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AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA Paralelismo, Omissão do Artigo e Crase

João Bolognesi Língua Portuguesa
João Bolognesi Língua Portuguesa
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João Bolognesi Língua Portuguesa

João Bolognesi

João Bolognesi
João Bolognesi Língua Portuguesa

Língua Portuguesa

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AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

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AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA LÍNGUA PORTUGUESA Paralelismo, Omissão do Artigo e Crase

LÍNGUA PORTUGUESA

Paralelismo, Omissão do Artigo e Crase

PROF. JOÃO BOLOGNESI

FEVEREIRO / 2013

Paralelismo, Omissão do Artigo e Crase João Bolognesi Língua Portuguesa

Paralelismo, Omissão do Artigo e Crase

João Bolognesi

Língua Portuguesa

Paralelismo, omissão do artigo e crase

Prezado aluno,

Prof. João Bolognesi

há algumas pouquíssimas questões de crase que geram um desequilíbrio para aqueles que entenderam o funcionamento ordinário da crase para um concurso público. O concursando quer estabilidade, e certas questões nos conduzem a caminho contrário. Agora, é muito importante ter em mente que, nos casos a seguir, não estamos em uma situação de normalidade, estamos, sim, em um uso especialíssimo, extraordinário. Para esse tipo de situação temos 100 por 1, ou seja, a cada 100 questões cai uma dessas. E tenha fé de que na prova que você prestar não esteja no 1.

Vamos estudar isso de forma fracionada. Você tem noção do que seja paralelismo?

Quando se coordenam os termos, deve-se privilegiar certa simetria que permita ao leitor identificar os vínculos. Conclui-se que na igualdade de valores e de funções se recomenda o uso de formas gramaticais idênticas. Trata-se do paralelismo sintático, organização que gera uma leitura com mais fluidez devido às marcações e evidências deixadas na progressão. É um recurso que busca, pela repetição de determinada estrutura, dar exatidão na forma de progredir e relacionar, principalmente nas coordenações, correlações e enumerações. Exemplos:

1) Sua idéia foi aceita não só pelos partidários, mas também pelos colegas de outros partidos, que votaram favoravelmente.

(Note como ficaria confuso sem o paralelismo: Sua idéia foi aceita não só pelos partidários, mas também os colegas de outros partidos, que votaram favoravelmente.)

2) Pela propaganda, imagina-se não só que tudo foi produto exclusivo da gestão petista, mas também que as unidades estão trabalhando com capacidade plena.

3) Meu encontro com o autor não se deve a um acaso de percurso, nem a uma dispersa curiosidade.

4) Os ministros negam estar o governo atacando a Assembléia e ter ele feito tudo para prolongar a votação do projeto.

5) Aos poucos ele foi tomando consciência de que nem tudo dependia de sua presença e que uma forte articulação agia por trás dos últimos acontecimentos.

6) Se ele agir com consciência e tal ação obtiver êxito, ficaremos felizes.

Paralelismo, Omissão do Artigo e Crase João Bolognesi Língua Portuguesa

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João Bolognesi

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Conclua que o famoso paralelismo não faz parte das regras da gramática, mas sim dos

estudos redacionais. É uma matéria relacionada à construção do texto, portanto aos aspectos coesivos. Não é algo burocrático e metódico, mas sim algo que é usado de acordo com a

necessidade, relevância, pertinência

na quantidade certa com o objetivo de oferecer

qualidade ao leitor. Assim, há momentos em que o paralelismo pode ser dispensado, ou seja, o segundo trecho em paralelo pode trabalhar a omissão, desde que isso não afete a compreensão.

usa-se

Observe:

correto com a repetição: Gosto de doce e de salgado.

correto com a omissão: Gosto de doce e salgado.

correto com a repetição: Concordo com os homens e com as mulheres.

correto com a omissão: Concordo com os homens e as mulheres.

Observe uma questão que toca no assunto da omissão da segunda preposição em trecho com paralelismo.

(ESAF) “Essas águas são utilizadas para gerar energia elétrica e para abastecer a Região Metropolitana do Rio de Janeiro”

A eliminação de “para” antes de “abastecer” prejudica a correção gramatical do período.

O gabarito

essa

alternativa

como

errada, pois

não

nenhum

prejuízo, não

ambiguidade, não se perde o fluxo do raciocínio, o sentido está garantido.

O próximo passo é entender que entre os termos em paralelo deve haver certa

harmonização. Por exemplo, se eles têm a mesma estrutura, é interessante que a omissão do artigo em um esteja garantida no outro também. É claro que o uso ou a omissão dos artigos antes dos substantivos comuns altera o sentido das construções, mas, por ora, deve-se observar a simetria da construção:

com artigo: Gosto do doce e do salgado.

sem artigo: Gosto de doce e de salgado.

com artigo: Concordo com os homens e com as mulheres.

sem artigo: Concordo com homens e com mulheres.

com artigo: Ele referiu-se ao menino e ao homem.

sem artigo: Ele referiu-se a menino e a homem.

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com artigo: Prefiro o doce ao salgado.

sem artigo: Prefiro doce a salgado.

com artigo: Do livro ao jornal, lemos tudo.

sem artigo: De livro a jornal, lemos tudo.

Agora o jogo vai começar. Em todos os exemplos acima, não fiz nenhuma construção em que

houve crase. Vamos, então, unificar forças poderosas: PARALELISMO e CRASE!

com artigo: Ele referiu-se ao homem e à mulher.

sem artigo: Ele referiu-se a homem e a mulher.

com artigo: Prefiro o livro à apostila.

sem artigo: Prefiro livro a apostila.

com artigo: Do livro à revista, lemos tudo.

sem artigo: De livro a revista, lemos tudo.

Neste exato momento você chegou à fronteira entre a teoria e a prática. Vamos às questões

de prova que tratam do assunto.

1. (ESAF) Aponte a opção que completa com correção gramatical o espaço em branco.

Para que a cessão de quotas nas sociedades limitadas possa gerar efeitos, inclusive de responsabilidade, é necessária sua averbação no contrato social da sociedade, bem como seu

registro na Junta Comercial, pelos sócios ou por quem de direito. Caso contrário, a medida não terá eficácia

a) perante os sócios e à sociedade.

b) face os sócios e a sociedade.

c) ante esses e aos terceiros.

d) quanto a esses e à sociedade.

e) frente aos terceiros e frente a sociedade.

2. (ESAF) “Santo Agostinho (354-430), um dos grandes formuladores do catolicismo, uniu a teologia à filosofia.”

Em virtude do paralelismo sintático, o acento grave, em “à filosofia”, poderia ser eliminado.

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3. (ESAF) Os resultados das cúpulas mundiais alimentaram esperanças que novos tempos trariam novas perspectivas referentes a qualidade de vida e relacionamento humano em todos os níveis. (Roseli

Fischmann, Correio Braziliense. 26/08/2002, com adaptações)

Para que o texto fique gramaticalmente correto, é obrigatória a inserção do sinal indicativo de crase em “a qualidade”.

4. (CESPE) “O mais recente êxito de Lula na ordem internacional foi o discurso proferido na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, quando propôs a criação de um comitê de chefes de Estado para dinamizar as ações de combate à fome e à miséria em todo o mundo.”

Os sinais indicativos de crase em “combate à fome e à miséria” podem ser eliminados sem prejuízo para a correção do período.

5. (ESAF) Verifique se ambos os trechos apresentam correção.

a) Temiam os países em desenvolvimento que a conferência proposta se transformasse num foro de

repreensão no sentido Norte-Sul, em que os países ricos viessem a tentar impor novos tipos de

condicionalidades a assistência e cooperação internacionais.

Temiam os países em desenvolvimento que a conferência proposta se transformasse num foro de

repreensão no sentido Norte-Sul, em que os países ricos viessem a tentar impor novos tipos de

condicionalidades à assistência e à cooperação internacionais.

6. (ESAF) Avalie se a construção destacada está correta (foram feitas adaptações).

cada vez mais complexas relativas à propriedade intelectual, direitos autorais, patentes

sobre produtos e processos, agências de regulação de padrões tecnológicos, regulamentação de

a)

questões

setores privatizados e uma tendência de crescente democratização da sociedade brasileira.

b)

sobre produtos e processos, agências de regulação de padrões tecnológicos, regulamentação de setores privatizados e uma tendência de crescente democratização da sociedade brasileira.

cada vez mais complexas relativas a propriedade intelectual, direitos autorais, patentes

questões

cada vez mais complexas relativas a propriedade intelectual, direitos autorais, patentes

sobre produtos e processos, agências de regulação de padrões tecnológicos, regulamentação de

c)

questões

setores privatizados e uma tendência de crescente democratização da sociedade brasileira.

d)

patentes

questões

sobre

cada vez mais complexas relativas a propriedade intelectual, aos direitos autorais, às

tecnológicos,

de

produtos

e

processos,

agências

regulação

de

padrões

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regulamentação de setores privatizados e uma tendência de crescente democratização da sociedade brasileira.

cada vez mais complexas relativas a propriedade intelectual, direitos autorais, patentes

sobre produtos e processos, agências de regulação de padrões tecnológicos, regulamentação de setores privatizados e uma tendência de crescente democratização da sociedade brasileira. (Adaptado de

e) “

questões

Gilson Schwartz, As profissões do futuro, São Paulo, Publifolha, 2000, p.36.)

7. (CESPE) Há ainda duas maneiras de se tornar príncipe, que não podem ser atribuídas exclusivamente à sorte ou ao merecimento, que não devem ser silenciadas, embora uma delas pudesse ser examinada mais amplamente se estivéssemos estudando as repúblicas. Consistem em tornar-se soberano por algum meio vil, ou criminoso, ou pelo favor dos concidadãos.

Na linha 2, a retirada do acento grave de “à sorte” e a substituição de “ao” por “a” preservariam a correção e o sentido do período.

8. (CESPE) “Hoje é possível encontrar (quase) tudo na grande rede. Ao conectar-se, o internauta passa a ter acesso a informações diversas, relacionadas a cultura, turismo, educação, lazer, viagem, televisão, cinema, arte, informática, política, religião, enfim, um mundo paralelo ao nosso, onde a informação é compartilhada de diferentes maneiras.”

Não foi empregado o acento grave em “relacionadas a cultura” porque o termo “cultura” está empregado em sentido geral, sem anteposição de artigo definido, tal como as demais palavras da enumeração —“turismo, educação, lazer, viagem, televisão, cinema, arte, informática

9. (ESAF) A civilização industrial leva à concentração de poder e ao declínio da liberdade individual.”

No trecho “à concentração de poder e ao declínio da liberdade individual”, substituir “à” por “a” e suprimir “ao”.

10. (CESPE) “Uma palavra estrangeira em uma placa ou em uma propaganda pode indicar desejo de ver-se associado a outra cultura e a outro país, por seu prestígio.”

Pelo fato de “associado” exigir que seu complemento seja regido pela preposição a, pode ser empregado o sinal indicativo de crase em “a outra cultura”.

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QUESTÕES COMENTADAS

1. (ESAF) Aponte a opção que completa com correção gramatical o espaço em branco.

Para que a cessão de quotas nas sociedades limitadas possa gerar efeitos, inclusive de

responsabilidade, é necessária sua averbação no contrato social da sociedade, bem como seu registro na Junta Comercial, pelos sócios ou por quem de direito. Caso contrário, a medida não terá

eficácia

a) perante os sócios e à sociedade.

b) face os sócios e a sociedade.

c) ante esses e aos terceiros.

d) quanto a esses e à sociedade.

e) frente aos terceiros e frente a sociedade.

Comentário a) a preposição “perante” não pode ser usada com a preposição “a”, portanto ali só

temos artigos; o correto é ”perante os sócios e a sociedade”.

b) apesar de haver gramáticos que condenem o uso da expressão “face a” (falam que é imitação do

francês), a expressão exige a preposição “a”: “face aos sócios e à sociedade”.

c) a preposição “ante” não pode ser usada com a preposição “a”, portanto ali só temos artigos; o

correto é ” ante esses e os terceiros”.

d) alternativa correta; a expressão “quanto a” traz preposição “a”, mas temos dois termos emparelhados de natureza bem distinta, pois “esses” repele artigo sempre e o substantivo feminino

“sociedade” pode receber artigo. A impressão que há é de desarmonia (o 1º sem artigo e o 2º com artigo), mas é que nesse caso os elementos em paralelo trazem exigências distintas, possuem

necessidades diferentes.

e) apesar de haver gramáticos que condenem o uso da expressão “frente a” (também falam que é

imitação do francês), a expressão exige a preposição “a”: “frente aos terceiros e frente à sociedade”.

2. (ESAF) “Santo Agostinho (354-430), um dos grandes formuladores do catolicismo, uniu a teologia à filosofia.”

Em virtude do paralelismo sintático, o acento grave, em “à filosofia”, poderia ser eliminado.

Comentário errado. Só estaria correto se houvesse paralelismo. Veja as possibilidades corretas de construção:

- com artigo no primeiro e no segundo: “Santo Agostinho uniu a teologia à filosofia”

- sem artigo no primeiro e no segundo: “Santo Agostinho uniu teologia a filosofia”

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3. (ESAF) Os resultados das cúpulas mundiais alimentaram esperanças que novos tempos trariam novas perspectivas referentes a qualidade de vida e relacionamento humano em todos os níveis. (Roseli

Fischmann, Correio Braziliense. 26/08/2002, com adaptações)

Para que o texto fique gramaticalmente correto, é obrigatória a inserção do sinal indicativo de crase em “a qualidade”.

Comentário Não, não é obrigatório. No trecho "referentes a qualidade de vida e relacionamento

humano", temos:

- "referente" exige a preposição "a" (e não se discute mais isso);

- "qualidade" de vida é uma palavra feminina;

- "relacionamento" humano é uma palavra masculina.

O autor da prova valeu-se do paralelismo. Por causa da ausência do artigo no segundo elemento

("relacionamento humano"), omitiu-se também no primeiro ("qualidade de vida"). Temos então

somente a preposição, e o artigo não foi usado, o que generaliza o sentido: referente a uma

qualidade qualquer de vida e relacionamento humano qualquer. A manha da questão está em

enxergar a harmonia entre os termos correlacionados ("qualidade" e "relacionamento"), sendo que,

por haver ausência de artigo no segundo, pode-se projetar (entre outras construções possíveis)

ausência de artigo também no segundo.

A inserção do acento também deixaria o trecho correto e seria o aguardado pelo tipo de questão; sem

acento, porém, não está errado, uma vez que o termo seguinte, “relacionamento humano”, não traz

marcas externas, ou seja, por causa da omissão (muito correta) não se revela como ficou o uso do

artigo.

Como no seguinte elemento houve omissão (“e

duas formas corretas: “referentes

humano”.

relacionamento humano”), podemos pressupor

ao relacionamento

a relacionamento humano” ou “referentes

Diante disso, teríamos duas hipóteses de paralelismo:

- sem artigo: “referentes a qualidade de vida e a relacionamento humano”

- com artigo: “referentes à qualidade de vida e ao relacionamento humano”

A pergunta da prova é: “Para que o texto fique gramaticalmente correto, é obrigatória a inserção do

sinal indicativo de crase em “a qualidade”. Resposta: não é obrigatório.

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4. (CESPE) “O mais recente êxito de Lula na ordem internacional foi o discurso proferido na Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, quando propôs a criação de um comitê de chefes de Estado para dinamizar as ações de combate à fome e à miséria em todo o mundo.”

Os sinais indicativos de crase em “combate à fome e à miséria” podem ser eliminados sem prejuízo para a correção do período.

Comentário Sim, pois haveria a aplicação do paralelismo. Os termos “fome” e “miséria” complementam o substantivo “combate”. São termos coordenados e têm uma natureza comum (substantivo comum feminino singular) e com isso nasce a possibilidade de construir de duas formas:

- com artigo no primeiro e no segundo: “combate à fome e à miséria”

- sem artigo no primeiro e no segundo: “combate a fome e a miséria” (só restando a preposição que “combate” exige)

Caso se queira, ainda se poderia fazer uma omissão no segundo termo:

- com artigo no primeiro e omissão completa no segundo

“combate à fome e miséria”

- sem artigo no primeiro (só restando a preposição que “combate” exige) e omissão completa no segundo

“combate a fome e miséria”

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5. (ESAF) Verifique se ambos os trechos apresentam correção.

a) Temiam os países em desenvolvimento que a conferência proposta se transformasse num foro de

repreensão no sentido Norte-Sul, em que os países ricos viessem a tentar impor novos tipos de

condicionalidades a assistência e cooperação internacionais.

Temiam os países em desenvolvimento que a conferência proposta se transformasse num foro de

repreensão no sentido Norte-Sul, em que os países ricos viessem a tentar impor novos tipos de

condicionalidades à assistência e à cooperação internacionais.

Comentário Questão 100% correta. Seguindo o raciocínio das questões anteriores, a resolução

começa a se tornar previsível. Aplicando-se o paralelismo, os termos “assistência” e “cooperação”

complementam o verbo “impor”. São termos coordenados e têm uma natureza comum (substantivo

comum feminino singular) e com isso nasce a possibilidade de construir de duas formas:

- com artigo no primeiro e no segundo

“impor novos tipos de condicionalidades à assistência e à cooperação internacionais”

- sem artigo no primeiro e no segundo (só restando a preposição que “combate” exige)

“impor novos tipos de condicionalidades a assistência e a cooperação internacionais”

Ainda vale a pena lembrar que, caso se queira, seria possível fazer uma omissão no segundo termo:

- com artigo no primeiro e omissão completa no segundo

“impor novos tipos de condicionalidades à assistência e cooperação internacionais”

- sem artigo no primeiro (só restando a preposição que “combate” exige) e omissão completa no segundo

“impor novos tipos de condicionalidades a assistência e cooperação internacionais”

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6. (ESAF) Avalie se a construção destacada está correta (foram feitas adaptações).

a)

sobre produtos e processos, agências de regulação de padrões tecnológicos, regulamentação de setores privatizados e uma tendência de crescente democratização da sociedade brasileira.

cada vez mais complexas relativas à propriedade intelectual, direitos autorais, patentes

questões

b)

sobre produtos e processos, agências de regulação de padrões tecnológicos, regulamentação de setores privatizados e uma tendência de crescente democratização da sociedade brasileira.

cada vez mais complexas relativas a propriedade intelectual, direitos autorais, patentes

questões

c)

sobre produtos e processos, agências de regulação de padrões tecnológicos, regulamentação de setores privatizados e uma tendência de crescente democratização da sociedade brasileira.

cada vez mais complexas relativas a propriedade intelectual, direitos autorais, patentes

questões

d)

patentes sobre produtos e processos, agências de regulação de padrões tecnológicos, regulamentação de setores privatizados e uma tendência de crescente democratização da sociedade brasileira.

cada vez mais complexas relativas a propriedade intelectual, aos direitos autorais, às

questões

e)

sobre produtos e processos, agências de regulação de padrões tecnológicos, regulamentação de setores privatizados e uma tendência de crescente democratização da sociedade brasileira. (Adaptado de

cada vez mais complexas relativas a propriedade intelectual, direitos autorais, patentes

questões

Gilson Schwartz, As profissões do futuro, São Paulo, Publifolha, 2000, p.36.)

Comentário – O único trecho errado está na opção “d”. O restante traz correção e coerência. Para entender isso, necessita-se atentar-se a três noções simultâneas: crase, paralelismo e omissão. Saímos de um ponto comum: “relativas” exige preposição “a” e “propriedade” é um substantivo feminino. Façamos agora as projeções:

Alternativa a) “

autorais

questões

cada vez mais complexas relativas à propriedade intelectual, direitos

com artigo no primeiro e omissão completa no segundo

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Alternativa b) “

questões

cada vez mais complexas relativas a propriedade intelectual, direitos

autorais ”

sem artigo no primeiro (só restando a preposição que “relativa” exige) e omissão completa no

segundo

Alternativa c) “ autorais ”

questões

cada vez mais complexas relativas a propriedade intelectual, direitos

Idêntica à alternativa “a”.

Alternativa d) “

autorais

questões

cada vez mais complexas relativas a propriedade intelectual, aos direitos

Com falha, pois no segundo termo vemos a presença do artigo (“aos direitos autorais”), o que pressupõe agora uma projeção em que o primeiro deve ter também artigo. O correto (por causa da

presença do artigo no segundo termo) seria: “ cada vez mais complexas relativas à

propriedade intelectual, aos direitos autorais

questões

Alternativa e) “

questões

cada vez mais complexas relativas a propriedade intelectual, direitos

autorais ”

Idêntica à alternativa “a”.

7. (CESPE) Há ainda duas maneiras de se tornar príncipe, que não podem ser atribuídas exclusivamente à sorte ou ao merecimento, que não devem ser silenciadas, embora uma delas

pudesse ser examinada mais amplamente se estivéssemos estudando as repúblicas. Consistem em tornar-se soberano por algum meio vil, ou criminoso, ou pelo favor dos concidadãos.

Na linha 2, a retirada do acento grave de “à sorte” e a substituição de “ao” por “a” preservariam a correção e o sentido do período.

Comentário Questão correta, pois, devido ao paralelismo entre os termos, retira-se o artigo em

ambos, o que gera a seguinte construção: “não podem ser atribuídas exclusivamente a sorte ou merecimento”.

a

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8. (CESPE) “Hoje é possível encontrar (quase) tudo na grande rede. Ao conectar-se, o internauta passa

a ter acesso a informações diversas, relacionadas a cultura, turismo, educação, lazer, viagem,

televisão, cinema, arte, informática, política, religião, enfim, um mundo paralelo ao nosso, onde a

informação é compartilhada de diferentes maneiras.”

Não foi empregado o acento grave em “relacionadas a cultura” porque o termo “cultura” está empregado em sentido geral, sem anteposição de artigo definido, tal como as demais palavras da enumeração —“turismo, educação, lazer, viagem, televisão, cinema, arte, informática

Comentário Questão corretíssima e autoexplicativa.

9. (ESAF) A civilização industrial leva à concentração de poder e ao declínio da liberdade individual.”

No trecho “à concentração de poder e ao declínio da liberdade individual”, substituir “à” por “a” e suprimir “ao”.

Comentário Questão correta, pois suprimiu-se o artigo da primeira construção, restando apenas a preposição “a”, e, na segunda, havia a possibilidade de usar ou omitir a preposição “a”, optando-se na questão pela omissão. Seriam formas corretas de construção:

- só com preposição A:

A civilização industrial leva a concentração de poder e a declínio da liberdade individual

ou

- só com preposição A e omissão da preposição A no segundo termo da coordenação:

A civilização industrial leva a concentração de poder e declínio da liberdade individual

10. (CESPE) “Uma palavra estrangeira em uma placa ou em uma propaganda pode indicar desejo de ver-se associado a outra cultura e a outro país, por seu prestígio.”

Pelo fato de “associado” exigir que seu complemento seja regido pela preposição a, pode ser empregado o sinal indicativo de crase em “a outra cultura”.

Comentário Questão errada, pois o segundo termo veio só com preposição “a” (“a outro país”) e, em nome do paralelismo, o primeiro termo vai conservar a sua formação inicial, para que haja harmonia entre os termos correlacionados. A questão erra ao nada propor ao segundo elemento do paralelismo.