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E-book digitalizado por: Levita Digital

Primeira edição – 2004

Transcrição, revisão e estilização:


Rita Leite

Editora Getsêmani Ltda.


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Capa: Salvador Santana

ÍNDICE
Introdução

1. A Alegria do Senhor

2. A Tristeza da Inveja

3. Entristecendo os Pais

4. 0 Desperdício

5. Alegria Para Dar e Vender

Conclusão
"Disse-lhes mais: ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e
enviai porções aos que não têm nada preparado para si; porque este
dia é consagrado ao nosso Senhor; portanto, não vos entristeçais,
porque a alegria do Senhor é a vossa força." (Neemias 8.10.)

"Todos os dias do aflito são maus, mas a alegria do coração é


banquete contínuo." (Provérbios 15.15.)

"Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos." (Filipenses


4.4.)

INTRODUÇÃO
"Certo homem tinha dois filhos; o mais moço deles disse ao pai:
"Pai, dá-me a parte dos bens que me cabe. E ele lhes repartiu os haveres.
"Passados não muitos dias, o filho mais moço, ajuntando tudo o que era seu,
partiu para uma terra distante e lá dissipou todos os seus bens, vivendo
dissolutamente." (Lucas 15.11-13.)

Essa é uma das parábolas mais conhecidas da Bíblia. Eu mesmo já ouvi muitas
pregações sobre esse texto.
Jesus falou sobre um rapaz que se ausentou da casa do pai e foi experimentar
as coisas do mundo lá fora. Passou a viver sem nenhum limite. Não se importava
com nenhuma regra. Fazia o que lhe dava prazer na hora. Com isso, gastou todo o
dinheiro que o pai lhe dera. Teve de trabalhar em condições precárias.
Quando se deu conta de sua real condição, estava cuidando de porcos e
alimentando-se pior do que aqueles animais. Arrependido, resolveu voltar para casa.
O pai o esperava de braços abertos. Sua alegria ao ver o filho de volta, são e
salvo, era transbordante. Estava tão feliz que quis compartilhar com todos sua
alegria. Resolveu comemorar. Deu início a uma enorme festa.
Bom, quase todo mundo conhece essa história. E aqui eu quero falar sobre o
outro filho - o mais velho. Vejamos a continuação da parábola.

"Ora, o filho mais velho estivera no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se da


casa, ouviu a música e as danças.
"Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo.
"E ele informou: Veio teu irmão, e teu pai mandou matar o novilho cevado, porque
o recuperou com saúde.
"Ele se indignou e não queria entrar; saindo, porém, o pai, procurava conciliá-lo.
"Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais
transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com
os meus amigos;
"vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu
mandaste matar para ele o novilho cevado.
"Então, lhe respondeu o pai: Meu filho, tu sempre estás comigo; tudo o que é meu
é teu.
"Entretanto, era preciso que nos regozijássemos e nos alegrássemos, porque esse
teu irmão estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado." (Lucas 15.25-32.)

Normalmente nos detemos apenas no procedimento do filho mais novo. No


entanto, a atitude do mais velho é também negativa. O primeiro desperdiçou os bens
longe de casa. O outro desperdiçou o tempo que tinha junto ao pai. Nunca usufruiu
da riqueza que esteve todo o tempo à sua disposição. Ao achar que ajudava o pai,
economizando em não festejar, estava era desperdiçando a alegria que estava ao seu
alcance sempre.
Esse filho só acumulou amargura durante a vida. Depois despejou tudo no pai,
na hora em que este experimentava grande alegria com o retorno do outro filho. Um
dia que era para ser só de alegria e comemoração foi manchado pela atitude daquele
rapaz.
Como esse ladrão de alegria, encontramos um punhado de outros que também
conseguem roubar de nós a alegria do Senhor.
Você não deve ser um ladrão de alegria. Deus quer que você seja é um
semeador de alegria.

Alegrai-vos no Senhor e regozijai-


vos, ó justos, vós todos que sois
retos de coração

(Salmo 32.11)

A ALEGRIA DO SENHOR
"Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?
"Dize-mo, se tens entendimento. Quem lhe pôs as medidas, se é que o sabes? Ou
quem estendeu sobre ela o cordel?
"Sobre que estão fundadas as suas bases ou quem lhe assentou a pedra
angular,
"quando as estrelas da alva, juntas, alegremente cantavam, e rejubilavam todos
os filhos de Deus?" (Jó 38.4-7.)
A alegria é algo que Deus inventou. A Bíblia mostra que, mesmo antes de a
Terra existir, a alegria já se fazia presente. Era com alegria que os anjos cantavam e
manifestavam seu amor a Deus.

DEUS É UM DEUS ALEGRE!


Deus é um Deus de alegria. O Senhor é alegre. Alguns pensam que Deus é um
ser triste, mal-humorado, um verdadeiro desmancha-prazeres. A Bíblia, porém,
mostra que essa é outra grande mentira de Satanás. O Senhor criou a alegria, e ela é
para nós:
"Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio; porque eis que crio
para Jerusalém alegria e para o seu povo, regozijo.
"E exultarei por causa de Jerusalém e me alegrarei no meu povo, e nunca mais se
ouvirá nela nem voz de choro nem de clamor." (Isaías 65.18,19.)
Foi o próprio Deus quem disse: "Eu crio a alegria e o regozijo!"
Uma das festas de Israel tinha como característica sete dias de danças,
descanso, comidas e bebidas! Era a Festa dos Tabernáculos. Era um mandamento de
alegria, como diz a própria Bíblia:

"Alegrar-te-ás, na tua festa, tu, e o teu filho, e a tua filha, e o teu servo, e a tua
serva, e o levita, e o estrangeiro, e o órfão, e a viúva que estão dentro das tuas
cidades.
"Sete dias celebrarás a festa ao Senhor, teu Deus, no lugar que o Senhor
escolher, porque o Senhor, teu Deus, há de abençoar-te em toda a tua colheita e em
toda obra das tuas mãos, pelo que de todo te alegrarás." (Deuteronômio 16.14,15.)

O povo judeu era um povo alegre. Essa era a vontade de Deus para eles. A
bênção do Senhor estava sobre eles. Povo abençoado é povo alegre. E nós, os
cristãos, temos de viver com alegria, pois somos abençoados pelo Senhor. Nossos
cultos têm de ser alegres:

"Celebraremos com júbilo a tua vitória e em nome do nosso Deus hastearemos


pendões; satisfaça o Senhor a todos os teus votos." (Salmos 20.5.)

Em Números, o Senhor manda que Moisés faça tocar trombetas para convocar
o povo:

"Da mesma sorte, no dia da vossa alegria, e nas vossas solenidades, e nos
princípios dos vossos meses, também tocareis as vossas trombetas sobre os vossos
holocaustos e sobre os vossos sacrifícios pacíficos, e vos serão por lembrança perante
vosso Deus. Eu sou o Senhor, vosso Deus." (Números 10.10.)

Quando o povo voltou do cativeiro babilônico, Neemias registra o seguinte:

"Neemias, que era o governador, e Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas que


ensinavam todo o povo lhe disseram: Este dia é consagrado ao Senhor, vosso Deus,
pelo que não pranteeis, nem choreis. Porque todo o povo chorava, ouvindo as palavras
da Lei.
"Disse-lhes mais: ide, comei carnes gordas, tomai bebidas doces e enviai porções
aos que não têm nada preparado para si; porque este dia é consagrado ao nosso
Senhor; portanto, não vos entristeçais, porque a alegria do Senhor é a vossa força.
"Os levitas fizeram calar todo o povo, dizendo: Calai-vos, porque este dia é santo;
e não estejais contristados.
"Então, todo o povo se foi a comer, a beber, a enviar porções e a regozijar-se
grandemente, porque tinham entendido as palavras que lhes foram explicadas...
"Acharam escrito na Lei que o Senhor ordenara por intermédio de Moisés que os
filhos de Israel habitassem em cabanas, durante a festa do sétimo mês...
"Saiu, pois, o povo, trouxeram os ramos e fizeram para si cabanas, cada um no
seu terraço, e nos seus pátios, e nos átrios da Casa de Deus, e na praça da Porta das
Águas, e na praça da Porta de Efraim.
"Toda a congregação dos que tinham voltado do cativeiro fez cabanas e nelas
habitou; porque nunca fizeram assim os filhos de Israel, desde os dias de Josué, filho
de Num, até àquele dia; e houve mui grande alegria." (Neemias 8.9-17.)
Tempos depois, quando os muros foram reconstruídos e dedicados ao Senhor,
todos os levitas foram convocados:
"Na dedicação dos muros de Jerusalém, procuraram aos levitas de todos os seus
lugares, para fazê-los vir afim de que fizessem a dedicação com alegria, louvores,
canto, címbalos, alaúdes e harpas...
"No mesmo dia, ofereceram grandes sacrifícios e se alegraram; pois Deus os
alegrara com grande alegria; também as mulheres e os meninos se alegraram, de
modo que o júbilo de Jerusalém se ouviu até de longe." (Neemias 12.43.)

E quando o povo, pela primeira vez depois do cativeiro, comemorou a Festa dos
Pães Asmos, também foi com alegria:

"Celebraram a Festa dos Pães Asmos por sete dias, com regozijo, porque o Se-
nhor os tinha alegrado, mudando o coração do rei da Assíria a favor deles, para lhes
fortalecer as mãos na obra da Casa de Deus, o Deus de Israel." (Esdras 6.22.)
"Deus os alegrara." Essa expressão é maravilhosa. Mostra que Deus é o autor
da alegria. É ele quem nos alegra.
Vários autores bíblicos falam bastante da alegria do Senhor:

DAVI
"Mais alegria me puseste no coração do que a alegria deles, quando lhes há
fartura de cereal e de vinho." (Salmos 4.7.)

"Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria,


na tua destra, delícias perpetuamente." (Salmos 16.11.)

"Converteste o meu pranto em folguedos; tiraste o meu pano de saco e me


cingiste de alegria." (Salmos 30.11.)

"Eu, porém, cantarei a tua força; pela manhã louvarei com alegria a tua
misericórdia; pois tu me tens sido alto refúgio e proteção no dia da minha angústia."
(Salmos 59.16.)

"Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso, estamos alegres."
(Salmos 126.3.)

ISAÍAS
"Também os levarei ao meu santo monte e os alegrarei na minha Casa de
Oração; os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão aceitos no meu altar, porque a
minha casa será chamada Casa de Oração para todos os povos." (Isaías 56.7.)

"Um cântico haverá entre vós, como na noite em que se celebra festa santa; e
alegria de coração, como a daquele que sai ao som da flauta para ir ao monte do
Senhor, à Rocha de Israel." (Isaías 30.29.)

JOEL
"Não temas, ó terra, regozija-te e alegra-te, porque o Senhor faz grandes coisas."
(Joel 2.21.)

"Alegrai-vos, pois, filhos de Sião,regozijai-vos no Senhor, vosso Deus, porque ele


vos dará em justa medida a chuva; fará descer, como outrora, a chuva têmpora e a
serôdia." (Joel 2.23.)

O SENHOR SE ALEGRA POR NÓS


"... Como o noivo se alegra da noiva, assim de ti se alegrará o teu Deus." (Isaías
62.5.)

Jeremias fala de um Deus que sente alegria por nós:

"Alegrar-me-ei por causa deles e lhes farei bem; plantá-los-ei firmemente nesta
terra, de todo o meu coração e de toda a minha alma." (Jeremias 32.41.)

"Assim diz o Senhor: Neste lugar, que vós dizeis que está deserto, sem homens
nem animais, nas cidades de judá e nas ruas de Jerusalém, que estão assoladas, sem
homens, sem moradores e sem animais, ainda se ouvirá a voz de júbilo e de alegria, e
a voz de noivo, e a de noiva, e a voz dos que cantam:

“Rendei graças ao Senhor dos Exércitos, porque ele é bom, porque a sua
misericórdia dura para sempre..." (Jeremias 33.10,11.)

A alegria de Deus não vem das coisas naturais da vida. Não é causada por uma
boa disposição mental e física. É uma alegria que vem do próprio Senhor. Vem de um
Deus que nos contagia e de quem o profeta diz:

"O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te; ele se deleitará
em ti com alegria; renovar-te-á no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo." (Sofonias
3.17.)

O Senhor se deleita em nós com alegria e vibra de júbilo! Alegremos, portanto, o


coração de Deus.

No Novo TESTAMENTO
O começo do Novo Testamento é alegre. O nascimento do Senhor Jesus seria
motivo de alegria para todos - não apenas alegria, mas grande alegria:

"E um anjo do Senhor desceu aonde eles estavam, e a glória do Senhor brilhou
ao redor deles; e ficaram tomados de grande temor.
"O anjo, porém, lhes disse: Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande
alegria, que o será para todo o povo:
"E que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor. "
(Lucas 2.9-11.)

E Jesus diz que o céu é lugar de gozo, regozijo e alegria:

"Digo-vos que, assim, haverá maior júbilo no céu por um pecador que se ar-
repende do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento. "
(Lucas 15.7.)
O livro dos Atos dos Apóstolos conta o início da igreja. É uma história de
sofrimentos, perseguições e morte por amor a Cristo. Mas é também cheio de alegria:

"Então, Paulo e Barnabé, falando ousadamente, disseram: Cumpria que a vós


outros, em primeiro lugar, fosse pregada a palavra de Deus; mas, posto que a rejeitais
e a vós mesmos vos julgais indignos da vida eterna, eis aí que nos volvemos para os
gentios...
"Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e
creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna. E divulgava-se a
palavra do Senhor por toda aquela região.
"Mas os judeus instigaram as mulheres piedosas de alta posição e os principais
da cidade e levantaram perseguição contra Paulo e Barnabé, expulsando-os do seu
território...
"Os discípulos, porém, transbordavam de alegria e do Espírito Santo." (Atos
13.46-52.)
"Enviados, pois, e até certo ponto acompanhados pela igreja, atravessaram as
províncias da Fenícia e Samaria e, narrando a conversão dos gentios, causaram
grande alegria a todos os irmãos." (Atos 15.3.)

O apóstolo Paulo, apesar de todas as perseguições e sofrimentos pelos quais


passou, escreveu aos filipenses:

"Assim, vós também, pela mesma razão, alegrai-vos e congratulai-vos comigo. "
(Filipenses 2.18.)

"Quanto ao mais, irmãos meus, alegrai-vos no Senhor..." (Filipenses 3.1.)

"Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos." (Filipenses 4.4.)

Por que a Bíblia mostra tanta alegria? Porque Deus é um Deus alegre, e é
vontade dele que todos nós sejamos plenos de alegria. A alegria é um presente de
Deus. Na verdade, é o próprio Senhor. Ele deve ser nossa alegria, uma alegria que
nos dá força para viver.

"Então, irei ao altar de Deus, de Deus, que é a minha grande alegria; ao som da
harpa eu te louvarei, ó Deus, Deus meu." (Salmos 43.4.)

Cara feia não produz amigos!


Mas há uma coisa que ela
produz: rugas!
2

A TRISTEZA DA INVEJA
"Coabitou o homem com Eva, sua mulher. Esta concebeu e deu à luz a Caim...
"Depois, deu à luz a Abel, seu irmão.
“Abel foi pastor de ovelhas, e Caim, lavrador.
"Aconteceu que no fim de uns tempos trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao
Senhor.
"Abel, por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste.
Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta; ao passo que de Caim e de sua oferta
não se agradou. Irou-se, pois, sobremaneira, Caim, e descaiu-lhe o semblante.
"Então, lhe disse o Senhor: Por que andas irado, e por que descaiu o teu
semblante?...
"Disse Caim a Abel, seu irmão: Vamos ao campo. Estando eles no campo,
sucedeu que se levantou Caim contra Abel, seu irmão, e o matou." (Gênesis 4.1-8.)

Inveja. Ladra de alegria. A Bíblia diz que Caim se irou "e descaiu-lhe o
semblante". A inveja rouba a alegria, a harmonia, e a paz.
Foi o que aconteceu com o irmão do filho pródigo:

"Ora, o filho mais velho estiver a no campo; e, quando voltava, ao aproximar-se


da casa, ouviu a música e as danças.
"Chamou um dos criados e perguntou-lhe que era aquilo.
“E ele informou: Veio teu irmão, e , teu pai mandou matar o novilho cevado,
porque o recuperou com saúde.
"Ele se indignou e não queria entrar; ... saindo, porém, o pai, procurava conciliá-
lo.
"Mas ele respondeu a seu pai: Há tantos anos que te sirvo sem jamais
transgredir uma ordem tua, e nunca me deste um cabrito sequer para alegrar-me com
os meus amigos;
"vindo, porém, esse teu filho, que desperdiçou os teus bens com meretrizes, tu
mandaste matar para ele o novilho cevado..." (Lucas 15.25-32.)

Quando o filho mais novo voltou, o pai correu ao encontro dele, o abraçou, o
beijou e levou-o para casa. Pôs roupa nova nele, colocou um anel em seu dedo e
mandou matar o novilho cevado, um bezerrinho novo, o mais especial.
Chamou os músicos, pessoas que tocavam violão, e fizeram uma grande festa.
Foi uma daquelas festas repentinas, que fazemos quando alguém, que estava longe,
volta para casa.
E todos se alegravam e dançavam, festejando a volta daquele filho que estava
perdido e voltara para casa. Imagine a alegria deles! Quem já perdeu um ente
querido, pode imaginar a alegria que aquele pai e seus amigos estavam sentindo.
O filho mais velho estava no campo, trabalhando. A tarde ele volta, escuta o
barulho da festa, o som. Ele chama o empregado:
"O que está acontecendo aí em casa? Que som é esse de festa?"
O empregado diz:
"Seu irmão voltou. Seu irmão, que estava perdido, voltou para casa, e o seu pai
está muito feliz por isso. Ele matou o novilho cevado, fez um churrasco. E feriado
aqui na fazenda."
O irmão mais velho ficou com raiva. Ficou emburrado. Ficou chateado. E
permaneceu do lado de fora. Não quis entrar. O servo foi lá dentro e falou com o pai:
"O seu filho mais velho chegou. Mas está havendo um problema, pois ele não
quer entrar."
O pai teve de sair da festa. Ele foi lá fora e disse ao filho mais velho:
"Meu filho, vamos entrar. Está tudo bem. Vamos entrar."
E o filho, então, "abre a torneira" e despeja:
"Olha, esse seu filho gastou com meretrizes todo o dinheiro que o senhor deu
para ele. Ele não vale nada. Ele foi embora sem pensar no senhor. Agora ele volta
para casa e o senhor faz uma festa para ele. Eu estou sempre aqui trabalhando para
o senhor, nunca lhe desobedeci, nunca o magoei, e o senhor nunca me deu nem um
cabrito para comemorar com os meus amigos. Para esse seu filho, o senhor dá o
novilho cevado."
E o pai diz:
"Meu filho, você sempre esteve aqui comigo, perto de mim. Seu irmão estava
morto e reviveu. Ele estava perdido e foi achado. Vamos entrar, vamos nos alegrar,
vamos saltar de alegria."
Aquele rapaz tinha inveja do seu irmão. Invejou o amor que o pai tinha por ele.
Não conseguia ver que era amado do mesmo jeito. E com isso roubou a alegria do
pai.
A inveja é a causa da maioria dos atos que roubam a alegria e acabam com a
festa.

"Cruel é o furor, e impetuosa, a ira, mas quem pode resistirá inveja?" (Provérbios
27.4.)

Existem pessoas que não ficam satisfeitas com a alegria dos outros. Elas não se
sentem bem quando vêem alguém alegre.
Temos a impressão de que as pessoas que moram perto das igrejas evangélicas
querem ver um lamento, uma dor e um sofrimento, um culto fúnebre, todos os dias.
Como incomoda o louvor a Deus! Como incomoda a alegria dos crentes! E
impressionante como as pessoas não gostam de ver os outros alegres.
Certo dia, uma irmã me disse:
"Pastor, eu me aprontei, fiz um regime, fiquei toda bonita. Estava vindo para a
igreja, para o encontro de mulheres. Eu estava muito feliz. Aproximei-me do meu
marido e disse: 'Meu bem, eu vou voltar mais sábia para você. Estou indo para o
encontro das mulheres. Vou voltar mais alegre para você."
Ironicamente, o marido respondeu:
"Você não me engana, não. Está indo é para encontrar com o pastor."
A mulher ficou desarmada. Foi uma expressão tão feia, tão pesada, que
machucou a alma dela. Ela foi até o portão, tentou tirar o carro da garagem, mas não
conseguiu nem dirigir. Entrou em casa, trocou a roupa e disse ao marido:
"Não vou mais sair."
Vendo que ferira profundamente a esposa, ele disse:
"Não, eu estava brincando. Pode ir.
Mas ele já havia roubado a alegria da esposa. Mesmo que ela fosse à igreja, não
seria mais a mesma coisa. Aquele marido talvez tivesse inveja da felicidade e da
alegria que sua esposa demonstrava quando falava das coisas de Deus, das ma-
ravilhas que vivia na igreja. Então, dizia aquelas coisas para feri-la, para roubar dela
a alegria de estar em comunhão com o Senhor e com os irmãos da igreja.
Existem pessoas que são assim. Não gostam de ver ninguém feliz. Não gostam
de ver ninguém expressando os sonhos. Elas dão logo um jeito de matar o sonho da
pessoa. Dão um jeito de ferir, de machucar. Na hora do regozijo, da alegria, da festa,
do prazer, da satisfação, elas vão lá e dão uma palavra, uma ministração, que tira a
paz e a alegria.
Não conseguem ser felizes, não possuem a alegria. Por isso, tentam roubar a
alegria dos outros.
Certa vez, a nossa igreja deu um almoço, a coisa mais linda, de con-
fraternização, de comunhão. O objetivo era angariar fundos para a compra de um
terreno. Na época, eu ainda não era o pastor da igreja, mas fiquei sabendo da
história.
Na hora de servir o almoço, a pessoa encarregada de servir o frango colocou
uma coxa no prato de um irmão e uma asa no prato de outro. Foi armado o
problema. Ele ficou bravo:
"Para ele coxa, para mim asa?!"
Largou o prato e falou: "Nunca mais volto aqui; uns levam coxa, outros, asa."
O irmão que recebera a coxa ainda tentou acalmá-lo, oferecendo-lhe a coxa.
Mas ele já não queria mais.
Roubou a alegria da festa. Todos ficaram constrangidos. Um momento que era
só alegria e confraternização foi abalado por um ladrão de alegria.
Existem aqueles que não sonham, não têm um alvo para a vida. Mas, se vêem
alguém com sonhos, com planos, logo dão um jeito de acabar com tudo.
Menosprezam o sonho da pessoa ou então a criticam, dizendo que não tem condição
de alcançar aquilo que sonhou. Roubam a alegria, machucam, ferem.
Satanás foi o primeiro ladrão de alegria. Invejou o homem no Éden e fez tudo
para acabar com a alegria. Se ele não podia ter a alegria de uma comunhão com o
Senhor, ninguém mais poderia ter.
Infelizmente, conseguiu. Fez com que Eva comesse o fruto proibido. Assim, ele
tirou a paz. O prazer da comunhão com Deus foi roubada pelo diabo.

"Esta não é a sabedoria que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e de-
moníaca." (Tiago 3.15.)

O homem sábio é aquele que não


se entristece com as coisas que não
tem, mas se alegra com as que tem.

ENTRISTECENDO os PAIS
Certa ocasião, eu fui visitar uma irmã querida aqui da igreja. O sonho dela era
que o pastor a visitasse. Ela estava sempre me convidando para ir à casa dela.
Aquela irmã demonstrava que se alegraria muito com uma visita minha à sua casa.
Eu ficava muito comovido com o carinho dela.
Algum tempo depois, num momento de grande alegria, de grande satisfação, ela
tornou a me convidar:
"Pastor, eu ficaria muito feliz se o senhor pudesse ir à minha casa."
Eu tinha muita vontade de ir à casa dela, mas faltava-me oportunidade, pois
naquela ocasião a minha agenda estava sempre cheia. Naquele dia, contudo, eu senti
que já havia passado da hora de eu dar uma alegria àquela irmã. Na verdade, eu
também me regozijaria muito, pois é bom saber que somos amados e que nossa
presença é desejada.
Então, marquei com ela o dia da visita. Na hora marcada, cheguei à casa dela, e
fui recebido com muita atenção.
Ela preparou um pão de queijo, e um cafezinho. Achava-se muito feliz - o
pastor estava na casa dela! Coisa tremenda, não é?
Quando eu não era pastor, eu ficava imaginando como seria bom se o pastor
fosse à minha casa. Devia ser um negócio tremendo.
E ela estava regozijante, feliz. Quando estávamos no auge da conversa na sala,
comendo um pão de queijo, tomando um cafezinho, naquela alegria, a filha dela
chegou.
A mãe disse para ela:
"Filha, olha o pastor aí. Cumprimenta o pastor.
E a moça me dirigiu um olhar frio e disse:
"Oi, tudo bem?"
Eu pensei: "Tem ladrão de alegria no pedaço". Daí a pouco, ela passa pela sala
e vai lá para o quarto. É evidente quando uma pessoa quer estragar a alegria dos
outros. Daí uns cinco minutos, ela gritou:
"Mãe! Vem cá! Mãe!"
E a mãe disse:
"Pastor, espera um pouquinho que eu vou ali, tá? Minha filha chegou do
serviço."
Aí a mãe entrou e demorou uns dez minutos. A gente escuta um cochicho, não
é?! Mesmo sem querer, senti que ela estava tentando acalmar a filha. Pouco depois,
escutei a batida da porta. A mãe veio e disse:
"Não repara não, pastor, essa porta vem e bate mesmo. Essa porta é assim
mesmo. Eu vou buscar mais pão de queijo."
Ela buscou o pão de queijo, pôs o cafezinho. E continuou a conversar:
"Mas, pastor, como agente estava contando..."
A alegria daquela irmã era visível. Como era bom saber que éramos causa da
alegria de alguém! Pouco depois, a moça chega na sala e, irada, diz:
"O mãe, cadê a minha blusa? Eu já falei com a senhora que eu não quero a
minha irmã usando a minha blusa!"
"Ah, filha, espera aí, vai com outra. Usa outra roupa.
Aquela moça era uma "jararaca" mesmo, cheia de veneno.
"O mãe, depois a senhora conversa aí, depois vê essas coisas da igreja aí. Eu
quero minha blusa. Agora! Se vira."
Ah, eu vi como a alegria vai embora. Como aquela pessoa roubou a alegria! Eu
não sabia se ia embora, porque quando alguém está brigando assim, você é visita,
não sabe se vai embora, não sabe se fica, não sabe se ora, não sabe se tenta separar
a briga, se tenta acalmar. Então fiquei quieto. Fiquei ali calado. A gente fica sem
ação. E a mãe:
"Pastor, ela está nervosa, ela está... Essa menina está meio nervosa esses dias.
Vamos lá, minha filha."
"Não, eu quero a blusa! Quando ela chegar, a senhora vai ver."
E ela abria e fechava a porta do quarto, batendo com força, reclamando e
fazendo ameaças. Uma confusão, uma coisa feia.
Aquela mulher havia programado uma noite de alegria, uma noite de festa. E a
filha dela não sossegou enquanto não roubou a alegria daquela noite.
No final da história, lá pelas nove e meia, quinze para as dez, eu levantei para ir
embora, e a mãe me disse:
"Pastor, o senhor me perdoa; o senhor perdoa minha filha?"
"Perdôo, irmã. Eu estou acostumado com esses ladrões de alegria."
Mas ela me acompanhou lá fora, chorando. Foi terrível. Era uma noite de festa,
noite de satisfação. Aquela moça, porém, roubou a alegria, roubou o direito da mãe
de ser feliz.
Quem tem irmãos, deve tomar muito cuidado para não ser uma pessoa que
rouba a alegria da sua casa. Tem de respeitar as visitas. Precisa respeitar as
situações dentro de casa. Foi isso que o irmão do filho pródigo fez. Ele tirou a alegria
da casa.
Muitos fazem isso. São filhos problemáticos. Roubam a alegria dos outros, não
têm prazer e não gostam que os outros tenham prazer. São intragáveis, carrancudos,
nervosos, chateados. Ninguém pode mexer nas coisas deles.
Precisamos aprender a viver bem. Temos de compreender que uma vida dentro
de casa tem de ser bem-vivida, com alegria, compreensão e camaradagem.
Os pais não podem roubar a alegria dos filhos; o esposo não pode roubar a
alegria da esposa; nem a mulher, a alegria do marido. O lar foi projetado por Deus
para ser um lugar de alegria, não de discussões, brigas e desentendimentos.

"Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e iracunda."
(Provérbios 21.19.)

"E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira..." (Efésios 6.4.)

"... Alegraram-se, portanto, os


discípulos ao verem o Senhor."
(João 20.20.)

O DESPERDÍCIO
Certa vez, ouvi falar de um senhor que estava descontente com seu trabalho,
com sua família, com a vida de um modo geral, e resolveu fugir de tudo. Entrou para
um mosteiro onde fez voto de silêncio. Era-lhe permitido dizer apenas duas palavras
a cada cinco anos.
Isso é ótimo! pensou. Não terei estresse, ninguém irá incomodar-me, e tudo à
minha volta é silêncio.
Lá permaneceu cinco anos sem dizer uma única palavra. Ao final do período,
seu superior o chamou e disse:
"Você tem direito a duas palavras. Gostaria de dizer alguma coisa?"
Respondendo que sim com um gesto de cabeça, disse:
"Comida ruim!"
Passados mais cinco anos, durante os quais não pronunciou uma única sílaba,
mais uma vez seu superior o chamou e indagou-lhe se desejava dizer alguma coisa.
Novamente, anuindo com um gesto de cabeça, disse:
"Cama dura!"
Seguiram-se ainda mais cinco anos e, como das vezes anteriores, seu superior
o chamou e perguntou-lhe se desejava falar alguma coisa.
Desta vez, ele disse:
"Eu desisto!"
Seu superior respondeu:
"Não me surpreendo nem um pouco. Desde que você chegou aqui a única coisa
que fez foi reclamar!"
Desperdício: esse homem desperdiçou duplamente sua vida: afastou-se do
mundo e dos seus por causa da insatisfação, e no mosteiro continuou insatisfeito. E,
apesar de não falar, mostrava sua insatisfação, tirava a paz dos outros.
O dicionário diz que pródigo é aquele que "despende com excesso; dissipador,
esbanjador".
Apesar de conhecermos só o filho mais novo como pródigo, aquele que dissipou
o dinheiro que recebera do pai e se afastara da presença paterna, o mesmo pode ser
dito do mais velho.
Ele também era um desperdiçador. Como seu irmão mais novo, não soube
aproveitar as bênçãos e a comunhão do lar paterno. O caçula estava insatisfeito com
a vida e saiu de casa; o mais velho, no entanto, estava insatisfeito e não fez nada.
Continuou em casa - morto, perdido e frustrado.
E, como esse rapaz, muitos estão descontentes e frustrados. Vivem a
murmurar, a reclamar, as remoer os insucessos, as injustiças, com a alma amarga e
sombria.
São os ladrões de alegria. E, infelizmente, a igreja está cheia deles. Quantas
vezes, tive de consolar um irmão ferido por um desses ladrões de alegria! Eles ferem,
magoam, tiram a alegria.
Os exemplos são muitos: Alguém passa no vestibular, e vem todo feliz contar
para alguém:
"Olha, passei no vestibular!"
"Passou em quê?", o "ladrão" pergunta.
"Em pedagogia."
"Ah! Qualquer um passa em pedagogia. Eu li no jornal que não era nem um por
vaga."
Isso é terrível! Mata a alegria da pessoa. Ela estava tão feliz, conseguira algo
que sonhava há tanto tempo!
Ou então, um irmão chega todo feliz na igreja, convidando para a sua
formatura. Então, um "ladrão" pergunta:
"Você está formando em quê?"
"Direito. Vou ser um advogado, para honra do Senhor!"
"Ih! No meu serviço está 'assim' de advogado vendendo enciclopédia,
trabalhando até de auxiliar administrativo."
Ladrão de alegria! Rouba a alegria dos outros.
Quando eu comprei o meu Fiat 147, fiquei todo feliz. Ele estava inteirinho,
bonito. Eu parei na frente da igreja, satisfeito, mostrando para os irmãos. Aí alguém
chegou e disse:
"Pastor, o senhor sabe o que significa Fiat?"
"Não."
"Fui Iludido, Agora é Tarde."
Ladrão de alegria. Mas, graças a Deus, aquele carrinho me deu muitas alegrias.
Foi muito útil na construção da igreja.
Poderia escrever muito mais páginas sobre os "pródigos", os "ladrões de
alegria". Infelizmente, exemplo é o que não falta.
Todos têm uma característica em comum: perdem a bênção de se relacionarem
com as pessoas. Desperdiçam o amor, o carinho, a paz de uma boa convivência.
Foi o que fez o irmão do filho pródigo: da mesma forma que o seu irmão, apesar
de estar junto do pai, vivia isolado, só, insatisfeito, triste. E fazia tudo para que os
outros se sentissem assim também.

ALEGRIA PARA DAR E VENDER


Certa vez, li a história de um senhor, chamado de "Pápi", que tinha falecido aos
oitenta e tantos anos.
Os amigos que compareceram ao funeral vieram de vários estados. Ele havia
nascido na Geórgia, nos EUA; mudara-se para Detroit.
Só que seu enterro não era um cerimonial típico dessas ocasiões. Cinco
minutos antes de iniciar o serviço religioso, os parentes e amigos rodeavam o caixão e
estavam realmente se abraçando, sorrindo e até mesmo rindo alto. Parecia mais uma
celebração de uma data festiva!
Afinal, alguém percebeu o que estava acontecendo e resolveu explicar.
"Vocês compreendem. Pápi gostaria que isto fosse assim mesmo. E se ele
pudesse, garanto como estaria em pé aqui conosco divertindo-se a valer."
E era verdade. Pápi amava a vida. Estava sempre sorrindo. E não se importava
de desviar-se do seu caminho para ajudar alguém. Portanto, quando seus amigos
vieram cumprimentá-lo pela última vez, trouxeram-lhe o melhor presente possível -
alegria.

"Todos os dias do aflito são maus, mas a alegria do coração é banquete


contínuo." (Provérbios 15.15.)

Devemos ser semeadores de alegria. Temos de "espalhar" a alegria de Deus ao


nosso redor. Para isso fomos chamados, para falar desse maravilhoso amor que nos
dá alegria, tira forças da fraqueza, alimenta nossos sonhos.
Não podemos "fazer o jogo de Satanás", roubando a alegria daqueles que se
aproximam de nós.
Tenho procurado agir como um alimentador da alegria. Devemos alegrar as
pessoas, não deixá-las tristes.
Certa ocasião, um irmão chegou todo animado e me disse:
"Pastor, olha o carro que comprei. Não é arrumadinho?"
O carro era velho, mas estava conservado. Em vez de enfatizar a "idade" do
carro, respondi:
"Sim, irmão, seu carro está bem conservado. Vai ser bênção na sua vida."
Ele foi embora alegre. Essa é nossa missão: encorajar as pessoas, torná-las
alegres.
Infelizmente, a maioria não age assim. A moça corta o cabelo, a pessoa diz:
"Ih! Ficou parecendo homem!"
Uma irmã chega perto de um grupinho e diz:
"Estou fazendo regime. Já emagreci uns dois quilos!"
Então, alguém diz:
"Não parece, você está mais gorda ainda."
Não é isso que Deus quer que façamos.
Vamos enfatizar as características positivas das pessoas. Vamos encorajar
aqueles que estão perto de nós. Sejamos como Jesus, não como Satanás.
Façamos tudo para que nossa casa seja uma casa de festas, de alegria, de
prazer.
Se alguém nos mostrar algo, e não pudermos elogiar, fiquemos calados.
Se alguém disser que recebeu um aumento de trinta reais, não menospreze,
dizendo que ganha isso por dia. Pelo contrário, mostre alegria, anime a pessoa a
continuar trabalhando bem para que possa ser honrada.
Não menospreze as conquistas de ninguém. Não tire a alegria dos outros.
Deus nos chama para sermos semeadores de alegria. A nossa missão é a
mesma de Jesus:

"O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para
pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração,
a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados;
"a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a
consolar todos os que choram
"e a pôr sobre os que em Sião estão de luto uma coroa em vez de cinzas, óleo de
alegria, em vez de pranto, veste de louvor, em vez de espírito angustiado; afim de que
se chamem carvalhos de justiça, plantados pelo Senhor para a sua glória." (Isaías
61.1-3.)

Esta é a vontade de Deus para nós: semear alegria. Anunciemos as boas-novas


aos quebrantados. Consolemos os que choram. Coloquemos óleo de alegria em vez de
pranto; louvor em vez de um espírito angustiado.
Comecemos agora mesmo a "ter alegria para dar e vender"!

CONCLUSÃO
A alegria para nós, que conhecemos o Senhor Jesus, não é uma opção. O nosso
Deus é fonte de alegria, de regozijo. Em toda a Bíblia encontramos orientação para
nos alegrarmos.
A alegria do Senhor é a nossa força.
Se não nos apropriarmos dessa alegria que está à nossa disposição, vamos nos
enfraquecer. Ela é a nossa "vitamina".
Não podemos, de jeito nenhum, adotar a mesma postura do filho mais velho.
Isso entristece o coração do Pai.
Devemos nos alegrar com nossos irmãos. Temos de aproveitar essa alegria que
o Senhor nos dá graciosamente. Só assim, transbordantes de alegria, podemos
semear o gozo no coração dos que sofrem.
Você não deve ser um ladrão de alegria. Deus quer que você seja é um
semeador de alegrias.

"Que formosos são sobre os montes os pés do que anuncia as boas-novas, que
faz ouvir a paz, que anuncia coisas boas, que faz ouvir a salvação, que diz a Sião: O
teu Deus reinai" (Isaías 52.7.)