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Anotações - Palestra “Literatura Comparada: conflitos”, Prof. Wander Melo Miranda, 15/3/2013.

Início: Século 19, Europa.

Uma noção de tempo linear, ideia de progresso, de que havia culturas mais adiantadas e mais atrasadas = ideia de inferioridade e de superioridade, de origem, de débito, de centro e periferia, colônia e metrópole, cópia e origina = critérios de valor.

A prática da literatura comparada pressupõe conflitos, não necessariamente guerras, lutas, mas pontos de vista diferentes, posições ideológicas, políticas, culturais em desacordo.

No Brasil, a Antropofagia (Movimento Modernista, 1922) é um exemplo da ideia de conflito cultural = devorar a fonte: adquirir força.

Embate entre as colônias e as metrópoles = cultura

Transculturação (Fernando Ortiz) – quando se tem duas culturas, num primeiro momento, a forte e dominadora, metrópole, sobrepõe-se sobre a mais frágil, colônia = aculturação. Num segundo momento, o colonizado dá uma resposta (embate) = uma terceira via, nem europeu, nem índio = terceiro elemento, mestiço, como no caso do Brasil.

Ideia de Nação é importante: estado nacional forja uma literatura nacional que é posta em xeque em tempos globalizados.

Globalização= descentralizar a cultura, abolir a ideia de origem, a cópia do original mais bem realizado.

Texto: “Eça, autor de Madame Bovary” de Silviano Santiago.

Primo Basílio é uma resposta de Eça a Madame Bovary de Flaubert.

Apropriação de um modelo = recriação.

Texto: “Pierre Menard, autor do Quixote”, de Jorge Luis Borges.

A repetição instaurando a diferença = apropriação do outro, em outro tempo, releitura que instaura “conflitos” entre os textos.

“Texto: “Kafka e seus precursores”, de Jorge Luis Borges.

Kafka e seus textos iluminam escritores e textos anteriores = tradição vista como uma constelação, não de forma linear.

Ricardo Piglia (escritor argentino) afirma que não importam as tradições literárias, nacionais, mas as famílias literárias que o escritor elege.

Desaparece, dessa forma, a ideia de débito.

Texto: Caetés, de Graciliano Ramos.

Embate do eu com o outro: devoração antropofágica = não é comparação, mas filiação.

Objeto da Literatura Comparada: contexto da tradição literária (língua é um dos marcos) = relação da obra com outros textos da mesma língua ou de línguas diferentes – conflito: agonística – valores distintos = colocar-se em relação ao outro.

Valor literário = não mais com uma essência, transcendentalismo, mas um discurso entre outros (arquitetura, cinema, fotografia

Crítica tradicional = bom gosto, formação em outra área que não as letras (filósofos, advogados, jornalistas, etc.) como Álvaro Lins, Amoroso Lima.

Crítica especializada (formados na área de letras): constituição de suplementos literários (agora substituídos por cadernos de

cultura = literatura é um discurso entre outros, cinema, teatro, televisão

Mário de Andrade: “é o documento falso que torna verdadeiro o legítimo”.

Legitimar = atribuir valor / utensílios indígenas) passa a ser objeto de arte ou decoração, por exemplo.

Literatura europeia = modelo a ser copiado, estabelecendo parâmetros para as “cópias” = produzir o novo é legitimar o universal.

Literatura considerada “central” só se torna legítima, do ponto de vista da Literatura Comparada, pela repetição com diferença.

Apropriação de discursos, sistemas, signos, com desvio.

Compreensão total do texto é impossível = escrita por fragmentos = construção de várias histórias, por exemplo, conformando um painel – escrita e leitura aos saltos = um texto com várias entradas e múltiplas origens.

).

).

Texto: “Multiplicidade”, de Italo Calvino, em Seis propostas para o próximo milênio.

Literatura é o que surpreende o leitor = com ele estabelece um embate = conflito.

Comparar é relacionar.

Leitura salteada: pode ser efetiva, mesmo em um texto linear. Os pontos de leitura podem ser descontínuos. Macedônio Fernandez.

“Punctum”, de Roland Barthes (Ver: http://filosofia-fotografia.blogspot.com.br/2007/07/punctum_8431.html).

Na literatura = ‘como se

Como se = índice de ficcionalidade.

(a literatura como mentira) que não ocorre no discurso da História.