Sei sulla pagina 1di 6
Mecânica dos Fluidos Unidade 8 - Equação da Continuidade Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER Regime variado e
Mecânica dos Fluidos
Unidade 8 - Equação da
Continuidade
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
Regime variado e permanente
Regime permanente (ou estacionário) é aquele em
que as propriedades do fluido (p. ex. pressão e velocidade)
podem até ser diferentes de um ponto a outro, mas não
mudam com o tempo. Um exemplo prático é representado
na figura abaixo, onde o nível do reservatório é constante.
(1)
(2)
3
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
Num reservatório de grandes dimensões, em que o
nível de água mantenha-se aproximadamente constante
com o tempo, o regime pode ser considerado permanente
(p. ex. barragens).
Reservatório de grandes dimensões
(regime permanente)
5
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
A cinemática dos fluidos é a ramificação da mecânica dos fluidos que estuda o comportamento de
A cinemática dos fluidos é a ramificação da mecânica dos
fluidos que estuda o comportamento de um fluido em uma
condição de movimento (escoamento).
O escoamento de um fluido pode ser classificado
conforme representado a seguir:
variado
- Quanto ao regime
permanente
laminar
- Quanto ao tipo do escoamento
turbulento
2
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
Regime variado (ou não-estacionário) é aquele em
que as propriedades do fluido em um determinado ponto
(p. ex. pressão e velocidade), variam com o tempo. Se no
exemplo anterior não houver fornecimento de água por (1),
o nível de água do reservatório mudará com o tempo e o
regime será variado.
(1)
t
1
t
2
(2)
4
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
Escoamento laminar e turbulento
O britânico Osborne Reynolds (1842-1912) realizou
experiências que permitiram visualizar os diferentes tipos
de escoamento numa tubulação.
Como mostrado nas figuras a seguir, ele injetou
líquido colorido numa tubulação de água. Regulando a
vazão com um registro detectou-se diferentes regimes de
escoamento.
Para uma vazão " baixa" o fluido se comporta como
lâmina sem perturbação, sendo o escoamento denominado
laminar.
6
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
7
7
7 Laminar Para "grandes" vazões o líquido mostra-se com flutuações aleatórias típicas de um escoamento turbulento

Laminar

Para "grandes" vazões o líquido mostra-se com

flutuações aleatórias típicas de um escoamento turbulento.

7 Laminar Para "grandes" vazões o líquido mostra-se com flutuações aleatórias típicas de um escoamento turbulento

Turbulento

Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER

9

7 Laminar Para "grandes" vazões o líquido mostra-se com flutuações aleatórias típicas de um escoamento turbulento
7 Laminar Para "grandes" vazões o líquido mostra-se com flutuações aleatórias típicas de um escoamento turbulento

Reynolds demonstrou que o fato do escoamento ser

laminar ou turbulento depende do número adimensional

que recebeu o seu nome, dado por:

Re =

.v.D

Para tubos, vale a seguinte relação:

Re 2000 - escoamento laminar;

2000 < Re < 2400 - transição;

Re 2400 - escoamento turbulento.

Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER

11

7 Laminar Para "grandes" vazões o líquido mostra-se com flutuações aleatórias típicas de um escoamento turbulento

Cálculos:

Re =

.v.D

Re =

  • .

1000 0 05 40 10

.

,

.

-3

1,12.10

-3

Re = 1786

escoamento laminar

7 Laminar Para "grandes" vazões o líquido mostra-se com flutuações aleatórias típicas de um escoamento turbulento

Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER

Exemplo: Laminar 8
Exemplo:
Laminar
8
Turbulento
Turbulento

Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER

7 Laminar Para "grandes" vazões o líquido mostra-se com flutuações aleatórias típicas de um escoamento turbulento

10

7 Laminar Para "grandes" vazões o líquido mostra-se com flutuações aleatórias típicas de um escoamento turbulento
7 Laminar Para "grandes" vazões o líquido mostra-se com flutuações aleatórias típicas de um escoamento turbulento

se

o

Exemplo de cálculo

7 Laminar Para "grandes" vazões o líquido mostra-se com flutuações aleatórias típicas de um escoamento turbulento

Calcular

o

número

de

Reynolds

e

identificar

escoamento é laminar ou turbulento em uma tubulação de DN 40

mm escoa água (ρ = 1000 kg/m 3 e µ = 1 12.10 -3 Pa.s) com uma

velocidade de 0,05 m/s.

,

Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER

Para fixar Em uma tubulação de DN 25 mm escoa água (ρ = 1000 kg/m 3
Para fixar
Em uma tubulação de DN 25 mm escoa água (ρ = 1000
kg/m 3 e µ = 1,12.10 -3 Pa.s). Determine a maior velocidade da
água para que o escoamento seja laminar.
12
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
Linhas e tubo de corrente Cálculos: .v.D Re = Na análise do escoamento é útil visualizar
Linhas e tubo de corrente
Cálculos:
.v.D
Re =
Na análise do escoamento é útil visualizar a forma
do escoamento. Isto pode ser feito desenhando linhas
unindo pontos de igual velocidade. Essas linhas são
-3
1000.v.25.10
2000 =
conhecidas como linhas de corrente. As linhas de corrente
-3
1,12.10
são linhas tangentes à direção do escoamento, isto é, são
linhas tangentes ao vetor velocidade em cada ponto.
v = 0,09 m/s
13
14
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
As linhas de corrente nunca se cruzam, pois, se isto
Tubo de corrente
é a superfície de forma tubular
acontecesse teríamos duas velocidades diferentes para
formada pelas linhas de corrente que se apóiam numa
um mesmo ponto, o que é fisicamente impossível.
linha geométrica fechada qualquer.
No escoamento permanente, a posição das linhas
de corrente não muda com o tempo. Na figura mostram-se
as linhas de corrente em torno de um cilindro.
Os tubos
de corrente são fixos quando o escoa-
mento é permanente.
15
16
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
Vazão
A unidade de vazão pode ser: m 3 /s, m 3 /h, l/s, l/min,
ou qualquer outra unidade de volume por unidade de
Define-se vazão em volume (Q) como o volume do
tempo. As mais usuais são o m 3 /h e o l/s.
fluido (V) que atravessa uma determinada seção do
x 3,6
escoamento na unidade de tempo (t).
l/s
m 3 /h
÷ 3,6
V
Q =
t
Existe uma relação entre a vazão em volume (Q) e
a velocidade do escoamento (v) numa área de seção
transversal (A), como demonstrado a seguir.
17
18
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
Assim: Q = v. A V A Q = t Onde: v = velocidade média do
Assim:
Q = v. A
V
A
Q =
t
Onde: v = velocidade média do escoamento;
x
A = área da seção transversal.
A.x
Para um escoamento onde o diagrama de veloci-
Q =
V =
A . x
t
dades é linear, a velocidade média (v) é dada por:
x
v =
Q = v. A
v
t
0
v =
v
0
2
19
20
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
Equação da continuidade
Este
princípio
é
conhecido
como
Princípio
da
Conservação da Massa. Então:
Considere o escoamento de um fluido por um tubo
de corrente. A vazão em massa em uma seção qualquer
Qm 2
Qm 1 = Qm 2
do tubo de corrente seria dada por:
A 2
m
.V
ρ 1 . Q 1 =
ρ 2 . Q 2
Qm =
=
t
t
ρ 1 . v 1 . A 1 =
ρ 2 .
v 2 . A 2
Qm 1
A
Qm = ρ . Q
1
Se o escoamento for permanente,
a vazão
em
Esta é a equação da continuidade para um fluido
massa na seção da entrada do tubo (Qm 1 ) deverá ser igual
qualquer em regime permanente.
à vazão em massa na seção de saída do tubo (Qm 2 ).
21
22
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
Exemplo de cálculo
Se
o
fluido
for
incompressível,
então
a massa
específica
na
entrada
e
na saída
do
tubo de corrente
deverá ser a mesma. Desta forma, a equação fica:
Para
se encher um
tambor de 200 litros
d’água, uma
torneira gasta o tempo de 1 minuto e 20 segundos. Calcule a
v 1 . A 1 = v 2 . A 2
vazão média da torneira em l/s e m 3 /h.
Q 1 = Q 2
A vazão em volume de um fluido incompressível em
escoamento permanente é a mesma em qualquer seção
do fluido. Uma redução na área produz um aumento da
velocidade média de escoamento e vice-versa.
23
24
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
     

Cálculos:

V

 

Q =

t

 

200

 

Q =

80

Q =

2,5 l/s

25

Q = 9 m 3 /h

Q = 9 m /h
 
     

Cálculos:

 

Q = v. A

Q = v. πr 2

Q = 2.π.(9,525.10 -3 ) 2

 

Q = 561.10 -6

Q = 0,570.10 -3 m 3 /s

27

 

Q = 0,570 l/s

 
     

Cálculos:

Q = v 1 . A 1

Qm = ρ . Q

Q = 1. 10.10 -4

Qm = 1000.10 -3

Q = 1.10 -3 m 3 /s

Qm = 1 kg/s

29

Q = 1 l/s

 
x 3,6 Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER V Q = t 200 0,570 = t t =

x 3,6

 

Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER

x 3,6 Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER V Q = t 200 0,570 = t t =

V

Q =

t

200

0,570 =

 

t

t = 351 s

 

t = 5 min e 51 s

 

Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER

x 3,6 Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER V Q = t 200 0,570 = t t =

Q 1 = Q 2

v 1 . A 1 = v 2 . A 2

 

1.10.10 -4 = v 2 .5.10 -4

1.10.10 = v .5.10
1.10.10 = v .5.10
 

v 2 = 2 m/s

Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER

Exemplo de cálculo Calcule quanto tempo leva para encher um tambor de 200 litros com água,
Exemplo de cálculo
Calcule quanto tempo leva para encher um tambor de 200
litros com água, utilizando-se de uma mangueira de diâmetro de
3/4” e velocidade de escoamento igual 2 m/s.
26
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
Exemplo de cálculo
Para a tubulação mostrada na figura, calcule a vazão em
massa e em volume e determine a velocidade de escoamento na
seção (2) sabendo-se que A 1 = 10 cm 2
,
A 2 = 5 cm 2
,
v 1 = 1 m/s
,
e
ρ = 1000 kg/m 3 .
v 1
v 2
(1)
(2)
28
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
Para fixar
Calcule o tempo que levará para encher um tambor de
200 litros com água, sabendo-se que a velocidade de escoamento
do líquido
é
igual
0 5
,
m/s
e o diâmetro do tubo conectado ao
tambor é de 40 mm.
30
Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER
     

Cálculos:

 

Q = v. A

Q = v. πr 2

Q = 0,5.π.(20.10 -3 ) 2

Q = 628.10 -6

Q = 0,628.10 -3 m 3 /s

31

 

Q = 0,628 l/s

 
     

Cálculos:

 

V

Q =

t

12000

Q =

4050

Q = 2,96 l/s

33

Q = 2,96.10 -3 m 3 /s

 
     

Cálculos:

 

Q 1 = Q 2

v 1 . A 1 = 15. v 2 . A 2

0,45. π.0,01 2 = 15. v 2 . π.0,001 2

35

 

v 2 = 3 m/s

 
V Q = t 0,628 = 200 t t = 318 s t = 5 min
 

V

Q =

t

0,628 =

200

t

t = 318 s

 

t = 5 min e 18 s

 

Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER

 
V Q = t 0,628 = 200 t t = 318 s t = 5 min

Q = v. A

 

Q = v. πr 2

2,96.10 -3 = 6.πr 2

 

r 2 = 0,157.10 -3

r = 12,5.10 -3 m

d = 25 mm

 

Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER

 
V Q = t 0,628 = 200 t t = 318 s t = 5 min
 

Q = v 1 . A 1

Q = 0,45. π.0,01 2

Q = 1,41.10 -4 m 3 /s

 

Q = 0,14 l/s

Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER

     
Para fixar Calcule o diâmetro de uma tubulação onde escoa água a uma velocidade de 6
 

Para fixar

 
Para fixar Calcule o diâmetro de uma tubulação onde escoa água a uma velocidade de 6
   

Calcule o diâmetro de uma tubulação onde escoa água a

uma velocidade de 6 m/s. A tubulação está conectada a um tanque

com volume de 12 m 3

,

e leva 1 hora

,

7 minutos e 30 segundos

para enche-lo totalmente.

 

32

 

Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER

 
     
Para fixar Calcule o diâmetro de uma tubulação onde escoa água a uma velocidade de 6
 

Para fixar

 
Para fixar Calcule o diâmetro de uma tubulação onde escoa água a uma velocidade de 6
   
A água escoa com uma velocidade média
 

A água escoa com uma velocidade média

de 45 cm/s em um tubo de 20 mm de diâmetro,

servindo para irrigação em jardins. Na

extremidade desse tubo há um aspersor, com 15

pequenos furos, cada um destes tendo 2 mm de

diâmetro. Desprezando as perdas de energia,

calcule a velocidade média de saída de água em

cada furo e a vazão total no tubo.

 

34

 

Prof. LUIZ FERNANDO WAGNER