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A Juventude Revolução - IRJ é uma organização de jovens con- tra a exploração, a

A Juventude Revolução - IRJ é uma organização de jovens con- tra a exploração, a opressão e a guerra e na luta pelo socialismo no Brasil e no mundo. Nós surgimos da necessidade que todos os jovens tem de lutar pelos nossos direitos. Somos aderentes da Inter- nacional Revolucionária da Juventude (IRJ) organização que reúne jovens de vários países.

Lutamos pelo direito da juventude ter um futuro de verdade sem guerras, drogas e violência. Queremos educação, trabalho di- versão e arte! Por isso rejeitamos o capitalismo, sistema baseado na propriedade privada dos meios de produção, que explora e oprime os trabalhadores e a juventude.

Os definimos os objetivos da JR-IRJ:

1 - lutar pela união da juventude na luta por suas reivindicações;

2 - lutar contra as guerras e a exploração;

3 - lutar contra as drogas e o narcotráfico;

4 - combater pela independência das entidades estudantis;

5 - defender a educação publica e lutar pelo acesso a diversão e arte;

6 - lutar contra a destruição do meio ambiente;

7 - lutar pelo fim da propriedade privada dos meios de produção.

COnheça a Juventude RevOluçãO - IRJ! ORganIze-se num núCleO da Juventude RevOluçãO - IRJ!

ADERENTE DA INTERNAcIoNAl REvolucIoNáRIA DA JuvENTuDE
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INTERNAcIoNAl
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www.juventuderevolucao.org

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8 ADERENTE DA INTERNAcIoNAl REvolucIoNáRIA DA JuvENTuDE KARL MARX e a coMunA de pARis C.L.R. James

KARL MARX e a coMunA de pARis

C.L.R. James

PReço: R$2,00 • SoLIdáRIo: R$4 ,00
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colEção cADERNos DA JuvENTuDE REvolução - IRJ

Maio de 2009

KARL MARX e A CoMunA de pARis Texto: C.L.R. James

produzida pelo Conselho nacional da Juventude Revolução - iRJ

JuvENTuDE REvolução - IRJ

Aderente dA InternAcIonAl revolucIonárIA dA Juventude

enTRe eM ConTATo:

www.juventuderevolucao.org

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as mulheres de Paris - heróicas, nobres e devotadas como as mul- heres +da antiguidade. Foi um símbolo na medida que mostrou ao mundo, “ a Paris que trabalhava, pensava, lutava e sangrava - quase esquecida, em sua incubação de uma sociedade nova, dos canibais

às suas portas - radiante no entusiasmo da sua iniciativa histórica ”. Foi um símbolo na medida que admitiu todos os estrangeiros à honra de morrer pela causa imortal. Foi um símbolo porque antes mesmo que a paz fosse assinada com Alemanha, a Comuna fez de um operário alemão o ministro do Trabalho. Foi um símbolo porque ante os olhos dos conquistadores prussianos de um lado,

e do exército bonapartista do outro, derrubou a grande coluna de

Vendôme que erguia-se como um monumento à glória marcial do primeiro Napoleão. Marx viu nestas ações não gestos acidentais, mas a resposta orgânica do proletariado revolucionário às práticas bárbaras e à ideologia da sociedade burguesa.

A conclusão importante

O mais importante, no entanto, é que Marx retirou grandes conclusões teóricas da experiência da Comuna. Mostrou que o exér-

cito capitalista, o estado capitalista, a burocracia capitalista não podem ser tomados pelos revolucionários proletários e utilizados para os seus próprios propósitos. Tinham que ser esmagados com- pletamente e um novo estado organizado, baseado na organização da classe operária. Em 1871, ele tirou esta conclusão teórica. Em 1905, e mais tarde, em 1917, a classe operária russa, pela formação dos sovietes, ou conselhos operários, sentou as bases de um novo tipo de organização social. Foi pelos seus estudos da análise de Marx da Comuna que Lênin foi capaz de reconhecer com tanta rap- idez o significado dos sovietes e estabelecê-los com a base do novo estado operário. Hoje os trabalhadores americanos de vanguarda precisam conhecer a história das lutas internacionais da classe op- erária. Desta ele mais rapidamente entenderá a sua própria. O fol- heto de Marx a respeito da Comuna, A Guerra Civil na França, é um escrito profundo e comovedor. O operário que ainda não começou

a estudar o marxismo nunca esquecerá este duplo aniversário se o

celebrar lendo o que Karl Marx tinha a dizer a respeito da grande revolução da classe operária parisiense.

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joelhos diante dos conquistadores alemães, ansiosos para salvar a pele e o botim que haviam acumulado durante a guerra. Estavam prontos a vender a França para os conquistados. O povo francês proclamou a República Francesa e estes políticos capitalistas sabi- am que o grande obstáculo no caminho da sua conspiração com Bismarck. Este obstáculo eram os republicanos armados de Paris. Trabalhando na mais íntima associação com o invasor alemão, a classe dominante francesa tentou desarmar os parisienses, mas os operários de Paris, emagrecidos por cinco meses de desabasteci- mento, não hesitaram um único momento. Tomaram o poder em Paris e estabeleceram a Comuna de Paris. O que foi exatamente esta Comuna? A interpretação de Karl Marx permanece indiscutível em sua simplicidade e penetração: “ foi essencialmente um governo da classe operária, o produto da classe produtora contra a classe apro- priadora, a forma política finalmente descoberta sob a qual realizar a emancipação econômica do homem .”

O que A COmunA de PAris simbOlizOu

A Comuna de Paris foi em primeiro lugar e acima de tudo uma democracia. O governo era um corpo eleito pelo sufrágio universal. Nenhum dos seus funcionários recebia mais que o salário de um operário qualificado. Não expropriou a propriedade da burguesia, mas entregou a associações de operários todas as oficinas e fábri- cas fechadas, fosse porque os proprietários capitalistas tivessem fugidos ou simplesmente porque tinham decido interromper o tra- balho. Durou 71 dias. Foi destruída por uma combinação da sua própria fraqueza, principalmente a falta de decisão, e das traições da burguesia francesa em uma despudorada aliança com o exér- cito alemão. A brutalidade assassina com que os combatentes da Comuna foram fuzilados, torturados e deportados permanecem um marco na civilização européia até os dias de Hitler e Stálin. Hoje, para o proletariado americano há muitas lições a serem retiradas da história da Comuna.

Talvez a mais importante para os operários de vanguarda são os métodos pelos quais Marx abordou o seu estudo as conclusões que tirou. Para ele, a Comuna, apesar do seu fracasso, foi um sím- bolo de valor inestimável. Foi um símbolo na medida que mostrou

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KARl MARx E A coMuNA DE PARIs

ElEs mostraram o caminho para a Emancipação opErária

A classe operária americana não está ainda tão familiarizada

com a história e as tradições do movimento revolucionário social- ista como a classe operária européia. O dia 14 de março, aniversário da morte de Karl Marx e o dia 18 de março, aniversário da Comuna de Paris serão celebrados apenas por uma pequena minoria.

Os TrAbAlHAdOres dOs euA

e A HerAnÇA de mArX

À medida em que a crise internacional se aprofundar, o prole-

tariado americano rapidamente aumentará seu interesse no grande pensador cujo trabalho todo foi baseado no proletariado como a força mais progressista da sociedade moderna e o inimigo irrecon- ciliável da barbárie capitalista. À medida em que a luta de classes se torne mais aguda nos EUA, o marxismo se tornará, como lhe corresponde, um grande motivo de estudo popular. O proletariado americano aprenderá então a celebrar em seu próprio estilo vigor- oso o aniversário daqueles operários em Paris em 1871 que, para usar a frase de Marx, assaltaram os céus. Deram ao mundo, pela primeira vez, a “ forma política, finalmente descoberta, sob a qual realizar a emancipação econômica do trabalho” .

A vida de Karl Marx foi feita de uma só peça. Dedicou-se à

demonstração científica do declínio inevitável da sociedade capi- talista. Ao lado deste declínio, porém, emergiu o proletariado so-

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cialista, a classe destinada a derrubar o capitalismo, estabelecer a sociedade socialista e erradicar de uma vez por todas a exploração do homem pelo homem.

Não havia em Marx o menor traço de misticismo. Era um mes- tre da economia política inglesa, filosofia alemã e ciência política francesa. Estes foram por ele usados em seu trabalho monumental para estabelecer que o movimento social tinha a inevitabilidade de um processo de história natural, que era “ governado por leis não apenas independentes da vontade, da consciência e da inteligência humana, mas antes, ao contrário, determinavam esta vontade, con- sciência e inteligência ”. Não quis ele dizer com isso que o futuro da sociedade humana estava predestinado em todos os eventos e acontecimentos. Sabia que os homens fazem a sua própria história. Sabia que a vida social avançava através dos conflitos de interesses

e paixões, complicados por todos os intrigantes fenômenos que as-

sistem à atividade diária de centenas de milhões de seres humanos. Ele, no entanto, mais que qualquer outro pensador, determinou o fato de que todas estas múltiplas ações ocorrem segundo leis deter- minadas. Para ele, a lei mais importante era o movimento orgânico do proletariado para derrubar a sociedade burguesa.

Hoje, talvez, seria oportuno rememorar um aspecto da sua doutrina, freqüentemente esquecido. Nenhum outro homem teve uma concepção mais elevada do destino da raça humana. O maior crime do capitalismo, para ele, era o de que, enquanto, por um lado, criava a possibilidade de uma existência humana verdadeira para toda a humanidade, pela própria natureza do processo de produção capitalista, degradava o operário individual ao nível de ser apenas um apêndice de uma máquina.

umA nOVA VisÃO PArA Os OPerÁriOs

Em sua grande obra, O Capital , repetidamente, assinalou que

à

medida em que a produção capitalista tornou-se mais científica,

o

trabalho real do operário tornou-se cada vez mais privado de con-

teúdo intelectual e potencial educativo. Tão longe Marx estava de ser

um materialista vulgar que em sua denúncia dos males da produção capitalista não hesitou (nem mesmo por um momento) em colocar de lado o salário do operário. “Na proporção em que o capital é acu-

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mulado”, insistiu, “a situação do operário, seja seu pagamento alto ou baixo, deve tornar-se pior”. Sobre a base da análise econômi- ca tirou a conclusão de que a sociedade moderna pereceria se não substituir o operário de hoje, condenado à repetição automática de movimentos mecânicos, pelo indivíduo altamente desenvolvido. Tal homem, de acordo com Marx, estaria apto para uma variedade de trabalho, pronto para qualquer mudança na produção, um homem para o qual as diferentes funções sociais que realiza seriam apenas diferentes meios de dar livre curso aos seus próprios poderes natu- rais e adquiridos. Este seria, para ele, o operário de uma sociedade civilizada, mas que somente surgiria com a destruição do capital.

Sua visão foi tal, que este estudante de economia política e do processo de trabalho desenvolveu o que talvez seja a mais poética e abrangente perspectiva da sociedade humana apresentada jamais por qualquer filósofo ou poeta. De acordo com ele, seria somente no interior da criação da sociedade socialista que a verdadeira história da humanidade começaria. Assim, com um único movimento, rev- elou a importância do conhecimento e da cultura dolorosamente adquiridos por milhares de anos de civilização. Tudo isto, disse, não seria nada em comparação com a perspectiva que seria aberta para a sociedade humana pela abolição da exploração de classe so- bre a base de uma cooperação em escala mundial. Mesmo sendo o cientista e filósofo que era, com uma fé inextinguível na inevitabili- dade do socialismo, Marx não era um mero estudioso. Tomou parte na Revolução Alemã de 1848, foi ativo na preparação da revolução daquele ano e até o final de sua vida participou sempre que pos- sível nas lutas operárias contra o capitalismo que sempre encarou como uma preparação para a revolução social. Em 1871, quando os operários de Paris estabeleceram a Comuna, Marx a saudou como um dos maiores eventos na história humana. Rememoremos breve- mente as circunstâncias.

O PrimeirO GOVernO OPerÁriO

A França havia sido derrotada pelos exércitos da Alemanha que estacionaram em Versalhes, a poucas milhas de Paris. Os lí- deres do capitalismo francês, estadistas e soldados estavam de

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