Sei sulla pagina 1di 4

unesp

unesp UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA UNIDADE DIFERENCIADA - SOROCABA/IPERÓ Engenharia de Controle e Automação OMA

UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA

UNIDADE DIFERENCIADA - SOROCABA/IPERÓ Engenharia de Controle e Automação

OMA

Oficina Mecânica para Automação

Prática 05

Soldagem

Professor.: Dr. Luiz Carlos Rosa Instrutor . : Edson Aparecido Rosa

1 Introdução à Soldagem

1.1 Métodos de União dos Metais

Os métodos de união dos metais podem ser divididos em duas categorias principais, isto é, aqueles baseados na ação de forças macroscópicas entre as partes a serem unidas e aqueles baseados em forças microscópicas-interatômicas e intermoleculares.

1.2 Definição de Soldagem

Classicamente a soldagem é considerada como um processo de união, porem, na atualidade, muitos processos de soldagem ou variações destes são usados para a deposição de material sobre uma superfície, visando à recuperação de peças desgastadas ou para a formação de um revestimento com características especiais.

A definição da Associação Americana de Soldagem (American Welding Society AWS), é meramente operacional e nada apresenta do ponto de vista conceitual.

“Soldagem é o processo de união de materiais usado para obter a coalecência (união) localizada de metais e não metais, produzida por aquecimento até uma temperatura adequada, com ou sem utilização de pressão e/ou material de adição”.

Embora muito estudada e utilizada, a soldagem não foi ainda precisamente definida, o que, entretanto, não impede o seu desenvolvimento e aplicação na prática.

1.3 Comparação com outros Processos de Fabricação

A soldagem é hoje o principal processo usado na união permanente de peças metálicas, permitindo a montagem de conjuntos com rapidez, segurança e economia de material. Por exemplo, a ligação de chapas metálicas com parafusos ou rebites exigem que as chapas sejam furadas para passagem daqueles, causando uma perda de seção de Até 10%, que deve ser compensada com uma espessura maior das peças. A utilização de chapas de reforço e os próprios parafusos e porcas ou rebites aumentam ainda mais o peso final da estrutura. Na união de tubos podem-se fazer considerações semelhantes ao se compararem juntas soldadas com juntas rosqueadas.

2 Processos de Soldagem

2.1 Processos de Soldagem por Pressão

Entre os processos de soldagem por pressão se incluem os processos de soldagem por fricção, por ultra-som, por resistência elétrica, etc. Entretanto esses processos são de aplicação mais restrita e usados em condições particulares.

2.2 Processos de Soldagem por fusão

A soldagem por fusão inclui a maioria dos processos mais versáteis utilizados

atualmente, e são usadas subclassificações para facilitar o estudo destes processos. Uma classificação muito útil agrupa os processos de soldagem pelo tipo de fonte de energia usada para produzir a fusão e união de peças.

3 Pequeno Histórico da Soldagem

Embora a soldagem na sua forma atual, seja uma ciência recente, com cerca de 100 anos, outras formas como a brasagem e a soldagem por forjamento têm sido utilizadas desde épocas remotas. Existe, por exemplo, na Museu do Louvre, na França, um pingente de ouro com indicações de solda, feito na Pérsia, por volta de 4000 AC.

O ferro, cuja fabricação parece ter-se iniciado em 1500 AC, substituiu o cobre e o

bronze na fabricação de diversos artefatos. O ferro era produzido por redução direta (processo em que o minério de ferro era misturado com carvão em brasa e soprado, ocorrendo assim à redução do óxido de ferro pelo carbono, produzindo-se ferro metálico sem fusão do metal) e conformado por martelamento na forma de blocos com uns poucos quilogramas de massa. Quando se necessitava de peças maiores, soldavam-se estes blocos por forjamento, isto é, os blocos eram aquecidos ao rubro, colocava-se areia entre eles e martelava-se até a formação da solda. Na cidade de Delhi, na Índia, existe um pilar de sete metros de altura e mais de cinco toneladas, fabricado por este processo.

A soldagem foi usada também na Antiguidade e na Idade Média para a fabricação

de armas e outros instrumentos cortantes, pois o ferro obtido por redução direta não é

endurecivel por tempera, devido ao seu baixo teor de carbono (<0,1%), e o aço, com mais alto teor de carbono, era escasso e caro. Assim, as ferramentas e armas eram fabricadas em ferro, soldava-se uma lamina de aço no local do corte e temperava-se em seguida para endurecimento. Espadas de alta resistência e tenacidade foram fabricadas no Oriente Médio, usando-se um processo semelhante, no qual tiras alternadas de aço e ferro eram soldadas entre si e deformadas por compressão e torção. O resultado era uma lamina com uma fina alternância de regiões de alto e baixo carbono.

4 Referência Bibliográfica

“Tecnologia da Soldagem”

Autor: Prof. Paulo Villani Marques Universidade Federal de Minas Gerais Escola de Engenharia Departamento de Engenharia Metalúrgica

Belo Horizonte

Publicado com o apóia da ESAB S/A INDÚSTRIA E COMÉRCIO