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ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO DEPARTAMENTO DE ENGENHERIA DE CONSTRUÇÃO CIVIL RELATÓRIO DE

ESCOLA POLITÉCNICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO DEPARTAMENTO DE ENGENHERIA DE CONSTRUÇÃO CIVIL

RELATÓRIO DE PCC-339

AÇO PARA CONCRETO ARMADO

Componentes:

Daniel Antônio dos Reis Raimundo

nº USP 2371951

Leandro Bolsoni

nºUSP

2980432

Marcel Katayama

nºUSP

3030969

Professor: Vanderley M. John

- 2000 –

1. Revisão bibliográfica

1. Introdução Aço é todo produto siderúrgico obtido por via líquida com teor de carbono inferior a 2% (5). É uma liga metálica composta principalmente de ferro, com pequenas quantidades de carbono, manganês e o silício. Os aços cujas ligas incluem outros elementos além dos já citados são os chamados aços-ligas e os que só incluem como elementos de liga o carbono, o manganês e o silício são chamados aços-carbono. O aço pode ser obtido diretamente do minério, no estado sólido pela

redução direta, que produz o ferro-espoja ou descarbonetando-se o gusa líquido, através do sopro de oxigênio ou ainda, refundindo-se a sucata juntamente com o gusa sólido em fornos elétricos a seco. (4) O processo de transformação do minério de ferro em aço é feito atualmente em duas etapas; a primeira é no alto-forno, onde o minério é convertido em metal fundido ou ferro gusa, em seguida

o ferro gusa é refinado e ligado, transformando-se em aço, em fornos de vários tipos. (5) 1.2 Características do Aço 1.2.1 Estrutura (5) Os aços, como os demais metais têm uma estrutura cristalina, onde tais cristais são

formados a partir de elementos químicos simples, combinações líquidas e soluções sólidas. O aço é

a liga ferro carbono contendo geralmente de 0,0006 a 2% de carbono, além de certos elementos

residuais resultantes dos processos de fabricação. A máxima solubilidade do carbono no ferro possível ocorre a 1130 graus Celsius. Um aço com menos de 0,8% de carbono é chamado de hipoeutetóide, que apresenta apenas grãos de ferrita, mas à medida que vai crescendo o teor de carbono, aparecem também os grãos de perlita. Porém no aço eutetóide os grãos metalográficos são exclusivamente de perlita, e nos aços hiperetetóides aparecem grãos de perlita e cementita. Uma observação importante é que as propriedades dos aços são influenciadas pelos

respectivos teores de constituintes metalográficos, que por sua vez variam com o teor de carbono. 1.2.2 Tipos (4 e 5) A classificação usual do aço, como já foi citado anteriormente, se dá pelo seu teor de carbono; portanto temos:

Aços extradoces Aços doces Aços meio-doces Aços meio duros Aços duros Aços extraduros

< 0,15% C 0,15 a 0,3% C 0,3 a 0,4% C 0,4 a 0,6% C 0,6 a 0,4% C > 0,7% C

No Brasil os aços estruturais são classificados em 3 tipos, o “laminado a quente”, aço mais comum na construção civil, usado basicamente no concreto armado; “encruado a frio”, que é obtido através do tratamento a frio e o “paterning”, aço utilizado no concreto protendido. 1.2.3 Propriedades dos constituintes metalográficos (5) Ferrita: é o ferro no estado alotrópico alfa contendo em solução traços de carbono, apresenta estrutura de grãos poligonais irregulares, e suas propriedades são: baixa dureza, resistência à tração, excelente ductilidadee resiliência. Cementita: é carboneo de ferro contendo 6,67% de carbono, e suas características são: alta dureza, quebradiça elevada resistência e baixa ductilidade. Austenita: é uma solução sólida de ferro, só estável acima de 723 graus Celsius, e cementita; que possui estrutura de grãos poligonais irregulares, e com as seguintes propriedades: boa resistência e tenacidade e não é magnética. Perlita: é uma mistura mecânica de 88% de ferrita e 12% de cementita na forma de lâminas ou finas lamelas, onde as propriedades são intermediárias as da ferrita e as da cementita.

1.2.4 Bitolas (4) As barras de aço são padronizadas, ou seja, no podem ser encontradas as de 5; 6,3; 8; 10; 12,5; 16; 20; 25; 32 ou 40 mm de diâmetro nominal. Tais barras costumam ter como comprimento de 10 a 12 m e possuem tolerância de 9%. Segundo o bitolamento, a tolerância do peso e de aproximadamente 10% para as bitolas inferiores a 10 mm e de 6% para as superiores. 1.2.5 Aço para Concreto Armado A norma que regem as barras e fios destinados a armaduras para concreto armado é a NBR 7480. Podemos considerar como barras aquelas que são obtidas por laminação à quente e cujo diâmetro seja de pelo menos 5 mm, e fios aqueles que são obtidos através de trefilação, sofrem encruamento, e possuem diâmetro inferior a 10 mm. As barras de aço para concreto armado possuem a seguinte classificação: são denominadas pelas siglas “CA-25” e “CA-50”, a sigla “CA” é a representação que define que tal barra se destina ao concreto armado, ou seja, ela não pode ser utilizada no concreto protendido, enquanto que os números “20” e “50” mostram que as barras possuem 35 kgf/mm 2 e 50 kgf/mm 2 de resistência de escoamento, respectivamente. A tabela a seguir mostram as propriedades mecânicas do aço para concreto armado, onde “f y é a resistência de escoamento e “f st ” é a resistência à tração do aço.

2. Propriedades do Aço 2.1 Resistência à Tração Nos aços a resistência á tração varia muito conforme o tratamento e a composição, convém salientar que nos aços doces com baixo teor de carbono apresentam o patamar indicativo do escoamento no diagrama tensão deformação. Fato que não é apreciável nos outros tipos. 2.1.2 Resistência à Compressão

É normalmente da mesma ordem que a da resistência à tração, mas apresenta alta

flambagem, o que torna os aços contra indicados para resistir a esse esforço no caso de peças esbeltas: barras e perfis.

2.1.3 Resistência ao Desgaste

É bastante grande, principalmente, quando se adotam ligas apropriadas.

2.1.4 Resistência ao Impacto

Também depende muito do tipo de aço. Em geral, é alta.

2.1.5 Corrosão

O ferro e o aço são muito atacados pela corrosão. Os principais agentes corrosivos naturais

são o gás sulfídrico, a água, os cloretos e nitratos.

2.1.6 Fadiga

A fadiga é de particular importância no caso dos aços, pois pode levar facilmente a

acidentes graves. Ela deve ser levada em consideração principalmente no caso e pontes e peças que recebem vibração transmitida por máquinas, vento ou água. Sempre que o aço for sujeito à fadiga, deve ser adotada uma tensão menor, dada pela “Resistência dos Materiais”.

2.2 Tratamentos (4 e 5) 2.2.1 Tratamento Térmico Os principais tratamentos térmicos são:

- Normalização: serve para eliminar as tesões internas que aparecem naturalmente na laminação ou em outras formas de moldagem. Resulta um aço mais macio, menos quebradiço. Leva-se o aço até temperaturas acima da crítica, espera-se a transformação total em austenita e deixa-se esfriar lentamente ao ar livre.

- Recozimento: consiste no reaquecimento do metal até uma determinada temperatura, na permanência nessa temperatura durante algum tempo e no subsequente resfriamento lento. Resulta na eliminação das tensões que se originaram na fundição e a elevação dos índices tecnológicos do metal.

- Têmpera: consiste no aquecimento do metal até a temperatura de formação da austenita, na permanência nessa temperatura durante algum tempo e no subsequente resfriamento brusco. O esfriamento pode dar origem a vários tipos de cristais já citados. A têmpera aumenta a dureza, o limite de elasticidade, a resistência à tração e diminui o alongamento e a tenacidade.

- Revenido: este é semelhante ao recozimento, porém é feito a temperaturas abaixo da linha crítica e tem finalidade de corrigir defeitos aparecidos durante uma têmpera. Os defeitos podem ser: excesso de dureza ou tensões internas.

2.2.2 Tratamento Termoquímico O tratamento termoquímico tem por finalidade enriquecer a camada superficial do aço com uma capa protetora composta de outros elementos químicos, tais elemento podem ser: o carbono, cementação; o nitrogênio, nitretação; o carbono e nitrogênio, cianetação; o alumínio, aluminização; ou o cromo, cromagem. Os processos citados anteriormente fornece aos aços aumento ao desgaste, à corrosão, à brasão ou a outras. Cementação: fornece uma capa de grande dureza e resistência ao desgaste Nitretação: eleva a dureza, resistência ao desgaste e à corrosão. Cianetação: aumenta a resistência à corrosão química, ao calor a ao desgaste. Aluminização: eleva a resistência ao calor Cromagem: eleva a resistência à corrosão, a dureza e a resistência ao desgaste. 2.2.3 Tratamento a Frio Como já vimos o metal é um sólido com cristais de tamanho uniforme, que quando submetido a esforços que tendem a deformá-lo a frio, orienta os seus grãos no sentido da deformação, isto é o encruamento, ou o tratamento a frio.

O encruamento causa alterações nas propriedades mecânicas; a resistência à tração e a

dureza aumentam, mas diminuem a ductilidade, e o alongamento. Ele pode ser superficial, como acontece durante a laminação a frio, ou profundo, como ocorre nos aços torcidos para concreto armado. Nota-se então que o encruamento é bastante usado nos aços para indústria da construção, sendo os aços torcidos para concreto armado a sua principal aplicação.

2.3 Normas

A norma que rege os aços como armadura para concreto armado é a NBR 7480 - “Barras e

fios de aço destinados a armaduras para concreto armado – especificação” (1996). Estas norma tem por objetivo fixar os conceitos e os procedimentos gerais, que se aplicam aos ensaios de tração de materiais e produtos metálicos. O método consiste em submeter um corpo de prova a esforço de tração até a ruptura, visando determinar uma ou mais propriedades mecânicas. A norma é aplicada a materiais e produtos metálicos cujo diâmetro seja igual ou superior a 4mm ou cuja espessura seja igual ou superior a 3mm. A aparelhagem utilizada é a máquina de tração que deve corresponder e ser aferida de acordo com a NBR 6156, e deverá ser a da classe 1,0 salvo se a classe 0,5 for determinada pela especificação do produto a ser ensaiado. Os corpos de prova devem ter a seção transversal reta circular, quadrada ou retangular; os corpos devem ser retirados e preparados segundo a ISSO/R 377, devem apresentar acabamento de superfície, não permitindo a existência de trincas nos mesmos. Os procedimentos do ensaio; o ensaio segue as etapas: determinação da área da seção transversal, marcação do comprimento inicial, fixação do corpo de prova na máquina de ensaio, ajuste da velocidade de ensaio, determinação do limite convencional de escoamento, determinação dos módulos de elasticidade, determinação do limite de resistência à tração e por último a determinação do coeficiente de estricção.

Segundo a norma NBR 7480, temos os seguintes parâmetros:

Categoria

Ensaio de tração (mínimos)

Ensaio

de

Aderência

dobrament

o

   

Along.

Pino

Coeficient e de conf.f

 

fy (MPa)

f st (MPa)

10f(%)

f<20 mm

>10mm

CA-25

250

1,20 f y

18

2f

1,0

CA-50

500

1,10 f y

8

4f

1,5

CA-60

600

1,05fy

e

5

5f

1,5

>660

Para o concreto armado podem ser usados dois tipos de aço: o aço laminado e o aço encruado.

O aço laminado apresenta um típico patamar de escoamento. Este patamar consiste num

valor de tensão que unduz à uma grande deformação plástica do aço, gerando uma série de escorregamentos dos planos cristalinos, mesmo sem haver um aumento de tensão. Até o final do patamar de escoamento, o aço apresenta o comportamento muito próximo de um material elasto-

plástico perfeito. Após o patamar de escoamento, o aço volta a apresentar um comportamento

elasto-plástico, onde cada acréscimo de tensão ter-se-á uma parcela de deformação plástica e outra elástica, até chegar à ruptura do material. A tensão de escoamento é então considerada a resistência de escoamento do aço. (2) e (3)

Já o aço encruado é um aço que passou por um processo de deformação dos grãos à frio, o

que acabará por propiciar um aumento da resistência mecânica e da dureza. No entanto a dutibilidade é bastante reduzida e diminui também a resistência à corrosão. Neste tipo de aço não ocorre o patamar de escoamento. O aço apresenta um trecho inicial com comportamento elástico perfeito até um determinado ponto denominado limite de elasticidade. Após este limite, o aço apresenta um comportamento elasto-plástico. (2) e (3)

s encruado laminado e
s
encruado
laminado
e

A norma que rege os aços como armadura para concreto armado é a NBR 7480 - “Barras e

fios de aço destinados a armaduras para concreto armado – especificação” (1996). Estas normas têm

por objetivo fixar os conceitos e os procedimentos gerais, que se aplicam aos ensaios de tração de materiais e produtos metálicos. O método consiste em submeter um corpo de prova a esforço de tração até a ruptura, visando determinar uma ou mais propriedades mecânicas. A norma é aplicada a materiais e produtos metálicos cujo diâmetro seja igual ou superior a 4mm ou cuja espessura seja igual ou superior a 3mm.

A aparelhagem utilizada é a máquina de tração que deve corresponder e ser aferida de

acordo com a NBR 6156, e deverá ser a da classe 1,0 salvo se a classe 0,5 for determinada pela

especificação do produto a ser ensaiado. Os corpos de prova devem ter a seção transversal reta

circular, quadrada ou retangular; os corpos devem ser retirados e preparados segundo a ISSO/R 377, devem apresentar acabamento de superfície, não permitindo a existência de trincas nos mesmos. Os procedimentos do ensaio; o ensaio segue as etapas: determinação da área da seção transversal, marcação do comprimento inicial, fixação do corpo de prova na máquina de ensaio, ajuste da velocidade de ensaio, determinação do limite convencional de escoamento, determinação dos módulos de elasticidade, determinação do limite de resistência à tração e por último a determinação do coeficiente de estricção. (1) Além do ensaio de tração também temos o ensaio de dobramento que deve ser realizado de acordo com a NBR 6153, com a ressalva de que os apoios para a realização deste ensaio devem permitir o livre movimento dos corpos de prova. (1)

O

ensaio de conformação superficial que deve estar de acordo com a NBR 7477. (1)

O

ensaio de fadiga que deve ser realizado de acordo com a NBR 7478. (1)

O

ensaio de tolerância de massas para verificar se a massa real da barra é igual a sua massa

nominal com tolerância de 6% para diâmetro nominal igual ou superior a 10.0 e de 10% para diâmetro nominal inferior a 10.0. Para fios esta tolerância é de 6%.

O ensaio de tolerância de comprimento que deve ser no máximo de 9% para barras e fios de

11.0 metros. (1) O ensaio de defeitos são feitos para evitar que as barras e fios apresentem defeitos prejudiciais. (1)

2. Descrição da obra

A obra se localiza na Rua dos Pinheiros nº 870, Pinheiros, São Paulo. O responsável é o

engenheiro Raul Agonde Filho e as firmas que estão realizando a obra é a Sanca Engenharia LTDA e Terebins & Kalili. A obra compreende-se de um edifício residencial de 27 andares e seu estágio atual encontra-se na amarração de armaduras e na concretagem de lages, vigas e pilares. Teve início em maio de 1999 e tem seu término previsto para junho de 2002.

3. Controle de qualidade

O aço é comprado da Gerdau , de onde já vem ensaiado dentro das exigências da ISO 9002e

também cortado e dobrado pela Armafer. Sua entrega vem com um certificado de qualidade que traz todos os valores dos ensaios feitos nas amostras deste aço. Vemos abaixo uma tabela que mostra todos estes valores para a última remessa que chegara na obra:

Tipo de aço

Característica

Limite de

Alongamento mínimo de 10 diâmetros

Dobramento a

de escoamento

resistência

180º

 

CA

540

594

 

8

Deve resistir sem

50

MPa

MPa

%

apresentar defeitos

 

CA

641

673

 

5

Deve resistir sem

60

MPa

MPa

%

apresentar defeitos

Quando o material chega na obra, ele já vem identificado por etiquetas da própria fábrica onde consta o tipo de aço, a quantidade, a posição do aço, onde este aço deverá ser utilizado, etc. Mesmo assim sempre é feita uma checagem da quantidade de material que chega. Como norma da empresa, toda esta inspeção deve durar no máximo 3 dias para que não atrase o caminhar da obra.

4. Estocagem do aço no canteiro

O aço era estocado no fundo do canteiro em céu aberto, o que facilitava a oxidação do

mesmo.

Ele era colocado sobre estacas de madeira para não ficar em contato direto com o chão e entre ele e a madeira era colocado um manto de feutro para reter um pouco de umidade do solo. Neste canteiro, aço era também identificado: caso a etiqueta de identificação tivesse sido descolada durante o transporte até a obra, eram colocadas placas identificando o tipo e bitola do aço.

Era realizada neste local uma inspeção semanal para verificar a organização da estocagem, se não havia mais etiquetas arrancadas e nem placas de identificação caídas ou em lugar errado. Posteriormente, quando forem retiradas algumas estacas de sustentação, pretende-se fazer o estoque de aço nos próprios andares do prédio, pois assim, enquanto vai se terminando um andar, pode-se já receber o aço necessário para a construção do andar seguinte, assim, ganhando tempo na inspeção e transporte deste aço.

5. Utilização do aço

O aço em concreto armado foi utilizado principalmente nas lages, vigas e pilares . Foi

utilizado na maioria das vezes aço CA 50 e CA 60. Nas lages, após o aço ser posicionado, ele era costurado no próprio local e depois disso eram colocadas sob ele pastilhas de plástico para evitar que este mesmo aço ficasse colado na forma

após a concretagem. Nos pilares e nas vigas havia duas maneiras de se fazer as armaduras: caso o pilar ou a viga fossem grandes, conseqüentemente suas armaduras seriam grandes e pesadas, assim elas seriam feitas no próprio local do pilar ou viga em questão. Depois de costurada e amarrada, seriam aplicadas pastilhas para evitar que o aço fique colado com a forma, como relatado acima no caso das lages. Caso o pilar ou a viga fosse de menor dimensão, suas armaduras seriam mais leves, assim primeiro elas seriam costuradas em um outro local e só então é que elas seriam amarradas na estrutura a ser concretada, isso tudo para facilitar a primeira tarefa citada acima. Depois de amarrada, seriam colocadas as pastilhas e só então a concretagem seria feita.

6. Proposta do controle de qualidade e recebimento

Antes de tudo é muito importante adquirir-se o produto de uma marca e de um distribuidor que sejam confiáveis.

Para um bom controle de qualidade e recebimento é necessário que a amostra atenda de forma satisfatória aos ensaios de tração, dobramento, fissuração do concreto e fadiga, além de ela também ter que apresentar homogeneidade geométrica, não apresentar defeitos prejudiciais, estar dentro dos parâmetros de tolerância de massa e comprimento, apresentar um espaçamento médio entre as nervuras, etc. (1) As barras ou fios devem vir em feixes ou rolos que devem possuir uma etiqueta de identificação onde estão indicados: nome do produtor, categoria e diâmetro nominal. (1)

Se um ou mais destes resultados não atender ao estabelecido na norma, deve ser realizada

uma contraprova única. Caso todos os resultados desta contraprova sejam satisfatórios, o lote será

aceito. (1) Outras formas de aumentar-se o controle de qualidade é visitando-se o local onde a peça está sendo fabricada e ensaiadas, para verificar se todos procedimentos estão dentro da norma NBR 7480. (1)

7. O ensaio do aço em laboratório

O ensaio do aço foi realizado dia 07 de abril de 2000, às três horas da tarde. Foi realizado o

ensaio de tração do aço até a sua ruptura. Este ensaio consiste em prender a barra de aço por duas garras que através de um controle eletrônico começarão a tracionar a barra até a sua ruptura. Na barra era afixado um extensômetro de 10 cm e indicava a deformação que a barra estava sofrendo naquele trecho. Seguem no final algumas fotos desta máquina e de seus controles. Foram utilizadas quatro barras de diâmetro nominal de 16,00 mm, do tipo CA 50, as quais foram ensaiadas segundo a norma NBR-6152. As barras forram cerradas em um comprimento de aproximadamente um metro e marcadas com traços

leves de cerra de um em um centímetro para que após o seu rompimento pudéssemos estimar o seu alongamento em 10 diâmetros.

Barra 1:

Massa específica do aço = 7,850 g/cm³ Massa: 1601,8 g Comprimento: 100,7cm Diâmetro: 16,06 mm Base de medida do extensômetro: 10 cm.

Carga (toneladas)

Deformação (m/m)

2,79

5.10

-4

5,00

1.10

-3

7,28

1,5.10 -3

9,55

2,0.10 -3

11,20

2,5.10 -3

12,21

3,0.10 -3

12,74

3,5.10 -3

Em seguida veio o escoamento. Carga de ruptura:

Tensão de escoamento (f yk ):

Tensão de ruptura (f st ):

Alongamento em 10 f:

15,22 toneladas 612,79 MPa 751,33 MPa 2,4 cm (15%).

Barra 2:

Massa específica do aço = 7,850 g/cm³ Massa: 1605,9 g Comprimento: 100,4cm Diâmetro: 16,11 mm Base de medida do extensômetro: 10 cm.

Carga (toneladas)

Deformação (m/m)

2,58

5.10

-4

4,65

1.10

-3

6,80

1,5.10 -3

9,00

2,0.10 -3

10,80

2,5.10 -3

11,95

3,0.10 -3

12,61

3,5.10 -3

Em seguida veio o escoamento. Carga de ruptura:

Tensão de escoamento (f yk ):

Tensão de ruptura (f st ):

Alongamento em 10 f:

15,31 toneladas 602,51 MPa 751,09 MPa 2,3 (14,375 %)

Barra 3:

Massa específica do aço = 7,850 g/cm³ Massa: 1428,7 g Comprimento: 89,80 cm Diâmetro: 16,06 mm Base de medida do extensômetro: 10 cm.

Carga (toneladas)

Deformação (m/m)

2,09

5.10

-4

3,99

1.10

-3

6,00

1,5.10 -3

8,05

2,0.10 -3

10,20

2,5.10 -3

11,49

3,0.10 -3

12,41

3,5.10 -3

12,92

4,0.10 -3

Em seguida veio o escoamento. Carga de ruptura:

Tensão de escoamento (f yk ):

Tensão de ruptura (f st ):

Alongamento em 10 f:

15,27 toneladas 621,67 MPa 753,80 MPa 2,25 cm (14,0625 %)

Barra 4:

Massa específica do aço = 7,850 g/cm³ Massa: 1334,4 g Comprimento: 83,70cm Diâmetro: 16,08 mm Base de medida do extensômetro: 10 cm.

Carga (toneladas)

Deformação (m/m)

2,80

5.10

-4

5,20

1.10

-3

7,47

1,5.10 -3

9,6

2,0.10 -3

11,35

2,5.10 -3

12,45

3,0.10 -3

13,00

3,5.10 -3

Em seguida veio o escoamento. Carga de ruptura:

Tensão de escoamento (f yk ):

Tensão de ruptura (f st ):

Alongamento em 10 f:

15,29 toneladas 624,03 MPa 752,71 MPa 2,2 cm (13,75 %)

9. Conclusão

Os resultados obtidos estão todos dentro dos valores estipulados pela NBR 7480. Para o valor característico de resistência de escoamento que é de 500 MPa para o nosso tipo de aço, obtivemos valores entre 602,51 e 624,03 MPa, nos dando uma média de 615,25 MPa e um desvio padrão de 9,77 MPa (f yk = f ym –1,65s, onde s é o desvio-padrão). Para o limite de resistência ou tensão de ruptura, todos os valores estão dentro da norma, pois todos são superiores a 1,10 . f yk . Obtivemos uma média de 752,23 MPa e um desvio padrão de 1,26 MPa. Para o alongamento em dez diâmetros todos os valores também estão dentro da norma, pois todos são superiores a 8%. No gráfico feito pela máquina em laboratório, fica bem mais nítido o patamar de escoamento, provando assim, ser um aço laminado. Pode-se notar também a estricção que a barra sofreu em uma determinada área antes de sofrer a ruptura. Um fato curioso é que a barra sempre rompia em uma das marcas feitas com a cerra, provando assim que estas marcas deixavam pontos “fracos” nesta barra e também que a qualidade desta barra é muito boa, pois ela não rompeu em qualquer lugar e sim em um determinado local que tinha um “defeito”. Achamos que o trabalho proposto foi de grande utilidade, pois conseguimos perceber com grande clareza tudo aquilo que nos foi passado em sala de aula durante as aulas de aço. Conseguimos notar o patamar de escoamento, a ruptura da barra e também a visita à obra que foi de grande valia para ver toda a estocagem e aplicação do material em estudo. Enfim foi um trabalho que nos deu conhecimentos para serem guardados e usados em muitas outras matérias.

10. Referências bibliográficas

- NBR 7480/1996 (Barras e fios de aço destinados a armaduras para concreto armado)

(1)

- Apostila de aços (PCC) (2)

- Apostila de aço para concreto armado (PCC) (3)

- Materiais de construção 2; L. A. Falcão Bauer; Editora Afiliada; 5ª edição (4)

- Materiais de construção; Eládio G. R. Petrucci; Editora Globo; 2ª edição

(5)

Aexos: fotos

Aexos: fotos