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MEDICINA LEGAL E DIREITO MÉDICO

FDUCP

Prof. J. A. Esperança Pina

Direito Médico – A Responsabilidade dos Médicos

PREÂMBULO

O médico deve viver a sua profissão em atitude de autêntica missão ao

serviço da saúde e da vida, em dedicação plena e com a profunda

solidariedade humana.

Deontologia Médica: ciência polemica, interpretada de modo diferente, com

a profundidade de quem medita e de quem ensina ou a emoção dos que

vivem intensa e honestamente os problemas da ética médica.

Direito Médico: actividade, predominantemente, normativa, através da qual o jurista apresenta ao médico as normas que devem orientar o exercício da sua actividade profissional.

Deontologia Médica e Direito Médico: enquanto a primeira será um sistema, cuja génese é intrínseca à própria classe, à qual também compete a respectiva jurisdição, por sua vez, a segunda é extrínseco à classe médica, com a jurisdição dos tribunais comuns. É certo que a jurisdição dos tribunais comuns, civil, penal ou administrativo pode ser chamada a intervir na sequência de processo disciplinar levando a termo no seio da Ordem dos Médicos, pois os melhores juízes deverão ser os próprios médicos.

Ética Médica: é mais do que um conjunto de restrições impostas pela lei e orientadas por um código de orientação profissional, oscilando entre a

Deontologia Médica e o Direito Médico. Cada decisão importante deverá ser

a resultante de uma aplicação simultânea de juízos correctos e de juízos

morais. É necessário, ao cuidar do sofrimento do Homem, ter consciência que nem tudo o que é possível deve ser feito, de modo a evitar uma multiplicação exagerada dos excessos de tecnicismo científico, humanizando a pragmática da clinica. Os grandes problemas ético-jurídicos da Medicina Contemporânea assentam hoje sobretudo no direito ou não à vida; direito ou não à integridade corporal; direito ou não à integridade psíquica; direito ou não à experimentação humana; direito ou não à manipulação humana; direito ou não à morte.

Responsabilização Profissional: obrigação inerente a todo o médico de reparar

e satisfazer as consequências prejudiciais dos actos, omissões e erros

voluntários, e inclusivamente involuntários, dentro de determinados limites, cometidos no exercício da sua profissão. A profissão médica admite a pratica

de determinados actos e liberdades, que poderão constituir crimes se praticados por outros, motivo porque a responsabilidade médica é

crimes se praticados por outros, motivo porque a responsabilidade médica é Maria Luísa Lobo – 2011/2012
crimes se praticados por outros, motivo porque a responsabilidade médica é Maria Luísa Lobo – 2011/2012

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equacionada em moldes diferentes do que é exigida aos outros cidadãos. Imunidade do médico, no exercício normal da sua profissão assenta: (1) autorização legal para o exercício da medicina; (2) consentimento-informado do doente; (3) estado de necessidade, ou seja situação iminente de dano grave; (4) fim curativo.

A Responsabilização médica assenta (1) no dever de tratar; (2) na culpa médica; (3) no prejuízo causado; (4) no nexo de causalidade.

O EXERCÍCIO DA PROFISSÃO MÉDICA

Sistemas de Saúde

1. Saúde e Doença

Saúde: factor essencial da vida humana e um valor que supera todos os outros ao longo da existência de cada indivíduo na criação de bem-estar, de capacidade de trabalho e de felicidade pessoal.

Doença: falta de saúde, geralmente acompanhada de sofrimento, sendo uma situação corporal e espiritual exactamente oposta à da saúde.

Protecção da Saúde & Desenvolvimento da Economia Nacional: a protecção da saúde leva a um aumento do rendimento nacional, ao promover a diminuição da morbilidade e da mortalidade que faz aumentar o contingente dos trabalhadores activos, o prolongar da capacidade de trabalho do pessoal qualificado e melhorar a produtividade.

2. Serviços de Saúde (página 12 a 22)

3. Ordem dos Médicos (página 22 a 33)

CÓDIGO DEONTOLÓGICO (página 35 a 68)

RELAÇÕES MÉDICO-DOENTE

Confiança do doente no médico: pressupõe o respeito pelo direito do doente, quer para escolher ou rejeitar o médico, ou mesmo a instituição de saúde. O doente ao depositar a sua confiança no médico satisfaz uma necessidade psicológica. O doente necessita dessa confiança para poder transmitir ao médico os problemas que o afectam, para aceitar os conselhos e medidas terapêuticas e para de novo voltar ao médico.

Liberdade de escolha do médico pelo doente: pressupõe um direito do doente, que o médico deve respeitar e fazer respeitar a liberdade de escolha. Seja em medicina privada ou em medicina pública, o doente deve ter sempre

Seja em medicina privada ou em medicina pública, o doente deve ter sempre Maria Luísa Lobo
Seja em medicina privada ou em medicina pública, o doente deve ter sempre Maria Luísa Lobo

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a possibilidade de mudar de médico, e este acatará a decisão e nunca devera pressionar o doente a ser tratado por ele.

1. Acto Médico

(1) DIAGNÓSTICO

Bases Fundamentais:

(1) Preparação Intelectual

do Médico; (2)

Observação

Minuciosa;

(3)

Bom

Senso;

(4)

Intuição

Clinica;

(5)

Experiência.

Dificuldades do Diagnóstico: (1) Deficiência nos Conhecimentos do Médico; (2) Ausência dos Meios Complementares de Diagnóstico; (3) Particularidades Inerentes ao Caso Clínico (exemplo: escassez de sintomas, rebeldia do doente, simulação e dissimulação dos sintomas e dos sinais).

Regras Práticas para Realizar um Diagnóstico: (1) pormenorizar a anamnese, analisar os sintomas e atender à sua evolução; (2) formular uma hipótese, tentar confirmá-la ou rejeitá-la prontamente; (3) respeitar os factos; (4) reflectir e estudar; (5) rever o doente, tantas as vezes que for necessário; (6) recorrer ao conselho de um colega mais experiente e de reconhecida competência; (7) não utilizar em excesso os meios complementares de diagnóstico (oneraram os serviços médicos ou o doente, sendo inúteis quando feitos sem base cientifica); (8) não fazer diagnósticos à primeira vista; (9) diagnóstico provisório; (10) novo diagnóstico (casos em que a doença evoluiu ou existiu uma má interpretação dos sintomas); (11) diagnóstico definitivo.

Exame Clínico

 

Presença de Terceiros, necessária nas crianças e nos doentes do foro psiquiátrico e inconscientes, sendo esta presença prejudicial em certos casos, como conjugue e pais uma vez que o doente com este tipo de presença, pode não responder com verdade, o que vai prejudicar a realização de um diagnóstico correcto.

Dificuldades na Colheita de Elementos da História Clínica: (1) Psicologia do Doente; (2) Vocabulário Inadequado; (3) Exposição Prolixa.

Atitude do Médico: (1) Saber Ouvir o doente – muitas vezes o doente procura o médico sabendo já não ter cura e vem ao

– muitas vezes o doente procura o médico sabendo já não ter cura e vem ao
– muitas vezes o doente procura o médico sabendo já não ter cura e vem ao

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médico procurar um conselho e um amparo, procurando um ouvinte qualificado que o compreenda, que ouça um relato dos seus padecimentos, que o liberte das angústias que o atormenta; (2) Controlo da História Clínica – com delicadeza e tacto, o médico deve orientar o interrogatório e esclarecer os pontos essenciais; (3) Descrição dos Factos Pessoais e Familiares; (4) Prudência e Firmeza; (5) Evitar os ‘’diagnósticos de salão’’ ou feitos pelo telefone

Exames Complementares de Diagnóstico: (1) Evitar o Exagero; (2) Instrução do Doente; (3) Obtenção do Consentimento do Doente; (4) Se o doente pedir um exame complementar; (5) utilização de material em bom estado de conservação; (6) em casos de doentes mentais, ou quando haja inconvenientes; (7) recomendar médicos especialistas competentes.

Formulação de Diagnóstico

 

Formulação Directa: (1) evitar afirmações absolutas; (2) atitude optimista, moderada e objectiva; (3) tacto psicológico; (4) evitar os termos técnicos; (5) não esquecer a legitimidade das dúvidas.

Formulação Indirecta: (1) mimica do medico; (2) hesitações e embaraços do médico; (3) exames do médico; (4) envio do doente a certos especialistas, hospitais ou casas de saúde; (5) cartas enviadas por especialistas ao médico assistente através do doente, podendo este abrir as cartas; (6) pelas respostas do médico a perguntas que o doente faz.

(2)

TRATAMENTO

[Terapêutica

Médica;

Terapêutica

Cirúrgica

e

Terapêutica Mista]

Finalidade do Tratamento: (1) Preventivo; (2) Curativo; (3) Etiológico – eliminação ou atenuação da causa da doença; (4) Sintomático – mais comum, destinando-se a atenuar ou debelar os sintomas (inconvenientes: (1) na maior parte dos casos não é cientifico; (2) terapêutica de facilidade; (3) faz protelar ou esquecer a verdadeira causa;aplicação correcta: (1) gravidade dos sintomas; (2) sofrimento do doente; (3) inacessibilidade da etiologia da doença).

Atitude do Médico em Relação à Terapêutica:

da etiologia da doença). Atitude do Médico em Relação à Terapêutica: Maria Luísa Lobo – 2011/2012
da etiologia da doença). Atitude do Médico em Relação à Terapêutica: Maria Luísa Lobo – 2011/2012

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Requisitos

do

Tratamento:

(1)

evitar

os

tratamentos

tipo

panaceia (aqueles que servem para tudo) e o automatismo terapêutico (receitar os mesmos medicamentos sem atender às particularidades de cada caso clínico); (2) visar o máximo de eficiência; (3) prescrever os medicamentos com alguma precaução (cuidados médicos; cuidados monetários; cuidados neuropsiquiátricos; cuidados científicos).

Colaboração do Doente: (1) dar explicações claras; (2) manter

o

doente sob vigilância; (3) não admitir o caprichismo do

doente; (4) obter o consentimento do doente; (5) obter o consentimento da família; (6) advertir o doente dos

inconvenientes.

 

Prescrição: embora faça parte integrante do acto médico, pode suceder que o médico não considere necessário receitar. Contudo, o doente não se sente tratado se, no fim da consulta, não receber uma receita, na convicção de que o medicamento é obrigatoriamente um bem para a sua saúde.

Experimentação Terapêutica: o respeito pela pessoa humana é um princípio essencial só sendo lícito recorrer à experimentação terapêutica quando houver uma razão que o justifique: (1) gravidade do estado do doente; (2) inexistência de outro meio terapêutico; (3) garantia cientifica de algum êxito; (4) consentimento do doente; (5) não cause prejuízos ou incómodos importantes.

Tipos de Medicamentos: a liberdade de prescrição é um dos

direitos dos médicos, devendo os medicamentos receitados ser

os

mais seguros, de efeito mais rápido e os menos dispendiosos:

(1) medicamentos de fórmula secreta (desconhece-se a sua composição – os seus componentes e as doses em que se combinam); (2) medicamentos prejudiciais (utilizados em doses diferentes das previstas); (3) medicamentos inúteis (não exercem qualquer acção sobre o doente); (4) medicamentos perigosos (actuam imediatamente ou de forma retardada, podendo causar a morte em pequenas doses, ou causar habituação).

Arte de receitar

 

(3) PROGNÓSTICO: é a parte do acto médico que assume maior importância para o doente e para a família. Como todo a previsão,

assume maior importância para o doente e para a família. Como todo a previsão, Maria Luísa
assume maior importância para o doente e para a família. Como todo a previsão, Maria Luísa

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envolve um risco, porque se está a predizer o futuro e considerando as incertezas do diagnóstico e da terapêutica, o médico deve sempre usar da maior prudência ao ter de formular o prognóstico.

O Problema da Verdade/Mentira:Santo Agostinho e São Tomás de Aquino defenderam sempre a obrigação de dizer a verdade e de nunca mentir, mas perante situações complexas devem procurar-se saídas para, sem se dizer a verdade, não se cair na mentira. Na actualidade, países como os EUA, em que a norma geral é que o doente seja informado da sua situação, mesmo quando o prognóstico é sombrio, graças a um ambiente favorável, como melhor preparação do público e tradição da liberdade pessoal. Noutros países a verdade é ocultada.

Dever de Dizer a Verdade: o homem é administrador da sua vida e da sua saúde. Quando vê comprometida a sua saúde, o homem doente procura o médico, para que este o ajude a fazer um diagnóstico, a estabelecer um tratamento adequado e a transmitir um prognóstico. Ao ser estabelecida a relação médico-doente, princípio básico do acto médico, o doente tem direito de conhecer o diagnóstico, a terapêutica e o prognóstico. Tal é obvio nos casos em que a doença é grave pois o doente tem deveres como pessoa e como membro de uma família e da comunidade onde está inserido. Em tais caos, ocultar a verdade será manter o doente enganado, num clima artificial e falso, em que todos os que o rodeiam sabem o que se passa menos ele, deixando-o na ignorância na última etapa da vida, comprometendo a resolução de problemas. O Dever de Dizer a Verdade tem por fundamento:

(1) o respeito pela dignidade humana (todo o homem tem direito à verdade); (2) utilização da verdade (aspecto restrito – prevenir o contágio; aspecto geral – a verdade é a ordem pública e a mentira impede o convívio social e a cooperação entre os homens).

A Revelação da Verdade: (1) maneira explícita brutal; (2) revelação explícita progressiva; (3) revelação a terceiros.

Dissimulação da Verdade

O Bem do Doente: as razões para ocultar a verdade ao doente podem ser morais, conduzindo ao agravemento da doença, pois ‘’nem todas as verdades se dizem’’. A relação médico- doente deve estabelecer uma ligação que pode chegar à amizade, o que permite o estabelecimento gradual de comunicação, havendo doentes que exigem uma informação

gradual de comunicação, havendo doentes que exigem uma informação Maria Luísa Lobo – 2011/2012 Page 6
gradual de comunicação, havendo doentes que exigem uma informação Maria Luísa Lobo – 2011/2012 Page 6

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objectiva, enquanto outros uma revelação progressiva. A dissimulação da verdade pode ser humanamente justificável quando é sabido que a revelação da verdade pode ser prejudicial à saúde do doente, ou então causar-lhe uma profunda desilusão e desgosto.

Inserção no Prognóstico: a insegurança do médico acerca do prognóstico constitui um argumento para a dissimulação da verdade.

Desejo de desconhecimento pelo doente: deve ser respeitada a vontade do doente, não se podendo impor a verdade contra a sua vontade.

2.

Consentimento-Informado

A Ética Médica baseou-se durante séculos no Juramento de Hipócrates,

segundo o qual a obrigação do médico de ter o consentimento do doente +ara ministrar o tratamento não existia. O doente confiava no médico, seguia

as suas prescrições e obedecia-lhe cegamente.

Contudo, o Consentimento-Informado passou a basear-se no Princípio da Autonomia ou da Liberdade (princípio da Bioética), determinando que o doente deve ser correctamente informado do seu caso clínico e das possíveis alternativas de tratamento. Devem respeitar-se as decisões do doente, depois de convenientemente informado.

Pode suceder uma situação em que o médico ache que a decisão tomada pelo dente não é a mais correcta para a sua saúde e até para a sua saúde. Nestes casos, o médico pode questionar da competência do doente e a resolução de tais conflitos varia dando-se nuns casos prevalência ao princípio da autonomia e noutros ao princípio de beneficência. Importante será ainda salientar que não se poderá tomar por absoluto o princípio da autonomia uma vez que não se pode respeitar a opção do doente, mesmo competente, mas contraria à prática profissional ou à ética do médico.

Elementos Fundamentais do Consentimento-Informado: (1) Informação (base de estabilidade do consentimento); (2) Capacidade de decidir livremente

(competência do doente para decidir); (3) Compreensão; (4) Voluntariedade

ou Liberdade de Consentimento.

(1) INFORMAÇÃO: os doentes têm direito a receber informação sobre o diagnóstico, possibilidades terapêuticas e prognóstico da sua doença, e o medico deve prestar essas informações com as palavras mais adequadas, em termos compreensíveis, de modo a preparar o doente

palavras mais adequadas, em termos compreensíveis, de modo a preparar o doente Maria Luísa Lobo –
palavras mais adequadas, em termos compreensíveis, de modo a preparar o doente Maria Luísa Lobo –

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para tomar uma decisão responsável. A informação deve ser sensata e compreensível, ou seja adaptada a cada doente, prestando atenção ao que tem importância e também aquilo que preocupa o doente. O estado emocional do doente, a sua capacidade de compreensão, a sua classe social e o seu nível cultural são aspectos a considerar numa boa informação. O médico não se deve exceder em informações, sem interesse, na medida em que tal poderá dificultar a decisão a tomar pelo doente. Em suma, trata-se não só de informar o doente, mas poder faze-lo de modo a que possa tomar decisões e tudo feito numa atmosfera de carinho e de humanidade. Código Penal: art. 157º

(2) CONSENTIMENTO: a capacidade de decidir livremente implica a competência do doente para decidir, tanto no plano físico como no plano mental. Pressuposta uma informação adequada, a liberdade significa ausência e coacções físicas ou morais, o que não significa o isolamento do doente ou o seu afastamento de todo o conselho por parte de outros. O Consentimento dado pelo doente poderá ser: (1) oral (entidades nosológicas suficiente); (2) escrito (adoptar-se aos exames complementares de diagnóstico complexos e para a administração da terapêutica cirúrgica; (3) escrito testemunhado (casos de alto risco, devendo as testemunhas, que não sejam familiares, nem relacionadas com o doente, confirmar que o consentimento foi dado em perfeita liberdade sem coacção).

(3) EXCEPÇÕES AO CONSENTIMENTO: (1) o doente pode não estar em condições de conceder o seu consentimento, tendo este de ser solicitado aos seus familiares mais próximos ou ao seu representante legal, como em casos de perda de consciência, perda de capacidade de julgar, deficiência mental e idade infantil; (2) a urgência médica dispensa a obrigação de obter o consentimento, quando não for possível o medico obter o consentimento do doente ou dos seus familiares mais próximos, ou de outros a quem a lei confere autoridade de protecção natural: nestes casos o médico terá de

decidir e não poderá ser incriminado pela escolha que fizer. O razoável

é

supor que todos os que se encontram numa situação de urgência

querem viver, pelo que se pode presumir que dariam o seu consentimento ao tratamento; (3) o médico pode actuar quando não foi possível existir consenso através de desacordo irredutível dos

familiares mais próximos do doente; (4) o médico pode actuar quando

o

consentimento foi dado para uma intervenção ou tratamento e se vê

obrigado a substitui-la por outra, para a qual não havia sido autorizado. Código Penal: art. 150º e 156º, 157º, 38º

3.

A Urgência Médica

. Código Penal : art. 150º e 156º, 157º, 38º 3. A Urgência Médica Maria Luísa
. Código Penal : art. 150º e 156º, 157º, 38º 3. A Urgência Médica Maria Luísa

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(1) URGÊNCIA MÉDICA: processo agudo, instalado subitamente num indivíduo que pode ser tratado efectivamente e que na ausência de um diagnóstico e terapêutica, ou apesar de ter sido ministrado pode conduzir a uma evolução fatal. De uma maneira geral as possibilidades de sucesso são boas quando o médico faz um diagnóstico correcto e ministra uma terapêutica adequada. É uma tragédia moral para o medico quando não consegue evitar a morte ou sequelas graves de incapacidade, sobretudo se tem consciência da sua falta de conhecimentos, e tudo se teria evitado, com a chamada de outro médico, com mais conhecimentos.

A actuação médica tem por objectivo dar uma resposta adequada de modo a melhorar o estado de saúde do doente. Trata-se de uma obrigação de meios, quer em pessoa, quer em material e equipamento, com base em estruturas adaptadas ao cuidados postos à disposição dos cidadãos, que têm deveres e também têm direitos. O médico tem de actuar porque a tradição humanitária da profissão médica o impõe, as normas deontológicas o exigem e as repercussões por negligência contribuem para dar um carácter imperativo ao seu cumprimento. Código Deontológico: art. 7º

Tipos de Urgências Médicas: (1) Grave (risco vital necessitando de meios de reanimação especial, como por exemplo enfartos do miocárdio u queimaduras graves); (2) Médias (reagrupam os síndromas que necessita da visita do médico e em que cada sintoma que originou a chamada necessita de uma decisão terapêutica, como por exemplo fracturas ou traumatismos); (3) Ligeiras (não conduzem a nenhum risco e representam cerca de 90% de todas as chamadas, sendo normalmente tratadas no domicilio).

(2) CONCEITO DE URGÊNCIA MÉDICA: (1) em rigor é urgente tudo o que possa pôr a vida de um doente, se este não for imediatamente socorrido pelo médico – urgência médica absoluta; (2) casos em que a vida não depende necessariamente da terapêutica, ainda que a presença e a acção imediata do médico seja imprescindível para controlar e atalhar um estado que entregue a si próprio pode agravar e prolongar o sofrimento – urgência médica subjectiva.

(3) IDENTIFICAÇÃO DA URGÊNCIA MÉDICA: o aparecimento de uma urgência médica num doente hospitalizado permite o recurso a meios de diagnóstico e de terapêutica, a colaboração de profissionais médicos de diversas especialidades e de todos dispondo de condições para actuar com eficiência. Quando a urgência se dá noutro lugar, na rua ou no domicílio tudo se deve iniciar com recursos disponíveis e pedir a transferência imediata para um centro hospitalar. A possibilidade de identificar uma situação

imediata para um centro hospitalar. A possibilidade de identificar uma situação Maria Luísa Lobo – 2011/2012
imediata para um centro hospitalar. A possibilidade de identificar uma situação Maria Luísa Lobo – 2011/2012

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médica como urgente depende da prepararão e da experiencia do medico. De qualquer modo é preferível o medico enganar-se e considerar uma situação como urgente de que interpretar como inócua uma situação grave.

(4) RSPONSABILIDADE PERANTE A URGÊNCIA MÉDICA: alguns médicos praticam especialidades médicas ou fazem apenas investigação científica e por isso não estão em condições de enfrentar uma situação de urgência. Contudo, qualquer medico tem de actuar prontamente, utilizando o melhor do seu saber para face a uma situação de urgência medica tentar salvar o doente.

Situação de Urgência num Lugar Público – tipos de médicos: (1) médico competente (toma as medidas competentes para bem executar as suas funções); (2) medido perplexo (incapaz de resolver a situação, tomando medidas que realiza de forma inadequada); (3) médico com atitude de absoluta indiferença (limita-se a recomendar o transporte do doente para um centro hospitalar); (4) médico que não se identifica para tal (pensa não ter incómodos nem preocupações).

O médico foi negligente quando: (1) negou-se a prestar um serviço médico, nada podendo invocar neste tipo e atitude; (2) comprovou-se que não tem preparação ou conhecimentos científicos actualizados, tendo estes factores de ser definidos por peritos médicos.

O médico encontra-se sempre obrigado: (1) a prestação serviços em casos de urgência médica; (2) a ter um grau de responsabilidade e de eficiência; (3) a solicitar, quando possível, a ajuda de outro médico, quando conhece as suas limitações.

Código Penal

art. 284º - pressupostos que obrigam o medico ao dever jurídico, ou jurídico-penal de não recusar o tratamento. Não recai sobre o médico qualquer dever jurídico de tratar, não sendo penalmente sancionado (art. 10º/2 do CP).

art. 200º/1: dever geral de auxílio que recais sobre qualquer pessoa em situação de afastar um perigo.

PRIMEIRAS MEDIDAS PERANTE UMA URGÊNCIA MÉDICA: em 1981, em Portugal, foi criado o Instituto Nacional de Emergência Médica, destinado a assegurar o funcionamento de um sistema integrado de emergência, de forma a garantir aos sinistrados ou às vítimas de doença súbita a pronta correcta prestação de cuidados de saúde. O INEM presta socorros no local da ocorrência e faz o transporte assistido das vítimas para um hospital adequado, e também promove a

transporte assistido das vítimas para um hospital adequado, e também promove a Maria Luísa Lobo –
transporte assistido das vítimas para um hospital adequado, e também promove a Maria Luísa Lobo –

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articulação dos vários estabelecimentos hospitalares de forma a garantir o acesso pronto a nível de tratamento, exigida para cada situação concreta.

RESPONSABILIDADE DISCIPLINAR DO MÉDICO

Responsabilidade Disciplinar: resulta da falta de regras que devem pautar a actuação do médico, podendo ser administrativa ou profissional.

(1) RESPONSABILIDADE DISCIPLINAR ADMINISTRATIVA: relaciona-se com a qualidade do médico na sua qualidade de funcionário e a que está sujeito quando trabalha para o Estado. Sendo hoje a grande maioria dos médicos funcionários públicos, os processos disciplinares administrativos começam a surgir em grande número resultando da tentativa de transformação do médico em mero funcionário público, sujeito aos mesmos deveres e obrigações de qualquer funcionário.

Considerações Gerais: as carreiras médicas têm a natureza de carreiras profissionais e o pessoal nelas integrado, atenta a natureza e especificidade de funções, constitui um corpo médico: (1) Carreira Médica de Clínica Geral (profissional habilitado a prestar cuidados primários a indivíduos, famílias e mais amplamente a populações definidas que lhe sejam confiadas); (2) Carreira Médica Hospital (profissional habilitado para funções hospitalares de assistência, de investigação e de ensino); (3) Carreira Médica de Saúde Pública (profissional habilitado para assegurar as actividades de promoção da saúde e prevenção de doença na população em geral); (4) Carreira Médica de Medicina Legal (profissional habilitado para praticar actos médico-legais e elaborar os respectivos relatórios periciais).

Responsabilidade das Unidades de Saúde: regra geral, as unidades de saúde assumem a responsabilidade pelas faltas cometidas pelo seu pessoal médico, de enfermagem e administrativo, cometidas dentro do serviço, à excepção das faltas que são da responsabilidade do próprio pessoal. A Falta do Serviço Público (responsabilidade das unidades de saúde quanto aos actos do seu pessoal, sobretudo pessoal médico condicionada à existência desta falta) pode ser (1) Falta de Comissão (originada no funcionamento ou organização do serviço); (2) Falta de Omissão (originada na ausência de funcionamento do serviço).

um

médico): (1) actos da competência exclusiva do médico; (2) actos executados sob o controlo efectivo dos médicos; (3) actos

Faltas

por

Actos

Médicos

(aquele

que

é

realizado

por

dos médicos; (3) actos Faltas por Actos Médicos (aquele que é realizado por Maria Luísa Lobo
dos médicos; (3) actos Faltas por Actos Médicos (aquele que é realizado por Maria Luísa Lobo

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executados sobre prescrição médica, mas sem a presença do médico. Estas faltas podem surgir durante o diagnóstico, quando resultar de negligência ou no tratamento, sobretudo nos actos médicos de natureza cirúrgica.

Faltas

por

Actos

de

Prestação

de

Cuidados

(evidenciam

as

técnicas realizadas por colaboradores do médico e que não são da responsabilidade deste)

Faltas por Actos de Organização e Funcionamento das Unidades de Saúde (actos administrativos)

Responsabilidade Individual e Pessoal das Instituições de Saúde:

todas as faltas feitas pelo pessoal das unidades de saúde pública parecem ser da responsabilidade destas instituições, salvo se tratar de uma falta pessoal do agente, médico ou paramédico, ou seja uma falta intencional de extrema gravidade.

Responsabilidade Civil, Penal e Disciplinar – página 95 a 96

Responsabilidade do Pessoal nas Instituições de Saúde Privadas: em responsabilidade contratual, as instituições de saúde privadas devem responder pelos actos de todo o pessoal que utiliza no cumprimento das obrigações. Deste modo, se têm médicos ao seu serviço para tratamento de doentes que a elas se dirijam, responderá contratualmente pelos seus actos.

RESPONSABILIDADE DISCIPLINAR PROFISSIONAL: (remissão para o Estatuto da Ordem dos Médicos e Código Deontológico)

RESPONSABILIDADE CIVIL DO MÉDICO

Responsabilidade Civil [Prof. Almeida Costa]: ocorre quando um indivíduo deve reparar um dano sofrido por outrem. A lei faz surgir uma obrigação (art. 397º do CC) em que o responsável é o devedor e a vítima o credor.

A Responsabilidade Civil distingue-se:

Da Responsabilidade Moral: pertence ao domínio da consciência, sendo uma responsabilidade não jurídica (fonte de obrigações naturais);

Da Responsabilidade Penal ou Criminal: pertence ao domínio do direito público.

Da Responsabilidade Penal ou Criminal: pertence ao domínio do direito público. Maria Luísa Lobo – 2011/2012
Da Responsabilidade Penal ou Criminal: pertence ao domínio do direito público. Maria Luísa Lobo – 2011/2012

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Encontra-se subjacente à responsabilidade civil a ideia de reparação de um dano privado, pois o dever jurídico infringido foi estabelecido directamente no interesse da pessoa lesada. Nas sanções civis interessa a restituição dos interesses lesados.

Responsabilidade Civil:

Contratual: violação de um direito de crédito ou obrigação em sentido técnico – art. 798º, 799º/1, 800º do CC. É essencialmente aquela que atinge o médico assentando na falta de cumprimento do contrato de prestação de serviço (art. 1154º e 1156º do CC), estabelecido com o doente.

Extracontratual: violação de um dever ou vínculo jurídico geral de um daqueles deveres de conduta impostos a todas as pessoas e que correspondem aos direitos absolutos ou até à pratica de certos actos que, embora lícitos, produzem danos a outrem – art. 483º, 487º/1, 490º e 495º do CC. É aquele que respeita os direitos absolutos (direito à vida) e surge quando o médico assiste um doente numa situação de urgência, em que actua sob o ponto de vista jurídico, como gestor de negócios.

Ambos os tipos de responsabilidade traduzem-se na obrigação de indemnizar. A indemnização pode consistir na restituição do lesado à situação natural efectiva em que se encontrava antes daquele evento – indemnização in natura. Mas sempre que a reconstituição natural não seja possível, não havendo reparação integral dos danos ou seja exclusivamente oneroso para o devedor fixa-se a indemnização em dinheiro – indemnização pecuniária. Código Civil: art. 562º, 563º, 564º/1, 566º/1 e 570º/1.

Responsabilidade Civil & Responsabilidade Penal: a primeira surge quando o médico deve reparar o dano que causou a outrem, pelo que deverá indemnizar o doente; a segunda assenta no facto de o médico dever ser punido por uma infracção de que é culpado.

(2) NATUREZA DA RESPONSABILIDADE CIVIL DO MÉDICO

A Natureza Contratual ou Contrato Médico: o contrato médico é uma convenção estabelecida entre o médico e o dente ou um seu representante, pelo qual o médico aceita a pedido do doente ministrar-lhe os seus serviços (art. 406º/1 e 1154º do CC), para os quais a sua profissão legalmente o habilita. Características: (1) essencialmente pessoal (o médico é escolhido em razão da confiança do doente); (2) contrato bilateral (médico – prestar cuidados ao doente; doente – renumerar o médico); (3) contrato a título oneroso (honorários, não sendo nulo nos casos de serem gratuitos os serviços médicos prestados); (4) contrato civil (a profissão

gratuitos os serviços médicos prestados); (4) contrato civil (a profissão Maria Luísa Lobo – 2011/2012 Page
gratuitos os serviços médicos prestados); (4) contrato civil (a profissão Maria Luísa Lobo – 2011/2012 Page

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medica é liberal); (5) contrato que não obriga a um resultado (o medico não se encontra obrigado a curar o doente, ou a obter um resultado preciso – o dever do medico fica cumprido, moral e legalmente, desde que preste ao doente cuidados conscienciosos e atentos; (6) contrato contíguo (prolonga-se por mais ou menos tempo); (7) contrato sujeito a rescisão (pode ser anulado por qualquer uma das partes, sendo mais facilmente pelo doente que pode perder a confiança no medico). Para que o contrato médico/doente possa ser válido é necessário que o doente tenha capacidade civil o que não acontece quando (1) incapacidade de direito (menores e alienados); (2) incapacidade de facto (impedimentos do doente – coma – impedimentos pelas circunstancias (urgência medica). Para que o contrato seja valido o medico tem de ter capacidade civil o que não acontece quando (1) incapacidade estatutária (medico não inscrito na Ordem); (2) falta de especialização (só um medico especialista pode exercer uma determinada especialidade).

Natureza Extracontratual de certas situações:

Obrigação de Meios e Obrigação de Resultados: a obrigação médica é regra geral uma obrigação de meios. A obrigação de um cirurgião plástico não difere da do cirurgião geral, mas deve ser feita uma distinção entre cirurgia estética e cirurgia reparadora, sendo no primeiro caso uma obrigação de resultados e no segundo uma obrigação de meios. Em casos complexos, os resultados não podem ser obtidos sem uma certa margem de erro ou incerta – obrigação de meios. Na maioria dos casos, a responsabilidade do médico, exercendo medicina liberal é de natureza contratual e deriva de uma obrigação de meios, sendo este princípio a base da responsabilidade médica.

(3) CONDIÇÕES DE RESPONSABILIDADE CIVIL DO MÉDICO: facto prejudicial & prejuízo &nexo de causalidade

Facto Prejudicial: falta e acção das ‘’coisas’’.

Falta médica: a existência de um prejuízo é uma das condições necessárias para obter a reparação, mas não é condição suficiente. Requisitos: (1) imperícia; (2) imprudência; (3) desatenção); (4) negligência; (5) inobservância dos regulamentos. O medico tem apenas uma obrigação de cuidados e não de resultados, estando os cuidados em conformação com os dados adquiridos pela ciência.

A falta resultara da ausência de um dos requisitos ou o conjunto deles. O doente procura o medico pela sua competência que, muitas vezes, não possui. Contudo não se pode exigir a um médico de clinica geral o conhecimento de todas as técnicas de ponta que um especialista conhece.

geral o conhecimento de todas as técnicas de ponta que um especialista conhece. Maria Luísa Lobo
geral o conhecimento de todas as técnicas de ponta que um especialista conhece. Maria Luísa Lobo

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Apenas uma falta grave deveria conduzir a uma responsabilização profissional, pois os tribunais não se devem intrometer em problemas científicos, que lhes são estranhos reprimindo apenas as faltas certas. Código Civil: art. 800º/1 e

500º/2

Esclarecimento do Doente: as informações dadas pelo medico ao doente têm de depender das capacidades intelectuais e psicológicas do doente. De um modo geral o doente é estranho à técnica medica, sendo que a informação não pode ser dada com rigor exacto mas adaptada às capacidades próprias de cada doente. A compreensão das situações é impossível nos casos de doentes inconscientes, de crianças e de doentes mentais – deverão ser informados os representantes legais do doente. Deve ser feita uma escolha em função dos dados estatísticos e dar ao doente informações razoáveis para que possa ter uma visão clara da situação clinica e optar por uma decisão consciente. O medico deve fornecer uma informação clara e exacta mas limitada à evolução ou aos riscos previsíveis em função da experiencia pessoal e dos dados estatísticos. Existe a excepção no campo da cirurgia estética em que o cirurgião actua não para o restabelecimento da saúde do doente, mas para lhe fazer uma correcção devendo informar o doente de todos os riscos previsíveis, mesmo que eles se dêem excepcionalmente.

Consentimento do Doente (art. 340º do CC) – remete para a página 7 dos apontamentos

A Acção das ‘’Coisas’’: o medico utiliza frequentemente instrumentos e são estes os causadores directos dos danos sofridos pelo doente (exemplo: caso dos cirurgiões e dos radiologistas que possuem aparelhos que podem originar

doenças graves). A jurisprudência receia responsabilizar quando

o

dano é provocado pela acção directa das coisas inanimadas.

Deste modo o medico tem o dever de prudência e diligencia

quando utiliza uma coisa. Código Civil: art. 493º

Prejuízo: a vitima tem direito ao reembolso das despesas médicas e farmacêuticas, a uma indemnização resultante da incapacidade temporária ou definitiva para o trabalho e a uma indemnização do prejuízo moral que sofreu. O estado anterior ou

a predisposição do doente devem ser levados em consideração

para poder avaliar-se o prejuízo realmente sofrido, o único que é

avaliado para indemnização. Determina-se o prejuízo real, e objectivo analisando a medida da invalidez preexistente ou uma eventual predisposição que concorre para o dano final.

Nexo de Causalidade: existência de nexo de causalidade directo e certo, entre a falta e o prejuízo, não é mais do que uma

directo e certo, entre a falta e o prejuízo, não é mais do que uma Maria
directo e certo, entre a falta e o prejuízo, não é mais do que uma Maria

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condição para poder atribui responsabilidade ao medico. O doente deve provar a relação causal entre a falta e o prejuízo, nada estabelecendo que a falta tenha provocado ou agravado o estado de doença.

RESPONSABILIDADE PENAL DO MÉDICO

(1) CONSIDERAÇÕES GERAIS

Carácter Pessoal da Responsabilidade: art. 11º do Código Penal

Substrato da culpabilidade é a voluntariedade do crime. A voluntariedade pode ser directa (dolo) ou indirecta (negligência):art. 13º do Código Penal

Dolo: art. 14º do Código Penal

Dolo Directo (art. 14º/1): intenção criminosa e nele o agente prevê e tem como fim a realização do acto criminoso.

Dolo Necessário (art. 14º/2): o agente sabe que, como consequência de uma conduta que resolve empreender, realizara um facto que preenche um tipo legal de conduta, não se abstendo, apesar disso, de empreender tal conduta.

Dolo Eventual (art. 14º/3): o agente previu resultado como consequência da sua possível conduta, não se abstendo, porem de a empreender e conformando-se com a produção do resultado.

Negligência: art. 15º do Código Penal

Negligência Consciente: vive próximo do dolo eventual. Nele o agente admite, prevê como possível a realização do resultado típico, mas confia podendo e devendo não confiar, em que o mesmo não se realiza ou mostrando-se indiferente à sua produção. Na se conformando porem com a realização desse resultando, pois se se conformasse haveria dolo eventual.

Negligencia Inconsciente: é aquela que a lei para evitar a realização de resultados típicos antijurídicos, proíbe a pratica das condutas idóneas para as produzir ou permite tais condutas mas rodeadas dos necessários cuidados, para que os resultados se não produzam. É o caso dos meios de transporte de armas, da electricidade, da radioactividade cujo uso é permitido mediante cuidados adequados a evitar desastres pessoais e danos. Quando estes cuidados são acatados, o risco esbate-se na omissão dos mesmos cuidados se radica o fundamento principal da punição de negligencia inconsciente – o agente não previu, como podia e devia a realização do crime.

– o agente não previu, como podia e devia a realização do crime. Maria Luísa Lobo
– o agente não previu, como podia e devia a realização do crime. Maria Luísa Lobo

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As intervenções e tratamentos médico cirúrgicos exigem para que a intervenção medica seja considerada ofensa corporal que ela não tenha sido conduzida de acordo com as legesartis (art. 150º do Código Penal). A execução da intervenção desconforme com a arte medica constitui sempre uma ofensa corporal, sendo que de acordo com o art. 143º do Código Penal ofensa à integridade física simples igualmente.

Contudo se o error artis não derivar de uma ofensa no corpo ou na saúde do doente, a conduta do medico não será punível, ressalvando a hipótese de punição por tentativa.

Se o erro originar uma ofensa o medico será punível:

Caso de dolo: para efeitos de punição, haverá que se determinar, se foi uma ofensa corporal simples, como dolo de perigo, qualificada pelo resultado privilegiada ou de envenenamento.

Caso de Negligência: o juiz poderá isentar o medico da pena se da ofensa não resultar doença ou incapacidade para o trabalho por mais de 8 dias.

(2) EXERCÍCIO E INTERDIÇAO DA PROFISSÃO MÉDICA (página 135 e 136)

(3) A INTERVENÇÃO MÉDICA: art. 150º, 156º e 157º do Código Penal

(4)

URGÊNCIA

MÉDICA

(apontamentos)

E

DEVER

DE

TRATAMENTO:

página

7

e

ss

(5) SEGREDO PROFISSIONAL

Conceito: o segredo profissional é um dos problemas mais importas da relação médico-doente, resultando das confidências que o médico recebeu do seu doente, com a finalidade de lhe poder prestar serviços correspondentes à sua profissão, sendo obrigado a guarda-lo em benefício do próprio doente. As confidências referem-se não so aquelas feitas ao medico pelo doente, mas também a tudo o que o medico observa e verifica ligado à doença, incluindo neste tudo o que lhe dizem o doente ou outras pessoas, o que o medico observa por si e ate o que ele descobre mesmo que o doente pretenda ocultar. Todas as confidencias devem ser conservadas secretas em beneficio do próprio doente, donde se pode deduzir que faz parte do segredo profissional tudo o que não possa ser revelado, sem causar prejuízo, desgosto u contrariedade ao doente ou aos seus familiares.

sem causar prejuízo, desgosto u contrariedade ao doente ou aos seus familiares. Maria Luísa Lobo –
sem causar prejuízo, desgosto u contrariedade ao doente ou aos seus familiares. Maria Luísa Lobo –

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Factos Médicos e Extramédicos: (1) aquele que estão ligados à doença para a qual o médico foi chamado; (2) factos que o médico observa e conhece por causa da prestação dos seus serviços e intervenções médicas, mas que não estão ligados à doença.

Segredo Absoluto: considera os factos médicos e os factos extramédicos, uma vez que estes também foram abrangidos pelo segredo profissional na medida que foram conhecidos pelo médico durante a relação médico-doente o qual, pois se não tivesse sido chamado a intervir não os teria conhecido posição de alguma doutrina. Prof. Esperança Pina só os factos médicos constituem objecto do segredo profissional pois os factos extramédicos não se relacionam com a doença ou seja podem ser observados por toda e qualquer pessoa estranha à medicina.

Segredo Profissional Compartido e Derivado: (1) resultado de colaboração requerida pelo médico, para se estudar e tratar convenientemente o doente; (2) consequência inevitável de o pessoal, não directamente implicado em responsabilidade médica conhecer o doente e a sua doença.

Dispensa em Guardar o Segredo Profissional: (1) quando tenha o consentimento do doente ou seu representante (legítimo, consciente e esclarecido); (2) quando estiver em causa a defesa da dignidade, da honra e dos legítimos interesses do médico e do doente; (3) casos de doenças contagiosas de declaração obrigatória; (4) quando verificar poder tratar-se de sevícias (atenção as violências no meio familiar – mulher maltratada: aquele que recebe por parte do conjugue traumatismos físicos severos, infligidos deliberadamente e repetidamente; criança maltratada: surge em menores de 3anos com traumatismos não acidentais de grande violência ou pequenos traumatismos permanentes que podem conduzir à morte); (5) quando o médico efectuar funções de carácter pericial (não se encontra obrigado ao segredo profissional para com as autoridades ou entidades que lhe ordenaram a realização desse exame medico, contudo no momento em que o individuo se submeta a um exame pericial, previsto pelas disposições legais, tem de ter conhecimento que perde o direito ao segredo profissional). Código Penal: art. 195º e

196º

(6) ATESTADOS OU CERTIFICADOS FALSOS: qualquer pessoa pode passar um atestado ou certificado, confirmando um facto que tenha conhecimento, sendo a qualidade do autor que confere autoridade ao documento. O médico, pelo facto de o ser, tem funções de carácter

ao documento. O médico, pelo facto de o ser, tem funções de carácter Maria Luísa Lobo
ao documento. O médico, pelo facto de o ser, tem funções de carácter Maria Luísa Lobo

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público e por isso ate mais do que pelo carácter cientifico das verificações, dá autoridade aos atestados ou certificados médicos que passa e dai lhe vem uma responsabilidade legalmente qualificada. Os atestados podem ser: (1) atestados ou certificados de um facto médico; (2) atestados ou certificados de um estado mórbido; (3) atestados ou certificados de saúde física e mental; (4) certificados de verificação.

Atestado Falso e Atestado Não Verificado: (1) atestado que têm por conteúdo e objectivo uma falsidade; (2) certificam um facto verdadeiro não correspondem contudo a uma verificação do medico.

Código Penal: art. 260º/1

Certificado ou Certidão de óbito: oficialização a morte de um individuo, só podendo ser passado pelo médico que assistiu o doente nos últimos 7dias que antecederam a morte ou que tenha assistido ao falecimento durante a ultima doença. Considera-se que um médico pode passar um certificado de óbito quando se tratar do médico do falecido, mesmo que não tenha visto o doente nas últimas semanas mas sim o corpo após a morte.

(7) ABORTO (art. 140º e ss do CP):

A interrupção voluntaria da gravidez foi objecto de descriminalização(Lei nº16/2007 de 17 de Abril – art.3º, 5º e 6º), sendo que antes só era admitida em três grupos de situações:

Âmbito Terapêutico: independência do momento da sua pratica, desde que constitua o único meio de remover um perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida (só se encontra legitimidade nas 12 primeiras semanas de gestação).

Âmbito da Indicação Eugénica: é possível nas doze primeiras semanas de gravidez e desde que haja seguros motivos para prever que o nascituro venha a sofrer, de forma incurável, de grave doença ou malformação.

Âmbito da Indicação Criminológica: é possível se existirem sérios indícios de que a concepção resultou de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual e desde que o aborto se realize nas 12 primeiras semanas de gravidez.

Tipos de Aborto:

Aborto espontâneo ou médico

Aborto provocado

Tipos de Aborto: ∑ Aborto espontâneo ou médico ∑ Aborto provocado Maria Luísa Lobo – 2011/2012
Tipos de Aborto: ∑ Aborto espontâneo ou médico ∑ Aborto provocado Maria Luísa Lobo – 2011/2012

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Aborto clandestino ou ilegal Aborto oficializado

Prevenção do aborto

-O aborto não é uma experiencia desejável nem estimulante para a

mulher Qualquer ser humano com a mínima sensibilidade ética deveria

consciencializar se de que a luta contra o aborto é um dever comum a todos e que todos deveriam trabalhar para a eliminação ou reduzir os casos O planeamento familiar é uma exigência ética, evitando a gravidez

e o aborto Muitas mulheres e famílias recorrem ao aborto como uma saída aos

problemas que irão surgir com o aparecimento de um filho vendo-se obrigação a uma solução que nem elas consideraram adequadas As politicas governamentais tem o dever de tomar uma serie de medidas em pró da família entre as quais:

Desenvolvimento da educação sanitária ara se evitarem

deficiências na próle Protecção da maternidade e evitar tida a discriminação em

relação as mães solteiras Atribuição de subsídios directo as famílias para o correcto planeamento familiar

(8) ESTERIALIZAÇÃO (art. 150º do CP e art. 66º do Código Deontológico)

EsterilidadeEsterilidadeEsterilidadeEsterilidade dodododo CasalCasalCasalCasal

Para haver fecundação torna-se necessária:

Produção de espermatozóides em quantidade e qualidade suficiente e, ainda a possibilidade de percorrem o longo trajecto desde o testículo ate a porção lateral da tuba uterina

Mulher com ovulação normal e que o óvulo possa ser capturado pela tuba uterina e ai encontre o espermatozóide

Útero com condições para uma correcta nidação

Mulher e homem terão de ser investigados e o aprofundamento deste estudo ira sendo ditado pelos resultados a que irão ser submetidos.

Cerca de 10% a 15% dos casais são estéreis.

Em 40% encontra-se um factor masculino, em 50% um factor feminino e em 10% existe uma causa desconhecida ou idiopática.

em 50% um factor feminino e em 10% existe uma causa desconhecida ou idiopática. Maria Luísa
em 50% um factor feminino e em 10% existe uma causa desconhecida ou idiopática. Maria Luísa

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O estudo da esterilidade é delicado e muitas vezes longo, exigindo ao casal grandes perseverança e ao médico persistência na repetição dos estudos e persuasão para fazer compreender ao casal, as dificuldades inerentes a estas investigações.

(9) PROCRIAÇÃO ARTIFICIAL

Reprodução Medicamente Assistida

1. Inseminação Artificial: transferência mecânica de espermatozóides previamente recolhidos e tratados, para o interior do aparelho genital feminino.

O esperma pode ser introduzido fresco, podendo inicialmente ser congelado e armazenado para mais tarde se proceder à inseminação.

IA no Casal: não existem dúvidas quanto à paternidade na inseminação artificial dentro do casal, com esperma do marido, atendendo a que o pai da criança é simultaneamente o genitor e o pai sociológico. Código Penal: art. 168º (crime semipúblico); Código Civil: art. 1839º/3

IA Post-Mortem: O esperma sendo auto conservado ou seja congelado e armazenado para mais tarde se proceder a inseminação, se o homem tiver de ser submetido a tratamento que lese o sémen, ou que tenha de sofrer quimioterapia ou radioterapia, que conduz a esterilidade

IA com Dador/PMA Heteróloga : Trata-se de um tipo de inseminação artificial com intervenção de um terceiro na vida do casal, podendo referir-se a doação de espermatozóides ou de oócitos, advindo ambos de uma esterilidade feminina ou masculina e sugerindo uma intervenção médica.Os meios para obter e utilizar o esperma são bastante diferentes dos utilizados para a obtenção e utilização dos oócitos. No caso de espermatozóides a mulher é inseminada com esperma do dador, que não é o marido nem parceiro do casal. No caso de óvulos um oócito maduro é retirado a uma dadora fértil e fertilizado in vitro, usando-se o esperma do marido da mulher estéril.

IA com Dador de Esperma: é utilizado na maioria dos casos de infertilidade masculina, com um grau insignificante de fertilidade, ou por exemplo nos casos em que o homem é portador de taras hereditárias e que não deseja por isso transmiti-las à sua descendência. Ate agora tem sido tratados os casos de inseminação de uma mulher casado pelo que terão e ser analisados os casos de mulher celibatárias.

mulher casado pelo que terão e ser analisados os casos de mulher celibatárias. Maria Luísa Lobo
mulher casado pelo que terão e ser analisados os casos de mulher celibatárias. Maria Luísa Lobo

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Nestes casos não se tenta resolver um problema de esterilidade mas o desejo de uma mulher não querer procriar naturalmente

2. Transferência Intratubária de Gâmeta (GIFT): os dois tipos de gâmetas, espermatozóides e oócitos, previamente extraídos, são transferidos para o interior de uma das trompas uterinas, de modo que ai se dê a fecundação.

3. Transferência Intratubáriade Zigotos (ZIFT): ambos os gâmetas, previamente extraídos são postos em contacto in vitro, sendo os zigotos resultantes transferidos para uma das trompas uterinas.

4. Fertilização in Vitro seguida de transferência de embriões (FIVETE): o contacto dos gâmetas é feito in vitro ate se que de a segmentação do zigoto. O embrião ou embriões resultantes são transferidos para uma das trompas uterinas.

Injecção Intracitoplasmática de Espermatozóides (ICSI)

O problema dos embriões excedentários é resolvido com a Injecção Intracitoplasmática de Espermatozóides consistindo na injecção de um espermatozóide directamente no interior do citoplasma de um oócito.

Com estas técnicas têm nascido centenas de bebes em todo o mundo, sendo uma técnica legal e não levantando grandes problemas éticos

Ultimamente têm começado a surgir problemas ainda sem solução derivados da observação de anomalias cromossómicas afectando os cromossomas sexuais, 10 vezes superior aqueças que são produzidas na procriação em geral.

Em suma, a grande maioria das equipas de fecundação in vitro juntam o total de oócitos obtidos com os espermatozóides seleccionados, podendo assim ser obtidos um numero de embriões eventualmente superior aqueles que posteriormente irão ser transferidos para o útero.

Os embriões excedentários são congelados quando existem condições técnicas ou sofrem um destino ignorado não havendo referência nos relatórios científicos das equipas.

Maternidade de Substituição: uma mulher suporta uma gravidez em vez da mulher estéril, com a condição de a criança ser restituída a esta à nascença.

Três Hipóteses:

A mãe de substituição aceita ser inseminada artificialmente com o esperma do marido do casal estéril, fornecendo assim o seu óvulo.

com o esperma do marido do casal estéril, fornecendo assim o seu óvulo. Maria Luísa Lobo
com o esperma do marido do casal estéril, fornecendo assim o seu óvulo. Maria Luísa Lobo

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A mãe de substituição aceita que lhe seja implantado no útero o embrião resultante do óvulo da mulher incapaz de conceber, fecundado pró inseminaçãoartificial ou por fecundação in vitro.

A mãe de substituição ter uma relação sexual com um homem casado, tendo a mulher deste, dado o consentimento para o efeito

(10) CRITÉRIO DA MORTE ENCEFÁLICA

Em 1995, a Ordem dos Médicos aprovou a certificação de morte cerebral, onde define os critérios das funções do tronco cerebral e da sua irreversibilidade e que são de três ordens (1) condições prévias; (2) regras de semiologia;(3) metodologia

(11(11)(11(11))) EUTANÁSIAEUTANÁSIAEUTANÁSIAEUTANÁSIA

Eutanásia Voluntária: direito de reclamar uma morte, quando possível suavem nos casos em que o individuo já não esta em condições físicas de promover a morte pelas suas próprias mãos.

Eutanásia Involuntária ou Eugénica: supressão da vida, independentemente da vontade do seu titular, em casos de malformações congénitas ou de deterioração física ou mental irreversível, tendo sido utilizada em Esparta e na Alemanha Hitleriuana, com a liquidação de milhares de pessoas inúteis, social e economicamente, doentes mentais e inválidos.

Eutanásia Activa ou Positiva: a pessoa, que assiste ao doente, ministra uma terapêutica destinada a procurar a morte antes do tempo e se tais tratamentos não tivessem sido utilizados o doente sobreviveria mais algum tempo.

Eutanásia Passiva ou Negativa: omissão planificada de tratamento, que provavelmente protela a vida, utilizando-se em casos terminais em que deixou de haver qualquer esperança para salvar a vida do doente.

Eutanásia Voluntária/Eutanásia: origina a morte, por meios menos dolorosos, em casos do doentes terminais ou incuráveis que manifestam ou que manifestaram, enquanto consciente vontade de que a morte lhes fosse facultada com a maior dignidade e o mínimo de sofrimento.

Requisitos:

Vontade expressa do indivíduo

Disponibilidade de quem assiste

Ao contrario do suicídio, existe na eutanásia uma conjunção de vontades – a do indivíduo e de quem o assiste.

eutanásia uma conjunção de vontades – a do indivíduo e de quem o assiste. Maria Luísa
eutanásia uma conjunção de vontades – a do indivíduo e de quem o assiste. Maria Luísa

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Código Penal: art. 131º, 132º, 133º (relaciona-se com a eutanásia activa, tendo contudo de se demonstrar que o agente foi psicologicamente dominando por factores como emoção violenta, compaixão, desespero ou outro motivo), 134º, 135º e 136º.

(12(12)(12(12))) DISTANÁSIADISTANÁSIADISTANÁSIADISTANÁSIA

Distanásia: prática que tende a prolongar a vida de um doente ou moribundo, num estado de vida vegetativos, sem qualquer esperança de recuperação, utilizando para tal não só todos os meios ordinários mas também os extraordinários – prolongamento da vida a qualquer custo.

Código Penal: art. 150º e 156º; Código Deontológico: art. 58º

(13)(13)(13)(13) SUICÍDIOSUICÍDIOSUICÍDIOSUICÍDIO MEDICAMENTEMEDICAMENTEMEDICAMENTEMEDICAMENTE ASSISTIDOASSISTIDOASSISTIDOASSISTIDO

Uma pessoa, médico, ajuda outra a suicidar-se fornecendo os meios necessários, com essa finalidade.

(14) MORTEMORTEMORTEMORTE ASSISTIDAASSISTIDAASSISTIDAASSISTIDA

O indivíduo não consegue concretizar sozinha a sua intenção de morrer e solicita a um outro indivíduo ajuda,

sozinha a sua intenção de morrer e solicita a um outro indivíduo ajuda, Maria Luísa Lobo
sozinha a sua intenção de morrer e solicita a um outro indivíduo ajuda, Maria Luísa Lobo