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ESTUDO COMPARATIVO DE CIMENTOS ASFÁLTICOS DE PETRÓLEO NA PISTA EXPERIMENTAL DO CEARÁ

Jorge Barbosa Soares (1) Laura Maria Goretti da Motta (2) Lia Madeira Nóbrega (1) Leni Mathias Leite (3) João Augusto Araujo Paiva (4) Ernesto Ferreira Nobre Júnior (1)

(1) Universidade Federal do Ceará - UFC (2) Universidade Federal do Rio de Janeiro - COPPE / UFRJ (3) CENPES / PETROBRAS (4) Lubrificantes e Derivados do Nordeste - LUBNOR / PETROBRAS

RESUMO Apresenta-se um estudo comparativo em andamento de um Cimento Asfáltico de Petróleo (CAP) 50/60 (classificação por penetração) convencionalmente utilizado no estado do Ceará e um CAP 30/45 de maior consistência. O estudo objetiva verificar o potencial para utilização do CAP mais consistente. Observações do desempenho de revestimentos contendo estes CAP estão sendo feitas numa pista experimental em Fortaleza, Ceará. A pista faz parte do projeto “Trecho Experimental-CE” que conta com a participação da UFC, PETROBRAS, e órgãos rodoviários estadual (DERT) e federal (DNER). Neste projeto está sendo examinado o desempenho do CAP 30/45 com base nas especificações Superpave do SHRP (Strategic Highway Research Program). Ensaios de densidade aparente, tração estática e módulo de resiliência são usados como base para comparação entre as misturas contendo os dois tipos de CAP ao longo do tempo. A Viga Benkelman é usada para avaliação estrutural dos trechos. Resultados obtidos até abril de 1998 são apresentados.

ABSTRACT A study comparing an asphalt cement 50/60 (classified by penetration) typically used in the State of Ceará and the more viscous asphalt cement 30/45 is presented. The study investigates the potential use of the more viscous asphalt cement. The performance of the asphalt surfarce course in an experimental pavement section in Fortaleza, Ceará is being monitored. The experimental section is part of a project named “Trecho Experimental-CE” which includes UFC, PETROBRAS, state and federal tansportation agencies (DERT and DNER, respectively). In this project, the performance of the asphalt cement 30/45 is being studied based on the Superpave specifications of the Strategic Highway Research Program (SHRP). Laboratory tests on density, tension strength and resilient modulus are used as a basis for comparison between the asphalt mixtures with the two different aspahlt cements through time. The Benkelman beam is used for structural evaluation of the pavement sections. Results obtained through April 1998 are presented.

1. INTRODUÇÃOErro! Fonte de referência não encontrada.

O CAP utilizado convencionalmente no Estado do Ceará para revestimento de CBUQ (Concreto Betuminoso Usinado à Quente) é classificado segundo o DNC (Departamento Nacional de Combustíveis), de acordo com o ensaio de penetração (ASTM D 5-94), como um CAP 50/60. Em virtude do clima da região, onde o pavimento trabalha em temperaturas elevadas durante a maior parte do ano, desenvolveu-se uma proposta de utilização de um ligante mais consistente classificado segundo a especificação Superpave como PG 70-22 (SHRP, 1994a; 1994b; FHWA, 1995; Roberts et al., 1996), o qual corresponde ao CAP 30/45 da classificação DNC. Uma pista experimental está sendo monitorada para avaliação do desempenho em serviço dos revestimentos com o CAP novo e o convencionalmente utilizado (Rodrigues et al., 1995; Viana et al., 1996; Nóbrega et al., 1998). A pista tem 400m de comprimento com revestimento contendo o CAP 30/45 e 200m contendo o CAP 50/60,

largura de 12 m e tráfego previsto de médio a pesado. O acompanhamento do desempenho consta da remoção periódica de corpos de prova para ensaios mecânicos e reológicos nos laboratórios da COPPE/UFRJ, CENPES/PETROBRAS e IPT-SP, além de avaliações superficiais e medidas das deflexões com viga Benkelman. É também feito um acompanhamento não sistemático da temperatura do revestimento e da base do pavimento.

A grande pesquisa norte americana em cimentos asfálticos e misturas asfálticas, denominada SHRP, objetivou a melhoria das especificações para evitar problemas precoces de deformações permanentes, trincas por fadiga, fissuras à baixas temperaturas e envelhecimentos em pavimentos flexíveis (SHRP, 1994a; 1994b; Roberts et al., 1996). As especificações, que se

baseiam no desempenho do material, classificam o ligante asfáltico com base no clima e

temperatura do pavimento aonde o ligante é usado, ao invés da classificação convencional por consistência (penetração e viscosidade). As temperaturas máximas de projeto do pavimento classificam o tipo de ligante (grau de desempenho ou PG = performance grade), enquanto que as temperaturas mínimas são utilizadas na subclassificação dos ligantes (subclasse de PG). A Tabela 1 contém as possíveis classificações Superpave (SHRP, 1994a; Motta et al., 1996).

Tabela 1: Classificação Superpave

Classificação a Alta Temperatura

Classificação Superpave Classificação a Alta Temperatura C* Classificação a Baixa Temperatura C* PG 46 -34, -40,

C*

Classificação a Baixa

Temperatura

a Alta Temperatura C* Classificação a Baixa Temperatura C* PG 46 -34, -40, -46 PG 52

C*

PG 46

-34, -40, -46

PG 52

-10, -16, -22, -28, -34, -40, -46

PG 58

-16, -22, -28, -34, -40

PG 64

-10, -16, -22, -28, -34, -40

PG 70

-10, -16, -22, -28, -34, -40

PG 76

-10, -16, -22, -28, -34

PG 82

-10, -16, -22, -28, -34

* Temperatura no pavimento

Note que a especificação utiliza a designação PG x-y, onde:

PG

=

classificação de acordo com o grau de desempenho do pavimento;

x

=

temperatura alta de projeto, determinada calculando-se as médias das máximas temperaturas previstas para o local do projeto do pavimento em 7 dias consecutivos durante o verão. A maior média de temperatura é usada

 

como temperatura alta de projeto para a escolha do ligante;

y

=

temperatura baixa de projeto, estabelecida como a temperatura de pavimento mais baixa do ano a partir da mais baixa temperatura do ar na região do projeto.

Além da especificação do ligante pela temperatura de serviço do pavimento, o método Superpave contém três níveis distintos de projeto de mistura asfáltica em função do tráfego. Na primeira etapa do projeto Trecho Experimental, foram consideradas apenas as especificações SHRP para o ligante. A investigação das especificações SHRP para a mistura asfáltica, fazendo uso dos pontos de controle e zona de restrição da granulometria (SHRP, 1994a; Roberts et al., 1996; Motta et al., 1996), ficarão para uma etapa posterior do projeto.

2.

DADOS DOS TRECHOS OBSERVADOS E MATERIAIS UTILIZADOS

A construção da pista experimental ocorreu em novembro de 1995. A pista foi dividida em

dois trechos: (1) convencional e (2) experimental, que diferem apenas na camada de CBUQ. No trecho experimental está sendo utilizado o CAP 30/45 enquanto que no trecho convencional está sendo usado o CAP 50/60. O binder em ambos os trechos possui o CAP 50/60. Além do ligante, os materiais utilizados no CBUQ foram: brita corrida de 3/4” para agregado graúdo, pó de pedra e areia fina para agregado miúdo e pó calcário para filer. O CAP foi fornecido pela Lubrificantes e Derivados do Nordeste - LUBNOR, oriundo de petróleo Venezuelano Bachaquero. As características do CAP 30/45 utilizado no experimento são apresentadas na Tabela 2 (Viana et al., 1996).

Tabela 2: Características do CAP 30/45

Características

Unidades

Resultados

Solubilidade em Tricloroetileno

% peso

99,99

Penetração, % sobre o valor original

%

57,50

Variação de Peso, %

%

0,17

Ponto de Amolecimento, PA

C
C

52,6

Penetração, P (25

C, 100 g, 5 s)

C, 100 g, 5 s)

0,1 mm

40

Índice de Susceptibilidade Térmica, IS

-

-1,1

Ponto de Fulgor (Cleaveland)

C
C

294

Ductilidade (25

Viscosidade Saybolt - Furol à 135

294 Ductilidade (25 Viscosidade Saybolt - Furol à 135 C, 5 cm/min) C cm Segundos >

C, 5 cm/min)

C
C

cm

Segundos

> 150

290

A Tabela 3 contém os pesos específicos dos agregados, a distribuição em porcentagem dos

materiais com relação a mistura do agregado e com relação a mistura total incluindo o ligante.

A mistura asfáltica, dosada pelo método Marshall (ASTM D 1559), apresentou os seguintes

resultados: estabilidade de 880 kg; volume de vazios de 3,8%; relação betume vazios (RBV)

de 78%; e fluência de 15/100 polegadas. O teor médio de betume obtido durante a execução dos serviços foi de 5,8% do peso da mistura (Viana et al., 1996).

Tabela 3: Distribuição do material

TIPO

Peso Específico (kg/m 3 )

% em Peso de Mistura de Agregados

% em Peso de Mistura Total

Brita corrida 3/4"

2.643

50

47,20

Pó de areia

2.623

20

18,88

Areia fina

2.637

28

26,43

Filler

2.780

02

1,89

Ligante

-

-

5,60

Mistura de agregados

2.640

100

-

Mistura total

-

-

100

3.

ACOMPANHAMENTO

O

acompanhamento dos trechos experimental e convencional está sendo feito da seguinte

forma: verificação das temperaturas do pavimento; avaliação superficial pelo levantamento visual e medidas de deflexões; avaliação estrutural através da retirada de corpos de prova para

ensaios de laboratório.

3.1.

Tráfego

A Tabela 4 contém a projeção do tráfego nos trechos e o cálculo do número N utilizando os

fatores de veículos do USACE (United States of America Corps of Engineers).

Tabela 4: Projeção de Tráfego

 

Carro

Ôni-

Ca-

Caminhão

Reboque

Ou-

N

Ano

Pass.

bus

mio-

Simples | Duplo

e Semi-

tros

Total

Acumulado

 

neta

Reboque

1995

18235

1012

1637

597

351

27

1131

22990

-

1996

19147

1063

1719

627

369

28

1188

24141

5,86 E+05

1997

20104

1116

1805

658

387

30

1247

25347

1,20 E+06

1998

21109

1172

1895

691

406

31

1309

26613

1,85 E+06

1999

22165

1230

1990

726

427

33

1375

27946

2,52 E+06

2000

23273

1292

2089

762

448

34

1443

29341

3,24 E+06

2001

24437

1356

2194

800

470

36

1516

30809

3,98 E+06

2002

25658

1424

2303

840

494

38

1591

32348

4,77 E+06

2003

26941

1495

2419

882

519

40

1671

33967

5,59 E+06

2004

28288

1570

2540

926

545

42

1755

35666

6,46 E+06

2005

29703

1648

2667

972

572

44

1842

37448

7,37 E+06

3.2.

Medições de Temperaturas no PavimentoErro! Fonte de referência não encontrada.

As médias das temperaturas do ar em Fortaleza, pelas Normas Climatológicas dos últimos 30

em Fortaleza, pelas Normas Climatológicas dos últimos 30 anos, estão entre 20 C e 30 C.
em Fortaleza, pelas Normas Climatológicas dos últimos 30 anos, estão entre 20 C e 30 C.

anos, estão entre 20 C e 30 C. De acordo com Viana et al. (1996), o pavimento na Região Nordeste trabalha com temperaturas máximas de 65,2 C, mínimas de 7,6 C e intermediárias

máximas de 65,2 C, mínimas de 7,6 C e intermediárias de 40,1 C. Segundo a especificação
máximas de 65,2 C, mínimas de 7,6 C e intermediárias de 40,1 C. Segundo a especificação
máximas de 65,2 C, mínimas de 7,6 C e intermediárias de 40,1 C. Segundo a especificação

de 40,1 C. Segundo a especificação Superpave, o CAP deveria atender a classificação PG 70, que é a classe mais próxima da temperatura máxima estimada para o trecho. Como pretende-se testar esta especificação para toda a Região Nordeste, e sabendo-se que o sertão nordestino apresenta uma temperatura mais alta que a do litoral (Leni e Tonial, 1992), esta folga satisfaz toda a região. O ligante asfáltico escolhido para o experimento atende às especificações de PG 70-22, que segundo a especificação Superpave, é adequado para a temperatura máxima de 70

Superpave, é adequado para a temperatura máxima de 70 C e temperatura mínima de -22 C

C e temperatura mínima de -22

a temperatura máxima de 70 C e temperatura mínima de -22 C no pavimento em serviço.

C no pavimento em serviço.

3.3. Avaliações Estruturais e Superficiais

As avaliações estruturais consistem de retiradas de corpos de prova para a realização de ensaios mecânicos e da verificação do comportamento do ligante. A extração é feita por sonda rotativa a cada 40 m em faixas de tráfego alternadas. Os corpos de prova são submetidos aos seguintes ensaios: (1) densidade aparente; (2) resistência à tração estática (DNER ME

138/96); e (3) módulo de resiliência à compressão diametral (DNER ME 133/96). Em seguida

o ligante é extraído dos corpos de prova para a realização dos seguintes ensaios: (1)

de prova para a realização dos seguintes ensaios: (1) penetração à 25 C; (2) ponto de
de prova para a realização dos seguintes ensaios: (1) penetração à 25 C; (2) ponto de

penetração à 25 C; (2) ponto de amolecimento; (3) viscosidade à 60 C; e (4) cisalhamento dinâmico. Os ensaios citados vão retratar o envelhecimento em serviço e serão correlacionados com os resultados dos ensaios de envelhecimento acelerado em laboratório, efetuado no CAP pelos métodos RTFOT e PAV. As avaliações superficiais são realizadas segundo o método DNER PRO 08/78 e a avaliação estrutural é feita com utilização da Viga Benkelman, pelo menos uma vez a cada ano.

4. RESULTADOS

4.1. Ensaios de laboratório no ligante

A Tabela 5 contém o resultado dos parâmetros SHRP obtidos pelos ensaios efetuados no CAP 30/45 (PG 70-22) original e após dois tipos diferentes de envelhecimento realizados em laboratório: (1) em estufa de filme rotativo (RTFOT = Rolling Thin Film Oven Test, ASTM D2872) que simula o envelhecimento durante a usinagem e compactação; e (2) envelhecimento sob pressão (PAV = Pressure Aging Vessel, ASTM D454, D572) que simula o endurecimento

do ligante no pavimento em serviço ao longo de sua vida útil.

Tabela 5: Parâmetros SHRP para o CAP 30/45

Ensaio (Unidade) Temperatura, Critério

Original

Após

RTFOT

Após RTFOT

e PAV

Penetração (0,1 mm)

@25

C
C

Viscosidade Cinemática (cP)

@135

(0,1 mm) @25 C Viscosidade Cinemática (cP) @135 C, max 3000 cP Cisalhamento Dinâmico ( C)

C, max 3000 cP

Cisalhamento Dinâmico ( C)

10 rd/s, G*/sen

C, max 3000 cP Cisalhamento Dinâmico ( C) 10 rd/s, G*/sen min 1,00 kPa Variação em

min 1,00 kPa

Variação em Peso (%) Cisalhamento Dinâmico ( C)

10 rd/s, G*/sen

em Peso (%) Cisalhamento Dinâmico ( C) 10 rd/s, G*/sen min 2,20 kPa max 5000 kPa

min 2,20 kPa

max 5000 kPa

Ponto de Amolecimento ( C)

Cisalhamento Dinâmico ( C)

10 rd/s, G* sen

( C) Cisalhamento Dinâmico ( C) 10 rd/s, G* sen Fluência, BBR b ( C) Coeficiente

Fluência, BBR b ( C) Coeficiente angular m min 0,300 Módulo de rigidez, S max 300 MPa

44,5

-

-

581

-

-

70

-

-

(1,1) a

-

-0,2

-

-

70

-

(3,2) a

-

60,21

-

-

-

28

 

(4,1) a

-

-

-12

a Resultado obtido no ensaio e que atendeu ao critério mínimo ou máximo estabelecido (kPa) para o PG 70-

22

b Bending Beam Rheometer

4.2. Temperatura no Pavimento

As medições de temperaturas no pavimento do trecho experimental foram realizadas durante o período das 7:00 às 17:00 hs de um dia típico de sol (mês de abril de 1998) em Fortaleza e são

típico de sol (mês de abril de 1998) em Fortaleza e são ilustradas na Figura 1.

ilustradas na Figura 1. Nota-se que a temperatura não ultrapassou 60 C neste dia. A escolha do PG 70-22 parece ser adequada para Fortaleza, bem como para toda a região Nordeste.

55 50 45 40 35 30 07:00 09:00 11:00 12:30 14:00 16:00 Hora T1 (11
55
50
45
40
35
30
07:00
09:00
11:00
12:30
14:00
16:00
Hora
T1 (11 cm)
T2 (8 cm)
T3 (5 cm)
T4 (2 cm)
Temperatura 0 C

(a)

cm) T2 (8 cm) T3 (5 cm) T4 (2 cm) Temperatura 0 C (a) (b) Figura

(b)

Figura 1: (a) Temperaturas no pavimento do trecho experimental em um dia típico de sol de abril; (b) Perfil do trecho experimental e posição dos termopares

4.3. Avaliações Estruturais e Superficiais

Erro! Fonte de referência não encontrada.Nenhum defeito acentuado do tipo trincamento, ou outro qualquer, que indicasse problema estrutural ou funcional foi observado nos trechos em

estudo até a data da última avaliação visual em junho de 1998. As medições com a viga Benkelman foram feitas pela equipe do DNER de acordo com o PRO 08/78. A Figura 2 contém as deflexões observadas em duas avaliações. O CAP 50/60 está aplicado entre as estacas 149 e 156. Na primeira passagem, em dezembro de 1995 (1 mês após a construção), pode-se notar uma tendência do revestimento convencional com o CAP 50/60, menos consistente, possuir maiores deflexões. A segunda passagem, em novembro de 1997, coloca os trechos com os dois tipos de CAP aproximadamente no mesmo patamar de deflexão. Outras passagens de viga estão sendo realizadas semestralmente a fim de corroborar qualquer conclusão. Os resultados apresentados indicam uma tendência do CAP mais consistente de fornecer menores deflexões logo após a construção. Para ambos os CAP, nota-se um decréscimo do valor da deflexão, função de fatores como endurecimento da mistura e consolidação adicional nas camadas em virtude da ação do tráfego.

80 CAP 50/60 CAP 30/45 60 40 20 0 Deflexões (0,01 mm).
80
CAP 50/60
CAP 30/45
60
40
20
0
Deflexões (0,01 mm).

148 150 152 154 156 158 160 162 164 166 168

Estaqueamento

Dezembro de 1995 Novembro de 1997

Dezembro de 1995

Dezembro de 1995 Novembro de 1997

Novembro de 1997

Figura 2: Resultados da Viga Benkelman no trecho experimental em estudo

4.4. Análise dos Corpos de Prova

Ocorreram 3 extrações de corpos de prova do revestimento por sonda rotativa de 10 cm de diâmetro. Na primeira extração, em novembro de 1995, foram retirados 15 corpos de prova e na segunda, em setembro de 1996, 22 corpos de prova. Os resultados destas duas amostragens são discutidos a seguir. Na terceira extração, em dezembro de 1997, e na quarta, em junho de 1998, foram retirados 15 corpos de prova em cada. Estes ainda estão sendo analisados.

Segundo Roberts et al. (1996), a maioria das propriedades das misturas asfálticas apresenta uma distribuição normal. Tal fato permite que um pequeno número de ensaios sirva para estimar-se a distribuição populacional. Apesar de possuir-se um número de amostras ainda pequeno para uma análise estatística mais sólida, uma análise preliminar foi conduzida com base nos dados das duas primeiras amostragens para investigar o efeito do tipo de CAP na resistência à tração estática e no módulo de resiliência dos corpos de prova. A fim de aumentar o número de resultados, os ensaios de tração estática foram realizados tanto em corpos de prova virgens como em corpos de prova que já haviam sido submetidos ao ensaio de módulo de resiliência, uma vez que este último pode ser considerado um ensaio não destrutivo. Os resultados são considerados conjuntamente sem distinção entre corpos de prova ensaiados somente à tração e àqueles ensaiados após o ensaio de módulo de resiliência.

4.4.1. 1 a Retirada (Novembro de 1995)

As densidades aparentes médias encontradas para os corpos de prova contendo o CAP 50/60 (4 corpos de prova) e o CAP 30/45 (10 corpos de prova) foram ambas 2,30 kg/m 3 . Os valores foram testados estatisticamente para diferenças e as hipóteses de variâncias e médias iguais não foram rejeitadas.

Resistência à Tração (RT) Estática Os valores de RT para corpos de prova contendo os dois tipos de CAP são:

(1) Quatro corpos de prova contendo CAP 50/60: RT 1 (kgf/cm 2 ) = 9,15 (um corpo de prova virgem); 9,01; 8,24 e 7,14 (três corpos de prova após o ensaio do módulo de resiliência). Média amostral de RT 1 , X 1 = 8,39 kgf/cm 2 . Variância amostral de RT 1 , S 1 2 = 0,85 (kgf/cm 2 ) 2 . (2) Dez corpos de prova contendo CAP 30/45: RT 2 (kgf/cm 2 ) = 13,40; 12,33; 15,00; 14,06 (quatro corpos de prova virgens); 12,33; 9,78; 10,65; 11,59; 9,73 e 9,51 (seis corpos de prova após o ensaio do módulo de resiliência). Média amostral de RT 2 , X 2 = 11,84 kgf/cm 2 . Variância amostral de RT 2 , S 2 2 = 3,72 (kgf/cm 2 ) 2 .

O

H

das duas populações consideradas, neste caso corpos de prova contendo CAP 50/60 e CAP 30/45. A decisão é de rejeitar H 0 ou não através da observação de um parâmetro estatístico

teste de hipótese na relação entre duas variâncias é da seguinte forma: H 0 :

= 1 2 2 2 ;
=
1 2
2 2 ;
variâncias é da seguinte forma: H 0 : = 1 2 2 2 ; 1 :

1 : 1 2 2 2 , onde H 0 é a hipótese nula e H 1 a hipótese alternativa. 1 2 e 2 2 são as variâncias

1 2 / S 2 2 , aonde S 1 2 e S 2 2 são estimativas não tendenciosas das variâncias das populações 1 2 e 2 2 , respectivamente. H 0 é rejeitada quando S 1 2 / S 2 2 é muito próximo de zero ou muito maior que 1 em termos de probabilidade, ou seja, o valor é muito baixo ou muito alto para ter ocorrido ao acaso. A hipótese nula H 0 é frequentemente não rejeitada neste teste. Portanto, é sugerido que o teste seja feito com um valor alto de alpha, onde alpha é a probabilidade de cometer-se um erro do Tipo I, ou seja, rejeitar-se H 0 quando esta é verdadeira (Milton e Arnold, 1990). No caso da resistência à tração estática da primeira retirada, o parâmetro estatístico S 1 2 / S 2 2 é igual a 0,229. Adotando um alpha de 0,20, os pontos críticos (tabela estatística de distribuição F) de um teste bilateral são indicados na Tabela 6. Como S 1 2 / S 2 2 não

S

na Tabela 6. Como S 1 2 / S 2 2 não S H 0 :
na Tabela 6. Como S 1 2 / S 2 2 não S H 0 :

H 0 :

1 2 = 2 2 não é rejeitada. Uma vez que as variâncias foram comparadas e nenhuma diferença foi detectada, é assumido que 1 2 = 2 2 , e que estas são iguais a uma variância comum . Esta variância comum pode ser estimada por uma variância agrupada S p = [(n 1 -1)/S 1 2 + (n 2 -1)/S 2 2 ] / [n 1 +n 2 -2], onde n 1 e n 2 são os tamanhos das amostras correspondentes aos corpos de prova com o CAP 50/60 e 30/45, respectivamente.

é menor que o menor ponto crítico e nem maior que o maior ponto crítico,

menor ponto crítico e nem maior que o maior ponto crítico, 2 O próximo passo é
menor ponto crítico e nem maior que o maior ponto crítico, 2 O próximo passo é
menor ponto crítico e nem maior que o maior ponto crítico, 2 O próximo passo é
menor ponto crítico e nem maior que o maior ponto crítico, 2 O próximo passo é
menor ponto crítico e nem maior que o maior ponto crítico, 2 O próximo passo é

2

O próximo passo é testar se as médias de resistência à tração estática dos corpos de prova

com

os

dois

tipos

de

CAP

são

diferentes.

Para

isto,

utiliza-se o

teste

estatístico

T.

No caso

de

variâncias

iguais,

a variável

aleatória

utilizada

é:

T n1+n2-2 = [(X 1 - X 2 ) - (

diferença hipotetizada entre as médias populacionais (comumente escolhida como zero). O objetivo é determinar se as médias populacionais ( 1 e 2 ) são diferentes e qual é a maior.

2 ) 0 representa a

1
1

-

diferentes e qual é a maior. 2 ) 0 representa a 1 - 2 ) 0

2 ) 0 ] / [ S P 2 (1 /n 1 + 1 /n 2 ) ] 1/2 , onde (

P 2 (1 /n 1 + 1 /n 2 ) ] 1 / 2 , onde
P 2 (1 /n 1 + 1 /n 2 ) ] 1 / 2 , onde
1
1

-

2 (1 /n 1 + 1 /n 2 ) ] 1 / 2 , onde (

Portanto, o teste de hipótese toma a seguinte forma no caso de teste unilateral: H 0 : 1 = 2 ;

H

se alpha (probabilidade de cometer um erro do Tipo I) e conduz-se o teste de hipótese; ou (2)

indica-se o valor P deixando à cargo do investigador a decisão de rejeitar ou não H 0 . A segunda maneira é utilizada nesta análise. No caso de resistência à tração da primeira amostragem, o valor observado do teste estatístico T = 3,37. Baseado numa distribuição T n1+n2- 2 = T 12 , têm-se que o valor P é menor que 0,005 (t 0.005 = 3,055). A probabilidade de observar-

se um valor de 3,37 ou maior, no caso de

evidência que a média da resistência à tração estática dos corpos de prova com o CAP 50/60 é

menor que a média dos corpos de prova com o CAP 30/45. A análise sugere que o CAP 30/45

de prova com o CAP 30/45. A análise sugere que o CAP 30/45 1 : 1
de prova com o CAP 30/45. A análise sugere que o CAP 30/45 1 : 1
de prova com o CAP 30/45. A análise sugere que o CAP 30/45 1 : 1
de prova com o CAP 30/45. A análise sugere que o CAP 30/45 1 : 1

1 : 1 < 2 . Pode-se decidir entre H 0 e H 1 de duas maneiras (Milton e Arnold, 1990): (1) fixa-

e H 1 de duas maneiras (Milton e Arnold, 1990): (1) fixa- 1 = 2 ,

1 =

e H 1 de duas maneiras (Milton e Arnold, 1990): (1) fixa- 1 = 2 ,

2 , é menor que 0,005. Portanto, há uma forte

está associado a uma mistura asfáltica com maior resistência à tração estática. É importante notar que tal conclusão é válida para o período de tempo considerado na primeira retirada.

Tabela 6: Teste estatístico para igualdade de variâncias

Resistência à Tração

1

a Retirada

2 a Retirada

Módulo de Resiliência

1 a Retirada

2 a Retirada

S 1 2 / S 2 2

0,229

0,017

0,275

0,686

Pontos críticos (Tabela F)

[0,191; 2,810]

[0,191;

[0,017; 4,060]

[0,108;

 

2,810]

3,780]

Módulo de Resiliência à Compressão Diametral (25

Os valores do módulo de resiliência para corpos de prova contendo os dois tipos de CAP são:

C)para corpos de prova contendo os dois tipos de CAP são: (1) Dois corpos de prova

para corpos de prova contendo os dois tipos de CAP são: C) (1) Dois corpos de

(1) Dois corpos de prova contendo CAP 50/60: R 1 (10 3 kgf/cm 2 ) = 40 e 33. Média amostral de MR 1 X 1 = 36,5 10 3 kgf/cm 2 . Variância amostral de MR 1 , S 1 2 = 24,5 10 6 (kgf/cm 2 ) 2 . (2) Seis corpos de prova contendo CAP 30/45: R 2 (10 3 kgf/cm 2 ) = 45,2; 40,5; 45,6; 59,9;

R 2 (10 3 kgf/cm 2 ) = 45,2; 40,5; 45,6; 59,9; 33,2 e 36,1. Média
R 2 (10 3 kgf/cm 2 ) = 45,2; 40,5; 45,6; 59,9; 33,2 e 36,1. Média
R 2 (10 3 kgf/cm 2 ) = 45,2; 40,5; 45,6; 59,9; 33,2 e 36,1. Média
R 2 (10 3 kgf/cm 2 ) = 45,2; 40,5; 45,6; 59,9; 33,2 e 36,1. Média
R 2 (10 3 kgf/cm 2 ) = 45,2; 40,5; 45,6; 59,9; 33,2 e 36,1. Média
R 2 (10 3 kgf/cm 2 ) = 45,2; 40,5; 45,6; 59,9; 33,2 e 36,1. Média

33,2 e 36,1. Média amostral de MR 2 X 2 = 43,4 10 3 kgf/cm 2 . Variância amostral de MR 2 , S 2 2 = 89,2 10 6 (kgf/cm 2 ) 2 .

2 , S 2 2 = 89,2 10 6 (kgf/cm 2 ) 2 . A mesma

A mesma análise estatística feita para a resistência à tração é feita para o módulo de resiliência.

Os dados também são apresentados na Tabela 6. O parâmetro estatístico S 1 2 / S 2 2 neste caso é igual a 0,275. Como S 1 2 / S 2 2 não é menor que o menor ponto crítico e nem maior que o maior

é menor que o menor ponto crítico e nem maior que o maior ponto crítico, H
é menor que o menor ponto crítico e nem maior que o maior ponto crítico, H

ponto crítico, H 0 : 1 2 = 2 2 não é rejeitada e a variância comum pode ser estimada por uma

variância agrupada S p 2 . Para testar se as médias dos módulo de resiliência dos corpos de prova com os dois tipos de CAP são diferentes, utiliza-se o teste estatístico T. O valor observado é T

0,96. Baseado numa distribuição T 6 , o valor P é maior que 0,1 (t 0,1 = 1,44). Como este valor de P é alto, não se pode rejeitar H 0 : 1 = 2 . Portanto, a análise sugere que o módulo de resiliência da mistura permanece o mesmo independentemente do CAP utilizado.

=

permanece o mesmo independentemente do CAP utilizado. = 4.4.2. 2 a Retirada (Setembro de 1996) As
permanece o mesmo independentemente do CAP utilizado. = 4.4.2. 2 a Retirada (Setembro de 1996) As

4.4.2. 2 a Retirada (Setembro de 1996)

As densidades aparentes médias encontradas foram 2,25 kg/m 3 e 2,27 kg/m 3 para os corpos de prova com o CAP 50/60 e o CAP 30/45, respectivamente. Novamente as hipóteses de variâncias e médias iguais não foram rejeitadas.

Resistência à Tração (RT) Estática Para a segunda retirada, os valores de RT são:

(1) Quatro corpos de prova contendo CAP 50/60: RT 1 (kgf/cm 2 ) = 12,70 (um corpo de prova virgem); 12,88; 12,08 e 12,60 (três corpos de prova após o ensaio do módulo de resiliência). Média amostral de RT 1 , X 1 = 12,57 kgf/cm 2 . Variância amostral de RT 1 , S 1 2 = 0,118 (kgf/cm 2 ) 2 . (2) Dez corpos de prova contendo CAP 30/45: RT 2 (kgf/cm 2 ) = 14,70; 17,12; 17,13; 16,39 (quatro corpos de prova virgens); 13,33; 12,40; 12,49; 15,54; 17,51 e 9,32 (seis corpos de prova após o ensaio do módulo de resiliência). Média amostral de RT 2 , X 2 = 14,18 kgf/cm 2 . Variância amostral de RT 2 , S 2 2 = 7,122 (kgf/cm 2 ) 2 .

Novamente é realizado o teste de hipótese da relação entre duas variâncias: H 0 :

1 2
1 2

=

2 2 ;
2 2 ;

H

que S 1 2 / S 2 2 é menor que o menor ponto crítico. H 0 : 1 2 = 2 2 é rejeitada, e portanto as variâncias populacionais são estimadas separadamante. Note que a utilização de uma variância agrupada não é apropriada neste caso. Para testar se as médias de resistência à tração estática dos corpos de prova com os dois tipos de CAP são iguais, usa-se a seguinte variável aleatória:

1 : 1 2 2 2 . Neste caso o parâmetro estatístico S 1 2 / S 2 2 é igual a 0,017. Da Tabela 6 nota-se

2 / S 2 2 é igual a 0,017. Da Tabela 6 nota-se [(X 1 -
2 / S 2 2 é igual a 0,017. Da Tabela 6 nota-se [(X 1 -
2 / S 2 2 é igual a 0,017. Da Tabela 6 nota-se [(X 1 -

[(X 1 - X 2 ) - (

1 -
1 -
2 ) ] / [ (S 1 2 /n 1 ) + (S 2 2

2 ) ] / [ (S 1 2 /n 1 ) + (S 2 2 /n 2 ) ] 1/2 .

Considerando

os

valores

das

médias e

variâncias

 

amostrais

bem

como

o

número

 

de

amostras

n 1

e

n 2 ,

o

valor

desta

variável

é

2,355.

Ao

invés

de

n 1 + n 2 - 2,

o

número

de

graus

de liberdade ( )

de liberdade ( )

no

caso

de

variâncias

não

iguais

é

estimado

a partir

dos

dados.

Um

dos

métodos

para

estimar-se

este

valor

é

o

de

Smith-Satterthwaite

(Milton e Arnold,

1990):

de Smith-Satterthwaite (Milton e Arnold, 1990): = [ (S 1 2 /n 1 ) + (S

= [ (S 1 2 /n 1 ) + (S 2 2 /n 2 ) ] 2 / { [(S 1 2 /n 1 ) 2 /(n 1 -1)] + [(S 2 2 /n 2 ) 2 /(n 2 -1)] }. Este valor, que não é necessariamente inteiro, deve ser arredondado para o valor inteiro imediatamente inferior. No caso estudado, = 9. Baseado numa distribuição T 9 , têm-se que t 0.025 = 2,262 e t 0,01 = 2,821. Como o valor observado do parâmetro estatístico (2,335) está neste intervalo, o valor P do teste realizado está entre 0,01 e 0,025. Como estes valores são pequenos, pode-se rejeitar a hipótese nula H 0 : 1 = 2 , e concluir-se que os corpos de prova com o CAP 50/60 possuem resistência à tração inferior aos corpos de prova com o CAP 30/45. Apesar desta conclusão ser

a mesma da conclusão referente a primeira retirada, deve-se notar que os resultados estão associados a períodos distintos.

que os resultados estão associados a períodos distintos. Módulo de Resiliência à Compressão Diametral (25 C)
que os resultados estão associados a períodos distintos. Módulo de Resiliência à Compressão Diametral (25 C)
que os resultados estão associados a períodos distintos. Módulo de Resiliência à Compressão Diametral (25 C)
que os resultados estão associados a períodos distintos. Módulo de Resiliência à Compressão Diametral (25 C)

Módulo de Resiliência à Compressão Diametral (25 C) Os valores do módulo de resiliência para corpos de prova com os dois tipos de CAP são:

para corpos de prova com os dois tipos de CAP são: (1) Três corpos de prova

(1) Três corpos de prova contendo CAP 50/60: R 1 (10 3 kgf/cm 2 ) = 50,9, 51,2 e 44,9. Média

X 1 = 49,0 10 3 kgf/cm 2 . Variância amostral de MR 1 , S 1 2 = 12,9 10 6

(kgf/cm 2 ) 2 . (2) Seis corpos de prova contendo CAP 30/45: R 2 (10 3 kgf/cm 2 ) = 52,0; 52,6; 49,2; 54,1; 56,6 e 44,2. Média amostral de MR 2 X 2 = 51,4 10 3 kgf/cm 2 . Variância amostral de MR 2 ,

amostral de MR 1

2 . Variância amostral de MR 2 , amostral de MR 1 S 2 2 =
2 . Variância amostral de MR 2 , amostral de MR 1 S 2 2 =
2 . Variância amostral de MR 2 , amostral de MR 1 S 2 2 =
2 . Variância amostral de MR 2 , amostral de MR 1 S 2 2 =
2 . Variância amostral de MR 2 , amostral de MR 1 S 2 2 =
2 . Variância amostral de MR 2 , amostral de MR 1 S 2 2 =
2 . Variância amostral de MR 2 , amostral de MR 1 S 2 2 =

S 2 2 = 18,8 10 6 (kgf/cm 2 ) 2 .

Segue-se o mesmo procedimento anterior para a análise. O parâmetro estatístico S 1 2 / S 2 2 é igual a 0,686. Como S 1 2 / S 2 2 não é menor que o menor ponto crítico e nem maior que o maior

ponto crítico, H 0 :

2 2 não é rejeitada e a variância comum pode ser estimada por uma

=é rejeitada e a variância comum pode ser estimada por uma variância agrupada S p 2

rejeitada e a variância comum pode ser estimada por uma = variância agrupada S p 2

variância agrupada S p 2 . No teste de comparação das médias, o valor do teste estatístico é T =

0,84. Baseado numa distribuição T 7 , o valor P é maior que 0,1 e não se pode rejeitar H 0 : 1 = 2 . Como no caso da primeira retirada, novamente há evidência que o módulo de resiliência da mistura permanece o mesmo independentemente do CAP utilizado.

permanece o mesmo independentemente do CAP utilizado. 4.4.3. Binder Uma análise estatística também foi
permanece o mesmo independentemente do CAP utilizado. 4.4.3. Binder Uma análise estatística também foi

4.4.3. Binder Uma análise estatística também foi conduzida em corpos de prova do binder dos trechos convencional e experimental. Como o binder dos dois trechos investigados contém o CAP 50/60, os testes estatísticos foram realizados para investigar o efeito do tempo, comparando-se os resultados da primeira e segunda amostragens. Não houve diferença estatisticamente significativa nas variâncias e médias das densidades aparentes e módulos de resiliência das duas amostragens. Os valores médios das densidades da primeira e segunda amostragens foram 2,29

e

2,28 kg/m 3 , respectivamente, e os valores médios dos módulos de resiliência foram 30,7 10 3

foram 2,29 e 2,28 kg/m 3 , respectivamente, e os valores médios dos módulos de resiliência

27,9 10 3 kgf/cm 2 . Verificou-se que a média das resistências à tração estática dos corpos de prova da segunda retirada foi superior (valor P menor que 0,01). O valor médio da resistência

à tração da primeira amostragem foi 5,23 kgf/cm 2 , enquanto o da segunda amostragem foi 7,02 kgf/cm 2 . Este resultado era esperado em virtude do endurecimento da mistura com o tempo.

e

em virtude do endurecimento da mistura com o tempo. e 4.4.4. Extração do Ligante Os corpos

4.4.4. Extração do Ligante

Os corpos de prova foram enviados para o IPT e submetidos aos ensaios cujos resultados são

apresentados na Tabela 7. Devido a amostra do CAP 30/45 da primeira coleta estar muito mole, acredita-se que houve contaminação com tricloroetileno por ocasião da extração. Comparando-se os dados com os da Tabela 2, nota-se que a penetração subiu de 40 para 67. Na segunda coleta os resultados dos dois tipos de CAP foram bastante semelhantes.

Tabela 7: Ensaios nas misturas e CAP 30/45 (Setembro de 1996)

Teor de betume (% em massa)

Ensaios sobre CAP extraído

 

Em relação a mistura betuminosa

Em relação aos agregados

Viscosidade

Penetração

Ponto de

Amostra

Absoluta à

60

Absoluta à 60 C (P)

C (P)

(0,1 mm)

Amolecimento

Amolecimento ( C)

( C)

1 a COLETA CAP 30/45 CAP 50/60 2 a COLETA CAP 30/45 CAP 50/60

5,6

5,9

1.417*

67

41*

4,6

4,8

5.285

55

55

5,3

5,4

32.064

18

67

4,7

5,0

31.343

19

64

5. CONCLUSÕES Este artigo relata a experiência no Ceará com uma pista experimental construída em novembro de 1995 e que vem sendo monitorada a fim de verificar-se o potencial para utilização de um CAP mais consistente (30/45) ao invés do CAP convencionalmente utilizado (50/60) no Estado. Medições de temperaturas e deflexões juntamente com a retirada de corpos de prova vem sendo realizadas como forma de se acompanhar o desempenho de dois trechos distintos que utilizam os dois tipos de CAP na camada de revestimento. Resultados de ensaios de densidade aparente, resistência à tração estática e módulo de resiliência à compressão diametral estão sendo analisados a fim de se verificar qualquer diferença entre o desempenho dos dois CAP investigados. Em duas amostragens, verificou-se uma diferença estatística no caso de resistência à tração estática, sendo mais resistente a mistura com o CAP 30/45. Isto era esperado devido à maior consistência deste ligante. Esta diferença não se repete quando se considera o módulo de resiliência. Outras amostragens já foram retiradas e estão sendo analisadas.

AGRADECIMENTOS Os autores agradecem à toda a equipe que contribuiu para a construção da pista experimental no Ceará em novembro de 1995 e a viabilização deste projeto: José Ademar Gondim Vasconcelos, Franklin Chaves, Marúzia Viana, Gabriela Rodrigues, Francisco Eldan Parente, Fernando Beserra de Meneses, Ilonir Tonial, José Valdonel Castelo Branco, Márcio Silveira, José Flávio Lima, Rômulo Constantino, Daniel Muniz e Jaime Nogueira Diógenes.

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Monitoramento do Pavimento que Testa a Aplicação da Especificação SUPERPAVE na Região Nordeste. 13 o Encontro de Asfalto, IBP.

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