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Revista AFA-São Paulo

Ano I

n o 02

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REVISTA AFA-SÃO PAULO Editor: Gilberto A. Silva (Mtb 37.814) Produção e Diagramação: Studio 88 Impressão: Copypress

REVISTA AFA-SÃO PAULO

Editor: Gilberto A. Silva (Mtb 37.814) Produção e Diagramação: Studio 88 Impressão: Copypress (Wilson: 11-8138-0682)

AFA-São Paulo

Diretoria

Giselle Silva

Presidente

Vanessa Piunti

Vice-Presidente

Carla Maria Dante Campos

Secretária

Inajá Cuoco Husz

Tesoureira

Douglas Francisco Signorini Toffoli

Conselho Fiscal

Cassiano Mitsuo Takayassu

Conselho Fiscal

Andréa Pereira

Conselho Fiscal

Claudia Maria Garcia Ramos

Conselho Fiscal suplente

Larissa Angélica Bachir

Conselho Fiscal suplente

Rodrigo da Rocha

Conselho Fiscal suplente

Apoio:

REVISTA AFA-SÃO PAULO Editor: Gilberto A. Silva (Mtb 37.814) Produção e Diagramação: Studio 88 Impressão: Copypress

http://www.afasp.com.br

REVISTA AFA-SÃO PAULO Editor: Gilberto A. Silva (Mtb 37.814) Produção e Diagramação: Studio 88 Impressão: Copypress

Editorial

Seja novamente bem-vindo à nossa revista.

Este segundo número apenas demonstra o sucesso que obtivemos com a primeira edição, que circulou no III Congresso Brasileiro de Acupuntura AFA-Brasil e I Jornada AFA-São Paulo, realizada em 22 e 23 de Maio passado. O evento por si só foi um marco em nossa história e trouxe muita informação de qualidade para os participantes. Todos nós sabemos a importância de nos mantermos em constante atualização e aperfeiçoamento.

Esta edição está muito especial. Aumentamos o número de pá- ginas de 16 para 24, o que nos dá mais espaço para trazermos muito mais informação para você. Gostaria de destacar também duas entre- vistas muito especiais: com o Dr. Antonio Carlos Nogueira Pérez, emi- nente especialista espanhol e fundador da Medicina Bioenergética, que estará presente na II Jornada AFA-SP, e com a Dra. Huang Li-Chun, especialista chinesa e fundadora da Auriculomedicina. Dois nomes de peso da Medicina Tradicional Chinesa em nossa publicação.

Aproveito para avisar que, a partir do próximo número, nossa revista passará a se chamar “Revista Brasileira de Medicina Chinesa” e contará com um conteúdo ainda mais rico, incluindo artigos científi- cos internacionais. Mais uma conquista da AFA-SP em benefício da Medicina Chinesa no Brasil.

Como sempre, contamos com o seu apoio e com a sua partici- pação. Associe-se!

Giselle Silva

Presidente AFA-SP

sobre Auriculomedicina

através do Tui Na

Microssistemas

  • 03 Editorial

    • 10 O tratamento da Hipertensão Arterial (HAS)

Nogueira Pérez, defensor da Medicina Bioenergética

  • 16 Entrevista exclusiva com a Dra. Huang Li-Chun

  • 20 Medicina Chinesa Dermato-Funcional (Estética)

  • 04 Entrevista especial com o Dr. Antonio Carlos

  • 08 Terapia SU JOK: Técnica Coreana de

    • 14 Escrevendo para Internet

Nesta Edição

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Revista AFA-São Paulo

Ano I

n o 02

Entrevista com o Dr. Antonio Carlos Nogueira

Da MTC à Medicina Bioenergética

4 Revista AFA-São Paulo Ano I n 02 Entrevista com o Dr. Antonio Carlos Nogueira Da

O senhor realmente acha que o resgate do conheci- mento do passado é essencial para a medicina do futuro?

Certamente. O conhecimento médico tem estado parado por muito tempo porque a sabedoria da antiguidade foi, em gran- de parte, perdida durante os saques, incêndios e guerras que assolaram o mundo de então. O caso das bibliotecas de Alexandria e Pequim é paradigmático, mas assim eram as fo- gueiras inquisitoriais e a queima de livros de muitas das revolu- ções ideológicas posteriores, do nazismo ao comunismo. Tudo isso em grande parte acabou com os conhecimentos adquiri- dos. Só que o mesmo aconteceu há milênios no Oriente. É o caso dos conhecimentos adquiridos na civilização esplêndida que hoje é conhecida como a Época dos Imperadores Míticos que governaram a China entre 3500 e 4000 a.C. Temos em boa medida que se um conhecimento era trans- mitido parcialmente de forma oral de geração em geração, tendo perdido suas bases científicas, acabaria se sustentando em uma mitologia capaz de explicá-lo. Hoje temos que redescobrir aqueles conhecimentos que não hesitavam em as- segurar que energia e matéria são uma mesma coisa. Até algu- mas décadas atrás o que os orientais afirmaram há milênios não se conseguia entender. Mas hoje sabemos que os dois pila- res que suportam a Medicina Tradicional Chinesa, a Lei dos Opostos e Complementares – ou Lei do Yin e Yang – e a Lei dos Cinco Movimentos podem ser explicados graças aos dois gran- des princípios da Física Quântica: a Relatividade e a Interdependência. Em suma, tivemos que esperar até o século XX para com- preender que aquilo que é afirmado pela Medicina Tradicional Chinesa se sustenta nos conhecimentos da física moderna, a Física Quântica. Que o que se acreditava um corpo doutrinal de caráter meramente filosófico e isento de toda base científica

é apoiada nos conhecimentos mais modernos, de van- guarda. É por isso que a Medicina Tradicional Chinesa não conseguiu até recentemente entrar no contexto aca- dêmico ocidental. Felizmente, ainda que seja de ma- neira tímida, hoje já tem o apoio de muitos médicos e cada vez mais universidades, que como quase sempre, estão à frente da legislação. Não cabe agora a menor dúvida de que matéria e energia são uma mesma coisa em diferentes estados de manifestação. E que só é possível fazer uma ligação química através de um aporte energético que permita ao elétron o salto orbital. Finalmente, temos que explicar o significado dos conceitos empíricos das medicinas “vitalistas” para que possam integrar-se no contexto acadêmico-científico e descartar toda a parafernália ocultista e oportunista que distorce e mutila as medicinas tradicionais, quando en- tão elas terão uma plena compreensão científica. Algo diferente seria especular sobre a origem desses conhe- cimentos assombrosos, de modo que neste momento nos conformamos em resgatá-los.

A abordagem bioenergética supõe admitir que a bioquímica e a fisiologia não estão na ori- gem da doença e que isso é algo que há mi- lhares de anos já se sabia?

Exatamente. No Ocidente nós procuramos a ori- gem das doenças na bioquímica mas ela não está ali por uma razão muito simples: não se produz nenhuma ligação química na ausência de energia. Ninguém se injeta testosterona na veia quando está com sua ama- da, nem adrenalina quando está em conquista ou em alerta. Os campos energéticos de tipo emocional são

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COMUNICADOS

COMUNICADOS

COMUNICADOS

COMUNICADOS

COMUNICADOS

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os que interagem produzindo as reações que todos conhe- cemos. Não há química sem energia. É a energia que in- duz a ligação, que produz a química. É imprescindível, pois uma determinada quantidade de energia para a formação de moléculas, proteínas, açúcares e, portanto, as membra- nas de células, tecidos, órgãos, etc. Nem mais, nem menos. As funções bioquímicas esta- rão, portanto, corretas se os impulsos energéticos que pro- movem as ligações estiverem corretos. Mas se a energia se desarmoniza, as funções bioquímicas também se desarmonizam e o processo, se persistir, pode levar ao aparecimento da doença. Por conseguinte é necessário compreender, do ponto de vista estritamente científico, o que são os chamados “canais de acupuntura”, o “halo energético” ou os “reservatórios energéticos” que permitem manter os processos biológicos em caso de falta de aportes ou gasto excessivo, entre muitos outros conceitos que, pela linguagem poética utilizada pelos orientais, não foram com- preendidos.

Qual seria a adaptação desses conhecimentos para o Ocidente e sua generalização?

Se as pessoas envolvidas na saúde soubessem que o ser humano é um ser eminentemente energético, atuariam diretamente na energia. Teriam assim a possibilidade de tratar o paciente na fase prodrômica (aparecimento dos primeiros sintomas) e, mais importante, parar a progressão da doença para não passar a estágios de pior prognóstico e tratamento. Existem dezenas de sinais clínicos que não envolvem alterações bioquímicas, morfológicas e funcionais em um estágio inicial, mas que acabarão se manifestando se não aumentarmos a capacidade de autocura do corpo, além de, quando necessário, atuar terapeuticamente. O organismo está cheio de “sinos de alarme” na forma de dor, fadiga, sudorese, sensações distérmicas, apetite, sede, mudança de caráter, espasmos musculares, secura ou umi- dade excessiva, depressão, irritabilidade ... O especialista bioenergético sabe interpretar estes sinais englobando-os em uma determinada síndrome, ge- ralmente através da anamnese e das biomedições, para depois dar uma resposta adequada com as técnicas bioenergéticas. A maioria dos diagnósticos clínicos ociden- tais não alcança estes estágios iniciais da doença, uma vez que nem as análises e nem as várias provas de imagem (MRI, CT, etc.) as detectam. É nessa fase subclínica e prodrômica que mais pode acrescentar a Medicina Energética.

Dê-nos um exemplo

Tomemos o caso de uma cefaléia crônica. Para a medicina ocidental, uma vez excluída uma possível causa obstrutiva, neoformativa ou traumática, o único recurso são os medicamentos analgésicos que inibem ou eliminam a dor. Para um bioenergético – um acupuntor, por exemplo –

como a cefaléia é um sinal clínico que pode ser comum a várias síndromes ele deve fazer em primeiro lugar um diag- nóstico diferencial baseando-se na biomedição e no con- fronto sintomático a fim de determinar a síndrome específi-

ca e acabar com a causa raiz. Se a cefaléia for acompa- nhada de irritabilidade, insônia, vermelhidão dos olhos, espasmo muscular, etc, se enquadraria em uma síndrome chamada Plenitude do Fígado. Mas se a cefaléia se apre- senta com fadiga, alterações dermatológicas, freqüentes

afecções das vias respiratórias, etc

..

,

se enquadraria em

uma Síndrome de Insuficiência de Pulmão. E se for acompa-

nhada de gastralgia e aumentar em períodos interpandriales com abundante meteorismo podem estar relacionados com uma Plenitude de Estômago. Então, uma vez regulado o organismo, com as biomedições na mão podemos agir de uma maneira ou outra, e evitar que a situação chegue a tornar-se crônica.

Hoje existem modernos equipamentos informatizados de biomedição mas sabemos que o senhor é cético sobre seu funcionamento. Por quê?

Atualmente se estão usando vários dispositivos, al- guns altamente sofisticados e precisos como os vários tipos

de Riodorakus, o Quantum SCIO, a BIMET, a MORA,

QUANTEC ...

e mais continuam a aparecer. Muitos destes

biomedidores também incorporam tratamentos com eletroacupuntura, varreduras frequenciais, ressonâncias ele- tromagnéticas, emissões bioelétricas ressonantes com cada órgão, etc. Mas está constatado que alguns não reprodu- zem o mesmo diagnóstico se a mesma pessoa se submete à verificação em duas vezes seguidas. Por outro lado, a ex- periência me diz que em outras ocasiões não são utilizados de forma adequada e, portanto, não se tornam tão eficazes

como deveriam.

Revista AFA-São Paulo Ano I n 02 COMUNICADOS COMUNICADOS COMUNICADOS COMUNICADOS COMUNICADOS 5 os que interagem

Hoje existe uma grande variedade de equipamentos eletrônicos de biomedição no mercado mundial

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Além disso, os efeitos positivos se multiplicam exponencialmente quando anteriormente o paciente faz uma regulação da energia com acupuntura. Em suma, isso é essencial para regular e harmonizar a energia como um protocolo prévio e inevitável antes de qualquer tratamento de recuperação da saúde.

Por que dá tanta importância em fazer uma “regulação energética” como um passo prévio para qualquer tratamento?

A regulação energética tem dois grandes objetivos. O primeiro tem a ver com a capacidade de autocura que todos os seres vivos possuem. Em alguns casos isso é ex- cepcionalmente claro. No caso das lagartixas que quando perdem as suas caudas são capazes de fazê-la crescer de novo, e outro sobre a estrela do mar que quando perde um braço pode voltar a produzi-lo. Bem, ao reequilibrar a ener- gia do corpo potencializamos as capacidades inerentes a todo ser vivo, conseguindo um efeito benéfico que, em cas- cata, se estende ao nível bioquímico, funcional e orgânico e que pode levar à remissão - drástica ou gradual - dos sintomas . Mas acima de tudo, e este é o mais importante, ser- ve para prevenir a doença, evitando sua manifestação. Antigamente os médicos chineses examinavam as pessoas que estavam sob sua competência com um diagnóstico com- pleto do pulso e se ocupavam de regularizá-los energeticamente para evitar que adoecessem. Com isso, se o paciente mantinha saúde, ele cobrava seus honorários e se adoecessem, ele os perdia. Isso funcionava como o bom e velho ditado chinês: “mau médico é o que cura, bom médico é o que previne a doença”. O segundo objetivo da regulação energética é o de facilitar a eficácia terapêutica dos procedimentos profissio- nais, no caso em que, como resultado de uma doença crô- nica e complexa, não se alcançou o objetivo de induzir a auto-reparação. Nesse caso, a regulação da energia abre caminho para uma posterior atuação conseguindo assim uma maior eficiência e menos sessões clínicas. Isto é verda- deiro mesmo em áreas tão ortodoxas como fisioterapia e cirurgia, já que está demonstrada uma maior hemostasia durante a intervenção e uma recuperação mais rápida.

É necessário ser acupuntor ou especialista em Me- dicina Tradicional Chinesa para realizar este pro- cesso de regulação de energia?

Em absoluto. Qualquer profissional de saúde tem acesso a essa abertura de portas que supõe a regulação da energia. Você aprende em poucas horas e todos os tipos de profissionais podem aplicar, tanto no campo da medicina ortodoxa como na erradamente considerada “heterodoxa” ou alternativa. Com a disponibilidade de dispositivos mo- dernos, trata-se simplesmente de atuar sobre determinadas

combinações de pontos em função dos resultados obtidos em gráficos ou parâmetros de medição. Neles estão refletidas todas as disfunções e desequilíbrios energéticos. Desequilíbrio lateralidade - que

causa alterações na visão, olfato e no ouvido; desequilíbrios entre um órgão e sua víscera – causando disfunções hepatobiliares, nefrovesicais ou gastropancreáticas; desequilíbrio alto-baixo causando insônia, claudicação in- termitente, extremidades inferiores frias, etc.; desequilíbrios de energia-sangue que causam estados de hiperatividade

ou hipoatividade generalizadas

Tudo isso manejando cri-

... térios simples e de fácil aprendizagem. No caso da asma alérgica, para dar um exemplo, podem se dar duas circunstâncias: um Déficit de Pulmão (predisposição congênita ou adquirida) - e uma Plenitude do Fígado como o agente desencadeante. Bem, se eu trato exclusivamente o Pulmão poderei aliviar os sintomas, mas se não eliminar o fator desencadeante o quadro pode rein- cidir e inclusive tornar-se crônico. Os sinais clínicos da De- ficiência de Pulmão são claros tanto na fase aguda como na fase crônica; no entanto na fase subaguda ou latente não se detecta a Plenitude do Fígado se não for através de biomedições. Realizada periodicamente, a regulação energética evitará que se produza a referida plenitude e, portanto, não se desencadeará o quadro agudo, mesmo que o indivíduo tenha predisposição.

O que o senhor mantêm supõe mudar completa- mente a mentalidade do médico convencional que deveria centrar-se em prevenir mais do que curar e interromper o uso de sistemas complexos de tra- tamento para optar por outros muito mais sim- ples.

É verdade. O que deve ser feito agora, sem esperar

mais, é modificar os currículos das faculdades de medicina. Porque entre outras coisas nelas não se ensina hoje o siste- ma energético que rege as funções bioquímicas através do sistema nervoso e endócrino, quais desequilíbrios isso pode provocar e como prevenir e tratá-los quando eles ocorre- rem. Olha, quando a energia do corpo se altera começam a aparecer uma série de sinais clínicos que os médicos convencionais são incapazes de encontrar e interpretar, porque não foram treinados em fazê-lo. São vinte mil qua- dros distintos que, para eles, não tem justificativa. Alguns porque não são compreendidos sob o ponto de vista ocidental e outros porque são considerados irrelevantes (se alguém sua muito ou pouco, se as fezes são

de uma forma ou de outra

...

).

E não entender isto significa

privar o paciente da mais importante das terapias: a pre- ventiva. Então, hoje, vemos muitos pacientes que repetem ao médico uma e outra vez que eles se sentem mal e, como ele não encontra nada de anormal em seus métodos de

diagnóstico, se limita a dizer-lhes que devem descansar ou os enviam a um psiquiatra. Embora muitas outras vezes se

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limitem a tentar aliviar com fármacos os sintomas mais evi- dentes. Quando a doença é muito mais facilmente tratada a esse nível e não deve se permitir que passe ao nível bioquímico. Porque uma vez que se altera a bioquímica

(transaminases, colesterol, glicose

)

também se altera a

... função e as lesões começam a aparecer em um nível orgâ-

nico.

Então, como é possível que o cirurgião seja conside- rado o número um, no topo do sistema de saúde, quando a utilização da cirurgia implica que o tratamento falhou? Por outro lado, propomos as terapias com base na evolução da enfermidade. Quem cura na fase energética? O acupuntor. Quem, quando a função bioquímica está pre- judicada? A farmácia, os químicos. Quem, quando a fun- ção está estropiada? O médico, o fisioterapeuta, a reabili-

tação ...

Quem, quando o órgão está doente? O cirurgião.

Não temos, pois, que duvidar que a intervenção deste últi- mo, por mais importante e valiosa que seja, ainda repre- senta uma falha do sistema global. Olhe, em minha opinião, os “médicos de família” deveriam ser profissionais formados em Medicina Bioenergética – com conhecimento suficiente, portanto, da Acupuntura – e em Medicina Homeopática, porque ela é eficaz e sem efeitos colaterais adversos. E eles também deveriam proceder como se fazia na China antiga. Lá, no início de cada outono, o médico convocava seus pacientes, lhes tomava o pulso, fazia uma revisão clínica, lhes regula- va energeticamente, davam-lhes conselhos sobre nutrição ... e pronto. Só então, se ainda doentes, entrava em jogo a fitoterapia e a farmacopéia. Ou seja, o médico cobrava se a pessoa a seu cargo se mantivesse saudável e deixava de fazê-lo se ela adoecesse.

Antonio Carlos Nogueira Pérez é médico pela Uni- versidade Nacional da Amazônia Peruana e está atualmente na Espanha como diretor do Centro de Ensino da Medicina Tradici- onal Chinesa (CEMETC). Diplomado em Acupuntura pelo Instituto de Estudos Avançados de Beijing (China), é ex-catedrático de Medicina Tradicional e Mestre em Saúde Natural e membro da Academia de Ciências de Roma, da Associação Latino-America- na de Acupuntura e Moxabustão, da Sociedade Internacional de Acupuntura, da União Europeia de Escolas de Acupuntura e fun-

dador da Associação Mundial de Médicos Acupuntores. Ex-Dele- gado da Espanha na Federação Mundial das Sociedades de Acupuntura-Moxabustão (WFAS), ligada à Organização Mundi- al da Saúde (OMS). É também presidente honorário da Associa- ção Científica de Graduados em Ciências da Saúde. Autor de várias publicações, defende que a Medicina Chinesa seja uma “medicina energética” e utiliza o termo Bioenergética para desig- nar este conceito.

Revista AFA-São Paulo Ano I n 02 7 limitem a tentar aliviar com fármacos os sintomas

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Terapia Su Jok

Técnica Coreana de Microssistemas

SuSuSuSuSu quer dizer mão e Jok

Jok quer dizer pés. Essa é uma

Jok Jok Jok

terapia que se utiliza das mãos e dos pés para curar doen-

ças.

No fim da década de 70, o Professor Park Jê Woo,

Médico Tradicional Chinês formado pela Universidade de

Seul, Coréia do Sul e em Física pela Universidade de Mos-

cou, Rússia, interessou – se pela forma de atuação dos

microssistemas do corpo.

Seu interesse levou-o inicialmente a pesquisar a tera-

pia através das mãos, vindo ele a perceber que muitos pon-

tos desta têm mesmo o poder curativo que se apregoava. E

ele queria entender porque, uma vez que eles não estão em

meridianos, pelo que ele sabia então.

Ao mesmo tempo, ele também se interessou por ou-

tra das grandes medicinas do Oriente, a medicina pratica-

da na Índia - a Ayurveda - provavelmente tão antiga quanto

a Medicina Tradicional Chinesa.

A Ayurveda tem grande eficácia em curar, quando

bem aplicada. Diz ela que o ser humano é composto de

energias em movimento, sendo esse movimento comanda-

do por “transformadores de energia”, os chacras. E diz que

essa energia percorre canais de energia, os nadis, que são

profundos.

A Medicina Tradicional Chinesa também tem grande

eficácia em curar, quando bem aplicada. E diz que a ener-

gia circula pelo corpo em canais, os meridianos, que têm

partes profundas e outras partes mais superficiais.

Mas as duas usam métodos e, até certo ponto,

paradigmas diferentes. Só que atuam no mesmo corpo hu-

mano, curando-o com grande eficiência. Ora, a lógica de

um físico levou o Prof. Park a repudiar dois modelos diferen-

tes. O ser Humano é um só!

E isso o levou a tentar descobrir o que poderia haver

em comum entre as duas, a pesquisar o modelo energético

mais profundo, que estaria na base dessas duas grandes

medicinas, ao mesmo tempo em que pesquisava os

microssistemas da mão, já bem conhecidos dos coreanos

desde, pelo menos, 300 anos atrás.

Pois os microssistemas também funcionam e também

fazem parte do Ser Humano.

Ele queria um modelo energético que explicasse coe-

rentemente o funcionamento de tudo isso.

E ele conseguiu.

Descobriu o que havia na base da eficácia da MTC,

que ele mesmo praticava profissionalmente, na base da

8 Revista AFA-São Paulo Ano I n 02 Terapia Su Jok Técnica Coreana de Microssistemas quer

Ayurveda, que ele não praticava, mas que estudou bastan-

te, e que também explicava a existência dos microssistemas

da mão.

Com o tempo, aplicou suas novas descobertas a ou-

tros microssistemas, também muito, se não mais eficientes

que os das mãos:

  • - o microssistema dos pés,

  • - o microssistema do pavilhão auricular,

  • - o microssistema craniano

  • - o microssistema de cada dedo etc.

Dedicou o resto de sua vida a intensas pesquisas a

respeito, pesquisas que foram bem acolhidas, replicadas e

ampliadas pelos seus colegas da Universidade de Moscou

e demais países da então União Soviética.

O corpo de conhecimento da Terapia Su Jok foi cres-

cendo, se enriquecendo, elevando-a a uma nova categoria.

Ela agora pode ser considerada uma Medicina, batizada

de Medicina Onnuri por seu criador.

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Onnuri que dizer dedededede todos

todos todos todos todos, mostrando o ideal huma-

nitário do Prof. Park.

Ele deixou, ao falecer (25/03/2010) um grande

número de livros e trabalhos publicados e uma explicação

clara e coerente de como é o sistema energético do ser

humano, de um modo que torna claro o motivo das duas

grandes medicinas do passado serem tão eficientes.

Elas trabalham cada uma com uma parte do modelo

total energético do ser humano, descoberto, ou, como ele

mesmo diz, redescoberto, pelo Prof. Park. Ele acredita e até

cita certas frases do Nei Shin como pistas disso, que os

antigos conheciam o sistema energético completo do ser

humano e que esse conhecimento foi preservado parcial-

mente na China antiga e parcialmente na Índia antiga, sen-

do talvez até do conhecimento de outras grandes civiliza-

ções do passado.

Nos cursos de Su Jok, entende-se o ser humano num

modelo mais profundo, que concorda com a MTC e com a

Ayurveda, provendo os terapeutas de uma nova técnica

extremamente eficiente de curar, sem que eles precisem

deixar de lado seus conhecimentos anteriores, seja de uma

seja de outra das grandes medicinas do passado.

E, como todo grande conhecimento, no lugar de com-

plicar, a Terapia Su Jok simplifica e até auxilia o conheci-

mento da MTC.

O Su Jok é bem mais completo e profundo do que se

costuma divulgar no Brasil. O curso teórico Básico I de Su

Jok é pré requisito aos demais cursos, ministrados sempre

por doutores convidados, vindos da Academia Internacio-

nal de Su Jok (Moscou) à partir do módulo III. E também é

pré requisito aos cursos práticos (ambulatórios) de Su Jok,

patrocinados pela Academia Brasileira de Acupuntura e

Revista AFA-São Paulo Ano I n 02 9 Onnuri que dizer todos todos todos , mostrando

Microssistemas Su Jok, com aulas adequadas ao nível ad-

quirido pelo aluno e com vagas sempre muito limitadas.

Nos cursos seguintes estudamos a aplicação de

microagulhas, as ligações dos meridianos chineses com os

chacras internos e com os micromeridianos e microchacras

(com um curso intermediário possível a quem não co-

nhecer os meridianos chineses), pontos dos 5 Movi-

mentos nos micro meridianos, as grandes Leis Uni-

versais Homo e Hétero que englobam e vão além

do Yin e do Yang, a Iridologia Su Jok (excepcio-

nal e fácil método de diagnóstico), e muito mais.

Muito mais mesmo. Sua visão de si mesmo, do

Universo e do tratamento da saúde humana vão

mudar radicalmente, depois de conhecer estas

técnicas.

Su Jok - um sistema completo de saúde

que muito tem a acrescentar ao seu prórpio co-

nhecimento. Venha descobrir!

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Tratamento da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) através do Tui Na

Cassiano Mitsuo Takayassu

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é a tensão

>>>>> Sensação de peso na cabeça e pés leves

exercida pelo sangue nas paredes das artérias, onde ela se

>>>>> Vertigens

caracteriza pela elevação das pressões sistólica, diastólica

>>>>> Hiperemia ocular

ou ambas ao mesmo tempo. Sua etiologia ainda é desco-

>>>>> Rubor facial

nhecida. Ela não existe como doença dentro dos critérios

>>>>> Boca seca e com sabor amargo principalmente pela

da MTC, podendo ser encontrada nos quadros das cefaléias

manhã

e das vertigens, pois o seu quadro clinico e sintomas são

>>>>> Irritabilidade fácil, insônia, sono com pesadelos fre

parecidos com os da HAS.

qüentes

As causas da HAS para a MTC podem se resumir a:

>>>>> Zumbidos

>>>>>Fatores patógenos endógenos (fatores emocionais).

>>>>> Constipação ou fezes ressecadas

>>>>> Fatores patógenos não exógenos e não endógenos

>>>>> Urina escura

(alimentação, desequilíbrio trabalho-descanso, hábitos tó-

>>>>> Às vezes hematemese ou epistaxe

xicos, atividade sexual excessiva, envelhecimento e etc).

Diferenciação de Síndromes

Segundo a visão da Medicina Tradicional Chinesa

podemos resumir a HAS em 4 Síndromes:

>>>>> Ascensão do Yang de Fígado.

>>>>> Deficiência de Yin de Fígado e Rim.

>>>>> Acúmulo de Fleuma Umidade.

>>>>> Deficiência de Yin e Yang.

Ascensão do Yang de Fígado (HTA em quadro

agudo)

Medidas pressóricas não muito elevadas e declinam

sem tratamento medicamentoso (exercícios de relaxamen-

to, dieta alimentar e descanso)

>>>>> Estresse emocional (discussões ou contradições no tra

balho ou familiar )

10 Revista AFA-São Paulo Ano I n 02 Tratamento da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) através do

>>>>> Língua vermelha com saburra amarela

>>>>> Pulso de corda e rápido.

>>>>> Acúmulo de fleuma e umidade

>>>>> Início insidioso e lento

>>>>> Tendência à cronicidade com medidas pressóricas altas

e persistentes

>>>>> Difícil reversão do quadro sem o uso de medicações

>>>>> Pacientes geralmente obesos com arterioesclerose e

hipercolesterolemia

>>>>> Distensão abdominal pela ingestão de alimentos

>>>>> Naúseas, anorexia, opressão torácica

>>>>> Sensação de peso nas extremidades e sensação de

sonolência

>>>>> Boca pegajosa (saliva espessa) com sabor amargo

principalmente pela manhã

>>>>> Depressão mental

>>>>> Edemas superficiais

>>>>> Urina escassa e escura

>>>>> Fezes amolecidas e “em fita”

>>>>> Língua vermelha com saburra amarela e pegajosa

>>>>> Pulso escorregadio e rápido.

Deficiência de Yin de Fígado e Rim

HTA crônica como evolução da ascensão do Yang

de Fígado ou acúmulo de Fleuma e Umidade (também faz

parte de outras enfermidades crônicas como Diabetes

Mellitus, etc.)

>>>>> Medidas pressóricas altas e persistentes, difíceis de

controlar mesmo com medicamentos.

>>>>> Vertigens

>>>>> Zumbidos de baixa intensidade que melhora com pres

são no pavilhão auricular

>>>>> Olhos secos, visão borrada e rubor malar

>>>>> Insônia e sono com pesadelos freqüentes

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>>>>> Sensação de calor nas palmas das mãos, nas plantas

dos pés, e na região torácica

>>>>> Sudorese noturna

>>>>> Boca e garganta secas

>>>>> Fraqueza e dor surda na região lombar e joelhos

>>>>> Perda de memória

>>>>> Pulso filiforme e rápido

Deficiência de Yang e de Yin

Período tardio da HTA ( comprometimento renal, car-

díaco e de SNC ). Observa-se uma mistura de sintomas das

últimas duas síndromes descritas.

>>>>> Sensação de Frio nas extremidades, principalmen

te nos membros inferiores

>>>>> Depressão mental

>>>>> Fadiga fácil

>>>>> Diarréias matutinas ou fezes amolecidas com res

tos de alimentos sem digestão prévia

>>>>> Urina escassa + edemas superficiais principalmen

te na região dos membros inferiores

>>>>> Língua obesa e pálida com saburra branca

>>>>> Pulso profundo e filiforme.

Tui na

A Massagem Tradicional Chinesa Tui Na possui um

historia milenar que acumula experiências durante estes

milhares de anos, formando assim toda a sua base teórica

e prática. Assim como a acupuntura, fitoterapia, dietoterapia

e o qi gong ele faz parte do que chamamos de Medicina

Tradicional Chinesa. Este método de tratamento tem recebi-

do durante os períodos de sua evolução, ao longo das dife-

rentes dinastias, vários nomes com que foi reconhecido ate

os dias de hoje, como o Tui Na, An Mo, Ma Sa e etc. Este

ultimo deu origem ao sonido fonético com que esta técnica

se introduziu no mundo ocidental séculos atrás, para con-

verter-se posteriormente na palavra massagem. O nome Tui

Na vem do chinês e traz consigo a natureza desta vigorosa

técnica terapêutica. Tui significa empurrar e Na significa

segurar, pegar com força.

São numerosos os textos escritos na antiga china

acerca desta técnica terapêutica, no Huang Ti Nei Jing já

se fazia referência a algumas técnicas de massagem, po-

rém o período em que apareceram os principais textos que

formulam a sua base atual, tanto no Tui Na para adultos

quanto no Tui Na Infantil (pediátrico), foi da Dinastia Ming

(1368-1644).

Assim sendo, podemos afirmar que a massagem conta

com mais de 2000 anos de história na China, e que é o

método terapêutico mais antigo usado pela humanidade,

tendo um papel de suma importância para a evolução e o

desenvolvimento da Medicina Tradicional Chinesa.

Tratamento através do Tui na

Princípios de tratamento:

>>>>> Pacificar o Fígado

>>>>> Acalmar o Espírito (Shen)

>>>>> Transformar a fleuma e fazer descer o Qi turvo

Manipulação da região da cabeça e pescoço

Pontos selecionados.

Pontos

Pontos

Pontos

Pontos

selecionados.

selecionados.

selecionados.

selecionados.

Qiao Gong, Yin Tang, Tai Yang, Bai Hui (VG20), VG16

(Feng Chu), Feng Chi (VB20), E08 (Touwei), Bx02 (ZanZhu)

e VG14 (Da Zhui).

Manipulações.

Manipulações

Manipulações

Manipulações

Manipulações

Tui Fa, Yi Zhi Chan, Na Fa, Mo Fa, Rou Fa, Sao Sang Fa,

Fen Fa.

Manipulações na região abdominal

Pontos selecionados.

Pontos

Pontos

Pontos

Pontos

selecionados.

selecionados.

selecionados.

selecionados.

VC12 (Zhong Wan), VC08 (Shen Jue), VC06 (Qi Hai), VC04

(Guan Yuan).

Manipulações.

Manipulações.

Manipulações.

Manipulações.

Manipulações.

Mo Fa e Na Rou Fa.

Manipulações na região lombar e

na planta do pé.

Pontos Pontos Pontos Pontos Pontos utilizados. utilizados. utilizados. utilizados. utilizados. Bx23 (Shen Shu), VG04 (Ming Men)
Pontos
Pontos
Pontos
Pontos
Pontos utilizados.
utilizados.
utilizados.
utilizados.
utilizados.
Bx23 (Shen Shu), VG04 (Ming Men) e R01 (Youn Chuen).
Manobra
Manobra
Manobra
Manobra
Manobra utilizada.
utilizada.
utilizada.
utilizada.
utilizada.

Ca Fa.

Conclusão

Através do Tui Na podemos tratar com excelentes

resultados as HAS leves e moderadas ou durante as crises

hipertensivas.

O Tui Na tem ação efetiva no tratamento, não ape-

nas resolvendo os sintomas associados, mas equilibrando a

pressão arterial nos patamares da normalidade. Logo nas

primeiras sessões, o paciente experimenta uma sensação

de bem estar, resultante da diminuição da pressão arterial

e nas reduções dos sintomas pertinentes a sua sindrome. O

tratamento consiste de duas a três sessões semanais por

tempo indeterminado. Isto dependerá de cada paciente,

isto se deve a individualidade pessoal e de quanto tempo o

paciente esta com a doença.

Mesmo os pacientes nos casos mais graves, apresen-

tam melhora já na primeira sessão, tendo uma diminuição

de pelo menos 10 mmhg após o tratamento.

NOT A: meus sinceros agradecimentos ao Dr. Ernesto Garcia González

NOTA: A: A: A:

NOT NOT NOT

por repartir comigo um pouco de seu vasto saber.

Dr. Cassiano Mitsuo Takayassu – fisioterapeuta, especialista em Medicina Tradicional Chinesa. Ex- diretor da ANBATH (Assoc.
Dr. Cassiano Mitsuo Takayassu – fisioterapeuta,
especialista em Medicina Tradicional Chinesa. Ex-
diretor da ANBATH (Assoc. Nipo Brasileira de
Acupuntura e Terapias Holisticas), Vice-Presidente
da AMECA, Doutor em Acupuntura pela World
Federation of Acupuncture and Moxibustion
Societies (WFAS) e diretor da AFA-SP. Professor de
Medicina Tradicional Chinesa, Kung Fu, Tai Chi Chuan e Qi Gong,
que ministra cursos em São Paulo e outros estados. E-mail:
cassiano1972@yahoo.com.br

12

Revista AFA-São Paulo

12 Revista AFA-São Paulo Ano I n o 02
Ano I n o 02
Ano I
n o 02
12 Revista AFA-São Paulo Ano I n o 02

Revista AFA-São Paulo

Ano I

n o 02

13

  • 14 Escrevendo para Internet

Revista AFA-São Paulo

Ano I

Na última edição vimos os passos bási-

cos para montar um artigo e como evitar o

pavoroso “branco” que se apodera de todos

que começam a escrever alguma coisa. Va-

mos repetir algo que deve sempre ser lembra-

do, e de que tratamos na última edição: Por

que escrever?

14 Escrevendo para Internet Revista AFA-São Paulo Ano I Na última edição vimos os passos bási-

n o 02

Gilberto Antônio Silva

Atente para a forma de escrever –

sempre o português correto. Muitas pesso-

as acham que a internet é alguma selva

onde vale qualquer coisa. Não, não. É por

escrito? Então vale a norma culta, como

em qualquer comunicação escrita. O

linguajar pode ser mais coloquial quando

Sua resposta deveria ser óbvia: para transmitir aos outros

suas idéias. É assim que o conhecimento evolui e foi assim que

for um blog, pois essa interface é mais pessoal, mostrando

pensamentos, situações cotidianas e opiniões pessoais.

aprendemos o que sabemos. Escrever também é muito útil para

Artigos para sites, sempre com linguajar dentro do padrão

se divulgar nossas qualidades e o tipo de atividade que faze-

mos. A maior de todas as divulgações são seus artigos.

Mas temos algumas diferenças importantes entre escre-

ver para uma revista ou jornal e para internet. A principal é que

o internauta tem ½ segundo para se interessar pelo que você

está dizendo. A web é muito vasta e cheia de coisas interessan-

escrito.

Faça linhas e parágrafos mais curtos, que facilitam a

leitura. E cuidado com o contraste entre letras e fundo –

especialmente fundos pretos com letras brancas ou amare-

las. Dá dor na vista ao se ler. Fundos amarelos ou lilases,

nunca.

tes. Se o seu texto demorar muito para engrenar, adiós. Colo-

que algumas coisas interessantes no primeiro parágrafo, uma

isca, que sirva para atrair o leitor. Mas não venda seu produto

logo de cara! Coloque alguma informação que o deixe curioso

e prossiga a leitura.

Outro aspecto importante é o tamanho do texto, confor-

me mencionamos na última edição. Evite escrever muito mais de

600 ou 800 palavras (uma folha-padrão: tamanho A4, fonte

Times New Roman, corpo 12). As pessoas tem muita pressa

quando estão surfando online. Esse tamanho vai cativar seus

leitores sem cansá-los. Também é mais fácil para você, que não

precisa escrever um artigo científico e pode escrever sobre vári-

os assuntos (artigos científicos normalmente são distribuídos em

formato PDF, para download e leitura sem pressa).

Sempre que for possível, ilustre seu artigo com uma

foto ou gráfico que ajude a explicar o seu contexto ou que

ajude a criar um “clima”. Afinal, leitura também é emoção.

E não se esqueça da caixinha no final com seu nome, pe-

quena biografia e site ou e-mail de contato. Assim todos

poderão encontrar o autor para tirar dúvidas e você ficará

mais conhecido.

14 Escrevendo para Internet Revista AFA-São Paulo Ano I Na última edição vimos os passos bási-

Gilberto Antônio Silva é Jornalista e

Terapeuta. Estuda cultura e filosofia

oriental desde 1977 e é editor de várias

publicações. Mantêm o portal de saúde

Longevidade, que aceita publicar vários

tipos de artigos. Inclusive o seu.

Visite: www.longevidade.net

Revista AFA-São Paulo

Ano I

n o 02

Revista AFA-São Paulo Ano I n 02 15 - Cópia do comprovante de depósito no valor

15

- Cópia do comprovante de depósito no valor de R$ 120,00 (Banco Bradesco-Ag. 0154 - c/c 289457-2)

Enviar para AFA-SP Associação dos Fisioterapeutas Acupunturistas de São Paulo

Rua Bahia,41 Bairro Brasil – Itu (SP) CEP 13301-430

16

Revista AFA-São Paulo

Ano I

n o 02

Entrevista Exclusiva com a Dra. Huang Li-Chun sobre

AURICULOMEDICINA

AAAAA senhora senhora senhora senhora senhora sesesesese destacou destacou destacou destacou destacou ememememem uma uma uma
AAAAA senhora
senhora senhora senhora
senhora sesesesese destacou
destacou destacou destacou
destacou ememememem uma
uma
uma
uma
uma
especialidade
especialidade
especialidade
especialidade
especialidade até
até
até
até
até então
então
então
então
então pouco
pouco
pouco
pouco
pouco reco-
reco-
reco-
reco-
reco-
nhecida,
nhecida,
nhecida,
nhecida,
nhecida,
mesmo mesmo mesmo
mesmo
mesmo nanananana China
China China China
China –––––
Auriculoterapia.
Auriculoterapia.
Auriculoterapia.
Auriculoterapia.
Auriculoterapia. Conte-nos
Conte-nos Conte-nos Conte-nos
Conte-nos umumumumum pouco
pouco
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pouco
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sobre
sobre
sobre
sobre
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sua
sua
sua trajetória
sua
trajetória
trajetória
trajetória neste
trajetória
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neste campo
neste
campo
campo
campo eeeee
campo
como
como
como
como
como passou
passou passou passou
passou aaaaa sesesesese interessar
interessar interessar interessar
interessar pela
pela
pela
pela
pela
acupuntura
acupuntura
acupuntura
acupuntura
acupuntura auricular
auricular
auricular
auricular
auricular.....

Em 1970, eu trabalhava como

cirurgiã, mas tive uma lesão em meus

dedos – tendinite - que me impossibili-

tou continuar operando. Algumas sema-

nas depois, encontrei um professor de

Auriculoterapia e me surpreendi com os

resultados clínicos imediatos desta téc-

nica. A partir deste momento, nasceu

meu interesse no estudo da

Auriculoterapia. Assim, comecei a estu-

16 Revista AFA-São Paulo Ano I n 02 Entrevista Exclusiva com a Dra. Huang Li-Chun sobre

o tratamento das doenças. Assim, na

frança, o Dr. Paul Nogier e na China, a

Dra. Huang Li Chun têm aberto a bre-

cha para a expansão da

Auriculomedicina no mundo e de certa

maneira também da Medicina Tradicio-

nal Chinesa.

Como Como Como Como Como estão estão estão estão estão as as as as as pesquisas
Como
Como
Como
Como
Como estão
estão
estão
estão
estão as
as
as
as
as pesquisas
pesquisas
pesquisas
pesquisas com
pesquisas
com
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esta
esta
esta
esta
esta técnica
técnica
técnica
técnica hoje,
técnica
hoje,
hoje,
hoje,
hoje, nanananana China?
China?
China?
China?
China?

Neste momento na China, exis-

tem muitos grupos de estudo sobre o tra-

tamento com Auriculoterapia, com dife-

rentes tendências de trabalho, mas a

Auriculomedicina dentro e fora da Chi-

na é representada somente através do

trabalho da professora Huang Li Chun.

dar e a usar este método terapêutico no

qual minha limitação física (tendinite) não me impedia de

Para conhecer nosso trabalho lhes con-

vido a visitar nossa pagina Web: www.earmedicine.us

continuar meus atendimentos clínicos.

Como Como Como Como Como aaaaa Auriculomedicina está está está sendo recebida Auriculomedicina Auriculomedicina Auriculomedicina está
Como Como Como
Como
Como aaaaa Auriculomedicina está está está sendo recebida
Auriculomedicina
Auriculomedicina
Auriculomedicina está sendo recebida ememememem
Auriculomedicina está sendo
sendo
sendo recebida
recebida recebida
OOOOO
que
que
que
que diferencia
que
diferencia
diferencia
diferencia
diferencia
aaaaa
Auriculomedicina
Auriculomedicina
Auriculomedicina
Auriculomedicina
Auriculomedicina
dadadadada
outros
outros
outros
outros
outros países?
países?
países?
países?
países?
Acupuntura Auricular eeeee dadadadada Auriculoterapia convencional?
Acupuntura
Acupuntura
Acupuntura Auricular
Acupuntura Auricular
Auricular
Auricular
Auriculoterapia
Auriculoterapia
Auriculoterapia convencional?
Auriculoterapia convencional?
convencional?
convencional?
Nos últimos anos, temos feito um ininterrupto traba-

São várias as diferenças que podemos apontar entre

a Auriculoterapia e Auriculomedicina. A primeira é que a

Auriculoterapia usa o pavilhão auricular para o tratamento

das doenças, mas não para seu diagnóstico. Assim, a

Auriculoterapia localiza os pontos no pavilhão auricular,

mas não as doenças. Já a Auriculomedicina usa diferentes

mudanças patológicas nas áreas e pontos do pavilhão para

lho de ensino e divulgação da Auriculomedcina na America

do norte, Taiwan e outros continentes. Por isto, a aceitação

desta técnica é cada vez maior no mundo. As vantagens do

diagnóstico e tratamento das doenças com a Auriculomdicina

da professora Huang Li Chun, colocam este método em um

patamar acima da Auriculomedicina Francesa.

em primeiro lugar, diagnosticar as doenças e em segundo Desde Desde Desde Desde suas Desde suas
em primeiro lugar, diagnosticar as doenças e em segundo
Desde
Desde
Desde
Desde suas
Desde suas
suas
suas primeiras visitas
suas
primeiras
primeiras
primeiras visitas
primeiras visitas aoaoaoaoao Brasil,
visitas
visitas
Brasil, Brasil, Brasil,
Brasil, ememememem 2001,
2001,
2001,
2001,
2001,
lugar tratá-las. Através da Auriculomedicina, pode-se defi-
ooooo que
que
que
que
que mudou
mudou mudou mudou
mudou nanananana Auriculomedicina?
Auriculomedicina?
Auriculomedicina?
Auriculomedicina?
Auriculomedicina?

nir claramente o diagnóstico de cerca de 200 doenças. O

diagnóstico diferencial pode ser feito em aproximadamente

600 doenças e sintomas e obter resultados terapêuticos em

perto de mil sintomas e doenças.

Outra vantagem da Auriculomedicina é sua aceita-

ção por parte dos médicos da medicina moderna. Estes têm

grande dificuldade para aceitar a acupuntura porque a

anátomofisiologia da medicina moderna não logra explicar

os princípios terapêuticos da acupuntura com claridade,

enquanto que a Auriculomedicina é melhor aceita por se

utilizar de princípios fisiológicos da medicina moderna para

Nos últimos dez anos, nossos estudos nos têm levado

a novos descobrimentos e avanços. Por exemplo: amplia-

mos a abrangência terapêutica da Auriculomedicina de 400

doenças para 1000 sintomas e doenças. Através da com-

binação de Auriculomedicina e a Fitoterapia Chinesa po-

demos obter excelentes resultados em doenças como A.V.C,

hemiplegias, glaucoma, catarata, lúpus eritematoso sistêmico

e até doenças oncológicas. Através da combinação de

enzimas, regulação do PH e técnicas de ionização, pode-

mos tratar doenças prostáticas de difícil tratamento e prog-

nóstico.

Revista AFA-São Paulo

Qual Qual Qual Qual Qual aaaaa impor tância dadadadada filosofia oriental impor impor impor importância tância
Qual
Qual
Qual
Qual
Qual aaaaa impor tância dadadadada filosofia oriental
impor
impor
impor
importância
tância
tância
tância
filosofia
filosofia
filosofia oriental
filosofia oriental para
oriental oriental
para
para
para uma
para uma
uma
uma
uma
boa
boa
boa
boa
boa prática
prática
prática
prática
prática dentro
dentro
dentro
dentro
dentro dadadadada Auriculomedicina?
Auriculomedicina?
Auriculomedicina?
Auriculomedicina?
Auriculomedicina?

Os fundamentos da filosofia chinesa, como a teoria

de Yin e Yang, os cinco elementos, os oito trigramas, ser-

vem de substrato para o diagnóstico e tratamento das doen-

ças na Medicina Tradicional Chinesa, mas elementos desta

fisiopatologia como o Qi, o Jing (essência) e o Shen

(espírito)são entidades da MTC que não podem ser palpadas

e vistas, e por isto são de difícil aceitação dentro da

fisiopatologia da medicina moderna0Por outro lado, exis-

tem um grande grupo de doenças que não podem ser

diagnosticadas com claridade dentro da medicina moder-

na e portanto seus tratamentos são incompletos ou

insatisfatórios. A Auriculomedicnina junta os princípios filo-

sóficos e fisiológicos da MTC e a bases fisiológicas da me-

dicina moderna, ultrapassando as limitações desta última0

Através do diagnóstico com a Auriculomedicina podemos

conhecer o motivo de consulta do paciente e seu histórico

clínico, mesmo sem que o paciente chegue a expressá-lo

verbalmente.

OOOOO que que que que que aaaaa senhora senhora senhora senhora senhora considera considera considera considera
OOOOO que
que que que
que aaaaa senhora
senhora senhora senhora
senhora considera
considera
considera
considera mais
considera
mais mais mais
mais impor tante nonononono
impor
impor
impor
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tante
tante
aprendizado aprendizado aprendizado
aprendizado
aprendizado dadadadada Auriculomedicina?
Auriculomedicina?
Auriculomedicina?
Auriculomedicina?
Auriculomedicina?

O diagnóstico é sem dúvida o principal pilar dentro

da Auriculomedicina. Ele vai além dos métodos diagnósti-

cos da medicina moderna e da MTC, através da inspeção,

da palpação, da exploração elétrica e da diferenciação de

síndromes no pavilhão auricular; podemos chegar ao diag-

nóstico de doenças que ainda não foram manifestadas cli-

Ano I n o 02
Ano I
n o 02

Diagnóstico auricular: duodenite

17

tico de doenças que mesmo os mais modernos e caros equi-

pamentos não conseguem.

nicamente. Por isto, é difícil estabelecer comparações. Por Quais problemas dedededede saúde são mais indicados para
nicamente. Por isto, é difícil estabelecer comparações. Por
Quais problemas dedededede saúde são mais indicados para
Quais
Quais
Quais problemas
Quais problemas
problemas
problemas
saúde
saúde
saúde são
saúde são mais indicados para
são
são mais
mais
mais indicados
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indicados para
para
para
exemplo, enquanto a medicina moderna precisa de muita
tratamento
tratamento
tratamento
tratamento
tratamento pela
pela
pela
pela
pela Auriculomedicina?
Auriculomedicina?
Auriculomedicina?
Auriculomedicina?
Auriculomedicina?

tecnologia para chegar a um diagnóstico ou a MTC precisa

de um exame longo e minucioso, nós através da

Auriculomedicina em menos de três minutos podemos diag-

nosticar muitos tipos de doenças incluindo as oncológicas.

Por isto, não é possível estabelecer comparações com ou-

tros sistemas médicos. Nós, em um tempo muito mais curto

e através de ferramentas mais simples e baratas, podemos

explorar toda a atividade fisiológica dos diferentes siste-

mas. Temos um CD intitulado “Diagnosticando e Tratando

com Rapidez e Facilidade”, onde mostramos, na prática

A Auriculomedicina pode ser usada para tratar uma

enorme variedade de doenças, mas na prática clínica, ob-

servamos que sintomas dolorosos em geral, são os que ofe-

recem um resultado mais imediato. Doenças funcionais como

diminuição da acuidade visual, diminuição da capacidade

auditiva, isquemias transitórias, insônia, depressão, ansie-

dade, pânico, doenças do aparelho digestivo a nível da

vesícula biliar, duodeno, estômago, também mostram resul-

tados muito satisfatórios.

clínica, como se usa a Auriculomedicina. Quais são as vantagens dadadadada Auriculomedicina para Quais Quais Quais
clínica, como se usa a Auriculomedicina.
Quais são as vantagens dadadadada Auriculomedicina para
Quais
Quais
Quais são as vantagens
Quais são
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Auriculomedicina
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Acupuntura
Acupuntura
Acupuntura
Acupuntura Sistêmica,
Sistêmica,
Sistêmica,
Sistêmica,
Sistêmica, fitoterapia
fitoterapia fitoterapia fitoterapia
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outros outros outros
outros recursos
recursos
recursos
recursos dadadadada
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AAAAA Auriculomedicina
Auriculomedicina
Auriculomedicina
Auriculomedicina
Auriculomedicina utiliza
utiliza
utiliza
utiliza
utiliza apar elhos moder nos
apar
apar
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elhos
elhos
moder
moder
moder
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nos
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MTC?
MTC?
MTC?
MTC?
MTC?
como
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como
como eletr oacupuntura, laser
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outr
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os? Quais são as fer
Quais
Quais
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Todo sistema terapêutico tem vantagens e desvanta-
ramentas
ramentas
ramentas
ramentas necessárias
ramentas
necessárias
necessárias
necessárias para
necessárias
para
para
para
para uma
uma
uma
uma boa
uma
boa
boa
boa prática?
boa
prática?
prática?
prática?
prática?
gens mas, quando comparamos a Auriculomedicina com a

Na verdade, são muitos os avanços tecnológicos na

área médica. Dentro da acupuntura são usados muitos ti-

pos de aparelhos eletroestimuladores, mas nós usamos um

pequeno aparelho de auxílio para o diagnóstico através do

pavilhão auricular que, já no mundo, alguns o apelidam de

“Chinese MRI” (Ressonância magnética Chinesa). Com o

uso deste pequeno aparelho, podemos chegar ao diagnós-

Acupuntura, vemos como vantagem a simplicidade do mé-

todo, tanto no diagnóstico como no tratamento e nos resul-

tados oferecidos em doenças do sistema nervoso, endócrino

e nas enfermidades imunológicas. Quanto ao uso da

fitoterapia, é muito freqüente combinar ambos os métodos,

sobretudo no tratamento de doenças mais difíceis e comple-

xas como doenças auto-imunes e oncológicas.

18

Revista AFA-São Paulo

Ano I

n o 02

18 Revista AFA-São Paulo Ano I n 02 Ao lado: diagnóstico auricular - cervicalgia Como Como

Ao lado: diagnóstico auricular - cervicalgia

Como Como Como Como Como funciona funciona funciona funciona funciona ooooo Qi Qi Qi Qi Qi
Como
Como
Como
Como
Como funciona
funciona
funciona
funciona
funciona ooooo Qi
Qi
Qi
Qi
Qi Gong
Gong
Gong
Gong
Gong ememememem pontos
pontos
pontos
pontos
pontos
auriculares?
auriculares?
auriculares?
auriculares?
auriculares?

O Qi Gong é mais uma ferramenta usada

no tratamento com Auriculomedicina. Cada vez

que realizamos a massagem do pavilhão

auricular e colocamos as sementes, usamos Qi

Gong para potencializar o efeito terapêutico.

Qual conselho

Qual conselho

senhora daria aos que

senhora daria

Qual conselho aaaaa senhora daria aos que

Qual

Qual

conselho

conselho

senhora

senhora

daria

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aos

aos que

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querem aprender

querem

querem

querem

querem

aprender aaaaa Auriculomedicina?

aprender

aprender

aprender

Auriculomedicina? Auriculomedicina? Auriculomedicina?

Auriculomedicina?

Para os alunosÿaconselho nunca parar de

estudar, pesquisar e procurar aprender todos os

métodos terapêuticos e diagnósticos que levem

a uma melhor solução dos problemas de saúde.

Assim, a prática da medicina e de suas diferen-

tes áreas é ampliada e os profissionais não fi-

cam limitados a uma forma única de conheci-

mento, podendo ver com mais claridade o pro-

cesso das doenças enquanto que outros não con-

seguem enxergar. Por isto, todo método que nos

expanda o conhecimento é bem-vindo. Desta

forma, podemos praticar a medicina além dos

modelos atuais.

Para saber mais:

www.earmedicine.us

18 Revista AFA-São Paulo Ano I n 02 Ao lado: diagnóstico auricular - cervicalgia Como Como

Revista AFA-São Paulo

Ano I

n o 02

19

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20

Revista AFA-São Paulo

Ano I

n o 02

Medicina Chinesa Dermato-Funcional (Estética)

Reginaldo de Carvalho Silva Filho

Termos como “Acupuntura Estética” ou “Medicina

Tradicional Chinesa aplicada a estética” não suprem todo

o conceito de tratar o ser humano como um todo, que é um

conceito fundamental da Medicina Tradicional Chinesa,

assim o termo Dermato-Funcional, como explica os fisiotera-

peutas Elaine Caldeira de Oliveira Guirro e Rinaldo Guirro,

prevê a prevenção, promoção e recuperação do indivíduo

no que se refere aos seus diversos sistemas, não somente

no que tange a “beleza exterior”.

Introdução

A palavra Tradicional nos traz idéia de tradição, algo

que vem de muito tempo.

Assim a medicina que nós do ocidente denomina-

mos de tradicional, não o é, pois esta medicina alopática

nos formatos que temos hoje é recente, surgiu após a 2°

guerra mundial, até então era mais voltada para a parte

clínica. A medicina praticada no Brasil é muito similar àquela

praticada nos EUA, onde o paciente é considerado, prati-

camente, como uma máquina. A medicina na Europa, prin-

cipalmente na França, já é um pouco mais “humana”.

Enquanto isto, a Medicina Tradicional Chinesa trata

a pessoa como um todo, não combatendo apenas o efeito

da “doença”, mas sim a sua causa. A Medicina Chinesa é

tradicional pois mantém suas características, filosofia e modo

de execução praticamente inalterados desde sua origem,

que talvez tenha ocorrido historicamente na China, no perí-

odo Neolítico, logicamente que houve avanços tecnológicos

e descobertas que enriqueceram os conhecimentos orien-

tais, porém não alteraram as bases filosóficas da Medicina

Chinesa.

É de autoria do Imperador Amarelo o livro que serve

de base para toda a medicina tradicional chinesa: o HUANG

DI NEI JING, que foi escrito em forma de diálogos entre o

Imperador Amarelo e os mestres da arte do tratamento. O

primeiro exemplar comprovado pela arqueologia foi encon-

trado por volta do ano 500-200 A.C., porém a tradição

oral demonstra que fora escrito 2000 anos antes disto.

A Medicina Tradicional Chinesa não busca a saúde

perfeita, como no ocidente, mas sim a melhor saúde para

cada pessoa, um equilíbrio entre a saúde física, emocional

e espiritual. Para tanto podemos lançar mão de diversos

recursos para manter os Órgãos e Vísceras (Zang Fu) funci-

onando bem, o Qi e o Sangue (Xue) circulando pelo corpo

através dos Canais e Colaterais (Jing Luo), o bom desempe-

nho das Substâncias Vitais (Jin Ye), dentre outros conceitos

inerentes à teoria e prática da Medicina Tradicional Chine-

sa.

Uma vida desregrada, sem respeito aos horários de

atividade e repouso, sedentarismo, alimentação deficiente

e inadequada, excesso de atividade sexual, exposição aos

fatores patogênicos externos-climáticos - vento, frio, umida-

de, calor, secura e fogo, alterações emocionais e o uso de

tóxicos, como o tabaco e o álcool por exemplo, levam ao

desgaste do Qi, fazendo com que o indivíduo apresente

uma aparência envelhecida, desgastada e desarmônica.

Zang Fu

O Coração (Xin) e a beleza

Somente um Coração (Xin) vigoroso conseguirá fa-

zer o Sangue fluir por todo o corpo. A compleição em espe-

cial é diretamente ligada ao Coração (Xin). Um rosto cora-

do e com uma lubrificação normal e olhos brilhantes é sinal

de um Coração (Xin) saudável.

Pela função do Coração (Xin) de governar a Mente

(Shen), toda a nossa postura e temperamentos estão liga-

das ao Coração (Xin) e também são pontos fundamentais

para a nossa beleza.

O Fígado (Gan) e a beleza

Um Fígado (Gan) saudável também favorece uma

compleição bonita, devido à função do Fígado (Gan) de

regular a circulação do Qi e do Xue. A beleza dos olhos e

das unhas também está intimamente ligada à saúde do Fí-

gado (Gan).

O Baço (Pi) e a beleza

Algumas das funções do Baço (Pi) são importantíssi-

mas para a estética e a beleza. Uma hipofunção do Baço

(Pi) prejudicando a sua função de transporte e transforma-

ção da água leva à retenção de líquido, gerando edema

sob os olhos e obesidade. A Umidade gerada pela disfunção

do Baço (Pi) também leva ao aumento de peso. A Umidade

Revista AFA-São Paulo

retida por longo período leva à formação de Calor, que

pode se manifestar na pele, gerando acne.

Pela manifestação exterior do Baço (Pi) serem os lá-

bios, seu beleza estará intimamente relacionada com a saúde

desde Zang. Se este não consegue ascender o Qi dos ali-

mentos para a formação do Xue, os lábios serão secos e

pálidos.

O Baço (Pi) também tem a função de sustentar as

estruturas do corpo. Portanto todo tipo anormal ou precoce

de “queda” das estruturas musculares ou da pele, também

mostram uma deficiência do Qi do Baço (Pi).

O Pulmão (Fei) e a beleza

O Pulmão (Fei) controla a respiração e se manifesta

na pele. Ele também governa do Qi Defensivo. Se este é

exuberante, a pele será úmida, macia e bela. O Qi defen-

sivo circula pelo espaço entre a pele e os músculos. Se ele

for forte, este espaço será firme e elástico, permitindo a

pele se adaptar as mudanças de temperatura e conter a

invasão dos fatores patogênicos.

O Rim (Shen) e a beleza

A Essência do Rim (Shen) é a fonte de energia dos 5

Zang e é responsável pela nossa formação congênita. Todo

o corpo depende que a Essência (Jing) seja transformada

em Qi Original para o funcionamento correto de todas as

transformações do corpo. Assim toda a saúde, longevidade

e beleza estão relacionadas com a saúde do Qi do Rim

(Shen).

Uma as manifestações de um Qi do Rim (Shen) insu-

ficiente por longo período são manchas escuras no rosto.

O Rim (Shen) governa as águas do corpo. Se o Qi

do Rim é insuficiente, este não consegue regular a distribui-

ção de água, gerando edema nos membros e secura na

pele.

Como o Rim (Shen) é responsável pelos ossos e den-

tes, a saúde e beleza destes também depende da saúde do

Rim (Shen). O cabelo é a manifestação da saúde do Rim,

mais diretamente ligada a quantidade e qualidade da Es-

sência (Jing). Portanto alterações nos cabelos como calvice

precoce, demonstram a saúde do Rim e de sua Essência

(Jing).

Síndromes

Algumas condições normalmente podem ser vistas nas

alterações Dermato-Funcionais no corpo todo, onde se des-

tacam cinco específicas que podem ser facilmente

identificadas por terapeutas devidamente treinados:

Deficiência de Sangue (Xue);

Circulação falha de Sangue (Xue);

Calor Excessivo no Sangue (Xue);

Umidade Excessiva no Corpo;

Deficiência do Rim (Shen).

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Acupuntura

Na prática da Acupuntura, pontos específicos no

corpo, denominados pontos de acupuntura, devem ser esti-

mulados de diversas formas, como agulhas, magnetos, ele-

tricidade, cor, sementes, calor (moxa), vácuo (ventosa), para

que os devidos e desejados resultados possam ser alcança-

dos.

Alguns pontos de acupuntura pelo corpo podem influ-

enciar de maneira importante o tratamento facial. Estes

pontos de acupuntura possuem ações sistêmicas e relacio-

nadas com a face, potencializando os tratamentos empre-

gados de maneira localizada. Deve ficar claro a todos que

há combinações de pontos sistêmicos que podem ser reali-

zadas de acordo com o tratamento de base para as dife-

rentes causas para as alterações, de acordo com a MTC.

Dentre os pontos sistêmicos que podem beneficiar o

tratamento facial, destaco:

IG4 (Hegu)

E9 (Renying)

E36 (Zusanli)

F3 (Taichong)

VC4 (Guanyuan)

VC12 (Zhongwan)

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Ventosa

A Ventosaterapia é um método

terapêutico baseado nos princípios da

Medicina Tradicional Chinesa, que em-

prega os copos, ventosas, sobre locais

específicos do corpo no intuito de esti-

mular a região e obter os desejados

efeitos locais, distais e globais.

É uma técnica simples e particu-

lar. A partir da retirada do ar (pressão

a vácuo) das ventosas (copos) coloca-

das em determinadas partes da perife-

ria do corpo, promovem uma certa pres-

são negativa local, sendo normalmen-

te aplicada junto com outros métodos

como acupuntura, Tui Na, Moxabustão

e etc

,

porém é em si mesma um mé-

todo autônomo.

Revista AFA-São Paulo Ano I n o 02
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Historicamente empregada na

China para a manutenção da saúde,

prevenção e tratamento de patologias,

“prolongamento da vida” e rejuvenes-

cimento. Combinada com todas as te-

orias da Medicina Tradicional Chine-

sa, seus efeitos são amplificados e

melhorados, aumentando também as

suas indicações.

Possui uma grande quantidade

de manobras e manipulações, desde

uma simples pressão, até manipulações

vertebrais mais complexas.

Funções

• Tonificar o Qi e o Sangue (Xue)

da pele;

• Desobstruir o Qi pelos Canais e

A aplicação de ventosas no corpo traz um extraordi-

nário benefício, tanto físico como psíquico. Além de tratar

doenças, é usada para a manutenção do bem estar, man-

tendo a flexibilidade dos músculos, retirando as adesões e

as “fibrosidades”. A aplicação de ventosas é feita sobre os

Colaterais (Jing Luo);

• Beneficiar a pele e os tecidos superficiais;

• Tonificar o Wei Qi (Qi Defensivo);

• Proteger o corpo contra os agentes patogênicos;

Melhorar o brilho e a vitalidade da pele;

músculos enrijecidos e acalma também os nervos excita-

dos, revitalizando a pessoa para superar o estresse e suas

enfermidades.

Efeitos localizados: sobre a pele, sobre os músculos,

sobre as articulações e sobre os órgãos digestivos;

•Efeitos gerais: purificação do sangue, atuação sobre o

Sistema Nervoso.

Recuperar a Essência (Jing) presente nos tecidos;

• Melhorar o fluxo de Sangue (Xue) pelo corpo;

• Desobstruir o fluxo dos Líquidos Corporais (Jin ye);

• Fortalecer as funções dos Órgão e Vísceras (Zang Fu).

Qi Gong

O Qi Gong que significa literalmente exercício de

•Regularizar o fluxo de Qi;

•Regularizar o Fluxo de Sangue (Xue);

Remover Agentes Patogênicos;

•Mobilizar o Qi e o Sangue (Xue) pelo corpo;

•Tonificar a Deficiência e Dispersar a Plenitude;

•Drenar os Canais e Colaterais (Jing Luo);

•Remover a Estagnação de Qi e a Estase de Xue;

•Prevenir patologias;

Fitoterapia

A Fitoterapia Tradicional Chinesa emprega concei-

tos diferentes da fitoterapia ocidental além de se utilizar de

produtos também diversificados, podendo estes serem de

origem vegetal, animal e mineral.

No conceito Dermato-Funcional diversas são as pos-

sibilidades de emprego dos fitoterápicos chineses, sendo

que normalmente enfatizo o emprego de:

Pó de pérola;

Máscara de ginseng;

Óleo de trigo.

Tui Na

Tui Na é a massagem Chinesa, sendo considerada a

mãe das demais técnicas manuais orientais.

respiração, ou melhor, trabalhar com o Qi, tem uma longa

historia na China. É um tipo de exercício tradicional prati-

cado pelos chineses para manter-se em forma. Na China

milhões de pessoas praticam diariamente Qi Gong com o

objetivo principal de retardar os efeitos prejudiciais do en-

velhecimento. Muitos praticantes chegam a níveis em que

conseguem se manter “jovens” através da prática do Qi

Gong.

Prevenindo patologias, fortalecendo o corpo, melho-

rando a oxigenação geral do corpo, dentre outros fatores

benéficos. Instrumentos científicos modernos têm detectado

informação de ondas magnéticas, infravermelhas, informa-

ções estáticas e informações magnéticas a partir do qi libe-

rado pelos mestres do qigong. Estes descobrimentos ajuda-

ram a impulsar o estudo do qigong ao nível mais alto e

contribuir ao esforço humano por explorar os mistério da

vida.

22 Ventosa A Ventosaterapia é um método terapêutico baseado nos princípios da Medicina Tradicional Chinesa, que

Dr. Reginaldo de Carvalho Silva Filho é

Fisioterapeuta, Doutorando em Medicina

Interna pela Escola Paulista de Medicina,

Pesquisador-Chefe do Centro Avançado de

Pesquisas em Ciências Orientais, Acupunturista

e Terapeuta Oriental com estudos avançados na

China e Diretor Geral da EBRAMEC/CIEFATO

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