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2 jornal do STAL AGOSTO 2009

Votar para mudar de rumo

Derrotar as políticas
Os próximos actos eleitorais constituem tração Local, que devem penalizar
mais um momento de luta dos fortemente com o seu voto os res-
trabalhadores da Administração Local ponsáveis pelas políticas de direita
que vêm pondo em causa os seus
contra as políticas de direita «por uma
direitos».
efectiva mudança de rumo», salienta- O STAL e o STML fazem uma
se na resolução aprovada pelo Plenário apreciação profundamente negati-
Nacional do STAL e do STML, realizado va da actuação do Partido Socialis-
em 25 de Junho, em Lisboa. ta em maioria absoluta na Assem-
bleia da República e do seu gover-

N
a resolução sindical, que no, lembrando os efeitos devasta-
foi entregue na Secretaria dores das políticas seguidas ao lon-
de Estado da Administra- go desta legislatura nas condições
ção Local no final de um desfile rea- de vida e de trabalho da generalida-
lizado após o plenário, o STAL e o de dos portugueses.
STML salientam que «os processos O documento aprovado repudia
eleitorais que se avizinham devem igualmente a ofensiva contra o Po-
constituir um efectivo momento de der Local Democrático, sublinhan-
luta dos trabalhadores da Adminis- do que o governo não só não cum-
priu as promessas eleitorais como
enveredou por uma «política de

Cedência de centralização das decisões e des-


centralização das dificuldades e
dos custos».
interesse público Condenação

Greve convocada inequívoca

A estrondosa derrota do Partido

abriu caminhos Socialista nas eleições europeias


traduz a inequívoca condenação
geral das políticas de direita pros-

negociais seguidas pelo actual governo e a


necessidade imperiosa de mudan- Contratação colectiva
ça de rumo há muito demonstrada
A greve nas empresas da esfera dos serviços da
Administração Local, que esteve convocada para
pela luta dos trabalhadores.
Numa saudação que dirigiu a to-
na Administração Pública
17 de Julho, acabou por não se realizar na maioria dos os trabalhadores da Adminis-
das entidades, dada a disponibilidade negocial en- tração Local por terem levado «o A Frente Comum realizou em 31 de Julho uma vigília de protesto
tretanto manifestada por várias autarquias. voto até às urnas», o STAL aler- contra a política do Governo para a Administração Pública, em parti-
O processo de negociação do acordo de cedên- ta para a tentativa demagógica de cular no que respeita ao processo negocial para um Acordo Colectivo
cia de interesse público reivindicado pelo sindicato aproveitamento destes resultados de Carreiras Gerais no sector.
foi assim iniciado nos municípios de Aveiro, Braga, por parte de algumas forças que, Os sindicatos denunciam a forma como a Secretaria de Estado da
Barcelos, Esposende, Fafe, Guarda, Gaia, Santa- procuram interpretá-los como um Administração Pública tem vindo a conduzir o processo, recusando-
rém, Ponta Delgada, entre outros. alegado apoio do eleitorado ao se nomeadamente a apresentar a fundamentação das suas propostas,
A greve, que acabou por ter um impacto redu- aprofundamento das políticas ne- e repudiam a indisponibilidade manifestada pelo próprio secretário de
zido no plano nacional, realizou-se no entanto em oliberais. Estado de acolher medidas que tenham impactos orçamentais.
diversos concelhos, designadamente em Guima- Indicando a necessidade de A proposta entregue aos sindicatos tem assim um conteúdo mini-
rães, onde registou uma forte adesão, e na empre- «estarmos atentos» às manobras malista, cingindo-se a matérias como direitos, deveres e garantias das
sa de Águas da Covilhã, também com adesão sig- eleitorais, o STAL salienta que o partes, período experimental, duração e organização do tempo de tra-
nificativa. facto de o partido governante se balho, férias, teletrabalho e actividade sindical.
Por seu lado, o Governo foi forçado a reconhecer chamar «socialista» em nada alte- Sobre esta matéria, o Plenário Nacional do STAL e do STML de 25 de
em parte a legitimidade da reivindicação do STAL, ra o carácter das políticas de di- Junho condenou a tentativa de limitação das matérias a negociar por par-
ao incluir no projecto de diploma, que adapta a lei reita que aplicou ao longo da le- te do executivo de Sócrates e reafirmou «o direito à negociação, à contra-
de vínculos, carreiras e remunerações à Adminis- gislatura e que foram estas polí- tação colectiva e ao diálogo social», exigindo em simultâneo «o reconhe-
tração Local, a obrigatoriedade de serem negocia- ticas neoliberais e não outras que cimento da autonomia do Poder Local para negociação própria».
dos os acordos de cedência de interesse público os trabalhadores e a ampla maio- Por outro lado, STAL e STML alertaram para o facto de o Gover-
até ao final do presente ano. ria dos portugueses condenaram no estar a preparar um «cozinhado azedo com a UGT/SINTAP» pa-
O STAL continuará a pugnar pela negociação nas urnas. ra «aprovar regulamentação relacionada com o chamado regime de
destes acordos, combatendo quaisquer tentativas Por isso, os resultados das elei- adaptabilidade de horários de trabalho com aferição a períodos de
de automatismos de aplicação da lei e de limitação ções europeias só podem ser in- trabalho a 12 meses», o que conduziria «à destruição efectiva dos ho-
dos direitos dos trabalhadores. terpretados como uma clara exi- rários de trabalho, do direito à família e a ter vida pessoal».
gência de «mudança de rumo e
AGOSTO 2009 jornal do STAL 3

Editorial

Três momentos
s de direita P
de luta
ara além do que se lhe já conhecia, particularmente
enquanto responsável pela pasta do Ambiente no
governo de António Guterres, onde deixou uma marca
Exigir a opção gestionária profundamente negativa, nestes quase quatro anos de mandato
enquanto primeiro-ministro, José Sócrates, revelou-se um

Greve Nacional homem obstinado, prepotente e autoritário, que privilegiou os


interesses dos grandes grupos financeiros e do patronato e atacou
violentamente os direitos dos trabalhadores e das populações.

16 de Setembro A forma como o candidato Sócrates, chegado a primeiro-ministro,


rapidamente mudou de discurso, adaptando-o à verdadeira
No sentido de minorar os impactos negativos das medidas legisla-
essência das suas acções políticas, particularmente em relação aos
tivas aprovadas pelo Governo, particularmente o regime de vínculos direitos dos trabalhadores da Administração Pública e às matérias
carreiras e remunerações, o STAL tem vindo a exigir e a negociar com gravosas do Código do Trabalho, faz do longo nariz, reproduzido
as autarquias um conjunto de medidas com vista à valorização dos em inúmeras caricaturas de protesto durante este quatro anos, a
trabalhadores. imagem que melhor simboliza a sua governação e que sem dúvida
Entre estas assume particular importância a «opção gestionária» perdurará na memória dos trabalhadores.
prevista pela lei, que permite proceder à mudança de posicionamento
remuneratório sempre que os trabalhadores obtenham um conjunto
de cinco menções de bom, evitando assim que as mudanças só ocor-
ram ao fim de dez anos.
N o próximo dia 27 de Setembro, os portugueses serão
chamados às urnas para elegerem uma nova Assembleia da
República, da qual sairá o próximo executivo governamental.
No entanto, apesar de sistematicamente evocarem as restrições le- Desesperadamente, sobretudo após o desastroso resultado do
gislativas impostas pelo Poder Central como justificação para o não
PS nas eleições europeias, Sócrates mudou mais uma vez de
atendimento das legítimas aspirações dos trabalhadores, muitos elei-
discurso, vestindo a pele do compreensivo e humilde cordeiro.
tos autárquicos continuam a recusar-se a utilizar a «opção gestionária»
que só deles depende.
Pura ilusão que não fará esquecer os quatro anos de governação
Com o objectivo de pressionar as autarquias a utilizarem este meca- da maioria absoluta do Partido Socialista, nos quais levou a cabo
nismo legal em prol dos trabalhadores, atenuando a crescente degra- a maior ofensiva das últimas três décadas contra os direitos dos
dação dos seus salários e das suas condições de vida, o STAL convo- trabalhadores e das populações em geral.
cou uma Greve Nacional para o dia 16 de Setembro em toda a Admi- Tal como sucedeu nas recentes eleições europeias, os
nistração Local e regional. trabalhadores não deixarão de sancionar nas urnas os
responsáveis pelos ataques aos direitos laborais – o roubo na
aposentação, a destruição do vínculo público, a introdução
adopção de políticas de esquer- Também neste sentido a Frente Por seu lado, a CGTP-IN tornou do contrato de trabalho, dos despedimentos e das quotas de
da verdadeiramente alternativas Comum apresentou, em conferên- público um documento intitulado avaliação ou a aprovação de um código do trabalho de acordo
que respeitem os cidadãos, pro- cia de imprensa realizada no dia «10 eixos estratégicos para mu-
exigências do patronato.
movam o emprego e os direitos, 15 de Julho, o manifesto «Por uma dar de políticas», no qual apresen-
valorizem os salários, incentivem Administração Pública democráti- ta «propostas concretas, visando
o investimento público e os ser-
viços públicos de qualidade para
ca e de qualidade – pela dignifica-
ção e valorização dos seus traba-
compromissos claros, para que
das eleições legislativas e autár-
E m Outubro, dia 11, voltaremos às urnas para, com
o nosso voto decisivo, escolhermos os próximos
executivos autárquicos. Enquanto trabalhadores das
todos como factor de modernida- lhadores». quicas saiam programas de gover-
de, de progresso, de democracia Neste documento, reafirma-se a nação a favor dos trabalhadores e
autarquias não poderemos esquecer que estaremos também
e de justiça social.» «necessidade de uma política al- das trabalhadoras, dos cidadãos e a votar naqueles que serão os responsáveis pelas políticas
ternativa, que respeite e desenvol- das cidadãs e do desenvolvimento de gestão de pessoal que directamente nos afectam. É pois
va os princípios fundamentais da do país.» o momento de penalizar práticas arrogantes antilaborais que
A necessidade Constituição da República e que dê A central sindical exige aos par- têm imperado em muitas autarquias e de votar em projectos
da mudança cumprimento às funções sociais a tidos políticos compromissos na democráticos, respeitadores dos direitos dos trabalhadores
que o Estado está obrigado – trans- criação de emprego estável e com e promotores de serviços públicos de qualidade para todos
O combate à actual crise eco- versais a toda a Administração Pú- direitos, evitando os despedimen- – objectivo no qual estamos duplamente interessados
nómica e financeira só poderá ter blica –, respeitando os direitos dos tos; a garantia do direito constitu- enquanto trabalhadores e enquanto munícipes.
êxito mediante a ruptura com um trabalhadores e valorizando a sua cional de contratação colectiva; a É certo que as políticas governativas têm produzido um forte
modelo de sociedade subjuga- intervenção e participação na toma- valorização do trabalho e os direi-
e negativo impacto nas condições de vida dos trabalhadores
do à lógica do mercado, com «to- da de decisões». tos dos trabalhadores; o combate à
e mesmo na capacidade realizadora das autarquias locais.
tal liberdade para o capitalismo e A Frente Comum apela aos tra- precariedade laboral; o alargamento
uma fria indiferença e desprezo balhadores para utilizarem par- do subsídio de desemprego; a pro-
Mas também é verdade que muitos eleitos autárquicos
pelos trabalhadores e pelos estra- ticiparem nas próximas eleições moção do aumento real dos salá- desprezam e espezinham frequentemente os direitos dos
tos mais desfavorecidos da popu- legislativas e autárquicas, «vo- rios, das pensões e do salário míni- trabalhadores, não utilizando sequer os recursos de que
lação». tando naqueles que, consequen- mo nacional; o reforço da solidarie- dispõem para os promover e valorizar.
Para o STAL, os serviços públi- temente e ao longo de muitos dade, a promoção da coesão social
cos locais devem tornar-se «expo-
ente privilegiado de investimento,
desenvolvimento e criação de em-
anos, sempre estiveram do seu
lado», e «penalizando os partidos
que têm desenvolvido uma políti-
e o combate às desigualdades; o
investimento nos serviços públicos
e na protecção social; a reorien-
A utilização da opção gestionária para efectuar a mudança
de posicionamento remuneratório dos trabalhadores que
tenham obtido o conjunto de cinco menções de bom é uma
prego de qualidade, enquanto ver- ca de direita, contra os trabalha- tação das políticas económicas; a exigência central, em defesa da qual o STAL convocou a greve
dadeiro instrumento de combate a dores e as camadas mais desfa- criação de um sistema fiscal mais nacional de 16 de Setembro.
esta crise». vorecidas.» equitativo.
4 jornal do STAL AGOSTO 2009

Bombeiros de Mirandela Consultório Jurídico José Torres

Delegada despedida Mudança de posicionamento


ganha em tribunal remuneratório
O Tribunal de Trabalho de Bragança deu pro-
vimento à providência cautelar interposta pe-
processo disciplinar que culminou em Abril com
a notificação do despedimento.
Reclamar o direito
lo STAL requerendo a suspensão provisória do
despedimento de Maria Eduarda, delegada sin-
dical nos Bombeiros de Mirandela.
Já em Junho, o tribunal ordenou a imediata
integração da trabalhadora, «sem prejuízo de
quaisquer direitos ou regalias», condenando
à progressão
Recorde-se que esta operadora de central de ainda a Associação à liquidação da importân- O direito à mudança
comunicações foi ilegalmente despedida na se- cia pecuniária de 100 euros «em caso de atra- de posicionamento
quência de uma intervenção sua no Encontro so no cumprimento da decisão e por cada dia remuneratório, regulado
Regional de Bombeiros do STAL, realizado em de atraso».
na Lei 12-A/2008, de
Bragança, no final de Janeiro. Congratulando-se com a decisão, o STAL
Na qualidade de representante sindical, reafirma a necessidade da regulamentação 27/2, antes chamado
Maria Eduarda denunciou o mau ambiente de laboral nas associações humanitárias, exi- direito de progressão,
trabalho vivido na associação humanitária, gindo ao governo a negociação da propos- deve ser reclamado por
apontando designadamente as perseguições ta de Regulamento de Condições Mínimas todos os trabalhadores
movidas pela direcção contra colegas que apresentada pelo Sindicato com vista a ga- que reúnam os
exigem o pagamento das horas extraordiná- rantir direitos e carreiras profissionais dignas
requisitos exigidos.
rias e o gozo das folgas a que têm direito. a todos os trabalhadores destas entidades
Depois destes factos terem sido relatados na que prestam um serviço essencial às popu-

A
imprensa, a delegada sindical foi alvo de um lações. mudança de posicio-
namento remunerató-
rio está condicionada
à prévia avaliação do desem- Questão prioritária
penho anual dos trabalhado-
res, processo que obrigatoria- Todavia, esta é uma questão
mente ficou concluído no final que as autarquias têm o dever
de Abril. de considerar prioritária, tendo
Deste modo, o resultado ob- em conta que a evolução na ca-
tido da avaliação de 2008 deve tegoria é um direito dos trabalha-
ser somado à pontuação acu- dores, sobretudo num momento
mulada no período de 2004 a em que praticamente deixaram
2007. Sublinhe-se que na au- de existir promoções e a referi-
sência de avaliações neste pe- da mudança, ou seja a «progres-
ríodo, os trabalhadores têm di- são», passou a ser a única forma
reito a um mínimo de um ponto de melhoria salarial.
por ano, atribuição de que já de- O reconhecimento desse direito
veriam ter sido notificados pela de «progressão» é tanto mais legí-
entidade empregadora, com a timo quanto é certo que a maioria
possibilidade de reclamação no dos trabalhadores já não progride
prazo de cinco dias úteis após há muitos anos, particularmente
a notificação (art. 113.º da cita- por força do congelamento decre-
da Lei). tado em Agosto de 2005.
Assim, em condições normais, Sabemos que há autarquias
os trabalhadores já dispõem de que já tomaram medidas ade-
todas as avaliações dos anos de quadas à atribuição do referi-
Dirigentes e activistas sindicais do STAL exigiram ao governo regional igualdade de condições na 2004 a 2008, inclusive, para re- do direito, enquanto outras na-
administração pública do arquipélago. querer a mudança do posiciona- da fizeram ou alegam não terem
mento, a qual se torna obrigató- verbas orçamentadas para es-
Açores ria sempre que tenham acumu-
lado dez pontos.
se fim.
Porém, todas podem e devem
Recorde-se a propósito que a tomar medidas consentâneas
Discriminação inaceitável nota máxima corresponde a três
pontos, a seguinte a dois pontos
com a justiça que os trabalha-
dores esperam do Poder Local,
Cerca de meia centena de dirigentes, delega- goravam entre trabalhadores da administração e, finalmente, a nota mais baixa sendo ainda possível a afecta-
dos e activistas sindicais, oriundos de todas as pública da região autónoma. positiva a um ponto. ção de verbas para o pretendido
câmaras dos Açores, entregaram ao Governo Na audiência com representantes do governo Igualmente devem reclamar a fim, nomeadamente através de
Regional, no dia 11 de Maio, um abaixo-assina- regional, o STAL insistiu igualmente na necessi- mudança de posicionamento os adequada rectificação ou revi-
do com as primeiras 1583 assinaturas, exigindo dade de publicação do Regulamento de Condi- que ainda não atingiram os dez são orçamental.
a aplicação à Administração Local do mesmo ções Mínimas dos Bombeiros da Região, diplo- pontos mas obtiveram consecu- Sublinhamos que, no corrente
estatuto profissional vigente na Administração ma que esteve em fase de discussão pública tivamente duas menções máxi- ano, um vultoso número de tra-
Regional. em Fevereiro passado. mas («Excelente») ou três «Muito balhadores já preenche todos os
Em causa está a diferenciação de regimes A delegação sindical, que contou com a par- Bom» ou ainda cinco menções requisitos necessários à mudan-
estabelecida pelo diploma legislativo regional ticipação do presidente do STAL, Francisco consecutivas de «Bom». Nestes ça de posicionamento mediante
26/2008/A, de 24 de Julho, que mantém na Ad- Braz, solicitou ainda esclarecimentos sobre casos, a mudança está condi- a afectação das verbas neces-
ministração Regional o regime de nomeação e a interrupção do programa de formação pro- cionada à existência de verbas sárias. A alteração remunerató-
as regras de progressão, mas exclui do seu âm- fissional devido ao atraso na aprovação das orçamentadas para essa finali- ria tem efeitos desde 1 de Janei-
bito as autarquias, quebrando assim os princí- candidaturas oportunamente entregues pelo dade. ro do corrente ano.
pios da igualdade, justiça e equidade que vi- Sindicato.
AGOSTO 2009 jornal do STAL 5

O nosso País atravessa José

Poder Local
O motor
Alberto
hoje uma crise profunda Lourenço
que resultou da junção Economista
de duas crises: a crise
interna, que se arrasta
pelo menos desde o
início desta década (2002)
e, a crise financeira
internacional cujos
primeiros sinais mais
para a saída da crise
de reanimar a actividade económica
visíveis se registaram em e o emprego, através da assunção de
meados do 3.º trimestre um grande conjunto de investimentos
de 2007. da responsabilidade do Governo e de
que o Poder Local pode ser o execu-

S
e é verdade que pouco po- tor eficaz.
díamos fazer em relação à Concretamente refiro-me à possibili-
crise financeira internacional, dade de os municípios poderem avan-
cujos impactos na nossa economia, çar com a construção e recuperação
podendo ser atenuados nunca seriam de escolas do 2.º e 3.º ciclos do En-
totalmente evitados, já em relação à sino Básico e do Ensino Secundário,
crise interna, ela é produto de três dé- com a manutenção e construção de
cadas de sucessivas políticas que con- equipamentos de apoio a idosos, de
duziram à destruição de grande parte centros de saúde e de outros edifícios
do nosso aparelho produtivo, à subal- da responsabilidade da administração
ternização do interesse nacional ao in- central, com programas de reabilitação
teresse dos nossos principais parcei- urbana nos centros históricos das nos-
ros comerciais na União Europeia (Es- sas cidades, em suma todo um con- quias são um imperativo constitucional rência nos procedimentos e a insensi- O aprovei-
tamento das
panha, Alemanha, França e Reino Uni- junto de investimentos públicos cuja que as concebe e consagra ao mes- bilidade social marcam em geral a ac-
enormes
do) e que culminaram com a nossa su- responsabilidade é do Governo, cuja mo nível dos recursos de que o Estado tuação das empresas privadas na área potencialidades
bordinação ao Pacto de Estabilidade e execução imediata contribuiria forte- Central dispõe para alcançar os seus dos serviços públicos. Por isso, as po- do Poder Local,
Crescimento e com a adesão ao euro. mente para a reanimação da activida- fins e as suas responsabilidades. pulações preferem a gestão municipal enquanto agente
A evolução da nossa economia nos de económica, em especial das micro, Na actual situação de crise profunda, directa e rejeitam as políticas priva- dinamizador do
desenvolvimento
últimos oito anos ficará na nossa his- pequenas e médias empresas. constitui um imperativo nacional a co- tizadoras, como ainda recentemente
e bem-estar das
tória como um dos períodos mais ne- Para tal seria necessário que o Go- operação estreita entre Poder Central demonstrou uma sondagem efectuada populações,
gros, em que, em permanente estag- verno criasse um fundo para estes in- e Local, transferindo o Poder Central pelo STAL sobre água, saneamento e passa pela
nação e divergência com o resto dos vestimentos ao qual os municípios te- os recursos financeiros necessários e resíduos. descentralização
países da zona euro, nos endividámos, riam acesso e cujo financiamento seria executando o Poder Local as investi- Mas para além de prejudicar seria- de competências
com os devidos
nos fragilizámos e aumentámos a di- da responsabilidade do Governo. mentos de que o nosso País necessita, mente o interesse das populações,
recursos e
ferença entre os mais ricos e os mais reanimando o nosso tecido económico atingindo em especial as camadas pelo fim saga
pobres. Três décadas e empregando a nossa mão-de-obra mais desfavorecidas, o caminho da pri- privatizadora
O que é que tudo isto tem a ver com de asfixia financeira local para, mais cedo do que tarde, po- vatização de serviços municipais con- nos serviços
o Poder Local, perguntarão os leito- dermos sair da crise. duzirá inevitavelmente ao esvaziamen- municipais.
res chegados aqui? Como veremos a Infelizmente para o nosso País, o ac- Infelizmente para todos nós, os su- to e descaracterização do Poder Lo-
seguir, o Poder Local pode desempe- tual Governo PS continuou a subalter- cessivos governos do PS, PSD e CDS- cal, comprometendo perigosamente o
nhar um papel fundamental na supera- nizar as capacidades do Poder Local PP não têm tido esta visão do Poder seu enorme potencial enquanto agente
ção deste período negro da nossa vida e a olhar os municípios como os pa- Local. promotor e dinamizador do desenvolvi-
económica e social. rentes pobres do Poder Democrático, mento e do bem-estar social, com im-
e embora a Constituição da República Responsabilizar pactes inegáveis no todo nacional.
As capacidades Portuguesa, no seu artigo 238.º, n.º 2, os eleitos locais No actual contexto de profunda cri-
do Poder Local defina que o regime das finanças locais se económica, o reforço do Poder Lo-
visará a justa repartição dos recursos Mas se é um facto que as autarquias cal – através da justa descentralização
Os 308 municípios portugueses e públicos pelo Estado e pelas autar- locais têm estado permanentemente de competências do Poder Central, da
4260 freguesias, de acordo com a úl- quias locais, a verdade é que o Poder submetidas a uma relação conflituosa implementação da regionalização e de
tima informação disponível de 2004, Central considera-se dono dos recur- com o Poder Central, que procura su- alterações legislativas que aprofundem
empregavam 132.065 trabalhadores, sos financeiros do Estado e sempre balternizá-las mediante uma crescente a democraticidade dos órgãos eleitos
17,6 por cento dos trabalhadores da que propõe alguma descentralização dependência financeira, também é ver- localmente – assume uma importância
Administração Pública. de competências para o Poder Local, dade que, em muitos casos, os execu- acrescida.
Este conjunto de autarquias locais quer fazê-lo poupando nos recursos fi- tivos autárquicos não só capitulam de Assim, é legítimo que os trabalhado-
era ao mesmo tempo responsável pela nanceiros necessários. bom grado às pressões dos governos, res e as populações exijam às diferen-
arrecadação de 11,1 por cento do to- Uma constante ofensiva neste senti- como, de mote próprio, enveredam tes forças políticas que se pronunciem
tal das receitas da Administração Pú- do é facilmente detectável nas últimas pela alienação crescente das suas res- sobre a gestão municipal dos serviços
blica e por uma realização de despesa três décadas. Distorcendo o enqua- ponsabilidades e competências, con- e condicionem o seu voto a compro-
que não ultrapassava 9,9 por cento do dramento político e constitucional do cessionando serviços directamente a missos formais das candidaturas de
seu total. regime de finanças locais, os governos empresas privadas ou transferindo-os que se empenharão no desenvolvi-
A importância das autarquias locais têm procurado fazer passar a ideia de para empresas municipais e outras de mento e melhoria dos serviços públi-
no desenvolvimento do País espelha- que as transferências financeiras pa- capital público, cuja gestão e explora- cos, se absterão de lançar novas pri-
se no facto de serem responsáveis por ra as autarquias seriam um encargo ção lucrativa é mais tarde entregue a vatizações e tudo farão para travar e
quase 50 por cento do investimento to- pesado para o Estado e de que essas interesses privados. inverter processos concluídos ou em
tal das Administrações Públicas. transferências resultariam de um gesto Os efeitos nefastos destas políticas curso.
Assim sendo, os municípios têm ho- de boa vontade do Estado (entendido locais são hoje fortemente sentidos Nos próximos actos eleitorais urge
je capacidades técnicas e humanas como administração central ou poder por muitas populações. Os acentuados barrar o avanço das forças que promo-
instaladas, que lhes permite respon- político em exercício). Nada mais er- aumentos de taxas e tarifas, a degra- vem a ofensiva privatizadora dos servi-
der a muito curto prazo à necessidade rado, as transferências para as autar- dação dos serviços, a falta de transpa- ços públicos.
6 jornal do STAL AGOSTO 2009

Nas eleições

Exigir
Os trabalhadores dos SM de Aveiro manifestaram-se espontaneamente, no dia 15 de Junho,
frente à sede da autarquia

Águas da região de Aveiro


na defesa
Num momento em que,

Concentração ameaça pela mão do Governo


PS/Sócrates, se
acentuam as pressões
para a mercantilização

serviço público e privatização da água,


a escolha de forças
políticas e candidatos
A adesão de vários municípios desta empresa nos moldes anunciados», e «ga- às próximas autárquicas
do distrito de Aveiro a uma rantir os direitos dos trabalhadores, nomeadamen-
com provas dadas na
entidade controlada pela Águas te o seu vínculo, estabilidade laboral e horários de
trabalho.» defesa da gestão pública
de Portugal é contestada pelo municipal da água e
STAL e trabalhadores que Gestão pública dos que sem hesitações
manifestam preocupação sobre tem mais vantagens assumam esse
o futuro dos seus postos de compromisso político,
trabalho e alertam para o perigo Em carta dirigida aos eleitos das diversas as-
sembleias municipais, reunidas, no dia 26 de Ju-
será a melhor garantia
da privatização deste serviço para defender os direitos
nho, para discussão e aprovação desta proposta,
público. o Sindicato alertou para os perigos deste projecto de quem trabalha e para
assegurar o acesso de
A
criação desta empresa, que irá concentrar e apelou a uma maior ponderação da decisão.
as redes e serviços de distribuição água A missiva sublinha que, «sem perder de vista todos aos serviços de termunicipais não submetidas à ló-
de dez municípios do distrito de Aveiro, as pressões e os constrangimentos a que as au- água e saneamento. gica do lucro para gestão comum
teve desde o início a oposição dos trabalhado- tarquias e os seus serviços se encontram actual- do abastecimento em alta –, tem
res e do STAL. mente submetidos», o STAL considera que a ges- sido em muitos casos facilitado, e
A posição do Sindicato é desde logo motivada tão pública da água, democraticamente controla-

A
água foi durante muitos anos noutros até promovido, por maio-
pelo facto de o contrato estipular o controlo do ca- da pelos munícipes, é o modelo que reúne «mais uma responsabilidade exclu- rias autárquicas que se apressaram
pital pela Águas de Portugal, holding do Estado, condições para a prestação de melhores serviços siva das autarquias locais e a a alijar responsabilidades, defrau-
cuja privatização foi já por várias vezes anunciada com superiores vantagens para as populações, sua gestão uma tarefa nas mãos de dando o interesse dos trabalhado-
por diferentes governos. relativamente a outros modelos sem rosto nem órgãos democraticamente eleitos e res e das populações.
Para além de não dar garantias de emprego e legitimidade democrática». orientados para a prestação de ser-
de manutenção de direitos ao universo dos tra- A gestão pública é aquela que melhor pode viços públicos. Esta realidade alte- Concentrar
balhadores que hoje integram os serviços muni- responder às necessidades sociais «no quadro rou-se profundamente na década para privatizar
cipais de água e saneamento, a nova estrutura do respeito pelos princípios da solidariedade, da de 90 com a retirada às autarquias
implica a alienação tanto de um valioso patrimó- coesão social e territorial e da sustentabilidade da competência exclusiva de ope- Apesar dos insistentes alertas,
nio das autarquias como sobretudo de uma com- ambiental». rar no sector. lançados designadamente pelo
petência dos órgãos autárquicos democratica- Para manifestar a sua oposição à criação da Desde então verificou-se a cres- STAL, um número significativo de
mente eleitos nesta área vital do abastecimento empresa, os trabalhadores dos serviços abran- cente concentração da captação e municípios não só abdicou das su-
de água. gidos fizeram questão de marcar presença nas do tratamento da água nas socie- as infra-estruturas como cedeu a
Tal como tem sucedido em casos semelhan- reuniões das assembleias municipais que deba- dades entretanto criadas e contro- entidades terceiras a competência
tes, a entrada em funcionamento da nova em- teram o projecto. ladas em 51 por cento pelo Estado, própria de decidir sobre a gestão e
presa significará menos direitos para os traba- Em Aveiro, os trabalhadores dos Serviços Mu- via holding Águas de Portugal, e a os preços da água. Sem excepção,
lhadores, taxas e tarifas mais elevadas para as nicipalizados manifestaram o seu protesto lo- abertura a capitais privados, por via todos estes processos decorreram
populações e métodos de gestão baseados na go no dia 15 de Junho, decidindo concentrar-se das concessões, da gestão e ex- nas costas ou à revelia da vontade
lógica do mercado que, mais cedo ou mais tar- frente à Câmara Municipal, onde decorria a reu- ploração das actividades de cap- das populações, que, em muitos
de, se reflectirão numa degradação da qualida- nião do executivo que iria aprovar a adesão da tação, tratamento e distribuição de casos, constituíram movimentos re-
de do serviço. autarquia aveirense à empresa. água para consumo público. presentativos de utentes.
Neste quadro, o Sindicato considera que os Por seu lado, o Município de Ovar decidiu não Este processo de concentração Na sequência ou não da adesão
trabalhadores dos municípios envolvidos (Águe- aderir ao processo. A mesma decisão foi toma- e privatização, sem dúvida estimu- a empresas multimunicipais, várias
da, Albergaria-a-Velha, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, da num primeiro momento pela Assembleia Mu- lado e forçado pelos sucessivos câmaras optaram pela privatização
Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do Vou- nicipal de Oliveira do Bairro. Mais tarde, porém, a governos – mediante pressões de directa da distribuição de água.
ga e Vagos) têm fundadas razões para manifes- votação foi repetida, tendo a proposta sido apro- todo o tipo sobre as autarquias e Outras, como Braga, Covilhã, Fa-
tar apreensão quanto ao seu futuro e salienta que vada depois de alguns eleitos do PS e do PP te- mesmo boicote declarado à possi- ro, Santarém, S. João da Madeira e
«em consonância com o interesse público e das rem mudado de posição sem darem qualquer ex- bilidade de estas organizarem entre Tavira, sob o pretexto da simplifica-
populações, tudo fará para combater a criação plicação válida. si associações ou em empresas in- ção e eficiência, criaram empresas
s

r
10 jornal do STAL AGOSTO 2009

STAL e FECTRANS Conversas desconversadas


Adventino Amaro
Motoristas rejeitam
pagar certificado
Motoristas profissionais da Administração Lo- aquisição da qualificação inicial e à formação O Zé
Quilhado,
cal e do sector privado concentraram-se, dia 8 contínua, circunstância que põe em risco o em-
de Julho, frente ao Ministério dos Transportes, prego de milhares de trabalhadores ao mesmo
em Lisboa, em protesto contra um novo diplo- tempo que desresponsabiliza as entidades em-
ma que impõe a aquisição do Certificado de pregadoras pela nova obrigação legal.
Aptidão Profissional, Carta de Qualificação de Ao invés, sobre os trabalhadores pesam pe-
Motorista e frequência de formação contínua sadas multas, entre mil e três mil euros, em caso

outra vez!
obrigatória. de incumprimento das normas, sendo-lhe ainda
O STAL e a Federação dos Sindicatos dos imposta a frequência das acções de formação
Transportes e Comunicações (FECTRANS), que contínua fora dos horários de trabalho.
convocaram conjuntamente a acção, conside- No protesto foi apresentada uma petição di-
ram que a nova legislação se traduz «numa me- rigida à Assembleia da República, que exige a
dida injusta e extremamente penalizadora». alteração da lei de modo a que sejam os em-
Isto porque, já a partir de Setembro, o Gover- pregadores a custear as certificações e que a

V
no pretende que sejam os próprios motoristas formação profissional se realize em horário la- ocês lembram-se do Zé Quilha- mete inovação, se me ponho a perder
profissionais a custear os encargos relativos à boral. do Dassssilva, de quem aqui tempo fazendo a comparação com
vos falei há quatro anos atrás? os que já me lixaram e os que nunca
Bom, a verdade é que o homem ainda governaram, então vou fazer o quê?
é vivo e continua fiel à sua temência a Eu sou um homem de fé, desconfiar
Deus, à moral e aos bons costumes. é pecado. Pronto, cá vou outra vez e
E, ao contrário do suposto, quando seja o que Deus quiser…
em 2005 começou a interrogar-se so-
bre as promessas que ouvia, sobre os E o votinho cor-de-rosa lá caiu den-
sacrifícios que fez a pedido dos se- tro da urna com uma cruz estampada
nhores que se foram revezando nas no quadrado armadilhado. O Zé caiu
cadeiras do poder e que acusavam outra vez na mesmíssima esparrela,
sempre os seus antecessores de to- esperando porventura algum mila-
dos os males que alegremente supor- gre divino que lhe adocicasse a vida
tava, o nosso bom amigo Zé Quilhado amarga de muitos anos.
voltou a ser enganado. Depois, foi o que se viu. O tal ho-
Sabem, é que o homem (que por mem bem-falante com brilhantina na
acaso também é Zé, mas Sócrates voz não passava, também ele, de um
e não Quilhado, pelo menos por en- mentiroso encartado.
quanto…) fala tão bem, põe tanta bri- Após o que prometeu, acabou por
lhantina no discurso, tem uma pose lhe pedir que apertasse mais o cin-
tão “nice”, que é difícil resistir-lhe. to porque a bem aventurança só viria
Pensou o nosso superlativamente bem mais tarde. Primeiro era preciso
Quilhado que o «corajoso» Sócra- baixar o défice, não é?
Os motoristas profissionais recusam custear os certificados e a formação contínua exigidos pela tes iria ser diferente dos que até es- Então, a bem da nação, encerra-
nova regulamentação sa altura o andaram a enganar. Do ram-lhe a escola aonde o filho estu-
Soares, que culpava o Gonçalvismo dava, fizeram falir a fábrica aonde ele
pelo apertar do cinto; do Carneiro trabalhava, fecharam-lhe o hospital

STAL na feira do PIMEL que culpava o Soares e o Gonçalvis-


mo pelo apertar do cinto; do Soares,
outra vez, que culpava ainda o Gon-
aonde ele se tratava e assim, glória
a Deus nas alturas e paz na terra das
boas vontades, o tal défice foi posto
A Comissão Sindical dos çalvismo e também o Carneiro pelo na sua devida ordem, o que até me-
Trabalhadores das Autarquias apertar do cinto; do Cavaco, que cul- receu dos mandantes da Europa os
Locais de Alcácer do Sal es- pava o Soares, sem esquecer ainda mais rasgados encómios.
teve presente com um stand o Gonçalvismo, pelo apertar do cin-
na Feira Anual do Pinhão e do to; do Guterres, que culpava o Ca- Pois é, mas o nosso Zé perdeu toda
Mel (PIMEL), que decorreu de vaco (o Gonçalvismo já não vendia a alegria de andar cá neste mundo. A
24 a 28 de Junho, na sede do muito bem…) pelo apertar do cinto fome mal disfarçada, a vergonha in-
concelho e por isso desertou; do Barroso, que dignada, a raiva por padecer de inge-
À semelhança de anos an- culpava o Guterres pelo apertar do nuidade encoirada, perseguem-no no
teriores, a estrutura sindical cinto, e por isso foi mamar numa teta dia a dia da sua pobre existência.
aproveitou este certame de- bem mais gorda lá nas Europas con- Há dias foi-se crismar. Continua
dicado às actividades eco- nosco; e do Santana, que não culpa- a ser Quilhado mas deixou de ser
nómicas do Pinhão e do Mel va ninguém em especial porque não Dassssssilva.
para chamar atenção para a fazia a mínima ideia de como tinha Aprendeu no «Magalhães», que
luta e revindicações dos tra- ido ali parar. também ele comprou, apelido mais
balhadores da Administração O stand do STAL na Feira do PIMEL moderno que mantém a substância
Local. - Porra, minha Santa Bárbara, – gri- do apelido que tinha.
Especial destaque foi dado à sição foram também lembra- O funcionamento do stand tou o nosso bom Zé frente à câmara de Quem o quiser contactar vá à lista
situação na empresa municipal das as promessas feitas pela foi assegurado em permanên- voto no momento decisivo. – Se não telefónica e procure pelo nome de Zé
EMSUAS, cujos trabalhado- autarquia, há cerca de quatro cia pelos membros da comis- acredito neste que me fala ao cora- Quilhado Phoenix.
res exigem o cumprimento do anos, de ceder uma sede con- são sindical e pelo delegado ção, se vou desconfiar deste que pro- FOOONIX…
acordo de empresa. Na expo- digna à Comissão Sindical. sindical da EMSUAS.
AGOSTO 2009 jornal do STAL 11

Reforma adaptada à Administração Local


Governo lesa trabalhadores
e instrumentaliza autarquias
A falta de vontade
política do actual
Governo para
O logro do SINTAP
No decorrer deste processo negocial, o Sintap alardeou que te-
entender e respeitar
ria conseguido retirar a mobilidade especial, justificando assim a
as especificidades subscrição de uma «acta de concordância» com o governo sobre
e autonomia do esta matéria.
Poder Local e a sua O STAL desmentiu tais afirmações, lembrando que o art 16.º do
determinação cega projecto de diploma em causa determina que, em casos de ra-
em liquidar direitos cionalização de efectivos, serão elaboradas listas dos postos de
trabalho necessários. E, se os efectivos de pessoal forem supe-
dos trabalhadores
riores ao número de postos de trabalho, «há lugar à colocação de
condicionaram o pessoal em situação de mobilidade especial ou, sendo o caso,
processo negocial à aplicação das disposições adequadas de cessação da relação
sobre a adaptação da As negociações do Governo com os sindicatos foram um mero jurídica de emprego público».
chamada reforma da simulacro Estamos portanto perante mais um logro de um pseudo-sindi-
Administração Pública cato que através da mentira procura valorizar-se aos olhos dos
SIADAP – a injustiça Igualmente, resultante de uma trabalhadores mais incautos e, ao mesmo tempo, salvar a ima-
à Administração Local. das quotas proposta do STAL, o diploma gem do Governo, que mantém intacto o seu odioso projecto de
simplifica o sistema de avalia- aplicar a mobilidade especial à Administração Local.

A
pesar do grande conjun- Embora condenando viva- ção nas juntas de freguesia com
to de propostas apre- mente a imposição de quotas menos de 20 trabalhadores, on- ção de carreiras (ex: a categoria justifica a aplicação à Admi-
sentadas pelo STAL com de avaliação, o STAL apresen- de deverá aplicar-se apenas o de encarregado de brigada). nistração Local de qualquer
vista a minorar os efeitos nefas- tou uma proposta, que foi recu- parâmetro «competências». (O Todavia, por pressão da luta regime de mobilidade espe-
tos dos principais vértices da sada pelo Governo, no sentido sindicato pretendia que aquele dos trabalhadores, e já após a cial, já que não existem tra-
«reforma» (SIADAP; vínculos, de que: 1) pudessem ser as au- limite fosse de 60 trabalhadores convocação da greve de 17 de balhadores excedentários nas
carreiras e remunerações; mo- tarquias a definir sobre a aplica- e que em juntas com menos de Julho (ver pág. 3), o Governo foi autarquias, mas pelo contrá-
bilidade e extinção, fusão; e re- ção ou não do sistema de quo- dez trabalhadores se aplicasse forçado a reconhecer em parte rio, existem inúmeras situa-
organização de serviços), o go- tas; 2) fossem aumentadas as apenas a ponderação curricular, a legitimidade da reivindicação ções de emprego precário que
verno insistiu na sua aplicação percentagens das quotas, no- o que foi recusado). do STAL, ao incluir no projecto urge regularizar.
rígida, sem levar em conta as meadamente para 20 por cen- de diploma a obrigatoriedade No entanto, o Governo ad-
especificidades das autarquias. to a avaliação máxima e 40 por Mobilidade especial de serem negociados os acor- mitiu a proposta do STAL de
Ainda assim, as escassas me- cento, a avaliação seguinte. escondida dos de cedência de interes- incluir os órgãos deliberativos
lhorias em relação às intenções Porém, foi aceite a proposta se público, até ao final do ano (assembleias municipais e de
iniciais do Executivo socialista do STAL de consagrar a pon- Também nesta matéria o go- de 2009, com os trabalhadores freguesia), nos processos de
formam obtidas graças à per- deração curricular como méto- verno recusou a generalidade que estavam em situação de re- decisão que acarretem gra-
sistência do STAL – o único sin- do de avaliação a aplicar aos das propostas do Sindicato, quisição em empresas privadas ves consequências para os
dicato a solicitar a marcação de trabalhadores abrangidos pelo designadamente a necessidade e municipais. trabalhadores, particularmen-
uma última reunião negocial da regime de cedência de interes- de corrigir situações de injustiça Sem acolhimento ficou a po- te os de racionalização de
primeira fase do processo. se público. relativa decorrentes da transi- sição sindical de que não se efectivos.

Quadros Técnicos Cooperação internacional


Seminário debate «reforma» Sindicatos partilham experiências
Os quadros técnicos da Adminis- co destes trabalhadores nos diferen- Uma delegação da CGT de França esteve nos no de direita contra a administração pública e
tração Local das regiões do Centro tes processos decisórios. dias 9 e 10 de Julho no nosso País para participar os direitos dos cinco milhões trabalhadores que
do País (distritos de Castelo Branco, Entre os aspectos mais gravosos num encontro com representantes de vários sindica- laboram actualmente no sector.
Coimbra, Guarda, Leiria, Santarém e da chamada «reforma», salienta-se a tos da Frente Comum da Administração Pública. Tal como em Portugal, verifica-se a tendência
Viseu), estiveram reunidos, no dia 7 de quebra do vínculo público, que acen- Na iniciativa, que teve lugar na Sede Nacional do para a externalização dos serviços e para a sua
Julho, em Mangualde, num seminário tua a precariedade, o congelamen- STAL, foram abordados os principais aspectos que entrega a empresas privadas, designadamente
dedicado às recentes alterações legis- to da progressão e a destruição das caracterizam o regime jurídico dos trabalhadores nas áreas da água, energia e saúde.
lativas, no âmbito da chamada «Refor- carreiras, a que acresce o aumento da Administração Pública de ambos os países. A diminuição do peso do Estado tem sido,
ma da Administração Pública». da responsabilização civil individual Particular atenção foi dada a organização dos nos últimos tempos, um dos principais objecti-
No debate foi realçado que as alte- destes trabalhadores. serviços públicos, vínculos, carreiras, sistema vos do governo presidido por Nicolas Sarkozy,
rações produzidas agravaram subs- Este seminário inseriu-se na série retributivo, avaliação do desempenho, aposen- sob o pretexto da redução da despesa pública.
tancialmente a descaracterização de iniciativas regionais realizadas no tação, protecção social, maternidade/paterni- O governo francês pretende assim eliminar
profissional e a subalternização dos primeiro semestre, primeiro em Beja, dade e condições de trabalho no âmbito da Se- até final do próximo ano cerca de 100 mil pos-
quadros técnicos na administração com quadros técnicos das regiões do gurança, Higiene e Saúde no Trabalho. tos de trabalho na Administração Pública, dos
local, marginalizando e desvalorizan- Sul, e depois no Porto, com profissio- A delegação sindical francesa deu conta das quais cerca de 30 mil pertencem à administra-
do o conhecimento técnico e científi- nais dos distritos do Norte. reformas destruidoras promovidas pelo gover- ção hospitalar.
12 jornal do STAL AGOSTO 2009

7.º encontro Polícias municipais protestam em Coimbra


de metrologistas
Denunciar Governo defraudou
práticas Mais de meia centena de

dos privados expectativas


profissionais do sector,
activistas, delegados
e dirigentes sindicais
concentraram-se, dia
Cerca de uma centena de técnicos de metrologia da 30 de Julho, exigindo sentado em Março, cujo conteúdo jecto, o qual foi aprovado na reunião
Administração Pública participaram no 7.º Encontro de o direito ao vínculo por continha alguns aspectos positivos, de Conselho de Ministros de 30 de
profissionais do sector, realizado dia 20 de Maio, em nomeação, carreiras nomeadamente a manutenção do Julho, precisamente no dia em que
Penacova, no distrito de Coimbra profissionais valorizadas vínculo por nomeação, regras sobre os profissionais manifestavam o seu
Na encontro, em cujos trabalhos participou o presi- carreiras e remunerações, que ali- protesto em Coimbra.
dente do STAL, Francisco Braz, foram analisados os
e melhores condições de mentaram justas expectativas dos Condenando esta manobra pre-
efeitos devastadores do novo regime da Administra- trabalho. trabalhadores. potente, os polícias municipais vão
ção Pública, designadamente ao nível das carreiras, Sem qualquer justificação, o Go- continuar a reclamar o reconheci-
onde provocou distorções intoleráveis. Exemplo disto

N
a acção, que decorreu junto verno substituiu-o, em Junho, por um mento por parte do Governo do di-
é o tratamento desigual dado à carreira de Técnico de à sede da Associação Nacio- outro diploma que omite os aspec- reito à negociação e instam a Asso-
Metrologia em relação à carreira de Fiscal. nal de Municípios Portugueses tos anteriores, limitando-se a definir ciação Nacional de Municípios, que
Outra preocupação levantada no debate refere-se (ANMP), em Coimbra, os presentes normas de natureza deontológica e deu parecer desfavorável ao primei-
ao papel negativo do Instituto Português da Qualida- aprovaram uma resolução,entregue outras ligados ao equipamento dos ro projecto, a alterar a sua posição e
de, que tem vindo a dar preferência e incentivar a pri- àquela entidade e enviada ao governo, polícias. a intervir junto do poder central no
vatização do serviço de aferição de pesos e medidas onde se exige resposta imediata às Desprezando as legítimas aspira- sentido da urgente regulamentação
nas autarquias. principais reivindicações do sector. ções dos trabalhadores, o executivo das carreiras, remunerações e de-
Os participantes notaram que enquanto a activida- O texto condena o Governo por ter socialista fechou as portas ao diálogo mais condições de trabalho destes
de dos técnicos municipais se rege pelas normas vi- retirado o projecto de diploma apre- e impôs unilateralmente o novo pro- profissionais.
gentes, as entidades privadas, que operam crescen-
temente nesta área, seguem práticas pouco transpa-
rentes lesivas dos consumidores e cobram taxas mais
elevadas.
Neste sentido, o Encontro decidiu realizar uma cam-
panha de sensibilização e de alerta às instituições, Go-
verno, autarquias locais e a Assembleia da República,
mediante o envio de uma exposição demonstrando
que todos perdem com a privatização deste sector vi-
tal para todos os consumidores.

AHVB de Barcelos
Motorista
punido por O protesto dos polícias foi também dirigido contra a ANMP por esta associação ter dado parecer desfavorável sobre

respeitar a lei o primeiro projecto de regulamentação

Um motorista da Associação Humanitária de Bombei-


ros Voluntários de Barcelos foi punido com 13 dias de
Motoristas AHBV de Foz Côa
suspensão por se ter recusado a transportar um doente
sem a ajuda de outro bombeiro, como exige a lei.
Em comunicado à imprensa no dia 25 de Junho, o
No limite das forças
STAL recorda que «o motorista pediu ao chefe de ser- Há mais de três anos que os mo- Todavia, a intervenção da ACT sos e impedimentos apresentados
viço dos bombeiros a presença de um tripulante de toristas da Associação Humanitá- tem-se revelado ineficaz. A direc- pela Associação.
ambulância de socorro no transporte de um doente ria de Bombeiros Voluntários de Vila ção da Associação, apesar de já O STAL condena a atitude negligente e
cuja situação clínica se configurava muito grave», tal Nova de Foz Côa cumprem quoti- ter sido multada e estar ameaçada irresponsável da direcção da associação
como a legislação em vigor obriga. dianamente horários de trabalho de de novas sanções, nada tem fei- humanitária, sublinhando que a imposi-
Face à negativa do responsável, o motorista consi- 16, 17 e 18 horas seguidas de servi- to para aliviar a carga horária dos ção de tais ritmos de trabalho provoca
derou não ter condições para prestar o serviço, sendo ço, chegando fazer mais em alguns motoristas, ignorando a legislação o esgotamento físico e psicológico dos
substituído pela chefia por outro trabalhador. Mais tar- casos, sem auferirem qualquer com- e os direitos elementares dos tra- motoristas e constitui uma violação gra-
de foi alvo de um processo disciplinar que resultou na pensação. balhadores. ve das normas básicas de segurança.
sua suspensão. A denúncia desta situação inadmis- Na mesma linha, tudo tem feito para Nestas condições, o Sindicato res-
O STAL, que condenou e denunciou o caso, exige a sível foi feita, em Maio, pela Direcção entravar o pagamento das horas ex- ponsabiliza a direcção da associação
anulação da sanção, acusando a direcção da associa- Regional da Guarda do STAL, após traordinárias prestadas, reivindicação por eventuais acidentes, multas e ou-
ção de afrontar os elementares direitos do trabalhador ter colocado por várias vezes o pro- que o STAL levou a Tribunal há mais tras penalizações causados por ho-
e violar sem qualquer justificação as normas vigentes blema à Autoridade para as Condi- de um ano e que só ainda não foi sa- rários excessivos, cansaço físico ou
de segurança. ções de Trabalho (ACT). tisfeita devido aos sucessivos recur- psicológico dos motoristas.
AGOSTO 2009 jornal do STAL 13

Conferência Internacional no Brasil

Juntar forças
A FSESP exige que os serviços públicos não sejam
para resistir
submetidos às regras do mercado e do lucro Organizada pela
Confederação dos
8.º Congresso da FSESP Servidores Públicos
do Brasil (CSPB), a 1ª

Serviços Conferência Sindical


Internacional reuniu
mais de 250 delegados

públicos sindicais do Brasil e de


cerca de 30 países dos
vários continentes.
para mais
N
este fórum, em que o STAL Na conferência participaram mais de 250 delegados de vários sindicatos

justiça social esteve representado pelo seu


presidente, Francisco Braz,
foram debatidos os públicos servi-
brasileiros e de cerca de 30 países

a Coordenadora Latino-Americana Durante os trabalhos, em que parti-


ços nos planos mundial, continental de Trabalhadores do Serviço Público ciparam mais de 150 representantes
O 8.º Congresso da Federação de Sindicatos Europeus e regional; as causas e impactos da (CLATSEP). de 30 países, foi analisada a realidade
dos Serviços Públicos (FSESP), na qual o STAL está filiado, crise mundial; e o processo de unifi- A Conferência terminou com uma dos serviços públicos no plano mun-
terminou com um claro apelo à promoção e defesa dos ser- cação do movimento sindical mun- sessão festiva de comemoração 50.º dial e debatida a estratégia de luta e
viços públicos, como um factor essencial de justiça social. dial. aniversário da Confederação dos planos de acção.
Os trabalhos, realizados de 8 a 11 de Junho, em Bruxelas, A iniciativa, realizada nos dias 26 e Servidores Públicos do Brasil. O Congresso aprovou os novos Esta-
na Bélgica, terminaram com a aprovação de dez prioridades 27 de Junho, na cidade de Brasília, tutos da organização e uma declaração
que irão orientar a acção dos 200 sindicatos filiados, repre- contou com representantes de cinco Congresso da UIS internacional. Na última sessão, foi elei-
sentando cerca de oito milhões de trabalhadores. centrais sindicais brasileiras (NCST, -Serviços Públicos to o novo Conselho Directivo e o Secre-
À cabeça destas dez orientações surge a exigência CGTB, CTB, Força Sindical e UGT), tariado desta União Internacional que
de manter os serviços públicos fora das regras do mer- do Fórum Sindical dos Trabalhadores Igualmente em Brasília decorreu, integra a Federação Sindical Mundial.
cado interno, isto é, fora da lógica do lucro e da con- (FST) e dirigentes de organizações in- nos dias 28 e 29 de Junho, o XI Con- O sul-africano Lulamile Sotaka foi
corrência capitalista. ternacionais como a Internacional de gresso Internacional dos Sindicatos reconduzido ao cargo de presidente,
A FSESP propõe-se levar a cabo uma campanha pa- Serviços Públicos (ISP), a Federação de Trabalhadores de Serviços Púbi- enquanto o brasileiro Sebastião So-
ra erradicar os baixos salários e diminuir o fosso sala- Sindical Mundial (FSM), a União In- cos (UIS-SP), no qual o STAL este- ares, secretário-geral da CSPB, foi
rial entre homens e mulheres. Em paralelo, empenhar- ternacional dos Sindicatos dos Ser- ve representado pelo seu presidente, eleito o novo secretário-geral da UIS
se-á na luta contra os cortes orçamentais nos servi- vidores Públicos e Similares (UIS) e Francisco Braz. – Serviços Públicos.
ços públicos, considerando que, no
actual contexto de profunda crise
económica, os trabalhadores e as
camadas desfavorecidas não po- Cooperação internacional Os sindicatos preconizam
igualmente políticas de valo-
dem continuar a ser os mais pena- rização salarial e dignificação
lizados.
Neste sentido, o Congresso exigiu
que as políticas europeias tenham uma
Sindicatos do Mediterrâneo profissional, a criação de con-
dições favoráveis ao exercício
da profissão pelas mulheres e
dimensão social, designadamente nas
áreas sensíveis dos cuidados de saúde
e no abastecimento de água, bem vital
debatem sector dos bombeiros a redução da idade de aposen-
tação dos bombeiros, profissão
que deve ser considerada de
que a FSESP pretende que seja reco- Um conjunto de sindicatos de salientou-se a necessidade de que os seus direitos e aspirações alto desgaste.
nhecido a todos os níveis da UE como países da UE da zona do Mediter- reconhecer o sector dos bombei- só podem ser adequadamente Este projecto de cooperação
um direito humano râneo, no qual o STAL se integra, ros como um serviço essencial e defendidos por organizações sin- entre organizações sindicais
Por último, o Congresso defendeu está a desenvolver um projecto de inverter a política de desinves- dicais de classe. da protecção civil partiu da ini-
uma regulamentação laboral mais que pretende caracterizar a situa- timento por parte dos governos. Na área da saúde, segurança e ciativa das centrais sindicais
forte e o reconhecimento de que os ção dos bombeiros profissionais Vendo vantagens na internacio- protecção, que assume um lugar CGIL (Itália) e CCOO (Espa-
direitos laborais fundamentais pre- nos vários países, com vista defi- nalização da luta, sem prejuízo central nas preocupações dos nha), que obtiveram o apoio da
valecem sobre as «liberdades» do nir estratégias para políticas mais dos processos reivindicativos na- bombeiros, destaca-se a neces- Comissão Europeia para a sua
mercado. adequadas, designadamente na cionais, os sindicatos entendem sidade de regulamentar o fabri- realização.
No final dos trabalhos, os delegados área da saúde, segurança e pro- que o bombeiro é essencialmen- co e comercialização de equipa- No grupo de trabalho, para
reelegeram Anne Marie Perret como tecção destes trabalhadores. te um trabalhador, devendo o vo- mentos de protecção individual além do STAL, participam sindi-
presidente e Carola Fischbach-Pyttel Nas reuniões já realizadas, a úl- luntariado ser visto apenas como e adoptar medidas e programas catos da Espanha, Grécia, Itá-
como secretária-geral da FSESP, que tima das quais teve lugar em Ma- um complemento do profissiona- específicos de combate e preven- lia, Malta e também da Bélgica,
recolheram cerca de 90 por cento dos drid, nos dias 13 e 14 de Maio, lismo. Neste sentido, sublinham ção das doenças profissionais. Croácia e Eslovénia.
votos.
14 jornal do STAL AGOSTO 2009

Internet
Victor Nogueira
Participar N.º 93
AGOSTO 2009

na vida política
Publicação
de informação

O
sufrágio universal, hoje re- sindical do STAL
conhecido em grande par-
te dos países, consagra a
todos os cidadãos o direito de par-
ticipar na vida política e na direcção
dos assuntos políticos do seu país
- um direito e um dever como é o caso do sufrágio univer-
Propriedade
STAL – Sindicato
Nacional dos
Trabalhadores
ou, nalguns casos, no país de imi- sal que foi primeira vez reconheci- da Administração
Local
gração, quer de modo directo quer do em Portugal neste Texto Cons-
indirectamente, através de repre- titucional.
sentação partidária. Atribuir aos parlamentos o que Director:
Contudo a história do sufrágio é devido à acção popular é pensar Santos Braz
universal é bem recente e ainda que basta existir uma Constituição
há caminho a percorrer para que para que haja liberdade e direitos
Coordenação
este direito humano possa ser ca- respeitados, o que, como sabemos e redacção:
balmente exercido. está longe de ser verdade. José Manuel Marques
A Declaração de Independência Sobre este tema, pode consultar e Carlos Nabais
dos EUA (1776) e a Revolução Fran- a Declaração Universal dos Direitos
cesa de 1789, sob o signo da Liber- Humanos em: www.fd.uc.pt/hrc/
Conselho
dade, Igualdade e Fraternidade es- enciclopedia/onu/textos_onu/du- Editorial:
tabeleceram o regime parlamentar dh.pdf; o Tratado Internacional dos Adventino Amaro
e a separação (teórica) dos poderes ao movimento liderado por Kate esmagado ao fim de cerca de seis Direitos Civis e Políticos em: www. António Augusto
legislativo, executivo e judicial. Sheppard. semanas. pge.sp.gov.br/centrodeestudos/bi- António Marques
Helena Afonso
Porém, vastas camadas da po- Foi também na sequência de Outras revoluções, de que se bliotecavirtual/instrumentos/pacto.
Isabel Rosa
pulação continuaram afastadas do ásperas lutas que as massas tra- destacam a Mexicana de 1910 e a htm; e o Tratado Internacional dos Jorge Fael
exercício do poder político e com balhadoras conquistaram direitos Soviética de 1917, tiveram um pa- Direitos Económicos, Sociais e Cul- José Torres
direitos limitados ou nulos, em con- como os de associação, greve, fi- pel importante na luta dos povos turais em: www.pge.sp.gov.br/cen- Miguel Vidigal
sequência de discriminações base- xação e limitação da duração da por uma verdadeira democracia, trodeestudos/bibliotecavirtual/ins- Victor Nogueira
adas no sexo, na religião, na pro- jornada de trabalho, melhoria de a qual não se reduz ao ritual pe- trumentos/direitos.htm.
priedade ou na raça. salários e assistência social, esta, riódico de votar, mas deve garantir Outras hiperligações com interes- Colaboradores:
Só à custa de duras lutas so- inicialmente, através das associa- o exercício efectivo dos direitos à se referem-se à história da evolução Adventino Amaro
ciais ao longo do século XX es- ções operárias de socorros mútu- saúde, ao trabalho, ao lazer, à edu- do Conceito de Direitos Humanos António Marques
tas restrições foram sendo pro- os. Os trabalhadores criaram igual- cação e à segurança social, entre (pt.wikipedia.org/wiki/Direitos_hu- Jorge Fael,
José Alberto Lourenço
gressivamente atenuadas ou eli- mente sociedades de instrução e outros. manos), a textos legislativos mar-
José Torres
minadas, destacando-se neste fundaram os seus próprios órgãos Foi através da luta e na rua que cantes (www.dhnet.org.br/direitos/ Manuel Gameiro
combate o papel das sufragistas de imprensa. os trabalhadores portugueses in- textos/oquee/direitos_ac2.html e Rodolfo Correia
e do movimento operário, atra- A Comuna de Paris foi o primeiro fluenciaram a redacção da Consti- http://www.dhnet.org.br/direitos/ Victor Nogueira
vés dos seus partidos e sindica- governo operário da história, funda- tuição da República, aprovada em anthist/index.html) bem como so-
tos. Em 1893, a Nova Zelândia do em 1871 na capital francesa, du- 1976, que, apesar de sucessivas re- bre o exercício efectivo do poder
Grafismo:
tornou-se no primeiro país a ga- rante a resistência popular à invasão visões, continua a consagrar várias (www.espacoacademico.com. Jorge Caria
rantir o sufrágio feminino, graças alemã, tendo sido sangrentamente importantes conquistas históricas, br/064/64esp_tragatenberg.htm,).

Redacção

Palavras cruzadas
e Administração:
R. D. Luís I n.º 20 F
1249-126 Lisboa
Tel: 21 09 584 00
Horizontais: 1. Pequena igreja; da e ritmadamente. 2. Mau cheiro; acto ou efeito de ri- to; batráquio; ecoara. 6. Gemidos; jovem presumi- Fax: 21 09 584 69
é parecida com um tacho mas ta- mar; utensílio de pesca. 3. Parte do sapato que cobre do, geralmente militante da JS ou JSD; abreviati- Email:
jornal@stal.pt.
cho não é... 2. Pus na cama; verbo o peito do pé; isolado; fiquei privado de. 4. Mete em vo de senhoras. 7. Exonera. 8. Parceiro; hábito de
Site Internet:
transitivo de maçar. 3. Formais em mala; cobrir com capa. 5. Interprete o que está escri- determinada época; de elevado preço. 9. Afecto; www.stal.pt
alas; cilindros. 4. Fileira; Reunião apelido; cozinhar. 10. Nádega; é o da saúde, o da
Geral de Alunos. 5. Atmosfera; vir- 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 educação, o laboral… é só só embrulhos! 11. Re-
tude; observa. 6. Duas vezes; varas percute-se; saudável; língua falada pelos antigos Composição:
1 pré&press
com extremidade chata para impe- romanos. 12. Pêlos de certos animais; dança po-
Charneca de Baixo
lir pequenas embarcações; caneiro 2 pular minhota; objecto sem valor. 13. Atmosfera; Armazém L
televisivo que não é melhor que os 3 decência, compostura, dignidade, honestidade, 2710-449
outros. 7. Que está no lugar mais vergonha, pundonor… enfim, tudo o que este go- Ral - SINTRA
fundo; fiada; argola. 8. Dela; base 4 verno não tem; saudáveis.
aérea portuguesa, que esteve por 5 latim. 12. Las; vira; mono. 13. Ar; decoro; sãs. Impressão:
trás do célebre «jamais» de um fi- Lisgráfica
6 9. Amor; sa; cozer. 10. Nalga; pacote. 11. Ecoa; sa;
gurão do governo; Assembleia da ra. 6. Ais; beto; sras. 7. Demite. 8. Par; moda; caro. R. Consiglieri
República (sigla). 9. Utensílios do- 7 3. Pala; so; perdi. 4. Emala; capear. 5. Leia; ra; soa- Pedroso, nº90,
mésticos; óxido de cálcio. 10. To- 2730-053 Barcarena
8 Verticais: 1. Ca; cabide; rap. 2. Aca; rima; cana.
ros; espiam. 11. Tornar-se pouco
frequente; nitrogénios. 12. Cami- 9 Andara; retina. 13. Pairas; oremos. Tiragem:
nhara; membrana interna do glo- 10 Pas; cal. 10. Cepos; coçam. 11. Rarear; azotos. 12. 57 000 exemplares
bo ocular, onde se formam as ima- Bis; remos; sic. 7. Imo; atida; aro. 8. Da; Ota; ar. 9. Distribuição gratuita
gens. 13. Flutuas no ar; Rezemos. 11 çar. 3. Alais; rolos. 4. Ala; RGA. 5. Ar; bem; ve. 6. aos sócios
Verticais: 1. Aqui; estrutura trian- 12 Horizontais: 1. Capela; panela. 2. Acamei; ama-
gular para pendurar roupa; estilo Depósito legal
13 SOLUÇÕES:
musical em que a letra é dita rápi- Nº 43-080/91
AGOSTO 2009 jornal do STAL 15

Conhecer
Santiago do Cacém
Depois na década de 30 a região es-
tagna e é só com o 25 de Abril de 1974,
libertada do jugo da grande exploração
António Marques latifundiária, que volta a despertar para

Um Alentejo
um novo ordenamento urbano, social
Do alto do seu castelo, e cultural.
conquistado aos mouros
por D. Afonso Henriques em Beleza natural
1158, Santiago do Cacém, De frente para o mar, quase dez qui-
ergue-se como atalaia lómetros de costa possuem uma defe-
árabe no cimo dum outeiro

diferente
sa de dunas com algumas arribas a Sul,
que domina o espaço em furadas pela praia da Fonte do Cortiço,
redor. Lá longe, a Oeste, de uma beleza rara. Também a serra se
a imensidão do Atlântico distingue pela sua diversidade orográfi-
ca, com as serras de Grândola, S. Fran-
e, olhos postos a Norte, cisco e Cercal. Aqui encontramos as
vemos a Serra da Arrábida velhas minas abandonadas, que já os
e o Cabo Espichel. romanos exploraram, e que hoje jazem
como despojos de um tempo passado.
Lugares do concelho como Cercal

P
aisagem fantástica, mar de ter- do Alentejo, Alvalade, Er-
ra ondulada a perder de vista, midas do Sado e a cidade
quietude infinita que nos corta de Vila Nova de Santo An-
a respiração, sonho ou realidade, tanto dré completam o roteiro tu-
faz, a cidade do rei Kassen (Cacém) e rístico.
a toponímia mourisca tomam conta de Um destaque especial pa-
nós. O castelo foi palco de lutas cons- ra a famosa Lagoa de Santo
tantes até 1217, quando os frades guer- André. Porto de barra aberta
reiros da Ordem de Santiago recupera- em tempos remotos, é hoje
ram definitivamente a cidade de Kassen com os seus 200 hectares
aos Almóadas e lhe outorgaram a sua um lugar de atracção muito
actual denominação, juntando-lhe o no- especial, com as suas en-
me da ordem, Santiago. guias saborosas, os seus
Foi um povoado pré-celta, depois agi- peixes abundantes e um
gantou-se numa grande cidade romana dos lares ornitológicos mais
até ao século V, como testemunham as importantes de Portugal.
ruínas de Miróbriga, a cerca de um qui- Abraçada pelas copas enor-
lómetro a Leste da actual urbe. mes dos pinheiros mansos
Os vestígios de povoados paleolíti- que a rodeiam, entrecruza-
cos e neolíticos, mas também de ocu- da por milhares de aves de
pações das idades do cobre, bronze e todos os matizes, a Lagoa é
ferro, lado a lado com as vilas e calça- o paraíso na terra e ninguém
das romanas notavelmente conserva- vasto património arqueológico recolhi- pelo exército de Castela, D. Nuno Alva- que ame a natureza lhe fica indiferente,
das, a que se junta a permanência ára- do e ainda a etnografia local. res Pereira uma vez mais se cobriu de tal a beleza que irradia.
be durante 500 anos, talharam neste Depois de Miróbriga, visitamos o co- glória expulsando os invasores desta
espaço do Alentejo uma permanência ração de Santiago do Cacém, centro praça de armas, em 1383. Esta terra e Sabores a apreciar
humana das mais ricas e documenta- histórico de enorme interesse patri- esta gente, sempre em busca de afir-
das no nosso País. monial e arquitectónico, localizado a mação e portugalidade, acompanham São horas de apreciar a gastronomia
Desde o início de 1800, estudiosos e Oriente do monte do castelo árabe (de o Condestável e o Mestre de Avis na de Santiago do Cacem que é rica, sabo-
apaixonados têm vindo a estudar siste- realçar que também os centros histó- luta contra a tentativa de usurpação rosa e variada. Que tal uma sopa de lebre
maticamente este sítio arqueológico e ricos de Cercal do Alentejo e Alvalade pelo país vizinho. Mais tarde, no sé- para saber o que é bom ou então, mais le-
os trabalhos e recolhas efectuados per- merecem uma visita). culo XVIII, durante as invasões france- ve, de beldroegas. Depois uma caldeira-
mitem documentar Santiago do Cacém sas, as populações da região uma vez da alentejana à moda de Santiago. Resta
como a Salatia Imperatoria e a Mirbriga Tradições de luta mais se destacam pela sua valentia e um pequeno espaço para o ensopado de
Celtici, centro de uma região com ex- resistência. enguias da Lagoa e, já agora, uma açorda
traordinária importância económica, so- Todo este vasto espólio documental No século XIX grandes famílias terra- de coentros ou de poejos.
cial, cultural e religiosa, cidade opulenta mostra-nos a grandeza de uma cidade tenentes fazem vida faustosa em San- Claro que os vinhos são da adega de
e luxuosa, por certo a mais importante de que nos fala da sua história plena de tiago graças à exploração do trabalho Conqueiros ou então de Cebolal, néc-
toda a costa ocidental a Sul do rio Tejo. nobres acontecimentos, que legou aos braçal mal pago. Florescem quintas e tares aromáticos e encorpados dos vi-
A cidade velha terá fornecido a pedra homens e mulheres de hoje um carác- herdades agropecuárias que produzem nhedos do concelho. Para sobremesa
para a cidade nova. As ruínas, o mais ter particular, entre eles, a entreajuda, cereais, cortiça, frutos e gado. a doçaria local, as típicas alcomonias,
importante lugar a visitar no concelho a a solidariedade e a dignidade – valores Paralelamente, por impulso de uma os torresmos e os bolos de Santiago
par do centro histórico, dão-nos a co- de uma cultura milenar. agricultura e pecuária em franco de- de tradição conventual.
nhecer um património construído de D. Dinis entrega-lhe o seu primeiro senvolvimento, surgem as indústrias Terminamos a visita na Lagoa com
grande esplendor para a época. Antigos foral, e o rei D. Manuel concede-lhe a e o comércio. Santiago contava então a certeza de que voltaremos para co-
templos romanos, um fórum de grandes tradição municipal que ainda hoje pos- com uma dezena de fábricas de corti- mungar com esta gente a sensação de
dimensões, termas e balneários, vestí- sui bem arreigada, passando a cidade ça, várias serrações de madeira, moa- liberdade que colhemos do seu con-
gios habitacionais consideráveis, docu- e a região a ser administrada por uma gens, forjas, oficinas. Em seu torno, tacto:
mentos de grande actividade comercial Câmara com vereadores e com assen- afirma-se a luta dos assalariados, dan- Vamos lá saindo
caracterizados nas construções e até to nas Cortes dada a sua especial im- do corpo aos movimentos reivindicati- Por esses campos fora
um hipódromo romano, o único que se portância entre o Sado e o Mira. vos populares e sindicais que o escri- Que a manhã vem vindo
conhece em Portugal. No Museu Muni- Nas pelejas pela reconquista deste tor Manuel da Fonseca imortalizou em Dos lados d’aurora.
cipal é-nos dado a conhecer parte do castelo transtagano, ocupado então tantas páginas dos seus livros. (popular)
16 jornal do STAL AGOSTO 2009

O STAL assinou,
em 30 de Julho, um
Moveaveiro

Acordo pioneiro
acordo de empresa
na Moveaveiro, que
se aplica a todos
trabalhadores

Resumo da luta
13 a 14 de Maio – Representantes do
dos transportes
rodoviários,
Bugas, parques de
estacionamento,
nos transportes
grupo de trabalho de bombeiros do STAL
participam num encontro de sindicatos eu-
ropeus da zona do Mediterrâneo.

20 de Maio – Realiza-se em Penacova,


Coimbra, o 7.º Encontro de profissionais
bem como dos
transportes fluviais,
tendo sido para
o efeito subscrito
municipais O acordo de empresa foi
alcançado ao fim de quatro
anos de duras baralhas

de metrologia. pelo Sindicato dos Face à firmeza dos traba-


lhadores, a negociação foi
21 de Maio – Reúne em Lisboa o Plenário Transportes Fluviais,
finalmente desbloqueada
da Frente Comum. Costeiros e da permitindo o alcance de um
30 de Maio – O STAL promove em Santarém Marinha Mercante. acordo que põe fim às dis-
um encontro regional de bombeiros. criminações entre contrata-

A
7 de Junho – O Partido Socialista sofre
negociação deste dos da empresa e funcioná-
uma estrondosa derrota nas eleições eu- acordo de empresa, rios da autarquia.
ropeias. o primeiro na área Neste domínio destaca-
dos transportes municipais, se em particular a uniformi-
8 a 11 de Junho – O STAL participa, em Brux-
elas, no 8.º Congresso da Federação Europeia foi desencadeada pelo STAL zação do horário de traba-
de Sindicatos de Serviços Públicos em 2006, desenvolvendo-se lho em 35 horas semanais,
a partir daí um longo pro- que se traduzirá numa re-
15 de Junho – Os trabalhadores dos cesso de luta marcado por dução faseada da semana
Serviços Municipalizados de Aveiro, numa
acção espontânea, manifestam-se contra avanços e recuos, no qual a de trabalho dos trabalhado-
a criação da empresa Águas da Região de persistência, o espírito com- res com vínculo privado, aos para as novas tabelas da até ao dia 25 de cada mês».
Aveiro. bativo e a unidade dos tra- quais era aplicado o regi- empresa. Recorde-se que os trabalha-
balhadores foram decisivos me das 40 horas, à razão de As partes acordaram ainda dores da Moveaveiro chega-
25 de Junho – Realiza-se em Lisboa o
Plenário Nacional do STAL e do STML para a sua conclusão. uma hora semanal por ano, a a definição de um dia certo ram a receber o seu salário
Nestes quatro anos de du- começar já a 2009. para o pagamento dos salá- do dia 5 do mês seguinte.
26 e 27 de Junho – O STAL participa numa ras batalhas assumiu impor- O acordo mantém a pres- rios, pondo fim aos intolerá- No acto formal da assina-
Conferência Sindical Internacional realiza- tância crucial o período de tação de trabalho nocturno veis atrasos antes verificados tura do Acordo de Empresa,
da no Brasil e promovida pela Confeder-
ação dos Serviços Públicos daquele país. greves consecutivas de 2008, entre as 20 e as 7.00 horas, e que motivaram uma série que decorreu com forte pre-
convocadas após a tentativa consagra o pagamento do de greves no ano passado. O sença dos trabalhadores, o
28 e 29 de Junho – Tem lugar no Brasil o XI do Conselho de Administra- subsídio de turno 14 vezes acordo estipula que o paga- STAL fez-se representar pe-
Congresso Internacional dos Sindicatos de
Trabalhadores de serviços Públicos (UIS-SP),
ção de inverter o processo, por ano, incluindo já o Na- mento «será efectuado, em lo seu presidente, Francisco
que integra a Federação Sindical Mundial. recusando-se a consolidar tal de 2009, e prevê uma regra, a 20 de cada mês, po- Braz, e pelo coordenador da
as matérias acordadas pelas valorização salarial de 28 dendo em casos pontuais e Direcção Regional de Aveiro,
7 de Julho – Realiza-se em Viseu um en- equipas negociais. euros mensais na transição excepcionais ser efectuado Jaime Ferreira.
contro de quadros técnicos do STAL.

8 de Julho – Motoristas profissionais da


Cartoon de: Miguel Seixas

Administração Local e do sector privado


protestam junto ao Ministério dos Trans-
portes, em Lisboa

9 e 10 de Julho – Uma delegação da CGT


de França reúne em Lisboa, na sede do
STAL, com diversos sindicatos da Frente
Comum, para troca de experiências.

15 de Julho – A Frente Comum apresenta


um manifesto em defesa da Administração
Pública tendo em vista os próximos actos
eleitorais.

17 de Julho – A Greve Nacional do STAL


não se realiza em muitas autarquias que
aceitam as reivindicações do sindicato.

30 de Julho – Mais de meia centena de


polícias municipais protestam em Coimbra.

30 de Julho – o STAL assina com a


Moveaveiro o primeiro acordo de empresa
na área dos transportes públicos

31 de Julho – A Frente Comum realiza em


Lisboa uma vigília de protesto contra a lim-
itação do âmbito das negociações para um
Acordo Colectivo de Carreiras Gerais.

7 de Agosto – STAL e STML promovem


uma concentração de bombeiros profis-
sionais junto à Secretaria de Estado da Ad-
ministração Interna para exigir o direito de
negociação.