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Bases para a Implementação de Sistemas Especialistas de Auxílio à Decisão em Direito Ambiental

Vitor V. Vasconcelos I ; Paulo Pereira Martins Junior II ;

I Doutorando em Geologia, Universidade Federal de Ouro Preto, Mestre em Geografia, Especialista em Solos e Meio Ambiente, Bacharel em Filosofia, Técnico em Meio Ambiente, Técnico em Informática, vitor.vasconcelos@almg.gov.br

II Universidade Federal de Ouro Preto (Professor), Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais - CETEC-MG (Pesquisador Pleno), Geólogo, Doutor em Ciências da Terra, paulo.martins@cetec.br

Disponível em:

Versão para língua portuguesa do original publicado em:

VASCONCELOS, Vitor V.; MARTINS JUNIOR, Paulo Pereira. Grounds for the implementation of expert systems to aid the decision-making process in environmental law. Rev. digit. bibliotecon. cienc. inf., Campinas, SP, v.12, n.1, p.5-21, jan/apr. 2014. ISSN 1678-765X. Available at:

BASES PARA IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS ESPECIALISTAS PARA AUXÍLIO À DECISÃO EM DIREITO AMBIENTAL GROUNDS FOR
BASES PARA IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS ESPECIALISTAS PARA AUXÍLIO À DECISÃO EM DIREITO AMBIENTAL GROUNDS FOR

BASES PARA IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS ESPECIALISTAS PARA AUXÍLIO À DECISÃO EM DIREITO AMBIENTAL

GROUNDS FOR THE IMPLEMENTATION OF EXPERT SYSTEMS TO AID THE DECISION-MAKING PROCESS IN ENVIRONMENTAL LAW

Vitor V. Vasconcelos 1 Paulo Pereira Martins Junior 2

Resumo: Este artigo visa apresentar bases conceituais e teóricas para o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial voltados para a gestão ambiental, assim como alguns desenvolvimentos já realizados neste sentido. Será enfocado o contexto de desenvolvimento de um programa especialista que se propõe a auxiliar o usuário em sua conduta para com o meio ambiente rural, fornecendo educação ambiental e jurídica, desenvolvido ao longo do projeto CRHA Conservação de Recurso Hídrico no Âmbito da Gestão Ambiental e Agrícola de Bacias Hidrográficas (2003-2006). Este trabalho é útil para demonstrar a viabilidade de aplicações computacionais envolvendo as Geociências Agrárias e Ambientais e Ciências Jurídicas, demonstrando também as potencialidades da análise lógica aplicada aos conhecimentos técnicos e científicos. Palavras - Chave: Inteligência Artificial. Sistema de Auxílio à Decisão. Gestão Ambiental. Direito Ambiental.

Abstract: This paper aims at presenting conceptual and theoretical grounds for the development of artificial intelligent systems targeting environmental management. Focus will be given to the development of an expert program to assist the users in dealing with the rural environment, granting them legal and environmental education, as developed in the scope of the CRHA Project (Environmental and Agricultural Watershed Management for the Conservation of Water Resources). This work is useful in demonstrating the feasibility of computational applications involving Legal Sciences and Agricultural and Environmental Geosciences. It also demonstrates the potential of logic analysis applied to technical and scientific knowledge. Keywords: Artificial Intelligence. Decision-Support System. Environmental Management. Environmental Law.

1 Doutorando em Geologia pela Universidade Federal de Ouro Preto. Consultor Legislativo de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Brasil. E-mail:

2 Doutor em Ciências da Terra. Geólogo. Universidade Federal de Ouro Preto / Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais. Brasil. E-mail: paulo.martins@cetec.br Recebido em: 25/03/2013 Aceito em: 13/12/2013.

de Minas Gerais. Brasil. E-mail: paulo.martins@cetec.br Recebido em : 25/03/2013 – Aceito em : 13/12/2013.
de Minas Gerais. Brasil. E-mail: paulo.martins@cetec.br Recebido em : 25/03/2013 – Aceito em : 13/12/2013.
1 INTRODUÇÃO Com a apresentação da proposta de desenvolvimento de um novo ramo das Geociências,

1 INTRODUÇÃO

Com a apresentação da proposta de desenvolvimento de um novo ramo das Geociências, desde então intitulado Geociências Agrárias e Ambientais GAA (MARTINS JUNIOR, 1998) iniciou-se, então, um já longo caminho em direção ao desenvolvimento do campo epistemológico, metodológico e com a Abordagem interdisciplinar. Esse processo implicou, desde o início, em tratar com questões que não têm sido articuladas de forma coerente, consistente e integradas a partir das diversas ciências e especialidades no trato com sistemas naturais e sistemas socioeconômicos articuladamente; ademais de também tratar com os sistemas administrativos e jurídicos, de forma direta, em virtude de a legislação direcionar em muitos aspectos aquelas interações. Reconhece-se que, como processo para identificar e abrir o campo epistemológico / metodológico, de conteúdos e da abordagem interdisciplinar seja profícuo o apoio de três categorias de métodos, fundamentais que servem para criar sistemas de gestão, a saber:

(1) dois métodos específicos próprios de engenharia e arquitetura de conhecimentos Método CommonKADS (SCHREIBER et al., 1999) e o Método ORCI (MARTINS JUNIOR et al., 2003-2006 www.sisorci.cetec.br) (2) a inteligência artificial IA para o auxílio à decisão (MARTINS JUNIOR et al., 2006) e (3) o desenvolvimento sistemas integrados de banco de dados orientados ao objeto, sistema de informação (geográfico / geo-ambiental), sistema de auxílio à decisão, sistemas de modelagem da circulação hídrica, sistema de zoneamento ecológico-econômico ZEE, sistema de desenho de uso optimal do território - DUOT e sistema de certificação da qualidade geo-ambiental e econômica de bacia hidrográfica CQGE, com diversos projetos desenvolvido na Fundação Centro Tecnológico de Minas gerais - CETEC (MARTINS JUNIOR et al., 2007). Com o projeto CRHA (MARTINS JUNIOR, 2006) na Fundação CETEC intitulado “Conservação de Recursos Hídricos no Âmbito da Gestão Agrícola e Ambiental de Bacias Hidrográficas”, financiado pelo MCT / FINEP / Fundo Setorial CT-Hidro-2002, desenvolveu- se a pesquisa para elucidar uma lógica agro-hidro-ambiental para bacias hidrográficas, visando contextualizar as atividades agrícolas, sob o ponto de vista do conceito de Ordenamento do Território e Gestão Agro-ambiental dos Recursos Hídricos. Para tanto, propôs-se o estabelecimento de produtos científicos em diversos níveis estruturados de informação, com linguagem e semiótica amigáveis. Neste intuito, recorreu-se às seguintes atividades: [a] identificação de condicionantes lógico-formais para a decisão sistêmica e [b]

às seguintes atividades: [a] identificação de condicionantes lógico-formais para a decisão sistêmica e [b]
às seguintes atividades: [a] identificação de condicionantes lógico-formais para a decisão sistêmica e [b]
programação de um sistema especialista. O presente artigo trata de um tema da legislação para

programação de um sistema especialista. O presente artigo trata de um tema da legislação para controle florestal, iniciado no Projeto CRHA (2003-2006), e faz parte do sistema SisDec de auxílio à decisão para gestão geoambiental de bacia hidrográfica.

2 OBJETIVOS DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

O principal objetivo dos sistemas de IA (Inteligência Artificial) é executar funções que, caso fossem desempenhadas por um ser humano, seriam consideradas inteligentes. Trata-se de um conceito amplo e que recebe tantas definições quanto se deem significados diferentes à palavra Inteligência. Dentre as características básicas usuais desses sistemas, ressalta-se a capacidade de raciocínio (aplicar regras lógicas a um conjunto de dados disponíveis para chegar a uma conclusão), aprendizagem (aprender com os erros e acertos de forma a no futuro agir de maneira mais eficaz), reconhecimento de padrões (tanto visuais e sensoriais, como também padrões de comportamento) e inferência (capacidade de conseguir aplicar o raciocínio nas situações de contexto humano). Uma boa introdução à IA se encontra em Ginsberg (1993).

2.1 Sistemas Especialistas e Multi-Especialistas

Sistemas especialistas são programas que têm como objetivo simular o raciocínio de um profissional “expert” em algum campo do conhecimento bem específico. Sistemas Multiespecialistas são uma tendência atual, visto que muitos problemas não são possíveis de se resolver com apenas um profissional especialista, mas apenas com toda uma equipe pluridisciplinar. Nesse caso, o programa se torna especialista em dois ou mais ramos de setores científicos distintos, e usam-se esses conhecimentos de forma integrada para fornecer o melhor aconselhamento possível. Os sistemas multiespecialistas se mostram como promessas prementes em geociências ambientais, engenharia e direito ambiental, em vista de seu enfoque ser interdisciplinar. O desenvolvimento abordado neste artigo, em modelagem conceitual e código de programa, volta-se para um sistema multiespecialista nas áreas de Direito Ambiental e demais Ciências Ambientais.

de programa, volta-se para um sistema multiespecialista nas áreas de Direito Ambiental e demais Ciências Ambientais.
de programa, volta-se para um sistema multiespecialista nas áreas de Direito Ambiental e demais Ciências Ambientais.
3 PROLOG É uma linguagem declarativa de programação que se constitui basicamente de chamadas e

3 PROLOG

É uma linguagem declarativa de programação que se constitui basicamente de chamadas e recursões. Deste modo guardam-se axiomas lógicos, os quais podem fornecer ao usuário parte de suas informações nas situações em que determinados parâmetros destes axiomas tornarem-se disponíveis. Bratko (2000) apresenta um estudo detalhado das potencialidades desta linguagem para sistemas de inteligência artificial. Utilizemos este exemplo de linguagem PROLOG aplicada a uma situação ambiental, com o seguinte código:

sem_licença(ilegal). Quando o usuário digita:

?- sem_licença(X). %Note que a letra X maiúscula é uma variável que será instanciada. O programa responde, relatando que se trata de uma situação ilegal:

X = ilegal Tome-se outro exemplo, com esta programação:

codigo_florestal(lei,Ano):- busca(Ano). %Chamar o código ‘codigo_florestal’ aciona o código ‘busca’.

busca(1965).

O usuário digita: ?- codigo_florestal(lei,X). Resposta do programa: X=1965

3.1 Base de Conhecimentos

Parte do código do programa em PROLOG refere-se aos fatos e informações conhecidos no domínio do problema. Exemplos são rio(poluído), significando um rio que esteja poluído, ou lei(codigo_florestal,federal), significando que a lei codigo_florestal é do tipo federal. A base de conhecimento deve ser separada da estrutura de inferência, que é a parte do programa que irá manipular os dados da base de conhecimento e fornecê-los ao usuário.

inferência , que é a parte do programa que irá manipular os dados da base de
inferência , que é a parte do programa que irá manipular os dados da base de
4 METODOLOGIA CommonKADS CommonKADS (SCHREIBER et al ., 1999) é uma metodologia para representação do

4 METODOLOGIA CommonKADS

CommonKADS (SCHREIBER et al., 1999) é uma metodologia para representação do conhecimento, utilizada em Engenharia de Conhecimento, para a construção de sistemas especialistas. De maneira resumida, ela indica como se apropriar de um conhecimento técnico e formalizá-lo de maneira que possa ser criado um programa de inteligência artificial. Utilizando a metodologia CommonKADS, temos, ao fim do processo, um programa pronto com características desejáveis, a saber, toda uma documentação pronta sobre o conhecimento em questão, que pode ser facilmente atualizada, alterada e até mesmo reutilizada por outros programas especialistas. Outra característica eficiente desse método é sua capacidade de abarcar os vários tipos de conhecimento do profissional especialista, fornecendo estratégias para extrair este conhecimento em suas várias modalidades (declarativo, procedural, explícito, tácito, semântico, episódico - ou seja, adquirido por meio de uma sequência de experiências semelhantes -, compartilhado, metaconhecimento e outros).

4.1 Modelos de Domínio, Tarefa e Inferência

A método CommonKADS se estrutura como um conjunto de diversos modelos padronizados, que devem ser estruturados de acordo com o conhecimento que se procura formalizar e com a tarefa que necessita ser cumprida pelo programa. São referências os Modelos de Domínio (que vão constituir a Base de Conhecimento do programa) os Modelos de Inferência (que vão coletar, tratar e analisar os dados da Base de Conhecimento), e os Modelos de Tarefa (que indicam ao programa e/ou ao usuário quais as etapas que devem ser seguidas para resolver cada tipo de problema). Para o Modelo de Tarefa, o método CommonKADS possui vários modelos-padrão, denominados “métodos de resolução de problemas”; estes são procedimentos padrões para tarefas de diagnóstico, classificação, planejamento e mais uma gama de tarefas que o programa pode utilizar para simular o comportamento de um especialista. Em conjunto, todos estes modelos formam o Modelo de Conhecimento, bastante complexo, que detalha as formas lógicas do conhecimento especialista.

formam o M odelo de C onhecimento, bastante complexo, que detalha as formas lógicas do conhecimento
formam o M odelo de C onhecimento, bastante complexo, que detalha as formas lógicas do conhecimento
5 UML - UNIFIED MODELING LANGUAGE A linguagem UML (BOOCH et al., 1999) é utilizada

5 UML - UNIFIED MODELING LANGUAGE

A linguagem UML (BOOCH et al., 1999) é utilizada em Engenharia de Programação (produção de programas - softwares) para a modelagem padronizada no processo de implementação de programas de computador. A UML fornece um conjunto de diagramas, esquemas e desenhos que abrangem visões (abstrações) que partem desde o foco usuário, passando pelo funcionamento lógico do programa até chegar à fase de programação. A metodologia CommonKADS incorpora o padrão UML em diversas partes de seu processo, de maneira a diminuir a margem de erros de interpretações e potencializar a reutilização das informações contidas.

6 SIMULAÇÃO DE LÓGICAS NÃO-CLÁSSICAS PARA O PROGRAMA ESPECIALISTA

Algumas situações previstas para o programa especialista necessitam de tratamentos especiais que não são usualmente bem manipulados pela lógica clássica padrão. A lógica clássica proporciona uma modelagem satisfatória para sistemas estáticos, mas apresenta dificuldades em retratar processos dinâmicos, como os dos ecossistemas e sua interação com o Homem. Por esse motivo, torna-se necessário recorrer a teorias lógicas não-clássicas (DUBOIS et al., 1988), que deverão ser simuladas pelo programa.

et al ., 1988), que deverão ser simuladas pelo programa. bastam, e é preciso determinar se

bastam, e é preciso determinar se algo é “Verdadeiro no período de tempo A”, ou “Falso após o evento B”. : é o sistema de lógica usado para indicar condutas e comportamentos e que inclui as relações de poder entre indivíduos. Enquanto a lógica clássica trata do que “é ou não é”, a lógica deôntica trata do que “se deve ou não fazer”.Na elaboração do sistema de conhecimento, será muito importante deixar bem clara a diferenciação do que é “fato” e do que é “indicação de conduta”.

que é “fato” e do que é “indicação de conduta”. 7 LÓGICA APLICADA EM “GEOCIÊNCIAS AGRÁRIAS

7 LÓGICA APLICADA EM “GEOCIÊNCIAS AGRÁRIAS E AMBIENTAIS” – GAA

As Geociências Agrárias e Ambientais, GAA têm como vistas a trazer toda a Lógica da “Geodinâmica externa”, junto à Lógica da Economia, aos ambientes agrários. A Lógica aplicada às GAA implica no desenvolvimento da interconexão cognitiva entre as diversas

ambientes agrários. A Lógica aplicada às GAA implica no desenvolvimento da interconexão cognitiva entre as diversas
ambientes agrários. A Lógica aplicada às GAA implica no desenvolvimento da interconexão cognitiva entre as diversas
ciências que compõem as GAA e os próprios sistemas na Natureza, ademais das questões legais

ciências que compõem as GAA e os próprios sistemas na Natureza, ademais das questões legais cobertas pela percepção dos legisladores. Cabe ressaltar que em complemento à legislação o profissional, que oriente algum proprietário rural ou empresa sobre desmatamentos legais, deverá não somente apontar para todas as obrigações previstas como orientar sobre as condições geo-ambientais que, eventualmente, não sejam previstas em lei, mas que sejam necessárias para a sustentabilidade de curto, médio e longo prazo.

8 LÓGICA APLICACADA AO DIREITO

8.1 Sobre a Organização Jurídica

O sistema jurídico ou legal é, em maneira ampla, um sistema centralizado e amparado por um poder central (o Estado), e que tem como objetivo prescrever normas de conduta para o bom relacionamento entre indivíduo x indivíduo, indivíduo x Estado e Estado x Estado. De acordo com teorias jurídicas, o sistema jurídico não obriga ninguém a seguir uma conduta ou outra, mas obriga a pessoa a sofrer sanções no caso de agir contra alguma norma jurídica. Entre as sanções mais comuns estão a prisão, a multa, a restrição de direitos e a prestação de trabalhos alternativos. As leis são promulgadas pelo poder legislativo federal, estadual ou municipal usualmente com a sanção do chefe do poder executivo. Incluem-se ainda os documentos infralegais (decretos, resoluções, deliberações normativas, portarias) referentes a situações específicas e que normalmente são elaborados no âmbito dos órgãos executores e fiscalizadores da determinada função. Diversos conceitos jurídicos de relevância lógica são pertinentes de serem apresentados: (1) Lícito: conduta ou situação que está dentro dos parâmetros permitidos pela lei; (2) Ilícito: conduta ou situação que está fora dos parâmetros permitidos em lei; (3) Jurisprudência: Ao lado das leis, é uma das fontes às quais o juiz consulta quando vai decidir se uma conduta é ilícita ou não. A jurisprudência é o conjunto dos veredictos de casos anteriores, que sejam semelhantes e aos quais foi aplicada a mesma lei; (4) Juristas:

Estudiosos das leis que estudam suas relações lógicas entre si, procurando a interpretação correta e analisando as contradições e contrariedades entre os documentos legais; (5) Coerção: Efeito da lei sobre a sociedade, quando as pessoas deixam de fazer atos ilegais porque existe a lei e existe a polícia, mas sem que seja preciso aplicar as sanções sobre

deixam de fazer atos ilegais porque existe a lei e existe a polícia, mas sem que
deixam de fazer atos ilegais porque existe a lei e existe a polícia, mas sem que
elas, só o medo destas já é o suficiente; e (6) Deôntico : que trata

elas, só o medo destas já é o suficiente; e (6) Deôntico: que trata do ramo do dever, ou seja, sobre mandar ou aconselhar um indivíduo.

8.2 Lógica Aplicada À Linguagem Jurídica

Os estudos apresentados neste tópico se basearam principalmente em Bobbio

(1999), Kelsen (1998) e Barros (1998). Utilizar os fundamentos e operações da Lógica é, a princípio, complexo na área de Direito, quando comparado a ciências exatas (como

uma vez que os processos humanos dentro dos aspectos

jurídicos e legais passam por critérios julgadores que muitas vezes não são determinísticos ou de lógicas triviais. Isso se deve em grande parte porque há certa “deriva sintática e semântica” no texto dos documentos legais, que pode levar a duplas ou imprecisas interpretações. A Lógica do Direito analisa a forma das normas, mas não chega aos conteúdos fáticos (inferência empírica nas situações da vida cotidiana), nem aos conteúdos axiológicos (de valores humanos: justiça, desejos, etc Na aplicação da lógica à ciência jurídica, há de haver sujeitos ativos (que possuem um direito garantido) e sujeitos passivos (que possuem deveres) ver Figura 1 - , sendo que os sujeitos podem ser pessoas, empresas, o Ministério Público ou o Estado. A forma lógica de uma lei (Figura 2) inclui a Norma Primária, que possui a Hipótese (situação coberta pela lei) e a Tese (a conduta prescrita para essa situação). Além disso, a lei possui a Norma Secundária, que especifica a sanção devida a quem desobedece a conduta prescrita na Tese. Por fim, a lógica do direito é deôntica, onde só cabem qualificações como “proibido”, “permitido” e “obrigatório”, e não há espaço para qualificações como “verdadeiro e falso”, “justo e injusto”, etc. (Tabela 1).

Matemática, Física, etc

),

e injusto”, etc . (Tabela 1). Matemática, Física, etc ), Figura 1 - Relação entre os

Figura 1 - Relação entre os Sujeitos do Direito, através de relações jurídicas.

1). Matemática, Física, etc ), Figura 1 - Relação entre os Sujeitos do Direito, através de
1). Matemática, Física, etc ), Figura 1 - Relação entre os Sujeitos do Direito, através de
Figura 2 - Relação entre as normas jurídicas, indicando o caminho que segue do enquadramento
Figura 2 - Relação entre as normas jurídicas, indicando o caminho que segue do enquadramento

Figura 2 - Relação entre as normas jurídicas, indicando o caminho que segue do

enquadramento legal à sanção. A Hipótese possui sentenças abertas e gerais, que serão

preenchidas pelas constantes individuais da situação real analisada.

pelas constantes individuais da situação real analisada. Figura 3 - Procedimento que parte da norma jurídica

Figura 3 - Procedimento que parte da norma jurídica geral, para o enquadramento do caso

específico, e que se conclui na decisão do juiz de direito.

Tabela 1 - Análise deontológica da qualificação de ações em relação às normas jurídicas

vigentes. A legalidade (lícito ou ilícito) indica se a pessoa pode ter a conduta

especificada, de acordo com as normas legais.

CONDUTAS

LEGALIDADE

Proibida

Ilícito

Obrigatória

Lícito

Permitida (sempre que não for proibida ou obrigatória), inclusive quando não há nenhuma norma legislando sobre essa conduta.

Lícito

Muitas vezes, uma lei que expressa um dever já subentende um direito oposto ao

outro sujeito da relação jurídica (por exemplo, uma lei que proíbe o cidadão de desmatar a

propriedade alheia dá ao outro sujeito o direito de não ter sua propriedade desmatada por

outra pessoa).

de desmatar a propriedade alheia dá ao outro sujeito o direito de não ter sua propriedade
de desmatar a propriedade alheia dá ao outro sujeito o direito de não ter sua propriedade
Tabela 2 - Categorias de análise das normas jurídicas AS NORMAS JURÍDICAS PODEM SER AS

Tabela 2 - Categorias de análise das normas jurídicas

AS

NORMAS

JURÍDICAS

PODEM

SER

AS

NORMAS

NÃO

PODEM

SER

CLASSIFICADAS EM

 

CLASSIFICADAS EM:

 

Válidas ou não-válidas (única dedutível no campo da lógica)

Verdadeiras ou falsas (já que não tratam de objetos do mundo real [mundo do ser], e sim do mundo da conduta [mundo do dever ser] )

Justas ou injustas (dentro da ética e axiologia)

 

Aplicáveis ou não-aplicáveis (pelo método de inferência do juiz)

 

Eficazes e não-eficazes (se as normas estão cumprindo os objetivos para o qual foram feitas)

 

Vigentes ou

não

vigentes

(para

isso

é

 

necessário observar o processo legal e a jurisprudência)

9 MODELAGEM DO CONHECIMENTO DE DIREITO AMBIENTAL

9.1 Fontes

Para a modelagem do conhecimento de Direito Ambiental, pode-se utilizar como

fontes, em quase sua totalidade, os documentos legais originais, dos quais foram retiradas

as diversas restrições legais e as explicações sobre o funcionamento dos processos

jurídico-ambientais. Também são fontes: artigos de Lógica do Direito, questionário enviado

aos setores jurídicos dos órgãos ambientais, entrevistas diretas e comentários de

advogados sobre a aplicabilidade de documentos legais e sobre condutas jurídico-

ambientais adequadas.

9.2 O suporte dos métodos utilizados (CommonKADS e UML)

A primeira ação deve ser de preencher o Modelo de Organização, que se mostra

sempre útil para se organizar as ideias sobre o que é o programa como um todo, além do

contexto no qual foi planejada sua aquisição. A partir da contextualização da área de

conhecimento, é possível traçar um planejamento das tarefas, dos agentes e dos demais

procedimentos que seguiriam a construção do programa. A segunda etapa é a de

formalização do conhecimento adquirido. A também se mostra bastante útil desenvolver os

Modelos de Agente e de Tarefas, através dos diagramas padrões de UML. Por fim,

se mostra bastante útil desenvolver os Modelos de Agente e de Tarefas, através dos diagramas padrões
se mostra bastante útil desenvolver os Modelos de Agente e de Tarefas, através dos diagramas padrões
começa-se a programação efetiva do código-fonte, desde a interface, incluindo o código necessário à t

começa-se a programação efetiva do código-fonte, desde a interface, incluindo o código necessário à tarefa de Avaliação, que se constitui como o “corpo lógico principal da estrutura de inferência”. De acordo com que cada parte do programa termina de ser programada, devem ser realizados testes avaliativos sobre a sua eficácia e a existência de eventuais erros de sintaxe no código-fonte.

9.3 Sobre a Atualização do Acervo Jurídico do Programa

Um dos grandes problemas a serem enfrentados na implementação de um sistema especialista de auxílio à decisão em área jurídica é o da atualização constante das leis, visto que estas estão mudando constantemente. Existem alternativas de atualização, como consultar periódicos jurídicos nas bibliotecas especializadas, ou também serviços por correio eletrônico, fornecidos em sítios (sites), que informam sempre das últimas alterações legais (alguns desses são pagos). Uma tentativa mais radical seria utilizar o sítio do Planalto Federal para estar constantemente atualizado da legislação vigente. Além disso, se o programa for utilizar das legislações municipais sobre meio ambiente, há o grande entrave de que muitos municípios não possuem a legislação em via digital. Esclarece-se que se o programa for feito sobre diretrizes legais mais gerais, como o Código Florestal e a Leis de Crimes Ambientais, o problema da atualização fica mais simples, pois se tratam de normas mais estáveis e, portanto, facilmente gerenciadas no caso de alterações devido a estes serem mais amplamente divulgadas. Em relação às autorizações ambientais, é preciso estar atento com as mudanças de procedimentos, pois o assunto é regulado em sua maior parte por normas infralegais. Assim, os procedimentos, os documentos exigidos, assim como as instituições a serem procuradas podem mudar ao longo dos anos.

9.4 Avaliação dos Benefícios e da Viabilidade Ambiental - Financeira do programa

Apresenta-se a seguir uma adaptação do Diagrama de Organização OM-5 (Viabilidade de Execução), de acordo com a metodologia CommonKADS, que julga-se pertinente oferecer neste artigo, como uma avaliação da necessidade e dos possíveis ganhos passíveis de obtenção com a utilização de programas especialistas tais como aqui apresentados (Tabela 3).

ganhos passíveis de obtenção com a utilização de programas especialistas tais como aqui apresentados (Tabela 3).
ganhos passíveis de obtenção com a utilização de programas especialistas tais como aqui apresentados (Tabela 3).
Tabela 3 - Apresentação parcial e adaptada do Modelo de Organização OM-5, demonstrando os benefícios,

Tabela 3 - Apresentação parcial e adaptada do Modelo de Organização OM-5, demonstrando os benefícios, o valor agregado, as soluções alternativas e as mudanças organizacionais relacionadas à potencial utilização do sistema de inteligência artificial como o apresentado neste artigo.

OM-5

 

VIABILIDADE DE EXECUÇÃO

   

-

Melhorias em médio prazo na disponibilidade e regularidade de

recursos hídricos, o que deverá dar melhores condições para o desenvolvimento de atividades econômicas usuárias de recursos hídricos.

-

Preservação do patrimônio biogenético da região, com benefício

1. Benefícios

econômico ainda a ser estimado.

-

Diminuição na erosão e perda de solos, com ganhos para a

economia agropecuária.

-

Melhora microclimática em médio/longo prazo, beneficiando

aumento na qualidade de vida da população local e as atividades

agropecuárias.

2. Valor

São diversos os ganhos socioambientais, devido às melhorias ambientais estarem de certa forma tão integradas, que os ganhos em sua preservação refletem ganhos cumulativos na cadeia causal.

agregado

esperado

 

A solução de um programa especialista é paralela a outras ações, como as campanhas ambientais no meio rural e a tentativa de coerção pelos órgãos fiscalizadores. Porém, não é o caso de exclusão de umas vias pelas outras, mas de articular as várias

-

Viabilidade

atividades para criar uma relação cada vez mais coerente entre as atividades rurais e o meio ambiente.

financeira e

-

Também haveria a opção de se utilizar apenas critérios

ambiental

ambientais em um programa especialista, abrindo mão das restrições jurídicas. Isso traria vantagens, como não necessitar atualizar tão constantemente a base de conhecimento e a facilidade de oferecer o mesmo programa a outros países, mesmo que tenham legislação completamente diversa (o Direito muda de país para país, enquanto os critérios científicos costumam não variar tanto, a não ser que o ambiente analisado seja muito diverso). Porém essa solução alternativa perde em abrangência e em utilidade para o programa, além de não permitir o estudo lógico da legislação ambiental, que poderia servir de usufruto para propostas críticas de aperfeiçoamento desta.

3. Soluções

alternativas

 

-

O programa, para ter eficácia, necessita que haja uma mudança

4.

de comportamento por parte dos usuários. Eles precisam alterar seus planos de atividades rurais de forma se adequar aos critérios legais.

É preciso também que as entidades de meio ambiente e as de

-

Mudanças

Organiza-

cionais

recursos hídricos estruturem sua assessoria à população rural de

forma que eles possuam meios de acessar o programa e, também, que se sintam estimulados a isso.

à população rural de forma que eles possuam meios de acessar o programa e, também, que
à população rural de forma que eles possuam meios de acessar o programa e, também, que
10 MODELAGEM DO CONHECIMENTO Aclarando as atividades de modelagem dos conhecimentos especialistas sob a linguagem

10 MODELAGEM DO CONHECIMENTO

Aclarando as atividades de modelagem dos conhecimentos especialistas sob a linguagem de modelagem unificada UML, apresenta-se a seguir o modelo básico utilizado para a formalização e preenchimento da base de conhecimentos relativos às normas jurídicas. Após o modelo em UML, está o modelo relativo à linguagem em PROLOG, como efetivamente programado. No exemplo, em sequência, este modelo é preenchido com uma das normas, a saber, a da proteção ambiental para às áreas no entorno de nascentes.

Documento

Legal

Tipo: Documento

Esfera: Esfera

Nome: constante

Assunto: String

Ano: Inteiro

Documento Legal Tipo: Documento Esfera: Esfera Nome: constante Assunto: String Ano: Inteiro

Restrição Legal

Nome: Constante Origem: Lista com leis de origem Hipótese: Lista de pré-condições Tese: Lista de relações lógicas proibidas Norma Secundária:

Lista com multa (Real), pena mínima (Inteiro), pena máxima (Inteiro) e demais sanções (String). Explicação: String Legalidade: Boolean Modificador: constante, para assessoramento

Boolean Modificador: constante , para assessoramento Contém Figura 4 - Modelo UML para base de conhecimento
Boolean Modificador: constante , para assessoramento Contém Figura 4 - Modelo UML para base de conhecimento

Contém

Figura 4 - Modelo UML para base de conhecimento de restrições legais ambientais.

10.1 Modelo UML transcrito para PROLOG

O sistema PROLOG não aceita acentuação da língua portuguesa e assim as instruções abaixo estão escritas sem os acentos. documento_legal(Documento, Esfera, Nome, Assunto, Ano). restricao_legal(Nome, Origem, Hipotese, Tese, Norma_Secundaria, ExplicacaoLegal, ExplicacaoEco, Legalidade, Modificador).

restricao_legal(Nome, Origem, Hipotese, Tese, Norma_Secundaria, ExplicacaoLegal, ExplicacaoEco, Legalidade, Modificador).
restricao_legal(Nome, Origem, Hipotese, Tese, Norma_Secundaria, ExplicacaoLegal, ExplicacaoEco, Legalidade, Modificador).
  Limite desmatamento em perto de nascentes: Restrição Legal Nome: limite_de_nascente Origem: [lei_12651,
 

Limite desmatamento em perto de nascentes: Restrição Legal

Nome: limite_de_nascente Origem: [lei_12651, lei_9605] Hipótese: [ DistanciaN // do desmatamento em metros// ( inteiro

Nome: limite_de_nascente Origem: [lei_12651, lei_9605] Hipótese: [DistanciaN // do desmatamento em metros// (inteiro), AreaD //do desmatamento em hectares// (inteiro)] Tese:

 

DistanciaN<50

Norma Secundária: [(Área*984,13), 1, 3, “paralização de suas atividades no local”, “reparar o dano que causou”, “perder os produtos gerados na área”, “perder os equipamentos e materiais usados no desmatamento (moto-serra, machado, etc.)”] Explicação: “Desmatar a área em volta das nascentes diminui muito a sua quantidade de água, normalmente podendo até secá-las. Com isso, diminui a quantidade de água potável para beber; além de diminuir a

quantidade de água dos rios, já que eles

quantidade de água dos rios, já que eles

deixam de receber as águas desta

 

nascente.” Modificador: preservacaopermanente

Lei 12651 - 2012 : Documento Legal

Tipo: lei Esfera: federal Nome: lei_12.651 Assunto: “Lei de Proteção da Vegetação Nativa” Data: 2012

Legal Tipo: lei Esfera: federal Nome: lei_12.651 Assunto: “Lei de Proteção da Vegetação Nativa” Data: 2012

Lei 9605 - 1998:

Documento Legal

Tipo: lei Esfera: federal Nome: lei_9605 Assunto: “Lei de Crimes Ambientais” Data: 1998

9605 - 1998: Documento Legal Tipo: lei Esfera: federal Nome: lei_9605 Assunto: “Lei de Crimes Ambientais”

ContémAssunto: “Lei de Crimes Ambientais” Data: 1998 Contém Figura 5 - Exemplo de modelagem UML para

ContémAssunto: “Lei de Crimes Ambientais” Data: 1998 Contém Figura 5 - Exemplo de modelagem UML para

Figura 5 - Exemplo de modelagem UML para restrição legal referente à desmatamentos em áreas próximas à nascentes de corpos d’água.

10.2 Exemplo UML transcrito para Prolog

restricao_legal(limite_de_nascente, [lei_12651, lei_9605],[DistanciaN, AreaD], Legalidade, Norma_secundaria, ExplicacaoLegal, ExplicacaoEco, preservacaopermanente) :- (DistanciaN<50 -> Legalidade = n ; Legalidade = s), Norma_secundaria = [Multa, 1, 3, 'paralizacao das atividades no local', 'reparar o dano que causou', 'perder os produtos gerados na area', 'perder os equipamentos e materiais usados no desmatamento (moto-serra, machado, etc.)'], Multa is AreaD*984,

'perder os equipamentos e materiais usados no desmatamento (moto-serra, machado, etc.)'], Multa is AreaD*984,
'perder os equipamentos e materiais usados no desmatamento (moto-serra, machado, etc.)'], Multa is AreaD*984,
ExplicacaoLegal = [' seu desmatamento e ilegal, pois esta proximo demais da nascente indicada.'], ExplicacaoEco

ExplicacaoLegal = [' seu desmatamento e ilegal, pois esta proximo demais da nascente indicada.'], ExplicacaoEco = ['Desmatar a area em volta das nascentes diminui muito a sua quantidade de agua,','normalmente podendo ate seca-las. Com isso, diminui a quantidade de agua potavel para beber;',' alem de diminuir a quantidade de agua dos rios, ja que eles deixam de receber as aguas desta nascente'].

11 CONCLUSÕES

A partir das bases conceituais e dos desenvolvimentos apresentados no presente artigo, pode-se visualizar com clareza a possibilidade de desenvolvimento de sistemas computacionais que se utilizem do conteúdo lógico explicitado de normas jurídicas. No tocante à utilização destes sistemas para o auxílio à decisão em gestão ambiental, as possibilidades são amplas, tanto na avaliação legal de desmatamentos (como foi o caso dos vários exemplos acima apresentados), como em diversos outros como outorga de uso da água, licenciamento ambiental, denúncias de crimes ambientais. Por exemplo, no caso dos licenciamentos ambientais, o usuário pode compreender melhor se o seu empreendimento necessita ser licenciado e, se for o caso, quais devem ser os procedimentos, os documentos e estudos técnicos a serem desenvolvidos para iniciar o processo de licenciamento. A possibilidade direta de obter assessoria jurídica ambiental adaptada ao caso do usuário é um instrumento precioso, no caso de não poder contar com um profissional especialista disponível. Não obstante, a utilização de sistemas de inteligência computacional apresenta possibilidades de utilização não só para a Lógica aplicada ao direito ambiental, mas também para vários outros campos de conhecimento especialista, assentados sobre o raciocínio lógico. Desta maneira, o auxílio à decisão por sistemas especialistas, sob um ponto de vista mais amplo, pode ser desenvolvido em qualquer área em que se exista um ramo especialista do saber. Exemplos possíveis de aplicação de inteligência artificial, na área de meio ambiente, são: ordenamento territorial com menores impactos ambientais, manejo sustentável de sistemas agropecuários, utilização de técnicas para conservação de solo, água e regeneração da vegetação, aplicados caso a caso à gestão hídrica de bacias hidrográficas e a educação ambiental em geral.

da vegetação, aplicados caso a caso à gestão hídrica de bacias hidrográficas e a educação ambiental
da vegetação, aplicados caso a caso à gestão hídrica de bacias hidrográficas e a educação ambiental
REFERÊNCIAS BARROS , C. G.de. Teoria Geral do Direito e Lógica Jurídica . 2. ed.

REFERÊNCIAS

BARROS, C. G.de. Teoria Geral do Direito e Lógica Jurídica. 2. ed. rev. e atual. Rio de Janeiro: Forense, 1998 BOBBIO, N. Teoria do Ordenamento Jurídico. 10ª ed., Brasília: Editora UNB, 1999, 184

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H., ANJEWIERDEN, A., HOOG, R. de, SHADBOLT, N., VELDE, W. V., WIELINGA, B. Knowledge Engineering and
H., ANJEWIERDEN, A., HOOG, R. de, SHADBOLT, N., VELDE, W. V., WIELINGA, B. Knowledge Engineering and
CommonKADS Methodology . Massachusetts Institute of Technology. Cambridge, London, England: Bradford Book, The MIT

CommonKADS Methodology. Massachusetts Institute of Technology. Cambridge,

London, England: Bradford Book, The MIT Press,1999. 455p.

AGRADECIMENTOS

Agradecemos à FAPEMIG, à FINEP, ao CNPq e à CAPES pelo financiamento das

pesquisas que possibilitaram a elaboração deste artigo.

Como citar este artigo:

VASCONCELOS, Vitor V.; MARTINS JUNIOR, Paulo Pereira. Grounds for the implementation of expert systems to aid the decision-making process in environmental law. Rev. digit. bibliotecon. cienc. inf., Campinas, SP, v.12, n.1, p.5-21, jan/abr. 2014. ISSN

1678-765X.

Disponível em: <http://www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/index.php/rbci>. Acesso em: 30 jan.

2014.

ISSN 1678-765X. Disponível em: <http://www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/index.php/rbci>. Acesso em: 30 jan. 2014.
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