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UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO ESCOLA POLITÉCNIA DE PERNAMBUCO ELETRÔNICA ANALÓGICA PROFº. ANTONIO SAMUEL NETO

UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO ESCOLA POLITÉCNIA DE PERNAMBUCO

ELETRÔNICA ANALÓGICA

UNIVERSIDADE DE PERNAMBUCO ESCOLA POLITÉCNIA DE PERNAMBUCO ELETRÔNICA ANALÓGICA PROFº. ANTONIO SAMUEL NETO

PROFº. ANTONIO SAMUEL NETO

Eletrônica Analógica

ÍNDICE

1.

INTRODUÇÃO

6

1.1 OPERAÇÃO MODO-COMUM

8

1.2 REJEIÇÃO DE MODO-COMUM

8

2.

OPERAÇÃO DIFERENCIAL E MODO-COMUM

9

2.1 ENTRADAS DE POLARIDADES OPOSTAS

9

2.2 ENTRADAS DE MESMA POLARIDADE

10

2.3 REJEIÇÃO DE MODO-COMUM

10

2.4 RAZÃO DE REJEIÇÃO DE MODO-COMUM

10

3.

CONSIDERAÇÕES SOBRE AS CARACTERÍSTICAS DE UM AMPLIFICADOR

13

3.1

CARACTERÍSTICAS DE UM AMPLIFICADOR OPERACIONAL

13

 

3.1.1 Amplificadores Operacionais Ideais

13

3.1.2 Amplificadores Operacionais Reais

14

4.

MODOS DE OPERAÇÃO

17

4.1

AMP-OP BÁSICO

19

 

4.1.1 TERRA VIRTUAL

21

4.1.2 MONTAGEM NÃO-INVERSORA

23

4.1.3 SEGUIDOR DE TENSÃO (BUFFER)

26

4.1.4 MONTAGEM INVERSORA

27

4.1.5 INFLUÊNCIA DA R.NEG. SOBRE A IMPEDÂNCIA DE ENTRADA

29

4.1.6 INFLUÊNCIA DA R.NEG. SOBRE A IMPEDÂNCIA DE SAÍDA

30

4.1.7 AMPLIFICADOR SOMADOR

31

4.1.8 SOMADOR NÃO INVERSOR

33

4.1.9 AMPLIFICADOR DIFERENCIAL OU SUBTRATOR

35

4.1.10 AMPLIFICADOR INVERSOR GENERALIZADO

36

4.1.11 MONTAGEM INTEGRADORA

37

4.1.12 DIFERENCIADOR

40

4.1.13 INTEGRADOR SOMADOR

42

4.1.14 INTEGRADOR SUBTRATOR

43

5

CONTROLADORES ANALÓGICOS COM AMPLI-OP’S

49

5.1 CONTROLADOR DE AÇÃO PROPORCIONAL:

49

5.2 CONTROLADOR DE AÇÃO INTEGRAL:

50

5.3 CONTROLADOR DE AÇÃO DERIVATIVA

51

6

AMPLIFICADOR OPERACIONAL REAL

53

6.1 COMPENSAÇÃO DA TENSÃO DE OFFSET

54

6.2 CORRENTE DE POLARIZAÇÃO

55

6.3 EFEITO NO INTEGRADOR

57

6.4 EFEITO SIMULTÂNEO

59

6.5 GANHO FINITO

60

6.6 RESISTÊNCIA DE ENTRADA FINITA

65

6.7 RAZÃO DE REJEIÇÃO DE MODO COMUM (R.R.M.C.)

67

7.

RESPOSTA EM FREQÜÊNCIA

73

7.1 Ressonância

77

7.2 Função de Transferência

79

 

7.2.1 Diagrama de Blocos:

79

7.2.2 Função de Transferência:

79

7.2.3 Gráficos da Função de Transferência

80

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2
2

Eletrônica Analógica

Ganho, Atenuação e Fase

81

Ganho e Atenuação

81

Fase

81

Decibel (dB)

81

Freqüência de Corte:

83

Filtros

85

Filtros Passivos

86

Filtros Passa-Baixa

86

Filtro Passa-Baixa Ideal

86

Filtro Passa-Baixa RL

86

Ganho e Fase

86

Freqüência de Corte

87

Curvas Características

87

Filtro Passa-Baixa RC

89

Ganho e Fase:

89

Freqüência de Corte:

90

Curvas Características

90

Filtro Passa-Alta

92

Filtro Passa-Alta Ideal

92

Filtro Passa-Alta RL

92

Ganho e Fase

92

Freqüência de Corte

93

Curvas Características

93

Filtro Passa Alta RC

95

Ganho e Fase

95

Freqüência de Corte

96

Curvas Características

96

Filtro Passa-Faixa

97

Filtro Passa-Faixa Ideal

97

Filtro Passa-Faixa Série

97

Ganho e Fase

98

Freqüência de Corte

98

Freqüência Central

99

Curvas Características

99

Filtro Passa-Faixa Paralelo

100

Ganho e Fase

101

Freqüência de Corte

101

Freqüência Central

102

Curvas Características

102

Filtro Rejeita-Faixa Série

103

Ganho e Fase:

103

Freqüência de Corte

104

Freqüência Central

104

Curvas Características

105

Filtro Rejeita-Faixa Paralelo

106

Ganho e Fase

107

Freqüência de Corte

107

Freqüência Central

108

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3
3

Eletrônica Analógica

Fator de Qualidade

109

Largura de Faixa e Seletividade

112

Filtros Ativos

113

VANTAGENS EM RELAÇÃO AOS FILTROS PASSIVOS

114

ESPECIFICAÇÕES:

114

ESCOLHA DO FILTRO:

114

FLTRO PASSA-BAIXAS

116

Filtros Passa-Baixas de 2º Ordem

129

Filtros Ativos Passa-Baixas de Ordem Superior

130

FILTROS COM FONTE DE TENSÃO CONTROLADA POR TENSÃO

131

8. APLICAÇÕES NÃO LINEARES COM AOP’S

135

8.1 GANHOS COM MÚLTIPLOS ESTÁGIOS

135

8.2 FONTES CONTROLADAS

136

8.2.1

FONTES DE TENSÃO CONTROLADA A TENSÃO

136

8.2.3

FONTES DE CORRENTE CONTROLADA A TENSÃO

137

8.2.4

FONTES DE TENSÃO CONTROLADA A CORRENTE

138

8.2.5

FONTES DE CORRENTE CONTROLADA A CORRENTE

138

8.3

CIRCUITOS PARA INSTRUMENTAÇÃO

139

8.3.1 MILIVOLTÍMETRO DC

139

8.3.2 MILIVOLTÍMETRO AC

140

8.3.3 CONTROLE DE DISPLAY

141

8.3.4 AMPLIFICADOR PARA INSTRUMENTAÇÃO

141

8.5 COMPARADORES

142

8.6 COMPARADOR COM AMPLIFICADOR DIFERENCIAL DEDICADO

145

8.7 COMPARADOR COM HISTERESE

146

8.8

COMPARADOR COM AJUSTE

147

8.8.1 Outros Tipos De Circuito Comparador

149

8.9

LIMITADORES

153

8.10 LIMITADORES SIMPLES

154

8.11 LIMITADORES ELABORADOS

155

8.12 RETIFICADORES DE PRECISÃO

156

8.13 RETIFICADORES ATIVOS

159

8.14 DETECTOR DE PICO ATIVO

161

8.15 LIMITADOR POSITIVO ATIVO

162

8.16 LIMITADOR NOS DOIS CICLOS

163

8.17 GRAMPEADOR POSITIVO ATIVO

164

8.18 COMPARADOR REGENERATIVO OU SCHMITT TRIGGER – HISTERESE NOS

COMPARADORES

164

8.19 COMPARADOR INVERSOR REGENERATIVO

165

8.20 COMPARADOR NÃO INVERSOR REGENERATIVO

166

8.21 CIRCUITO LOG

167

8.22 CIRCUITO ANTILOG

168

9 MULTIVIBRADORES

170

9.1 MULTIVIBRADOR ASTÁVEL COM AMPLI-OP

171

9.2 GERADOR DE ONDA DENTE-DE-SERRA

173

9.3 REGULADORES DE TENSÃO CC

175

9.4 REGULADORES INTEGRADOS

175

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4
4

Eletrônica Analógica

9.5 EXEMPLO DE MULTIVIBRADOR MONOESTÁVEL

177

10. ESPECIFICAÇÕES DO AMP-OP

179

10.1PARÂMETROS DE DESEQUILÍBRIO DC

179

10.1.1 TENSÕES E CORRENTES DE DESEQUILÍBRIO

179

10.1.2 TENSÃO DE DESEQUILÍBRIO DE ENTRADA, V IO

179

10.1.3 TENSÃO DE DESEQUILÍBRIO DE SAÍDA DEVIDA À CORRENTE DE

DESEQUILÍBRIO DE ENTRTRADA, I IO

180

10.1.4 DESEQUILÍBRIO TOTAL DEVIDO A V IO E I IO

181

10.1.5 CORRENTE DE POLARIZAÇÃO DE ENTRADA, I IB

181

10.2

PARÂMETROS DE FREQUÊNCIA

181

10.2.1 GANHO – BANDA PASSANTE

181

10.2.2 TAXA DE SUBIDA, TS

182

10.2.3 MÁXIMA FREQUÊNCIA DO SINAL

182

10.3

ESPECIFICAÇÕES DA UNIDADE AMP-OP

183

10.3.1 VALORES MÁXIMOS NOMINAIS

184

10.3.2 CARACTERÍSTICAS ELÉTRICAS

184

10.3.3 DESEMPENHO DO AMP-OP

186

BIBLIOGRAFIA

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5
5

Eletrônica Analógica

1. INTRODUÇÃO

Os primeiros AOP’s foram desenvolvidos na década de 40 através de válvulas, as características destes primitivos AOP’s eram bastante ruins. Com o surgimento do transistor na década de 50 foi

possível evoluir o AOP com características bastante razoáveis. Porém foi quando na década de 60 com

o surgimento dos circuitos integrados que o amplificador operacional teve sua maior evolução onde no ano de 1963 a FAIRCHILD SEMICONDUCTOR® lançou o seu primeiro AOP monolítico µA702. Também como tudo que se desenvolve o µA702 apresentou uma série de problemas, tais como:

- Baixa resistência de entrada;

- Baixo ganho;

- Alta sensibilidade a ruídos;

- Necessidade de alimentação diferenciada ( -6V e +12V).

Foi então que a própria FAIRCHILD, com apoio de Robert Widlar e sua equipe lançou em 1965

o conhecido µA709. Este último foi considerado o primeiro AOP “confiável” lançado no mercado. A

seguir a mesma equipe projetou o famoso µA741, o qual foi lançado pela FAIRCHILD em 1968 e até hoje estes dois AOP’s ocupam posição de destaque no segmento. Evidentemente como os avanços tecnológicos não param hoje temos diversos tipos de AOP’s com características superiores às do µA709 e µA741, por exemplo LF351 (NATIONAL) e CA3140 (RCA) etc.

Os amplificadores operacionais são dispositivos extremamente versáteis com uma imensa gama de aplicações em toda a eletrônica. Os amplificadores operacionais são amplificadores de acoplamento direto, de alto ganho, que usam realimentação para controle de suas características. Eles são hoje encarados como um componente, um bloco fundamental na construção de circuitos analógicos. Internamente, são constituídos de amplificadores transistorizados em conexão série. Externamente, são geralmente representados pelo símbolo,

Externamente, são geralmente representados pelo símbolo, em que convencionalmente só entradas e saídas aparecem e

em que convencionalmente só entradas e saídas aparecem e não as conexões das fontes de alimentação.

Os amplificadores operacionais são usados em amplificação, controle, geração de formas de onda senoidais ou não em freqüências desde C.C. ate vários Megahertz. Com emprego na realização das funções clássicas matemáticas como adição, subtração, multiplicação, divisão, integração e diferenciação, os amplificadores operacionais são os elementos básicos dos computadores analógicos. São úteis ainda em inúmeras aplicações em instrumentação, sistemas de controle, sistemas de regulação de tensão e corrente, processamento de sinais, etc.

Um amplificador operacional, ou amp-op, é um amplificador diferencial de ganho muito alto com impedância de entrada muito alta e baixa impedância de saída. Normalmente se utiliza o amplificador operacional para que se obtenham variações na tensão (amplitude e polaridade), para a construção de osciladores, filtros e alguns circuitos de instrumentação. Um amp-op contém alguns estágios amplificadores diferencias para produzir um ganho de tensão muito alto.

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A operação de entrada com terminação-única ocorre quando o sinal de entrada é conectado a uma entrada com a outra conectada à terra. A figura abaixo mostra os sinais conectados para esta operação. Na figura, o sinal de entrada é aplicado à entrada mais (com a entrada menos aterrrada), o que resulta numa saída com a mesma polaridade do sinal de entrada aplicado.

saída com a mesma polaridade do sinal de entrada aplicado. Figura 1 - Operação com terminação

Figura 1 - Operação com terminação única

Por sua vez, usando somente uma entrada, é possível aplicar sinais a ambas as entradas – isto se chama operação com terminação-dupla. A Figura 2 mostra uma entrada, V d , aplicada nos dois terminais de entrada (lembre-se que nenhuma entrada está aterrada), resultando num sinal de saída em fase com o sinal aplicado em ambas as entradas.

de saída em fase com o sinal aplicado em ambas as entradas. Figura 2 - Operação(diferencial

Figura 2 - Operação(diferencial com terminação-dupla)

CARACTERÍSTICAS DE UM AOP-IDEAL

As propriedades de um circuito amplificador operacional ideal são:

a) ganho de tensão diferencial infinito

b) ganho de tensão de modo comum igual a zero

c) tensão de saída nula para tensão de entrada igual a zero

d) impedância de entrada infinita

e) impedância de saída igual a zero

f) faixa de passagem infinita

g) deslocamento de fase igual a zero

h) deriva nula da tensão de saída para variações de temperatura

i) Resistência de entrada infinita;

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j) Resistência de saída nula;

k) Balanceamento perfeito: Se e+ = e–, em malha aberta, eo = 0;

l) Resposta de freqüência infinita ( 0 ω );

Na prática, as limitações dos amplificadores operacionais são muitas, ocorrendo, entretanto, um contínuo aperfeiçoamento das características dos mesmos pelos seus fabricantes.

• SIMBOLOGIA +E + e + - e – –E
SIMBOLOGIA
+E
+
e
+
-
e
–E

Vo

1.1 OPERAÇÃO MODO-COMUM

Quando os mesmos sinais de entrada são aplicados a ambas as entradas, a operação é denominada operação modo-comum, como mostrado na Figura 3. Idealmente, as duas entradas são igualmente amplificadas e como produzem sinais de polaridades opostas na saída, estes sinais se cancelam, resultando em 0V. Na prática, verifica-se um pequeno sinal na saída.

em 0V. Na prática, verifica-se um pequeno sinal na saída. Figura 3 - Operação Modo-Comum 1.2

Figura 3 - Operação Modo-Comum

1.2 REJEIÇÃO DE MODO-COMUM

Umas das características importante da conexão diferencial é que os sinais, quando são opostos nas entradas, são altamente amplificados, enquanto um sinal comum às entradas é apenas suavemente amplificado – a operação amplifica o sinal diferença enquanto rejeita o sinal comum às duas entradas. Uma vez que em geral o ruído (qualquer sinal de entrada não desejado) é comum a ambas as entradas, a conexão diferencial tende a atenuar esta entrada indesejada enquanto fornece uma saída amplificada do sinal diferença aplicado às entradas.

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2. OPERAÇÃO DIFERENCIAL E MODO-COMUM

Uma das mais importantes características de uma conexão de circuito diferencial, observada em um amp-op, é a capacidade de o circuito amplificar consideravelmente sinais opostos nas duas entradas, enquanto amplifica suavemente sinais comuns a ambas as entradas. Um amp-op fornece uma componente de saída que é devida à amplificação da diferença dos sinais aplicados às entradas mais e menos e uma componente devida aos sinais comuns a ambas as entradas. Como a amplificação dos sinais de entrada opostos é muito maior do que a dos sinas de entrada comuns, o circuito fornece uma rejeição de modo-comum, descrita por uma parâmetro chamado razão de rejeição de modo-comum (RRMC).

Quando entradas separadas são aplicadas ao amp-op, o sinal diferença resultante é a diferença entre as duas entradas

V

d

= V

i 1

V

i

2

Quando os sinais são iguais, o sinal comum às duas entradas pode ser definido como a média aritmética entre os dois sinais,

V

c

=

1

(

V

i 1

V

i

2 2

)

Como qualquer sinal aplicado a um amp-op tem, em geral, componentes em fase e fora de fase,

a saída resultante pode ser expressa como

Onde V d = tensão diferença

V

0

= A V

d

d

+ A V

c

c

V c = tensão comum

A d = ganho diferencial do amplificador

A c = ganho de modo-comum do amplificador

2.1 ENTRADAS DE POLARIDADES OPOSTAS

Se entradas de polaridades opostas aplicadas a um amp-op são sinais idealmente opostos, V i1 = -

V i2 = V s , a tensão diferença resultante é

V

d

=

V

i

1

V

i

2

Enquanto a tensão comum resultante é

V

c

=

1

2

(

V

i

1

+

V

i

2

Tal que a tensão de saída resultante é

V

0 =

A V

d

d

+

A V

c

c

=

V

s

)

=

1

2

=

A

d

(

V

s

)

(

V

s

+

(

2V

s

)

(

+

=

V

s

2V

s

))

= 0

0

=

2A V

d

s

Isso mostra que quando as entradas são sinais idealmente opostos (nenhum elemento comum), a saída é o ganho diferencial vezes o dobro do sinal de entrada aplicado a uma das entradas.

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2.2 ENTRADAS DE MESMA POLARIDADE

Se entradas de mesma polaridade são aplicadas a um amp-op, V i1 = V i2 = V s , a tensão diferença resultante é

V

d

Enquanto a tensão comum resultante é

V

c

=

1

2

Tal que a tensão de saída resultante é

V

0

= A V

d

d

=

V

i

1

V

i

2

=

V

s

V

s

= 0

(

V

i

1

+V

i

+ A V

c

c

2

)

=

1

2

= A

d

(

(

V +V

s

s

)

0

)

+ A V

c

s

= V

s

= A V

c

s

Isso mostra que quando as entradas são sinais ideais, em fase (nenhum sinal diferença), a saída é o ganho de modo-comum vezes o sinal de entrada, V s , o qual mostra que somente a operação de modo- comum ocorre.

2.3 REJEIÇÃO DE MODO-COMUM

As soluções acima fornecem relações que podem ser usadas para medir A d e A c em circuitos de amp-ops.

1. Para medir A d : Faça V i1 = - V i2 = V s = 0,5V, tal que

= 0,5V (0,5V )=1V e

= (

V V

d

i1

V

i2

)=

V

c

=

1

2

(V i

1 +

V i

2

) =

1 (
2

0,5

V +

(

0,5

V ))

=

0 V

.

Sob essas condições, a tensão de saída é

Portanto, fazendo as tensões de entrada V i1 = - V i2 = 0,5V resulta numa tensão de saída numericamente igual ao valor de A d .

2. Para medir A c : Faça V i1 = V i2 = V s = 1V, tal que V

V

0

= A V

d

d

+ A V

c

c

d

=

(V

i

1

= A

d

V

i

(

2

1V

)

=

)

+ A

c

( V

1

(

0

)

1

V )

= A

d

=

0

V

e

V

c

=

1

2

(V

i

1

+

V

i

2

)

=

1

2

(

1

V

+

1

V

)

=

1 V

.

Sob essas condições, a tensão de saída é

Portanto, fazendo as tensões de entrada V i1 = V i2 = 1V resulta numa tensão de saída numericamente igual ao valor de A c .

V

0

= A V

d

d

+ A V

c

c

= A

d

(

0V

)

+ A

c

(

1V

)

= A

c

2.4 RAZÃO DE REJEIÇÃO DE MODO-COMUM

Tendo obtido A d e A c (pelo procedimento de medida discutido acima), podemos, agora, calcular um valor para a razão de rejeição de modo-comum (RRMC), a qual é definida pela seguinte equação:

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Eletrônica Analógica

RRMC =

A

d

A

c

O Valor de RRMC pode também ser expresso em termos logarítmicos como:

RRMC (log) = 20 log

A

d

10 A

c

(dB)

Exemplo: Calcule a RRMC para os circuitos de medidas mostrados na figura a seguir

para os circuitos de medidas mostrados na figura a seguir Figura 4 - Operação diferencial e

Figura 4 - Operação diferencial e modo-comum: (a) modo-diferencial; (b) modo-comum.

Das figuras apresentadas, obtemos

A

d

=

V

0

=

V

d

8 V

1 mV

= 8000

Portanto, o valor de RRMC será:

RRMC =

A

d

8000

=

A

c

12

= 666,7

A

c

=

V

0

=

V

c

12

mV

1 mV

1 mV

= 12

o qual também pode ser expresso como

RRMC =

20 log

10

A

d

A

c

=

20 log

10

666,7

=

56,48 dB

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Deve ficar claro que a situação favorável ocorre quando A d é muito grande e A c muito pequeno. Isto é, as componentes do sinal de polaridades opostas aparecerão muito amplificadas na saída, enquanto as componentes do sinal que estão em fase se cancelam em grande parte, de modo que o ganho de modo-comum é muito pequeno. Idealmente, valor de RRMC é infinito. Na prática, quanto maior o valor de RRMC, melhor a operação do circuito.

Podemos expressar a tensão de saída em termos do valor de RRMC como se segue:

V

0

=

V 0

A V

d

d

+

=

A V

d

d

A V

c

c

=

A V

d

d

1 +

 

1

+

1 V

c

RRMC V

d

A

c

V

V

c

A

d

d

Mesmo quando ambas as componentes V d e V c do sinal estão presentes, a equação acima mostra que para grandes valores de RRMC, a tensão de saída será devida principalmente ao sinal diferença, com a componente de modo-comum enormemente reduzida ou rejeitada. Alguns exemplos práticos ajudarão a elucidar esta idéia.

Exemplo: Determine a tensão de saída de um amp-op para tensões de entrada V i1 = 150µV, V i2 = 140µV. O amplificador tem um ganho diferencial de A d = 4000 e o valor de RRMC é:

(a)

(b)

100.

10 5

Solução:

V

d

V

c

=

=

V

i

1

1

2

(

V

i

1

V

i

2

=

+

V

i

2

(

)

150

150

140

V

µ

=

)

µ

+

=

140

V

10

µ

V

V

µ

= 145

 

2

µ V

(a)

(b)

V

0

V

0

=

=

A V

d

d

A V

d

d

1

+

1

V

c

RRMC V

d

=

(

1 +

1

V

c

RRMC V

d

=

)(

4000 10

V

µ

)

1

(

)(

4000 10

V

µ

)

+

1

145

V   = 45,8 mV

µ

100

10

V

µ

1

+

1

145

V   = 40,006

µ

10

5

10

V

µ

mV

O exemplo acima mostra que quanto maior o valor de RRMC mais próxima a tensão de saída está da diferença das entradas vezes o ganho diferencial, com o sinal de modo-comum sendo rejeitado.

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3. CONSIDERAÇÕES SOBRE AS CARACTERÍSTICAS DE UM AMPLIFICADOR

Um amplificador operacional é um amplificador de ganho muito alto com uma impedância de entrada muito alta (tipicamente alguns megohms) e uma baixa impedância de saída (menor do que 100). O circuito básico é construído usando-se um amplificador de diferença com duas entradas (mais e menos) e pelo menos uma saída. Como discutido anteriormente, a entrada mais (+) produz uma saída que está em fase com o sinal aplicado, enquanto um sinal de entrada menos ( - ) resulta em uma saída com polaridade oposta. O circuito AC equivalente do amp-op é mostrado na Figura 5a

O circuito AC equivalente do amp-op é mostrado na Figura 5a Figura 5 - Ac equivalente

Figura 5 - Ac equivalente do circuito amp-op: (a) prático; (b) ideal

O sinal de entrada aplicado entre os terminais de entrada vê uma impedância de entrada, R i , tipicamente muito alta. Atensão de saída é mostrada como sendo o ganho do amplificador vezes o sinal de entrada, tomado através de uma impedância de saída, R 0 , tipicamente muito baixa. Um circuito amp- op idela, mostrado na Figura 5b, teria impedância de entrada infinita, impedância de saída zero, e um ganho de tensão infinito.

3.1 CARACTERÍSTICAS DE UM AMPLIFICADOR OPERACIONAL

3.1.1 Amplificadores Operacionais Ideais

a) Resistências de entrada e de saída

Operacionais Ideais a) Resistências de entrada e de saída • Na entrada, temos: Profº. Antonio Samuel

Na entrada, temos:

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e

d

=

R id

R

id

+

R

s

V

s

Se Rid → ∞

VRid = Vs

Na saída, temos:

No caso ideal:

- Ro = 0

VRL = Vo Ro iL

- iL é limitada por RL

b) Ganho de Tensão

quanto menor Ro, mais próximo de Vo será VRL.

Para amplificação viável, principalmente para sinais pequenos:

Ideal: Ad =

Pode-se escolher o ganho a partir da montagem, como será visto adiante.

c) Banda Passante (ou resposta de freqüência)

Para evitar atenuações a banda passante deve ser a maior possível.

d) Alimentação

Geralmente através de fontes simétricas.

741: VALiM =

Geralmente através de fontes simétricas. 741: V ALiM = ± (Valores típicos) E = ± 15

± (Valores típicos)

E = ±15 V

± (Valores máximos)

E = ±18 V

3.1.2 Amplificadores Operacionais Reais

Ganho de tensão - Normalmente chamado de ganho de malha aberta, medido em C.C.(ou em freqüências muito baixas), é definido como a relação da variação da tensão de saída para uma dada

variação da tensão de entrada. Este parâmetro, notado como A ou Avo, tem seus valores reais que vão desde alguns poucos milhares até cerca de cem milhões em amplificadores operacionais sofisticados.

Normalmente, Av0 é o ganho de tensão diferencial em C.C normais, extremamente pequeno.

Tensão de "offset" - A saída de um amplificador operacional ideal é nula quando suas entradas estão em curto circuito. Nos amplificadores reais, devido principalmente a um casamento imperfeito dos dispositivos de entrada, normalmente diferencial, a saída do amplificador operacional pode ser diferente de zero quando ambas entradas estão no potencial zero. Significa dizer que há uma tensão C.C. equivalente, na entrada, chamada de tensão de "offset". O valor da tensão de "offset" nos

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O ganho de modo comum é, em condições

14
14

Eletrônica Analógica

amplificadores comerciais estão situado na faixa de 1 a 100 mV. Os componentes comerciais são normalmente dotados de entradas para ajuste da tensão de "offset".

Corrente de "offset" - O amplificador operacional ideal apresenta impedância de entrada infinita. Os amplificadores operacionais reais, entretanto, apresentam correntes C.C. de polarização em suas entradas. Essas correntes são, geralmente devidas às correntes de base dos transistores bipolares de entrada do amplificador operacional ou ainda correntes de fuga da porta do transistor de efeito de campo em amplificadores dotados de FETs à entrada. Como, na prática, os dispositivos simétricos de entrada não são absolutamente iguais, as duas correntes de entrada são sempre ligeiramente diferentes. A diferença dessas correntes é chamada de corrente de "offset" de entrada.

Faixas de passagem - Existem várias maneiras de definir a faixa de passagem de um dispositivo. No caso dos amplificadores operacionais é usual referir-se a "Unit-Gain Crossover Frequency" - a freqüência em que o ganho de tensão passa pelo ganho unitário e que chamaremos fu. Nos amplificadores reais, esta freqüência pode estar na faixa de 1 kHz até 100 MHz. Amplificadores operacionais monolíticos apresentam fu na faixa dos 0,5 a 5MHz. Medidas do tempo de subida (ts) para pequenos sinais com o amplificador operacional na configuração não inversora a ganho unitário permitem, com o uso da expressão:

Muito importante nos amplificadores operacionais é a faixa de passagem a plena potência. Essa faixa de passagem, muito menor que fu é definida como a máxima freqüência em que uma onda senoidal de sinal grande pode ser obtida à saída sem distorção apreciável. Geralmente a faixa de passagem à plena potência é especificada a uma dada saída, tipicamente 10V.

"Slew Rate" - Este parâmetro está ligado à faixa de passagem à plena potência. Quando num operacional é injetado um sinal senoidal de alta freqüência, de amplitude superior a certo valor prefixado, observa-se a sua saída uma onda triangular. A inclinação desta forma de onda triangular é o "slew rate”. Esta limitação tem origem nas características de construção do dispositivo e está diretamente ligado a um elemento, o chamado capacitor de compensação de fase e à máxima taxa com que este pode ser carregado. Este capacitor, que nos amplificadores operacionais monolíticos apresenta tipicamente 30 pF, conta com fontes de corrente de cerca de 30mA disponíveis para carregá-lo. Assim, dependendo da amplitude do sinal desejado na saída, o amplificador operacional "não consegue acompanhar o sinal de entrada". Como a corrente num capacitor é dada pela capacitância vezes a taxa de variação da tensão (fórmula abaixo), ocorre limitação chamada "slew rate":

Slew Rate é a máxima taxa de variação da tensão de saída por unidade de tempo (

de variação da tensão de saída por unidade de tempo ( V µ s ) Existem

V µ s

)

Existem outras características que merecem destaques, são elas:

Velocidade de resposta

Valores típicos:

AOP 741

AOP LF351

SR = 0,5 V µs SR = 13 V µs
SR = 0,5 V µs
SR = 13 V µs

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15
15

Eletrônica Analógica

AOP LM318

Entrada Senoidal

Eletrônica Analógica AOP LM318 → • Entrada Senoidal SR = 70 V µ s Saída =

SR = 70 V µs

Saída

=

e

o

=

SR =

Vpico sen ⋅ de o dt máx
Vpico sen
de
o
dt
máx

ω

t

SR = Vpico ⋅ ω ⋅ cos ωt

ωt = 0

= Vpico ⋅ ω

SR = 2πf Vpico

Se, para uma determinada freqüência, V pico for muito grande distorção da saída.

Saturação

– Ocorre próximo de ± E

741: com ± 15 V de alimentação satura em torno de ±13,5 V

Tempo de Subida (RISE TIME)

Tempo gasto para o sinal de saída variar de 10% a 90% de seu valor final.

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16
16

Eletrônica Analógica

4. MODOS DE OPERAÇÃO

A principal função dos amplificadores operacionais é a de amplificar tensão. Conjugando estes

dispositivos com outros componentes, podem efetuar-se montagens que desempenhem outras funções sobre os sinais.

O amplificador operacional recebeu este nome porque foi projetado inicialmente para realizar

operações matemáticas utilizando a tensão como uma analogia de uma outra quantidade. Esta é a base dos computadores analógicos onde os amplificadores operacionais são utilizados para realizar as operações matemáticas básicas (adição, subtração, integração, diferenciação).

A maioria dos amplificadores operacionais simples, duplos ou quádruplos disponíveis comercialmente possuem uma pinagem padronizada que permite que um tipo seja substituído por outro sem mudanças na pinagem.

A

quantidade de circuitos que podem ser implementados com amplificadores operacionais é

ilimitada

Como foi apresentado, a saída de um amp-op depende dos valores de tensão aplicados a sua entrada e do ganho do mesmo. Porém, caso os valores de entrada tenham valores bastante distintos, os níveis de tensão na saída de um amplificador operacional poderia atingir valores proibitivos, comprometendo sua integridade física.

Desta forma, verifica-se um limitador tanto para valores positivos quanto para valores negativos. Ou seja, caso a tensão ultrapasse o valor especificado, representado na figura abaixo como E, o valor da tensão irá ficar limitado a esse valor.

+E - e – –E
+E
-
e
–E

Vo

Figura 6 - Limitação da tensão do amp-op

a) Em malha aberta

10 mV

b) Com realimentação positiva

+E + e + ~ - e – eo –E
+E
+
e
+
~
-
e
eo
–E

-

e

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17

Eletrônica Analógica

+ e e o R2 R1 R 1 e + = e o ⋅ R
+
e
e o
R2
R1
R
1
e + = e o
R
+ R
1
2

Se, inicialmente, e o = 0 e, por uma perturbação qualquer, e o e + e d e o

+ ↑ ⇒ e d ↑ ⇒ e o ↑ ⇒ Fica neste laço até saturar

Fica neste laço até saturar

Se eo = 0 e eo

e+ ed eo

⇒ e+ ↓ ⇒ ed ↓ ⇒ eo ↓ ⇒ Fica neste laço até saturar c)

Fica neste laço até saturar

c) Com realimentação negativa

Ei

1 +E 0 –E + e o R2 R1
1
+E
0
–E
+
e o
R2
R1

e– = eo

R

1

R

1

+

R

2

Hipótese inicial: eo = 0 e S na posição 0.

Se eo ↑ ⇒ e– ↑ ⇒ ed ↓ ⇒ eo ↓ ⇒ Contrabalança
Se eo ↑ ⇒
e– ↑ ⇒ ed ↓ ⇒ eo ↓ ⇒
Contrabalança
↑ ⇒ e– ↑ ⇒ ed ↓ ⇒ eo ↓ ⇒ Contrabalança E m r e

Em regime:

e + = e = e o = 0

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18

Eletrônica Analógica

Se eo e– ed eo

⇒ e– ↓ ⇒ ed ↑ ⇒ eo ↑ ⇒ Contrabalança Passando S para a posição

Contrabalança

Passando S para a posição 1:

Como, em regime, e+ = e–:

R

1

=

1

+

R

2

R

1

+

R

2

 

 

e

=

 

R

1

R

1

 

e

o b

e

+

= e

 

R

e

=

e

o

R

1

+

R

2

e

o

Conclusão: AOI + R.NEG.

E

i

4.1 AMP-OP BÁSICO

O circuito básico que utiliza um amp-op é mostrado na Figura 7; o circuito opera como multiplicador de ganho constante. Um sinal de entrada, V1, é aplicado através do resistor R1 à entrada menos. A saída é então conectada de volta à mesma entrada menos, através do resistor R f . A entrada mais é conectada à terra. Como o sinal V 1 é aplicado exclusivamente à entrada menos, a saída resultante é oposta em fase ao sinal de entrada.

a saída resultante é oposta em fase ao sinal de entrada. Figura 7 - Conexão amp-op

Figura 7 - Conexão amp-op básica

A Figura 8a mostra o amp-op substituído por seu circuito AC equivalente. Se usarmos o circuito amp-op equivalente ideal, substituindo Ri por uma resistência infinita e R0 por uma resistência nula, o circuito AC equivalente é aquele mostrado na Figura 8b. O circuito é então redesenhado, como mostrado na Figura 8c, do qual a análise de circuito é efetuada.

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19

Eletrônica Analógica

Eletrônica Analógica Figura 8 - Operação de amp-op como um multiplicador de ganho constante: (a) circuito

Figura 8 - Operação de amp-op como um multiplicador de ganho constante: (a) circuito ac equivalente do amp-op; (b) circuito equivalente do amp-op idela; (c) circuito equivalente redesenhado

Usando superposição, podemos resolver para a tensão V 1 em termos das componentes devidas a cada uma das fontes. Para a fonte V 1 somente (-A v V 1 fixado em zero).

R

f

V

i

1

=

R

1

R f

+ R

(

f

V

1

Para -A v V i apenas (V 1 fixado em zero),

V

i

1

=

1

A V

v

i

R

+

R

f

)

A tensão total V i é então:

V

i

=

V

i

V

i

=

1

+

V

i

2

=

R

f

R

1

+

R

f

V

1

R

f

R f

+

(

1

+ A

v

)

R

1

V

1

+

R

f

R

1

+

R

f

(

A V

v

i

)

Se A v >> 1 e A v R 1 >> R f como geralmente ocorre, então

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20

Eletrônica Analógica

R

f

V

0

=

V

A V

v

i

i =

A R

v

f

=

A

v

R

V

1

f

V

1

V

i

V

0

V

i

R

= −

f

V

i

A

v

R

1

V

i

R

1

Resolvendo para V 0 / V i , obtemos

= −

R

f V

1

R

1

V

i

O resultado mostra que a razão de saída para a tensão de entrada depende apenas dos valores

dos resistores R 1 e R f = desde que A v seja muito grande.

Se R f = R 1 , o ganho de tensão é

V

0 = −

V

i

R

f

R

1

= − 1

, assim sendo, o circuito fornece um ganho de

tensão unitário com inversão de fase de 180º. Se R f é exatamente igual a Ré exatamente igual a R 1 , o ganho de tensão é exatamente 1.

Se R f é múltiplo de R 1 , o ganho global do amplificador é uma constante, Por exemplo, se R f =

10R 1 , então

V

R

f

10 , e o circuito fornece uma ganho de tensão exatamente 10, com uma
V

R

1

= −

0 = −

i

inversão de fase de 180º do sinal de entrada. Se selecionarmos valores convenientes para R f e R 1 , poderemos obter uma ampla faixa de ganhos, o ganho sendo tão preciso quanto os resistores usados, e apenas levemente afetado pela temperatura e outros fatores do circuito.

4.1.1 TERRA VIRTUAL

Para explicar melhor este conceito assumiremos que o ganho do AOP seja infinito. Então sabemos que a relação ideal é V O = A ( V + - V - ) é sempre válida. Portanto podemos afirmar que:

- V - ) é sempre válida. Portanto podemos afirmar que: Porque se utiliza o sinal

Porque se utiliza o sinal de “aproximadamente igual” ao invés de “igual” a zero na expressão dada? – Isto é feito para lembrar que estamos na realidade empregando um artifício matemático (formalmente, devemos dizer que A tende a infinito, mas não o é – na prática A situa-se tipicamente

entre 10 5 e 10 7 ).

A tensão de saída é limitada pela fonte de tensão em, tipicamente, alguns volts. Como afirmado

antes, os ganhos de tensão são muito altos. Se, por exemplo, V 0 = -10V e A v = 20.000, a tensão de entrada seria então

V

i

=

V 0 =

10 V

A

v

20.000

= 0,5 mV

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21

Eletrônica Analógica

Se o circuito tem um ganho global (V 0 /V i ) de, digamos, 1, o valor V i seria então 10V. Comparado a todas as outras tensões de entrada e saída, o valor de V i é ainda pequeno e pode ser considerado 0V.

Note que, embora V i 0V, não é exatamente 0V (a tensão de saída é de alguns volts, devido à entrada muito pequena vezes um ganho A v , muito grande). O fato de que V i 0V leva a um conceito de que na entrada do amplificador existe um curto-circuito virtual ou terra virtual.

Esta técnica nos permite dizer que quanto maior for A, mais o valor da entrada V + se aproxima do valor da entrada V - para valores finitos de V S . Em outras palavras, ela nos chama a atenção que pela tensão das entradas do AOP, pois é como se as entradas inversoras e não inversora estivessem sido curto-circuitado. Sabemos também que não existe corrente por onde tem um curto momentâneo. Denominou-se o termo curto circuito virtual para designar este estado onde as tensões em dois pontos distintos são idênticas (como em um curto-circuito) e suas correntes são nulas. Pode-se empregar o conceito de terra virtual nos amplificadores sempre que considerarmos o mesmo com ideal sempre curto-circuitando, mas não fisicamente.

O conceito de um terra virtual implica que, embora a tensão seja quase 0V, não há corrente na

entrada do amplificador para a terra. A Figura 9 descreve o conceito de terra virtual, uma vez que nenhuma corrente circula do curto para a terra. A corrente circula somente através dos resistores R 1 e R f como mostrado.

através dos resistores R 1 e R f como mostrado. Figura 9 - Terra virtual num

Figura 9 - Terra virtual num amp-op

Usando o conceito de terra virtual, podemos escrever equações para a corrente I, como se segue:

I =

V

1

R

1

= −

V 0

R

f

V 0

V 1

= −

R

f

R

1

O conceito de terra virtual, que depende de A v ser muito grande, permitiu uma solução simples

para a determinação do ganho global do sistema. Deve ser entendido que, embora o circuito da Figura 9 seja uma aproximação, esta abordagem facilita na determinação do ganho de tensão global.

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22

Eletrônica Analógica

4.1.2 MONTAGEM NÃO-INVERSORA

A Figura 10 mostra um circuito com amp-op que trabalha como amplificador não inversor ou multiplicador de ganho constante. Deve-se observar que a conexão amplificaodr inversor é mais amplamente usada porque tem melhor estabilidade em freqüência.

+ +E I eo – I -E I 2 es ~ R2 R1 I 1
+
+E
I
eo
I
-E
I 2
es
~
R2
R1
I
1

Figura 10 - Montagem não-inversora

Suponhamos que se deseja montar o seguinte amplificador:

e S e 0 R 0 = 0 AOI + R.NEG. + − e =
e S
e 0
R 0 = 0
AOI + R.NEG.
+
e
= e
+
i
= i
= 0
i 1 = i 2 − e e s i 1 = = R 1
i 1 = i 2
e e
s
i 1 =
=
R 1
R 1
e
e
e
e
0
0
s
i
= =
2
R
2 R
2

K = 10

R i =

e 0 [10 V ,+10V ]

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23

Eletrônica Analógica

e

 

e

0

e

s

s

 

=

R

1

R

2

e

0

= e s

R

1

+

R

1

R

2

K

=

R

1

+

e

0

R

2

R

1

=

=

e

s

R

R

2

1

+

10

R

2

R

i

Impedância de Entrada:

=

V

i

i

i

=

e

s

i +

=

e

s

0

= ∞

1

=

9R

1

Tensão de Polarização:

10 V

e

0

≤ −

10 V

±

E

= ±

10 V

Escolha de R 1 e R 2 :

Se R 1 = 1e R 2 = 9

I

saída pico

(

)

=

Os amplificadores operacionais mais comuns têm

10

V

10

I

= 1

A

saída(máx)

de dezenas de mA

Se R 1 =10Me R 2 =90M, a corrente na malha de realimentação é muito baixa, podendo invalidar a

aproximação i − = 0 . R 1 = 10kΩ e R 2 = 90kΩ
aproximação
i
− = 0
.
R 1 = 10kΩ e R 2 = 90kΩ
Circuito Equivalente
es
~
Ri
k.es

Rcarga

Exemplo: Calcule a tensão de saída de um amplificador não-inversor mostrado abaixo para

valores

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24

Eletrônica Analógica

R1 100k Rf 500k V1 -2/2V A B 60 Hz
R1
100k
Rf
500k
V1
-2/2V
A
B
60 Hz
Analógica R1 100k Rf 500k V1 -2/2V A B 60 Hz Projeto: R i # 100k
Analógica R1 100k Rf 500k V1 -2/2V A B 60 Hz Projeto: R i # 100k

Projeto:

R i # 100k

0 K 10 (ajustável continuamente)

e

e

0

=

R +

1

R

1

+

R

2

e

0

=

e

= (1+

R

2

R

1

) e

i

=

is Rp es ~ ei R2 R1 e i
is
Rp
es
~
ei
R2
R1
e
i

eo

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25

Eletrônica Analógica

e

i

R

i

=

x

R

p

R

p

=

e

s

i

s

R

e

p

s

=

=

x

e

s

100

k

(0

x

1)

4.1.3 SEGUIDOR DE TENSÃO (BUFFER)

O circuito da montagem do seguidor de tensão, mostrado na Figura 11, fornece um ganho unitário (1) sem inversão de polaridade ou fase.

~ e i
~
e i

eo

Figura 11 - Seguidor de tensão

e que a saída tem a mesma polaridade e amplitude

da entrada. O circuito opera como um circuito seguidor emissor ou de fonte, exceto que o ganho é

exatamente um. Desta forma, teremos:

Do circuito equivalente, tem-se que

e

o

= e

i

e

0

=

(1+

R

2

R

1

) e

i

e

0

=

(1

+

0

)

e

i

= e

i

Projeto:

R

i

=

0 k 10

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26

Eletrônica Analógica

Rs es ~ R2 R1
Rs
es
~
R2
R1

eo

4.1.4 MONTAGEM INVERSORA

O amplificador de ganho constante mais amplamente usado é o amplificador inversor, mostrado na Figura 12. A saída é obtida pela multiplicação da entrada por um ganho fixo ou constante, fixado pelo resistor de entrada (R 1 ) e o resistor de realimentação (R 2 ) – esta saída também é invertida em relação à entrada.

i2 R2 R1 A ~ i1 ei
i2
R2
R1 A
~
i1
ei

Figura 12 - Montagem Inversora

R i R 0 e K < 0 i Projeto: R i = 100kΩ
R i
R 0
e
K < 0
i
Projeto:
R i = 100kΩ

K = - 10

R 0 =0

e

0

= K e

i

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eo

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27

Eletrônica Analógica

− 10V ≤ e 0 ≤ + 10V A.O.I. + R.NEG + − i =
− 10V
e
0 ≤ +
10V
A.O.I. + R.NEG
+
i
=
i
= 0
+
e
= e
+
e
=
e
= 0

LCK no nó A:

i

1

e

i

R

1

i

1

0

=

i

i

1

=

R

2

i

2

e

0

= 0 e

i

2

= 0 i = i

1

e

1

/ R

1

0

= −R

2

i

2

e

0

Logo,

10V

= −R

2

K = −

e

1

R

1

R

2

R

1

e

0

≤ +

10V

±

E

= ±

10V

2

Exemplo: Se o circuito abaixo tem R1 = 100ke Rf = 500k, que tensão de saída resulta para uma entrada de 2V?

R1

500k

V1 U1 R2 -2/2V IDEAL 100k A B 1kHz
V1
U1
R2
-2/2V
IDEAL
100k
A
B
1kHz
saída resulta para uma entrada de 2V? R1 500k V1 U1 R2 -2/2V IDEAL 100k A

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28

Eletrônica Analógica

Eletrônica Analógica 4.1.5 INFLUÊNCIA DA R.NEG. SOBRE A IMPEDÂNCIA DE ENTRADA • Montagem não inversora +
4.1.5 INFLUÊNCIA DA R.NEG. SOBRE A IMPEDÂNCIA DE ENTRADA • Montagem não inversora + A
4.1.5 INFLUÊNCIA DA R.NEG. SOBRE A IMPEDÂNCIA DE ENTRADA
Montagem não inversora
+
A ⋅ ∆ e
+
i
Ro
~
Ri
ve
∆e
eo
-
R2
R1
R
1
Seja
β =
R
+ R
1
2
v
= ∆
e
+ β
e
e
0
v
= ∆
e
+
βA
e
= ∆
e(1
+
Aβ)
e
Mas,
+
+
e =
i
v
=
R i
(1
+
Aβ)
R i
e
i
v
e
+ Aβ)
i
=
R
(1
+
i

Montagem inversora

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29
29

Eletrônica Analógica

Como

e i

i

1

R

e

1

+

= 0

e

0

4.1.6 INFLUÊNCIA DA R.NEG. SOBRE A IMPEDÂNCIA DE SAÍDA

Pode-se mostrar que:

R

0

R

0

= 1

+ β

A

d

, onde

A d = ganho em malha aberta

R β = ganho do divisor de tensão: 1 R + R 1 2 +
R
β = ganho do divisor de tensão:
1
R
+ R
1
2
+
Ro
ei
~
-
R2
R1
de tensão: 1 R + R 1 2 + Ro ei ~ - R2 R1 e

e 0

e d

=

A e

d

d

e

i

β

e

R i

0

0

c

Em vazio

i

c

= 0 :

e

0

=

e

A e

d

0(

vazio

i

)

Em carga

β

A e

d

0

A

d

= 1

+

β A

d

e

i

eo

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30

Eletrônica Analógica

e = A e − β A e − R i 0 d i d
e
= A e
− β
A e
R i
0
d
i
d
0
0
c
A e
− R i
d
i
0
c
=
e 0(
c
arg
a
)
1 + β
A
d
e
e
0(
vazio
)
0(
c
arg
a
)
Impedância de Saída
R ′ =
0
i
c
A
A
R i
d
d
0
c
(
e )
(
e )
+
i
i
1 +
β
A
1 +
β
A
1 +
β
A
d R
d
d
R ′ =
= 0
0
i
1 +
β
A
c
d

Com a realimentação negativa a impedância de saída da montagem é ainda menor que a do

amplificador operacional.

4.1.7 AMPLIFICADOR SOMADOR

Provavelmente, o mais usado dos circuitos amp-ops é o circuito amplificador somador mostrado na Figura 13. O circuito mostra um circuito amplificador com n entradas, o qual fornece um meio de somar algebricamente (adicionando) n tensões, cada uma multiplicada por um fator de ganho constante. Em outras palavras, cada entrada adiciona uma tensão de saída, multiplicada pelo seu correspondente fator de ganho.

if RF R1 e1 R2 e2 . . it . Rn en
if
RF
R1
e1
R2
e2