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Centro de Formação Profissional Afonso Greco

LEGISLAÇÃO

LEGISLAÇÃO

MINERAL

MINERAL

Nova Lima

2006

Presidente da FIEMG Robson Braga de Andrade Gestor do SENAI Petrônio Machado Zica Diretor Regional do

Presidente da FIEMG

Robson Braga de Andrade

Gestor do SENAI

Petrônio Machado Zica

Diretor Regional do SENAI e Superintendente de Conhecimento e Tecnologia

Alexandre Magno Leão dos Santos

Gerente de Educação e Tecnologia

Edmar Fernando de Alcântara

Elaboração

Djalma Cordeiro Menezes

Geraldo Chagas

Unidade Operacional

Centro de Formação Profissional Afonso Greco

Ficha Catalográfica

Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais. Legislação Mineral / FIEMG – SENAI – Nova Lima:

A Federação, 2006. 29 p. Curso Técnico em Mineração. Inclui bibliografia Elaboração: Djalma Cordeiro Menezes; Geraldo Chagas.

CDU 622 _________________________________________________________________ ISBN

Sumário

Sumário

APRESENTAÇÃO............................................................................................................................5

  • 1. LEGISLAÇÃO DE MINERAÇÃO..................................................................................................6

  • 2. CÓDIGO DE MINERAÇÃO E SUAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES.......................................8

    • 2.1. DA PESQUISA MINERAL .........................................................................................................11

    • 2.2. DAS LAVRAS ..........................................................................................................................13

    • 2.3. DAS SERVIDÕES ....................................................................................................................15

    • 2.4. DAS SANÇÕES E DAS NULIDADES.............................................................................................15

  • 3. LEGISLAÇÃO AMBIENTAL ......................................................................................................19

    • 3.1. CONCEITOS PRELIMINARES ....................................................................................................19

    • 3.2. LICENCIAMENTO AMBIENTAL ...................................................................................................19

    • 3.3. EVOLUÇÃO DA QUESTÃO AMBIENTAL .......................................................................................19

    • 3.4. A SEMA ................................................................................................................................20

    • 3.5. AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL - AIA..............................................................................20

  • 3.5.1. DINÂMICA DO AIA ...............................................................................................................21

    • 4. DEFINIÇÕES E CONCEITOS.....................................................................................................23 RCA / PCA ................................................................................................................................23 NORMAS REGULAMENTADORAS DE MINERAÇÃO .............................................................................24 AUDIÊNCIA PÚBLICA .....................................................................................................................24

    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...............................................................................................29

    Legislação Mineral ____________________________________________________________

    Apresentação

    Apresentação

    “Muda a forma de trabalhar, agir, sentir, pensar na chamada sociedade do conhecimento”. Peter Drucker

    O ingresso na sociedade da informação exige mudanças profundas em todos os perfis profissionais, especialmente naqueles diretamente envolvidos na produção, coleta, disseminação e uso da informação.

    O SENAI, maior rede privada de educação profissional do país, sabe disso, e, consciente do seu papel formativo, educa o trabalhador sob a égide do conceito da competência: “formar o profissional com responsabilidade no processo produtivo, com iniciativa na resolução de problemas, com conhecimentos técnicos aprofundados, flexibilidade e criatividade, empreendedorismo e consciência da necessidade de educação continuada”.

    Vivemos numa sociedade da informação. O conhecimento, na sua área tecnológica, amplia-se e se multiplica a cada dia. Uma constante atualização se faz necessária. Para o SENAI, cuidar do seu acervo bibliográfico, da sua infovia, da conexão de suas escolas à rede mundial de informações - internet - é tão importante quanto zelar pela produção de material didático.

    Isto porque, nos embates diários, instrutores e alunos, nas diversas oficinas e laboratórios do SENAI, fazem com que as informações, contidas nos materiais didáticos, tomem sentido e se concretizem em múltiplos conhecimentos.

    O SENAI deseja, por meio dos diversos materiais didáticos, aguçar a sua curiosidade, responder às suas demandas de informações e construir links entre os diversos conhecimentos, tão importantes para sua formação continuada!

    Gerência de Educação e Tecnologia

    ____________________________________________________________ Curso Técnico de Mineração

    Legislação Mineral ____________________________________________________________

    • 1. 1. Legislação

    Legislação dede Mineração

    Mineração

    O regime jurídico existente à época do Brasil colônia era o regaliano, através do qual a propriedade mineral pertencia à coroa portuguesa, que admitia sua exploração por terceiros, mediante o pagamento do quinto ou do dízimo.

    Após a independência do Brasil, adveio o regime dominial, o qual impunha que as jazidas e minérios pertenciam à Nação. Da constituição de 1891 até o final da 1ª Republica em 1934, vivemos o grande retrocesso na política mineral do país, uma vez que, por força de idéias liberais e individualistas à época de então, as jazidas passaram a pertencer ao proprietário do solo. Era o surgimento do regime de acessão.

    Com o advento do Código de Minas em 1934 e conseqüente sistema “Rés Nullius”, houve uma modificação estrutural na concepção da exploração mineral. O regime adotado, o da separação entre o solo e o subsolo, incorporando-se este enquanto desconhecido ao patrimônio da União, era o da autorização e posterior concessão.

    Na prática, entretanto, tais conceitos não se mostraram tão inovadores, pois ainda prevalecia a força do poder rural que se consubstanciou pelos direitos de preferência ou da co-participação, limitadores do direito à exploração do bem mineral.

    A alteração introduzida na legislação mineraria, em conseqüência das modificações constitucionais de 1937 e 1946 não alteram o regime “Res Nullius”. No entanto, esta última Constituição, laborou em equívoco ao permitir o regime da preferência.

    A Constituição de 1967 manteve os regimes de autorização e concessão, todavia extinguiu o direito de preferência, substituindo-o pela da participação do proprietário do solo no resultado da lavra e criou o instituto da prioridade, que é a precedência de entrada do requerimento de autorização de pesquisa no Departamento Nacional da Produção Mineral.

    O dinamismo do setor fez com que o código de mineração sofresse algumas alterações, cuja principal é a que regulamenta o aproveitamento de substâncias minerais enquadradas na Classe II, e ainda as argilas empregadas no fabrico de cerâmica vermelha e o calcário dolomítico empregado como corretivos de solos na agricultura, sob a forma de licenciamento. Outras virão, quiçá em curto prazo, pois existe atualmente constituído no âmbito do Departamento Nacional da Produção Mineral, um grupo de trabalho com a finalidade de oferecer subsídios necessários à modificação do Código de Mineração em pontos controvertidos ou obsoletos.

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    Desta forma, esta edição do Código de Mineração e Legislação Correlativa, totalmente revisada e atualizada pelo advogado Uile Reginaldo Pinto, objetiva oferecer aos que militam, direta ou indiretamente, com o direito minerário, as facilidades decorrentes da reunião de toda a legislação minerária brasileira.

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    2.

    2.

    Código

    Código

    dede

    preliminares

    preliminares

    Mineração

    Mineração

    ee

    suas

    suas

    disposições

    disposições

    Artigo 1º - Compete a União administrar os recursos minerais, a industria de produção mineral e a distribuição, o comércio e o consumo de produtos minerais.

    Artigo 2º - Os regimes de aproveitamento das substâncias minerais, para o efeito deste código são:

    Regime de Concessão, quando depender de decreto de concessão do Governo Federal; Regime de Autorização e Licenciamento, quando depender de expedição de Alvará de autorização do Ministro das Minas e Energia e de licença expedida em obediência a regulamentos administrativos locais e de registro do produtor no órgão próprio do Ministério da Fazenda; Regime de Matricula, quando depender, exclusivamente, do registro do garimpeiro na Exatoria Federal do local da jazida; e, Regime de Monopolização, quando em virtude de lei especial, depender de execução direta ou indireta do Governo Federal;

    Artigo 3º - Este código regula:

    Os direitos sobre as massas individualizadas de substâncias minerais ou

    fósseis, encontradas na superfície ou no interior da terra, formando os recursos minerais do país; O regime de seu aproveitamento; e,

    A fiscalização pelo governo federal, da pesquisa, da lavra e de outros aspectos da indústria mineral;

    Parágrafo Único – Compete ao Departamento Nacional da Produção Mineral (D.N.P.M.) a execução deste código e dos diplomas legais complementares.

    Artigo 4º - Considera-se jazida toda massa individualizada de substância mineral ou fóssil, aflorando à superfície ou existente no interior da terra, e que tenha valor econômico; e mina, a jazida em lavra, ainda que suspensa.

    Artigo 5º - Classificam-se as jazidas, para efeito classes:

    deste código em 9 (nove)

    Classe I – Jazidas de substâncias minerais metalíferas;

    Classe II – Jazidas de substâncias minerais de emprego imediato na construção civil ;

    Classe III – Jazidas de fertilizantes;

    Classe IV – Jazidas de combustíveis fósseis sólidos;

    Classe V – Jazidas de rochas betuminosas e pirobetuminosas;

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    Classe VI – Jazidas de gemas e pedras ornamentais;

    Classe VII – Jazidas de minerais industriais, não incluídas nas classes precedentes;

    Classe VIII – Jazidas de águas minerais;

    Classe IX – Jazidas de águas subterrâneas

    Parágrafo 1º - A classificação acima não abrange as jazidas de combustíveis líquidos, gases naturais e jazidas de substâncias minerais de uso na energia nuclear.

    Parágrafo 2º - A especificação das substâncias minerais, relacionadas em cada classe, constará de decreto do governo federal, sendo alterada quando o exigir progresso tecnológico.

    Parágrafo 3º - No caso de substância mineral de destinação múltipla, sua classificação resultará da aplicação predominante.

    Parágrafo 4º - Cabe ao D.N.P.M. dirimir dúvidas sobre a classificação das jazidas.

    Artigo 6º - Classificam-se as minas, segundo a forma representativa do direito de lavra, em duas categorias:

    Mina Manifestada, a em lavra, ainda que transitoriamente suspensa a

    • 16 de julho de 1934 e que tenha sido manifestada na conformidade do

    artigo 10 do decreto nº 24.642, de 10 de julho de 1934 e da lei nº 94, de

    • 10 de setembro de 1935.

    Mina Concedida, quando o direito de lavra é consubstanciado em

    decreto outorgado pelo governo federal.

    Parágrafo único – Consideram-se partes integrantes da mina:

    • a) Edifícios, construções, máquinas, aparelhos e instrumentos destinados à mineração e ao beneficiamento do produto da lavra, desde que este seja realizado na área de concessão da mina.

    • b) Servidões indispensáveis ao exercício da lavra;

    • c) Animais e veículos empregados no serviço;

    • d) Materiais necessários aos trabalhos da lavra, quando dentro da área concedida;

    • e) Provisões necessárias aos trabalhos da lavra, para um período de 120 dias.

    Artigo 7º - O aproveitamento das jazidas depende de alvará de autorização de pesquisa, do ministro das minas e energia; e de concessão de lavra, outorgada por decreto do presidente da republica, atos esses conferidos, exclusivamente a brasileiros, ou a sociedade organizada no país como empresa de mineração.

    Parágrafo único – Independe de concessão do governo federal o aproveitamento das minas manifestadas e registradas, as quais, no entanto, ficam sujeitas às

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    mesmas condições que este código estabelece para a lavra, tributação e fiscalização das minas concedidas.

    Artigo 8º - Revogado

    Artigo 9º - Far-se-á pelo regime de matrícula o aproveitamento definido e caracterizado como garimpagem, faiscação ou cata.

    Artigo 10º - Reger-se-ão por leis especiais:

    As jazidas de substâncias minerais que constituem monopólio

    estatal; As substâncias minerais ou fósseis de interesse arqueológico;

    Os

    espécimes

    minerais

    ou

    fósseis,

    destinados

    a

    museus,

    estabelecimentos de ensino e outros fins científicos; As águas minerais em fase de lavra ;

     

    As jazidas de águas subterrâneas

     

    Artigo 11º - Serão respeitados na aplicação dos regimes de autorização, licenciamento e concessão:

    a) O direito de prioridade à obtenção da autorização de pesquisa ou do registro de licença, atribuído ao interessado cujo requerimento tenha por objeto área considerada livre, para a finalidade pretendida à data da protocolização do pedido no D.N.P.M. atendidos os demais requisitos cabíveis, estabelecidos neste código; b) O direito à participação nos resultados da lavra, em valor correspondente ao dízimo do imposto sobre minerais, aplicável, exclusivamente, às concessões outorgadas após 14 de março de

    1967;

    Artigo 12º - O direito de participação de que trata o artigo anterior não poderá ser objeto de transferência ou caução separadamente do imóvel a que corresponder, mas o proprietário deste poderá:

    • a) Transferir ou caucionar o direito ao recebimento de determinadas prestações futuras;

    • b) Renunciar ao direito;

    Parágrafo único – Os atos enumerados neste artigo somente valerão contra terceiros a partir da sua inscrição no Registro de Imóveis.

    Artigo 13º - As pessoas naturais ou jurídicas que exerçam atividades de pesquisa, lavra, beneficiamento, distribuição, consumo ou industrialização de reservas minerais, são obrigadas a facilitar aos agentes do D.N.P.M. a inspeção de instalações, equipamentos e trabalhos, bem como lhes fornecer informações sobre:

    Volume da produção e características qualitativas dos produtos.

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    Condições técnicas e econômicas da execução dos serviços ou da exploração das atividades mencionadas no “caput” deste artigo;

    Mercados e preços de venda;

    Quantidade e condições técnicas e econômicas do consumo de produtos minerais.

    2.1. Da Pesquisa Mineral

    Artigo 14º - Entende-se por pesquisa mineral a execução dos trabalhos necessários à definição da jazida, sua avaliação e a determinação da exeqüibilidade do seu aproveitamento econômico.

    Parágrafo 1º - A pesquisa mineral compreende, entre outros, os seguintes trabalhos de campo e de laboratório: levantamentos geológicos pormenorizados da área a pesquisar em escala conveniente, estudos dos afloramentos e suas correlações, levantamentos geofísicos e geoquímicos; abertura de escavações visitava e execução de sondagens no corpo mineral; amostragens sistemáticas; análises físicas e químicas das amostras e dos testemunhos das sondagens; e ensaios de beneficiamento dos minérios ou das substâncias minerais úteis, para obtenção de concentrados de acordo com as especificações do mercado ou aproveitamento industrial.

    Parágrafo 2º - A definição da jazida resultará da coordenação, correlação e interpretação dos dados colhidos nos trabalhos executados, e conduzirá a uma medida das reservas e dos teores.

    Parágrafo 3º - A exeqüibilidade do aproveitamento econômico resultará da análise preliminar dos custos da produção, dos fretes e do mercado.

    Artigo 15º - A autorização de pesquisa será outorgada pelo DNPM a brasileiros, pessoa natural, firma individual ou empresas legalmente habilitadas, mediante requerimento do interessado.

    Parágrafo único – Os trabalhos necessários à pesquisa serão executados sob a responsabilidade profissional de engenheiro de minas ou geólogo, habilitado ao exercício da profissão.

    Artigo 16º - A autorização de pesquisa será pleiteada em requerimento dirigido ao diretor – geral do DNPM, entregue mediante recibo no protocolo do DNPM, onde será mecanicamente numerado e registrado, devendo ser apresentado em duas vias e conter os seguintes elementos de instrução:

    1. Nome, indicação da nacionalidade, do estado civil, da profissão, do domicílio e do número de inscrição no cadastro de pessoas físicas do Ministério da Fazenda, do requerente, pessoa natural. Em se tratando de pessoa jurídica, razão social, número do registro de seus atos constitutivos no Órgão de Registro de Comércio competente, endereço e número de

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    inscrição no Cadastro Geral dos Contribuintes do Ministério da Fazenda;

    • 2. Prova de recolhimento dos respectivos emolumentos;

    • 3. Designação das substâncias a pesquisar;

    • 4. Indicação da extensão superficial da área objetivada, em hectares e do município e estado em que se situa;

    • 5. Memorial descritivo da área pretendida, nos termos a serem definidos em portaria do diretor-geral do DNPM;

    • 6. Planta de situação, cuja configuração e elementos de informação serão estabelecidos em portaria do diretor-geral do DNPM;

    • 7. Plano de trabalhos de pesquisa, acompanhado do orçamento e cronograma previstos para sua execução.

    Parágrafo 1º - O requerente e o profissional poderão ser interpelados pelo DNPM para justificarem o plano de pesquisa e o orçamento correspondente referidos no inciso VII deste artigo, bem como a disponibilidade de recursos.

    Parágrafo 2º - Os trabalhos descritos no plano de pesquisa servirão de base para a avaliação judicial da renda pela ocupação do solo e da indenização devida ao proprietário ou posseiro do solo, não guardando nenhuma relação com o valor do orçamento apresentado pelo interessado no referido plano de pesquisa.

    Parágrafo 3º - Os documentos a que se referem os incisos V, VI e VII deste artigo deverão ser elaborados sob a responsabilidade técnica de profissional legalmente habilitado.

    Artigo

    29º

    -

    O titular da autorização

    de

    pesquisa é obrigado, sob pena de

    sanções:

     
    • 1. A iniciar os trabalhos de pesquisa:

    a)Dentro de 60 (sessenta) dias da publicação do Alvará de Pesquisa no Diário Oficial da União, se o titular for o proprietário do solo ou tiver ajustado com este o valor e a forma de pagamento das indenizações a que se refere o art. 27 deste código; ou b)Dentro de 60 (sessenta) dias do ingresso judicial na área de pesquisa, quando a avaliação da indenização pela ocupação e danos causados processar-se em juízo.

    • 2. A não interromper os trabalhos, sem justificativa, depois de iniciados, por mais de 3 (três) meses consecutivos, ou por 120 dias acumulados e não consecutivos.

    Parágrafo Único – O início ou reinício, bem como a interrupção de trabalho deverá ser prontamente comunicada ao DNPM, bem como a ocorrência de outra substância mineral útil, não constante do Alvará de Autorização.

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    Artigo 31º - O titular, uma vez aprovado o relatório, terá 1 (um) ano para requerer a concessão de lavra, e, dentro deste prazo, poderá negociar seu direito a essa concessão, na forma deste código.

    Parágrafo Único – O DNPM poderá prorrogar o prazo referido no caput, por igual período, mediante solicitação justificada do titular, manifestada antes de findar-se o prazo inicial ou a prorrogação em curso.

    2.2. Das lavras

    Artigo 36º - Entende-se por lavra o conjunto de operações coordenadas objetivando o aproveitamento industrial da jazida, desde a extração de substâncias minerais que contiver, até o beneficiamento das mesmas.

    Artigo 37º - Na outorga da lavra, serão observados as seguintes condições:

    I – I – A jazida deverá estar pesquisada, com o relatório aprovado pelo DNPM; II – A área de lavra será a adequada à condição técnico-econômica dos trabalhos de extração e beneficiamento, respeitados os limites da área de pesquisa.

    Parágrafo Único – Não haverá restrições quanto ao número de concessões outorgadas a uma empresa.

    Artigo 38º - O requerimento de autorização de lavra será dirigido ao Ministro das Minas e Energia, pelo titular da autorização de pesquisa, ou seu sucessor, e deverá ser instruído com os seguintes elementos de informação e prova:

    • 1. Certidão de registro, no Departamento Nacional de Registro do Comércio, da entidade constituída;

    • 2. Designação das substâncias minerais a lavrar, com indicação do Alvará de Pesquisa outorgado, e de aprovação do respectivo relatório;

    • 3. Denominação e descrição da localização do campo pretendido para a lavra, relacionando-o, com precisão e clareza, aos vales dos rios ou córregos, constantes de mapas ou plantas de notória autenticidade e precisão, e estradas de ferro e rodovias, ou, ainda, a marcos naturais ou acidentes topográficos de inconfundível determinação; suas confrontações com autorização de pesquisa e concessões de lavras vizinhas, se as houver, e indicação do Distrito, Município, Comarca e Estado, e, ainda, nome e residência dos proprietários do solo ou dos posseiros;

    • 4. Definição gráfica da área pretendida, delimitada por figura geométrica formada, obrigatoriamente, por segmentos de retas com orientação Norte- Sul e Leste –Oeste verdadeiros, com 2 de seus vértices, ou excepcionalmente 1 amarrados a ponto fixo e inconfundível do terreno, sendo os vetores de amarração definidos por seus comprimentos e rumos verdadeiros, e configuradas, ainda, as propriedades territoriais por ela interessadas, com os nomes dos respectivos superficiários, alem de planta de situação;

    • 5. Servidões de que deverá gozar a mina;

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    • 6. Plano de aproveitamento econômico da jazida, com descrição das instalações de beneficiamento;

    • 7. Prova de disponibilidade de fundos ou da existência de compromissos de financiamento, necessários para execução do plano de aproveitamento econômico e operação da mina.

    Parágrafo Único – Quando tiver por objetivo área situada na faixa de fronteira, a concessão de lavra fica ainda sujeita aos critérios e condições estabelecidas em lei.

    Artigo 39º - O plano de aproveitamento econômico da jazida será apresentado em duas vias e constará de:

    • 1. Ao método de mineração a ser adotado, fazendo referência à escala de produção prevista inicialmente e à sua projeção;

    • 2. Á iluminação, ventilação, transporte, sinalização e segurança do trabalho, quando se tratar de lavra subterrânea;

    • 3. Ao transporte na superfície e ao beneficiamento e aglomeração do minério;

    • 4. Às instalações de energia, de abastecimento da água e condicionamento de ar;

    • 5. À higiene da mina e dos respectivos trabalhos;

    • 6. Às moradias e suas condições de habitabilidade para todos os que residem no local da mineração;

    • 7. Às instalações de captação e proteção das fontes, adução, distribuição e utilização de água, para as jazidas da Classe VIII.

    Artigo 42º - A autorização será recusada, se a lavra for considerada prejudicial ao bem público ou compreender interesses que superem a utilidade da exploração industrial, a juízo do governo. Neste último caso, o pesquisador terá direito de receber do governo a indenização das despesas feitas com os trabalhos de pesquisa, uma vez que haja sido aprovado o relatório.

    Artigo 43º - A concessão de lavra terá por título uma portaria assinada pelo Ministro de Estado de Minas e Energia.

    Artigo 45º - A imissão de posse processar-se-á do modo seguinte:

    • 1. Serão intimados, por meio de ofício ou telegrama, os concessionários das minas limítrofes, se as houver, com 8 dias de antecedência, para que, por si ou seus representantes possam presenciar o ato, e, em especial, assistir à demarcação; e ,

    • 2. No dia e hora determinados, serão fixados, definitivamente, os marcos dos limites da jazida que o concessionário terá para esse fim preparado, colocado precisamente nos pontos indicados no Decreto de Concessão, dando-se em seguida, ao concessionário, a posse da jazida.

    Parágrafo 1º - Do que ocorrer, o representante do DNPM lavrará termo, que assinará com o titular da lavra, testemunhas e concessionárias das minas limítrofes, presentes ao ato.

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    Legislação Mineral ____________________________________________________________ Parágrafo 2º - Os marcos deverão ser conservados bem visíveis e só poderão
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    ____________________________________________________________
    Parágrafo 2º - Os marcos deverão ser conservados bem visíveis e só
    poderão ser mudados com autorização expressa do DNPM.
    Artigo 49º
    -
    Os
    trabalhos
    de
    lavra,
    uma
    vez
    iniciados,
    não
    poderão ser
    interrompidos por mais de 6 (seis) meses consecutivos, salvo motivo de força
    maior.
    2.3.
    Das servidões
    Artigo 59º - Ficam sujeitas a servidões de solo e subsolo, para os fins de pesquisa
    ou lavra, não só a propriedade onde se localiza a jazida, como as limítrofes.
    Parágrafo Único – Instituem-se servidões para:
    a)
    Construção de oficinas, instalações, obras acessórias e moradias;
    b)
    Aberturas de vias de transportes e linhas de comunicações;
    c)
    Captação e adução de água necessária aos serviços de mineração e ao
    pessoal;
    d)
    Transmissão de energia elétrica;
    e)
    Escoamento das águas da mina e do engenho de beneficiamento;
    f)
    Abertura de passagem de pessoal e material, de conduto de ventilação e
    de energia elétrica;
    g)
    Utilização das aguadas sem prejuízo das atividades pré-existentes; e,
    h)
    Bota-fora do material desmontado e dos refugos do engenho.
    2.4.
    Das sanções e das nulidades
    Artigo 63º - O não cumprimento das obrigações decorrentes das autorizações de
    pesquisa, das permissões de lavra garimpeira, das concessões de lavra e do
    licenciamento implica, dependendo da infração, em:
    1.
    Advertência;
    2.
    Multa; e,
    3.
    Caducidade do título.
    Parágrafo 1º - As penalidades de advertência, multa e de caducidade de
    autorização de pesquisa serão de competência do DNPM.
    Parágrafo 2º - A caducidade da concessão de lavra será objeto da portaria do
    Ministro de Estado de Minas e Energia.
    Artigo 65º - Será declarada a caducidade da autorização de pesquisa, ou da
    concessão de lavra, desde que verificada qualquer das seguintes infrações:
    a)
    Caracterização formal de abandono da jazida ou mina;
    b)
    Não-cumprimento dos prazos de início ou reinício dos trabalhos de
    pesquisa ou lavra, apesar da advertência e multa;
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    Curso Técnico de Mineração
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    • c) Prática deliberada dos trabalhos de pesquisa em desacordo com as condições constantes do título de autorização, apesar de advertência ou multa;

    • d) Prosseguimento de lavra ambiciosa ou de extração de substância não compreendida no Decreto de Lavra, apesar de advertência e multa; e,

    • e) Não atendimento de repetidas observações da fiscalização, caracterizado pela terceira reincidência, no intervalo de 1 (um) ano de infrações com multas.

    Parágrafo 1º - Extinta a concessão de lavra, caberá ao diretor–geral do DNPM, mediante edital publicado no Diário Oficial da União, declarar a disponibilidade da respectiva área, para fins de requerimento de autorização de pesquisa ou de concessão de lavra.

    Parágrafo 2º - O edital estabelecerá os requisitos especiais a serem atendidos pelo requerente, consoante as peculiaridades de cada caso.

    Parágrafo 3º - Para determinação da prioridade à outorga da autorização de pesquisa, ou concessão de lavra, conforme o caso, serão conjuntamente apreciados os requerimentos protocolizados, dentro do prazo que for conveniente fixado no edital, definindo-se, dentre estes, como prioritário, o pretendente que, a juízo do DNPM, melhor atender aos interesses específicos do setor minerário.

    2.4.1. Da Constituição Federal

    Artigo 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no país a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

    XVIII

    -

    A

    criação

    de

    associações

    e,

    na

    forma

    da

    lei,

    a

    de

    cooperativas

    independem

    de

    autorização,

    sendo

    vedada

    a

    interferência

    estatal

    em

    seu

    funcionamento.

    Artigo 20º - São bens da União.

    IX – Os recursos minerais, inclusive os de subsolo;

    Parágrafo 1º - É assegurada, nos termos da lei, aos estados, ao Distrito Federal e aos municípios, bem como a órgãos da administração direta da união, participação no resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território, plataforma continental, mar territorial ou zona exclusiva, ou compensação financeira por essa exploração.

    Artigo 22º - Compete privativamente à União legislar sobre:

    XII - Jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia;

    • XVIII - Sistema estatístico, sistema cartográfico e de geologia nacionais.

    16

    ____________________________________________________________ Curso Técnico de Mineração

    Legislação Mineral ____________________________________________________________

    Artigo 23º - É competência comum da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios:

    VI – Registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios.

    Artigo

    24º

    -

    Compete à

    concorrentemente sobre:

    União, aos

    estados e

    ao Distrito Federal

    legislar

    VI – Florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição.

    Artigo 26º - Incluem-se entre os bens dos Estados:

    • I – As águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito,

    ressalvadas, neste caso, na forma da lei, as decorrentes de obras da União;

    Artigo 30º - Compete aos Municípios:

    • I – Legislar sobre os assuntos de interesse local;

      • II – Suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;

    IV – Criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislação estadual; VIII – Promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano ; IX – Promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual.

    Artigo 91 – O Conselho de Defesa Nacional é órgão de consulta do Presidente da República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático, e dele participam como membros natos:

    • I – O vice-presidente da república;

      • II – O presidente da câmara dos deputados;

    III – O presidente do Senado Federal ; IV – O ministro da justiça; V – Os ministros militares; VI – O ministro das Relações Exteriores; VII – O ministro do Planejamento;

    Parágrafo 1º - Compete ao Conselho de Defesa Nacional:

    III – Propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à segurança do território nacional e opinar sobre seu efetivo uso, especialmente na faixa de fronteira e nas relacionadas com a preservação e a exploração dos recursos naturaisde qualquer tipo.

    17

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    Legislação Mineral ____________________________________________________________

    2.4.2. Do licenciamento mineral

    Lei nº 6.567, de 24 de Setembro de 1978

    Dispõe sobre regime especial para exploração e o aproveitamento das substâncias minerais que especifica e dá outras providências.

    O Presidente da República

    Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

    Artigo 1º - Poderão ser aproveitados pelo regime de licenciamento, ou de autorização e concessão, na forma da lei:

    I – Areias, cascalhos e saibros para utilização imediata na construção civil, no preparo de agregados e argamassas, desde que não sejam submetidos a processo industrial de beneficiamento, nem se destinem como matéria-prima à industria de transformação.

    II

    Rochas

    e

    outras

    substâncias

    minerais,

    quando

    aparelhadas para

    paralelepípedos, guias, sarjetas, moirões e afins;

    III – Argilas usadas no fabrico de cerâmica vermelha;

    IV – Rochas, quando britadas para uso imediato na construção civil e os calcários empregados como corretivos de solo na agricultura.

    Parágrafo Único - O aproveitamento das substâncias minerais referidas neste artigo fica adstrito à área máxima de cinqüenta hectares.

    18

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    Legislação Mineral ____________________________________________________________

    • 3. 3. Legislação

    Legislação Ambiental

    Ambiental

    3.1.

    Conceitos preliminares

    O homem contemporâneo vive intensamente a sua responsabilidade pelo futuro do planeta e pela sobrevivência digna das gerações vindouras. Por isso, questionado no presente o tradicional de conceito de desenvolvimento a qualquer custo e colocado como meta ideal o desenvolvimento que possa ser sustentável.

    À primeira vista, a mineração apresenta-se como uma atividade não sustentável. É por isso, tem-se a idéia freqüente de que os recursos minerais estão sendo exauridos. Daí poder-se-ia concluir que, o fim dos recursos está próximo e que o futuro estaria sendo “hipotecado” para satisfazer algumas necessidades imediatas do presente.

    É verdade que os recursos da terra são finitos, porém, duas importantes observações devem ser feitas:

     
    • a) A primeira é a de que a fração conhecida e pesquisada da crosta terrestre é muito pequena, e isso sugere que os limites de suprimento de recursos minerais estão realmente longe de serem atingidos.

    • b) A segunda é a constatação que em todo o mundo as reservas disponíveis de recursos não renováveis estão sendo permanentemente “renovadas”, a maioria delas em ritmo mais rápido que o de sua exploração.

    3.2.

    Licenciamento ambiental

    Segundo “Instrumentos de Gestão Ambiental”, Luiz Fernando Soares de Assis,

    1998

    Décadas de 50 e 60 Países centrais utilizam uma política agressiva de reconstrução e produção que põe em risco a capacidade assimilativa do ambiente e, conseqüentemente a manutenção da produção.

    Décadas de 50 e 60 Países centrais utilizam uma política agressiva de reconstrução e produção que

    Os E.E.U.U., em 1969, aprovam a lei de Qualidade Ambiental, que concilia o uso do ambiente e resgata as condições mínimas de equilíbrio do quadro ambiental. A sociedade desperta para o lazer e o consumo.

    3.3.

    Evolução da questão ambiental

    Clube de Roma “ Os limites do Crescimento”.

    19

    ____________________________________________________________ Curso Técnico de Mineração

    Legislação Mineral ____________________________________________________________ ∑ ∑ Conferência de Estocolmo, em 1972 Criação do PNUMA, destinado a estimular
    Legislação Mineral
    ____________________________________________________________
    Conferência de Estocolmo, em 1972
    Criação do PNUMA, destinado a estimular a institucionalização da área
    ambiental nos países da ONU.
    Criação da Secretaria Especial do Meio Ambiente ligada ao Ministério do
    Interior, em 1973.
    Constituição Federal de 1988 (Eco 1992)
    3.4. A Sema
    Cabe a Secretaria Especial do Meio Ambiente (Órgão Coordenador da
    Política Nacional de Meio Ambiente).
    Atuar
    no
    campo
    da
    pesquisa,
    planejamento,
    coordenação
    e
    assessoramento no combate à poluição ambiental.
    Entraves à atuação da Secretaria:
    -
    Contornar o descrédito dos setores governamentais responsáveis
    pela política econômica e plana de desenvolvimento, com relação à
    pertinência e relevância das teses da Secretaria;
    -
    Administrar conflitos com instituições diversas que tratavam, direta
    ou indiretamente, de questões ambientais.
    Lei 6.938 de 31 de Agosto de 1981
    ∑ Dispõe sobre a Política Nacional do Meio Ambiente, marco que define a
    atuação das questões ambientais ao nível de planejamento.
    Criação do SISNAMA, base para ação articulada no país.
    3.5. Avaliação de Impacto Ambiental - AIA
    Conama Propor normas e critérios, assessorar o governo federal
    ∑ (Resolução 001/86) estabelece as definições, responsabilidades,
    critérios básicos e as diretrizes gerais para implantação da AIA (Avaliação
    de Impacto Ambiental)
    FEAM Fiscalizar e normalizar a questão ambiental no estado de Minas
    Gerais (CF art. 24 PP20 “ A competência da União em legislar sobre
    normas gerais não exclui a competência suplementar do Estado).
    ____________________________________________________________
    Curso Técnico de Mineração
    20

    Legislação Mineral ____________________________________________________________

    3.5.1. Dinâmica do AIA

    O empreendedor (pessoa física ou jurídica deseja executar um empreendimento)

    Iniciativa de cumprimento da legislação ambiental. Executa o empreendimento à revelia da licenciadora. Sanção Ambiental Preenchimento
    Iniciativa de cumprimento
    da legislação ambiental.
    Executa o empreendimento
    à revelia da licenciadora.
    Sanção Ambiental
    Preenchimento e protocolação
    do FCE junto à licenciadora
    Apreciação do FCE pela licenciadora
    Exige elaboração de instrumentos
    de avaliação ambiental
    Licenciadora concede
    LI
    do
    empreendimento sem que seja necessária a
    elaboração
    de
    instrumentos
    ambientais
    específicos.
    Emite TR para orientação na
    elaboração do RCA/PCA, PRAD,
    EIA/RIMA, outros.
    Apreciação das avaliações
    ambientais pela sociedade
    Apreciação das avaliações
    ambientais pela licenciadora
    Exige audiência
    pública
    Se satisfaz com
    as avaliações
    Solicita ou não, informações
    complementares

    21

    ____________________________________________________________ Curso Técnico de Mineração

    Legislação Mineral ____________________________________________________________ Solicita, ou não, que seja acatada a demanda social. Indefere o empreendimento. Concede
    Legislação Mineral
    ____________________________________________________________
    Solicita, ou não, que seja
    acatada a demanda social.
    Indefere o empreendimento.
    Concede LI do empreendimento.
    Licenciadora acompanha os cronogramas e
    vistoria a execução das medidas propostas.
    Concede LO do empreendimento
    Solicita, ou não, adoção de medidas
    de proteção ambiental.
    Vistoria o empreendimento
    término de vigência de LO.
    a
    cada
    Concessão de nova LO.
    ____________________________________________________________
    Curso Técnico de Mineração

    22

    Legislação Mineral ____________________________________________________________

    • 4. 4. Definições

    Definições ee Conceitos

    Conceitos

    FCE - Formulário de Caracterização do Empreendimento Instrumento que comunica à licenciadora o desejo de implantar um empreendimento e apresenta suas características. Contém, dentre outros, o nome do empreendedor, o tipo de empreendimento, a localização e área do empreendimento, atividades e pessoal envolvido, cronograma de construção, geração de efluentes, etc.

    PRAD - Plano de Recuperação de Áreas Degradadas. No PRAD são inventariados os impactos ambientais ocorrentes ou passíveis de ocorrer em empreendimento já implantado, para os quais são propostas medidas corretivas, detalhando-se o método a ser adotado, o custo a ser empenhado, o cronograma de execução e a responsabilidade técnica.

    TR - Termo de Referência Instrumento que orienta o nível de abordagem e aprofundamento que deve ser dado no estudo ambiental de um dado empreendimento. Instituído pela Resolução do Conama 001/86. Pode ser genérico ou específico.

    RCA / PCA

    Relatório de Controle Ambiental e Plano de Controle Ambiental

    Instituído pela resolução

    010

    /

    90

    Conama, inicialmente previsto para

    licenciamento de extração mineral, Classe II. Teve seu objeto expandido para

    empreendimentos.

    No RCA relata-se a realidade vigente na área do empreendimento, identificam-se os possíveis impactos ambientais advindos de sua implantação e ou operação, indicam-se as medidas preventivas e mitigadoras dos impactos identificados.

    No PCA detalham-se as medidas preventivas e mitigadoras propostas no RCA, identificando o método a ser adotado, o custo a ser empenhado, o cronograma de execução e a responsabilidade técnica.

    Outros

    A legislação Federal prevê a competência suplementar dos Estados e municípios na matéria ambiental. Logo, Estado e município podem exigir EIA / RIMA para empreendimentos não previstos pela lei Federal; bem como implantar novos instrumentos como REPLANS (Relatórios de Planejamento Ambiental); Planos de Gestão Ambiental; Plano de Desenvolvimento Sustentável, Análise de Risco Ambiental, etc.

    23

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    Legislação Mineral ____________________________________________________________

    Normas Regulamentadoras de Mineração

    As informações complementares são prerrogativas da licenciadora utilizadas, quando as análises ambientais expostas nos EIA / RIMA carecem de dados imprescindíveis para que o licenciador emita seu parecer.

    Audiência Pública

    É o instrumento de participação pública (Resolução 001 / 86 e 009 / 87 (CONAMA) que visa dirimir conflitos de interesse entre empreendedor e comunidade. A audiência pública é prevista apenas para EIA / RIMA e sua prática tem que ser solicitada à licenciadora.

    LP - Licença Prévia

    LP tem por finalidade estabelecer condições, a fim de que o empreendedor possa prosseguir com a elaboração do projeto (Resolução CONAMA no 237 de 19 / 12 / 97) com prazo de validade estipulado em até 5 (cinco) anos.

    LO - Licença de operação

    Essa licença é emitida após vistoria e a confirmação do funcionamento dos sistemas de controle ambiental determinados nas etapas anteriores, autoriza o início da operação do empreendimento, tem prazo de validade e condicionantes para continuidade de operação (resolução do CONAMA nº 237 de 19 / 12 / 1997) .

    Prazo de validade – Mínimo de 4 (quatro) anos e máximo de 10 (dez) anos.

    O órgão ambiental competente poderá estabelecer prazos de análise diferenciados para cada modalidade de licença, em função das peculiaridades do empreendimento, desde que o observado prazo máximo de 06 (seis) meses, a contar do ato de protocolar o requerimento ou mesmo o indeferimento, ressalvados os casos de EIA / RIMA, e ou Audiência Pública quando o prazo será de 12 (doze) meses. Resolução CONAMA nº 237 de 19 /12 /1997

    EIA / RIMA - Estudo de Impacto Ambiental / Relatório de Impacto Ambiental

    É um instrumento de política e gestão ambiental onde se processa a avaliação dos efeitos ecológicos, econômicos e sociais, que podem advir de atividades antrópicas, e propõem o monitoramento e controle destes efeitos.

    “O relatório de Impacto Ambiental – RIMA refletirá as conclusões do estudo de impacto ambiental”, em linguagem acessível ao publico.

    AIA - Avaliação de Impacto Ambiental

    O processo de avaliação ambiental, legalmente constituído, objetiva o balizamento do gerenciamento e monitoramento ambientais, que mereçam ser

    24

    ____________________________________________________________ Curso Técnico de Mineração

    Legislação Mineral ____________________________________________________________

    realizados, tendo como base de comparação o Cenário Alvo pretendido, em todas as suas versões temporalmente atualizadas mediante o conhecimento sistemático e gradativo da realidade ou Cenário Atual.

    Avaliação de Impacto Ambiental – AIA

    Cenário Atual

    Legislação Mineral ____________________________________________________________ realizados, tendo como base de comparação o Cenário Alvo pretendido, em todas as

    Cenário Tendencial (futuro de análise )

    Cenário Autônomo
    Cenário Autônomo
    Cenário de Sucessão Com o empreendimento e sem mediadas de controle ambiental Cenário Alvo ( como
    Cenário de Sucessão
    Com o empreendimento e
    sem mediadas de controle
    ambiental
    Cenário
    Alvo
    ( como
    empreendimento e com
    adoção de medidas de
    controle ambiental)

    EIA / RIMA

    No estudo de Impacto Ambiental são feitos diagnósticos e prognósticos detalhados e aprofundados de todos os fatores ambientais envolvidos direta ou indiretamente com o empreendimento em pauta, com a finalidade de identificar os impactos de passível ocorrência com a sua implantação e /ou operação. Os impactos identificados são analisados e avaliados podendo ser contemplados com medidas preventivas e / ou mitigadoras e / ou compensatórias detalhadas. Resolução do CONAMA 01 / 1986

    Estrutura e Conteúdo do EIA

    1.

    A apresentação do documento

    Número do protocolo junto à licenciadora

    Identificação da equipe responsável pela elaboração do EIA

    Identificação do empreendedor

    2.

    Caracterização do Empreendimento

    Objetivo

    Justificativa

    Planta de localização

    Detalhamento da fase de concepção ou planejamento

    Estudo de alternativas técnicas e / ou locacionais

    25

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    Identificação de planos governamentais previstos para a área ou em

    andamento e análise da relação de interferência Levantamento da legislação ambiental aplicável ao empreendimento

    Detalhamento da Fase de Implantação

    Atividades e obras previstas

    Infra-estrutura e mão-de-obra

    Processo de implantação

    Cronogramas

    Detalhamento da Fase de Operação

    Atividades previstas

    Manutenção

    Mão-de-obra

    O processo de operação

    Cronogramas

    Detalhamento da Fase de Desativação

    O processo de desativação

    Cronogramas

    3.

    Definição das áreas de estudo:

    Área de influência indireta

    Área de influência direta

    Dificuldades conceituais e de delimitação

    4.

    Diagnóstico Ambiental da Área de Influência Indireta

    Contextualização sócio ambiental do estudo

    Meio físico

    Meio biológico

    Meio sócio-econômico cultural

    5.

    Diagnóstico Ambiental da Área de Influência Direta:

    Detalhamento dos fatores passíveis de serem impactados:

    Meio físico

    Meio biológico

    Meio sócio-econômico

    6.

    Prognósticos ambientais:

    26

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    Análise das tendências do comportamento dos fatores passiveis de serem impactados sem que o projeto seja executado.

    7.

    Identificação e Avaliação dos Impactos Ambientais:

     

    Análise do comportamento dos fatores ambientais diante da implantação e

    operação do empreendimento Identificação da diferença do comportamento do fator ambiental entre os

     

    prognósticos sem e com o empreendimento

    prognósticos sem e com o empreendimento é o impacto ambiental

    é o impacto ambiental

    avaliação dos impactos, segundo CONAMA 001 / 1986

    8.

    Proposição de medidas preventivas, corretivas e de compensação

    9.

    Detalhamento das medidas:

    Programas e planos ambientais

     

    Cronogramas compatibilizados : obras versus medidas

    10.Referências Bibliográficas :

    Estrutura e conteúdo do RIMA

    Deverá ter a mesma estrutura e conteúdo do EIA, porém em linguagem acessível ao público.

    11.O processo Decisório

    Pareceres técnicos

    1.a) Uma vez elaborado o EIA / RIMA, o empreendedor o submete à apreciação do órgão ambiental licenciador;

    1.b) Os estudos são cuidadosamente analisados por uma equipe técnica qualificada, que emitirá pareceres técnicos, aprovando ou não, solicitando informações informações complementares e modificações quando forem necessários ou pertinentes;

    1.c) Não se exige que a equipe técnica do órgão ambiental faça um estudo ambiental paralelo ou um contra-estudo, mas que analise com profundidade o estudo apresentado;

    12.Audiência Pública

    Iniciativa – Entidade civil, Ministério Público, cidadãos (50 membros),

    licenciadora Agentes – Empreendedor, licenciadora, solicitantes

    Regulamentação – Constituição Federal Artigo 225º - Parágrafo 1º , IV Resoluções CONAMA 001 / 1986 e 09 / 1987

    27

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    Finalidade – Apresentar os estudos elaborados e suas implicações, dirimir dúvidas e recolher, dos presentes, críticas, sugestões e reivindicações.

    Aspectos Formais – convocação, prazo, local e número de audiência:

    Publicação, divulgação Prazo: 45 dias para solicitação da audiência após a fixação do edital Cidadãos, entidade civil, Ministério público: comunicados por correspondência registrada. Considerar localização geográfica dos solicitantes e a complexidade do tema (artigo 2º , Parágrafo 5º , Resolução CONAMA 09 / 1987 ) Resolução 09 / 1987 aconselha mais de uma audiência pública quando a complexidade do tema assim o exigir.

    Dinâmica da Audiência Pública:

    Direção caberá ao órgão licenciador (artigo 3º , Resolução 09 / 1987 )

    Exposição : objetiva, imparcial e sem julgamento ou preconceito

    Quem

    fará

    a

    Exposição?

    Equipe

    técnica

    ou

    a

    licenciadora

    ou

    o

    empreendedor;

     

    Não deverá ser somente do RIMA, mas também do EIA;

    Debate: palavra a “todos os presentes” (brasileiros, estrangeiros, moradores ou não da localidade).

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    Referências Bibliográficas

    Referências

    Bibliográficas

    FREIRE, William. Código de mineração anotado e legislação mineral e ambiental em vigor. 3. ed. rev., atual. e ampl. Belo Horizonte: Mandamentos, 2002. 1040 p.

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