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EN LO S I N I C I O S D E LA MO DE RN IDA D

C OLOQUIOS SOBRE LA ARQUI TECTURA

Eug e ne V iollet-le-Duc

Viollet muestra en todo momento absoluta confianza en una futura arquitectura basada en el hierro. En el texto que ofrecemos podemos advertir que esa confianza es, ante todo, confianza en la razón humana Para Viollet, los constructores modernos, esa mezcla de arquitecto e ingeniero, hallarán el camino que l conducirá a un uso adecuado y renovador del nuevo material en cuanto procedan con la misma inteligencia con que procedieron los antiguos constructores, en especial los más notables de todos ellos, los contructores góticos_ Las formas del pasado no son, para Viollet, modelos a respetar o herencias a conservar piadosamente. Son ejemplos excelentes del uso adecuado de la misma lógica, habilidad e inteligencia de que ha de valerse el constructor moderno. Entre la arquitectura del pasado y las formas del futuro no se opone, para Viollet, más obstáculo que los prejuicios y el miedo a pensar.

Eugéne-Emanuel Viollet-le-Duc (París, 1814-Lausanne, 18 7 9 ) . Entre t i e ns s ur l 'A r c hit ec ture par M . V i o ll e t-l e - D u c , A r c hit ec t e du G o u v e rn e m e n t . A. Morel, París, 1 86 3 . Edición facsímil. Pierre Mar- daga. Bruselas-Lieja, 1977.

Duodécimo coloquio

E studiar l o s s i s tem as a dmiti d os p o r l os c o n s -

t ru c t o r es qu e no s h a n pr e c e did o e n e l tie mp o e s e ! m e di o s e g ur o p a r a a pr e nd er a c o n str uir nosotros mism o s , mas es pr e c iso ex tra e r de e ste

rep et ir a quí l o qu e ya h e mo s di c h o mu c h a s

ve ce s s o br e l a s co ndi c ion e s d e e stru c tur a

fáb ri c a ( a lb a ñil e r ía ); a dmitimo s qu e nu es t ro s l ectores h an reconoc i do qu e n o ha y, e n lín ea s

g e n e r al es , m ás d e dos es tru c tur as : l a e stru c tu- ra p as i va, in e rte , y la e s tru c tur a equilib ra d a.

e n

e s tudi o a l go m á s qu e s i m pl es

co pi a s . A s í , por

Más qu e n un c a n o s v e m os

ll e v a d os a n o a d-

e je m p l o, recon oc e m os qu e e n l os prin c i p i os e s -

mi

t i r t an

só l o a esta úl t im a,

ta n t o e n r a z ó n d e

t ru ct ural e s d e las bó ved as d e la E d a d M e dia

la

n a t ur a l e z a de l os m ate ri a l es u t ilizad o s co m o

h ay e l e m e ntos exc e l e n tes p o r c u a nto p e rmi t e n

p or m ot i vo s ec o n ó mi cos qu e ca d a d í a s on m á s

un a g r a n lib ert a d d e ej ec u ci ó n , un a g ra n l eve -

d a d y al m i s m o

e sto d e cir qu e si qu e r emo s utili z a r l os m a t e -

rial e s nu e vo s qu e n o s o f r e ce l a ind ust ri a, c o mo e l hi erro co lad o o l a pl an c h a , ha y qu e co n te n-

ta rs e co n r e empl az a r l os a r co s d e p i e dra

a r c os de hierr o col a do o d e plan c h a ?

d e m os ad op t ar l os pr in c i p i os , y s i a l adopt a r - lo s c a m b i a m os e l m a t e r i a l , l a f o rm a ti e ne que

c a mbi a r ta mbi é n.

En e ! coloquio a nt e ri o r h e m o s m os tr a d o có m o

re st rin g i d o d e l hi e r r o c o -

la d o se p odía a bo ve d ar u n a s a l a m u y \ a m p l ia s i n r e c urri r a l o s co ntr af uert e s. D e b e m o s d e - sa rro l l a r l a s a pli cac ion e s d e eso s m a te r ia l es nu e v o s y mos t ra r có mo , c o n se r va n d o l o s e xce - le nte s pr i n c i pi o s a dmiti do s p o r c o n st ru c t ores p reté ritos , n os v em o s e mpu j a do s a mo difi car l a s f o rmas d e l a e str u c tura . No e s n ec esario

me d i a n t e e ! e mpl e o

N o , p o -

po r

ti e mp o el ast i c i d a d. ¿ Q u i e re

im p e rio so s . L os maes t ros de l a Eda d M e di a

n os ha n ab i e rto e ! ca m i no , l o c u a l e s un p ro -

g r eso, c o n indep en d enc ia

nos o t r o s d e b emo s c o ntinu a d o . [

d e l o qu e se d i ga ;

]

Co n v e n zá m o n os , un a vez m ás , de q u e l a ar- qui t ec t ur a n o pu e d e r eve stir forma s nue v a s si no v a a bu s ca d a s e n u na a pli c ac i ó n r i g ur o s a de una e st r u c t ur a nu e va; q u e r e vest ir co lum-

na s d e hi e rr o c o n c ili n dro s de l a drill o, o c on

c a p as d e e s tu c o o e n v o l ve r so p o rte s d e hi e rro

p o r e j e m pl o, n o e s e ! res ul ta d o d e

e n f á b r i ca,

un e sf u e r z o d e cá l c ul o ni d e i m ag in a c i ó n s in o

sol a ment e e! empl e o di s imul a do de un m e dio ;

po r c o n s i g ui e nt e , t o d o e mpl e o d is imul a d o d e

u n m e di o n o po d ría co n d u c i r a f o r m as nu ev a s . C u a ndo l os m aes tr o s l a i c os d e ! sig l o X II I e n- c ontr a r o n un sist e ma d e estructur a aj e no a to- dos l os e m pl ea d os hast a es e m om e n t o, n o d i e -

/ OLLET -LE - D UC

V

1

5 3

ron a su arquite c tu r a las formas admitidas por los arquit e ctos rom a nos o románicos , sino qu e e xpr e s a r o n fran ca mente es t a estru c tura y así pudi e r o n a pli ca r nue v as f o rm a s co n s u fison o - mía pr o pi a . Int ente mo s pr oce der co n es ta l ó - g ica , ap o d e r é m o n o s simplement e d e l o s m e - dios pr o p o r c ion a d os por nu es tr o t i e mpo , apli- qu é m os l os sin h ace r int e r ve nir tradici o n e s qu e no son viables hoy en día y sólo en to nces p o - dremos in a ugurar una nu ev a arquit ec tura. S i e l hie r r o e stá de s tinado a oc upar un lugar im- portant e e n nu e str a s co n s tru cc ion es, e stud ie - mos s u s pr o pi e d a d es y utili cé mo s l as a bi e rt a -

ment e, co n e s e r i go r d e jui c i o qu e l os m aes t ros

d e tod a s .la s é p ocas

o br a s . [ ]

han a pli ca d o

a sus

¿ Es p os ible d a r a e so s a rm a zone s e n hi e rr o un a s p ec t o monum e ntal , d eco rati vo? C r e o qu e s í , pe ro eso n o pu e d e se r s o m e ti é n do l o s a las f o rm as a dmi t id as p o r la fá br ica. Ob te n e r h oy un ef ecto d ec ora t i vo c on l os m e di o s de qu e dispon e m o s par a l as con s tru cc ion es e n hierr o o casion a gastos b as tante c onsiderabl e s , ya qu e nue s tras fac torí as n o n os p r o por c ion a n los e l e - m e nt os d e e sos m e d i os d eco r a ti vos . S i nu es -

t r a s f ac t o r ía s no n os l o s s umini s tr a n es p o rqu e

h as t a a h ora n o h emos d ado a l hi erro

m ás qu e

una fu nc i ó n acce s o ri a u oc ult a e n nuestr os gr and e s m o num e n tos, p o rqu e no n os hem o s aplic a d o se riam e nt e a sacar p a rtido d e e ste m a - te rial e n c uant o a la form a a propi a d a a s u s c u a lid a d es l. Má s a d e l a n te, c uand o tra tem os

m á s es p ec i a lm e nt e e l empl eo d e l h ierro , int e n - ta r e m os de m ostra r có m o pu e de ser d e co r a d o

es t e

m a t er i a l o , m ás bi en , c u áles so n l as fo r-

mas d eco r a ti vas qu e le co n v i e n e n . C u a ndo h oy s e ve l a gra n can t i da d de hi erro emple a d a h ace v e int e a ñ o s en a rquitectur a y cuand o s e com- p ara n eso s a rm azo n e s c o mpli c ad os, p oc o re -

y p o r ta n to c os t osos , a l os

s i stentes , p es ad os

que , c u a ndo se t rata d e l a f orm a, hub iésem os podid o a cudir e n su ayud a, hemo s r ec haz a d o ,

por e l co ntrari o, t a nto c om o h e m o s p o dido esos

nu evos e l e m e n tos , o si l os h e m os a d o pt a d o no

h a s id o m ás qu e p a r a re p ro du c ir esos m e di os p u r amen t e pr ác t ico s h al l a d os p o r l os in ge ni e - r os y p ara d is imul a rl os , l o r e p i t o , bajo c i ertas form as co ns agradas p o r l a tradi c i ó n. D e a quí se h a c on c luid o, no s in c i e rta r a - zón , qu e los arqui te cto s n o e ran sufi c ientem e n-

t e sabios y qu e l os i nge ni e r o s n o e r a n e n a b so -

lu

h o y en d í a , en pr e se n c i a de n ecesi d a d es o e l e -

m e n tos n u evos , esas d os c u a lid a d e s d e a rti s t a

y s a b io d e b e n m ás qu e nun c a h a ll a r se reun i - das e n e l const r u c tor si se pretend e c onseguir form as nuevas d e arte o , m e jor di c ho , form as de a rt e e n arm onía c on l o qu e r ec lam a nu es t ra é p oca . S i ve m os l as cosas co n cierta per s p ec - ti va y si n p revenc i o n es , h e m os de reco n o c er

qu e l as ca rr eras d e a rqui t e cto

c i v il ti e nd e n a conf undir se co m o oc urrí a a n ta -

ño. S i es un

hech o que, e n es t o s últim o s ti e mp os, los a r - quit ec t os ha ya n p re te n d i d o reacc i o n a r con t r a

l o qu e v e í a n co m o intr o mi s i o n es d e l i nge ni ero e n s u d om in io o rec h aza r l os m e di os a d op t a - d os por éstos , h a y qu e d e c ir qu e ese in st i nto l es h a h ec ho un f l aco se r vic io y s i t u v i e s e qu e pred o min a r t endería n a d a m e nos qu e a di smi - nuir ca d a día e l p a p e l del a rquit ecto, a r e d u - c iri o a l as fu ncio n e s d e d ibujant e -d ec or a d or .

u n poco, se ad miti rá enseg uid a qu e

R

l o s interese s d e a m bo s c u er p os se be n ef i c i arían

in s tint o d e co n se rva c i ón l o qu e h a

to artistas. Ahora b i e n , h a y qu e r eco n ocer qu e

y d e in gen i e r o

azo n an d o

d e su u n i ó n , pu e sto q ue e n e l fo n do e l n o m bre imp orta poco, l o ese n c i a l es l a cosa y l a cosa es e l a r te . Si l os i nge ni eros to m a n un p oco d e

est r os c ono c i m i e nto s y d e n u es tr o a mor a l a

nu

form a e n t a nt o qu e e s e a m o r es razo n a do y n o se limi ta a a d ornarse d e l va n o n ombre d e se n- t imi en t o , o s i los ar quit ectos pe n e t r a n e n l os

a d o p tados ha ce a p e n a s a l g un o s años, es i mp o -

e s t udi os cie n tíficos , en l os mé t odos pr áct i cos

si bl e no se ñ a lar u n n o tab le p rog re so. ¿ H a n si d o l o s arqui tect os f a m osos l os pr o m o t o r es de ese

d e los i nge ni eros , si u nos y ot r os ll egan así a r e uni r s u s f ac ult ades, su sa b e r , s u s m e d ios y

progr eso? D e s g r ac i a d a m e nt e no , so n nu e st ros ingeni e r os ; no o b st a nte, al e star s o m e tidos a

comp o n e r a sí rea lm e nt e e l ar te de nu estro tiemp o, no verí a e n ell o má s qu e un a ven taja

a

una ens e ñ a nz a mu y limit a d a e n l o qu e a a r-

p a r a e l p úbli co , u n h o n or p a r a nu es t r a épo -

quite ct u ra se r ef i ere, lo s in ge ni e r os n o h a n sa -

ca. [

]

b id o e m p l e ar e l hi e rr o m ás qu e en f un c i ó n d e s u u t ilid a d pr áctica s in pr eoc up arse d e l as f or -

A

noso tr os, que he m os ll ega d o a la mitad

m a s d e a r te; e n c u a n to a n oso t ro s , arq uit ec t os ,

de l a car r e r a, no pue de sernos d ado enco n trar

EN LO S I N I C IOS D E L A MOD E R N ID AD

esas fo r m as de un ar te nu ev o ; s in emb a rgo , debe mos , en la m e did a d e nu es t ras fu e rzas ,

pre parar

to d o s los m éto do s a ntigu os , no só l o d e al g uno s co n l a e x c lu s ión d e otr o s , las a pli ca ci o n e s en r a z ó n de lo s mat e riales y medios de qu e dis- p o n e mos. El pr og r es o n o es nun ca o t ra c osa qu e e l pa so d e l o co no c id o a l o d e s co n oc id o

e l t e rr e n o, bus ca r co n l a ay ud a d e

medi a nte la tr a nsformación s uc es i v a de l o s m é - t o d o s a dmitid os . No e s m e diant e sobr esalt o co m o se pr o duc e e l pr og r eso , s i no m e di an t e un a ser i e d e tr a ns fo rma c i o n e s. Tr a t e mos pu e s , c on c i e nzud a m e nt e , d e pr e p a r a r es a s transi ci o - nes y s in olvidar nun c a el pasado , apoy á nd o - nos e n é l , vaya mo s m á s l ejos .

CIENCI A , INDUSTRIA Y ARTE

Go t tfri e d Sem p er

En e l tex to qu e re pr od u c im os apare cen s int eti z a dos l os te ma s qu e c ara c t e ri z an l a r e fl exió n semp e riana. En prim e r lugar , l a c on c i e n c i a d e l c aót ico est ado e n qu e se h al lan s umida s l as « art es técnica s y te c tóni c as »

d

e l sig l o XIX. U n a c onciencia du r am e nte confirma d a por l os objetos pr es e nta dos en la Ex p os i c ió n Uni v ersa l

d

e L ond r es de 1 85 1 .

n segu n do l u gar , la l ú c ida comprensión de q u e aquel caos es fruto

E

d e la supe r abu n danc i a

d e m e d io s

a

un a d a a l a fa lta

de cr it e r ios - o

a l o s cri t erios per ve rsos d e l a es p ec ul ac i ó n-

so br e e l mod o d e utili s arlo s .

Finalment e , la apel a c ión a una cie n c ia d e l art e ca paz de arm o ni z ar m e dios y fi nes, es decir , los mat e rial es y téc ni c as con las au tén t ic a s n ec e s i d ade s funciona l es y for mal es del h om b re d e l sig l o XIX.

El mecanicismo po s iti v ista se mperiano nos apa r ec e c omo u na ge n erosa re a cción q ue , como p r i m er pa so para

por la i r r u pció n d e la s t é cnicas in d ust r ia l es d e prod u cc ión, d e ma n da

un a e l emental c oheren c ia d e l as fo rm a s de l os objet o s con l o s r e q ue ri mientos b ásicos pl a nt ead os por e l m ateri al ,

superar la d es orie n ta c i ó n formal produ ci da

la t écn ic a y la fi nal i d a d.

Go t tjried S e mp e r ( Ha mburgo, 1 80 3 - R oma , 18 97 ) . W i ssen s c h aft , Indu str ie un d Kun s t. F rie d r i c h

. Vie we g und So hn , Br a un sc h w eig,

1 852 .

¿ Dur a nt e c u á nto ti e mpo s e d e van ó los se sos el

in ve n tor d e l a pintur a a l ó l e o , en fr e n ta d o a un a v i e j a t éc nic a qu e y a n o s a t is fac í a c i e rta s n ece sid a d es, a nt es d e d e s c ubrir e l nu evo p r o- cedimi e nto? B e rnard Palissy gast ó la mit a d d e s u v id a bu scan do un esm a lt e op aco p a r a a pli- ca r a s us p o r ce l a n as , h asta qu e f in a lm ente e n- c o ntró l o qu e buscab a . Estos h om bre s sabían c óm o util~ za r s u in ve n c i ó n p o rqu e l a n eces ita- ban , y po r es to mi s mo in ve sti gaba n y h a lla- ban. De est a form a, e l gr a dual p r og r e s o d e l a

y

c ien c i a m arc h ó d e l a m a n o co n l a ma est rí a

c on l a co n c i e n c i a d e c óm o y hast a d ó nd e la in vención p o d ía se r ap li ca d a . L a n e ce s ida d fu e l a m a dr e d e l a c i e n c i a . D e - sa rr o ll á ndo se e mpíri ca m e n te y c on ju ve nil e s- pontan e idad , pront o é sta f o rmul ó atr ev idas co nj e tur a s so br e l o d e scon oc ido p a rtiend o del est r e c h o t e r r e n o d e l co no c imi e nt o a d q uir i d o , n o duda nd o d e n a d a y c r e a n d o u n mund o a p a r t i r de hip ó t es is . Más t a rd e s e s inti ó limita- d a p o r s u d e p e nd e n c i a de l a utilidad y s e c on- v irti ó e n un o bjeto e n sí mi s ma. Entró e n el c a m po d e l a dud a y e l an á lisis. Un a p asió n