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Arquitetura, Materiais e Tecnologia prof. Dra. Mônica Santos Salgado

CAPÍTULO IV:

REVESTIMENTOS - Acabamentos Argamassados

Os revestimentos têm como finalidades principais: a proteção contra as intempéries, a regularização dos parâmetros, o aumento da resistência ao choque, a melhoria das qualidades acústicas, térmicas, de impermeabilização e de higiene, além de conferir beleza arquitetônica

Em relação às argamassas, elas podem ser classificadas de acordo com a sua função i .

a) Argamassa de aderência (chapisco)

Tem como finalidade aumentar a rugosidade, isto é, aumentar as condições de aspereza em superfícies muito lisas, de modo que a argamassa prevista para revestir as referidas superfícies encontre melhores condições de aderência. É, algumas vezes, utilizado como revestimento de acabamento, recebendo brita 1 ou seixos rolados em sua composição. Costuma-se projetá-lo através de uma peneira de malha fina para conseguir acabamento homogêneo.

b) Argamassa de junta (rejuntamento)

Esta

item 4.4 desta apostila.

argamassa

tem

como

finalidade

c) Argamassa de regularização (emboço)

unir

elementos,

conforme fora citado no

Esta argamassa tem como finalidade uniformizar superfícies regularizando o prumo e o alinhamento. Deve evitar a penetração de água sem impedir a ação capilar, que transporta a umidade do interior para o exterior dos paramentos. Compõe-se normalmente de cimento, areia e saibro.

d) Argamassa de acabamento (reboco)

Esta argamassa tem por finalidade servir de acabamento ou de suporte para a pintura, devendo ser perfeitamente regular, com pouca porosidade. Sua espessura não deve ser superior a 5mm.

As superfícies das paredes a revestir deverão ser limpas antes de qualquer revestimento para tirar o pó da obra.

ACABAMENTOS ARGAMASSADOS

Os revestimentos em argamassa serão constituídos no mínimo de duas camadas superpostas, contínuas e uniformes. São diversos os tipos de revestimentos utilizados para

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paredes e ainda muitos novos estão surgindo no mercado. É importante a observação de princípios básicos para a sua correta aplicação.

CHAPISCO - A aplicação desse tipo de argamassa consiste em jogá-la com violência no paramento, o que proporciona sua maior fixação. Quando aplicada sobre alvenaria de blocos porosos, aconselha-se a molhagem prévia para que estes não absorvam a água de amassamento da argamassa. Estas argamassas compõem-se normalmente de cimento e areia traço 1:3, cabendo ressaltar que, pelo tipo de aplicação, sua perda é bastante elevada.

EMBOÇO OU MASSA GROSSA - Deve ter cerca de 2cm de espessura e em obras de acabamento mais simples pode sozinho constituir o único revestimento, conhecido por "Emboço Paulista".

Caso a parede apresente depressões que excedam a 3cm,

torna-se necessário "encascar"

a mesma.

Para a execução do emboço deve-se inicialmente colocar as guias que consistem em placas de argamassa com espaçamento nunca superior a 2m, encabeçadas por uma talisca de madeira ou um caco de cerâmica onde são fixados o prumo e o alinhamento (fig.33).

Feito isso, chapa-se o emboço, o qual em seguida é espalhado com a ajuda de uma régua- sarrafo orientada pelas guias deixadas anteriormente (fig.34).

Em seguida, com o auxílio de desempenadeira procede-se o desempeno com a finalidade de

aflorar o material aglomerante e de fazer mergulhar os grãos maiores de modo a uniformizar

a superfície.

os grãos maiores de modo a uniformizar a superfície. Figura 33 - Aplicação do emboço -

Figura 33 - Aplicação do emboço - fixação das taliscas

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Materiais e Tecnologia prof. Dra. Mônica Santos Salgado Figura 34 - Aplicação do emboço - definição

Figura 34 - Aplicação do emboço - definição das guias

Figura 34 - Aplicação do emboço - definição das guias Figura 35 - Aplicação do emboço

Figura 35 - Aplicação do emboço - fase final

O emboço só deverá ser iniciado após a completa pega das argamassas de alvenaria e chapiscados, colocados os batentes, embutidas as canalizações e concluída a cobertura.

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REBOCO OU MASSA FINA - O material do reboco é espalhado com uma desempenadeira de madeira, recebendo acabamento com uma desempenadeira de feltro ou esponja de borracha, quando a pintura não tiver massa corrida. Como tipos mais comuns tem-se:

- camurçado: Após sua

madeira revestida com borracha macia ou esponja.

- liso: Após sua aplicação, desempena-se

- queimado: Após sua aplicação, polvilha-se

com a broxa e aliza-se com a desempenadeira de aço.

- estanhado com cal: Após sua aplicação, utiliza-se a desempenadeira de aço para espalhar a cal em pasta. Serve para melhor preparar as superfícies para pintura interna.

- massa raspada: Duas horas após sua aplicação, procede-se à raspagem da parte superficial do reboco com um pente de aço ou uma lâmina de serra. Recomenda-se raspar em todos os sentidos.

sobre a superfície, borrifa-se água

com desempenadeira de

aplicação, o

mesmo

é

desempenado

com desempenadeira de aço.

o

cimento

o mesmo é desempenado com desempenadeira de aço. o cimento Foto 15 – Aspecto final revestimentos

Foto 15 – Aspecto final revestimentos argamassados ii

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REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS: condicionantes para o projeto iii

A realização de um bom projeto depende da qualidade e disponibilidade dos dados para subsidiar as decisões do projetista. Para o projeto de revestimento é necessário levar em conta, entre outros, os seguintes fatores:

a) condições ambientais: são necessárias informações sobre condições de insolação, regime

de chuvas, umidade relativa do ar, temperatura, ventos predominantes, poluentes na atmosfera e outros. Essas variáveis são importantes para a formulação das argamassas (retenção de água permeabilidade), condições e períodos de aplicação, textura da camada decorativa, juntas, etc.;

b) arquitetura: projeto arquitetônico, cores, detalhes de frisos e elementos decorativos. Estas

variáveis são importantes para paginação da fachada, elaboração dos reforços e juntas, definição dos pré-moldados, etc.;

c) estrutura: geometria, rigidez e deformações previstas. Estas variáveis são importantes para

definição de juntas, detalhes construtivos das ligações das alvenarias com pilares, vigas ou lajes, preparação da base, definição da ponte de aderência (chapisco), entre outros. Estes detalhes condicionam a viabilidade do uso de revestimento de argamassa;

d) instalações: interferência nas fachadas, como rasgos e aberturas. Estas variáveis são importantes para a definição dos enchimentos e reforços;

e) vedação: detalhes deste projeto, materiais utilizados e suas interferências nos revestimentos de fachada. Variáveis importantes para a definição de juntas e reforços no revestimento de fachada, bem como da definição da ponte de aderência (chapisco) e preparação da base;

f) processos construtivos: estrutura (sistema de forma, velocidade de desforma, resistência do concreto, tipologia protensão), alvenaria (tipo e dimensão dos componentes de vedação), equipamentos (“andaime fachadeiro”, balancim, elétrico ou não) e mão-de-obra (nível de qualificação) previstos inicial e preferencialmente serão empregados. Estas variáveis são importantes para definições geométricas do projeto, especificação dos materiais da fachada e definição do processo de aplicação da argamassa; e

g) prazos: o cronograma das atividades é importante para a elaboração do planejamento e

para a definição de toda a logística de produção.

O projeto de revestimento deve ter início logo após a entrega dos projetos preliminares da arquitetura, estrutura e vedação.

Nesta etapa, o projetista de revestimento tem condições de interagir com os demais projetistas, o que reduz as incompatibilidades entre os projetos.

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Foto 16 - Execução de revestimentos argamassados
Foto 16 - Execução de revestimentos argamassados

MÉTODO EXECUTIVO – EXECUÇÃO DE REVESTIMENTOS INTERNOS DE PAREDES E TETOS EM ARGAMASSA iv

RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO:

Condições para o início dos serviços

Verificar se todas as alvenarias estão concluídas e fixadas;

Checar se os contramarcos estão chumbados;

Averiguar se as instalações nas alvenarias estão concluídas;

Verificar se o traço da argamassa a ser utilizada está definido;

Averiguar se os EPIs estão disponíveis e todos os equipamentos de proteção coletiva instalados conforme NR-18.

Assegurar o intervalo mínimo de 15 dias entre o término da fixação da alvenaria e o início da execução dos revestimentos.

Preparo da base

Observar a remoção de sujeiras tais como materiais pulverulentos, graxas, óleos, desmoldantes, fungos, musgos e eflorescências;

Assegurar a remoção de irregularidades metálicas tais como pregos, fios e barras de tirantes de fôrma e o tratamento de pontas que não tenham sido removidas;

Providenciar o preenchimento de furos provenientes de rasgos, depressões localizadas, quebra parcial de blocos, ninhos (bicheiras) de concretagem etc.;

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Verificar a execução do chapisco sobre concreto, formando uma película contínua e, quando necessário, sobre a alvenaria, formando uma película não contínua e irregular (a aderência do chapisco deve ser verificada três dias após sua aplicação).

Taliscamento

Verificar a distribuição das taliscas de forma que fiquem espaçadas entre si cerca de 1,5 m a 1,8 m, com tolerância de ± 5 cm.

si cerca de 1,5 m a 1,8 m, com tolerância de ± 5 cm. Figura 36

Figura 36 - Ambiente chapiscado e taliscado

Conferir a distância das taliscas de 30 cm em relação às das bordas das paredes, tetos ou pisos, bem como qualquer outro detalhe de acabamento (quinas, vãos de portas e janelas, frisos ou molduras), com tolerância de ± 5 cm;

Conferir a espessura das taliscas com uma trena metálica ou metro articulado de modo a garantir uma espessura mínima de 5 mm, evitando eventuais engrossamentos desnecessários.

Execução do emboço

Sobre superfícies chapiscadas, verificar o intervalo mínimo de três dias para iniciar a execução do emboço;

Verificar a espessura do emboço em relação à marcação das taliscas, com tolerância de ± 1 mm;

à marcação das taliscas, com tolerância de ± 1 mm; F i g u r a

Figura 37 - Mestras executadas

- M e s t r a s e x e c u t a d

Figura 38 - Aplicação de argamassa entre mestras

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Observar o intervalo entre cheias onde necessário (16 horas);

o intervalo entre chei as onde necessário (16 horas); Figura 39 - Sarrafeamento por meio de

Figura 39 - Sarrafeamento por meio de régua de alumínio apoiada sobre duas mestras

Figura 41 - Desempeno da superfície com madeira, aço ou feltro para o acabamento final
Figura 41 - Desempeno da superfície com madeira, aço
ou feltro para o acabamento final

Execução do reboco

aço ou feltro para o acabamento final Execução do reboco Figura 40 - Verificação do ponto
aço ou feltro para o acabamento final Execução do reboco Figura 40 - Verificação do ponto

Figura 40 - Verificação do ponto de sarrafeamento

Avaliar o ponto de sarrafeamento da argamassa pelo teste de compressão da superfície com os dedos;

Analisar o tipo de desempeno aplicado em função do acabamento final previsto;

Verificar a planicidade utilizando uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado que deve ficar inteiramente encostada à superfície e com a bolha entre as linhas

Verificar o tipo de desempeno aplicado em função do acabamento final previsto;

Conferir a planicidade por intermédio de uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado que deve ficar inteiramente encostada à superfície e com a bolha entre as linhas.

Acabamento e limpeza

Verificar os requadros de caixas e janelas ou outros vãos;

Checar o alinhamento e regularidade dos cantos com uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado. Não devem surgir irregularidades ou ondulações;

Observar a limpeza do ambiente que não deve apresentar restos de argamassa aderidos ao piso.

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MÉTODO EXECUTIVO – EXECUÇÃO DE REVESTIMENTOS EM GESSO LISO DESEMPENADO v

RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO:

Condições para o início dos serviços

Verificar se a alvenaria está concluída, não apresentando rebarbas nem fissuras;

Os tetos devem estar nivelados, bem como os encontros entre paredes tetos e paredes e pisos;

As paredes e seus respectivos encontros devem estar aprumados;

Checar se as instalações elétricas encontram-se concluídas, com as “caixinhas” protegidas;

Observar se as instalações hidráulicas estão prontas e testadas;

Averiguar se as paredes hidráulicas e/ou de divisa com áreas molhadas estão devidamente tratadas, de forma a evitar que eventuais vazamentos danifiquem o acabamento em gesso;

Verificar se o contrapiso está pronto e se as requadrações estão concluídas em perfeito prumo e nível;

Observar se ralos, louças sanitárias e pisos encontram-se protegidos com lona plástica;

Checar se o emboço de fachada está concluído.

Preparo da base

Verificar se foram removidas todas as rebarbas de concreto e argamassa, pedaços de fôrmas e ferros expostos em tetos e paredes;

pedaços de fôrmas e ferros expostos em tetos e paredes; Figura 42 - Chapiscamento das superfícies

Figura 42 - Chapiscamento das superfícies de concreto

Assegurar a limpeza das superfícies com a remoção de pó, materiais soltos e restos de desmoldantes;

Observar se não existem saliências ou buracos na alvenaria que possam atrapalhar a aplicação do gesso;

Averiguar se a camada de chapisco foi misturada e aplicada corretamente sobre o fundo das lajes e outras superfícies de concreto.

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Preparo da argamassa de gesso

Certificar-se da conformidade da execução do traço da argamassa de gesso, considerando a proporção de 30 litros de água para cada saco de 40 kg de gesso;

Verificar se está sendo aguardado o prazo de cerca de 15 minutos para que se atinja o ponto ideal de aplicação da argamassa e o prazo limite de cerca de 25 minutos para sua utilização.

pr azo limite de cerca de 25 minutos para sua utilização. Figura 43 - Aplicação do

Figura 43 - Aplicação do gesso no teto, com a desempenadeira

Acabamento

do gesso no teto, com a desempenadeira Acabamento Figura 44 - Acabamento dos cantos por meio

Figura 44 - Acabamento dos cantos por meio de sarrafeamento

Verificar o nivelamento dos cantos (verticais e horizontais), riscando-os com lápis;

Avaliar a planeza da superfície, observando sombras, ao se iluminar a parede de perto (teste da lâmpada);

Averiguar a uniformidade da superfície, que não deve ter fissuras, marcas de desempenadeira ou riscos de qualquer outra natureza, bem como rebarbas nas requadrações;

Verificar a requadração de “caixinhas” e quadros de distribuição

Limpeza dos ambientes

Após a execução do serviço, verificar se o ambiente foi limpo, com a remoção de todo o material depositado sobre o piso, principalmente junto aos rodapés

MÉTODO EXECUTIVO – EXECUÇÃO DE REVESTIMENTO DE FACHADA EM ARGAMASSA vi

RESUMO DOS ITENS DE INSPEÇÃO

Condições para o início dos serviços

Verificar se todas as alvenarias de fachada estão concluídas e fixadas internamente;

Checar se os contramarcos estão chumbados;

Observar se as instalações hidráulicas e elétricas nas alvenarias de fachada estão concluídas;

Averiguar se a fachada está protegida com tela de náilon (malha de 2 mm);

Verificar se o traço da argamassa a ser utilizada está definido;

CAPÍTULO IV: REVESTIMENTOS - Acabamentos Argamassados - 58 -

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Certificar-se de que os EPIs estão disponíveis e todos os equipamentos de proteção coletiva estão instalados conforme determina a NR-18;

Verificar ainda o cumprimento dos prazos de carência antes do início da execução dos revestimentos: estrutura, 120 dias (três últimos pavimentos, 60 dias); alvenaria, 30 dias (fixação da alvenaria, 15 dias).

alvenaria, 30 dias (fixação da alvenaria, 15 dias). Figura 45 - Frisador para execução de juntas

Figura 45 - Frisador para execução de juntas

Preparo da base (1 a subida dos balancins)

de juntas Preparo da base (1 a subida dos balancins) Figura 46 - Desempenadeiras de canto

Figura 46 - Desempenadeiras de canto comum e modificada para execução de pingadeiras

Assegurar a remoção de sujeiras (materiais pulverulentos, graxas, óleos, desmoldantes, fungos, musgos e eflorescências) e a remoção de irregularidades metálicas (pregos, fios e barras de tirantes de fôrma), bem como o tratamento de pontas que não tenham sido removidas;

o tratamento de pontas que não tenham sido removidas; Figura 47 - Locação dos arames de

Figura 47 - Locação dos arames de fachada para execução do mapeamento

CAPÍTULO IV: REVESTIMENTOS - Acabamentos Argamassados - 59 -

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Observar o preenchimento de furos provenientes de rasgos, depressões localizadas, quebra parcial de blocos, ninhos (bicheiras) de concretagem, etc ;

Avaliar a complementação da fixação da alvenaria;

Verificar a execução do chapisco sobre o concreto, formando uma película contínua, e sobre alvenaria, formando uma película não contínua e irregular (a aderência do chapisco deve ser avaliada três dias após sua aplicação).

Locação dos arames de fachada e mapeamento (1 a descida dos balancins)

Verificar a transferência dos eixos da estrutura para a laje de cobertura ao nível das platibandas, com tolerância de ± 2 mm;

ao nível das platibandas, com tolerância de ± 2 mm; Figura 48 - Pontos de leitura

Figura 48 - Pontos de leitura para mapeamento da fachada

Observar o afastamento de 10 cm dos arames em relação à platibanda, com tolerância de ± 2 cm;

CAPÍTULO IV: REVESTIMENTOS - Acabamentos Argamassados - 60 -

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Averiguar o alinhamento dos arames em relação aos eixos do edifício, com tolerância de ± 2 mm;

Checar o esquadro entre os panos delimitados pelos arames;

Verificar a locação dos arames junto às quinas e janelas (10 a 15 cm dos seus eixos), com tolerância de ± 2 cm;

Conferir o afastamento de 1,5 a 1,8 m entre os arames, com tolerância de ± 5 cm.

Taliscamento (2 a subida dos balancins)

Verificar a distribuição das taliscas de forma que fiquem espaçadas entre si cerca de 1,5 a 1,8 m, com tolerância de ± 5 cm;

Observar a distância das taliscas em relação aos arames de fachada de acordo com o definido após a análise do mapeamento, com tolerância de ± 1 mm.

Locação dos arames de diedro

Verificar o posicionamento dos arames junto ao eixo das quinas e alinhamento das janelas;

Avaliar o afastamento dos arames de 5 cm em relação ao plano das taliscas, com tolerância de ± 5 mm.

Execução do emboço (2 a descida dos balancins)

Averiguar o abastecimento de argamassa nos balancins de forma que não se esgote seu período de vida útil (cerca de três horas);

esgote seu período de vida útil (cerca de três horas); Figura 49 - Execução de taliscas

Figura 49 - Execução de taliscas e ponto de espessura mínima

49 - Execução de taliscas e ponto de espessura mínima Figura 50 - Posicionamento dos arames

Figura 50 - Posicionamento dos arames de diedro

CAPÍTULO IV: REVESTIMENTOS - Acabamentos Argamassados - 61 -

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Checar a espessura do emboço em relação à marcação das taliscas com tolerância de ± 1 mm;

Observar o intervalo entre as cheias nos locais necessários (16 horas);

Analisar o ponto de sarrafeamento da argamassa pelo teste de compressão da superfície com os dedos;

Avaliar o tipo de desempeno aplicado em função do acabamento final previsto;

Verificar a planicidade da superfície com uma régua de alumínio com 2 m de comprimento e nível de bolha acoplado, admitindo ondulações máximas de 3 mm;

de bolha acoplado, admitindo ondulações máximas de 3 mm; Figura 51 - Execução do sarrafeamento Figura

Figura 51 - Execução do sarrafeamento

máximas de 3 mm; Figura 51 - Execução do sarrafeamento Figura 52 - Ponto de sarrafeamento

Figura 52 - Ponto de sarrafeamento

Checar o alinhamento e regularidade dos cantos também com o auxílio de uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado, não devendo surgir irregularidades ou ondulações superiores a 3 mm.

Execução de juntas de trabalho

Verificar o posicionamento correto, admitindo uma tolerância de ± 1 cm;

Conferir o alinhamento vertical e horizontal por intermédio de uma régua de alumínio com nível de bolha acoplado, observando se a bolha permanece entre as linhas.

CAPÍTULO IV: REVESTIMENTOS - Acabamentos Argamassados - 62 -

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Materiais e Tecnologia prof. Dra. Mônica Santos Salgado Figura 53 - Detalhe do friso para junta
Materiais e Tecnologia prof. Dra. Mônica Santos Salgado Figura 53 - Detalhe do friso para junta

Figura 53 - Detalhe do friso para junta de trabalho

Salgado Figura 53 - Detalhe do friso para junta de trabalho Figura 55 - Execução da

Figura 55 - Execução da junta por meio de régua de alumínio e frisador

da junta por meio de régua de alumínio e frisador Figura 54 - Demarcação da linha

Figura 54 - Demarcação da linha de execução da junta por meio de mangueira de nível

de execução da junta por meio de mangueira de nível Figura 56 - Detalhe de uso

Figura 56 - Detalhe de uso do frisador; compressão do fundo da junta para melhorar a sua impermeabilidade

do fundo da junta para melhorar a sua impermeabilidade F i g u r a 5

Figura 57 - Reforço tipo argamassa armada

t i p o a r g a m a s s a a r m

Figura 58 - Reforço tipo ponte de transmissão

CAPÍTULO IV: REVESTIMENTOS - Acabamentos Argamassados - 63 -

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Execução de reforço do emboço

Assegurar a colocação de telas metálicas nos locais previamente indicados;

Observar as dimensões da tela no caso de reforço tipo argamassa armada. Tratando-se de reforço tipo ponte de transmissão, averiguar as dimensões, a fixação da tela e a colocação da fita de polietileno.

TINTAS

Tinta é uma composição química pigmentada ou não, que se converte em película sólada quando aplicada. Composição básica: veículos (resinas, emulsões, óleos), pigmentos (partículas sólidas), solventes e aditivos. As tintas podem ser classificadas da seguinte forma:

A função do solvente é baixar a viscosidade do veículo de maneira a facilitar a aplicação da

tinta. O solvente mais antigo usado nas tintas à óleo é a aguarráz ou terebentita (essência de terebentina). É bom lembrar que a aguarráz diminui a resistência da tinta assim como diminui

o seu brilho podendo ficar fosca se usada em grande quantidade.

Os materiais betuminosos têm emprego na construção civil como produtos de estanqueidade ou como tintas de proteção de baixo custo, principalmente contra a ação da umidade.

As resinas epóxi em adição mostram excelente adesão a diversos tipos de superfícies e oferecem uma das melhores combinações conhecidas de propriedades:

- baixa viscosidade inicial, facilitando sua aplicação

- fácil e rapida cura, dependendo da seleção do agente de cura

- baixa retração durante a cura

- alta adesividade não necessitando muito de grandes pressões

- ótimas propriedades mecânicas

- alto isolamento elétrico

- boa resistência química, dependendo

consideravelmente

empregado

- versatilidade

do

agente

de

cura

Na pintura com tinta à óleo, simples ou fina, deve-se aplicar sobre a argamassa antes da primeira demão, tintas impermeabilizantes que impeçam, a absorção do óleo pelo revestimento.

Embora a pintura seja a última etapa de uma obra, ela deve ser pensada desde a fase de elaboração do projeto. A preparação da superfície resume-se em:

- alvenarias:

1) Eliminar o pó, escovando ou espanando a superfície.

2) Eliminar manchas de gordura Enxaguar e deixar secar.

com uma solução de detergente e água.

CAPÍTULO IV: REVESTIMENTOS - Acabamentos Argamassados - 64 -

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3) Eliminar o mofo, lavando a superfície com uma solução de água sanitária e água. Enxaguar e deixar secar.

corrigindo a causa do vazamento (canos

4) Eliminar umidade interna furados, calhas entupidas).

5) Eliminar caiação, se houver, com escova de aço.

6) Eliminar pequenas rachaduras e furos de pregos, com massa de reboco.

7) Eliminar com espátula, partes soltas ou crostas de tinta antiga.

- madeira:

1) Eliminar o pó, escovando ou espanando a superfície.

2) Eliminar manchas de gordura.

3) Eliminar imperfeições, lixando.

4) Eliminar pequenas rachaduras com massa própria.

5) Eliminar partes soltas de tinta antiga com espátula, e lixar.

6) Eliminar com removedor próprio, toda a tinta em mau estado.

- metal:

1) Eliminar o pó, escovando ou espanando a superfície.

2) Eliminar completamente pontos de ferrugem por lixamento manual ou mecânico.

3) Remover partes soltas ou crostas de tinta velha com removedor próprio.

Dependendo da superfície a ser pintada é necessário escolher o tipo de tinta adequado. O Quadro 1 indica algumas possibilidades.

QUADRO 1 – TIPOS DE TINTAS A SEREM UTILIZADAS CONFORME A SUPERFÍCIE A SER PINTADA
QUADRO 1 – TIPOS DE TINTAS A SEREM UTILIZADAS CONFORME A SUPERFÍCIE A SER PINTADA vii
tipo de
tinta
Alvenaria / Reboco
Latex PVA
Acrilica
Cerâmica Porosa (piso)
Acrilica
Cimentados (piso)
Acrilica
Cerâmica / Azulejo
Esmalte (catalizavel)
Ferro / Aço
Óleo
Esmalte Sintético e
Acrílico
Fibra de Vidro
Esmalte (catalizavel)
Gesso
Latex PVA
Acrilica
Verniz
Madeira (piso)
Verniz
Verniz
Madeira
Óleo
Latex PVA
Poliuretano
Esmalte Sintético e
Acrílico
Papel
Verniz
Reboco com Cal
Latex PVA
Acrilica
Tijolos / Concreto
Acrilica
Verniz
(aparente)

CAPÍTULO IV: REVESTIMENTOS - Acabamentos Argamassados - 65 -

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Apesar do controle de qualidade dos fabricantes de tinta, podem ocorrer problemas detectados ao abrir a lata ou mesmo após a aplicação da primeira demão. Entre eles, destacam-se(SALGADO, 1995) viii :

- ao abrir a lata:

1) Sedimentação - A parte saida da tinta se acumula no fundo da embalagem devido a um longo tempo de armazenamento. Isso é corrigido homogeneizando-se a tinta convenientemente, com um instrumento adequado. Não utilize chave de fenda ou qualquer objeto arredondado.

2) Cor diferente da cartela de cores - As cores que se encontram nas cartelas de cores são confeccionadas com produtos diferentes daqueles que representam, devido ao sistema de impressão. Suas tonalidades aproximam-se ao máximo do padrão de cor da tinta, porém, são passíveis de pequenas variações, além de poderem se alterar sob a ação do tempo e da luz. Por isso, a cartela deve ser usada como um meio de identificação e não como um padrão exato de cor.

- após a aplicação:

1) Secagem retardada - Pode ser causada pelo ambiente úmido ou de temperatura muito baixa, impedindo que o solvente evapore. Por essa razão, deve-se evitar a

pintura em dias chuvosos ou muito frios (abaixo de 15 o C). Além disso, a não preparação correta da superfície pode deixar contaminantes na tinta que causam esse problema. Assim, para cada substrato (cerâmica, concreto, madeira, metal) a ser pintado deve-se observar as instruções preparatórias.

2) Cobertura insuficiente - A diluição excessiva da tinta torna a espessura do filme inferior a ideal. Para corrigir, adicionar tinta não diluída. A não homogeneização adequada da tinta na embalagem também pode causar uma cobertura deficiente na aplicação, já que os pigmentos tendem a assentar. Superfícies muito absorventes, não seladas, também podem trazer o problema em questão. Para evitar, deve-se seguir o correto sistema de pintura.

não

especificados são razões para que a tinta escorra; por isso, devem ser evitados.

4) Dificuldade de aplicação - A tinta pode se tornar pesada na aplicação se não for diluída suficientemente.

5) Descascamento - A aderência da tinta em superfícies pulverolentas não é boa, ocasionando esse problema.

6) Falta de alastramento - A tinta não se espalha ao longo da superfície. Pode ser em decorrênncia de uma diluição insuficiente ou da aplicação de camadas muito finas.

em

superfície demasiadamente úmida, Por isso, deve-se certificar que ela esteja devidamente seca antes da pintura. Pode ocorrer, também, devido ao excesso de diluição dado à tinta.

8) Eflorescências - Acontecem quando a tinta foi aplicada sobre reboco úmido e manifestam-se como manchas esbranquiçadas na superfície pintada. Ocorre devido à migração de umidade para o exterior. Enquanto a umidade ou os sais solúveis não forem eliminados, o problema persistirá.

3)

Escorrimento - Diluição

excessiva

e

utilização

de

solventes

7) Formação de espuma em madeira - Ocorre quando a

pintura é

feita

CAPÍTULO IV: REVESTIMENTOS - Acabamentos Argamassados - 66 -

Arquitetura, Materiais e Tecnologia prof. Dra. Mônica Santos Salgado

9) Saponificação/calcificação - Causada pela alcalinidade natural da cal e do cimento que compõem o reboco, manifestando-se como manchas que deixam a superfície pegajosa.

10) Destacamento - A tinta se separa da parede, carregando partes do reboco e tonando-o esfarelado. Ocorre quando a tinta é aplicada sobre superfície de reboco novo não curado.

11) Manchas causadas por pingos de chuva - Podem aparecer na superfície recém-pintada e ocorrem porque os pingos de chuva provocam a extração de substâncias solúveis que afloram e mancham o filme da tinta.

12) Bolhas - Podem ocorrer quando for aplicada massa corrida PVA (látex) em exteriores pois o produto é indicado apenas para interiores. Podem ocorrer, também em repintura sobre tinta de má qualidade.

Além desses, podem ocorrer problemas que não tenham correção, resultado de reações químicas devidas ao armazenamento prolongado sob calor ou frio intenso e adição de solventes não apropriados.

REFERÊNCIAS DESTE CAPÍTULO:

i SALGADO, Mônica Santos. Apostila para a disciplina Processos Construtivos III FAU:UFRJ, 2006 ii http://www.habitare.org.br/pdf/publicacoes/arquivos/capitulos_rt_1.pdf

iii Fonte: CEOTTO, Luiz Henrique, BANDUK, R. C., NAKAKURA, E. Revestimentos de Argamassa: boas práticas em projeto, execução e avaliação. Recomendações Técnicas Habitare FINEP.vol. 1 2005

iv CENTRO de Tecnologia de Edificações. Qualidade na Aquisição e Recebimento de Materiais SINDUSCON-SP/SEBRAE/CTE. Ed. PINI, 1997

v CENTRO de Tecnologia de Edificações. Qualidade na Aquisição e Recebimento de Materiais SINDUSCON-SP/SEBRAE/CTE. Ed. PINI, 1997

vi CENTRO de Tecnologia de Edificações. Qualidade na Aquisição e Recebimento de Materiais SINDUSCON-SP/SEBRAE/CTE. Ed. PINI, 1997

vii http://www.fazfacil.com.br/materiais/tintas_escolha.html

viii SALGADO, Mônica Santos. Etapas da Construção Civil Cadernos Didáticos no. 23 UFRJ, 1995

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