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PREFÁCIO

ÍNDICE

ALGUMAS DEFINIÇÕES IMPORTANTES FUNDAMENTOS ESSENCIAIS

FOLHA:

03

04

Deus! O Criador

,,

06

A criatura humana

06

Os Mandamentos

06

Algumas vantagens de ser cristão

11

Planos de Deus para o resgate da humanidade

14

O Evangelho de Jesus Cristo

15

A pessoa de Jesus Cristo

,.

16

A missão de Jesus Cristo

16

O Reino dos céus

16

A Salvação

17

Sobre o Espírito Santo

18

A Bíblia

19

ASPECTOS RELACIONADOS COM A PESSOA DO CRISTÃO

Em relação a seu corpo

24

Sobre as vestes

24

Os deveres do cristão

24

Coisas essenciais

24

Características que todo cristão deve possuir

24

Procedimentos do cristão

25

3

Freqüência à Casa de Deus

27

O que Deus espera de nós

28

O que Deus deseja de nós

29

Os propósitos da vida do cristão

30

Outras considerações

30

A EVANGELIZAÇÃO DO MUNDO ENCARTE ILUSTRATIVO

A origem da religião evangélica

31

 

32

Deus! Pode estar perto

 

34

Dízimos

 

35

Domínio próprio

 

36

O poder das palavras do homem

 

37

Referencial

 

39

Vestimentas

 

40

PENSAMENTO CONCLUSIVO

42

BIBLIOGRAFIA

42

PREFÁCIO

Este trabalho foi elaborado, especialmente, para preparar novos convertidos para a vida cristã, tendo-se como proposta: a transmissão de conhecimentos do evangelho de Jesus Cristo, através de uma orientação gradativa e prática de assuntos previamente selecionados, a fim de que esses novos crentes, em curto espaço de tempo, possam ser transformados em autênticos cristãos, e consequentemente, participantes do reino dos céus.

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É fundamental, também, que cada participante desse projeto, tão logo venha a adquirir capacidade espiritual, compartilhe com outros desse alimento, não retendo para si, o que de graça tenha recebido. Ainda, em alusão a esta apresentação, convém esclarecer a todos que venham a tomar posse dessa mensagem, que, tudo isso tomou forma, porque não me foi possível mais, conter, dentro dos limites do meu entendimento, muito do que aprendi na busca pelo conhecimento da Palavra de Deus, e algumas outras coisas, extraídas da minha própria experiência de vida. E assim, compartilhando essas coisas com aqueles que venham a se identificar comigo, o meu modo de vida torna-se mais agradável, ao mesmo tempo em que acredito estar contribuindo para a propagação do evangelho de Jesus Cristo, nosso Salvador!

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ALGUMAS DEFINIÇÕES IMPORTANTES

- Palavra de origem hebráica que significa louvai a Yahveh (Jeová), e indica ale- gria.

Aleluia:

Amém:

- Palavra que significa o mesmo que dizer: “assim seja”. Alguns estudiosos dizem também, que essa palavra tem o seguinte significado: O Senhor Deus é o meu Senhor;

- Ser espiritual. Pelas Escrituras Sagradas, os anjos são espíritos ministradores enviados par servir a favor dos que vão herdar a salvação. (Hb 1:14);

Anjo:

- Anticristo: Inimigo de Cristo; impostor que, segundo a Bíblia, se fará passar por Deus;

(2ª Ts 2:3 e 4);

- “A Paz do Senhor”: Saudação adotada pelos adeptos de algumas denominações evangéli-

cas, em concordância com a saudação de Jesus Cristo, para com

seus discípulos;

- Céu: Região superior onde mora o nosso Deus (habitação de Deus); lar futuro dos santos

(Lc 11:2; At 7:49 ).

- Crente: Aquele que crê na sua religião;

- Cristão: O que professa o Cristianismo. Obs.: Os discípulos de Jesus, foram chamados de cristãos, pela primeira vez, em Antioquia (At 11:26).

- Cristianismo: Doutrina que se baseia nos ensinamentos ministrados por Jesus Cristo;

- Demônio: Anjo caído; espírito maligno (Mt 25:41; 2 o Pe 2:4; Jd 6);

- Graça: Dom sobrenatural;

- Idolatria: Adoração de ídolos; é um dos pecados capitais;

- Igreja: Templo onde se celebram ritos religiosos. Significa também, o Corpo de Cristo, no plano espiritual (Rm 12:5, Ef 1:22 e 23);

- Inferno:

Lugar destinado ao suplício dos condenados às penas eternas (Mt 5:22). a) Lugar de punição: Mt 10:28; 18:9; 22:13 e 23:33;

b) Hades (na língua grega): morada dos mortos (Lc 16:23, Ap 1:18);

c) Sheol (em hebraico):

- No Antigo Testamento, significa sepultura onde o corpo é colocado

após a morte (Gn 37:35);

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- No Novo Testamento, significa sepulcro em estado invisível (lugar de destruição) (Dt 32:27, Am 9:2);

- Louvor: Ato de enaltecer alguém ou alguma coisa; elogio;

- Mundanismo: Vida de quem só pensa em se divertir e gozar. Representa tudo que há neste mundo: concupiscência da carne, concupiscência dos olhos, e a soberba da vida (1 o . Jo 2:16). O apóstolo Paulo nos adverte contra o mundanismo (Cl 3:2). E Jesus Cristo, discorrendo sobre a Parábola do Semeador, nos mostra que o mundanismo esteriliza o conhecimento da verdade (Mt 13:22); Obs.: Concupiscência significa a inclinação a gozar os bens terrestres, particularmente aqueles ligados aos prazeres sexuais (que satisfazem os sentidos - visão, audição, paladar, olfato e tato);

- Novo convertido: Nome dado à pessoa que se converte ao Cristianismo. Obs.: a conversão é essencial para que o crente possa entrar no reino dos céus (Mt 18:3);

- Pecado: É a transgressão da lei Divina (1 o Jo 3:4);

- Profecia: Predição por inspiração Divina; predição de acontecimentos futuros;

- Profeta: Pessoa que transmite os desígnios divinos. Obs.: O último profeta que se tem conhecimento, segundo a Bíblia, foi João Batista; excluindo-se Jesus Cristo, naturalmente. Nos dias de hoje, não existe mais profeta, e sim, pessoas que recebem o dom de profecia, dado pelo Espírito Santo, conforme lhe

apráz. (1 o Co 12:11);

- Religião: Significa o desejo da criatura humana tornar a ligar-se com o seu Criador. A bem da verdade, para Deus, religião deve significar:

Guardar os dois primeiros e grandes mandamentos:

“Amar a Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento” (Mt 22:37); “Amar o próximo assim como Jesus Cristo nos amou (Jo 15;12). E ainda:

Visitar os órfãos e as viúvas nas suas aflições “ (Tg 1:27);

- Santuário: Edifício consagrado às cerimônias de uma religião;

- Tentação: Movimento íntimo que incita ao mal; atração para coisa proibida;

-Vaidade: Desejo imoderado de chamar a atenção, ou de receber elogios.

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1. DEUS!

O CRIADOR

PRIMEIRA PARTE FUNDAMENTOS ESSENCIAIS

1) Ele é Espírito (Jo 4:24); 2) É o Criador do Universo natural (Ex 20:11); 3) É o Criador do homem (Gn 1:26 e 2:7); 4) Sobre Deus o apóstolo Paulo assim se expressou:

“ os atributos invisíveis de Deus, desde a criação do mundo, tanto o seu

eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas ”

que foram criadas

(Rm 1:20);

5) Suas obras:

- “Tudo fez Deus formoso no seu tempo devido; também pôs a eternidade no coração

do homem, sem que este possa descobrir as obras que Deus fez desde o princípio até o fim” (Ec 3:11);

- “Deus faz coisas grandes e inescrutáveis, e maravilhas que não se podem contar” (Jó 5:9).

2. A CRIATURA HUMANA

1) É uma criação Divina:

- ”

nossa imagem, conforme a nossa semelhança

disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a

Criou Deus, pois,

o homem à sua imagem

Homem e mulher os criou” (Gn 1:26 e 27);

2) Seu domínio, restringe-se ao mundo natural:

1:26 e 27); 2) Seu domínio, restringe-se ao mundo natural: tenha ele domínio sobre os peixes

tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus,

sobre os animais domésticos, sobre toda a terra e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra” (Gn 1:26);

toda espécie de feras, de aves, de répteis e de serem marinhos se doma e tem

- “

-

disse Deus:

sido domada pelo gênero humano” (Tg 3:7); 3) É a coroa da Criação; 4) É um ser espiritual:

a) Possui um espírito: Podemos dizer que o espírito é a parte do homem que deve orientar a alma. É através do espírito que nos vem o entendimento das coisas. Referência bíblica sobre o espírito do homem:

- “Na verdade, há um espírito no homem” (Jó 32:8); b) Possui uma alma: A alma, certamente, é a parte do homem que dirige o corpo, e que, maneja os sentimentos e as emoções. A alma do homem sofre a seu respeito (Jó 14:22);

3. OS MANDAMENTOS

Deus fez todas as coisas, e, para que elas continuassem existindo, estabeleceu leis. Em relação a nós, criaturas dotadas de inteligência, sentimento, livre arbítrio; e criados à Sua própria imagem e semelhança (Gn 1:26 e 27), Ele também, impôs condições, que são, os mandamentos.

8

Se voltarmos ao princípio, podemos verificar que havia a determinação: “De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da arvore do conhecimento do bem e do mal não

porque no dia em que dela comeres, certamente

morrerás” (Gn 1:16 e 17). Mais adiante, a lei nos foi entregue por Deus, através de Moisés: Os dez mandamentos. Para os dias de hoje, Deus, fazendo uso de Sua grande sabedoria e misericórdia, simplificou tudo, e através de Jesus Cristo, seu Filho, nos impõe, apenas dois mandamentos. Entretanto, de conformidade com as Escrituras Sagradas, esta é a última oportunidade que Ele nos concede para que continuemos fazendo parte deste fantástico empreendimento, e ainda poder desfrutar de uma perfeita harmonia com Ele. Portanto, antes que se esgote a paciência de Deus, devemos tomar posição diante d’Ele, e com toda pureza de coração podermos dizer: Nada há que se possa questionar; porque somente Tú, ó Deus, é que sabes e conheces a razão de tudo! Quanto a nós, suas criaturas, contempladas com o direito de serem chamadas: filhos de Deus resta-nos apenas, procurar compreender de que maneira podemos executar ou tornar real o que Ele tem estabelecido para que o façamos, que é:

comerás

” complementada por: “

1) O primeiro grande mandamento:

“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda tua alma, e de todo o teu entendimento e de toda atua força” (Mc 12:30); 2) E, o segundo mandamento:

“Ameis uns aos outros assim como eu vos amei” (Jo 13:34).

COMO SE AMA A DEUS

1 o .) Retribuindo o Seu Amor

- “Nós amamos (a Deus) porque Ele nos amou primeiro” (1 a . Jo 4:19); 2 o .) Permanecendo n’Ele

- Amando uns aos outros (1 a . Jo 4:12);

- Testificando que Jesus Cristo é o Filho de Deus (1 a . Jo 4:15);

- Andando como Jesus andou:

- Fazendo a obra de Deus (Mt 4:23 e 24; 9:35);

- Praticando a justiça (Mt 22:16 a 21);

- Usando de misericórdia (Mt 20:34);

- Tendo amor pelas almas (Mt 9:36; 18:10 a 14);

- Não fazendo acepção de pessoas (Lc 15:1; Jo 3; 4:7 a 18);

- Procurando ser claro em suas palavras (Mc 4:33);

- Reconhecendo os sentimentos dos outros (Mt 8: 9 e 10);

- Evitando escândalos (Mt 17:24 a 27);

- Condenando a hipocrisia (Mt 6:5; 6:16; 22:15 e Mt 23);

- Em humildade (Jo 13:12 a 15);

6:5; 6:16; 22:15 e Mt 23); - Em humildade (Jo 13:12 a 15); - Buscando a

- Buscando a perfeição (Mt 5:48). 3 o .) Dando provas de nosso amor para com Ele

- Guardando os seus mandamentos (Jo 14:15 e 21);

4 o .) Procurando achar graça aos seus olhos

- Guardando no coração, amor e fidelidade (Pv 3:3 e 4);

- Praticando a justiça (1 a . Jo 2:29);

9

- Vivendo e andando em Espírito (Gl 5:16, 22, 23 e 25);

- Fazendo o que Ele manda (Jo 15:14);

- Na maneira de viver: “

sim, como sábios” (Ef 5:15); 5 o .) Seguindo o Seu exemplo

Vede, prudentemente como andais, não como néscios, e,

- “

outros”. (1 a . Jo 4:1).

se

Deus de tal

maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos

6 o .) Tendo consciência do sentimento de Deus para conosco

- O Senhor ama os justos (Sl 37:28);

- O Senhor guarda a todos os que o amam (Sl 145:20);

- Deus conhece aquele que o ama (1 a . Co 8:3; Pv 8:17);

- Deus prova o seu amor para conosco (Rm 5:8);

- Quem ama o Pai ama o Filho (Mt 10:37); 7 o .) Aceitando a Sua correção

- “Eu repreendo e disciplino a quantos amo

- O Senhor repreende a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem (Pv 3:12; Hb 12:6);

” (Ap 3:19);

8 o .) Aceitando a Sua provação

-

o Senhor Deus vos prova, para saber se amais o Senhor vosso Deus de todo

o

vosso coração, e de toda a vossa alma” (Dt 13:3);

9 o .) Não repartindo o amor que tem para com Ele

-

“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se a um, e ”

amar ao outro; ou se devotará a um e desprezará ao outro

(Mt 6:24);

10 o .) Procurando admirar e conservar as coisas que Deus criou a) Os céus e a terra:

- “Os céus proclamam a glória de Deus o firmamento anuncia as obras de

suas mãos” (Sl 19:1); - Salmos: Capítulo 104; Versículos de 1 a 25;

b) A natureza:

- “E disse: Produza a terra relva, ervas que dêem semente, e árvores

frutíferas que dêem fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nele, sobre a terra. E assim se fez. A terra, pois, produziu relva, ervas que davam sementes segundo a sua espécie, e árvores que davam fruto, cuja semente estava nele, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom” (Gn 1:11 e 12);

c) Os animais:

- “Criou, pois Deus os grandes animais marinhos e todos os seres viventes

que rastejam, ao quais povoavam as águas, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom.

E Deus os abençoou, dizendo: Sede fecundos multiplicai-vos e enchei as águas dos mares; e, na terra, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom” (Gn 1:21, 22 e 25);

10

- Quanto a isso, Jesus também, nos chama à atenção, quando nos diz:

“Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em ”

celeiros; contudo vosso Pai celeste as sustenta

(Mt 6:26);

COMO SE AMA O PRÓXIMO

1 O .) Quando se conhece a Deus

amemo-nos uns aos outros porque o amor procede de Deus e todo aquele que ama é nascido de Deus, e conhece a Deus” (1 a . Jo 4:7); 2 o .) Observando o exemplo de Deus em relação a nós

se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros” (1 a . Jo 4:11); 3 o .) Começando pelo nosso próprio lar

- “

- “

- Honrando a nossos pais (Ef 6:2 e 3);

- Obedecendo a eles (Cl 3:20);

4 o .) Considerando a todos como irmãos

- não nos criou o mesmo Deus?

- “De um só fez toda a raça humana para habitar sobre toda a face da terra”.

(Ml 2:10);

(At 17:26);

5 o .) Fazendo o que o Senhor nos pede

- Praticando a justiça, amando a misericórdia, e andando humildemente com Ele (Mq 6:8); 6 o .) Praticando a justiça

- “

- “Fazei justiça ao fraco e ao órfão, procedei retamente para com o aflito e o desamparado” (Sl 82:3);

os olhos do Senhor repousam sobre os justos e os ouvidos estão abertos as suas súplicas” (1 a . Pe 3:12);

- “

todo aquele que pratica a justiça é nascido dele (Deus) (1 a . Jo 2:29);

- O Senhor ama o que segue a justiça (Pv 15;9);

- O apóstolo Paulo, referindo-se a Timóteo, escreve: “

segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão” (1 a . Tm 6:11);

ó homem de Deus

7 o .) Usando de misericórdia

-

-

“Sede misericordiosos, como também é misericordioso o vosso Pai” (Lc 7:36); “

sede todos de igual ânimo, compadecidos, fraternalmente amigos,

misericordiosos, humildes” (1 a . Pe 3:8);

- “Quem se compadece do pobre ao Senhor empresta, e este lhe paga o seu

benefício” (Pv 19:17);

- “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de

misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade” (Cl

3:12);

- Observando o exemplo contido na Parábola do bom samaritano:

“Certo homem descia de Jerusalém para Jericó, e veio a cair nas mãos de salteadores, os quais, depois de tudo lhe roubaram e lhe causaram muitos ferimentos, retiraram-se deixando-o semi-morto Certo samaritano, que descia o seu caminho, passou-lhe perto e, vendo-o, compadeceu-se dele.

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E, chegando-se, atou-lhe os ferimentos, aplicando-lhe óleo e vinho; e, colocando-o sobre o seu próprio animal, levou-o a uma hospedaria e tratou ”

dele

(Lc 10:30, 33 e 34);

8 o .) Na maneira de tratá-lo a) Com fraternidade

sede

todos

de

igual ânimo,

-

misericordiosos, humildes” (1 a . Pe 3:8);

compadecidos,

fraternalmente

amigos,

b) Com bondade

- “Antes sede uns para com os outros benígnos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou” (Ef 4:32);

c) Cordialmente

- “Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra aos outros” (Rm 12:10);

d) Com cortesia

- “Não difamem a ninguém; nem sejam altercadores, mas cordatos, dando provas de toda cortesia, para com todos os homens” (Tt 3:2);

e) Com consideração

- Aos que trabalham e aos que presidem na casa de Deus (1 a . Ts 5:12 e 13); 9 o .) Fazendo o bem

não cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não

desfalecermos. Por isso, enquanto tivermos oportunidade, façamos o bem a todos, mas principalmente aos da família da fé “ (Gl 6:9 e 10);

assim é a vontade de Deus, que, pela prática do bem, façais emudecer a ignorância dos insensatos” (1 a . Pe 2:15); - Aos que nos odeiam (Lc 6:27); 10 o .) Não pagando mal por mal

-

- “

- (1 a . Pe 3:9);

11 o .) Evitando que alguém retribua a outrem mal por mal

- (1 a . Ts 5:15);

12 o .) Ajudando aos necessitados

- “Bem-aventurado o que acode ao necessitado; o Senhor o livra no dia do mal”

(Sl 41:1);

-

é mister socorrer aos necessitados, e recordar as palavras do próprio

Senhor Jesus: Mais bem-aventurado é dar do que receber” (At 20:35); 13 o .) Amparando os fracos - (1 a . Ts 5:14); 14 o .) Suportando as debilidades dos fracos - (Rm 15:1); 15 o .) Consolando os desanimados - (1 a . Ts 5:14); 16 o .) Orando pelos que nos perseguem - (Mt 5:44); 17 o .) Na maneira como lhe corrigimos

 

-

o

se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi- ”

(Gl 6:1);

com o espírito de brandura

18 o .) Procurando agradá-lo

cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificar” (Rm 15:2); 19 o .) Servindo-lhe naquilo que for possível

- “

12

- “Servi uns aos outros, cada um conforme o dom que recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus” (1 a . Pe 4:10);

- “

sede servos uns dos outros, pelo amor” (Gl 5:13).

4. ALGUMAS VANTAGENS DE SER CRISTÃO

1) É Bem Aventurado

- “Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores” (Sl 1:1);

- “Bem-aventurado o homem que põe no Senhor a sua confiança, e não pende para os arrogantes, nem para os afeiçoados à mentira” (Sl 40:1);

-

conhecimento” (Pv 3:13);

“Bem-aventurado o homem que encontra sabedoria e o homem que adquire

- “Bendito o homem que confia no Senhor, e cuja esperança é o Senhor” (Jr 17:7);

- “Bem-aventurado os que guardam a retidão, e o que pratica a justiça em todo o tempo” (Sl 106:3);

- Bem-aventurados são os que ouvem a Palavra de Deus e a guardam!” (Lc 11:28);

- Bem-aventurado o homem que teme o Senhor, e se compraz nos seus mandamentos”

(Sl 112:1);

- “Bem-aventurado é aquele que não achar em mim motivo de tropeço” (Lc 7:23);

- “Bem-aventurado aquele que não se escandalizar por minha causa” (Mt 11:6);

- “Bem-aventurados aqueles que lêem e aqueles que ouvem as palavras da profecia e ”

guardam as cousas nela escritas 2) Recebe perdão de seus pecados

- “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 a . Jo 1:9); 3) Passa ser filho de Deus

a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; a saber: aos que crêem no seu nome” (Jo 1:12);

(Ap 1:3);

- “

- todos vós sois filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus” (Gl 3:26);

- “Vêde que grande amor nos tem concedido o Pai, ao ponto de sermos chamados filhos ”

de Deus; e, de fato, somos filhos de Deus

(1 a . Jo 3:1).

4) Faz parte da família de Deus

- “

todo aquele que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão,

irmã e mãe” (Mt 12:50). 5) Não é sobrecarregado

- “

o meu jugo é suave e o meu fardo é leve” (Mt 11:30);

este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos” (1 a . Jo 5:3).

6) Tem muitos companheiros

- “Companheiro sou de todos os que te temem, e dos que guardam os teus preceitos” (Sl 119:63). 7) É propriedade de Deus

se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Quer, pois, vivamos ou morramos, somos do Senhor” (Rm 14:8)

-

- “

- “Nós somos de

Deus

” (1 a . Jo 4:6).

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8) É conhecido por Jesus

- “Eu sou o bom pastor; eu conheço as minhas ovelhas, e as minhas ovelhas me conhecem” (Jo 10:14);

o firme fundamento de Deus permanece tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem” (2 a . Tm 2:19). 9) É amado por Jesus

- “

- “Como o Pai me amou, também eu vos amei

10) É conhecido por Deus (Pai)

” (Jo 15:9).

- “

se alguém ama a Deus esse é conhecido por Ele” (1 a . Co 8:3).

11) É amado por Deus

o próprio Pai vos ama, visto que me tendes amado e tendes crido que eu vim da parte de Deus” (Jo 16:27).

- “

12) Seus caminhos têm luz

- “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos” (Sl 119:105);

- quem me segue não andara em trevas

(Jo 8:12) - Palavras de Jesus.

13) Tem o Espírito Santo como intercessor

- “O Espírito Santo nos assiste em nossa fraqueza, porque não sabemos orar como convém, e intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26). 14) Tem Jesus Cristo como intercessor

- “Cristo Jesus está a direita de Deus, e também intercede por nós” (Rm 8:34);

15) Tem Jesus Cristo como advogado (Mediador)

- “Se pecarmos, temos um Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo” (1 a . Jo 2:1). 16) Tem Deus a seu favor

- “

se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Rm 8:31).

17) É santuário de Deus

- “Não sabeis que sois santuário de Deus, e que o Espírito Santo de Deus habita em

vós?“ (1 a . Co 3:16);

- “O Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o conhece. Mas vós o conheceis, pois habita convosco, e estará em vós” (Jo 14:17). 18) É abençoado

- “Sobre a cabeça do justo há benção

- “O homem fiel será cumulado de bênçãos

(Pv 10:6);

(Pv 28:20).

19) Recebe estímulo do próprio Jesus

no mundo tereis aflições. Mas tende bom ânimo! Eu venci o mundo” (Jo 15:33). 20) Vida prolongada

- “

- “O temor do Senhor prolonga os dias da vida

21) É guardado por Deus

” (Pv 10:27).

mas também por

aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra” (Jo 17:15 e 20);

- “O Senhor guarda a todos os que ama” (Sl 145:20);

o Senhor ama a justiça e não desampara os seus santos, serão preservados para sempre” (Sl 37:28);

- “

- “Não peço que os tire do mundo; e sim que os guardes do mal

o Senhor é fiel; Ele vós confirmará e guardará do malígno” (2 a . Ts 3:3). 22) Tem socorro no Pai e no Filho (Jesus)

- “

14

- “O meu socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” (Sl 121:2);

- “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia” (Sl 46:1); “

ele (Jesus), evidentemente, não socorre a anjos, mas socorre a descendência de Abraão” (Hb 2:16). 23) Tem proteção Divina

esta é a vontade daquele que me enviou, que eu não perca nenhum de todos os que ele me deu” (Jo 6:39);

- “O anjo do Senhor acampa-se ao redor dos que o temem, e os livra” (Sl 34:7). 24) O maligno não lhe toca

todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o malígno não lhe toca” (1 a . Jo 5:18). 25) É Deus quem lhe disciplina

-

- “

- “

- o Senhor corrige a quem ama

(Hb 12:6);

- o

Senhor repreende a quem ama, assim como o pai ao filho a quem quer bem” (Pv

3:12)

26) Está seguro

-

o que confia no Senhor, está seguro” (Pv 29:25);

ninguém poderá arrebatá-las da minha mão” (Jo 10:28) - Palavras de Jesus. 27) Tem motivos para se alegrar

- “

- Através da prática das virtudes (amor, misericórdia, etc.); ”

- Pelas almas que se convertem:

- “Praticar a justiça é alegria para o justo

(Pv 21:15);

- “Não tenho maior alegria do que esta: a de ouvir que os meus filhos andam na

verdade” (3 a . Jo 4);

- Por tantas e tantas coisas que Deus tem lhe concedido 28) Serve de exemplo para o mundo

- “Vós sois o sal da terra

- “Vós sois a luz do mundo

” (Mt 5:13);

” (Mt 5:14).

29) Tem paz

- “Em paz me deitarei e dormirei, pois só tu, ó Senhor, me fazes habitar em segurança”

(Sl 4:8);

- “Deixo-vos a minha paz, a minha paz vos dou

” (Jo 14:27).

30) A que se assemelha

ao homem que edificou uma casa, e cavou, e abriu bem fundo, e lançou os alicerces

sobre a rocha. Vindo a enchente, bateu com ímpeto a corrente naquela casa, e não a pôde abalar, porque estava fundada sobre a rocha” (Lc 6:48).

31) Todas as coisas concorrem para o seu bem

todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Rm 8:28). 32) Tem promessas de coisas extraordinárias!

olhos não viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 a Co 2:9);

- “

- “

- “

15

- “

Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque havemos de

vê-lo como ele é” (1 a Jo 3:2);

-

agora somos filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser.

esta é a promessa que ele mesmo nos fez, a vida eterna” (1 a . Jo 2:25).

ele mesmo nos fez, a vida eterna ” (1 a . Jo 2:25). 5. PLANOS DE

5. PLANOS DE DEUS PARA RESGATE DA HUMANIDADE

O primeiro acordo feito entre Deus e o homem, surgiu em forma de

determinação, como se um pai dissesse para um filho:

“De toda árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás, pois do dia em que dela comeres, certamente morrerás” (Gn 2:16 e 17). Essa ordem, nada mais foi, senão, uma espécie de instrumento jurídico pelo qual o homem pudesse viver bem. Mas, Adão, só conhecia o lado bom das coisas, e por isso, provavelmente, não tivesse condições para imaginar como seria desastroso o outro lado. Talvez tenha sido por essa razão que ele consentiu em desobedecer a Deus, e por isso, a terra veio a se corromper e ficar cheia de violência (Gn 6:11 e 12); e não era isso que Deus queria. Então, Ele resolveu exterminar da face do nosso planeta, todas as pessoas e todos os animais (Gn 6:13). Após o dilúvio, Noé e sua família estabeleceram-se novamente na terra, e então Deus lhes disse: “Eis que estabeleço a minha aliança convosco e com vossa descendência” (Gn 9:8 e 9)

- A

arrogância humana se manifestou (Torre de Babel - Gn 11). A guerra passou a fazer parte na vida das pessoas, e o pecado muito se agravou. (Gn 6:5) Nessas condições, Deus chamou Abraão, e lhe fez a seguinte promessa: “Sai da tua

terra, da tua parentela e da casa de teu pai, e vai para a terra que eu te mostrarei, de ti farei uma grande Nação” (Gn 12:1 e 2). Sendo assim, vivendo sob a benção de Deus, a descendência de Abraão - Isaque, Jacó e José - constitui-se numa marca na relação Deus - Israel.

E foi, exatamente José, que habitava no Egito, que antes de morrer disse a seus

irmãos: “

jurou dar a Abraão, a Isaque e a Jacó” (Gn 50:22 e 24).

Deus certamente vos visitará, e vos fará subir desta terra para a terra que

O tempo foi-se passando, e, novamente, o povo voltou a se distanciar de Deus

A História bíblica nos narra, que os filhos de Israel foram fecundos, que aumentaram

muito e se multiplicaram, e grandemente se fortaleceram; de maneira que a terra se encheu deles (Ex 1:7). Mas um novo rei que não havia conhecido José se levantou no Egito e vendo que o povo de Israel era numeroso e forte e não desejando que o povo saísse do Egito, resolveu usar de astúcia, submetendo o povo israelita à escravidão e lhe fazendo amargar a vida com dura servidão (Ex 1:14). Decorridos muitos dias morreu o rei do Egito, os filhos de Israel gemiam sob o jugo de servidão, e por causa dela clamaram, e o clamor deles subiu a Deus. Ouvindo Deus, o gemido do povo, lembrou-se da sua aliança com Abraão, com Isaque e com Jacó (Ex 2:23 e 24). Então o Senhor Deus escolheu um varão chamado Moisés, para retirar o povo do Egito. Foi

uma missão muito difícil, muito espinhosa, mas também muito gloriosa. Porque o povo teve a

O tempo de

oportunidade de ver e conhecer algumas das muitas maravilhas que Deus faz

“sem lei”, estava chegando ao fim, porque Deus, mais uma vez, achou por bem usar de

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Escreve estas palavras:

porque segundo o teor destas palavras fiz aliança contigo e com Israel” (Ex 34:27). E

escreveu Moisés nas tábuas as palavras da aliança, as dez palavras. (Ex 34:28)

misericórdia para com o seu povo, e assim, disse a Moisés: “

Tudo foi rigorosamente elaborado, com a finalidade de que o povo, novamente, tivesse um "instrumento" pelo qual pudesse regular a sua conduta dentro de padrões compatíveis e desejáveis à espécie humana, e pelo qual pudesse alcançar justiça diante de Deus. Mas o povo judeu era de dura cerviz; propenso à iniquidade e à idolatria; e isso, certamente, foi a causa da quebra de todas as alianças firmadas até em então. Todavia a misericórdia e a bondade de Deus são imensuráveis; e a promessa que Ele havia feito a nossos pais, ainda estava de pé, pois Ele não muda e nunca mudará! A benignidade de Deus atingiria horizontes ainda mais distantes; tão distantes que chegaria

até nós, os chamados gentios. Graças a Deus! - “Eu o Senhor te chamei em justiça, tomar- te-ei pela mão, e te guardarei, e te farei o mediador da aliança com o povo, e luz para os gentios” (Is 42: 6). Dessa maneira, o Senhor estenderia a sua graça, não mais somente ao povo judeu, que é o povo da promessa, mas também a todos os demais povos, nações, e tribos. Nesta nova aliança, Jesus Cristo é o nosso mediador, e o seu desejo é que habitemos, não mais neste mundo como fora proposto inicialmente, mas nas próprias mansões celestiais, juntamente com Ele! (Jo 14:2 e 3). Esta nova e surpreendente decisão de Deus, e o pouco tempo de vida que o malígno ainda dispõe, são, sem sombra de dúvidas, motivos suficientes para justificar o porque de

Logo, como servos de Deus

tanto ódio e tanta maldade entre as pessoas em todo o mundo!

que somos, resta-nos procurar estabelecer um melhor envolvimento com a propagação do evangelho, buscando dessa forma, alcançar o maior número de almas possível, até que se cumpra esta palavra de Jesus: “E será pregado este evangelho do reino por todo mundo, para testemunho a todas as nações. Então virá o fim” (Mt 24: 14).

6. O EVANGELHO DE JESUS CRISTO

O Evangelho, também chamado de “Boas Novas”, surgiu em decorrência do grande Amor de Deus para com o mundo (Jo 3:16); sendo também, o último plano d’Ele para resgate da humanidade; e tem como base de sustentação, a fé na pessoa de Jesus Cristo, seu Filho. As grandes conquistas territoriais levadas a efeito no decorrer do Século IV a.C., por Filipe II, da Macedônia e seu filho, Alexandre, o Grande; proporcionaram a disseminação da

cultura grega entre esses povos. Essa cultura primava pela filosofia da liberdade, e nesse contexto, cada pessoa representava um cidadão do mundo, com inteira liberdade para escolher sua profissão, opinião filosófica, e até a sua religião. Tais acontecimentos, na verdade, nada mais foi, senão uma preparação do mundo para receber o Evangelho de Jesus Cristo. Todo esse movimento não ocorreu por acaso,

Eu vos

certamente; e sim, para que se cumprisse as promessas da Escritura Sagrada: “

digo que o reino de Deus vos será atirado, e será entregue a um povo que produza frutos”

esta salvação de Deus é enviada aos gentios, e eles ouvirão”

(Mt 21:43). E ainda: “ (At 28:28).

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Sendo assim, com a implantação do Evangelho, uma nova fase, também, começou a vigorar na vida dos povos, é o chamado: período da Dispensação da Graça, e que representa a última oportunidade de escolha que Deus concede aos homens.

última oportunidade de escolha que Deus concede aos homens. 7. A PESSOA DE JESUS CRISTO -

7. A PESSOA DE JESUS CRISTO

- É o Filho de Deus (Jo 1:14 e Hb 1:2)

- Veio anunciar o evangelho do reino (Lc 4:43)

- Início da sua missão (Lc 4:16 a 21)

- Veio para servir (Mt 20-28)

- Seu nome é poderoso (Jo 14:13; At 3:6)

- Colocou-se no nosso lugar (Gl 3:13; 1 o Pe 3:18; Gl 1:4;Is 53:5)

- É o nosso Salvador (Jo 3:17; 1 o Tm 1:15; At 4:12)

- É imutável (Hb 13:8)

- É o Senhor (1 o Co 8:6)

- É o mediador entre Deus e os homens (1 o Tm 2:5; Hb 8:6; 9:15 e 24; 12:24;1 o Jo 2:1)

8. A MISSÃO DE JESUS CRISTO

proclamar libertação aos cativos e restauração da vista

aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor”

(Lc 4:18 e 19).

“ Evangelizar aos pobres;

9. O REINO DOS CÉUS

1) É dado a conhecer a todos, indistintamente (Parábola do semeador - Mt 13:1 23); 2) É semelhante a uma rede de pesca (Parábola da rede - Mt 13:47 a 50) “O reino dos céus é semelhante a uma rede que, lança-se ao mar, recolhe-se peixes de toda espécie. E, quando já está cheia, os pescadores arrastam-na para a praia e, assentados, escolhem os bons para os cestos, e os ruins deitam fora”. Nessa passagem bíblica, podemos compreender com clareza, que a palavra de Deus

deverá ser levada a todas as pessoas, indistintamente, mas chegará o momento em que se fará uma separação entre aqueles que a compreenderam e aceitaram, e aqueles que

Aí, com toda calma de quem não tem pressa, será feita a

escolha 3) Semelhante a uma pedra de grande valor (Parábola da pérola - Mt 13:45 e 46) “O reino dos céus é semelhante a um que negocia a procura boas pérolas; e tendo achado uma pérola de grande valor, vendeu tudo o que possuía, e comprou”. Essa parábola, certamente, refere-se àquelas pessoas que procuram encontrar um conhecimento tal que lhes proporcione uma sólida segurança espiritual; até que, certo dia, encontram o Evangelho de Jesus Cristo, e descobrem que nada neste mundo merece ser comparado a esta “Jóia”; então; desfazem-se de tudo que dispõem, ou seja:

abandonam seus conhecimentos ou filosofias, e passam a viver fundamentadas, exclusivamente, no Evangelho de Jesus Cristo. 4) Parábola da semente (Mc 4:26 a 29) “O reino dos céus é assim como se um homem lançasse a semente à terra, depois se levantasse, de noite e de dia, e a semente germinasse e crescesse, não sabendo ele

dela não fizeram caso

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como. A terra por si mesma frutifica, primeiro a erva, depois a espiga, e, por fim o grão cheio na espiga. E quando o fruto já está maduro, logo se lhe mete a foice, porque é chegada a ceifa.” Com esse exemplo, fica mais fácil de se compreender o processo da implantação do evangelho, em relação à criatura humana. Observa-se, perfeitamente, que esse processo pode levar tempo (dias, meses ou até mesmo, anos), mas um dia, a resposta virá.

A terra representa a própria pessoa, que, após receber a semente do evangelho,

haverá de atingir a seu tempo, a plenitude desejada para compreender e reagir à Vontade de Deus em sua vida. E é, essa condição que a habilitará a fazer parte deste fantástico Domínio, que é o Reino de Deus

10. A SALVAÇÃO

É uma mudança de domínio. Deus nos liberta do império das trevas e nos transporta para o reino do seu Filho (Cl 1:13). Neste novo reino, nós devemos viver de acordo com a vontade de Deus. Na verdade,

a salvação nos é concedida porque passamos a obedecer ao que Deus nos ordena. Tudo o que Jesus diz é: “Segue-me!” Ele não diz para onde, e nem quanto nos pagará. Ele apenas dá a ordem. Salvação é acima de tudo, submissão. Salvar-se, significa colocar-se sob o domínio de Cristo. É tornar-se cidadão do seu reino, coberto pela sua proteção. Salvação é também uma ordenança. Deus quer que sejamos salvos, pois todos pecaram. Por isso, Ele ordena a todos que se arrependam. Se não nos arrependermos estaremos desobedecendo a Deus. É por isso que as pessoas que não se arrependem são castigadas. Se, se tratasse, apenas, de um convite, não haveria razão de ter castigo. Na época da igreja primitiva, os apóstolos diziam: “Arrependei-vos e sejam

batizados!” - Era uma ordem, e não, uma simples questão de opção

Cristo disse: “Mateus,

segue-me!” - Não foi um convite, foi uma ordem. Mateus iria obedecer ou não. É assim o evangelho do reino. “Arrependei-vos, e crede!” - Ou nós obedecemos, ou, não.

A salvação é uma coisa pessoal e intransferível. É algo tão especial, que por nada

neste mundo pode ser trocada.

COMO SE PROCESSA A SALVAÇÃO

O que uma pessoa qualquer precisa para se habilitar à salvação, resume-se, praticamente, em 3 (três) coisas; a saber:

a) Crer que Jesus Cristo é o Filho de Deus Quando uma pessoa passa a crer que Jesus Cristo, realmente é o Filho de Deus, e vem a se arrepender das faltas que cometeu, ocorre o fenômeno que chamamos de “conversão”. Daí em diante, o Espírito Santo passa a atuar nessa pessoa, transformando todo o seu modo de vida; ou seja, essa pessoa passa a agir mais em função dos preceitos de natureza divina, evitando a sua própria maneira de ser, em razão dessa, ser, naturalmente, contrária aos princípios de Deus. Com o decorrer do tempo, a busca pelo conhecimento da verdade e a sua total entrega, lhe proporcionam condições para que o Espírito Santo opere mais no seu entendimento, trabalhando, até que ela possa atingir a mente de Cristo, que é alvo de todos nós, os seus discípulos.

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b) Ser Batizado

O batismo, não é uma criação de nenhuma denominação cristã, nem dos

apóstolos, mas de Deus. Pois, ele é realizado em nome do Pai, do Filho, e do Espírito Santo.

O batismo enfoca que morremos para um soberano e renascemos sob o

domínio de outro. De preferência, a pessoa deve ser batizada logo que passe a compreender as coisas deste novo reino, para que ela possa valorizar melhor tudo

o que passa a ocorrer em sua vida. Como nova criatura, a pessoa deverá procurar espelhar-se na pessoa de Jesus Cristo; e assim, ela entra para um processo de santificação, que é o que irá garantir o seu passaporte para a salvação.

c) Perseverar

Quando se diz, perseverar significa dizer que devemos continuar firmados em Cristo; em tudo aquilo que nos foi ensinado a seu respeito, de conformidade com que está escrito nas Escrituras Sagradas. Sobre essa questão, o próprio Jesus, assim se manifestou: “Aquele, porém, que perseverá até o fim, esse será salvo” (Mt 24:13). Portanto, a salvação não é uma coisa que se adquire com certificado de posse definitiva, mas, o que garante essa posse, é o compromisso com a perseverança; porque, naquele dia, muitos dirão: “Senhor, Senhor. Porventura não temos nós em teu nome profetizado, e em teu nome não fizemos milagres? E Jesus, lhes responderá: “ Apartai-vos de mim, os praticais a iniqüidade” (Mt 7:22 e 23).

11. SOBRE O ESPÍRITO SANTO

- É nosso Consolador (Jo 14:16; 15:26);

- Convence o mundo, do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:8);

- É concedido para aqueles que se arrependem e se batizam (At 2:38);

- Habita nos crentes (Jo 14:17 e 1 o Co 3:16);

- Testifica que somos filhos de Deus (Rm 8:16);

- Intercede por nós (Rm 8:26);

- Nos ensina o que devemos fazer (Lc 12:12; Jo 14:26);

- Dá poder (At 1:8);

- Orienta na seleção de líderes (At 13:2); - Escolhe os campos de operação (At 16:6).

14:26); - Dá poder (At 1:8); - Orienta na seleção de líderes (At 13:2); - Escolhe

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12. A BÍBLIA Livro que contém o texto da Sagrada Escritura. Também chamada de:

As Escrituras; a Lei.

1) Algumas informações sobre a Bíblia:

- Foi inspirada por Deus (2 o Tm 3:16)

- Fornece luz nas trevas (Sl 119:105 e 130)

- É alimento para a alma (Jó 23:12; Sl 119:103; 1 o Pe 2:2)

- É uma arma de defesa (Ef 6:17)

- Tem poder salvador (Rm 1:16)

- Foi escrita com os seguintes propósitos:

a) Dar esperança aos homens (Rm 15:4)

b) Dar conhecimento sobre a vida eterna (1 o Jo 5:13)

b) Dar conhecimento sobre a vida eterna (1 o Jo 5:13) c) Nos trazer advertências, através

c) Nos trazer advertências, através dos relatos de experiências humanas (1 o Co 10:11)

d) Autenticar a divindade de Jesus Cristo (Jo 20:31)

2) Esboço condensado

a) O Pentateuto

- Gênesis: O livro das origens. A origem do Universo, do gênero humano, etc. Em grande parte é um registro histórico das origens do povo escolhido.

- Êxodo: O cativeiro, a libertação, e as origens da história de Israel em seu caminho a Canaã, sob a liderança de Moisés.

- Levítico: O livro de leis acerca de moralidade, limpeza, alimento, etc. Ensina o acesso a Deus através de sacrifícios.

- Números: O livro das peregrinações de Israel, o vaguear de quarenta anos pelo deserto. - Deuteronômio: É uma repetição das leis dadas um pouco antes da entrada de Is- rael em Canaã.

b) Livros históricos

- Josué: É um registro da conquista de Canaã sob a liderança de Josué e da divisão da terra entre as doze tribos.

- Juízes: É a história das seis servidões de Israel e das várias libertações da terra através dos quinze juízes.

- Rute: É a bela história de Rute, uma ascendente de Davi e de Jesus Cristo.

- Samuel: É a história de Samuel, com as origens e os primeiros anos da monarquia em Israel sob os reinados de Saul e Davi.

- 1 o e 2 o Reis: É a história das origens do reino de Israel e mais tarde do reino dividido. Aparecem as personalidades heróicas de Eliseu e Elias.

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- 1 a e 2 a Crônicas: Em grande parte é um registro dos reinados de Davi, Salomão, e dos reis de Judá até a época do cativeiro.

- Esdras: É um registro do regresso dos judeus do cativeiro e da reconstrução do templo.

- Neemias: É um relato da reconstrução dos muros de Jerusalém e do restabelecimento das ordenanças sagradas.

- Ester: É a história da libertação dos judeus pela rainha Ester do complô de Hamã, e do estabelecimento da festa do Purim.

b) Livros poéticos

- Jó: O problema do sofrimento, mostrando a maldade de Satanás, a paciência de Jó, a vaidade da filosofia humana, a necessidade da sabedoria Divina, e a liberta- ção final do sofrimento.

- Salmos: É uma coleção de cento e cinqüenta cânticos espirituais, poemas, e orações usadas através dos séculos pelos judeus e pela igreja para adoração e devoção.

- Provérbios: É uma coleção de máximas e dissertações sobre sabedoria, temperança, justiça, etc.

- Eclesiastes: São reflexões sobre a frivolidade da vida e nossos deveres e obrigações perante Deus.

- Cântico dos Cânticos: É um poema religioso que simboliza o amor mútuo entre Cristo e a Igreja.

d) Livros poéticos

d.1) PROFETAS MAIORES

- Isaías: O grande profeta da redenção. É um livro rico em profecias messiânicas, mesclado com maldições pronunciadas sobre as nações pecadoras.

- Jeremias: O profeta chorão. Viveu desde os tempos de Josias até o cativeiro. Tema principal: a reincidência, o cativeiro, e a restauração dos judeus.

- Lamentações: São uma série de clamores de Jeremias, lamentando as aflições de Israel.

- Ezequiel: É um livro de impressionantes metáforas que descrevem claramente a triste condição do povo de Deus e o caminho, a exaltação e a glória futura. - Daniel: É um livro de biografia pessoal e visões apocalípticas acerca dos acontecimentos da história secular e sagrada.

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d.2) PROFETAS MENORES

- Oséias: Foi contemporâneo de Isaías e Miquéias. Pensamento central: a apostasia de Israel caracterizada como adultério espiritual. O livro está cheio de impressionantes metáforas que descrevem os pecados do povo.

- Joel: Foi um profeta de Judá. Tema principal: o arrependimento da nação e suas bênçãos. “O dia do Senhor”, um tempo de juízes divinos pode ser transformado em um período de bênçãos.

-

Amós: O profeta pastor. Foi um reformador valente, que denunciava o egoísmo

e

o pecado. O livro contém uma série de cinco visões.

-

Obadias: Tema principal: a condenação de Edom e a libertação final de Israel.

- Jonas: É a história do “missionário relutante”, a quem Deus ensinou, através de uma experiência amarga, a lição da obediência e a profundidade da misericórdia divina.

- Miquéias: É o relato sombrio da condição moral de Israel e de Judá, mas é também a predição do estabelecimento do reino messiânico no qual prevalecerá a justiça.

- Naum: Tema principal: a destruição de Nínive. Deus promete libertar Judá da opressão assíria.

- Habacuque: Foi escrito no período babilônico ou caldeu. Os mistérios da providência. Como pode um Deus justo permitir que uma nação pecadora oprima a

Israel?

- Sofonias: Embora de tom sombrio e cheio de ameaças, termina numa visão da glória futura de Israel.

- Ageu: Foi colega de Zacarias. Repreendeu ao povo por negligenciar a construção do segundo templo, mas prometeu a volta da glória de Deus quando o edifício estivesse concluído.

-

Zacarias: Contemporâneo de Ageu ajudou a animar aos judeus a reconstruírem

o

templo. Teve uma série de oito visões e viu o triunfo final do reino de Deus.

- Malaquias: É uma descrição gráfica dos últimos períodos da história do Antigo Testamento, que mostra a necessidade de reformas antes da vinda do Messias.

e) Novo Testamento

e.1) LIVROS BIOGRÁFICOS

- Mateus: Autor, um dos doze apóstolos. De estilo narrativo, especialmente adaptado aos judeus, mostra que Jesus era o Rei e Messias das profecias hebráicas.

- Marcos: Autor João Marcos. É um registro pitoresco e breve que ressalta o poder sobrenatural de Cristo sobre a natureza, as enfermidades, e os demônios. Todo esse poder divino foi exercitado em benefício do homem. - Lucas: Autor, “médico amado”. É a biografia mais completa de Jesus como o Filho do Homem, cheio de compaixão pelos pecadores e os pobres.

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- João: Autor, “o discípulo amado”. A narração revela a Jesus como o filho de Deus e registra seus mais profundos ensinos. Duas palavras. “fé” e “vida eterna”, ressaltam através do livro.

e.2) Livro histórico

- Atos dos Apóstolos: Autor, Lucas. É uma continuação do Evangelho de Lucas. Tema principal: A origem e o crescimento da igreja primitiva, desde ascensão de Cristo até o encerramento de Paulo em Roma.

e.3) Cartas Paulinas

- Romanos: Dirigida aos cristãos de Roma. É uma magistral exposição da necessidade e da natureza do plano de salvação (capítulos 1 a 11). Finaliza em exortações acerca dos deveres espirituais, sociais e cívicos.

- 1 a Coríntios: Dirigida à igreja de Corinto. Temas principais: a limpeza da igreja de diversos males, e instruções doutrinárias.

-

2 a Coríntios: Temas principais: as características de um ministério apostólico e

o

reconhecimento do apostolado de Paulo.

- Gálatas: Dirigida à igreja da Galácia. Temas principais: uma defesa da autoridade apostólica de Paulo e da doutrina da justificação pela fé, com advertências contra falsos mestres e contra a volta ao judaísmo.

- Efésios: Escrita à igreja de Éfeso. É uma exposição do glorioso plano de salvação. Enfatiza especialmente o fato de que foram derrubadas todas as

barreiras entre judeus e gentios.

- Filipenses: É uma carta de amor à igreja de Filipos. Revela a intensa devoção do apóstolo a Cristo, sua feliz experiência na prisão, e seu profundo interesse em que

a igreja esteja firme na sã doutrina.

- Colossenses: Escrita à igreja de Colossos. Tema principal: a glória transcendente de Cristo como cabeça da Igreja. Incentivando o abandono de todas as filosofias mundanas e do pecado.

- 1 a Tessalonicenses: Escrita à igreja de Tessalônica. Possui recomendações apostólicas, reminiscências, conselhos e exortações. Dá especial ênfase à esperança consoladora da futura vinda de Cristo.

- 2 a Tessalonicenses: É uma continuação da primeira carta. Escrita a fim de esclarecer à igreja a doutrina da segunda vinda de Cristo e alertar os crentes acerca de distúrbios e desordens sociais.

- 1 a Timóteo: Conselhos a um pastor jovem concernentes à sua conduta e atividades ministeriais.

- 2 a Timóteo: Foi a última carta de Paulo, escrita pouco antes de sua morte, a fim de instruir e aconselhar ao seu “verdadeiro filho na fé”.

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- Tito: É uma carta apostólica de aconselhamento e exortação a um amigo de confiança, que era evangelista em um campo difícil. Dá ênfase especial à doutrina das boas obras.

- Filemom: É uma carta particular a Filemom, pedindo-lhe que receba e perdoe a Onésimo, um escravo fugido.

e.4) CARTAS GERAIS

- Hebreus: Desconhece-se o seu escritor. Tema principal: a glória transcendente de Cristo e as bênçãos da nova dispensação, comparadas às do Antigo Testamento.

- Tiago: Seu escritor foi possivelmente Tiago, o irmão do Senhor. Dirigida aos judeus dispersos, convertidos. Tema principal: a fé prática, manifestada em boas obras, em contraste com a simples profissão de fé.

- 1 a Pedro: É uma carta de ânimo, escrita pelo apóstolo Pedro aos santos dispersos por toda a Ásia Menor. Tema principal: o privilégio dos crentes em obter vitória nas provas, seguindo o exemplo de Cristo, e de viver vidas santas num mundo ímpio.

- 2 a Pedro: Em grande parte é uma advertência contra falsos mestres e zombadores.

- 1 a João: É uma profunda mensagem espiritual dirigida pelo apóstolo João às diversas classes de crentes na igreja. Coloca grande ênfase no privilégio do conhecimento espiritual do crente, no dever do companheirismo e no amor fraternal.

- 2 a João: É uma breve mensagem de João acerca da verdade divina e do erro mundano. Dirigido “à dama escolhida e a seus filhos”. Faz uma advertência contra a heresia e os falsos mestres.

- 3 a João: É uma carta apostólica de recomendação escrita a Gaio, a qual contém traços de personalidade de certos membros da igreja.

- Judas: Seu escritor foi possivelmente o irmão de Tiago. Temas principais:

exemplos históricos de apostasia e juízos divinos sobre os pecadores, com advertência contra os mestres imorais.

e.5) LIVRO PROFÉTICO - Apocalipse: Escritor, o apóstolo João. Temas importantes: é principalmente uma série de visões apocalípticas acerca dos acontecimentos na história religiosa. Descreve um grande conflito moral entre os poderes divino e satânico, terminando com a vitória do Cordeiro.

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SEGUNDA PARTE

ASPECTOS RELACIONADOS COM A PESSOA DO CRISTÃO

1. Em relação ao seu corpo

- Não deve ser desfigurado

- nem fareis marca nenhuma sobre vós: Eu sou o Senhor” (Lv 19:28);

- “O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo, sejam

conservados

íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”

(1 o . Ts 5:23).

2. Sobre as vestes

“A mulher não usará roupa de homem, nem o homem veste peculiar à mulher; porque ”

- “Da mesma sorte, que as mulheres, em traje decente, se ataviem com modéstia e bom

qualquer que faz tais coisas é abominável ao Senhor

-

(Dt 22:5);

senso, não

com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso” (1 o . Tm 2:9);

3. Os deveres do cristão 1 o ) Vigiar - “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. Na verdade o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26:41).

“Bem-aventurado o homem que me dá ouvidos velando diariamente às minhas portas…” (Pv 8:34). 2 o ) Orar - “Orai sem cessar”(1 o Ts 5:17) 3 o ) Ler a palavra de Deus (Ap 1:3) 4 o ) Exortar uns aos outros (Hb 3:13) 4. Coisas essenciais

- “Abster-se das coisas sacrificadas a ídolos, do sangue da carne de animais sufocados e das relações sexuais ilícitas” (At 15:29); Recomendações:

a) Em relação a coisas sacrificadas a ídolos

- “Se algum dos incrédulos vos convidar, e quiserdes ir, comei de tudo o que se

puder diante de vós, sem nada perguntar, por causa da consciência. Mas se alguém vos disser: Isto foi sacrificado a ídolos, não comais, por causa da consciência (não a nossa consciência, mas a dos outros)” (1 a . Co 10:27 a 29). Não vos torneis causa de tropeço para ninguém nem tão pouco para a igreja de Deus” (1 a . Co 10:32).

b) Em relação ao sangue

- “Empenhas-te e não compres o sangue, pois o sangue é a vida, pelo que não

comerás a vida com a carne” (Dt 12:23);

- “Comei de tudo o que se vende no mercado, sem perguntar nada, por causa da

consciência” (1 a . Co 10:25). 5. Características que todo cristão deve possuir 1) Simplicidade - aquele que não tem malícia, puro, sincero. 2) Prudência - cauteloso, precavido. 3) Afeição - aquele que é afetuoso, cheio de afeto. 4) Cortês - gentil, polido, afável. 5) Justo - que age conforme a razão, a verdade. 6) Misericordioso - que é compassivo.

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7) Humilde - que se diminui voluntariamente. 8) Manso - pacífico de índole. 9) Íntegro - refere-se àquele cuja honestidade é absoluta; que não se deixa corromper; que possui retidão de caráter. 10) Pacífico - amigo da paz. 11) Benevolente - que gosta de fazer o bem. 12) Paciente - que tem paciência. 13) Prestativo - que está pronto para servir. 14) Discreto - que não chama atenção. 15) Moderado - que age com moderação, comedido; prudente. 16) Tolerante - condescendente (complacente); transigente. 17) Respeitador - que guarda o decoro que convém à sua situação; a sua dignidade. 18) Sóbrio - discreto; moderado; sem excesso de ornamentação; sem luxo. 19) Astuto - que denota engenhosidade. 20) Consciente - refere-se àquele que sabe o que faz.

6. Procedimentos do cristão 1) Cuidados que devemos ter com o linguajar

- “

seus lábios não falem engano” (1 o . Pe 3:10);

- “Se alguém cuida ser religioso, e não refreia a sua língua antes engana o seu coração,

a sua religião é vã” (Tg 1:26);

- “Não sáia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e, sim, unicamente a que for boa

para edificação, conforme a necessidade e assim transmita graça aos que ouvem” (Ef

4:29);

quem quiser desfrutar a vida, e ter dias felizes, refreie a sua língua do mal, e os

- “Linguagem sadia e irrepreensível, para que o adversário seja envergonhado não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito” (Tt 2:8). 2) No lar

- Para o esposo: Amar a sua esposa e não tratá-la com amargura (Cl 3:19);

- Não irritar os seus filhos (Cl 3:21 e Ef 6:4);

- Para a esposa: Ser submissa a seu marido (Cl 3:18 e 1 o .Pe 3:1);

- Não irritar os seus filhos (Cl 3:21);

- Para os filhos: Honrar a seus pais (Ef 6:2 e 3);

- Obedecer a seus pais (Cl 3:20 e Ef 6:4);

Importante: Antes das refeições, devemos agradecer a Deus pelo alimento, pois é Ele quem nos concede. (Mt 14:19; 15:36 e At 27:35). 3) Na igreja - Usar de reverência no santuário: “Guarda o teu pé, quando entrares na casa de ”

- Tratar com grande estima e amor os que trabalham entre vós, e os que presidem

-

Deus

(Ec 5:1);

sobre vós no Senhor e vos admoestam (1 o . Ts 5:12 e 13);

- Ter o mesmo sentimento uns para com os outros, em lugar de serem orgulhosos, condescender com o que é humilde; não ser sábio a seus próprios olhos (Rm 12:16);

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- Amar cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns

aos outros (Rm 12:10); - Consolar os desanimados, amparar os fracos e ser longâmino para com todos (1 o .Ts

5:14);

- Suportar as debilidades dos fracos, e não agradar a nós mesmos (Rm 15:1);

- Fomos chamados à liberdade, mas não devemos usar da liberdade para dar ocasião à carne; antes, devemos ser servos uns dos outros (Gl 5:13);

- Devemos nos portar com sabedoria para com os que são de fora, aproveitando bem

cada oportunidade (Cl 4:5). 4) No trabalho O cristão deve obedecer a seu patrão com temor, servindo-o de boa vontade (Ef 6:5 a

8).

5) Para com as autoridades

- Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instruídas (Rm

13:1);

-

em favor de todos os homens, em favor dos reis e de todos os que se achar investidos de autoridade, para que vivamos uma vida tranqüila e mansa, com toda piedade e

exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graça,

respeito (1 o . Tm 2:1 e 2). 6) Em relação aos idosos (Recomendação do Ap. Paulo a Timóteo)

- “Não repreendas asperamente ao ancião, mas admoesta-o como a pai

7) Em relação à nossa vida social

(1 o . Tm 5:1);

- Fórmula para se viver bem com os outros:

- “Se andarmos na luz, como ele na luz está temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 a . Jo 1:7);

- Devemos usar de cortesia (Cl 4:6; 1 a . Pe 3:8);

- Considerar a todos como irmãos (Ml 2:10; At 17:26);

- Para com o próximo - agir de conformidade com a seguinte passagem bíblica:

- Cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para edificação” (Rm 15:2);

- Fazer o bem a todos, mas principalmente aos da família de fé (Gl 6:10);

- Evitar que alguém retribua a outrem mal por mal (1 a . Ts 5:15);

- Evitar o relacionamento com pessoas provocadoras de contendas:

a) Pessoas intrometidas (2 a . Ts 3:11);

b) Mexeriqueiros (1 a . Tm 5:13).

- Não manter comunhão com os incrédulos (2 a . Co 6:14);

- Não resistir ao perverso (Mt 5:39);

- As más companhias corrompem os bons costumes (1 a . Co 15:33);

- Cuidados a ter com as pessoas pobres

a) Fazer Justiça: Proteger os seus direitos (Sl 82:3);

b) Usar de bondade:

- “Bem-aventurado é aquele que atende ao pobre, o Senhor o livra no dia do

mal” (Sl 41:1);

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- “O que se compadece do pobre empresta ao Senhor, e ele lhe recompensará o benefício” (Pv 19:17);

- Pessoas opositoras

- Não repreender o escarnecedor para que não se aborreça (Pv 19:8);

- O servo do Senhor não deve contender (2 a . Tm 2:24 a 26);

- Pessoas inimigas

- “

beber” (Rm 12:20);

se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de

- Em relação aos pregadores de outras doutrinas

- “Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em

casa, nem lhes deis as boas vindas. Porquanto aquele que lhe dá boas vindas

faz-se cúmplice de suas obras más” (2 a . Jo 10 e 11); 8) Outros preceitos

a) Abolir

* A inveja (Gl 5:26, 1 a . Co 13:4);

* A presunção

- não sejais sábios em vois mesmos”;

- “Se alguém julga ser alguma coisa, não sendo nada, a si mesmo se

engana”

(Gl 6:3);

* O ódio

- o ódio excita contendas

- “Aquele que odeia a seu irmão está em trevas, e anda em trevas; não

sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos” (1 a . Jo 2:11);

” (Pv 10:12);

- “Todo o que odeia a seu irmão é homicida. E vós sabeis que nenhum homicida tem a vida permanente em si” (1 a . Jo 3:15); b) “Tudo que o homem semear, isso também ceifará” (Gl 6:7); - Quem planta vento colhe tempestade

c) “Quem faz injustiças receberá em troco as injustiças feitas, e nisto não há

acepção de pessoas” (Cl 3:25);

d) Fazer morrer as tendências carnais (Tendências de natureza terrena):

- “Prostituição, impureza, paixão, lascívia, desejo maligno, e a avareza que é a

idolatria” (Cl 3:5);

-

andai no Espírito, e jamais satisfareis à conscupiciência da carne” (Gl

5:16);

7. Freqüência à Casa de Deus 1) É um mandamento divino (Dt 12:5) 2) É um lugar de instrução (Mq 4:2) 3) Representa um refúgio em tempos de dificuldades (Is 37:1) 4) Consolo na velhice (Lc 2:36 e 37) 5) Significa bênçãos pronunciadas (Sl 84:4 e 122:4) 6) É um dos exemplos que os apóstolos nos deixaram (Lc 24:53) 7) É um exemplo do próprio Jesus Cristo (Lc 4:16)

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8. O que Deus espera de nós 1) Obediência a seus mandamentos

1 o .) Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento (Mt 22:38)

2 o .) “

Salomão nos escreveu: “Quem guarda o mandamento não experimenta nenhum mal“ (Ec 8:5). Devemos procurar compreender que os mandamentos que Deus nos deu representa, a bem da verdade, o trilho que nos conduz no caminho que nos leva à

salvação, logo aquele que estiver no trilho, não tem porque preocupar-se. O apóstolo João nos afirma: “Aquele que guarda seus mandamentos permanece em Deus e Deus

ameis uns aos outros; assim como eu vos amei

(Jo 13:34)

nele

(1 o . Jo 3:24).

2) Que o Evangelho seja bem aceito por nós

Arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc 1:15).

- Apóstolo Paulo, falando aos gregos (referindo-se ao Deus desconhecido) “O Deus que

fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo Ele Senhor do céu e da Terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas; nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisas precisasse, pois Ele mesmo é quem a todos dá vida, respiração e tudo mais” (At 17:24 e 25). 3) Que creiamos que Jesus Cristo, é Seu Filho

Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a

- Disse Jesus: “

- (Durante a transfiguração) “

ele ouvi” (Mt 17:5);

Paulo falando aos Romanos; afirma que Deus enviou seu próprio Filho em semelhança ”

- O apóstolo Pedro em sua primeira epístola incita aos cristãos dispersos, que se

achegue a Jesus Cristo, a pedra que foi rejeitada pelos homens, mas que vive e foi eleito por Deus como pedra preciosa (1 o . Pe 1:1 e 2:4). 4) Que nos tornemos discípulos de Jesus cristo

- Jesus, dirigindo-se aos discípulos lhes disse: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias ate a consumação do século” (Mt 28:19 e 20).

5) Que aquele que se aproxima d’Ele creia que Ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam (Hb 11:6) 6) Que O sirvamos

- “Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estou, ali estará também o meu servo. E se alguém me servir, o Pai o honrará” (Jo 12:26). 7) Que sejamos batizados, em cumprimento a uma ordenança Sua

- Como prova de arrependimento e de remissão de pecados e para receber o Dom do Espírito Santo (ser selado) – (At 2:38);

-

de carne pecaminosa

(Rm 8:3);

- E como promessa de salvação: “Quem crer e for batizado será salvo

” (Mc 16:16).

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8) Que nunca venhamos a nos esquecer do grande sacrifício que Jesus Cristo, submeteu- se por nós, na cruz

- Paulo em sua epístola aos filipenses: “ tremor” (Fp 2:12);

- Através da celebração da Santa Ceia (ordenada por Jesus, aos seus discípulos, antes

de sua morte) “

dizendo: Tomai, comei; isto é o meu corpo. A seguir tomou o cálice e, tendo dado graças, o deu aos discípulos, dizendo: Bebei dele todos, porque isto é o meu sangue, o sangue da (nova) aliança, derramado em favor de muitos, para remissão de pecados”

(Mt 26:26 a 28).

tomou Jesus o pão e, abençoando-o, o partiu e o deu aos discípulos,

desenvolvei a vossa salvação com temor r

9) Que proclamemos as virtudes de Jesus Cristo “Deus tem nos transformado em povo seu (propriedade exclusiva) para proclamarmos as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 a . Pe 2:9).

-

9. O que Deus deseja de nós

1) Pureza – (no sentido de ausência de malícia, sinceridade) Jesus, dirigindo-se aos

se não vos tornais como crianças, de modo algum entrareis no reino

dos céus” (Mt 18:3); 2) Humildade - “Bem aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus” (Mt 5:3);

3) Mansidão – “Bem-aventurados os mansos, porque deles é a terra” (Mt 5:5). 4) Que sejamos justos

- “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão fartos” (Mt

discípulos, diz: “

5:6);

- “Porque vos digo que, se a vossa injustiça não exceder em muito a dos escritos e dos fariseus, jamais entrareis no reino dos céus” (Mt 5:20). 5) Que sejamos misericordiosos - “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5:7). 6) Que sejamos pacificadores - “Bem-aventurados os pacificadores porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5:9) 7) Nascermos de novo – (Receber o selo do Espírito)

se alguém não nascer de novo, não pode ver o

- Jesus, em resposta a Nicodemos: “

reino de Deus” (Jo 3:3);

- Pedro, em resposta ao povo de Jerusalém, no dia de Pentecostes: “Arrependei-vos, e

cada um de vos seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o Dom do Espírito Santo” (At 2:38). 8) Que sejamos salvos – “O qual (Deus) deseja que todos os homens sejam salvos e que cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 o . Tm 2:4); 9) Perfeição – “ sedes vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste” (Mt 5:48); 10) Que sejamos herança Sua – Conforme explanação feita pelo apóstolo Paulo aos Efésios (Ef 1:5 e 11) 11) Que tenhamos vida eterna – “ quem crê no Filho tem a vida eterna (Jo 3:36).

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10. Os propósitos da vida do cristão 1) Servir a Deus:

- “… Eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Js 24:15). 2) Buscar o reino de Deus:

- “… Buscai primeiro o seu reino e a sua justiça…” (Mt 6:33). 3) Fazer a vontade de Deus:

“… Aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre” (1 o Jo 2:17). 4) Acabar a tarefa divina:

-

- “… Ide e fazei discípulos de todos os povos

coisas que vos tenho ensinado” (Mt 28:19 e 20). 5) Completar a carreira com alegria:

- Ensinando-os a guardar todas as

- “… Em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a

minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus…” (At 20:24). 6) Tornar-se semelhante a Cristo (Objetivo final):

- “Prossigo para o alvo, pelo prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus -

Que transformará o nosso corpo de humilhação para ser conforme o seu corpo glorioso, segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas” (Fp

3:14 e 21);

- “… Ainda não se manifestou o que haveremos de ser. Mas sabemos que, quando Ele

se manifestar, seremos semelhantes a Ele, porque assim como é, o veremos” (1 o Jo

3:2).

11. Outras considerações 1) Como devemos fazer as coisas

- “Tudo o que vier à mão para fazer, fazei-o conforme as tuas forças, pois na

sepultura, para onde vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Ec 9:10); 2) Em que devemos pensar

tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que

é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4:8); 3) Fórmula para se viver tranqüilamente “

antes de tudo, que se façam súplicas, orações e intercessões e ações de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranqüila e sossegada, em toda piedade e honestidade” (1 o . Tm 2:1 e 2);

- “

-

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TERCEIRA PARTE

PRÓXIMO PASSO - SER DISCÍPULO

A EVANGELIZAÇÃO DO MUNDO

Divulgar o evangelho de Jesus Cristo é fator primordial para o resgate da humanidade.

E o início desta missão começou com o próprio Jesus, ao convidar homens comuns e ensiná-

los, com muita paciência, suportando seus defeitos e perdoando-lhes suas faltas, até

transformá-los em autênticos cristãos. Após a sua ressurreição, Jesus, ainda permaneceu no mundo durante quarenta dias, falando de coisas concernentes ao seu reino. (At 1:3). Antes, porém, de ser levado às alturas, a última ordem que deu, foi esta: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda Judéia e Samaria até os confins da terra” (At 1:8). A partir daí, movidos pelo grande senso de responsabilidade para com a causa cristã, os discípulos assumiram a missão a que lhes foi confiada com toda dedicação e amor; mesmo tendo de se submeterem aos riscos que já eram do conhecimento deles, como, a perda de suas próprias vidas!

Bem, a exemplo dos apóstolos, somos nós quem deve executar esta missão.

Não podemos deixar que o homem, que é a coroa da criação - imagem e semelhança de Deus

- continue submetido à escravidão do pecado; porque desta forma, ele fica sem opção, e consequentemente, condenado à perdição eterna.

É necessário que o mundo seja evangelizado, porque, por si só, o homem não tem

condições de se salvar. Agora chegou a nossa vez! Pois, se de um lado a tarefa é árdua, por outro: “

Quão

formosos são os pés dos que anunciam a paz, dos que anunciam coisas boas” (Rm 10:15). Que Deus possa nos conceder a sabedoria e a coragem necessárias, para que possamos realizar tão nobre missão.

E hoje?

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QUARTA PARTE ENCARTE ILUSTRATIVO

A ORIGEM DA RELIGIÃO EVANGÉLICA “DEUS, PODE ESTAR PERTO”. DÍZIMOS DOMÍNIO PRÓPRIO O PODER DAS
A ORIGEM DA RELIGIÃO EVANGÉLICA
“DEUS, PODE ESTAR PERTO”.
DÍZIMOS
DOMÍNIO PRÓPRIO
O PODER DAS PALAVRAS DO HOMEM
REFERENCIAL
VESTIMENTAS

A ORIGEM DA RELIGIÃO EVANGÉLICA

O movimento renovador da Igreja Católica teve início através do pregador inglês John

Wyclif (teólogo, nascido em 1320, na cidade de Hipswell), considerado precursor do anglicanismo; e prosseguiu, na pessoa de João Huss (nascido em 1369 na Boêmia, atual Tchescolováquia). João Huss estudou na Universidade de Praga, onde se graduou em Artes. Posteriormente tornou-se padre, passando a lecionar Teologia. Influenciado pelas idéias de John Wyclif, Huss, insurgiu-se contra a corrupção reinante na alta hierarquia da Igreja Católica, cujos bispos apoiavam os grandes proprietários de terras que exploravam os camponeses. Defendia também, a desapropriação dos bens da Igreja. Huss foi nomeado reitor da Universidade de Praga, e fez muitos adeptos.

Preocupados com esse crescente numero de adeptos, o bispado de Praga designou um inquiridor para investigar as atividades de Huss, e em 1414, a igreja reuniu em Constança, o concílio para discutir os problemas criados pelo Cisma e pela heresia hussita. Mas, ao chegar à cidade para participar dos debates, Huss foi preso e condenado a morrer queimado; fato esse que provocou grande revolta entre os camponeses da Boêmia contra os senhores feudais, que foram expulsos de suas terras. Contudo, a rebelião só foi debelada em 1437, pelas forcas aristocráticas. Por volta de 1517, a Igreja Católica dispunha de uma eficiente organização administrativa e o poder centralizado na pessoa do Papa. Havia estabelecido vínculo com a política, o que lhe proporcionou um certo domínio sobre a sociedade. Todavia, à medida que essa mesma sociedade foi-se transformando, os efeitos desse controle, também, foi perdendo a sua força. Esse domínio enfraqueceu-se ainda mais, com a formação das monarquias nacionais, que consideravam a universalidade da Igreja como uma interferência estrangeira nos seus negócios. No entanto, os argumentos que provocaram o sentimento reformista, saíram da própria Igreja.

A Igreja recolhia o dízimo, o “Óbolo de Pedro”, e mais algumas taxas, que eram pagas

por todos os seus fiéis; coisas que pareciam não ser suficientes, porque a cúpula da Igreja, Papas e bispos, de olho no enriquecimento de algumas camadas da sociedade, passou a buscar novas fontes de rendas. Consta, que o Papa Leão X, concedeu mais de 2.000 cargos eclesiásticos, em troca de vultosa soma anual; e que esses clérigos, nem sempre possuíam suficientes conhecimentos de religião, mesmo assim, cobravam altos preços pelos seus

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serviços para compensar o investimento que haviam feito. Houve clérigos que não entendiam o latim, e alguns, sequer, sabiam rezar o Pai-Nosso! Com essas rendas, Papas e bispos, levavam uma vida de magnificência, pouco ou quase nada, preocupados com as coisas do espírito; enquanto os padres mais humildes que careciam de recursos para sustentar suas paróquias, viam-se obrigados a instalar tavernas, casas de jogos, ou outros estabelecimentos que lhes proporcionassem lucros. Entretanto, a atividade que mais revoltava os fiéis, era o comércio indiscriminado de dispensas e indulgências. O indivíduo que adquirisse uma dispensa ficava isento de cumprir certas leis da Igreja. As dispensas mais vendidas desobrigavam o jejum e o cumprimento de outras obrigações. Quanto às indulgências, estas derivam de uma doutrina do século XIII, conhecida com

o nome de “Tesouro do Merecimento” - Segundo a qual, Jesus e os santos, devido as virtudes que demonstraram na Terra, teriam acumulado um excesso de merecimento no céu. Durante a Idade Média, os papas serviram-se desse tesouro de méritos para agraciar com indulgências as obras de piedade religiosa e a participação nas Cruzadas. Os beneficiados ficavam redimidos parcialmente de seus eventuais pecados mais leves. No decorrer do tempo, o uso das indulgências degenerou, a ponto de uma casa bancária ficar encarregada de vendê-las, mediante uma comissão de um terço dos lucros obtidos. A

ganância pelo dinheiro levou muitos agentes de banqueiros, apresentar as indulgências como passaporte para o céu. Tal comércio tornou-se comum, mas contribuiu para desmoralizar a imagem da Igreja. Outro absurdo ocorreu com os objetos de culto, como as peças tocadas pelos santos, a cruz de Cristo, etc. Era crença generalizada que essas peças possuíam virtudes protetoras

e curativas. Em razão disso, não faltavam indivíduos de má fé para se aproveitar da

credulidade popular para venderem falsas relíquias (lasca de madeira, tíbia de jumento, etc.). Todos esses abusos constituíram sólido material para os ataques que os reformistas desfechariam contra a Igreja. Em decorrência de tanta hipocrisia, surgiu na Alemanha o movimento que iria mudar os rumos da história da Igreja Católica - Martinho Lutero, que, desistindo de sua profissão de advogado, optou pela carreira eclesiástica. E pela leitura das Escrituras Sagradas, concluiu

que toda a humanidade é pecadora por natureza, mas que Deus escolhe alguns para a vida eterna e os dota de graça para levarem uma vida justa. Desenvolveu, então, a doutrina da

justificação pela graça.

Revoltado contra a exploração da ignorância popular que era feita em nome do Papa, Lutero, elaborou uma série de 95 teses sobre a venda de indulgências e afixou-as na porta da Igreja (Catedral de Winttenberg), seguindo um hábito da época. Era o dia 31 de Outubro de 1517. Em pouco tempo ficou claro que as teses de Lutero fizeram desaparecer os sentimentos de boa parte da população, no que se refere ao conhecimento religioso que se difundia na época. O Papa interveio através do superior-geral da Ordem dos Agostinianos, ordenando a retratação de Lutero. Protegido por Frederico da Saxônia, Lutero não só, se recusou, como

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ainda deu início a uma campanha aberta dentro da própria Igreja. Sua firme posição o colocou numa condição irreconciliável com as doutrinas romanas. Em 1520, o Papa Leão X, promulgou uma bula que dava sessenta dias para uma completa

retratação. Lutero queimou publicamente a bula papal e foi excomungado. Outras medidas de repreensão foram tomadas contra Lutero, mas de nada resolveram, devido as próprias dissidências internas.

A doutrina pregada por Lutero foi ganhando novos adeptos, de modo que 1555, o rei

Carlos V, reconheceu a existência do luteranismo e o direito dos príncipes em escolher sua religião. Em razão dessa abertura, dois terços da Alemanha adotou a religião luterana. O movimento Luterano teve conseqüências que Lutero não previra e nem desejava. Abriu caminho para rebeliões políticas e sociais. Houve violenta repressão, estimulada pelo próprio Lutero, não satisfeito com a forma como usavam as suas idéias.

A reforma, iniciada por Lutero, expandiu-se pela Europa, chegando à Suécia, Dinamarca

e Países baixos (Holanda). Várias doutrinas criaram igrejas nacionais: o Anglicanismo, na Inglaterra; o Calvinismo, na Suíça; e ainda, múltiplas outras ramificações, como os Quaker

ingleses e americanos. Atualmente, existem várias denominações cristãs, que, com algumas exceções, acrescentadas àquelas, representam a Religião Evangélica. Entre as quais, podemos citar:

Assembléia de Deus, Batista, Presbiteriana, Maranata, Congregacional, Metodista, entre outras.

“DEUS, PODE ESTAR PERTO!”

Muitas pessoas pensam, não poucas vezes, que: “Parece que Deus não se preocupa comigo!”.

A meu ver, esse tipo de pensamento é normal e perfeitamente compreensivo, não

devendo haver, por esse motivo, razão alguma para se preocupar. Atribuo a isso, o desejo que temos de estar sempre em evidência, ou, de sermos

lembrados com freqüência. Não resta dúvidas de que, a maioria das pessoas sente-se feliz com isso, mas são poucas aquelas que desfrutam dessa regalia. A maior parte fica mesmo “só na vontade”. Acredito, ser esse, o principal motivo que causa nas pessoas essa sensação de

Por exemplo, vejo as coisas da seguinte

maneira: quando pensamos que Deus está à nossa volta, Ele, realmente, pode não estar

distante. E quando pensamos que Ele não se preocupa conosco, aí é que Ele está bem perto da gente, bem à nossa frente, como se a nos dizer: “Porque essa indiferença?. Porventura não tens livre a condição e a capacidade de pensar? Teria sentido Eu te criar e te

abandonar?

razão da vida? ” Sendo assim, não creio que haja motivos para nos inclinar à derrota, pois, a todo instante poderemos procurar e obter a ajuda Divina que necessitamos, basta que a busquemos através de meios adequados a isso, como seja: pelo exercício da fé, com o temor a Deus, através da obediência aos preceitos Divinos, e principalmente, por meio da prática da oração.

Onde está a medida de fé que te dei, para que pudesses compreender a

“desprezada!” Mas isso não é tão verdade, assim

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DÍZIMOS

A Bíblia nos diz que Adão desobedeceu a Deus, e que, por sua causa, a terra se tornou ”

maldita. Tendo-lhe Deus, sentenciado: “

(Gn 3:17) - “No suor do teu rosto comerás o teu pão, até que torneis à terra

Como podemos observar, essa ordenação de Deus, representa um pesado encargo para o homem, se levarmos em consideração que ele não foi criado para viver sob essa condição. Entretanto, após o dilúvio, Deus começou colocar em prática um planejamento para que

o homem fosse abençoado, partindo do seu próprio trabalho. E foi com Abraão, o pai da

fé, que tudo começou; pois, segundo a Bíblia, ele foi a primeira pessoa a dar o dízimo (Gn

E as bênçãos que obteve, foram

admiráveis! Mais tarde, o mesmo procedimento foi adotado por Jacó, que se propôs a dar o dízimo de tudo quanto Deus lhe concedesse (Gn 28:22). E bem sabemos, que, embora Jacó tenha demorado um pouco a ser abençoado, quando isso ocorreu, ele se tornou um dos homens mais ricos de toda aquela região. Mas foi numa das fases mais difíceis que o povo israelita já enfrentou, que o Senhor, ordenou a Moisés, no Monte Sinai, sobre os mandamentos dos dízimos (Lv 27:30 a 34).

Apartir daí, Moisés passou a ensinar o povo: “Quando acabardes de separar todos os dízimos da tua messe no ano terceiro, que é o dos dízimos, então os darás aos levitas, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que comam dentro das tuas cidades, e se fartem” (Dt 26:12). Muitos anos se passaram, e o povo israelita, provavelmente, por falta de fé, e também,

Novamente Deus,

conhecedor das necessidades do seu povo, dirige-se a ele e diz: “Trazei todos os dízimos

a casa do tesouro, para que haja mantimentos na minha casa, e provai-me nisto, diz o

Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênçãos sem medida” (Ml 3:10). E completa: “Por vossa causa repreenderei o devorador para que nos vos consuma o fruto da terra; a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 3:11). Com base nesta passagem das Escrituras Sagradas, creio que podemos fazer a seguinte comparação: quando Jesus Cristo realizou o milagre da multiplicação dos pães, Ele dispunha de meios materiais (pães). Na primeira multiplicação, os discípulos tinham apenas cinco pães e dois peixes. Já na segunda, havia sete pães e alguns peixinhos (Mt 14:13 a 21 e

15:32 a 39).

Se prestarmos bem atenção nesses dois milagres que Jesus Cristo realizou,

de entendimento, ainda não havia assimilado a razão dos dízimos

14:20). Certamente, orientado pelo Espírito Santo

em fadiga obterás dela (da terra) o sustento

” (Gn 3:19).

observaremos que: pão gerou muitos pães; e peixe, gerou muitos peixes! Portanto, uma

perfeita coerência se verifica. Do mesmo modo, ocorre em relação aos dízimos

Deus possa abençoar uma determinada pessoa, é necessário que essa pessoa tenha “algo”, para que Ele possa operar a bênção. É por isso, que o Senhor tanto insiste conosco para que sejamos fiéis nessa parte. Porque, acima de tudo Ele nos ama e quer o nosso bem. Quanto ao fato desse valor corresponder a décima parte, isso é coisa de Deus! Só Ele sabe o porque disso! Poderia ser menos, ou mesmo, até mais. Mas, essa condição

Para que

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pertence a Ele! Entretanto, o que importa é que Deus se compromete a fazer a Sua parte (o que faz sempre); basta que façamos a nossa. Finalizando, acredito que muitas pessoas desejam e têm esperança de serem

abençoadas por Deus; e isso, não é uma coisa do outro mundo, pois, se constitui um direito

que nos foi outorgado pelo próprio Deus, quando nos diz: “

vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênçãos sem medida Quanto ao que cada um de nós deve dar, é função de nosso ganho. Vejamos, por exemplo, o que Jesus disse àquela viúva, quando Ele observava as pessoas, ricas e pobres, lançarem suas ofertas na arca do tesouro: “Verdadeiramente vos digo que esta viúva pobre deu mais do que todos. Porque todos estes deram como oferta daquilo que lhes sobrava; esta, porém, da sua pobreza deu tudo o que possuía, todo o seu sustento” (Lc 21:1 a 4). Que seja, como o Senhor vê!

se eu não

e provai-me nisto,

DOMÍNIO PRÓPRIO

No princípio havia naturalidade ou normalidade nas coisas. O homem, ao desobedecer a uma determinação de Deus, pecou. Estabelecida no mundo, a criatura humana expôs a

tendência do seu designo - continuamente má

questão de esconder a sua malícia. E, embora, dois de seus componentes sejam de natureza espiritual, ela tem uma capacidade espantosa de atuar no plano material. No decorrer do tempo, o homem foi verificando que ele podia mudar alguma coisa, e aí, sem uma noção exata do que deveria ou não fazer, ou, o que é mais provável, com intenção de atender os desejos de sua alma ele se enveredou por caminhos que não o levaria a lugar algum. Na verdade, as leis são apenas “instrumentos de orientação”, e representam tão somente o real comportamento das coisas, pois quando se diz: “Não matarás”, é porque as pessoas não foram criadas para serem assassinadas. - Quando se diz: “Não furtarás”, é

porque as coisas são propriedades individuais, cada um deve se contentar com o que é seu,

e o caminho para obtê-las, é, normalmente, por meio da força do trabalho

Ou seja, a criatura humana, não fazia muita

Logo quando se

mata, ou quando se furta, transgride-se a lei; ou seja, peca-se! Sendo assim, o fato de uma pessoa cumprir a lei não significa que ela esteja se aperfeiçoando, ela está apenas, cumprindo o que foi estabelecido para se cumprir. Ou seja, a obediência é uma contribuição para que as coisas permaneçam num estado de normalidade. Sendo assim, quando uma pessoa descumpre a lei, ela está contribuindo para o desequilíbrio do sistema, provocando prejuízos para outras pessoas e também para si mesma. Creio que podemos afirmar, que todos os desajustes ou desentendimentos que ocorrem entre as pessoas podem ser atribuídos a dois fatores: para satisfazer a desejos pessoais,

e por influência de responsabilidade malígna. No primeiro caso, qualquer coisa, por mais simples que seja, pode ser causa de mal entendimento entre duas ou mais pessoas. Exemplo: Uma certa pessoa quando viajava num ônibus, pisou no pé de outra. Ato contínuo pediu desculpas, mas o seu interlocutor não quiz saber de nada, e a esbofeteia!. Analisando o fato, poderemos chegar à seguinte conclusão: Se uma pessoa pisa no pé de outra por displicência ou por descuido, mas a seguir, reconhecendo o ato prejudicial que lhe causou, e por uma questão de educação ou de consciência, pede-lhe desculpas, tentando

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com isso, justificar a sua falta, é muito provável que ela tenha agido desse modo por acreditar ser essa a maneira correta de proceder, colocando à mostra valores como:

pacificação, prudência e diplomacia, entre outros; revelando desse modo o seu desejo de ver as coisas se normalizarem, apesar do incidente que causou. Entretanto, as coisas não são tão fáceis assim, tudo tem o seu preço Pelo outro lado, a pessoa que foi pisada, ignorando ou desprezando qualquer pedido, agrediu a outra, mostrando com isso, o seu descontentamento com a situação, agindo, portanto, de modo totalmente adverso à outra, expondo também os “valores” que resolveu usar. Muito provavelmente, o seu estado de espírito não foi suficiente para que pudesse suportar a dor física que sofreu, ou, não foi capaz de aceitar “um simples pedido de desculpas!” Essa decisão de não aceitar tal pedido, pode também, ser fundamentada no orgulho pessoal de quem acha que não tem motivos para perdoar. Ora, se os simples casos de incidentes geram tamanhos desentendimentos, quanto mais aqueles que ocorrem sob a influência malígna Só para efeito de ilustração, vejamos o que poderia ocorrer num caso desses. Exemplo:

Um certo homem, na sua caminhada diária para o seu emprego, passava todos os dias por um automóvel que ficava estacionado numa determinada rua. Fizesse chuva ou fizesse sol, lá estava ele, o carro. “Parecia não ter dono!” - Esse, foi o primeiro, de uma série de pensamentos “estranhos” que esse cidadão teve. Um certo dia, ele ía meio descontraído, e ao passar pelo carro, olhou-o curiosamente, e ”

- Os dias foram-se passando, e ele, cada vez mais,

pensou: “Esse carro ainda vai ser meu

envolvia-se com a possibilidade de “possuir aquele carro”; até que um determinado dia, ele se apoderou do carro e fugiu com o mesmo Podemos analisar o caso, da seguinte maneira: Primeiramente, esse homem, de tanto ver o carro estacionado, como se esquecido, passou a desejá-lo. E esse: “parecia não ter dono”, fez com que o seu desejo ficasse mais ardente, até se transformar em cobiça. Seguindo a seqüência das coisas, podemos observar o seguinte: o carro, por estar lá, despertou o interesse do homem - ele sentiu-se atraído. Depois, ele demonstrou o desejo de possuir o carro - ele viu-se tentado. A seguir, ele passou a maquinar um modo de apoderar-se do tal carro - ele foi seduzido. Finalmente, ele lançou mão do veículo, ou seja, ele decidiu envolver-se com toda essa trama, consumando-se dessa maneira, o que se chama

de pecado; nesse caso, com visível influência malígna. A transgressão da lei ocorre quando a pessoa não está procedendo bem, mas o domínio do seu desejo, cumpre, exclusivamente a ela!

O PODER DAS PALAVRAS DO HOMEM

Introdução: Muitas são as palavras que proferimos no decorrer de um dia, e várias são

as circunstâncias em que saem da nossa boca. Todavia, devemos ter um cuidado especial com a nossa língua, porque, assim como, o que falamos pode servir como medicina (Pv 12:18); pode também, contribuir a favor da vida ou da morte (Pv 18:21). Portanto, as palavras dos homens, têm poder para:

1. ABENÇOAR – O apóstolo Paulo escreve aos romanos: “Abençoai os que vos ”

não amaldiçoarás o

perseguem

(Rm 12:14);

2. AMALDIÇOAR – (Moisés, dirigindo-se ao povo judeu): “ príncipe do teu povo” (Ex 22:28) – Extraído das leis civis.

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- “Ao que retém o trigo, o povo a amaldiçoa

” (Pv 11:26);

Em relação a essas duas maneiras, Deus nos fez promessas, que se encontram

em Gn 12:3 (“Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem ”).

3. NOS PROPORCIONAM ALEGRIA – “O homem se alegra em dar resposta adequada,

e a palavra a seu tempo, quão boa é!” (Pv 15:23);

4. SERVEM PARA EDIFICAR – “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e, sim, unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade e assim transmita graça aos que ouvem” (Ef 4:29); Torpe= obscena, indecente.

- A vossa alma seja sempre agradável, temperada com sal, para saberdes como deveis responder a cada um (Cl 4:6); Obs: O sal é apresentado aqui como algo que deva ser preservado

5. NOS PROPORCIONAM UMA MELHOR CONDUTA DIANTE DE DEUS – “E tudo o que

fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai” (Cl 3:17);

6. SERVEM COMO PROMESSAS DE BENÇÃOS – Exemplo: “Então lhe respondeu Eli:

Vai-te em paz, e o Deus de Israel te conceda a petição que lhe fizeste (1 a . Sm 1:17). Palavra de Eli para Ana, mulher de Elcana

7. SERVEM PARA FAZER DISTINÇÃO – Nas palavras do sábio, há favor, mas ao tolo os seus lábios os devoram (Ec 10:12); Favor= graça, obséquio, benefício. - As palavras dos sábios são como aguilhões, e como pregos bem fixados as sentenças coligidas, dadas pelo único Pastor (Ec 12:11); Aguilhões= tudo aquilo que excita a agir, estímulo.

8. SÃO COMPARADAS AS COISAS EXCELENTES – Como maçãs de ouro em salvas de

prata, assim é a palavra dita a seu tempo (Pv 25:11); Salvas= uma espécie de bandeja.

9. PODEM SER USADAS TAMBÉM PARA ENGANAR – O apóstolo Paulo, na sua carta

aos Romanos, nos advertindo:

- “Porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor, e, sim a seu próprio

ventre; e, com suaves palavras e lisonjas, ENGANAM os corações incautos” (Rm

16:18); Lisonja= bajulação, louvor interesseiro.

10. SERVIRÃO COMO SENTENÇAS – (Jesus Cristo, dirigindo-se ao povo )

- “Digo-vos que toda palavra frívola que proferirem os homem, dela darão conta no dia do juízo; porque pelas tuas palavras serás justificado, e pelas tuas palavras serás condenado” (Mt 12:36 e 37); Frívolo= de pouco valor, sem importância.

11. FINALMENTE, O APÓSTOLO TIAGO NOS ACONSELHA – “

todo homem, pois,

seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para irar” (Tg 1:19). Jesus também nos ensina, que, não é pelo muito falar que seremos ouvidos (Mt 6:7).

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12. CONCLUSÃO – Em razão de tudo que foi exposto, cada um de nós deve procurar buscar o que julgar melhor, não nos esquecendo, que somos instrumentos a serviço de Deus - O rei Davi, por exemplo, pediu a Deus: “Põe guarda, Senhor, à minha boca; vigia a porta dos meus lábios” (Sl 141:3)

REFERENCIAL

Na trajetória de existência de cada um de nós, à medida que vamos percorrendo o tempo, vamos também tomando noções e ciência de muitas coisas. Todavia, as condições e as circunstancias na qual esses fatos se dão, são diferentes de pessoa para pessoa; de modo que, é como se determinadas pessoas estejam caminhando a 20 Km/h, enquanto outras, a 50, 100 ou mais Km/h. Nesse caso, é evidente que se perguntarmos para uma

pessoa que caminha a 50 Km/h: O que ela pode dizer de estar a 90 Km/h?

naturalmente, não deverá ter muito valor, pois, esta pessoa não dispõe de condições que preencham tal entendimento. Logo, concluímos que, cada um de nós tem o seu próprio

limite. Não podemos questionar conhecimentos que estejam além do nosso referencial. Sendo assim, tanto mais condições terão as pessoas quanto maior fôr o número de referenciais que deixaram para trás, e isso faz parte da nossa experiência de vida. Baseado nesse aspecto acredito que podemos afirmar que uma pessoa que tenha

nascido num “berço de ouro”, e que nunca tenha passado por uma situação de pobreza, não sabe o que realmente é ser pobre ! Logo, essa pessoa não dispõe de referencial que lhe

Uma pessoa que sempre tenha vivido num lar sem amor,

torna-se impraticável exigir-se dela que reaja de modo contrário. Pessoas, que não refletem o que pregam, não podem, de maneira alguma, serem comparadas àquelas que

agem de maneira diferente

O entendimento das pessoas e as suas reações são conseqüências de seus respectivos referenciais, e muitas de suas reações, que para alguns são verdadeiros atentados, nada mais são do que manifestações normais, advindas de seus próprios referenciais; e isso ocorre, praticamente, em qualquer idade. Por essa razão, as pessoas que se julgam mais conscientes, e mesmo aquelas que se ofendem com tais reações, devem usar de moderação e inteligência, para que as suas reações se manifestem com mais acerto. Devemos enfrentar essa condição da natureza humana com naturalidade, para que as coisas não venham tomar proporções que, nenhuma das partes, certamente, tem interesse. Porque, todos sofrem com isso. Perde a pessoa que destrata, pois, automaticamente, ela passa a ser tratada com mais frieza, o que a distancia do convívio com outras pessoas; e perde também, as pessoas destratadas, pois, para superar esses impasses, dependem de valores que nem sempre conseguem fazer uso No final das contas, parece que só há um ganho nisso tudo: as pessoas destratadas

adquirem (algumas vezes por e alto preço) o referencial da situação na qual tenha se envolvido, e com isso, ficam mais resistentes, ou, mais flexíveis.

proporcione reagir como tal

A resposta,

E assim vai por aí a fora.

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VESTIMENTAS

O modo de se vestir representa um dos pontos mais polêmicos que persiste entre os

cristãos das diversas denominações evangélicas. Entretanto, de uma coisa devemos estar certos: a verdade só está de um lado.

Segundo a história bíblica, a primeira forma de proteção do corpo foi confeccionada por nossos primeiros pais, Adão e Eva; que cozeram folhas de figueira e fizeram cintas

para si (Gn 3:7). Mas, essa maneira de se resguardar, certamente, não lhes satisfez, pois,

Onde estás?” - A resposta que obteve foi:

“Ouvi a tua voz no jardim, e, como estava nu, tive medo e me escondi”. (Gn 3:9 e 10). Adão tinha razão. O Senhor Deus, realmente, não se agradou do modo como estavam, por isso, Ele mesmo, utilizando-se de peles, fez vestimentas para eles, e os vestiu (Gn

3:21).

É de se deduzir que, já nessa ocasião, o Senhor Deus tenha procurado fazer distinção entre, uma vestimenta própria para o homem, e uma vestimenta própria para a mulher; porque era assim que Ele queria que fosse. Os anos se passaram. Muita coisa aconteceu. E as mudanças promovidas pelos homens,

atingiriam também, o seu modo de vestir

Deus para orientar e dirigir o Seu povo. Moisés promulgou as leis, cuja finalidade era

regular todos os procedimentos do povo, inclusive, quanto ao modo de vestir, conforme fez notório o seguinte texto bíblico: “A mulher não usará roupa de homem, nem o homem veste peculiar à mulher; porque qualquer que faz tais coisas é abominável ao Senhor teu Deus”. (Dt 22:5)

O apóstolo Paulo, também recomendou as mulheres do seu tempo da seguinte maneira:

Até que veio Moisés; um varão escolhido por

quando o Senhor Deus perguntou ao homem: “

“ que as mulheres em traje decente se ataviem com modéstia e bom senso ou pérolas, ou vestuário dispendioso” (1 a . Tm 2:9).

Quanto a nós, que vivemos num país extenso e sujeito a vários tipos de climas, devemos procurar nos adequar de acordo com as circunstâncias, sem, no entanto, comprometer os princípios da decência e do bom senso, a fim de não causar constrangimento.

É notável que somos vítimas de nossa própria incoerência, de vez que insistimos em

adotar padrões que nem sempre são compatíveis com as nossas condições climáticas. O que significa dizer: padrões iguais para situações desiguais. Apesar de tudo, como discípulos de Jesus que somos, a nossa responsabilidade aumenta, principalmente se atentarmos para o fato de que somos: a luz do mundo e o sal da terra (Mt 5:13 e 14). É necessário que haja aqueles que proporcionem a noção de equilíbrio às demais pessoas, para que as coisas não venham a caminhar de mal a pior. Quanto ao uso indiscriminado de roupas por ambos os sexos, embora à primeira vista não pareça fazer mal algum, tal comportamento produz contrariedades no sentido original; logo, concluímos que isso, nada mais é, senão, uma tendência comprometida com o mal, de vez que se trata de uma oposição à vontade do Criador. Nesse contexto, encontramos muitas pessoas que argumentam: “Mas não é a vestimenta que determina o sexo!” - Na verdade, nem sempre uma pessoa consegue esconder totalmente a que sexo pertence, atrás somente de uma roupa, mesmo porque, a própria

não com ouro,

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natureza humana dispõe de um certo “faro” que detecta, até com certa precisão: “do que, realmente, se trata”. Por essa razão, talvez, até podemos dizer que: “Não é a vestimenta que determina o sexo”; mas com certeza e com toda propriedade, podemos afirmar: “Mas é

o sexo que deve determinar a vestimenta”. Por isso, não devemos dar ouvidos a quem diga:

“Mas Deus só quer o coração!” Ou, “O que é bonito é para se ver!” - Devemos sim, conservar

o nosso espírito, alma e corpo irrepreensíveis, se é desejo do nosso coração que Deus ache

graça em nós (1 a . Ts 5:23). Porque de uma coisa devemos estar certos: Deus está sempre pronto para nos ajudar, mas o que deve ser feito por nós, Ele não o fará. Logo, como criaturas inteligentes que somos, devemos procurar fazer o que for melhor, ajustando cada

coisa conforme a sua finalidade e as circunstâncias nas quais elas devam ser empregadas. Conclusão: somos passíveis de mudanças, mas Deus não. Deus nos criou diferentes, e deseja que assim continuemos. E uma das maneiras que podemos nos utilizar para satisfazer esse desejo do nosso Pai, é nos vestir, exatamente, como Ele quer. Portanto, determinados aspectos de ordem, devem fazer parte de nossa maneira de viver; a saber: bom senso, decência, modéstia, e principalmente, moderação. Acredito que agindo dessa forma, estaremos atuando dentro do domínio da graça de Deus, ficando livres de caprichos de um impasse que, embora não pareça tão fundamental, talvez possa causar escândalos suficientes para nos afastar do caminho que nos conduz à salvação! Que Deus nos abençõe e nos ilumine a respeito.

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QUINTA PARTE PENSAMENTO CONCLUSIVO

A PRESENÇA DE DEUS

Muito perdemos por não atentarmos para certas particularidades que as coisas que estão ao nosso redor, possuem. Acredito que, a grande maioria das pessoas não conseguem aceitar que,

Coisas que não possuem vidas

ganham movimento, como se vivas fossem! E isso, é, sem dúvida, uma manifestação de Deus. Podemos observar esse fenômeno, no movimento das águas de um rio; no balanço das árvores do campo; nos inúmeros círculos que se formam na superfície dos lagos pelos pingos d’água que caem da chuva; e entre tantos outros exemplos, tais como: o movimento das águas do mar, cujas ondas, chegando à praia, nos leva a pensar que Deus pode estar nos dizendo: “Olha! Você não me vê, mas Eu estou, também, aqui! Já, as grandes elevações rochosas ou cadeias de montanhas, embora não apresentem

Mesmo em sua rigidez,

constantemente, Deus se faz presente em nossas vidas

movimento, nem por isso ficam excluídas desse entendimento

transmitem a glória de Deus! Senão, vejamos: Se contemplarmos os diversos perfis das

elevações que se destacam no horizonte, podemos observar que cada um deles apresenta o

seu próprio aspecto; ou seja, nenhum deles é igual

de Deus, pois bem sabemos que Deus tem a sua própria característica em todos os seus aspectos

Ele é inconfundível,

Eis aí, só nessa primeira visão, a marca

O vento sopra bravio, e o

clarão dos relâmpagos é confirmado pelo estrondo do trovão que sai rasgando o céu! Tudo

funciona como se fosse uma orquestra, cujo maestro, é Deus, nos dizendo: “Temei e tremei,

porque Eu sou o Senhor do universo, o vosso Deus!

Em dias de tempestades, a chuva cái torrencialmente

”.

BIBLIOGRAFIA

Bíblia THOMPSON - Frank Charles Thompson - Editora Vida; Bíblia Sagrada - Edição revista e atualizada no Brasil - Sociedade Bíblica do Brasil; Apostila “Discipulado” - Elaborada pelo Autor; Outros Artigos e estudos de autoria do Autor; Pequeno Dicionário KOOGAN LAROUSSE - Editora Laroussel do Brasil; Enciclopédia Pesquisas CONHECER - Editora Abril S. A. Cultural; Enciclopédia do ESTUDANTE - Editora Abril S. A. Cultural;

Pesquisas CONHECER - Editora Abril S. A. Cultural; Enciclopédia do ESTUDANTE - Editora Abril S. A.
Pesquisas CONHECER - Editora Abril S. A. Cultural; Enciclopédia do ESTUDANTE - Editora Abril S. A.
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Pesquisas CONHECER - Editora Abril S. A. Cultural; Enciclopédia do ESTUDANTE - Editora Abril S. A.

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