, quando uma pessoa, pertencente a uma dada comunidade linguística,

a do português, por exemplo, expressa suas

ideias, utiliza o código verbal estruturado

(língua) de forma pessoal, individual, escolhendo dentre várias possibilidades (vocabulário, estrutura da frase etc.) aquelas que lhe convêm no momento, realizando um enunciado.

A fala, então, é a utilização individual da língua

com vistas à comunicação. É um fenômeno fonético (composto de sons vocais) e provém de

uma atividade psicofisiológica do indivíduo.

A representação gráfica da fala é a escrita. Não

é uma representação fiel, mas equivalente e

que, nas línguas modernas, tem regras próprias.

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -1

1.3 PROCESSO

A comunicação verbal se refira da seguinte

forma: o emissor envia uma mensagem ao receptor. Para que possa ser compreendida, a mensagem requer: um contexto, isto é, uma situação a que ela se refere; um código pelo

menos parcialmente comum entre o emissor e o receptor e, finalmente, um canal que torne possível a comunicação.

No ato de comunicação verbal, podemos dar mais ênfase a um fator do que a outro. Daí a existência de seis funções da linguagem:

emotiva, conativa, referencial, fática,

metalinguística e poética. Vejamos a definição

de cada uma delas, exemplificando-as.

A função emotiva centraliza-se no próprio

emissor, na primeira pessoa do discurso,

procurando expressar sentimentos e emoções.

O uso de interjeições e sinais de pontuação,

como o ponto de exclamação (!) e as reticências

( ),

linguagem. Ex.: Oh! Meu bem, não me deixe tão só

é característica dessa função da

A função conativa concentra-se sobre o

receptor, na segunda pessoa (com quem se

está falando), procurando influenciá-lo. O uso

do imperativo é característico dessa função da

linguagem. Os anúncios publicitários, na intenção de convencer o receptor, utilizam em larga escala a função conativa.

Ex.: “Compre um carro e ganhe uma viagem”.

A função referencial concentra-se sobre o

contexto, no referente, e tem por finalidade a própria informação, procurando transmitir dados

da realidade de maneira objetiva. Utiliza, sobretudo, a denotação.

Ex.: “O plano econômico divulgado pelo

Governo é relevante, por repor a reforma fiscal

na agenda do dia. Mas não passa de uma

tentativa de pacto entre União, Estado e Municípios contra o contribuinte.” – FSP,

08/11/92.

A função fática centraliza-se no canal e tem por finalidade estabelecer, prolongar ou interromper o processo de comunicação. Quando atendemos ao telefone e dizemos “alô”, estamos fazendo uso dessa função da linguagem.

Ex.:

Olá, tudo bem?”, estamos fazendo uso dessa função da linguagem. Ex.: Tudo bem, e você? A função metalinguística

Tudo bem, e você?uso dessa função da linguagem. Ex.: Olá, tudo bem? A função metalinguística concentra-se no próprio

A função metalinguística concentra-se no

próprio código: procura falar do próprio código

ou verificar se ele é comum ao emissor e ao

receptor.

ou verificar se ele é comum ao emissor e ao receptor. Ex.: O que é tópico

Ex.: O que é tópico frasal? Tópico frasal é a frase que indica o assunto sobre o qual falamos no parágrafo.

A função

mensagem.

poética

o qual falamos no parágrafo. A função mensagem. poética centraliza-se na própria Ex.: “Minha terra tem

centraliza-se

na

própria

Ex.: “Minha terra tem palmeiras Onde canta o Sabiá As aves que aqui gorjeiam Não gorjeiam como lá.” (Gonçalves Dias)

1.4 DIVERSIDADE

Conforme foi dito, anteriormente, a língua expressa a realidade cultural de uma comunidade; dessa forma, podemos considerar os níveis de linguagem.

Nível culto / formal – A linguagem verbal é utilizada com maior cuidado quanto ao vocabulário e às regras A linguagem verbal é utilizada com maior cuidado quanto ao vocabulário e às regras gramaticais. Ex.: Se os governantes quiserem, poderão melhorar as condições de vida da população.

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -2

Nível coloquial – É a linguagem do dia-a-dia, empregada em situações informais. Ex.: Ele precisa de grana. É a linguagem do dia-a-dia, empregada em situações informais. Ex.: Ele precisa de grana.

Nível técnico – Diferencia-se do nível culto Diferencia-se do nível culto

porque utiliza a terminologia própria de cada ciência ou especialização profissional.

Ex.: “

que se passa, assim como os microfones capta o som tal como é emitido. Câmeras e microfones não têm emoções, nem formação cultural, nem background, nem opiniões logo, poderiam reproduzir, objetivamente, o que está acontecendo. Ocorre, entretanto, que, no caso do telejornalismo, a mediação entre o fato e a versão dele que é levada ao ar multiplicou-se ”

a câmera de TV registra, friamente, o

(Clovis Rossi. “Introdução“ em O que é jornalismo. 4 ed. São Paulo: Ática,1984) jornalismo. 4 ed. São Paulo: Ática,1984)

Nível popular – Ligado à identidade do falante, à sua escolaridade, à sua profissão, ao seu “status” Ligado à identidade do falante, à sua escolaridade, à sua profissão, ao seu “status” social. As pessoas menos favorecidas, que não tiveram instrução escolar, usam, geralmente, a linguagem popular. Ex.: “Nu sítiu di Nhá Maria tava tudo in órdi”.

Nível literário – É o nível mais elevado de linguagem e é usado pelos poetas, romancistas, cronistas É o nível mais elevado de linguagem e é usado pelos poetas, romancistas, cronistas etc. Ex.:Cheguei. Chegaste. Vinhas fatigada É triste, e triste e fatigado eu vinha Tinhas a alma de sonhos povoada, E a alma de sonhos povoada eu tinha.”

(Olavo Bilac)

ABC do Sertão

(Zé Dantas e Luiz Gonzaga)

(Olavo Bilac) ABC do Sertão (Zé Dantas e Luiz Gonzaga) Lá no meu sertão pros caboclo

Lá no meu sertão pros caboclo lê

têm que aprender um outro abc

o

jota é ji, o éle é lê

o

ésse é si, mas o érre

tem nome de rê

até o ypsilon lá é pssilone

o

eme é mê, o ene é nê

o

efe é fê, o gê chama-se guê

Na escola é engraçado ouvir-se tanto “ê”

a, bê, cê, dê

fê, guê, lê, mê

nê, pê, quê, rê

tê, vê e zê.

Note que a letra de “ABC do Sertão” relata o uso da língua no sertão nordestino, valorizando o abc materno da região. No verso “têm que aprender um outro abc” é nítida a consciência dos autores ao afirmarem a existência de um ABC culto.

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -3

Exercícios 1. Leia atentamente as frases abaixo e identifique o nível de linguagem de acordo

Exercícios

1. Leia atentamente as frases abaixo e identifique o nível de linguagem de acordo com o código:

a) Culto

b) Técnico

c) Coloquial

1. (

)

)

E aí, galera, a festa ta legal?

2. (

Dar-lhe-ia um carro.

3. (

) Torno é uma máquina-ferramenta

)

)

4. (

em que, devido ao movimento de rotação dado às peças a serem trabalhadas (madeira, marfim, metal), se faz acabamento delas, dando-lhes a forma cônica ou cilíndrica, polindo- as, retificando-as, com a ajuda de ferramentas adequadas. Não saquei qual é o lance.

5. (

Fi-lo porque quis.

2.

Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações abaixo:

a. (

) A linguagem é a faculdade de exprimir sentimentos e/ou pensamentos por meio de signos verbais ou não verbais

b. (

) A linguagem verbal é a única existente

c. (

)

A

fala

é

a

utilização

individual

da

 

língua

 

d. (

) A função metalinguística centraliza-se no falante/emissor

e. (

) A função referencial tem por finalidade a própria informação

f. (

) No nível popular a linguagem é utilizada com maior cuidado quanto aos vocabulários e às regras gramaticais

3.

Identifique a função de linguagem

utilizada em cada um dos textos seguir:

a

1.

Levanto-me, procuro uma vela, que a luz vai apagar-se. Não tenho sono. Deitar-me, rolar no colchão até a madrugada, é uma tortura. Prefiro ficar sentado, concluindo isto. Amanhã não terei com que me entreter”. (Graciliano Ramos)

2.

“Por mais que você se vista na moda, sem um Technos no pulso, você vai se sentir meio despido. Ponha um Technos no pulso. Antes que seu pulso caia de moda”.

3.

Mas o que é mesmo uma bicicleta? Bicicleta é um veículo de duas rodas, sendo a traseira acionada por um sistema de pedais que movimentam uma corrente transmissora.

4.

Posso ajudá-lo, cavalheiro? Pode. Eu quero um daqueles, daqueles Pois não?

 

Um

como é mesmo o nome?

Sim? (Luís Fernando Veríssimo)

 

4.

Complete a cruzadinha da próxima página identificando os níveis de linguagem a seguir:

1. “Nóis num tava in casa”

2. “Qual é a tua, xará?”

3. “As vitaminas se dividem em dois grupos:

a) Hidrossolúveis encontram-se nos meios aquosos;

b) Lipossolúveis encontradas nos lipídios.” (Bolsanello e José Daniel)

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -4

4. De tudo ao meu amor serei atento Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto Que mesmo em face do maior encanto Dele se encante mais meu pensamento.” (Vinícius de Moraes)

5. “O homem vive atualmente um momento especialmente difícil devido à inversão de valores.” (Auto desconhecido)

2-

1- L 4- I N 5 G U A G 3- E M
1-
L
4-
I
N
5
G
U
A
G
3-
E
M

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -5

Respostas

 

1 C

2 A

I

-

3 B

 

4 C

5 A

II -

a-V

b-F

c-F

d-F

e-F

f-V

 

1 Função Emotiva

2 Função Conativa /

III -

Apelativa

3 Função Referencial

4 Função Fática

 

1 Popular

2 Coloquial

IV -

3 Técnico

4 Literário

5 Culto

2-

1-

P

O

P

U

L

A

R

 
 

4-

L

I

T

E

R

A

R

I

O

 

N

 

5

G

C

O

L

O

Q

U

I

A

L

 

U

 

A

 

L

G

T

 

3-

T

E

C

N

I

C

O

 

O

 

M

 

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -6

CAPÍTULO 2 TEXTO

2.1 INTRODUÇÃO

2.1.1

OBJETIVAS

JULGAMENTOS

E

COMUNICAÇÕES

As palavras são carregadas de diversos sentidos. Portanto, é necessário cuidado ao selecioná-las, pois elas podem tornar um texto enviesado, ou seja, pleno de julgamentos.

Julgamento é toda forma de expressão que traduz aprovação ou desaprovação do escritor em face dos acontecimentos, pessoas e objetos por ele descritos.

Ex.: Não gostei da partida de futebol que acabei de assistir.

Diferentemente, as comunicações objetivas podem ser observadas e verificadas por todos, uma vez que são constituídas de fatos geralmente admitidos.

Ex.: O jogo terminou empatado.

Por outro lado, as frases ou enunciados podem ser objetivos ou parciais. Os enunciados objetivos comunicam fatos; os enunciados parciais expressam julgamentos e opiniões.

Ex.: Meu vizinho vendeu o carro. (fato) Parece que Maria saiu. (julgamento / opinião)

Comunicações enviesadas podem ser evitadas de diversas formas. Uma dessas é, de posse de um tema, listar argumentos que pretendam causar uma ideia favorável ao leitor ou ouvinte e que pretendam questionar suas opiniões estabelecidas. Isto deve ser empregado, em especial, na elaboração de redações.

2.1.2 A ENTREVISTA COMO TÉCNICA DE COMUNICAÇÃO

A entrevista consiste numa série de perguntas feitas por uma pessoa diretamente a outra ou a um grupo. Existem dois tipos de entrevistas:

estruturada e não-estruturada. Chama-se de estruturada a entrevista em que as perguntas são planejadas previamente. Por outro lado, a entrevista não-estruturada é aquela em que as perguntas são elaboradas durante a própria entrevista, de acordo com as necessidades.

Antes da entrevista é necessário determinar um objetivo, escolher um momento adequado e os meios que poderão propiciá-la. Durante a

entrevista é importante deixar o cliente à vontade, explicar a ele o motivo da entrevista e ouvi-lo com atenção e interesse. É imprescindível o cuidado com a postura e com

as reações às colocações do cliente.

Ora, o êxito de uma entrevista depende, em grande medida, da formulação das perguntas.

As perguntas podem ser usadas para estimular

o pensamento, aumentar a compreensão do

assunto, introduzir novos conceitos, corrigir causas e efeitos, despertar o interesse, propor a

busca de novas alternativas e soluções. Para despertar ideias criativas, deve-se fazer perguntas que proponham para a situação:

novos usos, modificação, aumento ou diminuição, substituição, inversão e reajustamento.

Seguem-se, abaixo, algumas características da pergunta:

concisão: usar apenas as palavras necessárias para expor as questões.

clareza: utilizar linguagem simples e direta; uma coisa de cada vez.

objetividade: empregar forma direta e precisa.

originalidade: despertar o interesse e poder criador.

desafio: levar a pensar, relacionar, analisar, avaliar, concluir e aplicar.

2.2 DIVERSIDADE TEXTUAL

Dependendo da intenção de quem escreve e do objetivo a ser atingido, utilizamos formas e conteúdos diferentes ao elaborarmos um texto

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -7

em prosa. Existem três tipos ou gêneros de textos em prosa: narração, descrição e dissertação. Todos estes tipos podem ser resumidos pela palavra “redação”.

As principais características desses três tipos de redação podem ser resumidas da seguinte maneira

Narração

apresenta fatos em sequência (ações);

apresenta narrador, personagens, tempo, espaço, conflito, clímax e desfecho;

pode ser verídica ou verossímil.

Descrição

fornece características de pessoas, animais, objetos, cenas etc.;

pode ser objetiva ou subjetiva;

baseia-se na apreensão de características que podem ser captadas pelos sentidos.

Dissertação

expressa

julgamento,

avaliação,

contestação, verificação;

definição,

divide-se em: introdução, desenvolvimento, conclusão;

apoia-se em fatos reais e argumentos.

2.3 ADEQUAÇÃO VOCABULAR

Redigir é basicamente dar forma de frases às ideias, a fim de que os leitores as compreendam. Segundo Othon Garcia, “as palavras são o revestimento das ideias”; assim, quanto maior for o número de palavras adequadas à expressão do pensamento de modo preciso, claro e fiel, temos condições melhores de reflexão e de assimilação de conceitos. No entanto, somente o conhecimento de palavras

não basta para a expressão do pensamento. É preciso estudar gramática para saber falar e escrever adequadamente no capítulo “Elementos Gramaticais” você estudará alguns aspectos gramaticais importantes para a expressão de ideias.

2.4 SEMÂNTICA

A palavra semântica, de acordo com o Aurélio, é o “estudo das mudanças ou transladações sofridas, no tempo e no espaço, pela significação das palavras”. A partir dessa afirmação, podemos tratar de outros conceitos importantes:

afirmação, podemos tratar de outros conceitos importantes: 2.4.1 – SINOMÍNIA, ANTONÍMIA E

2.4.1

SINOMÍNIA,

ANTONÍMIA

E

POLISSEMIA

As palavras são essenciais para expressão do

nosso pensamento. Portanto, para compreender

o que ouvimos e lemos é indispensável

conhecer o significado das palavras, ou seja,

seu significado preciso, pois uma mesma palavra pode ter significados diferentes. O contexto é que delimita o significado de uma palavra.

Quanto ao significado, as palavras podem ser:

sinônimas, antônimas, homônimas ou parônimas.

Sinonímia trata das palavras sinônimas. As palavras são consideradas sinônimas quando apresentam uma semelhança de sentido e pode substituir uma a outra no mesmo contexto.

Ex.:

leito.’”

“Como

estava

doente,

recolheu-se

ao

Podemos trocar a palavra leito por cama, sem prejudicar o sentido geral da frase.

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -8

Antonímia trata das palavras antônimas. As palavras são consideradas antônimas quando expressam sentido contrário.

censo de população recenseamento falta de senso insensato seção de perfumaria sessão de cinema cessão de propriedade

 

Ex.: “Pedrinho é muito medroso.”

 

“Pedrinho é muito corajoso.”

     

Polissemia trata das palavras que assumem vários sentidos, ou seja, que podem assumir vários significados, dependendo do contexto em que estão inseridas. Ex.: mangueira tubo de borracha ou árvore; pena compaixão, pluma ou punição. Entre elas podemos citar as homônimas e as parônimas. Homonímia trata das palavras homônimas. São homônimas quando são idênticas na forma ou na pronúncia, mas com significados diferentes.

coser costurar cozer cozinhar acentos gráficos acentuação assentos estofados - lugar para sentar taxa de serviços tacha de sapateiro tachinha

Paronímia trata das palavras parônimas. São palavras parônimas quando são muito parecidas na forma.

Exe.:

 

Edifício alto

 

Auto-retrato

Ex.: “O conserto deste carro ficará muito caro”.

 

Nesta frase, conserto significa “reparo”.

 

Pego em flagrante. Que flagra! (gíria da juventude)

 

“Você irá ao concerto de música clássica no domingo?”

A

descrição de uma pessoa.

A

discrição

demonstra

respeito

aos

outros.

 

(discreto)

 

Nesta

frase,

concerto

significa

“sessão

 

musical”.

Vultoso volumoso Vultuoso - com doença que provoca inchaço

Para mamãe.”

 

Para, mamãe.”

Tráfego de veículos. Tráfico de drogas.

 

Na primeira frase, a palavra para é uma preposição que significa destina-se à mamãe.

Discriminação de pedra preciosa. (separação) Discriminação racial. (preconceito)

Na segunda frase, a palavra para é um verbo que significa parar de falar.

O

emigrante parte para novas terras.

 

O

imigrante chega ao novo país.

 

Outros exemplos:

 

Os ladrões chegaram despercebidos. (sem serem notados) Mercearia desapercebida. (desabastecida)

colher (é) talher colher (ê) pegar

manga fruto manga parte do vestuário

 

Cidadão eminente (célebre) Perigo iminente (prestes a acontecer)

 
 

Como é fragrante este bolo!

 

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -9

A fragrância do perfume.

Pudim de calda. Cauda do cometa. O garçom veio ao encontro dos fregueses. (estar de acordo)

O carro bateu de encontro ao poste. (ir contra)

Infligir cartão ao jogador. (aplicar) Infringir a lei. (Violar) Descriminação do acusado. Descriminar o outro. (tirar a culpa)

O

cavaleiro monta a cavalo.

O

cavalheiro tem boas maneiras.

Quando eu vir o mar, ficarei feliz. (verbo ver)

Quando vier à cidade, procure-me. (verbo vir)

2.5 RECURSOS DA EXPRESSÃO ESCRITA

Algumas maneiras de melhorar a qualidade comunicativa da redação:

Concisão: dizer o que é necessário para a compreensão. São os seguintes procedimentos que garantem a concisão:

eliminação de repetições ou informações redundantes; exclusão de rodeios verbais (circunlóquios).

Harmonia: tornar a redação harmoniosa é preocupar-se desde a limpeza do trabalho até a maneira de estruturar as frases de modo que soem bem juntas. O recurso de harmonia que vamos estudar é a simetria entre as frases ou suas partes. A simetria em termos de palavras é conhecida como paralelismo.

Paralelismo: recomenda que todos os termos da frase que têm o mesmo valor devem ter a mesma forma. Ex.: Não saí de casa por estar gripado e por estar chovendo.

Os dois motivos estão colocados com a mesma forma (por estar

Uso dos pares correlativos

São expressões que adicionam dois termos

ou orações equivalendo à conjunção e: não

quanto; não tanto seja; etc.

Ex.: Quer seja dia, quer seja noite, os

hospitais estão a postos.

mas também; tanto

ou; seja

quanto; ou

Uso de expressões explicativas

Indicam que vamos iniciar a explicação de um termo anterior. Ex.: Ele agiu com cortesia, ou seja, sendo muito delicado. Ele agiu com cortesia, ou seja, procedeu com muita delicadeza.

Uniformidade no emprego dos verbos

Se empregarmos o verbo de uma oração em um determinado tempo, pessoa ou voz, devemos mantê-los na mesma forma na frase seguinte. Ex.: Quando ficamos cansados de ler, deve-se repousar por alguns instantes.

Uniformizando os verbos, no exemplo anterior, temos;

Ex.: Quando ficamos cansados de ler, devemos repousar por alguns instantes.

2.5.1 ELIMINAÇÃO DO QUEÍSMO

Queísmo é um vício de linguagem. É o uso exagerado da partícula “que”. Na escrita, pode ser eliminado por recursos estilísticos. Vamos ver de forma concisa alguns processos que nos permitem eliminar o queísmo:

Eliminar a conjunção integrante que após

verbos

súplica. Ex.: Desejo que você vença. Desejo sua vitória.

ou

que

expressam

ordem,

desejo

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -10

Escrever as orações sob a forma reduzida. Ex.: Havia muitas pessoas que trabalhavam na empresa. Havia muitas pessoas trabalhando na empresa.

Substituir

os

pronomes

relativos

com

antecedentes

 

pelos

relativos sem

antecedentes do tipo quem, quanto, onde,

como.

Ex.:

A casa em que moro é grande.

 

A casa onde moro é grande.

 

Nominalizar

a

oração subordinada

substantiva, isto é, torná-la um termo formado por substantivos e adjuntos.

Ex.:

É conveniente que você esteja

presente.

É conveniente sua presença.

2.5.2 COERÊNCIA

Coerência é o mesmo que ligação lógica entre as palavras e as ideias, quer dizer, uso de palavras e ideias que fazem sentido se ficarem juntas. Para ser coerente, é necessário: não usar palavras contraditórias; usar as conjunções que liguem adequadamente as ideias e os fatos; tomar cuidado para que uma frase não contradiga as outras.

2.5.3 COESÃO

Por meio da coesão, é feita a união das partes que compõem o texto. Podemos classificá-la em:

a) Coesão referencial: determina como cada parte do texto se refere a outras partes do texto. Ex.: Como foi dito no 3º parágrafo

b) Coesão estrutural: direciona e dá sentido às ideias do texto enquanto cria relações de oposição, adição, conclusão etc, com o emprego de determinadas conjunções.

Ex.: Embora estivessem cansados, foram à festa. As relações textuais visíveis que a coesão traz ao texto reforçam a ideia de que a gramática ajuda a dar sentido ao texto.

2.5.4 HIERARQUIA DE IDEIAS

Hierarquia de ideias ou gradação é um recurso que se baseia em suas disposições de ideias em ordem crescente ou decrescente de importância. Veja o exemplo abaixo:

“Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba”.

( Vieira)

2.6 NARRAÇÃO

2.6.1 DEFINIÇÃO E ELEMENTOS DA NARRATIVA

Damos o nome de narração ao texto em que alguém o narrador relata uma história imaginada ou presenciada por ele. Além disso, o narrador pode contar uma história da qual tenha participado. Numa narração, também podemos encontrar personagens agindo num certo espaço, durante um determinado tempo. O encadeamento dos fatos que ocorrem numa narrativa compõe o enredo.

Assim, os elementos integrantes de um texto narrativo são:

narrador: aquele que conta a história;

personagens:

seres

que

vivem

as

ações

narradas;

encadeamento

enredo:

dos

fatos

numa

narrativa;

tempo:

o

momento

em

que

as

ações

ocorrem;

espaço: o lugar onde acontece a história.

Acrescentemos que o texto abaixo constitui um exemplo de narração:

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -11

O socorro

Ele foi cavando, cavando, cavando, pois

sua profissão coveiro era cavar. Mas,

de repente, na distração do ofício que

amava, percebeu que cavara demais. Tentou sair da cova e não conseguiu. Levantou o olhar para cima e viu que, sozinho, não conseguiria sair. Gritou. Ninguém atendeu. Gritou mais forte.

Ninguém veio. Enrouqueceu de gritar, cansou de esbravejar, desistiu com a noite, sentou-se no fundo da cova, desesperado.

A noite chegou, subiu, fez-se o silêncio das

horas tardias. Bateu o frio da madrugada e,

na noite escura, não se ouvia um som

humano, embora o cemitério estivesse

cheio de pipilos e coaxares naturais dos matos. Deitado no fundo da cova, o coveiro gritou. Os passos se aproximaram. Uma cabeça ébria apareceu em cima, perguntou o que havia: “O que é que há?”

O coveiro então gritou, desesperado:

“Tire-me daqui, por favor. Estou com um

frio terrível!” “Mas, coitado!” – condoeu-se

o bêbado – “Tem toda razão de estar com

frio. Alguém tirou a terra de cima de você, meu pobre mortinho!” E, pegando a pá, encheu-a de terra e pôs-se a cobri-lo cuidadosamente.

(Millôr Fernandes)

2.6.2 TIPOS DE NARRADOR

O narrador é um elemento central de um texto

narrativo, porque com ele a narração pode ser feita em terceira pessoa ou em primeira. A narração em terceira pessoa apresenta um narrador que está fora dos acontecimentos

relatados. Muitas vezes esse narrador conhece

os sentimentos e as emoções das personagens.

Nesse caso, o narrador em terceira pessoa é

considerado onisciente.

Por outro lado, a narração em primeira pessoa

narrador que está dentro do

acontecimento relatado.

traz um

2.6.3 TIPOS DE DISCURSO

Há várias formas de tratar as falas das personagens numa narrativa. O narrador pode utilizar os seguintes expedientes:

discurso direto: o narrador interrompe sua narração e reproduz as falas das próprias personagens. No discurso direto, a fala da personagem é geralmente acompanhada por um verbo de elocução (dizer, falar, responder etc.) e por sinais de pontuação (dois pontos e travessão). Ex.: Rubens respondeu:

Não posso viajar neste final de semana.

discurso indireto: o narrador reproduz com suas palavras aquilo que teriam dito as personagens. Também ocorre no discurso indireto algum verbo de elocução, mas não há sinais de pontuação. Estes são substituídos por conectivos que introduzem orações subordinadas. Assim, a subordinação é uma marca do discurso indireto. Ex.: Rubens respondeu que não podia viajar naquele final de semana.

discurso indireto livre: combina os dois tipos de discurso anteriores, mesclando as intervenções do narrador e as falas das personagens. Isto significa que no discurso indireto livre a fala da personagem não é indicada por verbo de elocução ou por sinais de pontuação. Trata-se de uma forma de narrar econômica e dinâmica, pois permite mostrar e contar os fatos a um só tempo. Ex.: “Não se conformou: devia haver engano. Ele era bruto, sim senhor, via-se perfeitamente que era bruto, mas a mulher tinha miolo. Com certeza havia um erro no papel do branco. Não se descobriu o erro, e Fabiano perdeu os estribos. Passar a vida inteira assim no toco, entregando o que era dele de mão beijada! Estava direito aquilo? Trabalhar como negro e nunca arranjar uma carta de alforria.” (Graciliano Ramos, Vidas Secas)

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -12

2.7 DESCRIÇÃO

Ao utilizarmos a linguagem verbal para construir imagens que representam seres, objetos ou cenas, assumimos uma atitude linguística que se chama descrição. Nesta, elaboramos um “retrato” da coisa descrita por meio de palavras, fazendo com que o leitor perceba características marcantes do ser descrito, de modo a não confundi-lo com nenhum outro. Assim, predominam na descrição adjetivos e verbos de estado. A caracterização de um personagem pode ser feita por meio de descrição física ou psicológica. Ex.: Era um homem alto, magro e triste.

2.8 DISSERTAÇÃO

Na dissertação, apresentamos um ponto de vista acerca de um tema proposto. A dissertação permite, portanto, a expressão da opinião daquele que produz o texto. Mas esta opinião precisa ser defendida por meio de uma argumentação. Portanto, a argumentação constitui o elemento mais importante da dissertação. A fim de tornar mais clara a exposição da opinião, o conteúdo de uma dissertação pode ser dividido em três partes:

introdução - definição do tema ou da ideia ser abordada;

a

desenvolvimento ou argumentação - apresentação dos argumentos, exemplos e dados necessários à defesa;

- argumentos expostos no desenvolvimento.

conclusão:

retomada

coerente

dos

Ex.: “Embora o lixo gerado pelo homem ameace engolfá-lo, outras mudanças, menos drásticas, mas igualmente perigosas ao ambiente, são provocadas pelos esforços de produção de alimentos e exploração de recursos naturais. Os inseticidas e pesticidas já envenenaram muitos animais, perturbando ainda todo o equilíbrio natural entre a caça e os predadores. A agricultura mal executada, excesso de gado nas pastagens, desmatamento descontrolado e a abertura de minas já arruinaram milhares de

alqueires de solo, permitindo que a erosão rapidamente transformasse terras férteis em desertos. Muitas espécies animais desapareceram, vítimas do progresso. O lado negativo da atividade do homem, por mais assustador que pareça, não deve levar ao desespero. É antes, um aviso: ter muito cuidado na caminhada para o futuro”.

(In:O Planeta Terra. São Paulo, Ed. Abril, p.1)

E

INTENCIONALIDADE

A argumentação tem como objetivo convencer, persuadir ou influenciar o leitor ou ouvinte, de que nós é que estamos com a verdade, por meio da apresentação de razões evidenciadas por meio de provas concretas (fatos, exemplos, ilustrações, dados estatísticos, testemunhos fidedignos) e à luz de um raciocínio coerente e consistente. ao serem colocadas no papel ideias que indicam um ponto de vista a respeito de um assunto, é preciso saber aonde se quer chegar com a apresentação de informações e afirmações. É a intenção do discurso que determina qual é o rumo da conversa. Assim, precisamos perguntar: Para que estamos escrevendo? Qual o objetivo do nosso texto? O que queremos mostrar com o texto?

2.9

ARGUMENTAÇÃO

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -13

1. (Fuvest) Assinale Exercícios a alternativa que preenche corretamente as lacunas: Estava da a guerra,

1. (Fuvest)

Assinale

Exercícios

a

alternativa

que

preenche corretamente as lacunas:

Estava

da

a guerra, pois os homens nos erros do

passado.

a)(

) eminente / defraglação / incidiram.

b)(

) iminente / deflagração / reincidiram.

c)(

) eminente / conflagração / reincidiram.

d)(

) preste / confraglação / incidiram.

e)(

) prestes / flagração / recindiram.

2. (Fuvest) Indique a alternativa correta:

a)(

) O ladrão foi apanhado em flagrante.

b)(

) Ponto é a intercessão de duas linhas.

c)(

) As despesas da mudança serão

d)(

vultuosas. ) Assistimos a uma violenta coalizão de

e)(

caminhões. ) O artigo incerto na Revista das Ciências foi lido por todos nós.

3. (Fuvest)

Assinale

a

alternativa

que

preenche corretamente as lacunas

No

sinfônica, houve entre os convidados, apesar de ser uma festa

orquestra

último

da

a) )conserto / flagrantes descriminações / beneficente.

(

b) )concerto / fragrantes discriminações

(

/

beneficiente.

c) )conserto / flagrantes descriminações / beneficente.

(

d) )concerto / fragrantes discriminações

(

/

beneficente.

e) )concerto / flagrantes discriminações

(

/ beneficente.

4. Reformule o período a seguir eliminando o queísmo:

O patrão ordenou que cheguemos cedo, que façamos o serviço e que deixemos tudo em ordem.

5. Os

pares

de

palavras

parônimos exceto:

abaixo

são

a)(

) tráfego tráfico

b)(

) infligir infringir

c)(

) seção sessão

d)(

) flagrante fragrante

6. Identifique o tipo de discurso nos textos a seguir:

a) Mariana contou para a amiga que havia comprado a mobília naquela tarde

b) A mãe perguntou ao filho:

a mobília naquela tarde b) A mãe perguntou ao filho: Você quer uma festa de aniversário

Você quer uma festa de aniversário ou uma viagem?

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -14

7. Você é o autor! Faça uma descrição de você mesmo (a):

7. Você é o autor! Faça uma descrição de você mesmo (a): Comunicação e Expressão em

8. Encontre no quadro abaixo os parônimos das seguintes palavras:

flagrante - infligir - vultuoso - discrição - cavaleiro despercebido

F

L

A

G

R

A

N

T

E

C

N

N

P

D

E

S

C

I

Z

Ô

N

Á

L

I

H

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V

W

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Q

Z

E

L

O

D

I

B

E

C

R

E

P

A

S

E

D

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -16

Respostas

1. B

2. A

3. E

4. O patrão ordenou que cheguemos cedo, façamos o serviço e deixemos tudo em ordem

5. C

6. A) Indireto

B) direto

F

L

A

G

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A

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Z

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D

I

B

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C

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A

S

E

D

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -17

CAPÍTULO 3 TEXTO TÉCNICO

CAPÍTULO 3 – TEXTO TÉCNICO A redação técnica, como qualquer outra composição, exige clareza, coerência,

A redação técnica, como qualquer outra composição, exige clareza, coerência, objetividade, coesão etc. embora apresente estrutura e estilo com características próprias.

3.1 PARAGRAFAÇÃO

O parágrafo é uma unidade do texto que tem

por função agrupar as frases que tratam do

mesmo assunto. Cada parágrafo contém:

tópico frasal: frase que indica o assunto sobre o qual falamos no parágrafo. Geralmente, essa frase é a primeira do parágrafo. O tópico frasal é o cerne do parágrafo e, por isso, todas as frases que o compõem devem estar diretamente relacionadas com o assunto apresentado nele.

desenvolvimento: constituído por frases que explicam, exemplificam ou justificam o assunto indicado no tópico frasal.

conclusão: expressa a opinião ou comentário do autor sobre o assunto do parágrafo. Os parágrafos em geral não apresentam a conclusão clara, mas, se ela estiver presente, será a última frase dele e virá antecedida de conjunções conclusivas:

portanto, então, logo.

O parágrafo pode ser iniciado de várias formas.

Podemos iniciá-lo também com uma frase de natureza interrogativa, com uma alusão a fatos históricos, lendas etc. ou omitindo os dados identificadores. A seguir, algumas dessas formas e respectivos exemplos:

frase de natureza interrogativa: “Quais as providências que estão sendo tomadas para se evitar a destruição do

meio ambiente? Mais que simples palavras, o fato é que a humanidade está consciente do grande problema que representa a destruição ao ambiente natural”.

alusão a fatos históricos, lendas, crendices, anedotas ou acontecimentos: “Conta uma tradição cara ao povo americano que o Sino da Liberdade, cujos

sons anunciaram, em Filadélfia, o nascimento dos Estados Unidos, inopinadamente se fendeu, estalando, pelo passamento de Marshall. Era uma dessas casualidades eloquentes em que a alma ignota das coisas parece lembrar misteriosamente aos homens as

(Rui

grandes verdades esquecidas ( Barbosa).

aos homens as (Rui grandes verdades esquecidas ( Barbosa). )”.  com omissão de dados identificadores:

)”.

com omissão de dados identificadores:

“Você vai conhecê-la dentro de mais alguns dias. A sua figura alegre e simpática, na certa, haverá de cativar todas as pessoas desta casa fria e solitária. Vai chegar, e todos nós iremos recebê-la na estação. Ela é e sempre foi minha tia mais querida. A querida tia Zita!” (redação de um aluno)

Enfim, assim como há diversas maneiras de iniciar um parágrafo, há também diversas formas de desenvolvê-lo. Essas formas são:

por enumeração ou descrição de detalhes; por citação de exemplos; por razões e consequências; por contraste e comparação.

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -18

3.2 DIVERSIDADE E PECULIARIDADES

3.2.1

TELEGRAMAS

BILHETES,

AVISOS

E

O bilhete, o aviso e o telegrama são formas de comunicação elaboradas segundo um princípio comum: a brevidade ou economia de palavras. Apesar desta característica comum, essas formas de comunicação têm também diferenças.

O bilhete é utilizado para transmitir recados, informações ou pedidos a pessoas amigas ou parentes. Por isso, o bilhete é uma comunicação informal. Os bilhetes devem ser escritos em linguagem clara e objetiva e conter somente o que de mais importante precisamos comunicar.

Exemplo:

12 / maio / 2007

Luís,

Peço-lhe o favor de telefonar ao meu irmão, para transmitir-lhe um recado. Trata-se de frases que anotei de para-choques de caminhões, conforme ele me havia pedido.

Obrigado,

Carlos

O aviso caracteriza-se por ser uma

comunicação de serviço. Exige, portanto, uma linguagem mais cuidada e certa formalidade no

trato com as pessoas.

Exemplo:

Amanhã, não haverá

alunos da 2ª série da Escola Afonso Pereira.

para os

aula

Diretoria

12 / 05 / 2007

O telegrama é um meio de comunicação que utilizamos para nos dirigir a alguém com alguma urgência. Há formulários próprios nas agências de Correios e Telégrafos para esse tipo de comunicação.

agências de Correios e Telégrafos para esse tipo de comunicação. Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -19

DESTINATÁRIO:

 

Marília Soares Ramos

 

Rua 13 de Maio 158

 

Centro

 

(Rua, Av., etc.)

 

(Bairro)

 

CIDADE:

Louveira

ESTADO:

São Paulo

 

(ou

nome

da

estação

móvel,

no

(ou

nome

da

estação

terrestre,

no

radiograma)

 

radiograma)

 
 

Sinceras felicitações aos noivos

 
 

Luísa Ramos e família

 

Luísa Ramos de Almeida

 

226-9819

 

NOME DO EXPEDIDOR

 

TELEFONE

 

S.Q.S. 208 Bloco O apto 105

 

Brasília

 

DF

Rua

Bairro

 

Cidade

 

Estado

 

3.2.2 FORMULÁRIOS

Formulário é todo e qualquer modelo impresso, no qual o usuário preenche apenas dados específicos. Os formulários podem ser com ou sem quadrículas. No preenchimento de um formulário sem quadrículas, completamos os dados específicos em letra cursiva ou de imprensa. No preenchimento de um formulário com quadrículas devemos: ler atentamente o que está sendo pedido; utilizar letra bem legível; colocar uma letra em cada espaço, ou dígito,deixando um espaço entre os nomes.

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -20

Exemplo: sem quadrículas

RECIBO

Recebi

do

Sr.(a)

a

importância

de

R$

(

)

referente a

São Paulo, 12 de maio de 2007.

Assinatura

 

Exemplo:

 
 

DESTINATÁRIO:

Marília Soares Ramos

 

Rua 13 de Maio 158

 

Centro

 
 

(Rua, Av., etc.)

 

(Bairro)

 

CIDA

Louveira

EST

São Paulo

 

DE:

ADO:

 

(ou nome da estação móvel, no radiograma)

(ou

nome

da

estação

terrestre,

no

radiograma)

 
 

Sinceras felicitações aos noivos

 
 

Luísa Ramos e família

 
 

Luísa Ramos de Almeida

226-9819

 

NOME DO EXPEDIDOR

TELEFONE

S.Q.S. 208 Bloco O apto 105

Brasília

DF

 

Rua

Bairro

Cidade

Estado

 

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -21

Exemplo: com quadrículas

FOTO 3 X 4

FICHA DE INSCRIÇÃO

1 DADOS ESPECÍFICOS DO CURSISTA

ALUNO

NÚMERO

NOME DO CURSISTA DATA NASC. SEXO ESTADO CIVIL / / m ( ) f (
NOME DO CURSISTA
DATA NASC.
SEXO
ESTADO CIVIL
/
/
m (
)
f (
)
casado ( )
solteiro ( )
desq. (
)
viúvo (
)
divorc. ( )
NATURALIDADE
NOME DO PAI
NOME DA MÃE
ESCOLARIDADE
1º GRAU (
)
2º GRAU
(
)
3º GRAU
(
)

2 ENDEREÇO

LOGRADOURO (Rua, Avenida, Praça etc.) NÚMERO COMPL. (and., sala, apto etc.) TELEFONE CEP BAIRRO CIDADE
LOGRADOURO (Rua, Avenida, Praça etc.)
NÚMERO
COMPL. (and., sala, apto etc.)
TELEFONE
CEP
BAIRRO
CIDADE OU MUNICÍPIO
UF
3
– DADO COMPLEMENTAR
CÉDULA DE IDENTIDADE
NÚMERO
ÓRGÃO EXPEDIDOR
UF
4
– ASSINATURA E DATA
ASSINATURA DO CURSISTA
DATA
/
/

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -22

3.2.3 FORMULÁRIO DE REQUERIMENTO

Requerimento é um documento em que um indivíduo solicita a uma autoridade algo, que pode ou deve lhe ser concedida (o).

CEAD

Centro de Ensino a Distância

Senhora Secretária Escolar:

 

vem requerer dispensa da prática de Educação Física, de acordo com a Lei nº 6.503, de 13 de dezembro de 1977, visto

 

exercer atividade profissional conforme comprovante (Carteira Profissional). 

ter ultrapassado a idade máxima exigida (30 anos completos).profissional conforme comprovante (Carteira Profissional). estar prestando Serviço Militar inicial, conforme

estar prestando Serviço Militar inicial, conforme comprovante.ultrapassado a idade máxima exigida (30 anos completos).   estar obrigado à prática de Educação Física

 

estar obrigado à prática de Educação Física na Organização Militar em que serve,

 

conforme comprovante.

 

ser aluno de pós-graduação, conforme comprovante. 

ter prole, conforme declaração anexa (alunas do sexo feminino).  ser aluno de pós-graduação, conforme comprovante. estar amparado pela Lei nº 1.044, de 21 de

estar amparado pela Lei nº 1.044, de 21 de outubro de 1969.conforme declaração anexa (alunas do sexo feminino).   SP, 12 de maio de 2007. Manoel da

 

SP, 12 de maio de 2007.

Manoel da Silva Carneiro

Matrícula nº 0026

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -23

3.2.4 AUTORIZAÇÃO DE SERVIÇO

A autorização de serviço, normalmente, é dirigida de um chefe de seção a um empregado, dando-lhe permissão para realizar alguma tarefa não rotineira, quer dizer, não frequente.

Autorizo para o PROJETO Digitação Desenho IMPRESSÃO Xerox Offset Fotolito EMERGÊNCIA Revisão Revisão Trabalho: 5

Autorizo para o PROJETO

DigitaçãoAutorizo para o PROJETO Desenho IMPRESSÃO Xerox Offset Fotolito EMERGÊNCIA Revisão Revisão Trabalho: 5 cópias do

Autorizo para o PROJETO Digitação Desenho IMPRESSÃO Xerox Offset Fotolito EMERGÊNCIA Revisão Revisão Trabalho: 5

DesenhoAutorizo para o PROJETO Digitação IMPRESSÃO Xerox Offset Fotolito EMERGÊNCIA Revisão Revisão Trabalho: 5 cópias do

IMPRESSÃO

XeroxAutorizo para o PROJETO Digitação Desenho IMPRESSÃO Offset Fotolito EMERGÊNCIA Revisão Revisão Trabalho: 5 cópias

Autorizo para o PROJETO Digitação Desenho IMPRESSÃO Xerox Offset Fotolito EMERGÊNCIA Revisão Revisão Trabalho: 5

OffsetAutorizo para o PROJETO Digitação Desenho IMPRESSÃO Xerox Fotolito EMERGÊNCIA Revisão Revisão Trabalho: 5 cópias

para o PROJETO Digitação Desenho IMPRESSÃO Xerox Offset Fotolito EMERGÊNCIA Revisão Revisão Trabalho: 5 cópias

Fotolitopara o PROJETO Digitação Desenho IMPRESSÃO Xerox Offset EMERGÊNCIA Revisão Revisão Trabalho: 5 cópias do texto

PROJETO Digitação Desenho IMPRESSÃO Xerox Offset Fotolito EMERGÊNCIA Revisão Revisão Trabalho: 5 cópias do texto
PROJETO Digitação Desenho IMPRESSÃO Xerox Offset Fotolito EMERGÊNCIA Revisão Revisão Trabalho: 5 cópias do texto

EMERGÊNCIA

RevisãoDesenho IMPRESSÃO Xerox Offset Fotolito EMERGÊNCIA Revisão Trabalho: 5 cópias do texto “B” Data:

IMPRESSÃO Xerox Offset Fotolito EMERGÊNCIA Revisão Revisão Trabalho: 5 cópias do texto “B” Data:

RevisãoIMPRESSÃO Xerox Offset Fotolito EMERGÊNCIA Revisão Trabalho: 5 cópias do texto “B” Data: 12/05/2007 .

Xerox Offset Fotolito EMERGÊNCIA Revisão Revisão Trabalho: 5 cópias do texto “B” Data: 12/05/2007 .
Trabalho: 5 cópias do texto “B”
Trabalho:
5 cópias do texto “B”

Data: 12/05/2007.

Assinatura do Responsável

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -24

3.2.5 DECLARAÇÃO E RECIBO

Declaração - também chamada de atestado, é um documento fornecido a pedido do interessado por pessoa credenciada, declarando a ocorrência de um fato ou a existência de uma situação. É composta pelas seguintes partes: timbre, título, texto, fecho, localidade, data e assinatura. Exemplo:

GOVERNO DO ESTADO DO CEARÁ

Secretaria de Educação

Centro de Educação de Jovens e Adultos

03/05

D E C L A R A Ç Ã O

Declaro, a pedido do interessado e para os devidos fins, que ITALMAR ALVES DO NASCIMENTO, portador da carteira profissional nº 005.237, série 590, foi empregado deste Centro, onde exerceu o cargo de Auxiliar de Administração, prestando serviços à Divisão de Ensino Supletivo EDURURAL / MEC, no período de 04/11/03 a 01/05/04 e nada consta em nossos arquivos que desabone sua conduta, sendo pessoa idônea e íntegra.

Fortaleza, 12 de maio de 2007.

Maria Antônia Meireles

Diretora

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -25

Recibo - é um documento escrito em que uma pessoa física ou jurídica declara ter recebido algo ali especificado. É mais comum o recibo que declara recebimento de dinheiro.

Não existe tamanho preestabelecido para o papel do recibo, que varia de acordo com o órgão ou empresa. Exemplo:

BOLSA DE IMÓVEIS CANTAREIRA

RECIBO Nº A-340/2005

Aluguel:

Retenção do I.R.:

Líquido a receber:

Recebemos da firma HOTEL CRAVEIROS LTDA., estabelecida na Av. João Paulo I, 86, inscrita no CGC sob número 52.437.880/0001-35, a quantia de referente ao aluguel do mês de maio de 2007 do

imóvel onde se encontra estabelecida.

Florianópolis, 12 de maio de 2007.

Indalécio Perdigão Administrador

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -26

3.2.6 CARTAS COMERCIAIS

As cartas comerciais são documentos que permitem o relacionamento das empresas com o público ou com outras empresas. São comunicações de serviço e, por causa disso, obedecem a uma forma padronizada de linguagem. As partes de uma carta comercial são: timbre, data, endereçamento, vocativo, texto, despedida e assinatura. Exemplo:

MÓVEIS SATÉLITE S.A. Caixa Postal 839 - SP

(timbre)

São Paulo, 28 de maio de 2007.

Senhores Gonçalves Irmãos Ltda. Rua do Carmo, 20 01039-000 - São Paulo - SP

(endereçamento)

(data)

Prezados Senhores,

(vocativo)

Solicitamos de V.Sas. referências e informações sobre o conceito comercial de que é merecedora a firma SILVA & Cia, que sabemos ser sua cliente. Garantimos a máxima reserva a respeito de sua resposta, colocando a salvo qualquer

responsabilidade da parte de V.Sas.

(texto)

Atenciosamente,

(despedida)

MÓVEIS SATÉLITE S.A. (assinatura)

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -27

3.2.7 PLANEJAMENTO

A realização de atividades complexas requer

metodização. É assim que surge a necessidade

do planejamento.

Planejamento é uma previsão metódica de uma ação a ser desencadeada, de forma a atingir os fins desejados com eficácia. O planejamento pode ser aplicado a qualquer atividade humana. As fases do planejamento são três: de preparação, de desenvolvimento e de avaliação.

A fase de preparação envolve:

conhecimento da realidade: levantamento de dados (sondagem) e análise conclusiva (diagnóstico);

formulação de objetivos (para quê?);

seleção e organização de atividades (como?);

seleção de recursos (através de quê?);

seleção de procedimentos de avaliação (como avaliar?).

A fase de desenvolvimento é o plano em ação.

A fase de avaliação é a verificação do alcance dos objetivos.

3.2.8 RELATÓRIO

Relatório é uma composição escrita onde são narrados fatos, ocorrências, ações executadas em qualquer ramo de atividade.

Na redação do relatório é importante observar:

clareza e precisão da linguagem;

linguagem correta;

sequência lógica das ideias;

concisão e objetividade na narração dos fatos;

Exemplo:

destaque dos fatos principais.

O relatório deve conter os seguintes itens:

1 cabeçalho;

2 índice;

3 vocativo;

4 texto;

5 despedida;

6 assinatura;

7 data;

8 destinatário.

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -28

CENTRO COMERCIAL LUA AZUL

RELATÓRIO

(CABEÇALHO)

Reunião de gerentes de lojas Horário para o período pré-natalino

(ÍNDICE)

Senhora Administradora Geral

(VOCATIVO)

Com o objetivo de definir o horário de funcionamento para o período que antecede as festas do final do ano, foi realizada ontem, às 9 horas, na administração do Centro, uma reunião com os gerentes das lojas. Na oportunidade, cada gerente apresentou as suas preferências e as de seus funcionários, visando chegar a um consenso. (TEXTO) Como não foi possível atender às sugestões de todos, foi finalmente definido um horário diversificado, cuja cópia anexada encaminhamos.

Respeitosamente, (DESPEDIDA)

MARIA SILVA SANTOS (ASSINATURA) Gerente Comercial

(DATA)

Brasília, 12 de dezembro de 2007.

Ilma. Sra. Teresa Cristina Martins

Administradora Geral do Centro Comercial Lua Azul

(DESTINATÁRIO)

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -29

Exercícios 1. É aplicado em qualquer atividade humana, e suas fases são: preparação, desenvolvimento e

Exercícios

1. É aplicado em qualquer atividade humana,

e suas fases são: preparação,

desenvolvimento e avaliação:

a) ) carta comercial

(

b) ) relatório

(

c) ) planejamento

(

d) ) bilhete

(

e) ) requerimento

(

2. São formas de comunicação breves:

a) bilhete, aviso e telegrama.

(

)

b) formulário, aviso e recibo.

(

)

c) declaração,

(

)

atestado

e

autorização de serviço.

d) cartas comerciais, bilhetes e declarações.

(

)

e) cartas comerciais.

(

)

3. Você é o autor!

Desenvolva uma carta comercial com as seguintes informações: Santos & Cia.

solicita a Ribeiro & Paes Ltda. o envio,

com a máxima urgência, de mercadorias,

conforme relação anexa. Agradeça o

atendimento.

4.

Complete a cruzadinha com os nomes de alguns textos técnicos que você aprendeu neste capítulo.

T E X T O S * T É C N I C O S
T
E
X
T
O
S
*
T
É
C
N
I
C
O
S

5. Identifique tópico frasal do seguinte parágrafo, sublinhando-o

Estimulado pelo aumento dos preços do açúcar no mercado internacional e principalmente pela maior demanda de álcool combustível, o setor apresentou um crescimento de 7,9% em 2006, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É mais que o dobro da média nacional. Em 2007, de acordo com estimativas dos especialistas, a produção de álcool poderá crescer bem mais que isso.

(Revista Época, 18 de Junho de 2007)

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -31

Respostas

1.

C

2.

A

3.

Santos & Cia Ltda. Caixa Postal 012 SP

 

São Paulo, 15 de Janeiro de 2007

Senhores,

Ribeiro & Paes Ltda. Rua Mauá, 01

 

00-01

São Paulo SP

Estimados senhores, Solicitamos o envio, com máxima urgência, de mercadorias, conforme relação anexa.

Antecipadamente gratos pelo atendimento.

 

Atenciosamente,

Santos & Cia Ltda.

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -32

4-

 

T

E

L

E

G

R

A

M

A

 

R

E

Q

U

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R

I

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M

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*

 

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O

 
 

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T

E

 
 

C

 

D

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C

L

A R

A

Ç

A

O

 

A

V

I

S

O

 

5. “Estimulado pelo aumento dos preços do açúcar no mercado internacional e principalmente pela maior demanda de álcool combustível, o setor apresentou um crescimento de 7,9% em 2006, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É mais que o dobro da média nacional. Em 2007, de acordo com estimativas dos especialista, a produção de álcool poderá crescer bem mais que isso.”

(Revista Época, 18 de Junho de 2007)

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -33

CAPÍTULO

GRAMATICAIS

4

ELEMENTOS

CAPÍTULO GRAMATICAIS 4 – ELEMENTOS A gramática constitui o conjunto de regras que determinam a norma

A gramática constitui o conjunto de regras que determinam a norma culta de uma língua. O estudo da gramática pode ser dividido em três partes: fonologia, que trata dos sons da língua; morfologia, que estuda as formas que as palavras podem assumir isoladamente; sintaxe, que concerne às relações entre as palavras na oração ou entre as orações no período. Neste capítulo são estudados alguns tópicos gramaticais que costumam causar maiores dificuldades.

4.1 FRASE, ORAÇÃO E PERÍODO

A frase é a unidade mínima da comunicação

verbal. Frase é todo conjunto ordenado de palavras suficiente para comunicar informações, sentimentos ou emoções, ordens ou conselhos.

Ex.:

Socorro!

O carro parou na faixa.

A frase que não apresenta verbo é chamada de frase nominal. Já a frase que apresenta verbo ou locução verbal é chamada de oração.

Ex.:

Silêncio! (frase nominal)

Choveu em Santa Catarina. (oração)

Período é a frase formado por uma ou mais orações, e pode ser classificado em:

a) Simples

quando é formada por uma

única oração, que é chamado de oração absoluta.

Ex.: Houve uma expansão do número de vagas.

Ana está dormindo.

b) Composto quando é formado por mais de uma oração. Ex.: É preciso que ele volte.

Misture todos os ingredientes, ligue o forno e coloque a massa para assar.

Em português, a ordem das frases pode ser direta ou indireta.

A ordem direta não privilegia, não dá sentido forte a nenhum dos termos da frase.

Na ordem indireta (também chamada de inversa), podemos fazer inversões enfatizando um dos termos. Desse modo, as frases significam não só pelas palavras, mas também pela ordem em que as apresentamos.

Comunicação e Expressão em Língua Portuguesa -34

Direta:

O menino

segurava

o bentinho

com toda devoção.

 
 
 

sujeito

verbo

objeto direto

circunstância de modo

Indireta:

Com toda devoção,

o menino segurava o bentinho.

 
   
 
 

Com a inversão, enfatizamos o modo do menino segurar o bentinho.

Com a inversão, enfatizamos o modo do menino segurar o bentinho.

4.2 ORTOGRAFIA

o modo do menino segurar o bentinho. 4.2 – ORTOGRAFIA Podemos definir ortografia como a parte

Podemos definir ortografia como a parte da gramática que determina a forma correta da escrita definida por lei.

Apresentamos, a seguir, algumas noções de ortografia.

1. Usa-se X:

Depois de ditongo. Ex.: peixe, faixa etc.a seguir, algumas noções de ortografia. 1. Usa-se X: Depois da sílaba en . Ex.: enxada,

Depois da sílaba en . Ex.: enxada, enxofre etc. en. Ex.: enxada, enxofre etc.

Exceções: encher (ficar cheio); enchumaçar (de chumaço) encharcar (de charco).