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ÚLTIMO DIÁRIO 18/04/2013
ÚLTIMO
DIÁRIO
18/04/2013

ANO: 47 – 2013

FECHAMENTO: 18/04/2013

EXPEDIÇÃO: 21/04/2013

PÁGINAS:

174/169

FASCÍCULO Nº: 16

Destaques

Veja se sua empresa está obrigada a manter o SESMT RFB altera novamente a descrição dos códigos de Darf relativos à Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta

Sumário

TRABALHO

SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO SESMT – Orientação

PREVIDÊNCIA SOCIAL

APOSENTADORIA Cálculo – Abril/2013 – Portaria 181 MPS

AUXÍLIO-DOENÇA Cálculo – Abril/2013 – Portaria 181 MPS

173

169

169

BENEFÍCIO

Pagamento em Atraso – Abril/2013 – Portaria 181 MPS

169

Restituição – Abril/2013 – Portaria 181 MPS

169

Revisão – Abril/2013 – Portaria 181 MPS

169

DARF

Código – Ato Declaratório Executivo 33 Codac

169

PECÚLIO

Cálculo – Abril/2013 – Portaria 181 MPS

169

33 Codac 169 PECÚLIO Cálculo – Abril/2013 – Portaria 181 MPS 169 LEGISLAÇÃO TRABALHISTA 174

LEGISLAÇÃO TRABALHISTA

174

COAD

FASCÍCULO 16/2013

TRABALHO

ORIENTAÇÃO

TRABALHO

SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO SESMT

Veja se sua empresa está obrigada a manter o SESMT

Os SESMT – Serviços Especializados em Engenharia de Segu- rança e em Medicina do Trabalho são compostos por uma equipe de profissionais, que ficam nas empresas com a finalidade de

prevenir e evitar os acidentes ou doenças do trabalho, protegendo

a integridade dos trabalhadores no local de trabalho.

Os SESMT estão previstos no artigo 162 da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho que é regulamentado pelo MTE – Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da NR – Norma Regulamentadora 4. Dependendo da quantidade de empregados da empresa e da natureza do risco de suas atividades, os SESMT serão integrados pelos seguintes profissionais especializados: Médico do Trabalho, Enfermeiro do Trabalho, Auxiliar de Enfermagem do Trabalho, Engenheiro de Segurança do Trabalho e Técnico de Segurança do Trabalho.

Neste Comentário, estamos examinando como organizar e man- ter o SESMT.

1. OBRIGATORIEDADE DE MANTER OS SESMT As empresas privadas e públicas, os órgãos públicos da adminis- tração direta e indireta dos poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados regidos pela CLT, são obrigados a manter os SESMT, com a finalidade de proteger a saúde e a integridade do trabalhador no local do trabalho.

1.1. ÔNUS DECORRENTE DOS SESMT Ficará por conta exclusiva do empregador todo o ônus decorrente da instalação e manutenção dos SESMT.

2. DIMENSIONAMENTO DOS SESMT

O dimensionamento dos SESMT está vinculado ao grau de risco da atividade principal, verificada de acordo com o Quadro I da CNAE –

Classificação Nacional de Atividade Econômica, e o número total de empregados do estabelecimento, considerando o quadro a seguir para fins de determinação da quantidade de membros (profissionais de segurança) dos SESMT:

 

Nº DE EMPREGADOS NO ESTABELECIMENTO

             

ACIMA DE 5.000

GRAU

50

101

251

501

1.001

2.001

3.501

PARA CADA

DE

A

A

A

A

A

A

A

GRUPO DE 4.000

RISCO

TÉCNICOS

100

250

500

1.000

2.000

3.500

5.000

OU FRAÇÃO ACIMA DE 2.000 **

 

Técnico Seg. Trabalho

     

1

1

1

2

1

Engenheiro Seg. Trabalho

         

1*

1

1*

1 Aux. Enferm. do Trabalho

         

1

1

1

Enfermeiro do Trabalho

           

1*

 

Médico do Trabalho

       

1*

1*

1

1*

 

Técnico Seg. Trabalho

     

1

1

2

5

1

Engenheiro Seg. Trabalho

       

1*

1

1

1*

2 Aux. Enferm. do Trabalho

       

1

1

1

1

Enfermeiro do Trabalho

           

1

 

Médico do Trabalho

       

1*

1

1

1

 

Técnico Seg. Trabalho

 

1

2

3

4

6

8

3

Engenheiro Seg. Trabalho

     

1*

1

1

2

1

3 Aux. Enferm. do Trabalho

       

1

2

1

1

Enfermeiro do Trabalho

           

1

 

Médico do Trabalho

     

1*

1

1

2

1

 

Técnico Seg. Trabalho

1

2

3

4

5

8

10

3

Engenheiro Seg. Trabalho

 

1*

1*

1

1

2

3

1

4 Aux. Enferm. do Trabalho

     

1

1

2

1

1

Enfermeiro do Trabalho

           

1

 

Médico do Trabalho

 

1*

1*

1

1

2

3

1

COAD

FASCÍCULO 16/2013

TRABALHO

(*) Tempo parcial (mínimo de três horas).

(**) O dimensionamento total deverá ser feito, levando-se em consideração o dimensionamento da faixa de 3.501 a 5.000, mais

o dimensionamento do(s) grupo(s) de 4.000 ou fração acima de

2.000.

Observação: Hospitais, Ambulatórios, Maternidades, Casas de Saúde e Repouso, Clínicas e estabelecimentos similares com mais de 500 empregados deverão contratar um Enfermeiro do Trabalho em tempo integral.

No caso de empreiteira ou empresa prestadora de serviço, consi- dera-se como estabelecimento o local onde o empregado exercer

a

atividade.

O

Quadro I da NR 4 onde as empresas podem identificar o seu

grau de risco encontra-se disponibilizado no Portal COAD – TRA-

BALHO – Segurança e Medicina – Normas Regulamentadoras – NR 4 – SESMT.

2.1. CANTEIRO DE OBRAS E FRENTES DE TRABALHO

Para fins de dimensionamento, os canteiros de obras e as frentes de trabalho com menos de 1.000 empregados e situados no mesmo Estado, Território ou Distrito Federal não serão conside- rados como estabelecimentos, mas como integrantes da empresa

de engenharia principal responsável, a quem caberá organizar os

SESMT. Neste caso, os engenheiros de segurança do trabalho, os médicos do trabalho e os enfermeiros do trabalho poderão ficar centrali- zados. Entretanto, para os técnicos de segurança do trabalho e auxiliares de enfermagem do trabalho, o dimensionamento será feito por canteiro de obra ou frente de trabalho.

2.2. DIMENSIONAMENTO PELO MAIOR GRAU DE RISCO

Quando as empresas possuírem mais de 50% de seus empre- gados em estabelecimentos ou setor com atividade cuja gradação de risco seja de grau superior ao da atividade principal, deverão dimensionar o SESMT em função do maior grau de risco.

2.3. CENTRALIZAÇÃO

O SESMT pode ser constituído de forma centralizada para atender

a um conjunto de estabelecimentos pertencentes à empresa

desde que a distância a ser percorrida entre aquele em que se situa o serviço e cada um dos demais não ultrapasse a 5.000 metros, dimensionando-o em função do total de empregados e do risco.

2.4. ASSISTÊNCIA AO ESTABELECIMENTO QUE NÃO SE

ENQUADRA NO DIMENSIONAMENTO Pode ocorrer de a empresa ter estabelecimento que se enquadre no Quadro de Dimensionamento do item 2 anterior, e outro que não se enquadre. Neste caso, a assistência ao estabelecimento que não se enquadre será feita através dos SESMT existentes, desde que os estabelecimentos se localizem no mesmo Estado, Território ou Distrito Federal.

2.5. ESTABELECIMENTOS ISOLADOS

a) empresas enquadradas no grau de risco 1 – deve ser conside-

rado como número de empregados o somatório dos empregados existentes no estabelecimento com o maior número e a média arit- mética do número de empregados dos demais estabelecimentos.

Nesse caso os profissionais integrantes do SESMT devem cum- prir jornada de tempo integral;

b) empresas enquadradas nos graus de risco 2,3e4– conside-

ra-se como número de empregados o somatório dos empregados

de todos os estabelecimentos.

2.6. REGIME SAZONAL

Na empresa com atividade sazonal o SESMT deve ser dimensio- nado, tomando-se por base a média aritmética do número de trabalhadores do ano civil anterior.

3. EMPRESAS CONTRATANTES E CONTRATADAS Quando o número de empregados da empresa contratada, exer-

cendo atividades no estabelecimento da contratante, não alcançar

os limites previstos no Quadro constante do item 2, a empresa

contratante deve estender a assistência do seu SESMT aos

empregados da contratada.

A empresa contratante e as outras por ela contratadas que não se

enquadrarem no Quadro do item 2, mas que pelo número total de

empregados de ambos, no estabelecimento, atingirem os limites dispostos no referido quadro, deverá constituir o SESMT em comum.

Se o número de empregados da empresa contratada, consideran-

do-se o total de empregados, não alcançar os limites previstos

naquele Quadro, a contratante deve estender o SESMT a todos os empregados da empresa contratada, sejam estes centralizados

ou por estabelecimentos.

3.1. SESMT COMUM

A empresa que contratar outras para prestar serviços em seu esta- belecimento pode constituir SESMT comum para assistência aos

empregados das contratadas, sob gestão própria, desde que previsto em Convenção ou Acordo Coletivo de Trabalho.

O dimensionamento do SESMT organizado na forma prevista

anteriormente deve considerar o somatório dos trabalhadores assistidos e a atividade econômica do estabelecimento da contra- tante.

3.1.1. Base de Cálculo da Empresa Contratada

O número de empregados da empresa contratada no estabeleci-

mento da contratante, assistidos pelo SESMT comum, não integra

a base de cálculo para dimensionamento do SESMT da empresa contratada.

3.1.2. Avaliação Semestral

O SESMT comum deve ter seu funcionamento avaliado semes-

tralmente, por Comissão composta de representantes da empresa

contratante, do sindicato de trabalhadores e da SRTE – Superin- tendência Regional do Trabalho e Emprego, do MTE, ou na forma

e periodicidade prevista na Convenção ou Acordo Coletivo de Trabalho.

Na empresa em que os estabelecimentos isoladamente não se enquadram no Quadro de Dimensionamento do item 2 anterior, a organização do SESMT deve ser feita de forma centralizada em cada Estado, Território ou Distrito Federal, desde que o total de empregados dos estabelecimentos no Estado, Território ou Dis- trito Federal alcance os limites previstos no Quadro de Dimensio- namento, devendo-se observar o seguinte:

3.1.3.

Assistência na Área de Segurança e Medicina do Tra-

balho

A

empresa cujo estabelecimento não se enquadra no Quadro de

Dimensionamento pode dar assistência na área de segurança e medicina do trabalho a seus empregados através de SESMT comum, organizado pelo sindicato ou associação da categoria

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COAD

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TRABALHO

econômica correspondente ou pelas próprias empresas interes- sadas.

O SESMT deve ser dimensionado em função do somatório dos

empregados das empresas participantes.

3.1.4. Empresas de Mesma Atividade Econômica

As empresas de mesma atividade econômica, localizadas em um mesmo município, ou em municípios limítrofes, cujos estabeleci- mentos se enquadrem no Quadro do item 2, podem constituir SESMT comum, organizado pelo sindicato patronal correspon- dente ou pelas próprias empresas interessadas, desde que pre- visto em Convenção ou Acordo Coletivo de Trabalho.

3.1.5. Empresas com Atividade em um Mesmo Polo Industrial

e Comercial

As empresas que desenvolvem suas atividades em um mesmo polo industrial ou comercial podem constituir SESMT comum, organizado pelas próprias empresas interessadas, desde que previsto nas convenções ou acordos coletivos de trabalho das categorias envolvidas.

O dimensionamento do SESMT na forma deste item deve consi-

derar o somatório dos trabalhadores assistidos e a atividade econômica que empregue o maior número entre os trabalhadores assistidos.

O número de empregados assistidos pelo SESMT comum não

integra a base de cálculo para dimensionamento do SESMT das

empresas.

3.1.6. Participação das Despesas com a Manutenção dos

SESMT A manutenção desses Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deverá ser feita pelas empresas usuárias, que participarão das despesas em proporção ao número de empregados de cada uma.

Já o Técnico de Segurança do Trabalho e o Auxiliar de Enfer- magem do Trabalho deverão dedicar 8 horas por dia para as ativi- dades dos SESMT.

5.1.1. Exercício de Outras Atividades Ao profissional especializado em Segurança e em Medicina do Trabalho é vedado o exercício de outras atividades na empresa, durante o horário de sua atuação nos SESMT.

5.2. EMPREGADOS MEMBROS DOS SESMT

Os profissionais integrantes dos SESMT deveram ser empre- gados da empresa, salvo nos seguintes casos:

a) das empresas cujos estabelecimentos não se enquadrem no

Quadro constante do item 2 deste Comentário, que poderão prestar assistência na área de segurança e medicina do trabalho a seus empregados através de SESMT comuns, organizados pelo sindicato ou associação da categoria econômica correspondente ou pelas próprias empresas interessadas;

b) das empresas que optarem pelos SESMT de instituição oficial

ou instituição privada de utilidade pública, cabendo às empresas o custeio das despesas.

5.3. ATIVIDADES QUE COMPETEM AOS PROFISSIONAIS DOS

SESMT As atividades dos profissionais integrantes dos SESMT são es- sencialmente prevencionistas, embora não seja vedado o atendi- mento de emergência, quando se tornar necessário.

Entretanto, a elaboração de planos de controle de efeitos de catás- trofes, de disponibilidade de meios que visem ao combate a incên- dios, ao salvamento e de imediata atenção à vítima desse ou de qualquer outro tipo de acidente, estão incluídos em suas ativi- dades. Aos profissionais integrantes dos SESMT compete:

a) aplicar os conhecimentos de Engenharia de Segurança e de

4.

REGISTRO DO SESMT

Medicina do Trabalho ao ambiente de trabalho e a todos os seus componentes, inclusive máquinas e equipamentos, de modo a

O

SESMT deve ser registrado na SRTE, devendo constar do

reduzir até eliminar os riscos ali existentes à saúde do trabalhador;

requerimento os seguintes dados:

a) nome dos profissionais integrantes do SESMT;

b) número de registro dos profissionais na Secretaria de Segu-

rança e Medicina do Trabalho do MTE;

c) número de empregados da requerente e grau de risco das ativi-

dades, por estabelecimento;

d) especificação dos turnos de trabalho, por estabelecimento;

e) horário de trabalho dos profissionais do SESMT.

Tendo em vista que o SESMT é constituído de pessoas, a substi- tuição de profissionais não significa mera atualização, mas consti- tuição de novo SESMT, principalmente quando há redimensiona- mento do Serviço, que deve ser comunicado de imediato ao MTE como se fosse um novo registro.

5. PROFISSIONAIS INTEGRANTES DOS SESMT

Os SESMT deverão ser integrados por Médico do Trabalho, Enfer- meiro do Trabalho, Auxiliar de Enfermagem do Trabalho, Enge- nheiro de Segurança do Trabalho e Técnico de Segurança do Trabalho, observado o Quadro constante no item 2.

5.1. CARGA HORÁRIA DIÁRIA NAS ATIVIDADES DOS SESMT

O

Engenheiro de Segurança do Trabalho, o Médico do Trabalho e

o

Enfermeiro do Trabalho deverão dedicar, no mínimo, 3 horas

(tempo parcial) ou 6 horas (tempo integral) por dia para as ativi- dades dos SESMT.

b) determinar, quando esgotados todos os meios conhecidos para

a eliminação do risco e esse persistir, mesmo reduzido, a utili- zação, pelo trabalhador, de EPI – Equipamentos de Proteção Indi- vidual, desde que a concentração, a intensidade ou característica do agente assim o exija;

c) colaborar, quando solicitado, nos projetos e na implantação de

novas instalações físicas e tecnológicas da empresa, exercendo a competência mencionada na letra “a”;

d) responsabilizar-se tecnicamente pela orientação quanto ao

cumprimento do disposto nas Normas Regulamentadoras aplicá- veis às atividades executadas pela empresa e/ou seus estabeleci- mentos;

e) manter permanente relacionamento com a Cipa – Comissão

Interna de Prevenção de Acidentes, valendo-se ao máximo de suas observações, além de apoiá-la, treiná-la e atendê-la;

f) promover a realização de atividades de conscientização, edu- cação e orientação dos trabalhadores para a prevenção de aci- dentes do trabalho e doenças ocupacionais, tanto através de campanhas quanto de programas de duração permanente;

g) esclarecer e conscientizar os empregados sobre acidentes do

trabalho e doenças ocupacionais, estimulando-os em favor da prevenção;

h) analisar e registrar em documento(s) específico(s) todos os

acidentes ocorridos na empresa ou estabelecimento, com ou sem

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COAD

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TRABALHO

vítima, e todos os casos de doença ocupacional, descrevendo a

história e as características do acidente e/ou doença ocupacional,

os fatores ambientais, as características do agente e as condições

do(s) indivíduo(s) portador(es) de doença ocupacional ou aciden- tado(s);

i) registrar mensalmente os dados atualizados de acidentes do

trabalho, doenças ocupacionais e agentes de insalubridade, pre- enchendo, no mínimo, os quesitos descritos nos modelos de mapas constantes nos Quadros III, IV, V e VI, da Portaria 33 SSMT/83, devendo a empresa encaminhar um mapa contendo avaliação anual dos mesmos dados à Secretaria de Segurança e Medicina do Trabalho até o dia 31 de janeiro, através do órgão regional do MTE;

j) manter os registros de que tratam as letras “h” e “i” na sede dos SESMT ou facilmente alcançáveis a partir da mesma, sendo de livre escolha da empresa o método de arquivamento e recupe- ração, desde que sejam asseguradas condições de acesso aos registros e entendimentos de seu conteúdo, devendo ser guar- dados somente os mapas anuais dos dados correspondentes às letras “h” e “i” por um período não inferior a 5 anos.

6. PROGRAMA BIENAL

As empresas sujeitas ao SESMT ficam obrigadas a elaborar e submeter à aprovação da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho, até o dia 30 de março, um programa bienal de segu- rança e medicina do trabalho a ser desenvolvido. As empresas novas que se instalarem após o dia 30 de março de cada exercício poderão elaborar o programa bienal no prazo de 90 dias contados da instalação do SESMT.

7. PENALIDADES

As infrações às normas legais e/ou regulamentares sobre Segu-

rança e Medicina do Trabalho têm penalidades fixadas conforme a gravidade e o número de empregados do estabelecimento.

O descumprimento das normas referentes aos SESMT sujeitará a

empresa à penalidade que varia de R$ 670,38 a R$ 6.708,09, conforme a infração (I1, I2, I3 e I4).

7.1. APLICAÇÃO DA MULTA PELO VALOR MÁXIMO (NR 28,

28.3.1.1 e art. 201 CLT)

Em caso de reincidência, embaraço ou resistência à fiscali- zação, emprego de artifício ou simulação com objetivo de fraudar

a lei, a multa será aplicada pelo valor máximo, que corresponde a R$ 6.708,09.

7.2. EMENTÁRIO

O MTE, na sua página oficial na internet, disponibiliza um Emen-

tário que traz, por ementa, uma situação de infração a dispositivos constantes da legislação trabalhista.

Este Ementário constitui instrumento de efetivo apoio às ações de

inspeção, cujo objetivo maior é a proteção ao trabalhador por meio da garantia dos seus direitos.

A seguir, relacionamos os elementos que constituem a lavratura

de auto de infração relativos à organização e manutenção dos

SESMT:

– deixar de manter serviço especializado em Engenharia de Segu- rança e em Medicina do Trabalho;

– manter serviço especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho dimensionado em desacordo com o Quadro II do item 2;

– deixar de dar assistência, por meio do serviço especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, aos empre- gados de estabelecimento que não se enquadra no Quadro II do item 2;

– manter serviço único de engenharia e medicina sem a compo-

sição mínima prevista na NR-4;

– manter serviço único de engenharia e medicina dimensionado

em desacordo com o Quadro II do item 2, quanto aos profissionais especializados;

– manter serviço especializado em Engenharia de Segurança e

em Medicina do Trabalho com composição diferente da prevista na NR-4;

– utilizar profissional não empregado como integrante do Serviço especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho;

– deixar de estender a assistência do serviço especializado em

Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho aos empre- gados de empresa contratada;

– deixar de manter serviço especializado em Engenharia de Segu-

rança e em Medicina do Trabalho comum, para assistência aos empregados próprios e das contratadas;

– deixar de designar profissional qualificado para chefiar o serviço especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho;

– manter técnico de segurança do trabalho e/ou auxiliar de enfer- magem do trabalho integrantes do serviço especializado em En- genharia de Segurança e em Medicina do Trabalho com jornada de trabalho diária inferior a oito horas;

– manter engenheiro de segurança do trabalho e/ou médico do

trabalho e/ou enfermeiro do trabalho, integrante(s) do serviço

especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do

Trabalho, em tempo integral, com jornada de trabalho diária infe- rior a seis horas ou em tempo parcial, com jornada de trabalho diária inferior a três horas;

– permitir que profissional integrante do serviço especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho exerça outras atividades na empresa;

– deixar de arcar com o ônus decorrente da instalação e manu-

tenção do Serviço especializado em Engenharia de Segurança e

em Medicina do Trabalho;

– permitir que os profissionais integrantes do Serviço especiali- zado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho deixem de exercer as competências definidas na NR-4;

– deixar de registrar o serviço especializado em Engenharia de

Segurança e em Medicina do Trabalho no órgão regional do Minis- tério do Trabalho e Emprego; e,

– deixar de assegurar o exercício profissional dos componentes do serviço especializado em Engenharia de Segurança e em Medi- cina do Trabalho.

FUNDAMENTAÇÃO LEGAL: Decreto-Lei 5.452, de 1-5-43 – CLT – Consolidação das Leis do Trabalho – artigos 162 e 201 (Portal COAD); Portaria 17 SIT-DSST, de 1-8-2007 (Fascículo 31/2007); Portaria 76 SIT-DSST, de 21-11-2008 (Fascículo 48/ 2008 e Portal COAD); Portaria 128 SIT-DSST, de 11-12-2009 (Fascículo 51/ 2009); Portaria 290 MTb, de 11-4-97 (Informativo 16/97); Portaria 2.033 MTE, de 7-12-2012 (Fascículo 50/2012); Portaria 3.214 MTb, de 8-6-78 – Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho – NR 4 e 28 (Portal COAD); Ato Declaratório 10 SIT, de 3-8-2009 – Precedente Administrativo 100 (Fascículo 32/2009).

COAD

FASCÍCULO 16/2013

PREVIDÊNCIA SOCIAL

PREVIDÊNCIA SOCIAL

PORTARIA 181 MPS, DE 11-4-2013

APOSENTADORIA

(DO-U DE 12-4-2013)

Cálculo

Previdência divulga os fatores de atualização para cálculo de benefício

O referido ato estabelece, para o mês de abril/2013, os fatores de atualização dos salários de contribuição, para utilização nos

cálculos dos seguintes benefícios:

Índice de Reajustamento

Atualização

1,000000, TR – Taxa Referencial do mês de março/2013

das contribuições vertidas de janeiro/67 a junho/75, para o cálculo do pecúlio (dupla cota);

das contribuições vertidas a partir de agosto/91, para cálculo do pecúlio (novo).

1,003300, TR do mês de março/2013 mais juros

das contribuições vertidas de julho/75 a julho/91, para o cálculo do pecúlio (simples).

 

– dos benefícios no âmbito de Acordos Internacionais;

– do salário de benefício, nos casos de aposentadoria e auxílio-doença;

1,006000

– de benefícios pagos em atraso por responsabilidade da Previdência Social;

– de restituição de benefício recebido indevidamente;

– de revisão de benefício superior ao que vinha sendo pago.

As tabelas com os fatores de atualização monetária, mês a mês, para apuração do salário de benefício e para pagamento de benefí-

cios atrasados, encontram-se disponíveis no site do MPS – Ministério da Previdência Social, no endereço www.previdencia.gov.br, na página “Legislação”.

ATO DECLARATÓRIO 33 CODAC, DE 17-4-2013

DARF

(DO-U DE 18-4-2013)

Código

RFB altera novamente a descrição dos códigos de Darf relativos à Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta

O referido ato, que produz efeitos a partir de 1-4-2013, dá nova redação aos códigos de receita 2985 e 2991, utilizados para recolhimento da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta, de que trata a Lei 12.546, de 14-12-2011 (Fascículo 50/2011). Ficam alterados os incisos I e II do artigo 1º do Ato Declaratório Executivo 86 Codac, de 1-12-2011 (Fascículo 49/2011), bem como revogado o Ato Declaratório Executivo 47 Codac, de 25-4-2012 (Fascículo 18/2012).

O COORDENADOR-GERAL DE ARRECADAÇÃO E COBRANÇA SUBSTITUTO, no uso da atribuição que lhe confere o inciso III do

art. 312 do Regimento Interno da Secretaria da Receita Federal do Brasil, aprovado pela Portaria MF nº 203, de 14 de maio de 2012, e tendo em vista o disposto nos arts. 7º a 10 da Lei nº 12.546, de 14 de dezembro de 2011, e na Medida Provisória nº 601, de 28 de dezembro de 2012, DECLARA:

Art. 1º – O art. 1º do Ato Declaratório Executivo Codac nº 86, de 1º de dezembro de 2011, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 1º –

Remissão COAD: Ato Declaratório Executivo 86 Codac/2011 “Art. 1º – Ficam instituídos os seguintes códigos de receita para serem utilizados no preenchimento de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf):”

I – 2985 – Contribuição Previdenciária Sobre Receita Bruta – Art. 7º da Lei 12.546/2011; e II – 2991 – Contribuição Previdenciária Sobre Receita Bruta – Art. 8º da Lei 12.546/2011 ."(NR) Art. 2º – Este Ato Declaratório Executivo entra em vigor na data de sua publicação, produzindo efeitos a partir de 1º de abril de 2013. Art. 3º – Fica revogado o Ato Declaratório Executivo Codac nº 47, de 25 de abril de 2012. (Frederico Igor Leite Faber)

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