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1 Edifício de alvenaria estrutural de cinco pavimentos: análise comparativa entre a ABNT NB R

1

Edifício de alvenaria estrutural de cinco pavimentos: análise comparativa entre a ABNT NBR 10837 e ABNT NBR 15961-1

A. A. SANTOS a , R. C. S. S. ALVARENGA b

a Universidaede Federal de Viçosa, Departamento de Engenharia Civil, aruac.santos@ufv.br, Campus Universitário, s/n - 36570-000, Viçosa, Minas Gerais, Brasil. b Universidaede Federal de Viçosa, Departamento de Engenharia Civil, ritadecassia@ufv.br, Campus Universitário, s/n - 36570-000, Viçosa, Minas Gerais, Brasil.

Resumo

O crescimento do mercado imobiliário no Brasil,

principalmente para as faixas de renda média e baixa, incentiva o uso da alvenaria estrutural, em função das vantagens técnico-econômicas propiciadas. No que se refere ao dimensionamento de alvenaria estrutural de blocos de concreto, a ABNT NBR 10837:1989, em vigor até o ano passado, tinha como base o Método das Tensões Admissíveis, que possui base determinística e introduz a segurança no projeto mediante o estabelecimento de um coeficiente de segurança interno

γ i . Na atual norma de projeto de alvenaria estrutural de blocos de concreto (ABNT NBR 15916-1:2011), o método de cálculo utilizado é o Método dos Estados Limites que possui base semi-probabilística. Este método considera segura aquela estrutura que não atinge nenhum estado limite durante a sua vida útil. Independentemente do método de cálculo utilizado, o dimensionamento de uma estrutura deve garantir sua segurança e sua capacidade de desempenhar satisfatoriamente a função a qual se destina. Neste trabalho apresenta-se uma comparação entre a ABNT NBR 10837:1989 e a ABNT NBR 15961-1:2011 por meio de um estudo de caso. Compararam-se os valores encontrados para a verificação à flexão e ao cisalhamento e o dimensionamento à flexo-compressão entre as duas normas para um edifício comercial de cinco pavimentos, feito de alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto. Para isto, foram utilizadas planilhas que visam mostrar a diferença entre os dois métodos e as adaptações propostas pela nova norma.

No que se refere à segurança, em ambos os métodos

este conceito é estabelecido. Portanto, não há sentido em apontar o método mais seguro. Pode-se ainda concluir que a norma atual apresenta um avanço pelo fato do Método dos Estados Limites sersemi- probabilístico e, assim, levar em conta critérios atuais de verificação das ações e segurança, como a adoção de

valores característicos.

Palavras-chave:Alvenaria Estrutural; ABNT NBR 10837:1989; ABNT NBR 15961-:20111.

1

Introdução

A

alvenaria estrutural é um sistema construtivo

amplamente utilizado em grande parte do mundo devido às suas vantagens em relação aos processos construtivos tradicionais. É um sistema racionalizado

que dispensa o uso de vigas e pilares, visto que os elementos que desempenham a função estrutural são de alvenaria. Elementos esses que devem ser dimensionados através de métodos racionais e com auxílio de normatização vigente. A Figura 1 mostra a evolução do nível de segurança ao longo do tempo, onde o nível de segurança é relacionado com o tempo. Quando uma estrutura é construída pela primeira vez o nível de segurança é alto, por falta de experiência e confiança do projetista, resultando em estruturas superdimensionadas ou robustas. A partir de experiências bem sucedidas, o projetista vai baixando o nível de segurança, o que resulta em estruturas mais leves. Isso ocorre até que haja uma falha, muitas vezes trágica, com perdas de vida. Em contrapartida, as exigências de segurança aumentam muitas vezes mais que o necessário. Por fim, todo o processo se repete até que se atinja o nível ideal de segurança.

se repete até que se atinja o nível ideal de segurança. Figura 1 - Evolução do

Figura 1 - Evolução do nível de segurança estrutural ao longo do tempo (ATAÍDE, 2005).

1.1 O método das tensões admissíveis

O método se baseia no conceito de que a tensão máxima que pode ocorrer em um material não pode exceder uma tensão admissível para o mesmo como mostra a equação (1). A tensão admissível é dada pela equação

σ

σ

máx

adm

=

σ adm R γ i
σ
adm
R γ
i

(2):

(1)

(2)

2 onde R- é a tensão de ruptura ou de escoamento do material; γ i

2

onde

R- é a tensão de ruptura ou de escoamento do material;

γ i - representa um coeficiente de segurança interno

maior de 1. Logo, percebe-se através da equação (2)que a segurança era introduzida no cálculo através de uma redução na resistência do material. Segundo Ramalho& Corrêa (2003) o método apresenta algumas deficiências sérias como:

A impossibilidade de se interpretar o

- é a máxima tensão atuante no material;

σ máx

coeficiente γ i como um coeficiente externo;

Preocupação exclusiva com a relação serviço-

ruptura;

Adequação apenas para o comportamento

linear.

1.2 O método dos estados-limite

O método leva em conta a capacidade que uma

estrutura possui de suportar as diversas ações que vierem a solicitá-la durante a sua útil, sem atingir nenhum dos estados-limite último (ELU) ou de serviço (ELS). Os estados-limite últimoestão relacionados ao esgotamento da capacidade da estrutura e devem ter pequena probabilidade de ocorrência, enquanto os estados-limite de serviço estão relacionados ao comportamento da estrutura em condições normais de uso, sendo permitida uma maior probabilidade de

ocorrência já que não representa situações de risco de morte.

A segurança é introduzida através da verificação dos

estados-limite de serviço e através da utilização dos coeficientes de segurança externosγ e relativos aos estados-limiteúltimo. Uma vantagem em relação ao método das tensões admissíveis é que o método dos

estados-limite permite a definição de um critério para a resistência e para as condições de serviço da estrutura. Outra vantagem é a consideração de que os parâmetros geométricos, mecânicos e de solicitação das estruturas não são determinísticos e, sim, variáveis aleatórias contínuas. Isso permite considerar incertezas relativas ao carregamento, à resistência dos materiais e à representatividade do modelo de análise empregado. (RAMALHO & CORRÊA, 2003)

O dimensionamento é feito segundo a equação(3):

2 Dimensionamento SEGUNDO A ABNT NBR 10837:1989

São

apresentados

a

seguir

os

dimensionamento

de

acordo

com

a

10837:1989.

critérios

ABNT

de

NBR

2.1 Compressão simples

É a situação mais comum de ocorrer. Os elementos

submetidos à compressão simples são as paredes e os pilares, sejam eles elementos armados ou não. Segundo

Ramalho& Corrêa (2003), para edifícios de até seis pavimentos, geralmente esse é o único dimensionamento adotado.

O limite de esbeltez λ é dado pela equação

(4) e tem como limite o valor de 20 para paredes em alvenaria não armada e 30 para alvenaria

armada: h ef t λ = ef
armada:
h
ef t
λ =
ef

(4)

: espessura

onde

efetiva da parede.

A espessura efetiva pode ser aumentada com o uso de

enrijecedores, permitindo estruturas com maior altura efetiva e tipologias mais arrojadas que atendam ao limite de esbeltez. A verificação à compressão simples

é dada pela expressão (5):

h

ef

: altura efetiva da parede e

t

ef

f

alv,c

f

alv,c

(5)

onde

f alv,c

- tensão de compressão admissível;

f alv,c

- tensão de compressão atuante.

A resistência à compressão simples é dada de acordo

com a

:

Tipo de solicitação

Tensão admissível (MPa)

12,0 f a 17,0

5,0 f a 12,0

Compressão

Parede

0,20 f p R ou 0,286 f par R

0,20 f p R ou 0,286 f par R

Simples

Pilar

0,18 f p R

0,18 f p R

Tabela 1 – Tensões admissíveis à compressão simples para alvenaria não armada. (NBR 10837)

-S ≥ 0 R d d R k onde R = : resistência d γ
-S
≥ 0
R d
d
R
k
onde R
=
:
resistência
d
γ
m
(
)
= S γ
* F
S d
:
solicitação
de
f
k
coeficientes
de
ponderação;
R
k
característicos
das
resistências
respectivamente.

de

(3)

cálculo;

e

F

k

:

e

cálculo;

γ

γ

:

valores

ações,

e

f

m

ondef a ,f p e f par : resistências da argamassa, prisma e parede, respectivamente.; R é o fator redutor da resistência devido à esbeltez da

parede, sendo

R

=

1

⎛ h ⎜ ef 40t ⎝
⎛ h
ef 40t

ef

3

.

2.2 Cisalhamento

O cisalhamento ocorre em conjunto com a solicitação

por momento fletor. É comum acontecer em vergas, vigas ou paredes que participem do sistema de contraventamento. O cálculo para a área da armadura é

3 feito através da analogia de treliça. A verificação ao cisalhamento é dada pela equação

3

feito através da analogia de treliça. A verificação ao cisalhamento é dada pela equação (6):

ζ

alv

ζ

alv

;

ζ

alv

=

V

k

b*d

(6)

Onde

é a tensão atuante devida ao cisalhamento;

é a tensão admissível ao cisalhamento; b, d são a

espessura e comprimento entre eixos da parede,

é a força cortante atuante no

nível do pavimento analisado.A tensão admissível ao cisalhamento é dada de acordo com a

respectivamente e

ζ alv

ζ alv

V

k

:

Tipo de solicitação

Cisalhamento

Tensão admissível (MPa)

Tensão admissível (MPa)

12,0 f a 17,0

0,25

5,0 f a 12,0

0,15

Tabela 2 – Tensões admissíveis ao cisalhamento para alvenaria não armada. (NBR 10837)

2.3 Flexão composta

Na flexão composta ocorre interação entre o

carregamento axial e os momentos fletores e geralmente ocorre em elementos de alvenaria estrutural que compõem o sistema de contraventamento do edifício. Esse tipo de solicitação pode ser excêntrico em relação ao eixo dependendo da simetria adotada pelo edifício em questão. A verificação à compressão máxima é dada pela

expressão

admissível de acordo com a Tabela 3:

(7 )

e

a

tensão

f

alv,c

f

alv,f

+

f

alv,c

f

alv,f

1,33

(7)

Onde

f alv,c

- tensão de compressão admissível;

f

alv,c

- tensão de compressão atuante; f

alv,f

- tensão

de flexão admissível;

A verificação à tração máxima é dada pela expressão (8) e a tensão admissível de acordo

com a Tabela 3:

f alv,f

- tensão de flexão atuante.

f

alv ,f

- 0,75 f

alv ,c

f

alv ,f

(8)

3 Dimensionamento pela ABNT NBR

15961:2011-1

A elaboração da ABNT NBR 15961-1:2011 tem como finalidade corrigir falhas encontradas na normatização antiga bem como alterar o método de dimensionamento para o Método dos Estados Limites. Foram feitas diversas modificações a fim de garantir que o dimensionamento fosse o mais seguro possível e que interpretações erradas fossem evitadas. Uma das mudanças é a introdução do conceito de elemento armado, que é aquele elemento no qual são utilizadas armaduras passivas para resistir aos esforços solicitantes. Abandonou-se então, o conceito de estrutura armada, que obrigava a adoção de armadura mínima em todas as paredes. Agora, pode existir no mesmo edifício elementos armados e elementos não armados. Outra modificação foi com relação ao desaprumo, que passa a ser uma ação obrigatória. Em edifícios de andares múltiplos deve ser considerado um desaprumo global, medido através do ângulo θ a , em radianos, dado pela equação (9), e mostrado na Figura 2 onde H é a altura da edificação em metros.

θ

a

=

1

1

100H

40H

(9)

da edificação em metros. θ a = 1 1 ≤ 100H 40H (9) Figura 2–Imperfeições geométricas

Figura 2–Imperfeições geométricas globais. (ABNT NBR 15961-1:2011).

3.1 Compressão simples

As principais modificações em relação à versão anterior, para verificação à compressão são segundo (PARSEKIAN, 2011):

Adoção de valores característicos para

resistência à compressão de parede (fk) e

Tipo de solicitação

Tensão admissível (MPa)

12,0 f a 17,0

5,0 f a 12,0

 

Normal

0,15 (BV)

0,10 (BV)

Tração

à

fiada

0,25 (BM)

0,15 (BM)

na flexão

Paralela

0,15 (BV)

0,20 (BV)

à

fiada

0,25 (BM)

0,40 (BM)

Compressão na flexão

0,30 f p

0,30 f p

Tabela 3 – Tensões admissíveis para a tração na flexão e compressão na flexão (NBR 10837).

Onde BV – bloco vazado; e BM – bloco maciço.

prisma (fpk);

Redução de 20% na resistência quando a

argamassa é disposta apenas em cordões

laterais;

Correção das prescrições para consideração do

aumento da espessura efetiva quando existem

enrijecedores;

O limite de esbeltez λ para a alvenaria não

armada foi alterado para 24;

critériospara simples é estimar dada a pela A sw = ( V × f yd

critériospara

simples

é

estimar

dada

a

pela

A

sw

=

(

V

×

f

yd

×

d

4

cisalhamento. A armadura de cisalhamento é calculada

de acordo com a equação (13):

Introdução

resistência na direção horizontal da parede.

de

d

- V

a

)

S

A verificação

expressão

à

compressão

(10):

0.5

(13)

1,0paredes

0,9pilares

f

×

k

γ

(10)

γ

f

f

k

×

N

K

γ

f

e

γ

×

R

×

A

m

m - coeficientes de ponderação das ações e

das resistências. Usualmente para edifícios de alvenaria

= 1.4;

- Resistência característica de compressão simples

estrutural os valores adotados são:

Onde:

γ

m

= 2.0 e

γ

f

da

compressão simples do prisma;

fator redutor da resistência devido à esbeltez da parede.

alvenaria;

f

pk

- Resistência característica de

f

k

= 0,7f

pk

;R

é

o

3.2

Cisalhamento

As tensões de cisalhamento passaram a seguir o critério

de resistência de Coulomb( τ = τ + µσ ), sendo

0

considera uma parcela inicial de resistência à aderência, que pode ser aumentada devido à pré- compressão. O valor do coeficiente de atrito (µ)é 0,5. A

resistência

característica (

traço da argamassa, como mostra a Tabela 4. A tensão de pré-compressão (σ) deve ser calculada considerando apenas 90% das ações permanentes. Quando a junta vertical for preenchida posteriormente, recomenda-se reduzir a aderência inicial em 50%.

) ao cisalhamento dependem do

tensão de aderência inicial (

τ

0

)

e

a

f vk

Traço argamassa

(MPa)

f vk

1,5 a 3,4

0,10 + 0,5σ ≤ 1,0

3,5 a 7,0

0,15 + 0,5σ ≤ 1,4

> 7,0

0,35 + 0,5σ ≤ 1,7

Tabela 4 – Resistencia característica ao cisalhamento. (NBR 15961-1)

Para peças de alvenaria estrutural submetidas à flexão e quando existirem armaduras perpendiculares ao plano

do cisalhamento e envoltas por graute, a resistência

característica ao cisalhamento pode ser obtida pela

equação (11):

f vk =

0,35

+

17,5

ρ

0,7 MPa

(11)

Onde:

V

d

– área da seção transversal de armadura;

– força cortante de cálculo; V = f × b× d , que

A

sw

a

vd

é a parcela de cisalhamento resistido pela alvenaria; S

– Resistência de

cálculo de escoamento do aço da armadura;

A armadura mínima de cisalhamento é igual a 0,05%× b× d ×S , sendo o espaçamento mínimo da armadura:

– espaçamento dos estribos;

f yd

S

d

2

30 cm para vigas

60 cm para pilares

para pilares

50

20

b

⋅φ

⋅φ

e

l

3.3 Flexão composta

Na flexo-compressão permite-se dimensionar casos nos Estádios I, II e III. É necessário verificar as máximas tensões de compressão e tração. Primeiro calculam-se as tensões com seus valores característicos, separando

as ações permanentes das variáveis para, em seguida, realizar as possíveis combinações críticas de ações. A verificação à tração máxima é dada pela expressão

(14):

tk γ
tk
γ

m

(14)

das

ações variáveis;

F G,k

F Q,k

γ

fg

f

γ

fq Q,k

γ

fq

F

+ γ

F

fg G,k

-

- ação

- ação característica

característica variável;

permanente;

flexão.

Usualmente, para edifícios, a ação permanente e a ação variável são favoráveis, os coeficientes de ponderação das ações são, respectivamente, 0,9 e 1,4. Logo a equação (14) passa a ser escrita como:

- resistência característica à tração na

Onde:

ponderador das ações permanentes;

-

ponderador

f tk

1,4F

Q,k

- 0,9F

G,k

tk
tk

f

2,0

(15)

A s

b

×

d

Onde:

- taxa geométrica de armadura; A s -

área da armadura principal de flexão; b - largura da seção transversal; d - altura útil da seção transversal. A verificação ao cisalhamento é dada pela expressão

cortante

característica ou nominal:

ρ =

(12),

sendo

V

k

força

γ

f

×

V

k

f

vk

b×d

γ

m

(12)

Quando os esforços solicitantes forem maiores que a resistência de projeto, deve-se armar a alvenaria ao

Caso a equação (15) não seja satisfeita é necessária a utilização de armadura, que pode ser calculada de modo simplificado no Estádio II (válido para tensões de pequenas trações, como é o usual para edifícios de até 12 pavimentos). (Parsekian, 2011)

A verificação à compressão máxima é dada pela equação (16) e pela equação (17): G
A verificação à compressão máxima é dada pela
equação (16) e pela equação (17):
G + γ
Q
ψγ Q + γ G
γ fg
fq
acidental
0
fq
vento
fg
D
(16)
+
≤ f
k
γ
R 1,5
m
γ G + ψγ Q
Q
+ γ
G
fg
0
fq
acidental
γ fq
vento
fg
D
(17)
+
≤ f
k
γ
R 1,5
m
5 cinco pavimentos, feito de alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto. Para isto, foram

5

cinco pavimentos, feito de alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto. Para isto, foram utilizados planilhas e gráficos que visam mostrar a diferença entre

os dois métodos e as adaptações propostas pela nova

norma. Para isso partiu-se de um projeto arquitetônico pré-concebido (ver Figura 3) de um edifício comercial

de 5 andares.

- ação característica variável devida à

- ação característica variável devida

ao vento; G - ação característica permanente.

A Tabela 5 mostra o valor da resistência característica

sobrecarga;

Onde:

Q acidental

Q vento

à tração em função do traço da argamassa e da direção

da tração.

Traço argamassa (MPa)

1,5 a 3,4

3,5 a 7,0

> 7,0

Normal à fiada

0,10

0,20

0,25

Paralela à fiada

0,20

0,40

0,50

Tabela 5 – Resistencia característica à tração na flexão.(NBR 15961-1)

4

Metodologia

Neste trabalho apresenta-se uma comparação entre a ABNT NBR 10837:1989 e a ABNT NBR 15961- 1:2011 por meio de um estudo de caso. Compararam-se

os valores encontrados para a verificação à flexão e ao cisalhamento e o dimensionamento à flexo-compressão entre as duas normas, para um edifício comercial de

4.1 Levantamento das ações verticais

Primeiramente foi feito a distribuição das ações verticais, sendo o procedimento utilizado o grupo isolado de paredes. Os grupos de paredes (sem

interação) com suas respectivas áreas de influência são mostrados na Figura 4e na Figura 5. Para a determinação dos carregamentos admitiu-se peso específico das paredes revestidas de 15 kN/m³ e peso específico do concreto de 25 kN/m³.

O levantamento das ações verticais nos grupos de

paredes é apresentado na Tabela 6.

Figura 3– Projeto arquitetônico de um edifício comercial.

P1Y

P1X P2X P3X P4X P5X G3 G2 P4Y P2Y P6Y P6X G1 P7Y P3Y P5Y
P1X
P2X
P3X
P4X
P5X
G3
G2
P4Y
P2Y
P6Y
P6X
G1
P7Y
P3Y
P5Y
P7X
P8X
P9X
P10X
P11X
P12X
1305
645

Figura 4–Paredes estruturais e seus respectivos grupos de paredes.

1.05 m2 0.11 m2 0.9 m2 0.46 m2 2.08 m2 2 m2 1.16 m2 0.36
1.05 m2 0.11 m2
0.9 m2
0.46 m2
2.08
m2
2 m2
1.16 m2
0.36 m2
14.2802 m2
3.35 m2
3.51 m2
0.91
m2
4.25
m2
0.52
m2
44.848 m2
44.848 m2
4.71
m2
2.89 m2
1.63 m2
2.54 m2
2.52
m2
0.17
m2
14.2803
m2

Figura 5– Linhas de ruptura das lajes.

6

7   Grupos de paredes sem interações     Dados carga - 1° pav. carga

7

 

Grupos de paredes sem interações

 
 

Dados

carga - 1° pav.

carga - 1° pav.

   

Comprim.

G

K

Q

K

G

K

Q

K

Grupo

Parede

(m)

(kN/m)

(kN/m)

(kN/m)

(kN/m)

 

P1X

1,30

55,50

16,00

   

P7X

4,05

66,61

23,41

G1

P9X

1,86

51,77

13,51

52,83

14,22

P1Y

6,30

43,74

8,16

 

P2X

2,93

47,14

10,43

   

G2

P2Y

2,78

57,01

17,01

51,95

13,63

 

P3X

0,45

38,83

4,89

   

P6X

3,05

115,60

14,87

G3

P4Y

1,35

41,50

6,67

66,73

7,75

P3Y

4,95

56,41

5,84

P3Y

4,95

56,41

5,84

Tabela 6 – Levantamento das Ações Verticais (Grupo de paredes sem interação).

4.2

Levantamento das ações horizontais

4.2.1

Ação do vento

A ação do vento foi calculada de acordo com a ABNT NBR 6123:1988. Foram considerados para o e a Tabela 8mostram os valores da ação do vento na edificação nas direções W 0 e W 90 respectivamente.

cálculo, os seguintes parâmetros: velocidade básica (V 0 ) igual a 32,5 m/s; fator topográfico (S 1 ) igual a 1,0 (terreno plano ou fracamente acidentado); fator de rugosidade para edificação de categoria IV e classe Ae fator estatístico (S 3 ) igual a 1,0.A

 

Vento atuando em W0

 
 

Pé direito

       

Área de

   

Pav

direito

acumulad

S2

vk

(m/s)

q

(N/m²)

q

(kN/m²)

influência

 

Ca

Fa (kN)

(m)

o (m)

 

(m²)

 

5

2,8

14,00

0,892

28,99

 

515,2

 

0,52

 

8,82

   

4,18

4

2,8

11,20

0,870

28,26

 

489,6

 

0,49

 

17,64

 

7,95

3

2,8

8,40

0,838

27,22

 

454,3

 

0,45

 

17,64

 

0,92

 

7,37

2

2,8

5,60

0,798

25,95

 

412,7

 

0,41

 

17,64

   

6,70

1

2,8

2,80

0,790

25,68

 

404,1

 

0,40

 

17,64

 

6,56

 

Tabela 7 – Forças de arrasto devidas ao vento transversal (W0).

 
 

Vento atuando em W 90

 
   

Pé direito

       

Área de

   

Pé direito

acumulado

S2

 

k (m/s)

q

 

q

influência

Ca

Fa

Pav

 

(m)

(m)

v

(N/m²)

(kN/m²)

(m²)

(kN)

5

 

2,8

14,00

0,892

 

28,99

515,2

0,515

18,27

 

12,14

4

 

2,8

11,20

0,870

 

28,26

489,6

0,490

36,54

23,08

3

 

2,8

8,40

0,838

 

27,22

454,3

0,454

36,54

1,29

21,41

2

 

2,8

5,60

0,798

 

25,95

412,7

0,413

36,54

19,45

1

 

2,8

2,80

0,790

 

25,68

404,1

0,404

36,54

19,05

Tabela 8 – Forças de arrasto devidas ao vento longitudinal (W90).

8 distribuição dessas ações foi escolhido o procedimento das paredes isoladas com a consideração de

8

distribuição dessas ações foi escolhido o procedimento

das paredes isoladas com a consideração de abas. Para

isto, foram determinados, em cada uma das direções, os

momentos de inércia à flexão de cada um dos painéis

de contraventamento, relativos aos eixos baricêntricos ortogonais à direção de atuação do vento.

O comprimento máximo adotado para as abas,

conforme a ABNT NBR 15961-1:2011, é de seis vezes

a largura da parede, enquanto, de acordo com a ABNT

NBR 10837, os comprimentos das abas não devem exceder os seguintes valores, sendo h a altura da parede acima da seção considerada e t a largura da parede.

4.2.2 Desaprumo

A força horizontal equivalente devida ao desaprumo F d

é dada pela equação (18), sendo P a carga total que age em um andar da edificação na direção vertical, e θ a , o ângulo de desaprumo. A ABNT NBR 10837: 1988 não prescreve recomendações para o desaprumo. Assim, foram consideradas as prescrições da norma alemã DIN 1053 – Alvenaria: cálculo e execução, limitado a 1/400, de acordo com a ABNT NBR 8798:1985. A carga total no andar (P) pode ser obtida multiplicando-se a carga atuante em cada grupo de paredes pelo seu comprimento. A apresenta as forças devidas ao desaprumo segundo as duas normas.

F

d

= ∆P×θ

a

(18)

 

Desaprumo - NBR 15961-parte 1

 

H

(m)

1/(100H)

1/40H

p (kN)

Fd (kN)

14,00

0,002673

0,001786

1027,22

1,83

 

Desaprumo - NBR 10837

 

H

(m)

1/(100H)

1/400

p (kN)

Fd (kN)

14,00

0,002673

0,002500

1027,22

2,57

Tabela 9 – Forças devido ao desaprumo.

4.3

Distribuição das ações horizontais

4.3.1

Painéis de Contraventamento

A atuação do vento nas direções longitudinal e transversal foi considerada sem excentricidades. Para a

Para seção L ou C:

b f

h

≤ ⎨ 16

6t

Para seção T ou I:

b f

h

6

⎩ ⎪

6t

5 Resultados e discussão

Serão apresentados a seguir os resultados referentes ao dimensionamento de acordo com as duas normas. Verificou-se primeiramente a alvenaria à tração na flexão, para avaliar a necessidade da utilização de algum elemento armado. Para o dimensionamento segundo a ABNT NBR 15961-1:2011, considerou-se a argamassa de classe B e a direção normal à fiada, o que

) de 0,20

resultou em uma resistência característica(

f tk

MPa. Já para o dimensionamento segundo a ABNT NBR 10837:1989, considerou-se a argamassa de classe A e a direção normal à fiada, o que resultou em uma

tensão admissível de tração na flexão ( f ) de 0,10

alv,t

MPa. A Tabela 10 e a Tabela 11 mostram a verificação

à tensão de tração.

 

Verificações - Tensões de Tração para o pavimento 1

Pared

Tensões

Tensões Normais

   

Normais

(ações horizontais)

F

alv,t -0,75f alv,c

Alvenaria

e

(ações verticais)

 

P1X

0,4790

0,1913

 

-0,1679

Não Armada

P7X

0,4790

0,1913

 

-0,1679

Não Armada

P9X

0,4790

0,1913

 

-0,1679

Não Armada

P1Y

0,4790

0,1913

 

-0,1679

Não Armada

P2X

0,4684

0,1125

 

-0,2388

Não Armada

P2Y

0,4684

0,1125

 

-0,2388

Não Armada

P3X

0,5320

0,1653

 

-0,2337

Não Armada

P6X

0,5320

0,1653

 

-0,2337

Não Armada

P4Y

0,5320

0,1653

 

-0,2337

Não Armada

P3Y

0,5320

0,1653

 

-0,2337

Não Armada

Tabela 10 – Verificação à tensão de tração. (NBR 15961-1)

9   Tensões de Tração   Comb Pavto   Dados σ (MPa) Valores de Cálculo

9

 

Tensões de Tração

 

Comb

Pavto

 

Dados

σ(MPa) Valores de Cálculo

 

Alvenaria

Parede

Grupo

Painel

G

Q

Vento

Desaprumo

Total

3*

 

1 P1X

G1

1

0,3396

0,00

0,224

0,0224

-0,09

Não Armada

3*

 

1 P7X

G1

1

0,3396

0,00

0,224

0,0224

-0,09

Não Armada

3*

 

1 P9X

G1

1

0,3396

0,00

0,224

0,0224

-0,09

Não Armada

3*

 

1 P1Y

G1

1

0,3396

0,00

0,224

0,0224

-0,09

Não Armada

3*

 

1 P2X

G2

2

0,3339

0,00

0,131

0,0131

-0,19

Não Armada

3*

 

1 P2Y

G2

2

0,3339

0,00

0,131

0,0131

-0,19

Não Armada

3*

 

1 P3X

G3

3

0,4290

0,00

0,193

0,0193

-0,22

Não Armada

3*

 

1 P6X

G3

3

0,4290

0,00

0,193

0,0193

-0,22

Não Armada

3*

 

1 P4Y

G3

3

0,4290

0,00

0,193

0,0193

-0,22

Não Armada

3*

 

1 P3Y

G3

3

0,4290

0,00

0,193

0,0193

-0,22

Não Armada

Tabela 11 – Verificação à tensão de tração. (NBR 10837)

* 1,4F

Q,k

- 0,9F

G,k

f tk
f
tk

2,0

Pelos resultados da verificação à tração na flexão percebe-se que em ambas as verificações predominaram tensões de compressão, o que resulta em elementos de alvenaria não armados conforme a nova norma e alvenaria não armada conforme a norma antiga. Em seguida, verificou-se a compressão na flexão. Para o dimensionamento segundo a ABNT NBR 15961- 1:2011, considerou-se a resistência da alvenaria igual a e a Tabela 12 – Verificação à tensão de compressão. (NBR 15961-1)

70% da resistência do prisma e a resistência do prisma igual a 80% da resistência do bloco. Para o dimensionamento segundo a ABNT NBR 10837:1989, considerou-se a resistência do prisma também igual a 80% da resistência do bloco, enquanto para o valor da tensão de compressão admissívelfoi considerado o valor de 0,175f p .Jápara a tensão de compressãona flexão admissível considerou-se o valor

0,30f p .

de

A

10 tensão admissível devida ao cisalhamento na alvenaria não-armada de 0,15 MPa. A Tabela 14

10

tensão admissível devida ao cisalhamento na alvenaria

não-armada de 0,15 MPa. A Tabela 14 e a Tabela 15 mostram os resultados para a verificação ao cisalhamento. Nota-se que a parede P4Y não passou na verificação ao cisalhamento por 3% para o caso do dimensionamento feito pela ABNT NBR 15961- 1:2011, que utiliza o critério de Coulomb. Como a tensão foi pouco acima do limite, a armadura mínima ao cisalhamento já é suficiente.

mostram os resultados dimensionamento à compressão na flexão. Percebe-se que no dimensionamento à compressão na flexão os valores foram bem próximos para as duas normas, diferindo no máximo em 2%. Salienta-se que o painel 1 apresenta diferença na inércia devido à diferença entre as duas normas para o cálculo das abas. Por último, foi verificado o cisalhamento nos elementos de alvenaria estrutural. O dimensionamento segundo a ABNT NBR 15961-1:2011 resultou em uma

 

Dimensionamento a compressão por Flexão Composta

 

Pavto

1

Resist.Mín. Prisma

Resist.Mín. Bloco

Parede

Tensões Normais

Tensões Normais

1º Pavto

1º Pavto

(ações verticais)

(ações horizontais)

(MPa)

(MPa)

P1X

0,4790

0,1913

2,54

3,17

P7X

0,4790

0,1913

2,54

3,17

P9X

0,4790

0,1913

2,54

3,17

P1Y

0,4790

0,1913

2,54

3,17

P2X

0,4684

0,1125

2,29

2,87

P2Y

0,4684

0,1125

2,29

2,87

P3X

0,5320

0,1653

2,70

3,38

P6X

0,5320

0,1653

2,70

3,38

P4Y

0,5320

0,1653

2,70

3,38

P3Y

0,5320

0,1653

2,70

3,38

Tabela 12 – Verificação à tensão de compressão. (NBR 15961-1)

11   Dimensionamento a compressão por Flexão Composta         Pavto 1 Resist.Mín.

11

 

Dimensionamento a compressão por Flexão Composta

 
     

Pavto

1

Resist.Mín. Prisma

Resist.Mín. Bloco

Parede

Comb*

σ (MPa)Valores de Cálculo

1º Pavto

1º Pavto

G

Q

Vento

Desaprumo

(MPa)

(MPa)

P1X

1

0,5283

0,1422

0,1342

0,0224

2,49

3,11

P7X

1

0,5283

0,1422

0,1342

0,0224

2,49

3,11

P9X

1

0,5283

0,1422

0,1342

0,0224

2,49

3,11

P1Y

1

0,5283

0,1422

0,1342

0,0224

2,49

3,11

P2X

1

0,5195

0,1363

0,0788

0,0131

2,32

2,90

P2Y

1

0,5195

0,1363

0,0788

0,0131

2,32

2,90

P3X

1

0,6673

0,0775

0,1157

0,0193

2,69

3,36

P6X

1

0,6673

0,0775

0,1157

0,0193

2,69

3,36

P4Y

1

0,6673

0,0775

0,1157

0,0193

2,69

3,36

P3Y

1

0,6673

0,0775

0,1157

0,0193

2,69

3,36

P1X

2

0,5283

0,0996

0,2237

0,0224

2,52

3,15

P7X

2

0,5283

0,0996

0,2237

0,0224

2,52

3,15

P9X

2

0,5283

0,0996

0,2237

0,0224

2,52

3,15

P1Y

2

0,5283

0,0996

0,2237

0,0224

2,52

3,15

P2X

2

0,5195

0,0954

0,1313

0,0131

2,28

2,85

P2Y

2

0,5195

0,0954

0,1313

0,0131

2,28

2,85

P3X

2

0,6673

0,0543

0,1929

0,0193

2,76

3,45

P6X

2

0,6673

0,0543

0,1929

0,0193

2,76

3,45

P4Y

2

0,6673

0,0543

0,1929

0,0193

2,76

3,45

P3Y

2

0,6673

0,0543

0,1929

0,0193

2,76

3,45

Tabela 13 – Verificação à tensão de compressão. (NBR 10837)

* Comb 1 -

1,4G + 1,4Q + 1,4 × 0,6 × Q + 1,4G acidental vento D ≤
1,4G
+ 1,4Q
+ 1,4
×
0,6
×
Q
+
1,4G
acidental
vento
D
≤ 0,7
× 0,8f
bk
2,0
R
1,5

Comb 2 -

1,4G + 1,4 × 0,7 × Q 1,4 × Q + 1,4G acidental vento D
1,4G
+
1,4
×
0,7
×
Q
1,4
×
Q
+
1,4G
acidental
vento
D
0,7
×
0,8f
bk
+
R
1,5

2,0

 
 

Parede

Painel

d (m)

Força relativa

ζ

alv =V k /(bxd) (MPa)

Verif.

 
 

(kN)

P1Y

 

1

6,30

36,92

0,0419

ok

P2Y

 

2

2,78

 

3,90

0,0100

ok

P4Y

 

3

1,35

27,23

0,1441

ok

P3Y

 

3

4,95

27,23

0,0393

ok

Tabela 14 – Verificação ao cisalhamento. (NBR 10837)

   

Verificação ao cisalhamento para o 1° pavimento

 
 

Dados

 

Carga (kN/m)

 

Carga (kN)

 

f

   

Verif

Par

Grupo

Paine

 

d

G

Q

Vento

Desap.

σ

(MPa)

vk

(MPa)

vk /γ m

f

(MPa)

(V

k

γ f )/

(b

d)

.

l

(m)

P1Y

G1

1

6,30

52,83

14,22

33,03

3,40

0,34

0,32

 

0,16

0,058

ok

P2Y

G2

2

2,78

51,95

13,63

3,23

0,33

0,33

0,32

 

0,16

0,013

ok

P3Y

G3

3

4,95

66,73

7,75

22,61

2,33

0,43

0,36

 

0,18

0,050

ok

P4Y

G3

3

1,35

66,73

7,75

22,61

2,33

0,43

0,36

 

0,18

0,185

Nok

Tabela 15 – Verificação ao cisalhamento. (NBR 15961-1)

12 6 Conclusões ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS As mudanças na norma possibilitaram elucidar muitos

12

6

Conclusões

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS

As

mudanças na norma possibilitaram elucidar muitos

tópicos que geravam dúvidas na norma de 1989 e permite a utilização do estádio III para o caso de dimensionamento à flexão, bem como o critério de Coulomb para o dimensionamento ao cisalhamento. Outras mudanças que merecem destaque são:

consideração da diminuição de 20% da resistência à compressão no caso da argamassa disposta apenas em cordões laterais; alteração do limite de esbeltez e adoção de valores característicos para resistência à compressão de paredes e prisma. Uma inovação foi a utilização do conceito elemento armado ao invés de alvenaria armada, visto que pela nova norma pode-se armar apenas as paredes que forem necessárias, o que gera maior racionalização. Logo, conclui-se que a nova norma apresenta conceitos mais racionais e correções que são importantes em relação à norma anterior. Percebe-se que, para edifícios residenciais e comerciais com tipologia padrão, não houve diferenças significativas nos resultados encontrados.

TÉCNICAS. Forças devidas ao vento em edificações. - NBR 6123, Rio de Janeiro, 1988.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Execução e controle de obras em alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto. - NBR 8798, Rio de Janeiro, 1985. DEUTSCH INDUSTRIE NORMEN. Alvenaria:

Cálculo e execução. – DIN 1053, tradução de H. J. Okorn, São Paulo, 1974.

7

Agradecimentos

Os

autores agradecem à FAPEMIG, pela concessão da

bolsa de mestrado.

8 Referências bibliográficas

ATAIDE; C. A. V. (2005). Estudo comparativo entre o método das tensões admissíveis e o dos estados limites para alvenaria estrutural. Dissertação(Mestrado) – Escola de Engenharia de São Carlos – Universidade de São Paulo.

ATAÍDE, C.A.V.; CORRÊA M.R.S. (2006). Estudo comparativo entre o método das tensões admissíveis e

o método dos estados limites para a alvenaria

estrutural. Cadernos de engenharia de estruturas, São Carlos.

ZAGOTTIS, D. A. (1974). Introdução da segurança no projeto estrutural. SãoPaulo: Construção pesada.

RAMALHO, M. A.; CORRÊA, M. R. S. (2003). Projeto de edifícios de alvenariaestrutural. São Paulo:

Editora PINI.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS

TÉCNICAS. Cálculo de alvenaria estrutural de blocos vazados de concreto. - NBR 10837, Rio de Janeiro,

1989.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Alvenaria estrutural – Blocos de concreto Parte 1: Projeto. - NBR 15961-1, Rio de Janeiro, 2011. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Cargas para o cálculo de estruturas de edificações. - NBR 6120, Rio de Janeiro, 1980.