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SONIA CORDEIRO ESPÉCIES MEDICINAIS UTILIZADAS NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS E NA PREVENÇÃO E CONTROLE DE

SONIA CORDEIRO

ESPÉCIES MEDICINAIS UTILIZADAS NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS E NA PREVENÇÃO E CONTROLE DE PARASITOSES: PESQUISA BIBLIOGRÁFICA

LAVRAS MG

2010

SONIA CORDEIRO ESPÉCIES MEDICINAIS UTILIZADAS NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS E NA PREVENÇÃO E CONTROLE DE

SONIA CORDEIRO

ESPÉCIES MEDICINAIS UTILIZADAS NA CICATRIZAÇÃO DE FERIDAS E NA PREVENÇÃO E CONTROLE DE PARASITOSES:

PESQUISA BIBLIOGRÁFICA

Monografia apresentada ao Departamento de Pós Graduação Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal de Lavras, como parte das exigências do curso de Pós-Graduação Lato Sensu a distância em Plantas Medicinais: manejo, uso e Manipulação para obtenção de título de especialista em Plantas Medicinais.

Orientador: Dr. Osmar Alves Lameira

LAVRAS -MG

2010

A Deus, pela dádiva da vida e pela criação desse universo fantástico de

infinitas possibilidades e pintura indescritível.

Aos meus pais pelo dom da vida, pela inquietação do existir e sede de aprender.

A minha mãe (in memória) pelo espírito de luta, amor incondicional e

exemplo de amor à vida, determinação e doação.

A todos que teimam em persistir nesta luta de desiguais oportunidades e

de imensa marginalização.

AGRADECIMENTOS

Aos coordenadores do curso de Plantas Medicinais e representantes de Universidade Federal de Lavras pela oferta do curso. Ao Dr. Prof. Osmar Alves Lameira pelo aceite em orientar-me nesta empreitada. À Maria Teresa Ribas companheira de caminhada que muito me estimulou a terminar o que já havia começado, pela compreensão, apoio, ajuda e presença constante. A companheira de trabalho Sonia Maria Bottan de Oliveira, pela disponibilidade em realizar as correções gramaticais. Aos colegas de curso, Janete, Irene e Rosana, pelas trocas importantes nos momentos de dúvidas.

LISTA DE FIGURAS

Figura 1Carapa guianensis (andiroba) e a Copaifera angsdorffii Desf. (copaíba)

7

Figura 2 A Aloe vera (babosa)

8

Figura.3 Chenopodium ambrosioides L (erva-de-santa maria)

9

Figura 4 e 5 Calendula officinalis (Calêndula) e Coronopus didymus (mastruz)

10

Figura 6 Schinus terebinthifolia Raddi (arueira)

12

Figura 7 Caesalpina ferrea (tul) Martius (Juca)

13

Figura 8 Myracrodruon urundeuva Allemão (aroeira do sertão)

14

Figura 9 e 10 Stryphnodendron barbatimam (barbatimão), Calendula officinalis e Symphytum officinale (Confrey)

15

Figura 11 Tabebuia avellanedae (Ipê-roxo)

16

Figura 12 Passiflora edulis (maracujá)

17

Figura 13 Jatropha gossypiifolia L. (pião roxo)

18

Figura 14 Orbignya phalerata (babaçu)

20

Figura 15 Acacia mearnsii (A. Negra)

27

Figura 16 Carapa guianensis

28

Figura 17 Araucaria angustifólia

29

Figura 18 Planta de Cymbopogon nardus (L)

29

Figura 19 e 20. Azadirachta indica/Curcubita sp/ Operculina

30

Figura

21Musa

32

Figura 22 e 23 .Chenopodium ambrosioides/ Carica papaya L

33

Figura 24 Cymbopogon citratus Stapf (1906)

34

Figura 25 e 26 Momordica charantia, Operculina hamiltonii, Curcubita pepo

 

35

Figura 27 Melia azadirachta

36

Figura 28 Solanum paniculatum Linnaeus

37

Figura 29 Annona crassiflora, Hymenaea stilbocarpa, Magonia pubescens e

Tamarindus indica

38

Quadro 1 Plantas medicinais utilizadas como cicatrizantes

5

Quadro 2 Plantas medicinais com ação antiparasitária

25

Quadro 3 Espécies utilizadas no controle de eco e endoparasitas na veterinária campeira

26

Quadro 4 Plantas avaliadas com ação antihelmintica em diferentes parasitoses

41

Quadro 5 Outras espécies utilizadas na preservação e controle de verme

44

Quadro 6 Espécies com potencial cicatrizante

45

Gráfico 1 Espécies mais citadas em pesquisas

46

SUMARIO

1INTRODUÇÃO

1

2.A ETNOVETERINÁRIA E PLANTAS MEDICINAIS

4

2.1.

Plantas com potencial cicatrizante e o uso em animais

5

2.2

As Pesquisas de plantas com potencial

6

2.2.1

Carapa guianensis (andiroba) e a Copaifera angsdorffii Desf.

(copaíba)

7

2.2.2 A Aloe vera (babosa)

8

2.2.3 Chenopodium ambrosioides L (erva-de-santa maria)

9

2.2.4 Calendula officinalis (Calêndula) e Coronopus didymus

(mastruz)

10

2.2.5 Schinus terebinthifolia Raddi (arueira)

12

2.2.6 Caesalpina ferrea (tul) Martius (Juca)

13

2.2.7 Myracrodruon urundeuva Allemão (aroeira do sertão)

14

2.2.8 Stryphnodendron barbatimam (barbatimão), Calendula

officinalis e Symphytum officinale (Confrey)

15

2.2.9

Tabebuia avellanedae (Ipê-roxo)

16

2.2.10 Passiflora edulis (maracujá)

17

2.2.11 Jatropha gossypiifolia L. (pião roxo)

18

2.2.12 Orbignya phalerata (babaçu)

20

3. PLANTAS MEDICINAIS E PARASITOSE

22

3.1

Plantas medicinais usadass na prevenção e controle de parasitoses

24

3.2.

Pesquisa de algumas plantas medicinais aplicadas no controle e

prevenção de parasitoses

27

3.2.1

Acacia mearnsii (A. Negra)

27

3.2.2. Carapa guianensis

28

3.2.3. Araucaria angustifólia

29

3.2.4.Cymbopogon nardus (L)

29

3.2.5. Azadirachta indica/Curcubita sp/ Operculina sp

30

3.2.6. Musa sp

32

3.2.7.Chenopodium ambrosioides/ Carica papaya L

33

3.2.8. Cymbopogon citratus Stapf (1906)

34

3.2.9. Momordica charantia, Operculina hamiltonii,Curcubita pepo

35

3.2.10

Melia azadirachta

36

3.2.11

Solanum paniculatum Linnaeus

37

3.2.12Annona crassiflora, Hymenaea stilbocarpa, Magonia pubescens e

Tamarindus indica

38

3.2.13 Pterocaulon interruptum DC e Dicksonia sellowiana (Presl) Hook

39

RESULTADOS

43

CONCLUSÃO

47

REFERÊNCIAS

49

RESUMO

O uso de plantas medicinais remonta séculos, pois desde o inicio da civilização o

homem utiliza esse recurso para o seu bem estar físico e na cura de doenças.

Este uso muitas vezes, é justificado pelo fácil acesso, pelo baixo custo e crença de que, por ser natural, não haverá nenhum efeito colateral. No Brasil, o conhecimento tradicional das populações indígenas, kilombolas e campesina tem estimulado a pesquisa sobre aplicação destas plantas na cura de diferentes patologias humanas e também animal. A Etnoveterinária é a ciência que associa

a opinião e conhecimento das práticas populares ao tratamento e ou prevenção

das doenças que acometem animais. Os gastos na pecuária com prevenção e controle de doenças é preocupação constante. O interesse sobre os benefícios e a

necessidade de obter produtos de qualidade e eficácia faz-se presente em muitos dos relatos e experimentos que buscam a validação do conhecimento acumulado

e sua aplicabilidade. A maneira como estão sistematizados e disponibilizados

estas pesquisas, informações e dados é que, nem sempre, favorece o acesso, pois demanda muito tempo e dedicação. O meio eletrônico é um ganho indiscutível para a pesquisa, contudo é por vezes muito complexo, pois as informações encontram-se dispersas ou diluídas entre os vários centros acadêmicos ou institutos de saber. Com o objetivo de conhecer espécies utilizadas no trato com animais, realizou-se, em princípio, uma pesquisa utilizando-se o sistema de busca simples do “Google” com os termos “Etnoveterinária”, “plantas com

potencial cicatrizante”, plantas medicinais utilizadas na prevenção e controle de verminoses, “plantas medicinais na veterinária” e posteriormente, a partir de algumas citações a buscas se realizou pelo nome cientifico da espécie. Houve também incursões por outros mecanismos de buscas como a “Scielo”, “Medline” e “Birene”, utilizando

as mesmas palavras. Foram selecionados pouco mais de 90 arquivos contendo 190 citações de 124 espécies. Com as informações coletadas iniciou-se a sistematização destes dados em dois arquivos relacionando autor e obra. Alguns trabalhos foram resumidamente abordados e os arquivos, base da pesquisa, foram agrupados para um possível aproveitamento em banco de dados específico a ser alocado na biblioteca “on line” da Universidade Federal de Lavras.

Palavras chave: Etnoveterinária, plantas medicinais, patologia animal, pesquisa, sistematização.

Orientador: Dr.Osmar Alves Lameira

1

1. INTRODUÇÃO

Peça essencial no arsenal terapêutico até meados do século XIX, a fitoterapia caiu no esquecimento e cedeu lugar às substâncias sintéticas. Há hesitação por parte dos profissionais em integrar as práticas etnoveterinárias nos programas de criação de animais devido à falta de informações válidas sobre o preparo e efetividade do medicamento fitoterápico (Almeida et al., 2006). No campo, as dificuldades de acesso ao diagnóstico, informação e assistência técnica contribuem para a perda de produtividade (Lobo &Lobo, 2007). Em animais, a incidência de doenças está relacionada à influência do meio ambiente, à presença de hospedeiros, vetores e agentes, especificamente em pequenos ruminantes, aos bioagentes, ao aumento da flora natural de indivíduos por diminuição das defesas orgânicas, às mudanças de alimentação brusca e em demasia e pela ausência de programa sanitário integrado (Radostitis et al., 2001) O Carrapato bovino Boophilus microplus causa sérios transtornos à pecuária brasileira. Os prejuízos econômicos manifestam-se por perdas na produção de carne, leite e derivados, indústria coureiro-calçadista, custos com produtos químicos para controlá-los, custos com manejo, instalações apropriadas e danos ambientais pelo elevado uso de carrapaticidas (Martins, 2003). Os helmintos gastrintestinais são uma das maiores causas de perdas econômicas, principalmente nos ovinos. Além do gasto com medicamentos, a verminose envolve ainda a diminuição do ganho de peso, da produção de carne, lã e leite. Também a babesiose (Babesia bovis e B. bigemina) e a anaplasmose (Anaplasma marginale) bovina constituem-se nas principais enfermidades transmitidas pelo Boophilus microplus no Brasil. São permitidos medicamentos de origem natural no uso de fitoterápicos aplicados ao controle da verminose e

2

no manejo sanitário agro ecológico. A utilização de plantas medicinais na ração pode funcionar de forma profilática e também terapêutica (Sá et al., 2004). No Brasil existem 14,6 bilhões de ovinos e 9,6 milhões de caprinos cuja concentração maior se dá na região nordeste (IBGE, 2007). São nas áreas semi-áridas do nordeste onde as condições edáficas são limitantes e as condições climáticas adversas na maior parte do tempo, que estão situados os criatórios de ovinos e caprinos (Couto Filho, 2001) e, por conseguinte as maiores perdas.

O prejuízo somente com prevenção, controle e perdas de indivíduos

referentes à parasitose representa cerca de 3, 6 bilhões de dólares ao ano,

distribuídos em 1,4 bilhões para prevenção e tratamentos de helmintos, 400

milhões com Berne e miase, 800 milhões - mosca do chifre e 1 bilhão - carrapato, anaplasma e babesia (Coelho, 2008). Existe falta de clareza ou de informações validadas sobre o uso de plantas no controle de parasitas, com deficiência de informações sobre o manejo e manipulação das partes utilizadas (Hermerdinger et al., 2006).

A Pfizer faturou cerca de R$ 1,7 bilhões com saúde animal, só em 2005.

Em 2007, a população canina foi estimada em 29,7 milhões e a de gatos em 14 milhões. Neste mesmo ano, 43% dos domicílios tinham cachorros ou gatos, de acordo com pesquisa do Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) e segundo dados da Anfat (Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Animais de Estimação) a despesa mensal de apenas um cãozinho girava em torno de R$ 300,00. Os dados sobre a população de animal e os custos de sua manutenção fornecem a dimensão do quanto é necessário ampliar conhecimentos e diminuir custo com saúde animal. A preocupação global com a biodiversidade e as idéias de desenvolvimento sustentável despertou o interesse pelos fitoterápicos e novas

3

linhas de pesquisa para estudo das plantas medicinais, buscando sua validação (Lorenzi, 2008). Os investimentos ainda são insuficientes, embora exista um grande número de pesquisas isto não se reflete na oferta de medicamentos alternativos, pois, enquanto na Alemanha, o comércio de medicinais movimenta 3 bilhões de dólares, no Brasil esse movimento é de cerca de 800 milhões de dólares anuais, o que representa apenas 10% do total de 8 bilhões do mercado brasileiro de medicamentos (Zucchii, 2009). O conhecimento maior sobre o uso de plantas medicinais é uma das alternativas para a diminuição dos diferentes custos no controle e prevenção de patologias animal e um incremento às pesquisas e desenvolvimento de fitoterápicos com um estimulo à valorização da nossa flora. O quanto se detenha sobre este saber e o quão acessíveis estejam estas informações poderá refletir no incentivo à produção, ampliação e validação da pesquisa científica, e na utilização destes recursos pelos profissionais da medicina veterinária.

4

2.A ETNOVETERINÁRIA E PLANTAS MEDICINAIS

“Compete aos médicos veterinários orientar os produtores a respeito dos métodos de controle dos nematódeos gastrintestinais e sua correta utilização; ampliar pesquisas na busca de métodos alternativos viáveis nos diferentes sistemas de produção; visar à sustentabilidade e à minimização do impacto ambiental das práticas agropecuárias utilizadas e desestimular o uso excessivo do controle químico das parasitoses.” (Cezar et al., 2007)

A Etnoveterinária é uma ciência que associa a opinião e conhecimento de práticas populares utilizadas no tratamento e ou prevenção das doenças que acometem animais (Mathiusmundy Maccorkle, 1989). A fitoterapia é um dos ramos desta ciência para o tratamento à base de plantas, tanto de pessoas como de animais. Todo medicamento obtido e elaborado através de matérias primas exclusivas de vegetais é considerado um fitoterápico (Silva 2009). Em pesquisa realizada na Escola Superior de Agricultura de Mossoró - ESAM no município de Mossoró, Rio Grande do Norte, no ano de 2000, constatou-se que 73,9% dos estudantes de medicina veterinária conhecem sobre a fitoterapia veterinária, mas apenas 36,2% fazem uso deste conhecimento (Almeida et al., 2006). Monteiro (2008) em trabalho de campo sobre o conhecimento popular e uso de medicinais por caprino cultores no município da Pedra - PE constatou que é comum o uso de plantas com fins medicinais e que as plantas utilizadas são cultivadas na própria propriedade sendo que a transmissão oral é o principal modo pelo qual o conhecimento é passado de geração em geração. Mendonça e Menezes (2003) consideram que a perda da cultura popular em pessoas mais jovens, se deva ao fato, de não gostarem de usar planta cultivada na propriedade, preferindo comprar em farmácia.

5

2.1. Plantas com potencial cicatrizante e o uso em animais

Almeida et al., (2006), em sua pesquisa obteve referências sobre o uso de plantas como cicatrizantes tais como a Aloe vera, Anacardium occidentale, Astronium urundeuva, Caesalpinia ferrea, Chenopodium ambrosioides, Mimosa hostilis e Ximenia americana e outras utilizadas na prevenção e controle de ecto e endoparasitas como a Allium sativum, Amburana cearensis, Anacardium occidentale, Cephaelis ipecacuanha, Cocos nucifera, Chenopodium ambrosioides Citrus limom e Operculina macrocarpa. Marinho et al., (2007), investigando o conhecimento popular, em Patos- PB sobre o uso de plantas medicinais no tratamento de doenças em animais domésticos, obteve, dentre os vários usos, algumas espécies utilizadas como cicatrizantes (Quadro 1).

Nome Popular

Nome Cientifico

Indicação

Parte

Forma de Uso

utilizada

Ameixa

Ximenia

   

Pó de casca - uso tópico, maceração, chá

americana

Cicatrizante

Casca e

folhas

Arueira do

Myracrodruon

   

Uso tópico, chá das folhas, maceração

sertão

urundeuva

Cicatrizante

Casca, folha

Allemão

Babosa

Aloe vera

Cicatrizante

Folha, polpa

Sumo,

decocção

Cajueiro

Anacardium

Cicatrizante;

Casca

Decocção,

occidentale

antiinflamatório

maceração

Eucalipto de

Cnisdoscolus

 

Folhas,

 

boi Favela

phyllacanthus

Cicatrizante,

raspas da

Chá

entrecasca

Maceração

Jurema preta

Mimosa

Cicatrizante,

Casca

Decocção, chá

temiflora

antibiótico

Mangabeira

Hancornia

 

Casca e

Maceração,

speciosa

Cicatrizante

folhas

chá

Mastruz

Chenopodium

 

Folha e

Sumo (uso tópico e oral); maceração

ambrosioides

Cicatrizante

caule

Quadro 1. Plantas medicinais citadas como cicatrizantes.

6

Boelter (2008) descreve mais de 200 plantas utilizadas na medicina veterinária com descrições farmacobotânica e, dentre elas, muitas de uso diário na veterinária campeira com mais de 60 receitas caseiras utilizadas para diversos fins. Dentre as espécies utilizadas como cicatrizantes ou em feridas na veterinária campeira estão a Allium sativum L. (alho), Aloe vera (L.) Burn. f.(babosa), Coffea arabica L. (café), Drimys winteri J.R.Forst. e G,Forst (casca- d’anta), Morus nigra L. (amora), Petroselinum crispum (Mill.) A.W. Hill (salsa) e a Tabebuia avellanedae Lor.ex Griseb. (ipê-roxo) Barcelos et al. (2007) realizou um levantamento sobre plantas medicinais utilizadas na cicatrização de feridas, por moradores de Porto Velho, entre 2005 e 2006, onde foram citadas dezesseis espécies utilizadas com fins cicatrizantes. Das plantas citadas apenas cinco estavam descritas cientificamente (Carapa guianensis Aubl andiroba; Copaifera sp copaíba; Aloe vera babosa; Chenopodium ambrosioides L. mastruz e Coronopus didymus corama). Neste trabalho as citações feitas se referem ao uso humano, contudo se verifica que algumas espécies foram testadas em modelo animal. Ele também apresenta referências de três pesquisas realizadas com o óleo de Carapa guianenses (andiroba), seis com o óleo de Copaifera sp. (copaíba) e dezessete sobre a Aloe vera (babosa).

2.2 As Pesquisas de plantas com potencial cicatrizante.

O uso de plantas é descrito em várias pesquisas e estudos que demonstram sua influencia positiva no processo de cicatrização de feridas (Carpo et al., 2004; Coelho et al., 2001; Foro, 1988). A ferida é definida como uma lesão produzida no organismo por golpe, choque, instrumento perfurante, cortante; ferimento; chaga; úlcera. A ferida, inicialmente é preenchida por coágulos, fibrinas e exsudato formando uma crosta que a isola do meio ambiente quase que imediatamente (Cotran, 1989).

7

O processo fisiológico de cicatrização de feridas se inicia como resposta

inflamatória caracterizada pelo aumento de fluxo sanguíneo, permeabilidade

capilar - com extravasamento de plasma, formação de exsudato inflamatório e

migração de leucócitos para a região lesada (Modolin e Bevilacqua, 1985).

2.2.1

(copaíba)

Carapa

guianensis

(andiroba)

e

a

Copaifera

Copaifera langsdorffii
Copaifera langsdorffii

langsdorffii

Desf.

Figura 1. Árvore de Copaifera langsdorffii

A Copaifera langsdorffii é utilizada tradicionalmente pelos nativos da

Amazônia, internamente no tratamento de ferimentos, inflamações e infecções

entre outros. Ocorre no nordeste da Argentina, sul da Bolívia, norte do Paraguai

e no Brasil, em todos os estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste e nos

estados da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte,

Rondônia e Tocantins (Carvalho, 2003).

Brito et al. (2000) realizou um trabalho para verificação do efeito do

óleo de copaíba no colo uterino de ratas ooforectomizadas. Concluiu que o

grupo do óleo de copaíba teve um aumento da velocidade de cicatrização em

comparação com os grupos controles o que pode ser evidenciado pelo

espessamento do epitélio do colo uterino, que se apresentava pavimentoso,

estratificado com queratinização, além do seu espessamento progressivo no

8

decorrer do estudo. Brito (2001) em pesquisas do óleo em feridas cutâneas, observou resultados positivos, mas no uso tópico no tratamento de miosite induzida não encontrou resultado significativo. Pennaforte (2003) avaliou a atividade antiinflamatória do óleo de copaíba e andiroba, utilizando modelo de hiperalgesia térmica, edema de pata, pleurisia, evidenciando a atividade antiinflamatória do óleo de copaíba com ação analgésica e a influência positiva do óleo de andiroba no processo de cicatrização, em modelos animais (Barcelos et al., 2007).

2.2.2 A Aloe vera (babosa)

(Barcelos et al., 2007). 2.2.2 A Aloe vera (babosa ) Figura 2. Planta de Aloe vera

Figura 2. Planta de Aloe vera

Originaria do sul da África é cultivada em todo país principalmente no nordeste, possui folhas grossas, carnosas e suculentas, dispostas em roseta. Na veterinária campeira usa-se o suco de babosa para estimular a cicatrização, sua tintura associada à hedra e pimentão é utilizada no tratamento neuralgias, dores musculares e tendinites dos bovinos.São diversos os usos veterinário em diferentes associações com outras espécies (Boelter, 2008). Existem ainda na literatura relatos sobre os efeitos benéficos da Aloe vera desde a época de Hipócrates (Muller, 2003). Segundo Choi (2001), essa planta tem sido conhecida como a “planta cicatrizante” ou “cicatrizante silencioso”.

9

Davis (1994), usando o modelo animal, verificou que a Aloe vera bloqueou o efeito supressivo da cicatrização promovido pela hidrocortisona. Concluiu que esse efeito ocorre devido a um fator de crescimento presente na A.vera, que antagoniza os esteróides presentes na hidrocortisona, responsáveis pela inibição da cicatrização. Em um estudo subseqüente, Davis demonstrou que o fosfato de mannose, um açúcar primário da Aloe vera, é um componente ativo da propriedade cicatrizante dessa planta.

2.2.3 Chenopodium ambrosioides L (erva-de-santa maria)

2.2.3 Chenopodium ambrosioides L (erva-de-santa maria) Figura 3. Planta de erva-de-santa maria Originária da

Figura 3. Planta de erva-de-santa maria

Originária da América Central e Sul, medindo até 1m de altura. Erva muito ramificada, com folhas pequenas e lanceoladas, de cheiro forte e desagradável, crescendo espontaneamente no sul e sudeste do Brasil. Na veterinária campeira é utilizada no controle dos vermes redondos, afastar pulgas e piolhos de aves e, associada a outras espécies, como repelente de insetos. São atribuídas a Chenopodium ambrosioides L. atividades antibacteriana, fungicida e antitumor. Em experimento realizado no Centro Universitário de Várzea Grande de Mato Grosso constatou-se que o uso do sumo de folha e caule da C. ambrosioides L,contribuiu positivamente na contração das feridas cutâneas induzidas em dorso de ratos da linhagem Wistar, sobretudo no 12º dia. (Ribeiro,

2008).

10

2.2.4 Calendula officinalis (Calêndula) e Coronopus didymus (mastruz)

officinalis (Calêndula) e Coronopus didymus (mastruz) Figura 4. Planta de Calendula officinalis Figura 5. Planta

Figura 4. Planta de Calendula officinalis

(mastruz) Figura 4. Planta de Calendula officinalis Figura 5. Planta de Coronopus didymus Herbácea,

Figura 5. Planta de Coronopus didymus

Herbácea, originária da Ilhas Canárias e do Mediterrâneo é cultivada no Brasil como ornamental nos jardins público e particular. Na veterinária encontra-se na composição de sabonetes e xampus antissépticos, para cães e gatos e na forma de pomadas para acelerar o processo cicatrizante de feridas cirúrgicas em equinos e bovinos. Pode estar associada a outro fitoterápicos para diversas terapêuticas. A ação cicatrizante da Calendula officinalis é relatada na literatura de forma empírica, descrita e citada em experiências sobre seu uso clínico (Quer, 1962; Cruz, 1979; Cairo, 1982; Duke, 1987; Hamilton, 1987; Santos, et al., 1988; Zimmermann, 1989 e Campos, 2000). Castro et al. (2006) cita os trabalhos de Kolucheek-Popova et al. (1982) que testou em ratos um ungüento de calêndula e alantoina em feridas induzidas. Para ele, o efeito de estimulação à regeneração fisiológica e epitelização se deve a maior atividade das glicoproteínas, nucleoproteínas e proteínas colágenas durante o período de regeneração nos tecidos. Cita ainda Silva (1992) que, em experimento também com ratos, concluiu que o uso de pomada de Calendula officinalis a 20% não acelerava clinicamente a cicatrização por segunda intenção de feridas de pele, mas que a nas feridas cirúrgicas, ao final do tratamento de 21 dias, apresentou cicatrizes significativamente mais resistentes.

11

Castro (2006) testou o uso da pomada de calêndula em 10 cães que apresentavam trauma automobilístico ou complicações pós-operatórias e pós- cirúrgicas como deiscência de sutura e infecções. A calêndula foi usada na forma de pomada manipulada (70% de vaselina e 30% de lanolina). Os resultados mostraram que houve completa epitelização da ferida - epiderme regenerada ou fibroplasia - preenchimento de tecido conjuntivo fibroso, independente da origem e do tamanho da lesão, com 21 a 28 dias. Coronopus didymus, planta herbácea, nativa da América do sul, cultivada no sudeste e sul do Brasil, medindo até 25cm, ramificada e de cheiro forte e flores miúdas de cor branca ou creme. Seu sumo tem sido usado contra sarnas e outros ectoparasitos de animais domésticos. Utilizado ainda como vermicida e por sua ação cicatrizante. Nitz (2005) em um estudo comparativo morfométrico sobre o potencial cicatrizante dos extratos aquosos da Coronopus didymus e Calendula officinalis na cicatrização de feridas, utilizou 15 ratos Wistar, machos, pesando aproximadamente 250g, divididos em um grupo de controle e dois subgrupos experimentais, submetidos à resseccionamento de um fragmento cutâneo circular de, aproximadamente, 1 cm de diâmetro, até a exposição da fáscia muscular. Administrou, topicamente, uma gota diária de extrato de Calendula officinalis no subgrupo (CO) e Coronopus didymus no subgrupo (CD), durante sete dias. Concluiu que, apesar de proporcionar um maior número de fibras colágenas e fibroblastos que o grupo controle, o extrato aquoso de Calendula officinalis não apresentou diferença estatisticamente significante. No entanto, o extrato aquoso de Coronopus didymus mostrou-se eficiente no processo cicatricial de feridas, uma vez que promoveu um aumento, estatisticamente significante, do número de fibroblastos e fibras colágenas.

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2.2.5 Schinus terebinthifolia Raddi (arueira)

Schinus terebinthifolia
Schinus terebinthifolia

Figura 6. Planta de Schinus terebinthifolia Raddi

Árvore mediana com 5-10m de altura e amplamente disseminada de

norte a sul do Brasil. Com base nos resultados estudos químicos farmacológicos

e clínicos as preparações feitas com suas cascas podem ser usadas no tratamento

tópico de ferimentos na pele. Tem amplo emprego na medicina popular. (Lorenzi, 2008). Em um experimento com 40 ratos divididos em 4 subgrupos utilizando- se do extrato hidoalcoólico de Schinus terebinthifolia Raddi na concentração de 100mg/ml, aplicado em dose única de 100ml/kg de peso na região intraperitoneal, para avaliação de anastomoses colônicas, constatou-se após teste de resistência e pressão e análise histológica que houve efeito positivo do extrato

no processo de cicatrização. (Coutinho et al., 2006). Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão,

testou o extrato hidoalcoólico de Schinus terebinthifolia Raddi, em ratos Wistar,

e constatou que a injeção intraperitoneal do extrato em laparotomias medianas

de ratos, não alterou a cicatrização na análise macroscópica, mas induziu aumento da carga máxima de ruptura e deformação máxima da linea alba na análise tensiométrica. Já na análise histológica foi evidenciado o efeito cicatrizante no grupo experimental no terceiro dia pós-operatório (Nunes Jr et al., 2006)

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Na cicatrização de feridas em pele de ratos, o extrato hidroalcoólico de Aroeira retardou a reepitelização das suas feridas (Branco Neto et al., 2006). Em gastrorrafias, o uso do extrato hidroalcoólico de Aroeira não alterou o processo de cicatrização do estômago quanto à avaliação macroscópica, tensiométrica e microhistológica (Santos et al., 2006). Na cicatrização de feridas cirúrgicas em bexiga de ratos, o uso de extrato hidroalcoólico de aroeira mostrou efeito cicatrizante favorável nas cistotomias (Lucena et al., 2006).

2.2.6 Caesalpina ferrea (tul) Martius (Juca)

al., 2006). 2.2.6 Caesalpina ferrea (tul) Martius (Juca) Figura 7. Planta de Caesalpina ferrea Planta nativa

Figura 7. Planta de Caesalpina ferrea

Planta nativa apresenta variedades que medem de 6 até 25m, a tintura de sua vagem é de uso local em curativos e contusões. Nakamura et al. em 2002 estudando os frutos comprovou ação contra tumores provocados por vírus Epstein-Barr. e inibição de formação de papilomas induzidos, na pele de ratos (Lorenzi, 2008). Em avaliação da cicatrização de feridas cutâneas abertas em caprinos, tratados com uso tópico de pomada de Caesalpinia ferrea mediante análise macro, microscópica e bacteriológica do processo cicatricial até o 21º dia de pós-operatório, constatou-se o completo processo de reepitelização, com tecido conjuntivo apresentando grande quantidade de fibroblastos ativos, de fibras colágenas melhor organizadas e pequena quantidade de vasos sangüíneos (Oliveira, 2008).

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2.2.7 Myracrodruon urundeuva Allemão (aroeira do sertão)

2.2.7 Myracrodruon urundeuva Allemão (aroeira do sertão) Figura 8. Planta de Myracrodruon urundeuva Myracrodroun
2.2.7 Myracrodruon urundeuva Allemão (aroeira do sertão) Figura 8. Planta de Myracrodruon urundeuva Myracrodroun

Figura 8. Planta de Myracrodruon urundeuva

Myracrodroun urundeuva Allemão é uma espécie arbórea popularmente conhecida como aroeira do sertão. Árvore nativa e mais frequente no nordeste, ocorre desde o Ceará até o Paraná e no Mato Grosso do Sul (Lorenzi, 1992). Medindo de 5 -10m de altura tem ocorrência ampla na caatinga e nas matas secas e subúmidas. (Lorenzi, 2008). Em experimento realizado no Laboratório de Cirurgia Experimental do Departamento de Cirurgia da Universidade Federal do Ceará, verificou-se que o extrato aquoso da aroeira-do-sertão interfere no processo cicatricial de anastomose colônica, em ratos Wistar, inibindo a fase inflamatória, interferindo na deposição de colágeno, porém sem afetar o resultado final da cicatrização (Goes et al., 2005). Propriedades tóxicas também são atribuídas a M. urundeuva, mas trabalho realizado por (Carvalho, 2009) em ensaio de toxicidade in vitro desta planta não demonstrou resultados que possam afirmar isso, sugerindo novas pesquisas.

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2.2.8 Stryphnodendron barbatimam (barbatimão), Calendula officinalis e Symphytum officinale (Confrey)

Calendula officinalis e Symphytum officinale (Confrey) Figura 9. Planta de Stryphnodendron barbatimam Figura 10.

Figura 9. Planta de Stryphnodendron barbatimam

(Confrey) Figura 9. Planta de Stryphnodendron barbatimam Figura 10. Planta de Symphytum officinale Árvore nativa do

Figura 10. Planta de Symphytum officinale

Árvore nativa do Sudeste e Cetro Oeste do país, medindo até 5m de

altura, tronco cascudo, tortuoso e ramos com escassas folhagens, flores amarelas

frutos em forma de vagem grossa e cilíndrica. Nos produtos veterinários sua

substância ativa entra na composição de pomadas com finalidade de acelerar o

processo de cicatrização

A planta resistente pode crescer até uma altura de 60 cm. tem sido

utilizada em medicina popular como um cataplasma para tratar queimaduras e

feridas. O barbatimão é usado popularmente como produto fitoterápico extraído

a quente em solução aquosa. Contêm no mínimo 20% de tanino, princípio ativo

que confere à casca ação adstringente, justificando seu uso como cicatrizante

(Panizza et al., 1988). Os taninos precipitam as proteínas, formando um

revestimento protetor, que favorece a reparação dos tecidos lesados (Neto et al.

1996). Também diminui a permeabilidade e a exsudação da ferida (Brown e

Dattner, 1998; Bedi e Shenefelt, 2002)

(Martins, 2003) comparou o efeito da solução aquosa do

Stryphnodendron barbatimam e da solução hidroacoólica da Calendula

officinalis e do Symphytum officinale na cicatrização de pele por segunda

intenção em equinos. Na avaliação macroscópica, realizada a cada três dias pós-

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lesão, valendo-se de análise estatística e de observação macroscópica, concluiu que a Calendula officinalis apresenta vantagem na fase inflamatória do processo de cicatrização. O Stryphnodendron barbatimam tem efeito benéfico no processo de fibroplasia, reparação e retração da ferida, demonstrando superioridade em relação às outras duas espécies, tanto quanto a calêndula, favorece a epitelização podendo, ambos, serem indicados no tratamento tópico de feridas na espécie equina. O Symphytum officnale apresentou resultados inferiores ao do grupo de controle tratado com solução fisiológica.

2.2.9 Tabebuia avellanedae (Ipê-roxo)

fisiológica. 2.2.9 Tabebuia avellanedae (Ipê-roxo) Figura 11. Planta de Tabebuia avellanedae Árvore nativa da

Figura 11. Planta de Tabebuia avellanedae

Árvore nativa da América, medindo até 35 m de altura, folhas compostas, flores vermelho-arroxeadas, encontrada em todo o Brasil. Na veterinária campeira sua tintura é usada com antiinflamatória e cicatrizante. Seu chá é usado nas afecções de pele de animais de grande porte. Em um longo estudo de Silva (2006) sobre Tabebuia avellanedae na cicatrização de feridas cutâneas em ratos, concluiu que pomada de Tabebuia

avellanedae a 10% (60g de pomada base e 6mL de extrato de Ipê-roxo

(Tabebuia avellanedae) apresentou efeito positivo sobre a cicatrização de feridas cutâneas. As feridas tratadas com a pomada apresentaram um fechamento mais rápido, com menor formação de crostas e menor quantidade de

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secreção. O uso da pomada de Ipê-roxo apresentou um efeito antiinflamatório e estimulou a proliferação de tecido de granulação, evidenciado histologicamente pelo aumento da fibroplasia, neovascularização e deposição de fibras colágenas, ocorrendo aceleração da reepitelização das feridas. Apresentou ainda uma melhor organização das fibras colágenas com conseqüente aumento da resistência à tensão, sendo que a pomada de Ipê-roxo a 10% é indicada no tratamento rotineiro de feridas cutâneas em animais, tanto pelo seu baixo custo como pela sua fácil aquisição e preparação.

2.2.10 Passiflora edulis (maracujá)

e preparação. 2.2.10 Passiflora edulis (maracujá) Figura 12. Planta de Passiflora edulis . Trepadeira

Figura 12. Planta de Passiflora edulis.

Trepadeira amplamente cultivada no nordeste do Brasil, apresentado gavinhas e flores típicas das plantas deste gênero. Em um estudo morfológico e tensiométrico na cicatrização de gastrorrafias em ratos depois da avaliação macroscópica, teste de resistência à insuflação de ar atmosférico e avaliação microscópica, concluiu-se que o uso intraperitoneal do extrato de P. edulis influencia favoravelmente a cicatrização das gastrorrafias em ratos pelo aumento da proliferação fibroblástica no 7º dia de pós-operatório (Silva et al., 2006). Gonçalves Filho et al. (2006) utilizou 40 ratos machos (Rattus novergicus albinus, Rodentia mammalia) da linhagem Wistar em estudo morfológico, para avaliação do efeito do extrato das folhas de Passiflora edulis na cicatrização de bexiga. Após análise estatística e avaliação microscópica,

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concluiu que o uso do extrato hidroalcoólico das folhas de P. edulis na dose de 250 mg/kg, por via intraperitoneal, diminuiu a inflamação e aumentou a colagenização tecidual aguda no terceiro e no sétimo dias do período pós- operatório, aumentou a proliferação fibroblástica no sétimo dia do período pós- operatório e aumentou a neoformação capilar no terceiro dia do período pós- operatório. Em estudo morfológico e tensiométrico realizado por Gomes et al.(2006) na cicatrização de parede abdominal, constatou-se que o extrato de Passiflora edulis favorece a cicatrização de laparotomias medianas em ratos, reduzindo a inflamação aguda e promovendo colagenização e neoformação capilar, além de aumentar a força de ruptura à tração e a deformação de ruptura à tração.

Bezerra et al. (2006), em trabalho semelhante na cicatrização de anastomose colônica, conclui que a administração da Passiflora edulis influencia positivamente e de forma significante a cicatrização das anastomoses colônicas em ratos até o 3º dia do pós-operatório. Já Garros et al. (2006) utilizando extrato etanólico de folhas Passiflora edulis na cicatrização de feridas cutâneas, não encontrou diferenças entre os epitélios das lesões do grupo Controle e do Passiflora nas observações morfológicas.

2.2.11 Jatropha gossypiifolia L. (pião roxo)

morfológicas. 2.2.11 Jatropha gossypiifolia L. (pião roxo) Figura 13. Planta de Jatropha gossypiifolia L.

Figura 13. Planta de Jatropha gossypiifolia L.

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Nativa das Antilhas e América tropical e cultivada no Brasil principalmente no Nordeste. Arbusto ou árvore de até 5 m, com ramos e folhas arroxeadas e pilosas quando jovens. Atividade antitumoral comprovada em experimentos in vitro. Lorenzi (2008). Na Universidade do Maranhão utilizou-se o extrato de pião-roxo na cicatrização de anamastose em ratos. Foi realizado teste de resistência à insuflação de ar atmosférico, análise histológica, análise estatística, avaliação macroscópica e microscópica, corroborando a afirmação de que existe benefício da Jatropha para o processo de cicatrização (Servin et al., 2006). Na mesma universidade, Aquino (2006) testou o extrato bruto etanólico de Jatropha gossypiifolia L. intraperitoneal na parede abdominal de ratos, na concentração de 1ml/kg/peso. Concluiu que, com a dose e concentração utilizadas, não houve melhora significativa no processo de cicatrização da sutura da parede abdominal. Vale (2006), em experimento na cicatrização de gastrorrafias, observou que não houve diferenças macroscópicas na cicatrização da superfície serosa e mucosa das gastrorrafias e na ocorrência de aderências peritoneais entre os grupos estudados. O extrato bruto de Jatropha gossypiifolia L. favoreceu a cicatrização no 3º dia pós-operatório em relação à maior resistência das gastrorrafias à pressão ruptura, e no 7º com melhor coaptação das bordas e reduzindo a inflamação aguda à microscopia. Maia et al. (2006), em trabalhos semelhantes testando o extrato aplicado intraperitonealmente em suturas na bexiga urinária de ratos, não observou efeito cicatrizante. Santos et al. (2006), utilizando ratos com feridas cutâneas provocadas na região dorsal, aplicou o extrato bruto de Jatropha e após avaliação macroscópica e microscópica, avaliou que o resultado do extrato bruto em feridas do grupo experimental, foi semelhante ao grupo de controle no aspecto macroscópico e na

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análise da planigrafia digital, mostrando, contudo, melhora comparativa na cicatrização no grupo experimental no aspecto microscópico.

2.2.12 Orbignya phalerata (babaçu)

aspecto microscópico. 2.2.12 Orbignya phalerata (babaçu) Figura 14. Planta de Orbignya phalerata . Palmeira, nativa

Figura 14. Planta de Orbignya phalerata.

Palmeira, nativa da Amazônia, medindo até 20 m de altura, folhas com 8 cm de comprimento, flores creme-amareladas , aglomeradas em longos cachos, frutos ovais de cor castanha, polpa oleosa. Na medicina veterinária é utilizado como fonte de proteína e seu óleo encontrado em xampus para cães. Alguns experimentos que foram realizados no centro de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal do Maranhão com a O. phalerata, apontaram para resultados favoráveis de seu uso. Baldez et al. (2006) analisando extrato aquoso do mesocarpo de O. phalerata na cicatrização de colon, após avaliação tensiométrica, macro e microscópica, conclui que todos os parâmetros histológicos estudados mostraram-se positivos na cicatrização com o grupo experimento no 7º dia, evidenciando efeito favorável do extrato aquoso do mesocarpo do Babaçu, em nível microscópico do processo de cicatrização de anastomoses colônicas. Martins et al. (2006), em analise comparativa de cicatrização de pele, observou a ação estimulante da cicatrização em ferimentos de pele de ratos com

21

o uso do extrato aquoso da Orbignya phalerata, tanto na avaliação macroscópica como na microscópica. Na mesma linha de pesquisa na cicatrização de estômago, foi observado que o extrato aquoso do mesocarpo de Orbignya phalerata, na dose de 50 mg/kg, por via intraperitoneal em ratos foi capaz de favorecer a completa cooptação de bordas da cicatriz gástrica, quando comparado ao grupo controle, nos animais mortos no 7 º dia do período pós-operatório. Nos demais parâmetros analisados não foram observados diferenças estatisticamente significantes entre os grupos de estudo (Batista et al , 2006). Ferreira et al. (2006) constatou o efeito favorecedor da Orbignya phalerata em nível microscópico na cicatrização de feridas provocadas na bexiga de ratos. Já com o uso tópico do extrato aquoso do mesocarpo de Orbignya phalerata na cicatrização de ferida cutânea provocada, o efeito foi positivo, contribuindo para o processo de cicatrização, tanto microscópico quanto macroscopicamente, principalmente no 7º dia, onde a diferença em relação ao controle foi maior (Amorim et al.2006). O uso do extrato na cicatrização na linha Alba após avaliações, macroscópica e histológica, não mostrou diferenças significativas entre os grupos experimento e controle; mas, na avaliação tensiométrica, o grupo experimento de sete dias apresentou diferença significativa em relação ao controle de mesmo período de pós-operatório, sugerindo indícios de que o uso do extrato administrado intraperitonealmente favorece o processo de cicatrização (Brito Filho et al.2006)

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3. Plantas medicinais e parasitose

Os endoparasitas são responsáveis pela baixa produtividade na criação de diferentes espécies de interesse econômico. Os sinais clínicos mais comuns apresentados pelos animais são diarréia, edema submandibular, fraqueza, pelos arrepiados e emagrecimento. Os parasitas têm importante papel na elevação das perdas econômicas, decorrentes da mortalidade e, principalmente, pelo baixo desempenho dos rebanhos (Chagas, 2008). Entre os vários fatores que limitam a produção e produtividade dos animais estão os problemas nutricionais, de manejo, sanitários e, especificamente, as doenças parasitárias que são as maiores causadoras de altas mortalidades nos rebanhos. As helmintoses de caprinos são causadas por parasitos pertencentes às classes Nematoda, Cestoda e Trematoda, tendo como os principais gêneros de parasitas: o Haemonchus, Trichostrongylus, Strongyloides, Moniezia, Cooperia, Oesophagostomum, Skrjabinema, Trichuris e Cysticercus (Costa et al., 1986-875). A maioria dos parasitos internos está no abomaso, intestino delgado e intestino grosso. Possuem um ciclo de vida simples, direto e rápido com duração média de 21 dias, com uma fase de vida livre e outra parasitária (Athayde, et al., 2005). As verminoses são doenças causadas por várias espécies de parasitas, com grandes prejuízos ao produtor, podendo levar até a 20% de redução da produção leiteira e diminuição do desenvolvimento de animais jovens. Os bovinos parasitados com verminoses podem apresentar perda de peso de até 40 kg por ano. Essas doenças causadas por helmintos ou vermes que vivem, principalmente, no abomaso (coalho) e intestinos dos animais, podem atacar todo o rebanho e são responsáveis pela diminuição dos índices de parição, do crescimento dos animais, da produção de leite e aumento do número de mortes no rebanho (Szpatowski, 2010). A gravidade da verminose e a intensidade da infecção por vermes estão diretamente relacionadas com a espécie de verme e o

23

grau de infecção, e este por sua vez, depende de diversos fatores, tais como as condições climáticas, solo, vegetação, tipo de exploração, raça e idade do animal, tipo de pastagem e condições dos animais. No Paraná, as infecções por nematóides gastrintestinais, principalmente por Haemonchus contortus, têm se constituído um importante obstáculo à expansão da ovinocultura e caprinocultura de corte. (Sotomaior, 2007) A grande patogenicidade com elevada prevalência faz deste parasita o mais nocivo em diferentes regiões do Brasil (Amarante et al., 1992; Vieira; Cavalcante, 1999; Ramos et al., 2002). O uso indiscriminado de anti-helmínticos, com várias doseficações por ano, causa inevitavelmente a diminuição da eficácia do produto, induzindo a resistência e aumento do custo da criação. A fitoterapia surge como alternativa para a redução do uso de antihelmintos convencionais, diminuindo os custos da criação. (Sousa, 2009). Ainda, no Brasil, uma das principais espécies de carrapatos equinos é o Anocentor nitens (Borges e Leite, 1993) é transmissor da Babesia cabali e causa lesões deformantes e mutilantes na cartilagem do pavilhão auricular (Pfeiffer, 1993; Bittencourt,199; Faustino et al.,2005). O Rhipicephalus sanguineus é o carrapato natural do cão doméstico que pode parasitar também o homem (Venzl et al., 2003; Louly et al., 2006; Ribeiro et al.,2006) Os carrapatos por serem transmissores de diversas patogenias, tanto para o animal quanto para o homem, acarretam perdas na produção e no desenvolvimento animal. (Labruna e Pereira, 2001; Monteiro et al., 2003; Soares et al., 2006). O uso indiscriminado de acaricidas químicos tem como conseqüência o surgimento de populações resistentes e o acúmulo de resíduos em produtos de origem animal e no meio ambiente (Bittencourt et al., 1999; Labruna,2004; Farias et al., 2008)

24

O uso de plantas com propriedades inseticidas é uma alternativa para a diminuição de cepas resistentes (Hernandez et al., 1987; Fernande et al.,2007; Valente et al.,2007)

3.1 Plantas medicinais usadas na prevenção e controle de parasitoses

Como tratamento alternativo, Miranda et al., (1990), recomenda a ingestão contínua do pó-de-alho, ao nível de 2,5% na mistura mineral, o que promove uma redução significativa da carga parasitária, principalmente com relação à Eimeriose e pode ser uma prática econômica coadjuvante no controle das verminoses, reduzindo a necessidade da administração dos vermífugos e a possibilidade de desenvolvimento de resistência dos parasitos aos produtos químicos. Em alguns trabalhos são citadas diversas pesquisas dentro e fora das fronteiras brasileiras, em décadas de estudos, experimentos e testes com diversas espécies de plantas medicinais para a avaliação de seus efeitos sobre os parasitas. Girão et al. (1998) listou 13 espécies utilizadas no estado do Piauí com propriedades anti-helmínticas a Curcubita moschata (abobora), a Luffa operculata (bucha paulista), a Heliotropium sp. (crista de galo), a Mentha sp. (hortelã), a Carica papaya (mamoeiro), a Chenopodium ambrosioides (mastruço), a Momordica charantia (melão de são caetano), a Plumeria sp. (pau de leite), a Jatropha curcas (pinhão branco), a Scoparia dulcis (vassourinha) e a Croton sp. (velame), Operculita sp (batata de purga) e sem identificação cientifica a Milone. Idris et al. (1998) avaliou o efeito dos brotos de Artemísia no tratamento de helmintos em caprinos. Menezes et al. (1992) observou a atividade ovicida de folhas e sementes de Canavalia brasiliensis e Cratylia floribunda. Batista (1999) testou o extrato de Spigela anthelmia e Momordica charantia sobre ovos de H. contortus de ovinos indicando ação inibidora de 50%. Juliem et al. (1985) com extratos purificados da erva Hedera helix no

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controle de Fasciola hepática e Dicroelim spp em ovelhas, indicando morte e eliminação dos vermes após tratamento. Akhtar & Riffat (1985), pesquisando a ação do fruto de Melia azadirachta em galinhas infectadas com Ascaridia galli, encontraram redução significante do OPG (ovos por grama de fezes) realizados 10 e 15 dias após o tratamento. Satrija et al. (1994) avaliando o efeito anti- helmíntico do leite de mamão (Carica papaya) em Ascaris suum, detectou redução dos vermes, proporcional à quantidade de leite em g/k de peso corporal. Ahamed et al. (1994), Mostofa et tal. (1996) e Pietrosemoli et al. (1999) pesquisando a Azaradirachta indica e constatando o controle efetivo da carga parasitária nos animais, através do uso de extrato aquoso e sementes em pequenos ruminantes, e folhas secas em bovinos, respectivamente. Pessoa

(2001) que testou os efeitos da Azadirachta obtida da semente “in vitro” sobre o Haemonchus contortus, obteve 68,3% de inibição da eclodibilidade deste verme,

a uma concentração de 1%. Testou também com resultados positivos o óleo

essencial de Chenopodium ambrosioides, Ocimum gratissimum, Lippia sidoides,

e Croton zehntneri sobre o H. contortus. Ainda Costa et al. (2002) verificou o

efeito do extrato de sementes de Mangifera indica contra H. contortus, detectando mais de 95% de inibição da eclodibilidade (Chagas, 2004). Marinho et al. (2007) em suas pesquisas também apresenta plantas citadas como utilizadas no controle ou prevenção parasitária (Quadro 2).

Nome

Nome Cientifico

Indicação

Parte

Forma de

Popular

utilizada

Uso

Alho

Allium sativum

Vermífugo

bulbo

Chá,

bulbo

amassado

Babosa

Aloe vera

Antiparasita

Folha, polpa

Sumo,

decocção

Batata

de

Operculina alata

Vermífugo,

Tubérculo

Maceração

purga

sarnicida

em pó

Hortelã da

Mentha x villosa

Ameba,

Folha

Lambedor

folha miúda

giárdia

Jerimum

Cucurbita pepo

Vermífugo

Semente

Triturada

Juazeiro

Ziziphus joazeiro

Sarnicida

Raspas

da

Maceração

entrecasca

26

Continuação

Melão de são caetano

Mormodica

Ectoparasitos

Fruto; caule;

Sumo;

charantia

folhas

maceração

Pereiro

Aspidosperma

Ectoparasitos

Casca

Maceração

pirifolium

Pinheira

Annona squamosa

Sarnicida

Folha

Maceração

Quadro 2. Plantas medicinais utilizadas por sua ação antiparasitária.

No Município de São João de Urtiga-RS, desde 2001, um clube de mães resgatou as experiências sobre o uso terapêutico de plantas medicinais nas doenças infecciosas e no controle de ectoparasitas do gado leiteiro, repassando esse conhecimento aos produtores. São utilizadas a Araucaria angustifolia (Berto) Kuntze. (pinheiro brasileiro) no controle do carrapato e do berne; o chá de Baccharis trimera (Less) DC. (carqueja) e Casearia sylvestris Sw (Chá-de- bugre) como antibactericida; a Plantago major L.(tanchagem), Symphytum officinale L. (Confrey), Arctium lappa L (Bardana), Leonorus sibiricus L.(erva- macaé) e Calendula officinalis L.(Calêndula) como antiinflamatórios e cicatrizantes (Arcego, 2005). Embora exista um número considerável de pesquisas sobre plantas com potencial cicatrizante e no controle de parasitoses, são poucas as que descrevem sobre seu o uso no trato diário. Boelter (2008) traz sua contribuição preenchendo este hiato sobre o uso de espécies utilizadas no campo, o que denomina como veterinária campeira para o controle e prevenção da parasitose (Quadro 3).

ENDOPARASITA

ECTOPARASITAS

Allium sativum L.

 

Annona squamosa L.

Annona squamosa L.

Artemísia vulgaris L.

Colopogium mucunoides Desv.

Ateleia glazioviana L.

Ateleia glazioviana L.

Carica papaya L.

Erythrina crista-galli L.

Chenopodium ambrosioides L.

Chenopodium ambrosioides L.

Cordia verbenacea DC.

Tagetes minuta L

Curcubita pepo L.

Ricinus communis L.

Eucalyptus globulus Labill.

Eucalyptus globulus Labill.

27

Continuação

Luffa operculata (L.) Cogn

Musa spp.

Menta piperita L.

Nicotiana tabacum L

Musa spp.

Tanacetum vulgares L.

Nicotiana tabacum L

 

Tanacetum vulgares L.

 

Quadro 3. Espécies utilizadas no controle de eco e endoparasitas na veterinária campeira

3.2.

Pesquisa

de

algumas

plantas

medicinais

aplicadas

no

controle

e

prevenção de parasitoses

 
 

São

diferentes

as

espécies

utilizadas

no

controle

e

prevenção

de

parasitoses.

 

3.2.1 Acacia mearnsii (A. Negra)

parasitoses.   3.2.1 Acacia mearnsii (A. Negra) Figura 15. Planta de Acacia mearnsii. É uma árvore

Figura 15. Planta de Acacia mearnsii.

É uma árvore da floresta de altura, florestas subtropicais e regiões

temperadas. Foi introduzida em diversas partes do mundo frequentemente

utilizada como fonte comercial de tanino ou de lenha. Na região centro-oeste

brasileiro, Cenci et al. (2007) encontrou efeito de tanino condensado de A.

mearnsii sobre os helmintos gastrintestinais de ovinos naturalmente infectados

(Hassum, 2009)

28

3.2.2. Carapa guianensis

28 3.2.2. Carapa guianensis Figura 16. Sementes de Carapa guianensis . Árvore nativa da Amazônia, medindo

Figura 16. Sementes de Carapa guianensis.

Árvore nativa da Amazônia, medindo até 30m de altura, de casca amarela, flores pequenas de cor creme e perfumadas. Para o uso veterinário o óleo de andiroba entra na composição de xampus e sabonetes, nas fórmulas de manipulação é usada como repelente de insetos em bovinos, equinos, cães e gatos.

Faria et al. (2009) avaliou o potencial acaricida in vitro do óleo da semente da Carapa guianensis (andiroba) sobre fêmeas ingurgitadas de Anocentor nitens e Rhipicephalus sanguineus, coletadas, manualmente, respectivamente de equinos e cães naturalmente infectados, demonstrando a eficácia do potencial acaricida em 100% sobre a A. nitens e R. sanguineus.

29

3.2.3. Araucaria angustifólia

29 3.2.3. Araucaria angustifólia Figura 17. Planta de Araucaria angustifólia Árvores de tronco retilíneo, folhas

Figura 17. Planta de Araucaria angustifólia

Árvores de tronco retilíneo, folhas coreáceas e frutos comestíveis. Ocorre em Minas Gerais, Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul. Castro, (2009) em avaliação do extrato etanólico de Araucária angustifólia sobre fêmeas ingurgitadas de Rhipicephalus micropus, concluiu que há parcial ação. Cita ainda várias espécies vegetais testadas por outros, como a Dahisteditia pentaphylla (timbó) sobre teleóginas de R. microplus . Testou também os extratos de Mélia azedarach (cianomomo) e óleo de Cymbopogon nardus (citronela), Eucalipturs citriodora (capim cidreira) com ação acaricida, sendo que os resultados positivos e de eficácia variaram de acordo com a concentração do extrato.

3.2.4.Cymbopogon nardus (L)

de acordo com a concentração do extrato. 3.2.4. Cymbopogon nardus (L) Figura 18. Planta de Cymbopogon

Figura 18. Planta de Cymbopogon nardus (L).

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Originário do Ceilão e da Índia, herbácea de 0,80 a 1,20 m, folhas fibrosas e longas utilizada com repelente de insetos. Experimento realizado em 2005, no Laboratório de bovinocultura de leite a Universidade Federal de Santa Maria-RG, utilizando extrato aquoso de Cymbopogon nardus (L) (citronela) sobre Boophilus microplus, concluiu que o extrato aquoso de citronela foi pouco efetivo no controle do parasita, já que apresentou rápida reinfestação (Vedrame, 2007). Já experimento com o óleo de citronela em diferentes concentrações sobre fêmeas ingurgitadas, produziu resultados favoráveis, demonstrando o potencial acaricida do óleo de citronela (Olivo et al. 2008)

3.2.5. Azadirachta indica/Curcubita sp/ Operculina sp.

3.2.5. Azadirachta indica/Curcubita sp / Operculina sp . Figura 19. Planta de Azadirachta indica Figura 20.

Figura 19. Planta de Azadirachta indica

/ Operculina sp . Figura 19. Planta de Azadirachta indica Figura 20. Frutos de Curcubita ssp

Figura 20. Frutos de Curcubita ssp

A Azadirachta indica (Nim) é originária da Índia e cultivada no Brasil. Na medicina veterinária extratos de suas sementes ou de folhas secas são utilizados no combate aos carrapatos, vermes e mosca do chifre. A curcubita é uma planta herbácea rastejante e trepadeira originária da América Central e cultivada em todas as regiões do Brasil. Medindo até 10m de comprimento apresenta folhas grandes e ásperas e flores amarelo alaranjada, frutos redondos ou compridos, casca dura e cavidade com sementes. Nogueira et al.(2006) em trabalho objetivando o controle de nematódeos gastrintestinais, utilizou 36 caprinos com tratamento diferenciado g/kg de extrato/animal de Corcubita (semente), ,Azadirachta (frutos) e Operculina

31

(raiz). Concluiu que a utilização das sementes de abóbora, raiz batata-de-purga e frutos de nim para o controle anti-helmíntico durante o período chuvoso, nas dosagens utilizadas no seu trabalho, não apresentou eficiência na redução do número de ovos por grama de fezes de caprinos. Tavares et al.(2008), avaliando a atividade antiparasitária da Azadirachta indica em ovelhas no pós-parto, dividiu um grupo de 12 ovelhas em dois subgrupos aos quais administrou suco das folhas frescas do nim a 10% (subgrupo1) e suco de folhas, fruto e sementes de nim a 20% ( subgrupo 2), via oral uma vez ao dia durante três dias consecutivos; concluiu que o nematóide Haemonchus spp. foi o mais representativo da fauna helmintológica e a administração do suco das folhas frescas do nim a 10% e das folhas+frutos+sementes a 20% reduziu temporariamente a população de nematóides. A maior participação do nematóide Haemonchus na fauna parasitária de ovinos, também foi relatada nos trabalhos de Borba (1991), Medeiros et al., (1994), Katiki et al. (200_) e Molento et al. (2004). Da mesma forma, Macedo (2006) trabalhando com um rebanho caprino no Estado do Pará, detectou que este helminto foi o de maior ocorrência (97%). Observações semelhantes foram relatadas por Costa et al. (2006), ao testar a planta em dois grupos de ovelhas, com administração ad libitum das folhas, em duas concentrações (0,1 e 0,2 g/kg), verificou ao final do período de tratamento, a ocorrência de redução de carga parasitária mais expressiva no grupo que recebeu o nim em menor concentração.Também foi observado por Moreira et al. (2006) que ao avaliar o suco das folhas frescas do nim a 5% em bezerros búfalos, constatou que foram controladas as infecções por coccídeos (Eimeria spp.) e por Toxocara vitulorum (em baixa carga parasitária). Da mesma maneira, Couceiro (2006) ao usar o nim na mesma concentração em cães parasitados, conseguiu controlar as infecções por Ancylostoma spp., Dipylidium caninum e Cystoisospora spp.

32

3.2.6. Musa sp.

32 3.2.6. Musa sp. Figura 21. Fruto de Musa sp. A bananeira é uma planta nativa

Figura 21. Fruto de Musa sp.

A bananeira é uma planta nativa da África, Ásia ou América. Os talos da bananeira são muito utilizados no tratamento da verminose dos suínos. As folhas inteiras ou picadas incorporadas aos alimentos auxiliam no controle de verminoses dos bovinos e na redução de carrapatos e bernes. Ribas et al. (2009) embora citando os trabalhos de Oliveira et al. (1997) com resultados positivos para a eliminação de ovos de helmintos das fezes de bovino e na carga parasitária por nematóides gastrintestinais em caprinos com folhas picadas de bananeira, testaram a eficácia da Musa sp. no controle de vermes gastrintestinais em pequenos ruminantes (caprinos e ovinos) sem sucesso. Os animais foram tratados durante 26 dias com 1kg/animal/dia de folhas verdes picadas de bananeira das variedades Musa sinensis L e Musa paradisiaca L, contudo não houve redução de OPG (ovos por gramas de fezes) nos tratados comparados aos grupos controle.

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3.2.7.Chenopodium ambrosioides/ Carica papaya L

33 3.2.7 .Chenopodium ambrosioides/ Carica papaya L Figura 22. Planta de Chenopodium ambrosioides. Figura 23. Frutos

Figura 22. Planta de Chenopodium ambrosioides.

papaya L Figura 22. Planta de Chenopodium ambrosioides. Figura 23. Frutos de Carica papaya L Chenopodium

Figura 23. Frutos de Carica papaya L

Chenopodium ambrosioides é uma erva muito ramificada, originária da América Central e Sul, medindo até 1m de altura, com folhas pequenas e lanceoladas, de cheiro forte e desagradável, crescendo espontaneamente no sul e sudeste do Brasil. A Carica papaya L. é uma planta cultivada praticamente em todo o território nacional tendo suas maiores produções nas regiões sudeste e nordeste. são consumidos in natura, em saladas e sucos. Silva et al.(2008), verificou a eficácia no controle de helmintos gastrintestinais de ovinos de extratos vegetais em testes in vitro. Analisando-se os resultados obtidos em 24h de incubação dos ovos em relação à ação antiparasitária de Carica papaya e Chenopodium ambrosioides conclui que as mesmas possuem alta eficácia frente aos nematódeos testados. Segundo, Silva a ação nematicida da C. papaya fora observada por Nagesh et al.,( 2002) e também em parasitas gastrintestinais em frangos de corte por Mpoame e Essomba,( 2000); Rodrigues et al., (2004). Hassum (2008) cita estudos de Almeida et al. (2007) que analisaram o efeito dos extratos aquosos de folhas de Chenopodium ambrosioides (110,6 mg/ml) e de Mentha piperita (115,9; 196 mg/ml) sobre cultivos de larvas infectantes de nematóides gastrintestinais de caprinos, com redução superior a 95% do número da forma infectante.

34

3.2.8. Cymbopogon citratus Stapf (1906)

34 3.2.8. Cymbopogon citratus Stapf (1906) Figura 24. Cymbopogon citratus. O Cymbopogon citratus é origem européia

Figura 24. Cymbopogon citratus.

O Cymbopogon citratus é origem européia , folhas longas, estreitas e aromáticas. Associado a novos produtos veterinários é indicado no tratamento de ferimentos, miíases, em feridas pós-cirúrgicas e no controle de pulgas nos animais. Sousa (2009) em avaliação de extratos etanólicos da raiz de Solanum paniculatum Linnaeus (1762) a Jurubeba, Cymbopogon citratus Stapf (1906) o Capim Santo, Operculina hamiltonii (G. DON) D.F. Austin & Staples (1983) a Batata de Purga e Momordica charantia Linnaeus (1763) o Melão-de-São- Caetano, sobre ovos e larvas de nematódeos gastrintestinais, comparando o efeito anti-helmíntico dos extratos de Jurubeba e Capim Santo, observou que o extrato de jurubeba apresentou maior percentual de ação sobre os ovos que o capim santo, concluindo que os extratos botânicos destas espécies, apresentaram-se como uma alternativa viável para o controle dos parasitos, apresentando eficácia anti-helmíntica para nematóides gastrintestinais de caprinos. Brito Jr (2006), em analise comparativa da ação anti-helmíntica Cymbopogon citratus em caprinos naturalmente infectados, afirma que os resultados obtidos in vitro foram significantes e eficientes como procedimento de controle alternativo.

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Heimerdinger et al. (2006), testando o extrato alcoólico de Cymbopogon citratus (DC.) Stapf (capim-cidrera), utilizado no controle de infestação natural do Boophilus microplus em gado holandês, constatou que o extrato pode reduzir a infestação natural em 25%, a contagem deste parasita, até 14 dias pós- tratamento.

3.2.9. Momordica charantia, Operculina hamiltonii,Curcubita pepo

Momordica charantia, Operculina hamiltonii,Curcubita pepo Figura 25. Planta de Mormodica charantia Figura 26. Frutos

Figura 25. Planta de Mormodica charantia

pepo Figura 25. Planta de Mormodica charantia Figura 26. Frutos de Curcubita pepo A Mormodica charantia

Figura 26. Frutos de Curcubita pepo

A Mormodica charantia, é uma trepadeira anual, de caule longo e fino,flores solitárias e frutos pendentes tipo capsula com sementes envolvidas por arilo vermelho-vivo. Curcubita pepo Herbáceas rastejantes, trepadeiras originária da América Central e cultivada em todas as regiões do Brasil. Medindo até 10 m de comprimento apresenta folhas grandes e ásperas e flores amarelo alaranjada, frutos redondos ou compridos, casca dura e cavidade com sementes. Almeida et al. (2007) avaliou caprinos divididos em três grupos e tratados com (grupo 1) folhas Mormodica charantia ( melão de são Caetano) na dose de 45g/10kg de peso corpóreo; (grupo 2) farelo da Operculina hamiltonii (batata-purga) na dose de 4,5g/10kg de peso corpóreo e (grupo3) farelo de sementes Curcubita pepo ( jerimum) na dose de 19g/10kg de peso corpóreo, três dias consecutivos. Realizou coleta de análise parasitológica e da redução do

36

número de ovos por grama de fezes em 30 e 60 dias, concluiu que as plantas medicinais utilizadas sinalizaram como uma alternativa ecologicamente viável para o controle das helmintoses gastrintestinais de caprinos naturalmente infectados no semi-árido paraibano. Brito Jr (2006) numa avaliação comparativa da ação anti-helmíntica, em caprinos, do extrato alcoólico da Momordica charantia na dose de 2,7ml/kg de peso e da Operculina hamiltonii na dose de 0,56 ml/kg de peso, obteve redução na contagem do número de OPG de fezes dos submetidos ao tratamento.

3.2.10 Melia azadirachta

fezes dos submetidos ao tratamento. 3.2.10 Melia azadirachta Figura 27. Planta de Melia azadirachta . Originária

Figura 27. Planta de Melia azadirachta.

Originária da Ásia cresce em diversas regiões brasileiras tem folhas grandes, flores aromáticas de cor lilás e pequenos frutos ovais de sabor amargo. Falbo et al. (2008) embora citando os resultados de Girão e Carvalho (1999) que utilizando frutos secos triturados da planta M. azadirachta na dosagem de 2 e 3g. Kg -1 de peso vivo, via oral, obteve 59% e 54% de eficácia anti-helmíntica, respectivamente, em caprinos, avaliou a atividade anti-helmíntica em cordeiros, naturalmente infectados com nematódeos gastrintestinais, dos frutos secos e moídos da planta Melia azadirachta, administrado em dose única de 2g/kg animal e comparando com a administração de albendazole, constatou que o fruto de cinamomo não apresentou eficácia.

37

Maciel et al. (2006) testou a atividade ovicida e larvicida do extrato dos frutos e folhas do cinamomo e verificou que a ação do extrato dos frutos foi mais ativa sobre ovos de H. contortus, e que a do extrato das folhas do cinamomo foi mais ativo sobre as larvas do mesmo nematódeo.

3.2.11 Solanum paniculatum Linnaeus

do mesmo nematódeo. 3.2.11 Solanum paniculatum Linnaeus Figura 28. Frutos e inflorescência de Solanum paniculatum.

Figura 28. Frutos e inflorescência de Solanum paniculatum.

Arbusto de até 2,5 m de altura, ramificado e pouco espinhento. Nativo em quase todo o Brasil, folhas simples, lobadas branco tormentosas na face inferior. Os frutos são esféricos e verdes amarelados quando maduros. Vilela (2009) pesquisou o potencial anti-helmíntico da Solanum paniculatum Linnaeus Linnaneus (1762) e Operculina hamiltonii em ovelhas no semi-árido paraibano. Utilizou 24 ovelhas da raça Santa Inês, com idade aproximada de 18 meses, sem tratamento anti-helmíntico por 120 dias e com OPG individual superior a 700 ovos, da superfamília trichostrogyloidea por grama de fezes. Formou grupos de controle tratado com Albendazole 10% (0,5ml/10kg); grupo Jurubeba, tratado com farelo da raiz de jurubeba; grupo jurubeba/batata de purga tratado com farelo da raiz da batata associado ao farelo da raiz de jurubeba e grupo controle negativo tratado com água destilada. Nas coproculturas, observou-se a prevalência do gênero Haemonchus sp, seguido por Trichostrongylus e Oesophagostomum. Os resultados obtidos sinalizam positivamente para o farelo

38

da raiz de jurubeba e farelo da raiz de batata de purga que apresentaram a menor

porcentagem (88%) de Haemonchus, 28 dias após o tratamento.

3.2.12

Annona crassiflora, Hymenaea stilbocarpa, Magonia pubescens e Tamarindus indica

stilbocarpa, Magonia pubescens e Tamarindus indic a Figura 29. Frutos de Hymeneae stilbocarpa , Magonia ,

Figura 29. Frutos de Hymeneae stilbocarpa, Magonia, Annona crassiflora e Tamarindus

A Hymeneae stilbocarpa é uma árvore nativa da bacia do Paraná, Brasil

Central e Centro Oeste e na floresta tropical, O fruto é um legume indeiscente,

de casca bastante dura. Cada legume tem sementes cobertas por um pó

amarelado de forte cheiro, comestível, com grande concentração de ferro,

indicado para anemias crônicas.A Magonia é arvore até 15m de altura com

tronco reto de casca grossa, acinzentada. A casca é utilizada, na medicina

veterinária, para curar úlceras de cavalos originadas de picadas de insetos. As

sementes e folhas, quando ingeridas, são tóxicas para o gado, provocando

vômitos e diarreias. Annona crassiflora é originária das Antilhas e disseminada

principalmente no nordeste do nosso país. As espécies nativas do cerrado são a

A. coriacea e a A. crassiflora. O Tamarindus é fruto originário das savanas

39

africanas, embora o cultivo e a exportação sejam explorados principalmente pela Índia. No Brasil, a fruta é bastante consumida no Norte e Nordeste. Nogueira (2009), buscando alternativa para o controle de verminose em ovinos, através do extrato bruto de folhas e sementes de Annona crassiflora (pana), folhas de Hymenaea stilbocarpa (Jatobá), Magonia pubescens (tingui) e Tamarindus indica (tamarindo), obteve eficácia de 99,43% e 89,81% com os extratos de semente e folhas de A. crassiflora. As demais espécies não apresentaram resultados significativos.

3.2.13 Pterocaulon interruptum DC e Dicksonia sellowiana (Presl) Hook

interruptum DC e Dicksonia sellowiana ( Presl) Hook Figura 30. Planta de Dicksonia sellowiana A Dicksonia

Figura 30. Planta de Dicksonia sellowiana

A Dicksonia sellowiana é o feto arborescente, da família das dicksoniáceas, nativo da Mata Atlântica e América Central Ocorre especialmente dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul. Possui cáudice ereto, cilíndrico, e frondes bipenadas de até 2 metros. Furtado (2006) em extenso trabalho de pesquisa sobre plantas utilizadas em helmitoses em ovinos no Paraná, cita várias espécies descritas como antiparasitárias em humanos e alguns em animais. Em pesquisa com 35 extratos de diferentes espécies vegetais na inibição do desenvolvimento dos ovos de

40

trichostrongilídeos em ovinos, os extratos de Pterocaulon interruptum e Dicksonia sellowiana tiveram ação efetiva. Nery et al. (2009) em seu trabalho sobre a eficácia de plantas para o controle de nematóides em pequenos ruminantes, cita 78 pesquisas in vitro de 59 espécies avaliadas em sua ação anti-helmíntica em nematóides gastrintestinais em diferentes países, dentre elas 31 trabalhos no Brasil, com 25 espécies, algumas delas aqui descritas (Quadro 4).

41

Nome científico

Animal

Autor

Nome científico

Animal

Autor

Acacia karoo

Caprino

Kahiya et al. (2003)

Chicorium intybus

Ovino

Heckendorn et al. (2007)

Acácia mearnsii

Ovino

Cenci et al. (2007)

Coriandrum sativum

Ovino

Eguale et al. (2007)

Acácia mearnsii

Ovino

Minho (2006)

Croton macrostachyus

Ovino

Eguale et al. (2006)

Acacia nilótica

Caprino

Kahiya et al. (2003)

Croton zehntneri

Ovino

Vasconcelos (2006)

Acacia nilótica

Ovino

Eguale et al. (2006)

Cróton zehntneri

Ovino

Camurça-Vasconcelos (2007)

Albizia anthelmintica

Ovino

Githiori et al. (2003)

Cymbopogon citratus

Caprino

Almeida et al. (2003)

Albizia anthelmintica

Ovino

Gathuma et al. (2004)

Dicksonia sellowiana

Ovino

Krychak-Furtado, (2006)

Allium sativum

Caprino

Batatinha et al. (2004)

Digitaria insularis

Caprino

Almeida et al. (2003)

Ananas comosus

Ovino

Hordegen et al. (2006)

Ekebergia capensis

Ovino

Eguale et al. (2006)

Annona senegalensis

Ovino

Alawa et al. (2003)

Embelia ribes

Ovino

Hordegen et al. (2006)

Artemisia brevifolia

Ovino

Iqbal et al. (2004)

Fumaria parviflora

Ovino

Hordegen et al. (2006)

Aster lanceolatus

Ovino

Krychak-Furtado (2006)

Genipa americana

Ovino

Krychak-Furtado, (2006)

Azadirachta indica

Ovino

Hordegen et al. (2006)

Halothamnus somalensis

Caprino

Dawo e Tibbo, (2005)

Azadirachta indica

Ovino

Costa et al. (2006)

Hedysarium coronarium

Ovino

Athanasiadou et al. (2005)

Butea monosperma

Ovino

Iqbal et al. (2006)

Hilderbrantia sepalosa

Ovino

Gathuma et al. (2004)

Caesalpinia crista

Ovino

Hordegen et al. (2006)

Khaya senegalensis

Ovino

Ademola et al. (2004)

Calotropis procera

Ovino

Al-Qarawi et al. (2001)

Lespedeza cuneata

Caprino

Min et al. (2004)

Calotropis procera

Ovino

Iqbal et al. (2005)

Lespedeza cuneata

Ovino

Lange et al. (2006)

Carica papaya

Caprino

Vieira et al. (1999)

Lippia sidoides

Ovino

Camurça-Vasconcelos et al. (2007)

Carica papaya

Ovino

Krychak-Furtado et al. (2005)

Lippia sidoides

Ovino

Vasconçelos (2006)

Chenopodium ambrosioides

Caprino

Ketzis et al. (2002)

Lotus corniculatus

Ovino

Heckendorn et al. (2007)

Chicorium intybus

Ovino

Athanasiadou et al. (2005)

Lotus corniculatus

Ovino

Marley et al. (2003)

Chicorium intybus

Ovino

Marley et al. (2003)

Lotus pedunculatos

Ovino

Athanasiadou et al. (2005)

Continuação

42

Nome científico

Animal

Autor

Nome científico

Animal

Autor

Mangifera indica

Ovino

Costa et al. (2002)

Peltophorum africanum

Ovino

Bizimenyera et al. (2006)

Melia azadirachta

Ovino

Maciel et al. (2006)

Petiveria alliacea

Ovino

Krychak-Furtado, (2006)

Melia azadirachta

Caprino

Girão et al. (1998)

Piliostigma thonningii

Ovino

Asuzu et al. (1999)

Melochia villosa

Ovino

Krychak-Furtado, (2006)

Picrolemma sprucei

Ovino

Nunomura et al. (2006)

Momordica charantia

Ovino

Batista et al. (1999)

Pterocaulon interruptum

Ovino

Krychak-Furtado, (2006)

Musa paradisíaca

Ovino

Krychak-Furtado et al. (2005)

Schinopsis sp

Ovino

Athanasiadou et al. (2001)

Musa SP

Caprino

Oliveira et al. (1997)

Spigelia anthelmia

Ovino

Assis et al. (2003)

Myrsine africana

Ovino

Gathuma et al. (2004)

Spigelia anthelmia

Ovino

Batista et al. (1999)

Myrsine africana

Ovino

Ghitiori et al. (2002)

Spigelia anthelmia

Ovino

Ademola et al. (2007)

Nauclea latifólia

Ovino

Onyeyili et al. (2001)

Spondias mombin

Ovino

Ademola et al. (2005)

Nauclea latifólia

Ovino

Ademola et al. (2007)

Swertia chirata

Ovino

Iqbal et al. (2006)

Ocimum gratissimum

Ovino

Pessoa et al. (2002)

Trachyspermum ammi

Ovino

Lateef et al. (2006)

Onobrychis viciifolia

Ovino

Heckendorn et al. (2007)

Trichilia pallida

Ovino

Krychak-Furtado, (2006)

Onobrychis viciifolia

Ovino

Athanasiadou et al. (2005)

Vernonia amygdalina

Ovino

Alawa et al. (2003)

Oryza latifólia

Ovino

Krychak-Furtado, (2006)

Vernonia anthelmintica

Ovino

Hordegen et al. (2006)

     

Zanthoxylum

   

Pavonia angustifólia

Ovino

Krychak-Furtado, (2006)

zanthoxyloides

Ovino

Hounzangbe-Adote et al. (2005b)

Quadro4 Plantas avaliadas com ação anti-helmíntica em diferentes países

43

RESULTADOS

São muitas as espécies utilizadas em diferentes patologias no trato com animais principalmente no controle de endo e ectoparasitas. Diversas pesquisas apontam para o potencial cicatrizante de várias espécies, algumas delas também utilizadas no controle de parasitoses. No tratamento e controle de helmintos os relatos da eficácia alcançada por algumas espécies ultrapassam os 90% dentre elas Annona crassiflora, Chenopodium ambrosioide, Cymbopogon citratus, Diksonia sellowiana, Digitaria insularis, Genipa amaericana, Lippia sidoides, Mangifera indica, Mentha piperita, Melia azedarach, Ocimum gratissimum, Petiveria alliacea, Pterocaulon interruptum, Oryza latifólia, Spigelia anthelmia e Trichilia pallida. A Chenopodium ambrosioide a Schinus terebinthifolia foram espécies que apresentaram resultados divergentes quanto sua ação cicatrizante tendo a Chenopodium ambrosioide ainda o questionamento quanto ao componente químico alcaridol, substância comprovadamente tóxica em teste com porcos. Dos 90 trabalhos de pesquisas e experimentos que citam 124 espécies, foram abordas resumidamente 78 espécies, 37 utilizadas nos processos de cicatrização e 41 na prevenção ou controle de parasitoses. Foi possível relacionar 72 espécies aplicada à prevenção e controle de verminoses, 29 em processos de cicatrização de feridas (Quadros 5 e 6) respectivamente, e as espécies mais citadas em pesquisas (Gráfico 1).

Nome Científico

Nome Científico

Nome Científico

Nome]Científico

Acacia mearnsiii

C. ambrosioides L.

Hedera helix

Operculina sp

Allium sativum L.

Citrus limom

Heliotropium sp

Operculina

hamiltonii

Aloe vera

Coco nucifera

Jatropha curcas

Operculina

macrocarpa

Amburana cearensis

Cordia verbanacea

Lippia sidoides

Operculina olata

44

Continuação

Anacardium

Croton sp

Luffa operculatta L. Cong

Pluméria sp

occidentalis

Croton zenhtneri

Lychnophora

ericoides )

Annona salzmannii L.

Cucúrbita pepo L

Mangifera indica

Pterocaulon

interruptum

Annona squamosa

Curcubina

Melia azedarach

Ricinus communis L.

moschata

Araucária angustifolia

Curcubina sp

Melia vilosa

Scoparia dulcis

Artemisia vulgaris L.

Menta piperita L.

Aspidosperma

Menta sp

Spinela anthelmia

pyrifolium

Astronium urundeuva

Dahisteditia

Mentha crispa

pentaphylla

Ateleia glazioviana L.

Dicksonia

Magonia pubescens

Symphytium

sellowiana

oficinalis

Azadirachta indica

Erythrina crista-

Momordica charantia

Tagetes minuta L

galli L.

l

Eucalipto citratus

Musa spp.

Tamarindus indica

Eucalyptus

Nicotiana tabacum L.

Tanacetum vulgares

globulus Labill.

L.

Carica papaya L.

Foeniculum vulgare

Ocimum gratissimum

Typha domingensis

Mill

pers

Cephaelis ipecacuanha

Hymenea

Ocimum basilicum L.

Zizyphus joazeiro

stigonocarpa

Quadro 5 Outras plantas utilizadas na prevenção e controle de verminoses

Nome científico

Nome popular

Allium sativum L.

Alho

Aloe vera

Babosa

Anacardium ocidentalis

Cajueiro

Astronium urundeuva

Urundeuva

Calendula oficinalis

Calêndula

Andiroba

Caesalpinia ferrea (tul) Matus

Juca

Chenopodium ambrosioides L.

Erva de Sta Maria

Cnisdoscolus phyllacanthus

Favela

Coffea arábica

Café

45

Continuação

Copaifera sp

Copaíba

Coronopus didymus

Mentruz

Drimus winteri

Casca-dánta

Hanconia speciosa

Mangaba

Jatropha gossypiifloia L

Pinhão-roxo

Mimosa hostilis

Jurema preta

Mimosa tenuiflora

Jurema preta

Moris nigra

Amora negra

Myracrodium urundeuva Alemão

Arueira-do-sertão

Operculina macrocarpa

Batata-de-purga

Orbignya phalerata

Babaçu

Passiflora edulis

Maracujá

Petroselium crispum

Barbasco

Schinnus teribentifolius

Arueira

Strypnodendron barbartimam

Barbatimão

Symphytium oficinalis

Confrei

Tabebuia avellanedae

Ipê- roxo

Ximenia americana

Ameixa-da-terra

Zizyphus joazeiro

Juazeiro

Quadro 6 Plantas com potencial cicatrizante

46

46 Gráfico 1 Espécies mais citadas em pesquisas

Gráfico 1 Espécies mais citadas em pesquisas

47

CONCLUSÃO

Em algumas pesquisas foi possível constatar que o conhecimento sobre o uso das plantas medicinais ocorre via oral e que alguns estudantes de veterinária fariam uso e a aplicação deste se houvesse maiores informações sobre as espécies indicadas e validação cientifica. Onde se encontravam estas informações, de que formas estavam organizadas e quais os recursos para acessá-las foi uma das preocupações que permeou durante todo processo esta pesquisa. Embora o meio eletrônico seja uma ferramenta importantíssima, há indícios de que ele ainda é subutilizado por alguns estudantes de veterinária. Foi possível constatar que as informações existem, mas de forma dispersa. A busca através dos sites citados, por vezes, não foi produtiva diante das exigências impostas ou dos diferentes links que redirecionavam para assuntos correlatos, o que tornou a pesquisa mais lenta e demorada, o que denota uma necessidade de reorganização quanto à forma de acesso a dados específicos, considerando os recursos á serem utilizados, o tempo a ser despendido e, sobretudo, como, quando e onde alocar e disponibilizar temas específicos. Dos dados encontrados sobre o tema da referida pesquisa foi necessária uma seleção prévia, pois alguns eram apenas releitura de outros. O que se depreende desta pesquisa é que existe um bom número de trabalhos, contudo alguns autores manifestam a necessidade de padronização de metodologias na avaliação do potencial de ação das espécies, bem como do contínuo aprofundamento de pesquisas sobre as propriedades efetivas destas.

48

Considerando como informações específicas à relação entre plantas e seu uso na veterinária todos os arquivos utilizados na pesquisa foram organizados em documento Word estabelecendo-se um link entre nome da pesquisa e autor, para facilitar o acesso e consulta, visto que nem todos os arquivos foram impressos, objetivando assim tê-los organizados, para possível criação de bancos de dados, específico sobre o tema (APENDICE A).

49

REFERÊNCIAS

ARCEGO, M. S. C. Plantas medicinais no controle de doenças no gado leiteiro EMATER/RS. São João da Urtiga/RS, 2005. Disponível em;

df>. Acesso em: 26 fev 2010

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