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FCCE Federação das Câmaras de Comércio Exterior Foreign Trade Chambers Federation 2007 • 10 de

FCCE

Federação das Câmaras de Comércio Exterior Foreign Trade Chambers Federation

de Comércio Exterior Foreign Trade Chambers Federation 2007 • 10 de setembro • Seminário Bilateral de
de Comércio Exterior Foreign Trade Chambers Federation 2007 • 10 de setembro • Seminário Bilateral de

2007

• 10 de setembro •

Trade Chambers Federation 2007 • 10 de setembro • Seminário Bilateral de Comércio Exterior e Investimentos

Seminário Bilateral de

Comércio Exterior e Investimentos

BRASIL

MOÇAMBIQUETrade Chambers Federation 2007 • 10 de setembro • Seminário Bilateral de Comércio Exterior e Investimentos Trade Chambers Federation 2007 • 10 de setembro • Seminário Bilateral de Comércio Exterior e Investimentos

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Rio de Janeiro-RJ

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Federação das Câmaras de Comércio Exterior FCCE Foreign Trade Chambers Federation Fédération des Chambres de

Federação das Câmaras de Comércio Exterior

FCCE

Foreign Trade Chambers Federation

Fédération des Chambres de Commerce Extérieur

Federación de las Cámaras de Comercio Exterior

Federação das Câmaras de Comércio Exterior Foreign Trade Chambers Federation A FCCE é a mais

Federação das Câmaras de Comércio Exterior Foreign Trade Chambers Federation

A FCCE é a mais antiga Associação de Classe dedicada

exclusivamente às atividades de Comércio Exterior. Fundada no ano de 1950, pelo empresário João Daudt

de Oliveira (a ele se deve, 5 anos antes, a fundação da Confederação Nacional do Comércio – CNC ), a FCCE opera ininterruptamente, há mais de 50 anos, incenti- vando e apoiando o trabalho das Câmaras de Comércio Bilaterais, Consulados Estrangeiros, Conselhos Empre- sariais e Comissões Mistas a nível federal.

A FCCE, por força do seu Estatuto, tem âmbito nacio-

nal, possuindo Vice-Presidentes Regionais em diversos Estados da Federação, operando também no plano interna- cional, através “Convênios de Cooperação” firmados com diversos organismos da mais alta credibilidade e tradição, a exemplo da International Chamber of Commerce (Câmara

de Comércio Internacional – CCI), fundada em 1919, com sede em Paris e que possui mais de 80 Comitês Nacionais, nos 5 continentes, além de operar a mais importante “Corte Internacional de Arbitragem” do mundo, fundada no ano de 1923.

A FEDERAÇÃO DAS CÂMARAS DE COMÉRCIO

EXTERIOR tem sua sede na Avenida General Justo no 307, Rio de Janeiro, (Edifício da Confederação Nacional do Comércio – CNC) e mantém com essa entidade, há quase duas décadas “Convênio de Suporte Administrativo

e Protocolo de Cooperação Mútua”. Em passado recente

a FEDERAÇÃO DAS CÂMARAS DE COMÉRCIO EXTE-

RIOR – FCCE assinou Convênio com o CONSELHO DE

CÂMARAS DE COMÉRCIO DASAMÉRICAS, organismo

que representa as Câmaras de Comércio Bilaterais dos

seguintes países: ARGENTINA, BOLÍVIA, CANADÁ, CHILE, CUBA, EQUADOR, MÉXICO, PARAGUAI, SURINAME, URUGUAI, TRINIDAD E TOBAGO e VE- NEZUELA.

Além de várias dezenas de Câmaras de Comércio Bi- laterais filiadas à FCCE em todo o Brasil, fazem parte da Diretoria atual, os Presidentes das Câmaras de Comércio:

Brasil-Grécia, Brasil-Paraguai, Brasil-Rússia, Brasil-Eslo- váquia, Brasil-RepúblicaTcheca, Brasil-México, Brasil-Be- larus, Brasil-Portugal, Brasil-Líbano, Brasil-Índia, Brasil- China, Brasil-Tailândia, Brasil-ltália e Brasil e Indonésia, além do Presidente do Comitê Brasileiro da Câmara de Comércio Internacional, o Presidente da Associação Bra- sileira da Empresas Comerciais Exportadoras – ABECE, o Presidente da Associação Brasileira da Indústria Ferro- viária –ABIFER, o Presidente daAssociação Brasileira dos Terminais de Contêineres, o Presidente do Sindicato das Indústrias Mecânicas e Material Elétrico, entre outros. Some-se, ainda, a presença de diversos Cônsules e diplo- matas estrangeiros, dentre os quais o Cônsul-Geral da República do Gabão, o Cônsul do Sri Lanka (antigo “Cei- lão”), e o Ministro Conselheiro-Comercial da Embaixada de Portugal.

A Diretoria

Diretoria 2006-2009 Presidente JOÃO AUGUSTO DE SOUZA LIMA 1 s t Vice-Presidente PAULO FERNANDO MARCONDES

Diretoria 2006-2009

Presidente

JOÃO AUGUSTO DE SOUZA LIMA

1 st Vice-Presidente

PAULO FERNANDO MARCONDES FERRAZ

Vice-Presidentes

Arlindo Catoia Varela Gilberto Ferreira Ramos Joaquim Ferreira Mângia José Augusto de Castro Ricardo Vieira Ferreira Martins

Vice-Presidente Europa

Jacinto Sebastião Rego de Almeida (Portugal)

Vice-Presidente Norte

Cláudio do Carmo Chaves

Vice-Presidente Sudeste

Antonio Carlos Mourão Bonetti

Vice-Presidente Sul

Arno Gleisner

Diretores

Diana Vianna De Souza Marie Christiane Meyers Alexander Zhebit Alexandre Adriani Cardoso Andre Baudru Augusto Tasso Fragoso Pires Cassio José Monteiro França Cesar Moreira Charles Andrew T’Ang Daniel André Sauer Eduardo Pereira De Oliveira José Francisco Fonseca Marcondes Neto Luis Cesario Amaro da Silveira

Luiz Oswaldo Aranha Marcio Eduardo Sette Fortes de Almeida Oswaldo Trigueiros Júnior Raffaele Di Luca Ricardo Stern Roberto Nobrega Roberto Cury Roberto Habib Roberto Kattán Arita Sergio Salomão Sizínio Pontes Nogueira Sohaku Raimundo Cesar Bastos Stefan Janczukowicz

Conselho Fiscal (Titulares)

Delio Urpia de Seixas Elysio de Oliveira Belchior Walter Xavier Sarmento

E DITORIAL

Brasil e Moçambique: a importância de se estreitar as relações

Moçambique é um país que compartilha um passado em comum com o Brasil.Ambos os países são resultados daquele que foi o primeiro grande empreendimento além-mar da Era moderna protagonizado por Portugal. Não obstante a existência de diferenças apresentadas pelo desenvolvimento de cada país ao longo de suas trajetórias, é impossível não reconhecer as semelhanças herdadas do antigo colonizador, seja na língua, seja na estrutura social, seja na cultura. No entanto, mesmo com tantas similaridades, verifica-se também um enorme distanciamento comercial entre os dois países. Com o objetivo de reverter esse quadro, a FEDERAÇÃO DAS CÂMARAS DE COMÉR- CIO EXTERIOR (FCCE) realizou, no dia 10 de setembro de 2007, o 30º Seminário Bilateral de Comércio Exterior e Investimentos Brasil-Moçambique. O evento é mais um da série de encontros promovidos pela FCCE e tem como meta debater mecanismos e formas de fazer com que o comércio exterior brasileiro tenha uma maior e mais ativa inserção global. O seminário conta com o apoio e participação do governo federal, através dos Ministérios das Relações Exteriores e do Desenvolvimento da Indústria e Comércio Exterior, das principais associações de classe, como a Confederação Nacional de Comércio (CNC), a Câmara de Comércio Internacional – ICC, a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) e o Conselho das Câmaras de Comércio das Américas. Localizado na região da África Austral, Moçambique é um dois países da região que mais cresce economicamente dentro do continente, - a uma média de 8,8% ao ano-, conforme dados do governo moçambicano.A sua posição geográfica pode também ser apontada como um bom referencial, pois o país africano está próximo a dois grandes mercados do mundo:

África do Sul e Índia, que, somados, representam mais de um bilhão de consumidores po- tenciais. Com certeza, estar entre mercados tão atraentes é algo de grande relevância para qualquer grande empresa brasileira. É óbvio que depois de 16 anos de uma intensa guerra civil (1976-1992), que deixou um saldo de quase 1 milhão de mortos, os reflexos desse conflito ainda são sentidos naquela sociedade. Mas, ao conseguir apresentar estabilidade política e abraçar as regras de uma economia de mercado, abre-se um grande leque de oportunidades para as empresas investirem. E, de fato, algumas companhias brasileiras já começaram a se movimentar em direção ao país africano, como a Petrobras e a Camargo Corrêa, dois dos maiores grupos empresariais do Brasil. Entrementes, as relações políticas entre os dois países encontram-se em patamares satis- fatórios.A visita do presidente da República de Moçambique,Armando Emílio Guebuza, ao Brasil, em setembro de 2007, fez gerar acordos de cooperação nos campos da educação e da saúde. Essa foi a segunda visita de um chefe-de-Estado moçambicano ao Brasil em menos de dois anos. O antecessor de Guebuza, Joaquim Chissano, visitou o Brasil em 2004, em retribuição à viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Maputo em 2003, demons- trando a boa vontade em estreitar os laços de amizade entre as duas nações pertencentes à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). O encontro mostrou que as afinidades culturais e lingüísticas não bastam para intensificar as trocas comerciais. É preciso, antes de tudo, um profundo conhecimento da realidade do país, dos marcos regulatórios e das reais potencialidades a explorar.As páginas desta edição, portanto, atestam a tenacidade e competência dos palestrantes do seminário organizado pela FCCE nas bem sucedidas exposições mostradas ao público presente.

Boa Leitura

O EDITOR

APOIO

ao público presente. Boa Leitura O EDITOR APOIO CONSELHO DE CÂMARAS DE COMÉRCIO DAS AMÉRICAS Expediente
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CONSELHO DE CÂMARAS DE COMÉRCIO DAS AMÉRICAS
CONSELHO DE
CÂMARAS DE COMÉRCIO
DAS AMÉRICAS

Expediente

Produção

Federação das Câmaras de Comércio Exterior – FCCE Av. General Justo, 307/6 o andar Tel.: 55 21 3804 9289 e-mail: fcce@cnc.com.br

Editor

O coordenador da FCCE

Textos e Reportagens

Brunno Braga

Edição e Arte

Editora Aduaneiras Rua da Consolação, 77 Tel.: 55 11 2126 9200 e-mail: comercial@aduaneiras.com.br

Jornalista Responsável

Brunno Braga (MTB 050598/00)

Fotografia

Christina Bocayuva

Secretaria

Maria Conceição Coelho de Souza Sérgio Rodrigo Dias Julio

As opiniões emitidas nesta revista são de responsabilidade de seus autores. É permitida a reprodução dos textos, desde que citada a fonte.

6

ENTREVISTA

6 ENTREVISTA
 

Embaixador Murade Murargy: “Somos povos irmãos com culturas semelhantes”

14

ABERTURA

 

Moçambique aberta para negócios

18

PAINEL I

 

Em busca de oportunidade de negócios além-mar

26

PAINEL II

26 PAINEL II
 

Mercados a serem explorados

30

PAINEL III

 

Agronegócios para exportação

31

ENCERRAMENTO

31 ENCERRAMENTO
 

Souza Lima, Presidente da FCCE, diz que o Seminário foi bem sucedido

32

DIPLOMACIA

 

Diretor do Deaf/MRE diz, em entrevista, que Itamaraty está intermediando e fortalecendo as relações Brasil – África

34

PETRÓLEO E GÁS

Petrobras faz investimentos de peso na África

SUMÁRIO

36

ENTREVISTA

 

Ministro da Indústria e Comércio de Moçambique conta, em entrevista, que ambiente de negócios moçambicano está cada vez mais promissor

38

ENERGIA

 

Ministro da Energia de Moçambique afirma, em entrevista, que empresas brasileiras têm o know-how dentro do setor energético

40

FINANCIAMENTO

Gerente do BNDES explica, em entrevista, o funcionamento das linhas de crédito à exportação do banco

das linhas de crédito à exportação do banco 41 NEGÓCIOS Chefe da delegação de empresários

41 NEGÓCIOS

Chefe da delegação de empresários moçambicanos diz, em entrevista, que empresas moçambicanas querem parcerias com empresas brasileiras

42

INFRA-ESTRUTURA

 

Diretor da Camargo Corrêa revela, em entrevista, que empresa que consolidar a marca brasileira em Moçambique

45

LITERATURA

45 LITERATURA
 

Mia Couto: um amante da oralidade moçambicana

50

RELAÇÕES BILATERAIS

54

CURTAS

E NTREVISTA

“Somos povos irmãos com culturas semelhantes”

Embaixador de Moçambique aposta nas semelhanças culturais para o fortalecimento das relações comerciais com o Brasil

Trabalhar para conseguir maior integração entre Brasil e Moçambique, explorando as similaridades culturais e históricas existentes. A tarefa vem sendo desempenhada pelo embaixador plenipotenciário de Moçambique no Brasil, Murade Murargy. Segundo o diplomata, as atuais condições políticas e econômicas dos dois países são propícias para que esse objetivo seja alcançado. De fato, Moçambique vem demonstrando crescimento acima da média dos demais países do continente africano. As instituições políticas estão maduras e o país está em processo de se integrar à economia mundial de modo mais pleno. Por isso, na avaliação de Murargy, o fortale- cimento das relações entre Brasil e Moçambique dará aos empresários dos dois países oportunidades que beneficiarão não somente os negócios, mas também garantirão o desenvolvimento e interação política. Leia os trechos da entrevista concedida pelo embaixador à Revista da FCCE:

da entrevista concedida pelo embaixador à Revista da FCCE: Qual é a avaliação do senhor do

Qual é a avaliação do senhor do seminário realizado?

Murargy – Considero muito positivo este encontro, não só pela presença numerosa de empresários moçambicanos e brasi- leiros, como também de estudantes das diversas faculdades do Rio de Janeiro, mas também pelo fato de que este seminário permitiu um melhor conhecimento dos dois países e das suas potencialidades.

Como tem sido a sua experiência profissional dentro do exercí- cio do cargo de Embaixador no Brasil?

Murargy – A minha experiência tem sido bastante interessante. O Brasil é um grande país, com realidades diferentes que variam de estado a estado, e que nos obriga a um estudo permanente dessas mesmas realidades. Dada a diversidade

permanente dessas mesmas realidades. Dada a diversidade 6 Seminário Bilateral de Comércio Exterior e Inv
Seminário Bilateral de Comércio Exterior e Inv estimentos B RASIL • M OÇAMBIQUE 7

E NTREVISTA

dessa condição, tenho procurado tornar

Moçambique mais conhecido no Brasil, buscando linhas de cooperação mais dinâ- micas, em âmbitos comercial, econômico

e cultural.Temos muitos aspectos comuns em cada um dos estados.

“O Brasil é um grande país, com realidades diferentes que variam de estado a estado, e que nos obriga a um estudo permanente dessas mesmas realidades”

MURADE MURARGY

Como o povo moçambicano enten- de o Brasil num plano geral?

Murargy – Como um povo irmão e com culturas semelhantes. Ambos os povos

tiveram o mesmo colonizador, herdando

a mesma língua. Estou convencido que

os nossos países e povos podem estreitar ainda mais estas relações para benefício mútuo. Temos muita coisa a aprender um com o outro. O povo brasileiro ainda enfrenta algumas dificuldades que o povo moçambicano enfrenta. Por isso, a nossa solidariedade e cooperação podem nos le- var a ultrapassar esses problemas comuns, dos quais a pobreza é o principal deles.

O fluxo de comércio entre Brasil

e Moçambique ainda é pequeno, apesar das potencialidades. Na sua avaliação, quais são os caminhos que podem ser trilhados para que

as relações comerciais tenham um verdadeiro impulso?

Murargy – Um dos campos em que o Brasil pode cooperar,com mais intensidade, com Moçambique é a formação de mão-de- obra, sobretudo para a formação técnico-

profissional. Isso vai gerar mais crescimento econômico,pois vai permitir que a economia moçambicana tenha ganhos de produtivida- de e, conseqüentemente, vai propiciar que exportemos para o Brasil produtos de maior valor agregado.Vejo também que há um fra- co conhecimento ou falta de promoção dos produtos moçambicanos no Brasil. Temos madeiras preciosas, tabaco, algodão, pedras semipreciosas, pescado e frutos do mar que podem ser exportados para o Brasil.Mas isso

é uma questão de agressividade comercial que as nossas empresas devem ter.

Moçambique saiu, recentemente, de uma prolongada guerra civil, e hoje é visto pela comunidade internacio- nal com um país que apresenta uma sólida estabilidade. É possível apon- tar os avanços socioeconômicos e políticos dentro do cenário atual e os desafios que o governo e a socie- dade do País têm pela frente?

Murargy – Após a independência, Mo- çambique enfrentou uma prolongada guer-

ra de agressão apoiada pelos então regimes racistas da Rodésia (atual Zimbábue) e da África do Sul.Além disso, calamidades na- turais como secas e enchentes, sobretudo as inundações ocorridas em 2000 e 2001, provocaram muitas destruições e perdas de vidas humanas. Neste momento, desde

a assinatura dos Acordos de Paz em 1992,

a estabilidade política é uma realidade em Moçambique. As instituições do Estado funcionam regularmente. Esse cenário estável vem fazendo com que tenhamos crescimento econômico a um ritmo de 8% ao ano, com uma inflação de 4%.

É possível, então, afirmar que a democracia está consolidada em Moçambique?

Murargy – Sim, com certeza. Já reali- zamos três eleições presidenciais e legis- lativas, que ocorrem de cinco em cinco anos. Em 2008, serão realizadas eleições provinciais e municipais.

“Estou convencido que os nossos países e povos podem estreitar ainda mais estas relações para benefício mútuo. Temos muito a aprender um com o outro”

MURADE MURARGY

Como estão os investimentos em indústrias e infra-estrutura, tão necessários para que Moçambique mantenha o ritmo de crescimento econômico?

Murargy – Pontes, estradas, escolas,

linhas férreas, fábricas e centros de saúde, que haviam sido fechados durante os anos de guerra, foram reabertos e reformados. As famílias que foram deslocadas durante

o período de conflito interno estão sendo reassentadas. Novos projetos de infra-

estrutura estão sendo implementados, como as pontes sobre o rio Zambeze, rio Rovuma e a do Rio Magude. Grandes projetos industriais e logísticos estão sendo instalados, como a fábrica de alumínio e o gasoduto que transporta gás natural para a África do Sul. Novas prospecções de gás e petróleo estão sendo efetuadas.A própria Petrobras participa associada a uma em- presa da Malásia.A Companhia doVale do Rio Doce também está com um projeto de grande vulto na região de Moatize, onde vai atuar na exploração do carvão.

“Desde a assinatura dos Acordos de Paz em 1992, a estabilidade política é uma realidade em Moçambique”

MURADE MURARGY

A Comunidade dos Países de Lín- gua Portuguesa completou, no ano passado, uma década de existência. Cada país integrante tem a sua con- tribuição para o desenvolvimento da língua portuguesa. No caso de Moçambique, qual seria essa con- tribuição?

Murargy – A nossa contribuição tem se efetivado em diversas formas, através das artes, como no campo da literatura, música e teatro. O português, como idioma oficial de Moçambique, tem um programa, desen- volvido pelo governo, que visa à ampliar a alfabetização em língua portuguesa.

Em relação às parcerias em outros campos, como saúde e educação, como os governos dos dois países têm atuado nessas áreas?

Murargy – A agricultura, os biocom- bustíveis, a ciência e a tecnologia são os grandes eixos de cooperação pública entre Moçambique e Brasil. Durante a visita do Presidente de Moçambique ao Brasil, em setembro, foram assinados acordos impor- tantes nas áreas de educação à distância, ini- ciação científica e no campo dos combustí- veis renováveis, permitindo a transferência de tecnologia. Na área da saúde, também vamos construir, com o apoio do Brasil, uma fábrica de medicamentos retrovirais que terá um financiamento de um terceiro parceiro, ainda não encontrado.

Embaixador Murargy em discurso na Sessão de Abertura do Seminário O Fórum IBSA (Índia, Brasil

Embaixador Murargy em discurso na Sessão de Abertura do Seminário

O Fórum IBSA (Índia, Brasil e África

do Sul) vem levantando diversos debates relacionados a uma maior aproximação comercial entre esses

países. Sendo Índia e África do Sul países próximos geograficamente

a Moçambique, essas conversações

geram interesses por parte do go- verno moçambicano para atrair investimentos que poderão advir nesse fluxo de comércio e de ne-

gócios?

Murargy – Com certeza. A África do Sul e a Índia são dois grandes parceiros econômicos de Moçambique. Esses países investem vultosas cifras no meu país. Por isso, acredito que o reforço destra trian- gulação comercial, que inclui o Brasil, terá efeitos diretos e indiretos para a economia moçambicana.

“Grandes projetos industriais e logísticos estão sendo instalados, como a fábrica de alumínio e o gasoduto que transporta gás natural para a África do Sul”

MURADE MURARGY

Como o governo moçambicano está acompanhando o desenvolvimento das conversações da Rodada de Doha? Há expectativas, por parte do governo do seu país, de que a conclusão possa dar aos países po-

bres um comércio mais justo? Murargy – O mundo todo aguarda com expectativa a conclusão destas negocia- ções. Torcemos para que os acordos que forem alcançados beneficiem um intercâm- bio comercial global mais eqüitativo.

um intercâm- bio comercial global mais eqüitativo. Principais Dados de Moçambique: Idioma: Português
Principais Dados de Moçambique: Idioma: Português Capital: Maputo Presidente:Armando Emílio Guebuza Área total:
Principais Dados de Moçambique:
Idioma: Português
Capital: Maputo
Presidente:Armando Emílio Guebuza
Área total: 801,590 km2
Terra: 784,090 km2
Água: 17,500 km2
PopulaçãoTotal 2006: 21 milhões de
habitantes
Independência: De Portugal em 25 de
junho de 1975
PIB (2006): US$ 29,17 bilhões
Moeda: Metical (câmbio US$ 1 =
26.264,00 meticais)
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Seminário bilateral de

Comércio exterior e investimentos BRASIL

MOÇAMBIQUEbilateral de Comércio exterior e investimentos BRASIL Av. General Justo n o 307 – Centro – bilateral de Comércio exterior e investimentos BRASIL Av. General Justo n o 307 – Centro –

Av. General Justo n o 307 – Centro – Rio de Janeiro-RJ – Sede da Confederação Nacional do Comércio – CNC

Programa do Seminário: 10 de SETEMBRO de 2007

14h – Abertura dos Trabalhos:

João Augusto de Souza Lima – Presidente da Federação das Câmaras de Comércio Exterior – FCCE

Sessão Solene de Abertura

Presidente da Sessão:

Embaixador MURADE MURARGY – Embaixador Plenipotenciário de MOÇAMBIQUE

Apresentação oficial:

“A atual situação econômica de Moçambique”

Antonio Fernando – Ministro de Estado da Industria e do Comércio de MOÇAMBIQUE

Componentes da mesa:

Salvador Namburete – Ministro de Estado da Energia Ministro Fernando Simas de Magalhães – Diretor-Geral do Departamento da África do Ministério das Relações Exteriores

Salimo Abdula – Presidente da CTA (Confederação das Associações econômicas) e Chefe da Delegação de MOÇAMBIQUE

14h45 – PAINEL I: A balança comercial e suas tendências de incremento e desenvolvimento

Presidente:

Ministro Fernando Simas de Magalhães – Diretor-Geral do Departamento da África do MRE

Pronunciamento especial:

Armando Meziat – Secretário de Comercio Exterior do MDIC

Moderador:

Abdul Fakir – Vice-Presidente da Câmara de Comércio MOÇAMBIQUE – Brasil (CCMOBRA)

Expositores:

Salimo Abdula – Presidente da CTA e Chefe da Delegação de MOÇAMBIQUE João Macaringue – Presidente do Instituto de Promoção de Exportação de MOÇAMBIQUE – IPEX Rafique Jusob – Diretor do Centro de Promoção de Investimentos de MOÇAMBIQUE – CPI Nuno Maposse – Diretor do Departamento de Projetos de Investimentos de MOÇAMBIQUE - CPI Roger Louis Fernand Egea – Gerente de Comércio Exterior do BNDES

Debates com o Plenário

(intervalo para café – 10 minutos)

16h – PAINEL II: A Atuação das empresas brasileiras, e suas parcerias, nos setores de construção civil, e energia.

Presidente do Painel:

Salvador Namburete – Ministro de Estado da Energia de MOÇAMBIQUE

Moderador:

Arthur Pimentel – Diretor de Comércio Exterior do MDIC

Expositores:

Manuel Murilo – Gerente da Área Internacional da PETROBRÁS Kalil Cury Filho – Diretor de novos negócios da Construtora Camargo Correia Augusto Souza – Representante da Cia. Energética de MOÇAMBIQUE

17h30 – PAINEL III: As exportações de serviços, Agricultura e Turismo

Presidente:

Sr. Salvador Namburete – Ministro de Estado da Energia de MOÇAMBIQUE

Moderador:

Fabio Martins Faria – Diretor de Planejamento e Desenvolvimento do Comércio Exterior do MDIC

Expositores:

Roberto Mito – Diretor do Centro de Promoção da Agricultura – CEPAGRI

18h45/19h Sessão Solene de Encerramento:

Presidente da Sessão e pronunciamento especial:

Embaixador Murade Murargy – Embaixador Plenipotenciário de MOÇAMBIQUE

Pronunciamento Especial:

Antonio Fernando – Ministro de Estado da Indústria e do Comércio de MOÇAMBIQUE

Componentes da mesa:

Salvador Namburete – Ministro de Estado da Energia

João Macaringue – Presidente do IPEX – Instituto de Promoção de Exportação de MOÇAMBIQUE

Salimo Abdula – Chefe da Delegação de MOÇAMBIQUE

Dr. Caldeira – Vice-Presidente da CCMOBRA – Câmara de Comércio MOÇAMBIQUE – BRASIL

Coquetel:

Homenagem à Delegação de MOÇAMBIQUE

Informação Importante:

A

Embaixada de MOÇAMBIQUE já confirmou, formalmente,

a

presença das seguintes autoridades:

O

ministro de estado da energia – Sr. Salvador Namburete

O

ministro de estado da industria e do comércio – Sr. Antonio

Fernando

O

embaixador plenipotenciário – Sr. Murade Murargy

E

uma delegação de mais de 80 empresários das mais

diversas áreas de atividade ( indústria, comercio, agricultura,

energia, mineração, hotelaria, biocombustível, turismo, hotelaria, construção civil, etc.)

A BERTURA

A BERTURA Da direita para esquerda: Alexandre Ferreira, Arthur Pimentel, Rafi que Jusob, Fernando Simas de

Da direita para esquerda: Alexandre Ferreira, Arthur Pimentel, Rafique Jusob, Fernando Simas de Magalhães; embaixador de Moçambique no Brasil, Murade Isaac Miguigy Murargy, Teóphilo de Azeredo Santos, Antonio Fernando, Salvador Namburete, Salimo Abdula, João Macarigue

Moçambique aberta para negócios

Ministro moçambicano acredita no fortalecimento das relações Brasil-Moçambique

Moçambique está distante geogra- ficamente do Brasil. Esse fato, no entanto, não faz com que diminuam o interesse e admiração desse país (localizado no sudeste do continen- te africano) pelo Brasil. Por isso, buscar estreitar ainda mais os laços econômicos, comerciais e culturais com a maior nação de língua por- tuguesa do globo vem motivando empresários e representantes do governo moçambicano, que já ob- servam as grandes potencialidades de negócios entre os dois países.

Dentro desse clima de otimismo, teve início o Seminário Bilateral de Comércio Exterior e Investimentos Brasil-Moçambique, promovido pela Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE). Esse foi o 30 o encontro realizado pela instituição, que sempre reúne, ao longo da sua trajetória, inúmeros empresários, representantes dos governos do Brasil e de países con- vidados, além de demais convidados e estudantes da área de Comércio Exterior. O evento foi realizado no

dia 12 de setembro na sede da Con- federação Nacional do Comércio, no Rio de Janeiro.

Con- federação Nacional do Comércio, no Rio de Janeiro. P ara a Sessão Solene deAbertura do

P ara a Sessão Solene deAbertura do se- minário, o presidente da FCCE, João Augusto de Souza Lima, chamou para

compor a mesa o presidente da Câmara e Comércio Brasil-Bielo-Rússia, Alexandre Ferreira; o diretor de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indús- tria e Comércio Exterior (MDIC),Arthur Pimentel; o diretor do Centro de Promo- ção de Investimentos de Moçambique, Rafique Jusob; o presidente do Instituto de Promoção de Exportação de Moçambique, João Macaringue; o presidente da CTA (Confederação das Associações Econômi-

Embaixador Murargy afirmou que Moçambique oferece um enorme potencial para investimentos brasileiros em diversos campos

Embaixador Murargy afirmou que Moçambique oferece um enorme potencial para investimentos brasileiros em diversos campos

cas

de Moçambique) e chefe da Delegação

de

Empresários de Moçambique, Salimo

Abdula; o diretor do Departamento da

África (Deaf) do Ministério das Relações Exteriores, Fernando Simas de Maga- lhães; o ministro de Estado de Energia

de Moçambique, Salvador Namburete; o

ministro de Estado da Indústria e Comér- cio de Moçambique, Antonio Fernando; e o embaixador plenipotenciário de Mo- çambique no Brasil, Murade Murargy. A

cerimônia foi presidida pelo Presidente

do

Conselho Superior da FCCE,Teóphilo

de

Azeredo Santos.

“As relações entre Brasil e Moçambique estão passando por um movimento fora do comum. O pontapé inicial foi dado com a visita do presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza”

E MBAIXADOR M URARGY

E MBAIXADOR

M URARGY

E MBAIXADOR M URARGY

O embaixador Murargy foi o primeiro

palestrante da sessão de abertura. “É com muito prazer que me dirijo a este impor- tante seminário bilateral. Saúdo a todos pela presença neste evento que muitos nos sensibiliza. Quero dirigir uma saudação especial aos jovens estudantes que têm vindo em massa a esses seminários.Tenho participado desses encontros, e vejo com muito interesse que eles estão sempre presentes. Eles (os estudantes) sabem que são o futuro da diplomacia econômica do Brasil”, disse o diplomata no início do seu discurso, acrescentando que os futuros

profissionais de relações internacionais auxiliarão no papel de difundir maiores informações a respeito de Moçambique, sobretudo sobre os laços lingüísticos e culturais comuns aos dois países.

Perspectivas para boas relações

O embaixador ressaltou que as relações entre Brasil e Moçambique estão passando por um momento de boas perspectivas, que foram comprovadas pela vinda do presidente de Moçambique ao Brasil, em de setembro de 2007. Na ocasião, o governo moçambicano firmou acordos de parcerias, em diversas áreas, com o gover- no brasileiro. “As relações entre Brasil e Moçambique estão passando por um mo- vimento extraordinário. O pontapé inicial foi dado com a visita oficial do presidente da República de Moçambique, Armando Guebuza.Além da visita do presidente de Moçambique, este seminário representa

o amadurecimento no diálogo iniciado

durante a visita presidencial na Fiesp (Fe- deração das Indústrias do Estado de São Paulo) entre empresários moçambicanos e brasileiros.Assim, os seminários realizados pela FCCE contribuem ainda mais para um entendimento comercial entre Brasil

e Moçambique”, disse Murargy, que já

esteve presente em dois seminários ante- riores promovidos pela FCCE: África do Sul e Nigéria.“Os meus colegas deram-me a entender que após os seminários houve um grande movimento no intercâmbio comercial entre os dois países. É por isso também que acredito que este seminário não será diferente”, comentou. Segundo o embaixador, o empresariado

moçambicano mostra-se entusiasmado

com o espírito de parceria entre Brasil e Moçambique. Apesar de reconhecer que

o fluxo de comércio entre os dois países

ainda não alcançou patamares desejáveis, ele considerou que as relações comerciais estão crescendo. “Queremos que as re-

lações se desenvolvam cada vez mais. O meu país oferece um enorme potencial para investimentos brasileiros em diversos campos, como o agronegócio, agroindús- tria, turismo, bioenergia, transporte entre outros. Partilhamos muitos aspectos em comum, o que nos convence que é possível darmos saltos quantitativos nesse relacio- namento”, afirmou. Ao término do seu pronunciamento, o embaixador disse que a Embaixada de Moçambique, em Brasília, está de portas abertas aos empresários que buscam obter maiores informações

a respeito de como e onde investir nesse

país africano. Em seguida, o embaixador

passou a palavra para o segundo palestrante da sessão, o ministro de Estado da Indústria

e do Comércio de Moçambique, Antonio Fernando.

“Sabemos que não temos capital nacional sufi isso queremos atrair capitais estrangeiros”

ciente, por

A NTONIO F ERNANDO

A NTONIO

F ERNANDO

A NTONIO F ERNANDO

Por que investir em Moçambique

O ministro iniciou o se pronunciamen- to agradecendo à FCCE pela realização do encontro, acrescentado que, para este se- minário, a delegação moçambicana contou com a presença de 65 empresários daquele país. Em seguida, ele felicitou os brasilei- ros pela celebração do dia da independên- cia do país – o 7 de setembro – afirmando que a data é também comemorada em Moçambique, pois é o dia no qual foram celebrados os acordos de Lusaka (1974),

e que deram fim à dominação portuguesa

sobre Moçambique. “Faço votos para que mais ‘7 de setembros’ sejam celebrados e que se comemorem com aquela alegria que os brasileiros têm e sempre com cada vez mais prosperidade e desenvolvimen- to”, disse o ministro moçambicano. Antonio Fernando afirmou que, após ter aprendido muito a respeito do Brasil, estava preocupado em buscar argumentos convincentes para que os empresários brasileiros decidam investir em seu país

A BERTURA

A BERTURA Antonio Fernando: Moçambique hoje é um país que conseguir consolidar a paz, após quase

Antonio Fernando: Moçambique hoje é um país que conseguir consolidar a paz, após quase duas décadas de conflitos

“Que argumentos eu colocaria aqui neste seminário para que os senhores deixem as belas praias brasileiras e venham a investir em Moçambique? Como convencer os senhores a deixarem um mercado de 190 milhões de consumidores? Como fazer com que os senhores saiam das suas terras ricas onde se produz o etanol? A tarefa não é fácil, mas vou tentar indicar alguns argumentos”, declarou. Para isso, o ministro apresentou uma série de dados informativos, nos quais bus- cavam sustentar a tese de que investir em Moçambique pode ser um bom negócio para os empresários brasileiros. O primei- ro deles reside no fato de que Moçambique é hoje um país que conseguiu consolidar a paz, após quase duas décadas de confli- tos. “Isso é importante para quem quer investir”, disse. O segundo argumento apresentado por ele é a existência do regime democrático. “Existem hoje elei- ções gerais e regulares de cinco em cinco anos. Neste momento, estamos com um mandato que veio da terceira eleição geral multipartidária. Para este ano, vamos ter eleições provinciais e eleições munici- pais”, afirmou. A preocupação em criar um ambiente salutar para os empresários investirem foi também um argumento apontado pelo ministro para o fortaleci- mento do clima de negócios.“Sabemos que não temos capital nacional suficiente, por isso queremos atrair capitais estrangeiros. Queremos atrair as aves que voam pelo mundo inteiro para que aqui construam ninhos e ponham ovos. Então, criamos as condições para que essas aves, que são

os investidores, venham pousar em Mo- çambique”, afirmou. Antonio Fernando

citou a agilização do processo de registro de uma empresa, que atualmente dura apenas dia, como exemplo do esforço do governo moçambicano em desburocratizar

a economia do país. Na visão do ministro,

a liberalização da economia moçambicana

é outro fator relevante para atrair investi-

mentos externos. Nesse contexto,Antonio Fernando argumentou que os portos e as estradas de ferro que estão sendo geridos por empresas concessionárias de respon- sabilidade do setor privado é sinal de que a abertura do mercado é uma realidade em Moçambique hoje. O mesmo acontece no setor de telecomunicações, onde a telefo- nia móvel já está privatizada e a telefonia fixa vai passar pelo mesmo processo em 2008. “Como conseqüência disso, a nossa economia vai crescer 8% ao ano. O poder de compra cresce e, por conseguinte, a viabilidade para os investimentos também”

afirmou.

Localização privilegiada

O aspecto regional é um outro dado que, na visão do ministro, não pode ser descartado. Ele explicou que Moçambique faz parte do SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral), comunidade formada por 14 países e que reúne um mercado consumidor de 250 milhões de pessoas.“Para 2008, essa comu- nidade vai adotar o livre comércio, ou seja, os produtos poderão circular livremente nessa região”. Além do SADC, Moçam-

bique também tem acordos comerciais com os Estados Unidos (Act of Growing

Opportunity for África–AGOA), com a União Européia e com a China. “Esses mercados possibilitam a exportação livre de barreiras aduaneiras. Portanto, aqueles que querem exportar produtos a partir de Moçambique terão essas vantagens”, disse. Vantagens essas que também podem ser encontradas em países importantes que estão próximos

a Moçambique, como África do Sul, país

de economia mais forte da África. “É um mercado bastante atrativo, com uma renda per capita alta”, considerou o ministro, que

acrescentou que o seu país está numa região central próxima de outros grandes centros importantes.“Moçambique está a meio ca- minho do Oriente (Japão, Indonésia e Chi- na). O nosso país está a meio caminho da Europa, assim como está a meio caminho daAmérica do Sul. Portanto, Moçambique

é um país que está geograficamente bem

localizado para servir grandes mercados”.

“Moçambique está a meio caminho do Oriente. Está a meio caminho da Europa e está a meio caminho da América do Sul”

A NTONIO F ERNANDO

A NTONIO

F ERNANDO

A NTONIO F ERNANDO

O processo de reconstrução do país africano pode também representar exce- lente oportunidade de negócios, sobretudo em projetos de infra-estrutura, conforme defendeu o ministro. Ele ressaltou ainda que o governo moçambicano está investido para capacitar cada vez mais a mão de obra local. Isso, segundo Antonio Fernando, vai fazer com que os projetos de investimentos no país se tornem menos onerosos e mais

eficientes. “Apesar das muitas dificuldades existentes, temos um povo que é acolhedor. Um povo afável, um povo trabalhador. Povo esse que já está colaborando com empresas brasileiras que estão em Moçambique”, dis- se. Por fim, Antonio Fernando considerou

a identidade lingüística como fator crucial

nas relações comerciais entre países.“É um argumento que se deve levar muito em

conta quando queremos estreitar as relações entre Moçambique e Brasil”,concluiu.Após

a exposição do ministro moçambicano, o

presidente da Sessão Solene de Abertura, Teóphilo deAzeredo Santos, deu por encer- rada a primeira etapa do seminário.

Santos, deu por encer- rada a primeira etapa do seminário. 1 6 Seminário Bilateral de Comércio
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PAINEL I

Em busca de oportunidade de negócios além-mar

Comissão de empresários enumera as vantagens em investir no país africano

enumera as vantagens em investir no país africano Palestrantes do Painel I debatem os meios necessários

Palestrantes do Painel I debatem os meios necessários para o desenvolvimento da balança comercial entre os dois países

Num mundo globalizado, onde as

fronteiras físicas estão se tornando cada vez mais irrelevantes, conhecer

e abrir mercados, buscar parcerias

econômicas e traçar estratégias co- merciais com os mais diversos países

do mundo são tarefas imprescindí- veis para qualquer país que queira buscar o desenvolvimento e o cresci- mento da sua economia.Trazer para

o debate essa e outras questões foi o objetivo dos palestrantes do Painel I do Seminário Bilateral Brasil-Mo- çambique, que teve como título: A Balança Comercial e suas tendências

de incremento e desenvolvimento. O painel contou como expositores: o secretário de Desenvolvimento da Produção do MDIC, Armando Me- ziat; o presidente do CTA (Confe- deração dasAssociações Econômicas de Moçambique), Salimo Abdula; o presidente do IPEX, João Macarin- gue; o diretor do CPI, Rafique Ju- sob; o diretor do Departamento de Projetos do CPI, Nuno Maposse; e o gerente de Comércio Exterior do Banco Nacional de Desenvolvimen- to Econômico e Social (BNDES), Roger Louis Fernand Egea. O painel

foi presidido pelo diretor do Deaf, Fernando Simas de Magalhães, e moderado pelo vice-presidente da Câmara de Comércio Moçambique- Brasil, Abdul Fakir.

da Câmara de Comércio Moçambique- Brasil, Abdul Fakir. O diretor do Deaf iniciou o painel afir-

O diretor do Deaf iniciou o painel afir- mando que essa foi a sua primeira participação em um dos eventos

promovidos pela FCCE. Ele fez questão de enfatizar a importância que o Itamara- ty dá a reuniões desta natureza, que tem como objetivo estreitar os contatos entre funcionários do governo e representantes do setor privado na expansão das relações comerciais com países amigos e parceiros do Brasil. Em relação a Moçambique,

Simas disse que o Brasil está apto a firmar parcerias com esse país. “Acabo de assu- mir a chefia do Deaf e tive a felicidade de acompanhar a visita do presidente de Moçambique ao Brasil. Eu pude verificar

a grande proximidade existente entre

os nossos países, e esses seminários per-

mitem vislumbrar o fortalecimento nas nossas relações bilaterais de comércio.

Há, certamente, um campo frutífero a ser explorado entre os dois países, atra- vés de parcerias muito interessantes em diferentes campos de atividade”, afirmou

o diplomata. Em seguida, ele passou a

palavra para o primeiro palestrante do painel, Armando Meziat.

Confiança no comércio exterior brasileiro

O representante do MDIC começou o seu discurso traçando um breve resumo acerca da balança comercial brasileira em 2007, assim como algumas atividades desenvolvidas pelo MDIC em relação ao

comércio exterior.“As exportações brasi- leiras têm crescido surpreendentemente nos últimos anos. Quando comparamos

o ano de 2002 com o período que vai de

janeiro a agosto de 2007, verificamos um

crescimento impressionante. As exporta- ções brasileiras praticamente triplicaram, saindo de US$ 60 bilhões, em 2002, para US$ 151,8 bilhões, no primeiro semestre de 2007, o que significa um crescimento de 151%. As importações também cres- ceram muito nesse período – 17.8%, e

a nossa corrente de comércio já chega a

US$ 260 bilhões, com um crescimento, de 2002 a 2007, de 141%. Esses resultados são surpreendentes porque, ao final de 2002, a taxa de câmbio chegou a ser de R$

4,00 por US$ 1,00 e, de lá pra cá, assisti- mos a uma valorização do real”, afirmou Meziat. Ele explicou que esse crescimento

se deve à implementação e à disseminação

no Brasil de uma cultura exportadora. “Na realidade, as empresas brasileiras deixaram de olhar as exportações como uma mera oportunidade. Elas passaram

a encarar a importação como estratégia

empresarial. Meziat revelou também que

as importações começam a ter uma incli-

nação maior do que as exportações. Há algum tempo, observa-se que as compras

exportações. Há algum tempo, observa-se que as compras O diretor do Deaf, ministro Fernando Simas de

O

diretor do Deaf, ministro Fernando Simas de Magalhães, disse que o seminário permitiu vislumbrar

o

fortalecimento nas relações bilaterais de comércio entre Brasil e Moçambique.

externas crescem mais do que as vendas. No entanto, o secretário disse acreditar que essa tendência ainda não preocupa o governo, uma vez que o crescimento das exportações brasileiras durante o ano de 2007 fez com que a meta do governo, que no início de 2007 era da ordem de U$ 152 bilhões, passasse para US$ 155 bilhões, que significa um aumento em torno de 13% em relação ao ano anterior. “As exportações brasileiras estão cres- cendo acima do que fora previsto, o que demonstra uma mudança de postura dos empresários brasileiros em relação ao co- mércio exterior. As mudanças estruturais na economia brasileira estão acontecendo e estão em curso. Há a incorporação de inovação tecnológica, melhoria na produ- tividade com redução de custos, utilização crescente do instrumento do drawback e maior agregação de valor ao produto ex- portado. Em suma, estamos conseguindo ampliar as vendas de produtos de valores mais altos para mercados cada vez mais diversificados”, afirmou. A busca por novos mercados é, segundo Meziat, um aspecto a ser enfatizado. O Brasil que, até pouco tempo atrás, tinha as suas exportações concentradas praticamen- te para os Estados Unidos e Europa, tem hoje grandes demandas em outros diversos destinos do mundo. “Há uma maior diver- sificação de mercados pra as exportações

brasileiras. Hoje a América Latina é o 2 o maior destino das exportações brasileiras.A União Européia ainda é o primeiro. Dentro da Aladi (Associação de Latino-Americana de Desenvolvimento), o Mercosul apresen- ta crescimento de 20%, depois vem os EUA e, em seguida, vemos Oriente Médio, Ásia e África, que apresentam taxas de crescimen- to superior ao índice geral de exportações brasileiras”, afirmou.

“As mudanças estruturais na economia brasileira estão acontecendo e estão em curso. Estamos conseguindo ampliar as vendas de produtos de valores mais altos para mercados cada vez mais diversifi

cados”

A RMANDO M EZIAT

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M EZIAT

A RMANDO M EZIAT

Um outro dado destacado pelo secre- tário do MDIC foi o aumento da parti- cipação dos produtos básicos na pauta exportadora brasileira. Não obstante os manufaturados ainda representarem a maior parte das exportações nacionais, com participação de 55% do total das vendas brasileiras no exterior,, quem está puxando o crescimento das exportações brasileiras são os produtos básicos, que registraram, em 2007, um aumento de 24% em relação a 2006, enquanto que os manufaturados estão crescendo a uma taxa

PAINEL I

P AINEL I Armando Meziat, secretário de Desenvolvimento da Produção do MDIC, disse que o Brasil

Armando Meziat, secretário de Desenvolvimento da Produção do MDIC, disse que o Brasil continua apostando no crescimento das exportações

de 11%, dentro desse período. “Muito se diz no Brasil que as exportações brasileiras estão concentradas nos (produtos) básicos. Na realidade, o que está acontecendo é que os básicos estão indo muito bem em função da conjuntura internacional. Isso faz com que o crescimento das exportações de commodities seja maior do que o cresci- mento das exportações de manufaturados. Mas, se formos observar o desempenho dos produtos da pauta brasileira, veri- ficaremos que ambos (manufaturados e básicos) estão crescendo, e que o Brasil continua a de ser um país exportador de manufaturados”, explicou Meziat. De acordo com os números apresen- tados pelo secretário do MDIC durante a palestra, os manufaturados, que, em 2006, representaram 54,5% da pauta, passaram a responder, em 2007, por 55,6% do total. Já os produtos básicos, que representavam em 2006, 29,4% dentro do volume total exportado, atingiram o índice de 31,6%, em 2007. “Os manufaturados não estão caindo. Eles estão crescendo a uma taxa inferior a dos produtos básicos. Mas o Brasil continua apostando no crescimento das exportações dos produtos manufatu- rados, na agregação de valor ao produto

exportado, no aumento da quantidade do produto exportado, uma vez que é este aumento na quantidade é que vai gerar novos empregos e renda”, comentou. Para melhor ilustrar esse quadro, Meziat disse que o primeiro item de exportação brasileira é o material de transporte, com 13,7% do volume. “Eles são produtos manufaturados e muitos deles contêm alta tecnologia embarcada. Nesse item (material de transporte) estão os aviões, os automóveis, os tratores, os ônibus, os caminhões e auto-peças. De janeiro a agosto de 2007, esses produtos exportados chegaram a cerca de US$ 14 bilhões”, disse. Os produtos metalúrgicos aparecem em segundo lugar na pauta. Em seguida vem o petróleo, que durante muito tempo, foi importado, e, hoje, em razão dos investimentos da Petrobras, o país conseguiu tornar esse produto exportável. “Vendemos, em 2007, US$ 10 bilhões em petróleo para o exterior. Isso representa um crescimento de 12% em relação ao ano anterior”, calculou Meziat. Os produtos básicos, como o complexo de soja e o mi- nério de ferro, vêm em seguida.“Embora o minério de ferro seja um produto básico, é preciso avaliar os investimentos em tecno-

logia de logística feitos pela Companhia do Vale do Rio Doce. São eles que garantem o crescimento da exploração e da venda do produto”, comentou. Em 2007, o cres- cimento das exportações de minério de ferro foi 25% em relação ao ano anterior, conforme informou o secretário.

“Os manufaturados não estão caindo. Eles estão crescendo a uma taxa inferior a dos produtos básicos. Mas o Brasil continua apostando no crescimento das exportações dos produtos manufaturados”

A RMANDO M EZIAT

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Em 2006, o aumento do índice de preços internacionais puxou as exporta- ções brasileiras. Os preços dos produtos brasileiros vendidos crescerem 12%, ao mesmo tempo em que o quantum cresceu apenas 3,2%. Em 2007, essa relação está tendo um maior equilíbrio.As quantidades exportadas voltaram a crescer, como nos anos anteriores a 2006, mostrando que, embora os preços internacionais estejam atraentes e representem o crescimento

da receita cambial brasileira, destaca-se a importância do crescimento da quantidade exportada (quantum), já que é dessa forma que o comércio exterior brasileiro conse- gue ganhar mercado. “Mesmo diante de uma reversão dos preços das commodities,

é preciso manter o ganho que tivemos

no momento em que o mercado estava demandante”. Dentro desse quadro, o Brasil que tinha

reduzido a sua participação no comércio internacional, voltou a crescer, desde 2002, de forma constante, disse Meziat. Na avaliação do secretário, atualmente

o Brasil contribui com 1,14% de parti-

cipação no comércio internacional. “Isso

se deveu basicamente ao crescimento das

exportações brasileiras, que foi maior do que o crescimento das exportações mundiais. Para 2007, estimamos um cres- cimento de 13 % a 14%, provavelmente vamos ficar um pouco acima das exporta- ções mundiais, o que talvez permita que caminhemos em direção ao ranking dos principais exportadores”, analisou.

Crescimento das importações

Em relação às importações, que devem registrar crescimento de 30% em 2007,

o palestrante ressaltou a participação de

matérias-primas, produtos intermediários

e bens de capital, que representam 70%

de tudo do que é comprado no exterior. “Esses produtos são comprados pela indús- tria para a indústria. O crescimento da im- portação dos bens de capital está na faixa dos 27%, o que mostra que está havendo investimento, que está havendo benefício com essa importação. Os bens de capital importado são itens que embarcam tecno- logia de ponta que permitem a fabricação no Brasil de produtos com preços mais baixos e competitivos”, avaliou. Ele disse ainda que o mesmo ocorre para a impor- tação de matérias primas e produtos inter- mediários, pois servem, inclusive por meio da utilização do mecanismo de drawback, para baratear e modernizar a produção. “Esse crescimento das importações torna mais competitivo o produto fabricado aqui dentro para combater os importados, e serve para manter a competitividade dos produtos brasileiros no exterior. Notem

que a importação brasileira ainda é bastan- te pequena em relação ao PIB brasileiro, que é mais de US$ 1 trilhão.A importações devem chegar até o fim do ano a US$ 110 bilhões, ou seja, menos de 10% do PIB nacional”, afirmou. Meziat disse que, assim como o Brasil busca diversificar cada vez mais os destinos das exportações, o merca- do fornecedor também se mostra bastante diversificado. Nesse quesito, a Ásia está em primeiro lugar, notadamente a China, que está em segundo lugar no ranking de fornecedores de produtos de tecnologia, perdendo apenas para os EUA.AArgentina ocupa a terceira posição.

“O crescimento da importação dos bens de capital está na faixa dos 27%, o que mostra que está havendo investimento, que está havendo benefício com essa importação”

A RMANDO M EZIAT

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Balança Brasil Moçambique

O fluxo de comércio entre Brasil e Ar- gentina vinha crescendo até 2006, segundo dados apresentados pelo secretário de Produção do MDIC. Em 2007, contudo, houve uma retração nas vendas brasileiras para Moçambique. “Este seminário veio em boa hora. No momento em que ve- mos que, nesses oito meses, o Brasil nada comprou de Moçambique, é fundamental

intensificarmos o nosso relacionamento comercial, trocarmos missões para que

o comércio possa florescer, considerando

ainda que o Brasil tem muito a fornecer para Moçambique”. Atualmente, Mo- çambique aparece em 129 o como país de destino das exportações brasileiras, com US$15,6 milhões. O Brasil vende para Moçambique produtos em grande maioria manufaturados, respondendo por 71% do

total.“É bastante diversificada a nossa pauta

de exportação, e o Brasil tem como forne-

cer tudo o que Moçambique pode precisar.

O Brasil, diferentemente de outros países

emergentes, é um país que produz de tudo

e vende de tudo. É um celeiro em qualquer

aspecto, tanto na área agrícola como na área industrial. O número de empresas que exportam para Moçambique hoje está em torno de 200”, concluiu.

CTA

O segundo palestrante do Painel I foi

o presidente do CTA, Salimo Abdula, que

também foi o chefe da comitiva que trouxe para o evento 65 empresários moçambica- nos.“Esta oportunidade de cooperar com o Brasil se traduz no número de empresários neste seminário. Há empresários de vários setores”, afirmou. Em seguida,Abdula enu- merou as vantagens existentes nas relações entre Brasil e Moçambique. “Os nossos países possuem similaridades culturais, histórica e lingüística. Estamos no mesmo hemisfério e temos significativos índices de interação e cooperação política em vários

Evolução das Exportações Brasileiras e Mundiais

2002 a 2006

das Exportações Brasileiras e Mundiais 2002 a 2006 Seminário Bilateral de Comércio Exterior e Inv estimentos

PAINEL I

níveis, como a CPLP (Comunidade dos Paises de Língua Portuguesa).Além disso, temos um povo disciplinado e que está em processo de plena capacitação”, afirmou. Segundo o empresário, o Brasil pode se beneficiar com a localização geográfica de Moçambique.“Em tempos de globalização

isso pode fazer a diferença, pois permite o acesso a mercados terceiros”, avaliou. Ou- tro ponto destacado por Abdula se refere

às vantagens que e as empresas brasileiras

podem ter, caso trabalhem em parcerias com as empresas moçambicanas, em âm- bito dos acordos comerciais firmados pelo governo de Moçambique. “Se as empresas brasileiras investirem até 30% na produ- ção industrial em Moçambique, elas terão acesso ao mercado americano com isenção

total de tarifa aduaneira, conforme previsto noAGOA (Act of Growing Support for Africa), acordo comercial firmado entre os Estados Unidos e demais países da África”. O empresário afirmou, ainda, que o momento atual está propicio para o in- vestimento em terras moçambicanas. Ele relevou que o governo de Moçambique assumiu a competitividade como fator determinante na condução das vantagens comparativas, e, certamente, essa visão governamental vai ajudar a desenvolver

o nível de desenvolvimento humano. “As

pequenas e médias empresas estão sendo tratadas como plataformas para competição e empregabilidade. Como empresários, to- mamos a frente no processo de condução de estratégias de interação entre os mercados”. Sobre a balança comercial moçambicana, Abdula disse que ela ainda apresenta uma

estrutura deficitária. Para ele, contudo, os empresários estão buscando a otimização das vantagens competitivas existentes na economia moçambicana, o que pode ser

a chave para o desenvolvimento do país

africano. “De nossa parte, posso dizer que

o mercado interno de Moçambique vem

se mostrando significativamente atrativo, pois temos uma mão de obra competitiva. Temos bastante terra fértil, sobretudo para plantações de cana para etanol. Por isso, Moçambique apresenta hoje condições muito favoráveis. Não é por acaso que es- tamos reabilitando fábricas de produção de açúcar.Temos também facilidades de trans-

produção de açúcar.Temos também facilidades de trans- Salimo Abdula, presidente do CTA, afirmou que o governo

Salimo Abdula, presidente do CTA, afirmou que o governo de Moçambique assumiu a competitividade como fator determinante para o desenvolvimento

porte direto com a África do Sul. Há em Moçambique três portos importantes e uma ferrovia que liga o nosso país ao vizinho sul- africano”, avaliou o empresário. Ele defen- deu ainda a participação do Brasil na tarefa de desenvolver a transferência de tecnologia para Moçambique. De acordo com Abdu- la, a contribuição brasileira é vista como importante para que Moçambique consiga impulsionar o setor produtivo. “Por razões históricas, temos o setor comercial muito mais desenvolvido do que o setor industrial. Fortalecer a indústria é importante porque só assim podemos dar aos nossos produtos maior valor agregado” defendeu.

Desburocratização

Abdula defendeu ainda a importância de tornar ágeis as transações comerciais também é tarefa a ser encarada para melhorar as relações entre os dois paí- ses. Por isso, argumentou o empresário moçambicano, criar canais que desburo- cratizem o comércio é objetivo que deve ser alcançado. “O desenvolvimento do ensino à distância, o papel das instituições de apoio às exportações, o apoio na pro- moção das nossas marcas e o incentivo no estabelecimento de parcerias, na garantia da qualidade, da dinamização e do acesso aos nossos produtos para exportação, na internacionalização das nossas empresas e criação de fontes de financiamento são

mecanismos que podem incrementar as nossas relações. Nós, os empresários, devemos ser os responsáveis pela con- cretização da estratégia e gestão de risco. Devemos incentivar o desenvolvimento de idéias, por vezes embrionárias, de valor econômico. As pequenas e médias empresas devem constituir uma fonte de inovação, criatividade e criação de empre- go”, disse, concluindo a sua participação no seminário.

Promover produtos Made in Mozambique

O expositor seguinte foi o presidente do Instituto de promoção das Exportações (IPEX) de Moçambique, João Macarin- gue. No início de sua apresentação, ele ressaltou a afinidade lingüística entre os dois países, ditada por um passado co- mum, como um bom motivo para que as relações econômicas sejam facilitadas. Em seguida, Macarigue disse que os avanços tecnológicos da era da globalização permi- tem uma maior aproximação entre países que antes encontravam dificuldades no relacionamento em virtude das distâncias geográficas.“As barreiras que outrora eram invocadas decorrentes da nossa localização geográfica deixaram de fazer sentido. Com a Internet se tornou possível o que antes nem por sonho se poderia imaginar. Os relacionamentos político e diplomático

entre os nossos países atingiram níveis tais que desafiam a capacidade das nossas

instituições de cooperação econômica, exi- gindo uma atuação coordenada, com vistas

a melhorar a balança comercial”, comentou

o presidente do IPEX. Macaringue reconheceu, no entanto, que o comércio bilateral entre Brasil e Moçambique ainda é incipiente quando comparado com as relações comerciais que esse país africano tem com a África Sul, Espanha, Alemanha, China e outros. Ele disse, contudo, que espera que o volume das exportações moçambicanas para o Bra- sil aumente com o impulso proporcionado pelos investimentos da CVRD. “Nossos principais mercados de exportação são Bélgica, África do Sul, Zimbábue, Suíça, Portugal, Espanha, China e Índia. Mas,

nas relações entre Brasil e Moçambique, países que falam a mesma língua e que não precisam fazer muitos esforços para esta- belecer um comércio forte, pouco temos feito para mudar o atual quadro. Temos um manancial de produtos que podem ser vendidos para o Brasil. Da mesma forma que gostaríamos que empresas brasileiras fossem para Moçambique para que crias- sem postos de oportunidade de emprego

e aumentasse a renda da nossa população”.

Macarigue encerrou seu discurso afirman- do que o governo moçambicano lançou o programa Made in Mozambique, programa esse que consiste estimular os moçambi- canos a consumir os produtos produzidos internamente.

Mozambique means business

Rafique Jusob, diretor do Centro de Promoção de Investimentos (CPI) de Moçambique foi o quarto expositor do painel. Ele disse aos empresários presentes ao seminário que o governo moçambicano está ciente da necessidade de dar seguran- ça e tranqüilidade e, acima de tudo, criar condições para atrair investimento em Moçambique.Além disso, Jusob comentou que também estão sendo desenvolvidos mecanismos que incentivem a instalação de empresas em solo moçambicano.“Apro- vamos o código de investimento que tem um conjunto de regras e regulamentos, bem como benefícios fiscais para os inves-

tidores. Não fazemos discriminação entre

o investimento nacional e estrangeiro. A

única discriminação existente é o montante mínimo para que os investidores estrangei- ros sejam beneficiários do conjunto de be- nefícios aduaneiros vigentes”, explicou. O montante mínimo referido pelo expositor

é de US$ 50 mil para empresas estrangeiras

e US$ 5 mil para empresas moçambicanas.

Ele revelou que o objetivo do governo moçambicano é dar uma maior abertura da economia e que, por isso, há em curso projetos de infra-estrutura para dar melhor suporte logístico às empresas. “O país está, neste momento,voltado para investimentos em infra-estrutura. Moçambique está inves- tido bilhões de dólares em pontes, estradas, infra-estrutura de telecomunicações, de energia, redes de transmissão, gasodutos, investimentos em portos e ferrovias. Esses investimentos (em infra-estrutura) não têm só objetivo de facilitar a movimentação de pessoas, mas tem também objetivam re- duzir os custos de transações de negócios”, afirmou. Investir nas potencialidades do país é também encarado como tarefa primordial do governo moçambicano, contou Jusob. Ele informou que há no país um potencial agrícola elevado. “Temos 800 mil km2, 35 milhões de hectares de terra arável, várias bacias hidrográficas e uma biodiversidade fantástica. Há também um conjunto de

medidas que visam a fazer um melhor aproveitamento desses recursos minerais. Costumo dizer, em inglês, que Mozambique means business (Moçambique signfica negó- cios) e, apesar de todos os nossos proble- mas,temos apresentando,nos últimos anos, crescimento econômico notável. Sendo assim, estejam bem-vindos a investir em Moçambique”,concluiu,passando a palavra para o palestrante seguinte, o diretor do Departamento de Projetos de Investimen- tos de Moçambique, Nuno Maposse.

Abrindo a economia

Para Nuno Maposse, há, em âmbito internacional, o entendimento de que o comércio e o investimento são interde- pendentes. Ele relatou que, ao longo dos últimos anos, o comércio tomou a dianteira naquilo que é o relacionamento entre Brasil e Moçambique. “Essa tendência caiu, mas, este ano,observamos com grande satisfação que o Brasil vem investindo valores bastante elevados em Moçambique”, disse. De fato, no primeiro semestre de 2007, foram inves- tidos cerca de US$ 1,5 bilhão pelas empre- sas CVRD e Camargo Correia, conforme informou Maposse. “Esses investimentos poderão reverter a atual tendência, não só no âmbito da balança comercial, mas também atrair mais investidores”. O objetivo da missão, contudo, não es- teve somente restrito à atração de grandes

não es- teve somente restrito à atração de grandes João Macaringue afi rmou que o governo

João Macaringue afirmou que o governo quer estimular a indústria local

PAINEL I

projetos, mas sim iniciativas que possam adicionar valor aos produtos moçambi- canos, atestou o palestrante. “É nessa perspectiva que chamo a atenção e con-

vido os investidores brasileiros a olharem

o mercado moçambicano. É um mercado

que representa 10% dos brasileiros, mas achamos que, em termos de oportunidade de negócios, é um mercado emergente e que tem muita facilidade de penetração”, disse. Ele acrescentou que o governo de seu país aposta em parcerias, sobretudo com o Brasil. “Sabemos que o Brasil tem tecnologia totalmente adaptável à nossa economia. Acredito que esses recursos seriam os vetores a serem tratados nos encontros bilaterais envolvendo os nossos países.Tenho certeza que ao fim deste en- contro, medidas concretas sejam tomadas

para fortalecer a nossa parceria”, concluiu

o representante moçambicano.

a nossa parceria”, concluiu o representante moçambicano. Rafique Jusob,presidente do Instituto de promoção das

Rafique Jusob,presidente do Instituto de promoção das Exportações de Moçambique,disse que o governo moçambicano está investindo bilhões de dólares em infra-estrutura

ainda, que o apoio do BNDES à inserção internacional de empresas brasileiras atua em duas formas básicas. A primeira delas

é o apoio ao investimento direto estran-

geiro (IDE), que é o suporte do BNDES aos investimentos de empresas nacionais no exterior, e que se dá à subscrição de valores imobiliários.A segunda medida de

atuação do banco está no auxílio ao comér- cio exterior brasileiro dentro do conjunto de linhas de financiamento que o BNDES oferece. “ São as linhas de financiamento de pré e pós embarque. Essas linhas estão voltadas, preferencialmente, para bens

e serviços de maior valor agregado. Elas oferecem taxas competitivas e prazos

adequados”, afirmou Egea. O palestrante

disse ainda que o objetivo dessas linhas é atender aos três objetivos fundamentais do BNDES: 1) fortalecer a empresa brasileira (enfatizando a pequena e média empresa); 2) ampliar os investimentos, o emprego

e a renda no Brasil; 3) aumentar a base

exportadora, da nossa indústria e do nosso setor de serviços, apoiando e viabilizando as exportações através de concessões de financiamentos.

O diretor do BNDES comentou que

a preocupação da instituição sempre foi

financiar e apoiar bens de maior valor agregado. Segundo ele, os principais bens elegíveis são bens de capital, produtos manufaturados, serviços associados à ex- portação de bens, serviços de engenharia e construção civil, e softwares.“No caso dos serviços de engenharia e construção civil, parece-me que há confluência de interesses entre Brasil e Moçambique, na medida em que existe um grande interesse nesse país por obras de infra-estrutura. Esse tem sido um dos grandes focos na atuação do BN- DES no quer tange ao apoio às exportações para a África”, analisou Egea. Com relação aos itens não elegíveis, o palestrante disse que BNDES não apóia a exportação de pro- dutos de baixo valor agregado como grãos, suco de laranja, minerais e celulose. Quanto às linhas de financiamento, o pa- lestrante traçou maiores detalhes a respeito desse programas de auxílio à exportação.

BNDES

O gerente de Comércio Exterior do BNDES, Roger Louis Fernand Egea foi

o último palestrante do painel. Logo de

início, ele apresentou à platéia presente al- guns indicadores da instituição, atualizados até agosto de 2007. “Os ativos do banco, somavam até essa data US$ 98 bilhões, com um patrimônio líquido, US$ 12 bilhões. Os financiamentos são da ordem de US$ 76 bilhões e, no primeiro semestre de 2007, foram contabilizados US$ 12 bilhões em desembolsos”, disse Egea. Ele explicou,

R$ bilhões

U$$ bilhões

Ativos Totais

188

98

24

12

147

76

24

12

Patrimônio Líquido

Carteira de Financiamentos

Desembolsos 1 o Sem/07

Nuno Maposse, diretor do Departamento de Projetos de Investimentos de Moçambique: “a globalização facilita o

Nuno Maposse, diretor do Departamento de Projetos de Investimentos de Moçambique: “a globalização facilita o entendimento entre os países”

Ele explicou que a linha pré-embarque é um financiamento voltado especificamente para o exportador brasileiro. Por ele, o

empresário consegue financiamento à pro- dução de bens fabricados em solo nacional

e que, em seguida, serão exportados. “O

BNDES fornece, basicamente, o financia- mento para o capital de giro”, afirmou. Já no caso da linha pós-embarque, o gerente contou que a sua finalidade é financiar

a comercialização de bens e serviços no

exterior. Existem duas variedades do pós-embarque: o supplier credit e o buyer credit. O primeiro das duas modalidades

refere-se à contratação do redesconto e do refinanciamento. De acordo com Egea, ele funciona de modo a garantir ao exportador brasileiro negociar a sua exportação com

o importador, como condições de paga-

mento, entrega do bem, o recebimento de títulos de crédito cambiais.“O exportador procura o BNDES,que compra esses títulos

e, assim, o banco passa, automaticamente,

a assumir o financiamento ao importador.

Com isso, o BNDES antecipa os recursos

ao exportador brasileiro”. Quanto ao buyer- credit, o gerente do BNDES explicou que

é uma operação que estrutura um comum

acordo entre o exportador, importador e

o próprio banco. “Ao contrário do supplier

credit, quando não há um contrato, mas sim uma mera venda de títulos cambiais, o buyer credit tem uma operação estruturada. Por isso, acredito que este tipo de operação é o mais adequado para a venda de serviços de engenharia, interessante para as empresas que queiram atuar em Moçambique”.

Prazos e garantias

O índice financeiro básico adota pelo BNDES para os financiamentos é o Libor,

informou Egea. Segundo ele, esse índice

é um dos ideais para operações efetuadas

de longo prazo. “Há cinco anos os juros do índice Libor estão na faixa de 4,75% ao ano”,disse.Além disso,o gerente comentou que existe a remuneração básica do BNDES, que é de 1%. Sobre esse percentual básico agrega-se um adicional equivalente aos riscos existentes no país. A participação BNDES no quadro de financiamentos pode

ir até 100% do valor das exportações. Os

prazos, incluindo carência, podem ser de até 12 anos. “A determinação desse prazo vai depender do tipo de produto ou serviço que será exportado”, explicou o gerente.

Para Egea, as garantias representam um papel extremamente importante para a tomada de financiamento, pois, conforme enfatizou o palestrante, sem elas as ope- rações não vão para frente. Ele chamou a atenção para dois tipos de garantias exigidas pelo BNDES: a garantia bancária, ou seja, uma carta de crédito de uma instituição no Brasil ou no exterior, que conte com um limite de crédito aprovado pela estatal. “Esse é um tipo de garantia usado com certa freqüência”, afirmou. O outro tipo de garantia citado pelo palestrante é o Fundo de Garantia à Exportação (FGE), que é um fundo doTesouro Nacional, gerenciado pelo Comitê de Financiamento e Garantia das Exportações (COFIG). “Esse módulo tem sido freqüentemente usado pelo BNDES”. Por fim, o gerente fez menção ao cresci- mento da curva de desembolsos destinados à exportação nos últimos anos, dados esses que, segundo ele, merecem ser comemora- dos.“Em 2005,o BNDES desembolsou US$ 5,86 milhões para exportação e, em 2006, esse volume subiu para US$ 6,37 milhões”, concluiu. Após o término da exposição do gerente do BNDES, Fernando Simas de Magalhães deu por encerrado o Painel I.

Fernando Simas de Magalhães deu por encerrado o Painel I. Seminário Bilateral de Comércio Exterior e

PAINEL II

Mercados a serem explorados

Setores de energia e de infra-estrutura de Moçambique oferecem grandes oportunidades de negócios para empresas brasileiras

grandes oportunidades de negócios para empresas brasileiras Manoel Murilo, Salvador Namburete, Arthur Pimentel, Augusto

Manoel Murilo, Salvador Namburete, Arthur Pimentel, Augusto de Souza e Kalil Cury Filho: palestrantes do Painel III abordam investimentos em infra-estrutura e energia.

Cada vez mais as empresas brasilei- ras de serviços de infra-estrutura aumentam a sua participação no exterior. Se no entorno do con- tinente sul-americano a presença de grandes companhias nacionais já é uma realidade, em outras re- giões do mundo a promessa de se intensificarem investimentos nesse setor torna-se alternativas viáveis e promissoras. Nesse contexto, os palestrantes do Painel II do Semi- nário Brasil-Moçambique, que teve como título Atuação das Empresas

Brasileiras e suas Parcerias nos Setores de Construção Civil e Energia, abordaram o assunto. Para compor o quadro de expositores do painel, estiveram presentes: o gerente executivo da Área Internacional da Petrobras, Manoel Murilo; o diretor de novos negócios da Construtora Camargo Corrêa, Kalil Cury Filho; e o direto da Eletricidade de Moçambique (EDM), Augusto de Souza. O pai- nel foi presidido pelo ministro de Estado de Energia de Moçambique, Salvador Namburete e moderado

pelo diretor de Comércio Exterior do MDIC, Arthur Pimentel.

pelo diretor de Comércio Exterior do MDIC, Arthur Pimentel. N amburete deu início aos trabalhos dizendo

N amburete deu início aos trabalhos

dizendo que os argumentos apre-

sentados anteriormente em favor do

aumento de investimentos em Moçambique serviram para enriquecer o seminário.Nes- se contexto, o ministro disse que para dar uma maior contribuição ao debate, coube a ele a tarefa de expor os potenciais existen- tes no campo da energia de Moçambique. “Tenho o dever de fazer justiça ao meu setor. Gostaria de informar aos senhores o potencial que temos na área de energia elétrica. Moçambique é o segundo maior produtor e consumidor de energia da região

da ÁfricaAustral”, disse o ministro. Segundo

ele, o governo moçambicano está promo-

vendo vários projetos de energia, segundo

os quais estão previstos a construção de três hidrelétricas. Nambuerete revelou que o primeiro projeto hidrelétrico é o Pancur, que na primeira fase irá gerar 1.500 MW, com investimentos de US$ 2 bilhões. O segundo projeto comentado pelo ministro é

o Lurio, que está em estudo de viabilidade, mas contará com uma capacidade de gera- ção de 120 MW, e o terceiro, Bloma, ainda está em estudo, conta com uma capacidade

de 400mw. “Temos outros projetos, como

a central de gás natural para produção de

até 1000 MW e a central térmica de carvão

de

Moatize, que na fase inicial do projeto

vai

produzir também 1.000 MW.Além das

fontes tradicionais de energia, o ministro

ressaltou que Moçambique também dispõe

de recursos naturais para a produção de

energia renovável. “Temos terra, água e

clima para produzir biocombustíveis.Temos também recursos para promover energia solar. No momento, o nosso governo está levando energia elétrica a 150 escolas rurais

e a 150 centros de saúde rural, através de painéis de energia solar”, declarou.

Estabilidade jurídica

O outro dado considerado importante por Namburete refere-se à estruturação do quadro legal do país, que está tornando os contratos mais transparentes e dando maior previsibilidade e estabilidade nas negocia-

ções empresariais.“O setor privado aprecia muito essa previsibilidade e transparência.

A esse respeito, temos uma legislação nova

sobre a distribuição de gás natural no país.

Em âmbito institucional, o governo mo-

çambicano criará, em breve, o Conselho Nacional de Eletricidade, uma instituição

de regulação que também contribuirá para a

moçambicanas nessa área” considerou. Em relação ao petróleo, Namburete revelou

a sul-africana, e a Empresa Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique, em-

é

que, no momento, há 20 empresas que estão

presa estatal do país, também fazem parte

fazendo prospecção em Moçambique. Entre

da

parceria. De acordo com o gerente

ela, está a Petrobras. No entanto, até agora,

o

veículo que faltava para que se efetive, de

da

Petrobras, os resultados do primeiro

não foram descobertos grandes poços de petróleo no país. Memorandos para firmar parcerias entre empresas brasileiras e o governo moçambicano no setor de energia foram

poços surgiram no mês de setembro. No entanto, o volume encontrado ficou aquém do esperado. “Foi um tiro n’água, mas isso não diminui a nossa energia de buscar novas oportunidades. É um bloco

assinados pelo presidente de Moçambique em sua última vista ao Brasil. Na opinião do ministro, os acordos configuram-se como

fato, o estabelecimento de parcerias entre

muito grande, temos outros prospectos e identificações de área onde é possível fazer novas pesquisas ”, considerou. Entre outras ações realizadas pela Pe- trobras em Moçambique, Murilo destacou

empresas moçambicanas e brasileiras.Após

a

assinatura, em outubro de 2006, de

a palestra de abertura, Namburete passou a

palavra para o primeiro expositor do painel:

o gerente executivo da Área Internacional da Petrobras, Manoel Murilo.

Petrobras em Moçambique

Para o gerente da estatal petrolífera brasileira, a empresa ainda está ‘engati- nhando’ em áreas moçambicanas. “A Pe- trobras começou a trabalhar em Moçam- bique há muito pouco tempo, participando no projeto de exploração e produção de petróleo. Estamos dando os primeiros pas- sos, entrando em contato com autoridades para que também possamos participar do desenvolvimento da área de energia renovável, mais especificamente etanol e biodiesel”, afirmou. Murilo contou que a Petrobras em Mo- çambique está operando, em participação com outras empresas, no bloco Delta do Zambezi, localizado no offshore do país africano.A área corresponde a aproximada- mente a 20% de toda extensão territorial terrestre de Moçambique. “A partir daí, pode-se ter uma idéia da amplitude deste

um MOU (memorando de entendimen- to) com a estatal de hidrocarbonetos de Moçambique, no qual aborda: pesquisa e desenvolvimento, e produção e comer- cialização de petróleo e gás. “A Petrobras está fornecendo equipamentos de última geração para poder fazer os estudos sísmicos nessas bacias. Estão previstos também o treinamento para o pessoal daquela empresa

e investimentos na área de pesquisa e desen- volvimento (P&D) em energia renovável. “Tudo isso ainda é muito recente. Junto com

o projeto de energia renovável, há ainda um

acordo de confidencialidade assinado com a

Petromoc, que equivale à BR distribuidora em Moçambique”. Murilo explicou que técnicos da Petrobras irão estudar a logística

de armazenamento, distribuição e comer-

cialização de etanol e biodiesel em conjunto com a Petromoc.“Vamos fornecer também todo o apoio tecnológico que a Petrobras detém nessa área”, concluiu Murilo.

Exportando serviços em infra- estrutura

transparência das regras do jogo”, afirmou.

bloco que ainda está totalmente inexplora-

O segundo expositor do painel foi o

O

ministro afirmou, ainda, que em Mo-

do, numa bacia que a Petrobras considera

diretor de novos negócios da construtora

çambique há abundância de gás natural em

como uma fronteira exploratória”, afirmou

Camargo Corrêa, Kalil Cury Filho. Ele

reservas descobertas recentemente, e que permitirão o desenvolvimento do projeto

o

algumas descobertas em de gás nesse país

representante da Petrobras. Apesar de

contou, de início, que a construtora está presente em 14 países, majoritariamente

de

construção de um gasoduto que ligará

africano, a parte marítima do país ainda é

na

América Latina e na África Austral. “A

o

seu país à África do Sul, projeto esse que

desconhecida por qualquer empresa que

exportação de serviços de engenharia vem

está em fase final de implementação. “As pesquisas continuam,e esperamos que mais

pensa em exploração e produção. “Esse bloco do Zambezi é formado por quatro

crescendo. Hoje, o setor de exportação já representa 25% das atividades de engenha-

reservas sejam descobertas. “Todos esses

empresas estatais.A operadora é a empresa

ria

e produção do grupo Camargo Corrêa”.

projetos são necessários e importantes e

Petronas, da Malásia, que tem a maior per-

O

executivo disse que a demanda por

esperamos poder contar com parcerias entre empresas brasileiras e empresas

centagem. A Petrobras detém 17% nessa parceria”, afirmou Murilo. A Petrosa, que

infra-estrutura de serviços para constru- ção e implementação de projetos é grande

PAINEL II

P AINEL II Manoel Murilo, gerente executivo da Área Inter- nacional da Petrobras, disse que a

Manoel Murilo, gerente executivo da Área Inter- nacional da Petrobras, disse que a empresa vai prestar auxílio técnico em Moçambique

disse que a construtora identificou um mercado em expansão nos mercados de

energia (na área de geração e transmissão), de transportes (em particular ferrovias e portos), e no setor de infra-estrutura para mineração (carvão). “Quero registrar a presença pioneira da CVRD, demandan- do serviços de engenharia, e abrindo o mercado de Moçambique para a presença de outras empresas brasileiras, como a Camargo Corrêa”.

A constatação de um ambiente de

estabilidade política e institucional para investimentos no país e constatamos tam- bém uma orientação para a modernidade no país. Por isso, na opinião do executivo, identifica-se um forte potencial de intera-

nos países em desenvolvimento. “A nossa empresa quer destacar os projetos que vêm exigindo uma estruturação financeira sofis- ticada, ou seja, nós temos que trabalhar num mercado e modelo de negócios diferentes

de auto-financiamento, de investimento

ção com o Brasil,que é auxiliado a partir das identidades culturais e socioeconomicas. “Muitas realidades que a gente encontra em Moçambique têm paralelo com a realidade brasileira, seja na área de saúde, duração, saneamento básico”, declarou Cury Filho.

daqueles modelos clássicos de uma entidade

 

O

expressivo crescimento econômico

governamental que contrata uma entidade

de Moçambique também foi um dado que

privada fornecedora de serviços”, analisou.

recebeu destaque do palestrante. Como

Para alcançar esse objetivo, o palestrante

o

país vem registrando um crescimento

disse que a Camargo Corrêa busca soluções

compartilhado, de envolvimento com par- cerias locais, regionais e globais. “A Camar-

de 7% nos últimos anos, com previsão de crescimento de mais de 8% em 2007, esse potencial reforça a tendência para a expan- são do mercado de engenharia.

uma oportunidade, tanto para a integração

go

Corrêa vai ter, até o final deste ano, mais

Ele destacou o papel estratégico de

de

cinco mil colaboradores trabalhando no

Moçambique no mercado de energia na

exterior”, revelou o executivo.

África austral, considerando o elevado

 

Na avaliação de Cury Filho, o Brasil ain-

potencial hidrelétrico, da maior integração

da

tem uma participação mundial pequena

com a rede com a malha de distribuição de

no setor de serviços de infra-estrutura.

energia em toda a região e do potencial para

O

palestrante informou que o Brasil está

biocombustíveis. “É de conhecimentos de

abaixo da Grécia,Turquia, Bélgica, Coréia, Holanda no ranking mundial desse setor. “Temos 1% desse mercado. É pouco, mas temos um potencial muito grande de cres- cimento. A África é um mercado regional prioritário para a Camargo Corrêa em ter- mos da nossa atuação e expansão em âmbito internacional”, disse, acrescentando que a construtora está instalada na África do Sul,

todos que militam no mercado de energia no continente africano que a África Austral tem uma demanda de energia muito acima da oferta”, declarou. De acordo com o exe- cutivo, há um mercado de energia que está sinalizando para um déficit de mais de 10 mil MW. “Para Moçambique, a nosso ver, é

regional, já que o país pode contribuir para

Angola e Moçambique. O foco de atuação

o

fornecimento de energia e, também, de

da Camargo Corrêa é a infra-estrutura básica (energia, transportes e edificações), conforme informou Cury Filho. “Vamos

ser um elo de integração dessa região na párea de distribuição e também por ser um elo de desenvolvimento econômico para a

contar, até o final deste ano, com cerca de

região”, concluiu, passando a palavra para

mil colaboradores na África”, afirmou. Em relação a Moçambique, o executivo

gerente administrativo da EDM,Antonio de Souza.

o

Potencial energético

O representante da Eletricidade de Moçambique (EDM) buscou, inicialmen- te, levantar pontos a serem debatidos no campo da cooperação energética entre Brasil e Moçambique. “O Brasil tem ex- periência muito vasta nesse setor. Temos desafios na área de expansão da rede central de linhas, e há similares desafios nas áreas de manutenção”, afirmou. Um dos argumentos que sustentam as pos- sibilidades de cooperação entre Brasil e Moçambique, segundo Souza, é o fato de os moçambicanos ambicionarem conhe-

cer o Brasil e, certamente, os brasileiros, gostariam de conhecer as potencialidades econômicas vistas hoje em Moçambique, sobretudo no setor de energia. Em relação ao perfil do setor energé- tico moçambicano, o palestrante contou que as empresas que atuam na área de energia moçambicana são: A EDM, em- presa estatal responsável pela produção, fornecimento, distribuição e comercia- lização de energia em Moçambique; a Hidroelétrica de Cahora Bassa (HCB), empresa privada que tem a capacidade de produção 415 MW e fornece energia a Moçambique, África do Sul e Zimbábue;

e a Motraco (ITC), empresa fornecedora

de energia criada em 2000, com concessão para comercializar e transportar energia para a Suazilândia e Moçambique. Alguns dados, mostrados por Souza na sua apresentação, demonstram que Moçambique, apesar de ser um país rela- tivamente grande, ainda consome pouca energia. Segundo o representante da EDM

o consumo de 416 mil pessoas chega a

apenas pessoas a 320 MW, cobrindo ape- nas 8% do país.“Precisamos de tecnologia que assegure essa expansão. Há planos para que, em 2020, esse percentual suba para 20%. Em Moçambique, 100% da

produção de energia provém da hidroele- tricidade. Nos últimos trinta anos, porém, avançamos bastante. Em 1977, tínhamos apenas três capitais que estavam ligadas

à rede elétrica nacional e hoje, todas as

capitais provinciais estão ligadas à rede na- cional”, afirmou. Em seguida, o presidente do painel, ministro Salvador Namburete, encerrou os trabalhos do painel.

Salvador Namburete, encerrou os trabalhos do painel. 2 8 Seminário Bilateral de Comércio Exterior e Inv
Enquanto alguns elegem a segurança como Enquanto alguns elegem a segurança como Enquanto alguns elegem

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bandeira, outros ainda preferem correr riscos.

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PAINEL III

Agronegócios para exportação

Participantes do Painel III abordam a importância do Brasil e a potencialidade de Moçambique no setor de agronegócios

O painel III do Seminário Bilateral de Comércio Exterior e Investi- mentos Brasil-Moçambique teve como tema As Exportações de Serviços, Agricultura eTurismo. Para compor a mesa de debates, presidido pelo mi- nistro de Energia de Moçambique, Salvador Namburete, foram convi- dados o diretor de Planejamento e Desenvolvimento do Comércio Exterior (Depla)do MDIC, Fabio Martins Faria, e diretor do Cen- tro de Promoção da Agricultura (CEPRAGI), Roberto Mito.

tro de Promoção da Agricultura (CEPRAGI), Roberto Mito. M ito foi o primeiro expositor do painel.

M ito foi o primeiro expositor do painel. Ele começou a sua palestra dizendo que o governo de Moçam-

bique considera a área de agronegócios um filão a ser explorado.A razão para isso reside no fato de que o país possui 799.380 km2 de superfície e tem fronteira com seis países ao longo de 4.330 km, além de contar com 36 milhões de hectares de terra arável, sendo que, desse total, apenas 14% cultivados. Ele mencionou também que a cultura alimentar do povo moçambicano consiste, basicamente, de milho e man- dioca. Esses produtos agrícolas são pro- duzidos, essencialmente, pelos pequenos produtores do setor da agricultura familiar. Já os principais produtos agrícolas para exportação são: o tabaco, a cana-de-açúcar, o algodão e a castanha de caju. “O setor de agronegócios moçambicano oferece como oportunidade, além da proximidade geográfica de grandes mercados, a van- tagem da estabilidade sazonal”, explicou

mercados, a van- tagem da estabilidade sazonal”, explicou Salvador Namburete e Fabio Martins Silva: Brasil e

Salvador Namburete e Fabio Martins Silva: Brasil e Moçambique juntos no setor de agronegócio

o diretor CEPRAGI. Por fim, ele fez um

convite ao empresariado do setor a investir

em Moçambique, sobretudo em razão da alta experiência brasileira no campo de agronegócios. O segundo palestrante do painel foi

o diretor do Depla, Fabio Martins Faria. Ele também considerou que há um campo

potencial enorme no setor da agroenergia. “O Brasil vê no campo da agroenergia um potencial gigantesco a ser explorado, mas

é um setor que sempre está buscando coo-

peração. Esse segmento vai se desenvolver caso haja mais mercados para se associarem ao Brasil”, afirmou. Faria ressaltou que o Brasil procura estimular, por intermédio de transferência

de tecnologia, outras fontes de produtos agrícolas. Segundo ele, estratégias bem planejadas estão sendo montadas para que esse mercado possa ter a dimensão que o mundo necessita. A questão do aqueci- mento global também se tornou muito grave. “A área de agroenergia apresenta grande oportunidade de cooperação entre os nossos países. Grandes empresas bra-

sileiras estão investindo em Moçambique, e elas devem seguir o caminho de trazer uma balança comercial mais equilibrada”, comentou Faria.

Transferência de Tecnologia

O último palestrante da série de painéis do seminário foi o diretor do Decex, Ar- thur Pimentel. Ele iniciou a sua exposição informando dados do governo brasileiro do comércio exterior.Segundo Pimentel,entre agosto e setembro, os governos brasileiro e moçambicano assinaram acordos de coope- ração. Dentre eles estão acordos na área de consulta política, de educação à distância, na área de construção de cisternas em comunidades rurais, troca de experiências entre as chancelarias, projeto para cons- trução de fábricas de remédio retrovirais, além de outras perspectivas que empresas brasileiras como a Petrobras, CVRD e Em- brapa, essa última atuando na transferência de tecnologia para produção de alimentos. Após o término da palestra de Pimentel, o presidente do painel, Salvador Namburete, deu por encerrada a sessão.

do painel, Salvador Namburete, deu por encerrada a sessão. 3 0 Seminário Bilateral de Comércio Exterior

ENCERRAMENTO

Um seminário bem sucedido

Presidente da FCCE diz que seminário cumpriu bem o papel de aproximar os dois países

seminário cumpriu bem o papel de aproximar os dois países O Presidente da FCCE, João Augusto

O Presidente da FCCE, João Augusto de Souza Lima, disse que o Seminário foi muito bem sucedido e elogiou a participação dos palestrantes

Sensação de missão cumprida no que tange ao fortalecimento dos fluxos de comércio e de investimentos

entre Brasil e Moçambique. Foi esse

o sentimento demonstrado pelos

organizadores do Seminário e com-

partilhado pelos presentes ao evento durante a Sessão Solene de Encer- ramento. Para compor a mesa da sessão, o presidente da FCCE, João Augusto de Souza Lima convidou o diretor do Decex,Arthur Pimentel;

o diretor do Depla, Fabio Martins

Faria; o vice-presidente da Câmara de Comércio Moçambique-Brasil,

Abdul Fakir; o diretor do Centro de Promoção de Investimentos de Mo- çambique, Rafik Jusob; o presidente do Instituto de Promoção de Expor- tação de Moçambique, João Macari- gue; o presidente da Confederação das Associações Econômicas (CTA) de Moçambique, Salimo Abdula; o diretor do Departamento da África do Ministério das Relações Exte- riores, ministro Fernando Simas de Magalhães, o ministro de Energia de Moçambique, Salvador Namburete; o ministro de Indústria e Comércio de Moçambique,Antonio Fernando.

A sessão foi presidida pelo embaixa- dor de Moçambique de Moçambique no Brasil, Murade Isaac Murargy.

Moçambique de Moçambique no Brasil, Murade Isaac Murargy. O presidente da FCCE disse, durante a sessão,

O presidente da FCCE disse, durante

a sessão, que o seminário não foi

somente um sucesso de público, mas

também de qualidade.“Estiveram presentes aqui representantes das maiores empresas brasileiras. Neste seminário, tivemos a oportunidade de renovar e continuar esses acordos comerciais. Senhor embaixador, gostaria de dizer que a Federação estará sempre pronta para atender as solicitações dos senhores e que também o senhor embai- xador leve as nossas saudações ao governo de Moçambique”, disse Souza Lima. Em seguida, o presidente da FCCE convidou os presentes para o coquetel oferecido em homenagem ao diplomata moçambicano.

o coquetel oferecido em homenagem ao diplomata moçambicano. Seminário Bilateral de Comércio Exterior e Inv estimentos

DIPLOMACIA

Intermediando e fortalecendo as relações Brasil – África

Novo diretor do Deaf reforça a diretriz prioritária para a África nas relações internacionais

O Departamento da África (Deaf) do Ministério das Relações Ex- teriores tem um novo diretor. O ministro Fernando Simas de Ma- galhães, que assumiu a função em

setembro de 2007, tem pela frente

a missão de continuar auxiliando

a atual política externa brasileira

que, entre outras diretrizes, vem buscando intensificar as relações entre Brasil e países do continente africano.

Diplomata de carreira, com longa experiência adquirida nas funções

exercidas em diversos postos no exterior, Simas de Magalhães acre- dita que as relações entre Brasil

e África têm crescido de forma

bastante considerável e podem fazer com que empresas brasileiras comecem a escolher o continente como destino para seus inves- timentos. Abaixo, os principais trechos da entrevista concedida à Revista da FCCE:

trechos da entrevista concedida à Revista da FCCE: O ministro Fernando Simas de Magalhães, diretor do

O ministro Fernando Simas de Magalhães, diretor do Deaf, disse que empresários brasileiros podem encontrar muitas oportunidades na África.

ações promovidas pelo senhor a serem destacadas desde a sua en- trada?

Magalhães – Desde que assumi a di- reção do Departamento da África, em setembro de 2007, aconteceram a visita do Presidente de Moçambique ao Brasil, em setembro, a viagem do Presidente Lula à África, em outubro, e a visita do Presiden-

te da Guiné-Bissau, em novembro. Além dessas ações, o Departamento da África apoiou a realização de mais um vôo de cooperação com países africanos, no final de novembro, que contemplou CaboVerde e Guiné-Bissau. O vôo é resultado de uma parceria do Itamaraty, por intermédio da Divisão da África-II (DAF-II), com o Ministério da Defesa, por meio da Força Aérea Brasileira. No âmbito da Comunida-

meio da Força Aérea Brasileira. No âmbito da Comunida- O senhor está há pouco tempo na

O senhor está há pouco tempo na chefia do DEAF. Quais foram as

de dos Países de Língua Portuguesa, cujo acompanhamento fica a cargo da DAF-II, ocorreu, em 2 de novembro, a XII Reu- nião Ordinária do Conselho de Ministros da CPLP. Essa reunião, que teve lugar em Lisboa, reuniu os Ministros das Relações Exteriores ou dos Negócios Estrangeiros de todos os países da Comunidade, quais sejam Angola, Brasil, CaboVerde, Guiné- Bissau, Moçambique, Portugal, SãoTomé e Príncipe eTimor-Leste.A CPLP funciona como importante foro de concertação política e de cooperação com os países de língua portuguesa.

“No ano de 2007, o Brasil abriu 30 Embaixadas em funcionamento no continente africano”

F ERNANDO S IMAS D E M AGALHÃES

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D E

M AGALHÃES

F ERNANDO S IMAS D E M AGALHÃES

A África é um continente tido como estratégico pela atual administra- ção federal. Como o MRE/DEAF tem atuado para fazer com que os empresários brasileiros tenham maior interesse para investir nessa região?

Magalhães – No Itamaraty, a promoção comercial está a cargo do Departamen- to de Promoção Comercial (DPR). O Departamento da África dá apoio às iniciativas do DPR, no que diz respeito à preparação de informações e às gestões em vários níveis junto aos Governos estrangeiros, tanto por intermédio das Embaixadas africanas no Brasil como pelas Embaixadas brasileiras na África.

No ano de 2007, o Brasil abriu 30 Embai- xadas em funcionamento no continente africano. Essa rede de Missões Diplomá- ticas permite acompanhamento constante da situação política e econômica naque- les países e a obtenção de informações essenciais para uso do empresariado brasileiro, na tomada de decisão quanto

a investimentos na região. Cabe ressaltar,

também, a possibilidade de apoio a cida-

dãos brasileiros no continente africano facultado por essa rede de Embaixadas. Não se pode esquecer que um aumento

de investimentos brasileiros pode levar

a um aumento na presença de cidadãos brasileiros nesses países.

A visão que se tem de um continente que apresenta extensos problemas

estruturais

não torna essa tarefa

mais difícil?

Magalhães – Depende do ponto de vista. Muitos empresários brasileiros têm tido ótimas experiências em países africanos. Vários países africanos vêm experimen- tando processos acelerados de moder- nização e crescimento. Isso gera muitas oportunidades. Angola, principalmente, apresenta grande presença do setor pri-

vado brasileiro. É importante estar atento

às oportunidades que se oferecem, e que

podem ser aproveitadas por empresários

de diferentes setores da economia africana.

A intensificação das relações com os países

africanos possibilita maior confiança entre

os

setores privados brasileiro e africano,

o

que, eventualmente, poderá favorecer

ampliação dos investimentos brasileiros naqueles mercados.

a

“O Departamento da África dá apoio às iniciativas do DPR, no que diz respeito à preparação de informações e às gestões em vários níveis junto aos Governos estrangeiros”

F ERNANDO S IMAS D E M AGALHÃES

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Na sua opinião, como eventos como este, realizado pela FCCE, podem fortalecer as relações bilaterais com Moçambique?

Magalhães – A difusão de informações sobre o país, nas quais ressaltem-se as oportunidades de negócios, é fundamental

para a tomada de decisões dos empresários.

O melhor esclarecimento do momento

econômico vivido por Moçambique, onde setores econômicos experimentam maior dinamismo e aproveitam as potencialida- des que o mercado moçambicano oferece, inclusive no contexto regional, podem ser promover sinergias com os mercados vizinhos e constituir instrumento valioso para a tomada de decisões sobre os inves- timentos de empresas brasileiras.

Em 2006, foi realizada a Cúpula África-América do Sul. É possível apontar os avanços alcançados de- pois desse encontro?

Desde a Cúpula deAbuja, em novembro de 2006, foram realizadas duas importantes Reuniões de Coordenação daAFRAS: uma em Caracas, em julho de 2007, e outra em Abuja, em novembro passado. Essas Reu- niões foram organizadas e convocadas pelo Comitê de Acompanhamento da AFRAS (“Follow-up Committee”), constituído pelos

Coordenadores (Co-Chairs) Regionais (Ni- géria, para a África, e Brasil, para aAmérica do Sul), pela Comissão da União Africana

e pelo Secretariado da União das Nações Sul-Americanas (UNASUL).

“É importante estar atento às oportunidades que se oferecem, e que podem ser aproveitadas por empresários de diferentes setores da economia africana”

F ERNANDO S IMAS D E M AGALHÃES

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S IMAS

D E

M AGALHÃES

F ERNANDO S IMAS D E M AGALHÃES

O Brasil, em sua já citada qualidade de Co-

ordenador pela América do Sul da AFRAS, promoveu, ao longo de 2007, encontros com algumas chancelarias de países do Continente para conhecer os projetos vis- lumbrados ou associá-las a outros de outros países do Continente. Argentina, Brasil, Chile Nigéria, União Africana eVenezuela estão dando forte impulso ao mecanismo.

“Vários países africanos vêm experimentando processos acelerados de modernização e crescimento”

F ERNANDO S IMAS D E M AGALHÃES

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M AGALHÃES

F ERNANDO S IMAS D E M AGALHÃES

Proximamente, serão convocadas Reuni- ões de Especialistas, em Adis Abeba, para dar início às atividades de cooperação. Em meados de 2008 está prevista a realização, no Marrocos, da I Reunião Ministerial de Comércio. Entre os projetos apresenta- dos pelo Brasil está o de criação de uma Câmara de Comércio África-América do Sul, iniciativa essa que poderia contar com o apoio da Federação das Câmaras de Comércio Exterior (FCCE).

Em 29 e 30 de novembro de 2008, terá lugar em Caracas a II Cúpula da AFRAS e

os preparativos – substantivos e logísticos

– já foram iniciados.

– substantivos e logísticos – já foram iniciados. Seminário Bilateral de Comércio Exterior e Inv estimentos

PETRÓLEO E GÁS

Investimentos de peso na África

Investimentos de US$ 112 bilhões para os próximos anos no continente revelam o alto grau de prioridade da África para a Petrobras

As recentes descobertas de reservas

de gás natural em Moçambique justificam o investimento da Petro- bras no país e ainda apontam para

a existência de petróleo, conforme

disse o gerente executivo da Área Internacional da Petrobras, Manoel Murilo, em palestra proferida du- rante o Seminário. Para o gerente, “Moçambique faz parte de uma área

que classificamos de nova fronteira.

O fato de haver campos de gás mos-

tra que estamos no caminho certo”. Com efeito, quando o gerente se re- fere a Moçambique como um campo novo que se abre a investimentos da empresa,ele subscreve a importância do continente africano para a inser- ção da Petrobras internacional.

Para reforçar a idéia de ter a África como área prioritária da companhia,

o setor de Negócios Internacionais da Petrobras divulgou, recentemente,

os projetos no continente que fazem

parte do plano de investimentos da empresa orçados em US$ 112 bilhões. Dentro desse montante, estão previstos investimentos na área de ampliação da exploração e produção de petróleo e gás, assim como no desenvolvimento do setor “downstream” (refinação, transpor-

do setor “downstream” (refinação, transpor- Para Manoel Murilo, gerente executivo da Área Internacional

Para Manoel Murilo, gerente executivo da Área Internacional da Petrobras, Moçambique representa a nova fronteira de investimentos da empresa na África

te e comercialização) e capacidade petroquímica e de biocombustíveis até 2012. Confira os detalhes de investimentos e os países onde a Petrobras estará atuando para os próximos anos:

onde a Petrobras estará atuando para os próximos anos: Moçambique Também em 2006, a Petrobras firmou

Moçambique

Também em 2006, a Petrobras firmou um memorando de entendimento pelo qual atuará nos segmentos de Exploração e Produção (E&P) e no de biocombustíveis em Moçambique.As atividades consistirão na participação de um bloco de exploração juntamente com a Petronas, da Malásia, na foz do rio Zambezi, visando à produção de hidocarbonetos e, em outubro de 2006, firmou um memorando de entendimentos

com a Empresa Nacional de Hidrocarbo- netos para viabilizar atividades de explo- ração de petróleo e gás natural no país, em terra e no mar. Esse mesmo memorando também trata da pesquisa e da produção de biocombustíveis em Moçambique. O governo local tem interesse em imple- mentar a produção de biodiesel originado da jatrofa, planta oleaginosa abundante no país, assim como a produção de álcool derivado da cana-de-açúcar.

Nigéria

A Nigéria receberá, até 2012, o terceiro maior volume de recursos destinados ao exterior. A participação efetiva da Petro- bras quanto está na sua atuação nas águas do delta do Rio Niger, pródigas em petróleo leve de baixa densidade de reduzido teor de enxofre, produto bastante valorizado no mercado internacional, e a Petrobras atua na Nigéria nos campos gigantes de

Agbami e Akpo, em parceria com aTotal e

a Chevron-Texaco. Em ambos os camposm

as reservas são estimadas em 1,6 bilhões de

barris de petróleo leve e o início da pro- dução está previsto para este ano (2008). Com essa movimentação, espera-se pro- duzir mais de 400 mil barris de óleo por dia, dos quais 65 mil caberão à Petrbras.

O produto será destinado ao mercado

internacional O objetivo da empresa bra- sileira é tornar a Petrobras Nigéria uma das maiores produtoras do Sistema Petrobras fora do Brasil.

Angola

Em Angola, a Petrobras desenvolve ativi- dades de exploração em cinco blocos e de produção em um, sendo todos offshore. O

Bloco 2, em águas rasas do litoral angolano,

na Bacia do Baixo Congo, é o que já está

em produção. Nele, a Petrobras atua em parceria com a Chevron e a Sonangol e tem participação de 27,5%, o que lhe garante uma produção de petróleo da ordem de 4,2

mil barris por dia. Nos blocos 6/06, 18/06

e 26, a Petrobras atua como operadora.

No Bloco 6/06, localizado em águas rasas

da Bacia do Kwanza, a companhia detém

40% de participação, a aquisição de dados

sísmicos está sendo planejada para ocorrer em 2007. No Bloco 18/06, localizado em águas profundas, a Petrobras tem 30% de participação. Essa é uma das áreas mais prolíficas de Angola e estão previstas a aquisição de dados sísmicos 3D e a perfu- ração de sete poços exploratórios de 2009

a 2011. No Bloco 26, onde a Petrobras

tem 80% de participação , está prevista a perfuração de dois poços pionieros, entre 2010 e 2011, em uma área de fronteira ex- ploratória. No Bloco 34, onde a Petrobras tem 30% de participação, e no Bloco 15, onde essa participação é de 5%, atividades exploratórias estão em curso.

Tanzânia

A Companhia está presente na Tanzânia

desde 2004 em atividades de exploração. Em rodadas de licitações realizadas pelo governo tanzaniano, a companhia obteve

100% de participação no Bloco 5 da Bacia

de Mafia, que tem área de 9.250 km2 e

está localizado em águas de 300 a 3.000m

de profundidade, e também no Bloco 6,

de 11.099 km2, situado em águas de 500

e 3.500m de profundidade. Contratos

firmados com a companhia estatal de per- tróleo, Tanzania Petroleum Development Corporation, prevêem levantamentos

sísmicos, estudos geológicos e avaliação da bacia em andamento. A presença no país

é importante para nós porque representa

a ampliação as atividades da Petrobras no leste do continente africano.

Líbia

A Petrobras assinou, em 2005, na Líbia,

um contrato com a National Oil Corpo- ration, empresa estatal do segmento de petróleo. Esse contrato marcou a volta da Petrobras às atividades exploratórias no país, onde atuou entre os anos 70 e 90.

O contrato assinado assegura à Petrobras

os direitos de explorar óleo e gás e de partilha de produção na Área 18 da seção

líbia do Mar Mediterrâneo., em águas de 200 a 700 metros de profundidade,A área

se constitui de quatro blocos com extensão

total de 10.370 km2, os quais possibilitam

boas perspectivas de descobertas. A Pe- trobras será a empresa líder e operadora do consórcio que atuará na exploração do bloco, detendo uma participação de 70%.

O contrato de partilha de produção prevê

cinco anos de fase exploratória e 25 anos de direitos de produção compartilhados com a estatal líbia. Esperamos, do país, trazer boas notícias.

Guiné Equatorial

A Petrobras está presente na Guiné Equa-

torial desde janeiro de 2006, quando foi aprovada a aquisição de 50% de participa- ção na produção do Bloco L. Localizado em águas profundas, na Bacia do Rio Muni, em profundidades variando entre 500 a 2.200m, o bloco possui uma área de 4.250km² e tem excelente potencial. Havendo descobertas, a produção deverá ter início no começo da próxima década. Nossa expectativa, no país, é expandir

pesquisas e atividades em águas profundas

e ultraprofundas no Oeste da África.

Senegal

A Petrobras chegou, em 2007, ao Senegal.

A companhia brasileira adquiriu 40% de

participação na exploração do bloco Rufis- que Profond, em águas com profundidades variando entre 150 e 3.000m e em uma área de 7.294km². Essa participação foi adquirida da operadora Edison Spa, que detinha 95% dos interesses no bloco. Os 5% remanescentes pertencem à compa- nhia estatal senegalesa Petrosen. Por inter- médio desse contrato de compra e venda, a Petrobras se comprometeu a reembolsar, em 42,1%, custos com os quais as sócias arcaram anteriormente e em oferecer participação de 55% à Edison Spa e 5% à Petrosen nos 1.500km² de atividades de sísmica 3D, já em fase de aquisição. Essa participação no Senegal reforça a atuação da Companhia no Oeste da África.

reforça a atuação da Companhia no Oeste da África. Foto de um petroleiro da Petrobras na
reforça a atuação da Companhia no Oeste da África. Foto de um petroleiro da Petrobras na

Foto de um petroleiro da Petrobras na Nigéria: A África é uma das prioridades de investimentos da empresa para os próximos anos

E NTREVISTA

“O ambiente de negócios está cada vez mais promissor”

Ministro da Indústria de Moçambique quer mais empresas brasileiras em seu país

de Moçambique quer mais empresas brasileiras em seu país Antonio Fernando elogiou a iniciativa da FCCE

Antonio Fernando elogiou a iniciativa da FCCE em realizar o seminário Brasil-Moçambique

Desenvolver e aprimorar as relações comerciais e industriais entre Brasil e Moçambique. Para chegar a esse objetivo, cujo processo ainda esbar- ra em dificuldades estruturais e con- junturais, o ministro da Indústria e Comércio de Moçambique,Antonio Fernando, acredita e trabalha para que o estreitamento dos contatos

entre as duas nações lusófonas loca- lizadas no hemisfério do sul do pla- neta se concretize a médio e longo prazo. Razões para apostar nessa ta- refa não faltam, segundo o ministro. Afinal, Moçambique já completou dez anos de estabilidade política e agora busca o rumo para o desenvol- vimento econômico, fomentando

no país africano a importância da economia de mercado, criando um ambiente bom para investimentos estrangeiros. Palestrante na Sessão Solene de abertura do Seminário, ele concedeu entrevista à Revista da FCCE, na qual comentou, entre outros assuntos, os bons índices de crescimento da economia moçam-

bicana – média de 8% ao ano -, e diz que as empresas brasileiras têm muito a ganhar caso desejem inves- tir em Moçambique. Acompanhe trechos da entrevista:

inves- tir em Moçambique. Acompanhe trechos da entrevista: Qual a avaliação que o senhor faz desse

Qual a avaliação que o senhor faz desse seminário?

A.F. – Avalio como uma excelente inicia- tiva da FCCE a realização deste seminá- rio, pois em encontros como esse é que podemos estabelecer contatos diretos entre os órgãos governamentais dos dois países, assim como com e representantes da iniciativa privada. Os contatos são

facilitados, pois falamos a mesma língua

o português, temos culturas similares

e

povos trabalhadores que enfrentam

problemas semelhantes, mas que possuem enorme potencial.

informar o atual

quadro da economia de Moçam- bique? A.F – A nossa economia tem crescido numa média de 8% ao ano. Esse resultado é reflexo do intenso processo de investimen- tos em Moçambique. Há grandes empresas como a Mozal Aluminaria que produz cerca de 500 mil toneladas de alumínio por ano.Temos também a CVRD. Em Moçam- bique há muitas empresas estrangeiras e queremos atrair mais capitais estrangeiros, pois desde 1994 vivemos uma estabilidade política.Além desse clima de paz, estamos trabalhando para fomentar na cultura do nosso país a economia de mercado.

O senhor pode

“Em Moçambique há muitas empresas estrangeiras e queremos atrair mais capitais estrangeiros, pois desde 1994 vivemos uma estabilidade política”

A NTONIO F ERNANDO

A NTONIO

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A NTONIO F ERNANDO

É possível então dizer que o ambien-

te de negócios está bem favorável

aos investimentos?

A.F – Com certeza. O ambiente de negó- cios está cada vez mais promissor. Estamos reduzindo a burocracia. Hoje em Moçam- bique é possível abrir uma empresa em apenas um dia. O processo de privatização está adiantado. Hoje, a telefonia móvel é 100% privatizada e a telefonia fixa passará pelo mesmo processo em 2008.

E como estão as relações comerciais de Moçambique com outros países do mundo? A.F – Estamos no AGOA (Act of Gro- wing Opportunity for Africa) e no EBA (Everything But Arms).As vantagens para investir no nosso país cresceram bastante depois que ingressemos nesses acordos comerciais. Além disso, em breve, esta- remos fazendo parte do SADC (Southern African Development Community), área de livre comércio que envolve 14 países com 250 milhões de consumidores. Essa área de livre comércio está prevista para entrar em vigor em 2008.

“O ambiente de negócios está cada vez mais promissor. Estamos reduzindo a burocracia.”

A NTONIO F ERNANDO

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E o que esses acordos podem re- presentar em termos de avanços comerciais para o país?

A.F – Moçambique passará a ter um mer- cado mais aberto para todos os países da região, na medida em que as imposições aduaneiras dos outros países sobre os nos- sos produtos vão desaparecer. Nos pro- dutos em que somos mais competitivos, iremos aumentar as nossas exportações. Esperamos que o fluxo de investimento estrangeiro cresça na medida em que a remoção de tarifas aduaneiras e a cria- ção de um bom ambiente de negócios se tornem mais atrativos. Esses investidores vão investir na agricultura e atividades relacionadas para suprir o nosso déficit alimentar.

O que tem sido feito para atrair as empresas brasileiras a investir em Moçambique?

A.F – Recentemente o presidente esteve no Brasil para fechar acordos com o governo brasileiro e atrair mais investimentos de empresas brasileiras, principalmente na área do agrobusiness já que o Brasil tem todo o know how nesse setor e Moçambique apresenta grande potencial a ser explorado. Um outro setor que merece ser destacado em Moçambique é o turismo. Temos praias