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Faculdade de Direito

Disciplina: Modelos e Paradigmas da Experiência Jurídica Turmas: A e B Professor: Juliano Zaiden Benvindo Período: 2 o /2013

1. EMENTA

PLANO DE CURSO

A disciplina Modelos e Paradigmas da Experiência Jurídica tem, como o nome indica, o propósito de examinar questões referentes aos principais modelos e paradigmas do pensamento jurídico. Serão estudadas importantes temas do direito contemporâneo, como sua relação com o pensamento hermenêutico, seus paradigmas, as tensões e paradoxos que lhe são inerentes e diferentes concepções de justiça. Além disso, será também dada especial atenção à aplicação do direito, tendo em vista as premissas trabalhadas nas unidades anteriores do curso. Aqui entram debates sobre metodologias de aplicação do direito, possíveis metafísicas, além de, naturalmente, questões centrais que surgem dessa análise, tais como o ativismo judicial e complexidades do debate sobre o princípio da separação de poderes. Nesse enfoque em particular, o paradoxo constitucionalismo e democracia aparece fortemente na sua vertente prática, tanto no que atine à aplicação do direito, como também no próprio rearranjo institucional. Espera-se, ao final, que o aluno consiga desenvolver reflexivamente os temas examinados, aplicando-os como suporte para a resolução de problemas concretos.

2. CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

Unidade 1: A Complexidade do Direito Contemporâneo: O Tempo Hermenêutico e a Abertura para o Futuro. Tradição e Historicidade. Paradigmas e Pensamento Jurídico.

Propósito: Apresentar importantes premissas para a compreensão dos paradoxos presentes no direito contemporâneo. Para tanto, o foco central será apresentar o aluno ao pensamento hermenêutico e examiná-lo a partir dos estudos historiográficos.

- HEIDEGGER, Martin. Ser e Tempo. São Paulo: Vozes, 2002, Vol. 1, pp. 24-30; 42-47; 204-

226.

- GADAMER, Hans-Georg. Verdade e Método. Rio de Janeiro: Vozes, 1997, pp. 400-427; 436-

505.

- HABERMAS, Jürgen. Pensamento Pós-Metafísico. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 2002.

- BENVINDO, Juliano Zaiden. Racionalidade Jurídica e Validade Normativa: Da Metafísica à Reflexão Democrática. Belo Horizonte: Argvmentvm, 2008.

- HOBSBAWM, Eric. O presente como história: Escrever a História de seu Próprio Tempo. Novos Estudos CEBRAP, n. 43, Nov/1995, pp. 103-112.

- COSTA, Pietro. Uma Questão de Método: A Relação entre Teoria e Historiografia. Artigo traduzido para fins acadêmicos.

Unidade 2: Introdução à Teoria Constitucional: Constitucionalismo e Democracia como Paradoxos Necessários.

Propósito: Incitar o debate sobre o paradoxo existente entre o constitucionalismo e a democracia e suas consequências nas práticas de vida.

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- CARVALHO NETTO, Menelick de. "A hermenêutica constitucional sob o paradigma do Estado Democrático de Direito". In: CATTONI DE OLIVEIRA, Marcelo Andrade. Jurisdição e Hermenêutica no Estado Democrático de Direito.

- HABERMAS, Jürgen. Direito e Democracia entre Facticidade e Validade. Rio de Janeiro:

Tempo Brasileiro, 1997, p. 113-168 (Cap. 3).

- HABERMAS, Jürgen. “O Estado Democrático de Direito – Uma Amarração Paradoxal de Princípios Contraditórios”. In: HABERMAS, Jürgen. Era das Transições. Rio de Janeiro:

Tempo brasileiro, 2003, pp. 153-173.

- THOMASSEN, Lasse. “A Bizarre, Even Opaque Practice”: Habermas on Constitutionalism and Democracy. In: THOMASSEN, Lasse. The Derrida-Habermas Reader. Chigago: The University of Chicago Press, 2006, p.176-194.

- CORSI, Giancarlo. Sociologia da Constituição. Trad. Juliana N. Magalhães. Revista da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. Nº 39. Belo Horizonte: UFMG, janeiro-junho de 2001.

- DERRIDA, Jacques. “Declarations of Independence”. In: DERRIDA, Jacques. Negotiations. Stanford: Stanford University Press, 2002, p. 46-54.

- BENVINDO, Juliano Zaiden. On The Limits of Constitutional Adjudication: Deconstructing Balancing and Judicial Activism. Heidelberg; New York: Springer, 2010, Cap. 5.

- HOLMES, Stephen. El Precompromiso y la Paradoja de la Democracia. In: ELSTER, J.; SLAGSTAD, R. (Eds.). Constitucionalismo y Democracia. México: Fondo de Cultura Económica, 1999. p. 217–262.

Unidade 3: Introdução às Teorias da Justiça. O Pensamento Categórico e o Consequencialismo. O Liberalismo e o Comunitarismo. Identidade, Alteridade e Diferença.

Propósito: Apresentar ao aluno importantes debates sobre a justiça, ressaltando suas principais diferenças teóricas e práticas.

- KANT, Immanuel. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Lisboa: Edições 70.

- SANDEL, Michael. Justiça – O Que É Fazer a Coisa Certa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.

- DWORKIN, Ronald. Uma Questão de Princípio. São Paulo: Martins Fontes, 2005, p. 269-328.

- RAWLS, John. Uma Teoria da Justiça. São Paulo: Martins Fontes, 2002, p. 3-122.

- DERRIDA, Jacques. Força de Lei. São Paulo: Martins Fontes, 2010, pp. 3-58.

- GARGARELLA, Roberto. As Teorias da Justiça depois de Rawls: Um Breve Manual de Filosofia Política. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2008 (Trechos selecionados)

- SANDEL, Michael J “Liberalism and the Limits of Justice.” Cambridge University Press (January 20, 1982): 133-218.

- ROSENFELD, Michel. “Modern Constitutionalism as Interplay Between Identity and Diversity:

An Introduction.” Cardozo Law Review 14 (April 6, 2008).

- ROSENFELD, Michel. “Comment: Human Rights, Nationalism, and Multiculturalism in Rhetoric, Ethics and Politics: a Pluralist Critique.” Cardozo Law Review 21, 2000.

- WALDRON, Jeremy. “One Law for All? The Logic of Cultural Accomodation.” Washington and Lee Law Review 59, 2002.

- POSNER, R. Against Constitutional Theory. New York University Law Review, v. 73, n. 1, p. 1– 22, 1998.

- POSNER, Richard. Fronteiras da Teoria do Direito. São Paulo: Martins Fontes, 2011, 97-166; 319-373. (Versões em inglês: POSNER, R. Rational Choice, Behavioral Economics, and the Law. Stanford Law Review, v. 50, p. 1556-1571, 1998; POSNER, R. Equality, Wealth, and Political Stability. Journal of Law, Economics and Organization, v. 13, n. 2, p. 344–365, 1997).

- BENVINDO, Juliano Zaiden. On The Limits of Constitutional Adjudication: Deconstructing Balancing and Judicial Activism. Heidelberg; New York: Springer, 2010, Cap. 7

Unidade 4: Introdução à Aplicação do Direito Constitucional. Princípio da Separação de Poderes. Metafísica e Metodologia Constitucional. Ativismo Judicial

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Propósito: Apresentar ao aluno, após já debatidos os pressupostos de importantes paradoxos do direito contemporâneo e diversas concepções de justiça, como se dá a efetivação de tais pressupostos na prática cotidiana. Aqui serão examinadas diversas teorias voltadas diretamente ao estudo da aplicação do direito, sobretudo constitucional. Do mesmo modo, serão trabalhadas diferentes metodologias adotadas nesse processo de aplicação, suas possíveis metafísicas, assim como os debates contemporâneos sobre a separação de poderes e o ativismo judicial.

- DWORKIN, Ronald. “As Ambições do Direito para Si Próprio”. Virgina Law Review, Vol. 71, Mar/1985, p. 173 (Trad. para fins acadêmicos).

- TRIBE, Laurence H.; DORF, Michael C. On Reading the Constitution. Cambridge, MA: Harvard University Press, 1991, pp. 6-30; 97-117.

- SUNSTEIN, Cass R. A Constitution of Many Minds. Princeton: Princeton University Press, 2009, pp. 19-32.

- ALMEIDA, F. P. L. DE. Os Princípios Constitucionais entre Deontologia e Axiologia:

Pressupostos para uma Teoria Hermenêutica Democrática. Revista Direito GV, v. 4, n. 2, p. 493–516, jul-dez. 2008.

- FALLON JR., Richard H. “A Constructivist Coherence Theory of Constitutional Interpretation”. In: Harvard Law Review., Vol. 10, April 1987, N. 6.

- VERMEULE, Adrian. Judging under Uncertainty: An Institutional Theory of Legal Interpretation. Cambridge: Harvard University Press, 2006.

- ROSENFELD, Michel. “A Identidade do Sujeito Constitucional e o Estado Democrático de Direito”. Cadernos da Escola do Legislativo. Belo Horizonte, v. 7, n. 12, pp. 11-63, jan/jun.

2004.

- HABERMAS, Jürgen. Facticidade

acadêmicos.

e

Validade. (Cap. 5) - Tradução

realizada

para

fins

- ALEXY, Robert. “Direitos Fundamentais, Balanceamento e Racionalidade”. Ratio Juris. Vol. 16, n. 2, junho de 2003, pp. 131-40.

- BENVINDO, Juliano Zaiden. On The Limits of Constitutional Adjudication: Deconstructing Balancing and Judicial Activism. Heidelberg; New York: Springer, 2010 (Cap. 6).

- MAUS, Ingeborg. “Judiciário como Superego da Sociedade: O Papel da Atividade Jurisprudencial na “Sociedade Órfã”. In: Novos Estudos, N. 58, 2000.

- WALDRON, Jeremy. “The Core of the Case Against Judicial Review.” The Yale Law Journal 115, 2006: 1346–1407.

- WALDRON, Jeremy. Law and Disagreement. Oxford: Oxford University Press, 1999, p. 1-17.

- WHITTINGTON, Keith E. Political Foundations of Judicial Supremacy: The Presidency, The Supreme Court, and Constitutional Leadership in U.S. History.

- LEVINSON, Daryl. Rights Essentialism and Remedial Equilibration. Columbia Law Review. Vol. 99, Issue 4, 1999, pp. 857-940.

- LEVINSON, D. J. Parchment and Politics: The Positive Puzzle of Constitutional Commitment. Harv. L. Rev, v. 124, p. 657, 2010.

- SUNSTEIN, C. R.; VERMEULE, A. Interpretation and Institutions. Michigan Law Review, v. 101, p. 885–951, 14 jan. 2010.

3. CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO.

Ao longo do curso, será pedida aos alunos a leitura do material bibliográfico indicado. A participação do aluno é um dos critérios mais relevantes para a avaliação.

No meio do curso, haverá uma prova referente à primeira parte do conteúdo e que abordará um caso concreto para análise. A nota da primeira prova corresponderá a 45% da nota final.

Ao final do curso, serão realizados júris simulados referentes a casos concretos. A turma será dividida em grupos para esse fim. Cada grupo será responsável pela apresentação de uma peça

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escrita que indique os principais argumentos para sua tese, que, juntamente com a atuação oral no júri simulado, será objeto de avaliação correspondente a 45% da nota final.

Em certos encontros, a aula será destinada à discussão de um caso judicial, real ou fictício, que abordará questões centrais discutidas em sala. Nessas aulas, os debates poderão ser conduzidos pelo professor e/ou pelos monitores de pós-graduação. A participação dos alunos nos debates será um dos critérios centrais para a menção.

Do mesmo modo, o professor e os monitores poderão convidar os alunos para atividades paralelas ao curso, que também serão avaliadas positivamente para fins de avaliação.

A participação dos alunos nos debates em aula e em atividades paralelas corresponderão aos

remanescentes 10% da nota final.

Além do mais, a nota final pode ser alterada para mais a critério do professor. Para tanto, ele levará em consideração: 1) engajamento nas leituras; 2) envolvimento nas atividades de discussão realizadas com o acompanhamento dos monitores; 3) participação ativa nas aulas e atividades paralelas; 4) participação ativa nos debates virtuais.

4. TEXTOS PREVIAMENTE SELECIONADOS

O curso será desenvolvido em torno de textos e casos concretos. As aulas, embora tenham, em

parte, um aspecto expositivo, serão, sobretudo, de debates. É uma premissa já assumida que, se não houver debate, perder-se-á, excessivamente, em capacidade reflexiva. O espaço de discussão será sempre aberto. Após a exposição de cada conteúdo, os alunos serão convidados a se manifestar e, a partir de suas manifestações, serão buscadas algumas conclusões a respeito do tema discutido.

Por conseguinte, como o curso é, enfaticamente, dialógico, a leitura dos textos indicados deverá ser realizada, sendo, assim, tomada como critério de avaliação.

Os textos estão previamente disponibilizados em meio digital (PDF) via Dropbox. Todos os alunos poderão ter acesso à conta Dropbox para baixar os textos indicados. Conforme o andamento do curso, outros textos poderão lá ser incluídos.

Dados da Conta Dropbox:

Email: modelosparadigmas@gmail.com Senha: democracia

5. INSCRIÇÃO NO GOOGLE GRUPOS

Foi criado um grupo de discussões no Facebook. A inscrição no grupo é aberta e, portanto, basta acessar o grupo no Facebook e se inscrever.

Dados do Grupo no Facebook Nome: Modelos & Paradigmas (2°/2013)