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Tratamentos termomecânicos
Tratamentos termomecânicos

Tratamentos termomecânicos

Disciplina: Tratamentos termomecânicos Prof: Roney Lino

Referências • A.A.Gorni. Os tratamentos termomecânicos garantem a competitividade dos produtos planos de aço.
Referências
A.A.Gorni. Os tratamentos termomecânicos garantem a
competitividade dos produtos planos de aço. Revista IH. 2012.
Tratamentos termomecânicos
Conformação a quente • Laminação de chapa fina (tiras a quente) e placas (chapas grossas)
Conformação a quente
• Laminação de chapa fina (tiras a quente) e placas (chapas grossas)
P.H.C.P. Cunha. Estudo do aço estrutural microligado S960MC. Dissertação de mestrado. Porto Alegre. 2010.
Tratamentos termomecânicos
História Até meados do século XX, a laminação a quente era conduzida quase que exclusivamente
História
Até meados do século XX, a laminação a quente era conduzida quase que
exclusivamente para modificar as dimensões dos produtos
Buscava maximizar a produtividade da linha, com amplas faixas de
controle para facilitar a operação
Em alguns casos era necessário empregar tratamento térmico posterior
com controle mais restrito de tempo e temperatura
Mas ficava a questão: afinal, por que não obter o produto acabado
diretamente da laminação a quente, eliminando um novo reaquecimento?
Tratamentos termomecânicos: União dos processos de conformação a
quente e tratamento térmico
Para viabilizar tal união, se fez necessário modernizar as linhas de
produção (instrumentação/automação) e coordenação precisa de tempo,
temperatura e deformação
Tratamentos termomecânicos
Contexto atual • O atual ambiente econômico favorece amplamente a racionalização proporcionada pelos tratamentos
Contexto atual
• O atual ambiente econômico favorece amplamente a racionalização
proporcionada pelos tratamentos termomecânicos
• O mercado siderúrgico tornou-se muito mais competitivo, exigindo que as
usinas se tornassem mais eficientes e reduzissem o custo produtivo
• Os ciclos de resfriamento e aquecimento do produto que está sendo
processado foram questionados e eliminados ao máximo
• Tornou possível dispensar o tratamento térmico adicional em vários
tipos de produtos – o qual incorre em menores custos, impactos
ecológicos e prazos de entrega
• Praticamente todo produto siderúrgico conformado a quente pode ser
submetido a tratamento termomecânico
Tratamentos termomecânicos
Chapas grossas • Determinadas aplicações de chapas grossas de aço de baixo C, com espessuras
Chapas grossas
Determinadas aplicações de chapas grossas de aço de baixo C, com
espessuras entre 5 e 60mm, requerem resistência mecânica e tenacidade
elevadas
É o caso, por exemplo, de tubos para oleodutos e gasodutos, plataformas
marítimas, cascos de navios, pontes, etc
Nesse caso é vital que a microestrutura da chapa apresente tamanho de
grão refinado e uniforme resistência e tenacidade
Uma opção é o tratamento de normalização refino de grão e redução
do bandeamento
O melhor controle dos parâmetros de processo na laminação a quente fez
surgir a oportunidade de substituir o tratamento térmico de normalização
pela sua variante termomecânica, a laminação de normalização
Mínimo 15% de deformação em cada passe para garantir recristalização
total até o próximo passe e refine ao máximo a microestrutura
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Chapas grossas • Nucleação da ferrita – Laminação de normalização X60 LE = 414MPa Tratamentos
Chapas grossas
• Nucleação da ferrita – Laminação de normalização
X60
LE = 414MPa
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Chapas grossas • Demandas do setor petrolífero: • Aço de maior resistência • Tubos de
Chapas grossas
• Demandas do setor petrolífero:
• Aço de maior resistência
• Tubos de menor peso
• C equivalente mínimos ($ soldagem)
• Boa tenacidade para condições severas (baixa T)
• Uso do elemento Nb, na faixa de 0,01 a 0,05% (década de 70)
• Aço processado através de um tratamento termomecânico específico, a
chamada laminação controlada
• A maior parte da deformação da chapa deve ser feita sob alta
temperatura, entre 1250 e 1050°C, ocorrendo recristalização plena da
austenita entre os passes
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Chapas grossas • Numa faixa de temperaturas inferior, entre aproximadamente 1050°C e 900°C, o Nb
Chapas grossas
• Numa faixa de temperaturas inferior, entre aproximadamente 1050°C e
900°C, o Nb começa a retardar a cinética de recristalização da austenita,
mas de forma incipiente
• A laminação do material deve ser evitada nessa etapa, pois a
recristalização incompleta pode dar origem a uma microestrutura
heterogênea que afetará a tenacidade do produto
• A laminação pode ser retomada a 900°C pois, sob tais condições, a ação
do Nb é plena, fazendo com que a austenita encrue progressivamente até
o final da laminação
• Esse encruamento intenso promove a formação de bandas de
deformação no interior dos grãos que aumentam a quantidade de sítios
favoráveis para ocorrer a nucleação de grãos de ferrita durante o
resfriamento da chapa após a laminação
Tratamentos termomecânicos
Chapas grossas • Nucleação da ferrita – Laminação controlada X70 LE = 483MPa Tratamentos termomecânicos
Chapas grossas
• Nucleação da ferrita – Laminação controlada
X70
LE = 483MPa
Tratamentos termomecânicos
Chapas grossas Mas o progresso não parou aí, pois as demandas tecnológicas da indústria petrolífera
Chapas grossas
Mas o progresso não parou aí, pois as demandas tecnológicas da indústria
petrolífera evoluem ininterruptamente
Surgiu então a idéia de se aumentar a velocidade de resfriamento da
chapa grossa ao final da laminação, usando-se jatos de água ao invés de ar
calmo
É uma condição que promove refino ainda maior no tamanho de grão
ferrítico pois, além da nucleação dessa fase nos antigos (e refinados)
contornos de grão e bandas de deformação da austenita, ela também
ocorrerá no interior dos grãos
Esse novo processo estreou no início dos anos 1980, permitindo a
fabricação de chapas grossas para tubos com grau API 5L X80 (552 MPa).
Seu desenvolvimento posterior permitiu alcançar comercialmente os
graus X100 (690 MPa) e X120 (827 MPa) nas décadas de 1990 e 2000,
respectivamente
Tratamentos termomecânicos
Chapas grossas • Nucleação da ferrita – Laminação controlada com resfriamento acelerado X80 LE =
Chapas grossas
• Nucleação da ferrita – Laminação controlada com resfriamento acelerado
X80
LE = 552MPa
X100
LE = 690MPa
X120
LE = 827MPa
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Chapas grossas • Aços para fabricação de tubos para petróleo Tratamentos termomecânicos
Chapas grossas
• Aços para fabricação de tubos para petróleo
Tratamentos termomecânicos
Tiras a quente • Década de 70 A maioria dos aços planos baixo C laminados
Tiras a quente
Década de 70 A maioria dos aços planos baixo C laminados a quente
para uso automotivo, com espessuras variando entre 2 e 6mm, era do tipo
mais simples – ferrítico ou ferrítico-perlítico
• Crise do petróleo reduzir consumo dos automóveis
• Concorrência do aço com alumínio e plástico
Uso de aços microligados com Ti, Nb e V. Porém, o refino de grão piora
condições de estampabilidade. Necessidade de desenvolver novos aços
Dual Phase (DP), produzido inicialmente via recozimento intercrítico:
80% ferrita poligonal e 20% martensita/constituinte MA (década de 70)
A associação de matriz macia e ilhas de constituinte duro faz com que a
chapa apresente baixo limite de escoamento, favorecendo a estampagem,
e que endureça significativamente durante esse processo, garantindo a
resistência mecânica da peça acabada
Tratamentos termomecânicos
Tiras a quente • Obtenção de aços DP via laminação a quente (aços com Cr,
Tiras a quente
• Obtenção de aços DP via laminação a quente (aços com Cr, Si e Mo)
• Ao sair dessa mesa, a 600°C, o material é bobinado e apresenta
microestrutura contendo de 80 a 85% de ferrita, mais austenita retida
enriquecida de C expulso da região já transformada
Tratamentos termomecânicos
Tiras a quente • O aço bifásico foi o primeiro material da família AHSS –
Tiras a quente
• O aço bifásico foi o primeiro material da família AHSS – Advanced High
Strength Steels ou Aços Avançados de Alta Resistência Mecânica, os quais
procuram conciliar alta resistência mecânica com boa estampabilidade
• Com o tempo surgiram novos tipos de aços:
• TRIP (Transformation Induced Plasticity ou plasticidade induzida
por transformação), constituída de uma mistura de 50 a 60% de
ferrita poligonal, 25 a 40% de bainita e 5 a 15% de austenita
retida
• Aços de fases complexas (mistura de ferrita, bainita e
martensita) e martensíticos
• Todos eles podem igualmente ser feitos em linhas de recozimento
contínuo ou no laminador de tiras a quente, desde que a evolução do
resfriamento aplicado seja compatível com o diagrama TRC da liga
Tratamentos termomecânicos
Processamentos termomecânicos dos aços A.A. Gorni. Steel Forming and Heat Treating Handbook. São Vicente -
Processamentos termomecânicos dos aços
A.A. Gorni. Steel Forming and Heat Treating Handbook. São Vicente - Brasil. 2012.
Tratamentos termomecânicos
Vantagens e desvantagens • Vantagens do tratamento de recozimento: • Homogeneidade da chapa (ausência de
Vantagens e desvantagens
• Vantagens do tratamento de recozimento:
• Homogeneidade da chapa (ausência de gradiente de temperatura)
• Menor segregação
• Menor bandeamento
• Menor oxidação (atmosfera controlada)
• Vantagens do tratamento termomecânico:
• Menor custo produtivo
• Maior rapidez na fabricação
• Melhor qualidade
• Maior satisfação do cliente
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