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CURSO DE DIREITO COMERCIAL P/AUDITOR-FISCAL DO TRABALHO EM EXERCÍCIOS COMENTADOS AULA 02 - PROF. CARLOS BANDEIRA

AULA 02 - TEORIA

AULA 02 - TEORIA Empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI). Conceito de sociedades. Sociedades não
AULA 02 - TEORIA Empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI). Conceito de sociedades. Sociedades não

Empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI). Conceito de sociedades. Sociedades não personificadas e personificadas. Nome empresarial.

limitada (EIRELI). Conceito de sociedades. Sociedades não personificadas e personificadas. Nome empresarial.
limitada (EIRELI). Conceito de sociedades. Sociedades não personificadas e personificadas. Nome empresarial.

1. INTRODUÇÃO

Olá! Como vai você?! Tudo bem, e com bastante ânimo para nossa AULA 02?! Espero que sim!

Nosso propósito de hoje é apresentar exercícios comentados sobre essa importante figura do mundo em que vivemos: as Sociedades! Vermos também exercícios sobre a mais nova figura de pessoa jurídica existente na lei brasileira: EIRELI! Esclareço também que trarei, na próxima aula, exercícios comentados sobre Sociedade Empresária e Sociedade Simples!

Eis a organização das matérias que serão abordadas nos exercícios comentados de hoje:

Empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI);

Conceito de sociedades;

Sociedades não personificadas e personificadas; e

Nome empresarial.

Todos os temas desta aula são bem interessantes e podem cair em novas provas! A propósito, além do resumo das matérias, preparei uma parte teórica para ti, contendo informações sobre a EIRELI e Nome Empresarial!

Vamos lá!

2. EMPRESA INDIVIDUAL DE RESPONSABILIDADE LIMITADA

!

Pessoal, para começar, temos novidades em nosso ordenamento jurídico com a entrada em vigor da nova figura da empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI), criada pela Lei n o 12.441, de 11 de julho de 2011.

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Essa lei trouxe alterações ao Código Civil (CC), que somente entraram em vigor cento e oitenta dias após a publicação no Diário Oficial da União, ocorrida em 12 de julho de 2011.

Principais características:

a.

a EIRELI não é uma pessoa física, trata-se de uma nova espécie de PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PRIVADO (art. 44, inciso VI, do CC), contudo não é uma nova espécie de sociedade, já que a existência das sociedades está expressamente prevista no inciso II do art. 44, do CC;

CC:

Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:

 

II - as sociedades;

 

VI - as empresas individuais de responsabilidade limitada.

b.

seu capital social deve ser totalmente integralizado por seu único titular, que deve ser uma pessoa natural, ou seja, uma pessoa física (art. 980-A, caput, do CC);

c.

diferentemente do empresário individual (responsabilidade ilimitada), o titular da EIRELI responde limitadamente até o valor do capital social.

d.

pode

adotar

firma

ou

denominação

social,

seguida

da

expressão “EIRELI” (art. 980-A, § 1 o , do CC);

 

e.

cada pessoa natural somente poderá constituir uma única EIRELI (art. 980-A, § 2 o , do CC);

f.

as EIRELIs serão regidas, no que couber, pelas normas das sociedades limitadas (art. 980-A, § 6 o , do CC).

3. NOME EMPRESARIAL

Devemos compreender que toda pessoa (física ou jurídica) tem direito a um nome, que é elemento de identificação de sua personalidade civil (arts. 16 e 52, do CC).

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Explico mais: a regra é que toda pessoa que pratica algum ato e desse ato surgir algum tipo de responsabilidade, essa pessoa deve responder, até porque toda pessoa é capaz de direitos e deveres na ordem civil (art. 1 o , do CC). Por isso, em sociedade, é importante a identificação das pessoas.

As

pessoas civis (físicas ou jurídicas) são dotadas de nome civil.

as pessoas que exercem atividade de ramo empresarial devem possuir

nome empresarial, que pode ser uma FIRMA ou pode ser uma DENOMINAÇÃO (arts. 980-A, e 1.155 ao 1.168, do CC).

A regulamentação de nome empresarial aplica-se também para as

denominações das sociedades simples, associações e fundações, por expressa previsão do art. 1.155, parágrafo único, do CC.

CC:

Art. 1.155. Considera-se nome empresarial a firma ou a denominação adotada, de conformidade com este Capítulo, para o exercício de empresa.

Parágrafo único. Equipara-se ao nome empresarial, para os efeitos da proteção da lei, a denominação das sociedades simples, associações e fundações.

O nome empresarial é inalienável (art. 1.164, do CC), todavia, poderá ser usado juntamente com o do novo proprietário do estabelecimento, caso haja previsão contratual, por ato entre vivos, acompanhado da especificação de “sucessor”.

CC:

Art. 1.164. O nome empresarial não pode ser objeto de alienação.

Parágrafo único. O adquirente de estabelecimento, por ato entre vivos, pode, se o contrato o permitir, usar o nome do alienante, precedido do seu próprio, com a qualificação de sucessor.

A regra do nome empresarial aplica-se a todos os exercentes de

atividade empresarial, exceto para:

a. as sociedades em conta de participação (art. 991 a 996, do CC): essas devem possuir um sócio ostensivo (que exerce a atividade em seu nome individual) e um sócio oculto, também chamado de sócio secreto,

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e o registro dessas sociedades não é obrigatório e nem lhes atribui personalidade jurídica; e

b. as sociedades em comum (art. 986 a 990, do CC): não têm registro empresarial, mas deveriam ter, por isso são chamadas de irregulares (possuem contrato, mas não foi levado a registro) ou de fato (sequer possuem contrato). Por não terem registro, não adquirem personalidade jurídica (art. 985, do CC), com isso ficam sem nome empresarial (possuem apenas título de estabelecimento ou nome de fantasia, que é o nome atribuído ao local onde é exercida a atividade, notoriamente conhecido pelo público).

Quero destacar para vocês que o empresário individual deve possuir nome empresarial, que pode coincidir com o seu nome individual (por completo ou abreviado), e, se quiser, ainda pode acrescentar uma designação mais precisa da sua pessoa ou do gênero de atividade.

Vamos ver como se faz uma firma (firma individual ou social, esta também conhecida por razão social) ou uma denominação (ou denominação social)?! Pessoal, minha dica para nomes empresariais: treine! Foi assim que aprendi! Não é difícil. Mas, de primeira mão não é tão simples assim! E, se você seguir a minha dica, vai ficar mais tranquilo e satisfatório compreender os outros temas empresariais. Confie no seu potencial!

3.1 FIRMA

Firma pode ser:

a) firma individual; ou

b) firma social (também conhecida por razão social).

FIRMA INDIVIDUAL

! Para empresário individual.

" Nome civil do empresário individual (completo ou abreviado) + ramo da atividade (opcional).

FIRMA DE EIRELI

! Para empresa individual de responsabilidade limitada.

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" Nome civil do único participante (completo ou abreviado) + ramo da atividade (opcional) + “EIRELI”.

Observação:

Nas assinaturas de documentos ou contratos, deve-se imitar, por extenso, a firma da EIRELI. Exs.: os documentos em nome de “Luiz Pereira Equipamentos de Som EIRELI” devem ser assinado como “Luiz Pereira Equipamentos de Som EIRELI”; no caso de “L. P. Equipamentos de Som EIRELI”, deve ser assinado como “L. P. Equipamentos de Som EIRELI”.

FIRMA SOCIAL (OU RAZÃO SOCIAL)

! Para:

a) sociedades em nome coletivo (N/C);

b) sociedades em comandita simples (C/S);

c) sociedades limitadas (Ltda.); e

d) sociedades em comandita por ações (C/A).

" Nome civil de um dos sócios (abreviado ou não) + “e Companhia” ou “& CIA.” ou nome de mais sócios que respondem ilimitadamente pelas obrigações da sociedade (abreviados ou não) + ramo da atividade (opcional).

Observações:

Eventual ausência de “Ltda.” ou “Limitada” nas firmas das sociedades limitadas, implicará a responsabilidade solidária e ilimitada para todos os administradores que fizerem uso do nome empresarial.

Nas assinaturas de documentos ou contratos, deve-se imitar, por extenso, a firma individual ou social. Exs.: os documentos em nome de “Luiz Pereira & Cia. Equipamentos de Som” devem ser assinado como “Luiz Pereira & Cia. Equipamentos de Som”; no caso de “L. Pereira Equipamentos de Som Ltda.”, deve ser assinado como “L. Pereira Equipamentos de Som Ltda.”

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3.2. DENOMINAÇÃO

Também é conhecida como denominação social.

DENOMINAÇÃO (OU DENOMINAÇÃO SOCIAL)

! Para:

a) empresas (EIRELI);

b) sociedades limitadas (LTDA.);

c) sociedades em comandita por ações (C/A); e

d) sociedades anônimas (S/A), estas também são conhecidas como companhias.

limitada

individuais

de

responsabilidade

" Qualquer expressão linguística (“elemento fantasia”) + ramo da atividade (obrigatório).

Observações:

Não serve para empresário individual, que somente usa firma individual.

É obrigatória para as sociedades anônimas (nesse caso, pode ser acrescentado o nome fundador, acionista, ou pessoa que haja concorrido para o bom êxito da formação da empresa).

denominação é obrigatória para as sociedades cooperativas (que são sociedades simples).

Eventual ausência de “Ltda.” ou “Limitada” nas denominações das sociedades limitadas, implicará a responsabilidade solidária e ilimitada para todos os administradores que fizerem uso do nome empresarial.

Nas assinaturas de documentos ou contratos, deve-se assinar, por extenso, o nome civil do representante da sociedade, sobre o nome da sociedade. Exs.: os documentos em nome de “Companhia Equipamentos de Som” devem ser assinado pela pessoa física que representa a sociedade, com seu nome civil; no caso de “Luiz Pereira & Cia. C/A” ou “Luiz Pereira Equipamentos de Som S/A”, o representante Luiz Pereira, pessoa física, assina o documento com o seu próprio nome civil.

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DENOMINAÇÃO DE EIRELI

! Para empresário empresa individual de responsabilidade limitada.

" Qualquer expressão linguística (“elemento fantasia”) + ramo da atividade (obrigatório).

Observação:

Nas assinaturas de documentos ou contratos, deve-se assinar, por extenso, o nome civil do representante sobre a denominação da EIRELI. Exs.: os documentos em nome de “Equipamentos de Som EIRELI” devem ser assinado pela pessoa física que representa a EIRELI, com seu nome civil; no caso de “Melodia Equipamentos de Som EIRELI”, o representante Luiz Pereira, pessoa física, assina com o seu próprio nome civil.

3.3. EXPLICAÇÃO DETALHADA + EXEMPLOS

Pessoal! Insisto nesse assunto, pela importância de se identificar as sociedades empresariais pelo nome empresarial que possuírem!

Muito bem! Precisamos, agora, de explicações mais detalhadas, caso a caso para as firmas e denominações, com exemplos práticos 1 , para que o assunto fique mais claro:

a) EMPRESÁRIOS INDIVIDUAIS pessoa física (SOMENTE PODEM USAR FIRMA INDIVIDUAL): Luiz Pereira (pessoa física); “Luiz Pereira” (empresário individual); “Luiz Pereira Equipamentos de Som” (empresário individual); e “L. P. Equipamentos de Som” (empresário individual);

CC:

“Art. 1.156. O empresário opera sob firma constituída por seu nome, completo ou abreviado, aditando-lhe, se quiser, designação mais

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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precisa da sua pessoa ou do gênero de atividade.”

b) SOCIEDADES

os sócios

respondem ilimitadamente pelas obrigações sociais (SOMENTE USAM FIRMA SOCIAL, QUE É SINÔNIMO DE RAZÃO SOCIAL):

“Luiz Pereira, José da Silva & Maria dos Santos”; “Luiz Pereira, José da Silva & Maria dos Santos Equipamentos de Som”; “L. Pereira, J. da Silva & M. dos Santos Equipamentos de Som”; “Luiz Pereira & Cia.”; “Luiz Pereira & Cia. Equipamentos de Som”;

COLETIVO

EM

NOME

(N/C)

todos

CC:

Art. 1.041. O contrato deve mencionar, além das indicações referidas no art. 997, a firma social.

“Art. 1.157. A sociedade em que houver sócios de responsabilidade ilimitada operará sob firma, na qual somente os nomes daqueles poderão figurar, bastando para formá-la aditar ao nome de um deles a expressão "e companhia" ou sua abreviatura.

Parágrafo único. Ficam solidária e ilimitadamente responsáveis pelas obrigações contraídas sob a firma social aqueles que, por seus nomes, figurarem na firma da sociedade de que trata este artigo.”

c) SOCIEDADES EM COMANDITA SIMPLES (C/S) existem dois tipos de sócios, os comanditados, que respondem ilimitadamente pelas obrigações sociais (seus nomes podem ser expressos, no caso, Luiz Pereira e José da Silva, ou abreviados), e os comanditários, que respondem apenas limitadamente (os nomes dos comanditários serão substituídos pela expressão “e Companhia” ou “& Cia”, sob pena de responderem ilimitadamente, sendo que Maria dos Santos é sócia comanditária, em nosso exemplo) (SOMENTE FIRMA SOCIAL):

“Luiz Pereira, José da Silva & Cia.”; “L. Pereira, J. da Silva & Cia. Equipamentos de Som”; “Luiz Pereira, José da Silva & Cia. Equipamentos de Som”;

!

d) EMPRESAS INDIVIDUAIS DE RESPONSABILIDADE LIMITADA já está valendo o novo art. 980-A, do CC (acrescentado pela Lei n o 12.441, de 11 de julho de 2011) (PODEM UTILIZAR FIRMA SOCIAL, OU USAR DENOMINAÇÃO, em ambos os casos, acrescida da expressão “EIRELI”): “Luiz Pereira EIRELI”; “Luiz

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Pereira Equipamentos de Som EIRELI”; e “L. P. Equipamentos de Som EIRELI”; “Melodia Equipamentos de Som EIRELI”;

CC:

“Art. 980-A. A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País.

§ 1 o O nome empresarial deverá ser formado pela inclusão da expressão "EIRELI" após a firma ou a denominação social da empresa individual de responsabilidade limitada.

§ 2 o A pessoa natural que constituir empresa individual de responsabilidade limitada somente poderá figurar em uma única empresa dessa modalidade.

§ 3 o A empresa individual de responsabilidade limitada também poderá resultar da concentração das quotas de outra modalidade societária num único sócio, independentemente das razões que motivaram tal concentração.

§ 5 o Poderá ser atribuída à empresa individual de responsabilidade limitada constituída para a prestação de serviços de qualquer natureza a remuneração decorrente da cessão de direitos patrimoniais de autor ou de imagem, nome, marca ou voz de que seja detentor o titular da pessoa jurídica, vinculados à atividade profissional.

§ 6 o Aplicam-se à empresa individual de responsabilidade limitada, no que couber, as regras previstas para as sociedades limitadas.”

e) SOCIEDADES LIMITADAS todos os sócios respondem limitadamente pelas obrigações da sociedade (PODEM UTILIZAR FIRMA SOCIAL, OU USAR DENOMINAÇÃO, em ambos os casos, acrescida da palavra “Limitada” ou da abreviatura “Ltda.”, sob pena de os administradores se tornarem ilimitadamente responsáveis ao usarem o nome empresarial dessa forma; na firma social não poderá ser usado nome de sócio que seja pessoa jurídica): em caso de firma, “Luiz Pereira, José da Silva & Maria dos Santos Ltda.”; “Luiz Pereira, José da Silva & Maria dos Santos Equipamentos de Som Ltda.”; “L. Pereira, J. da Silva & M. dos

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Santos Equipamentos de Som Ltda.”; “Luiz Pereira & Cia. Ltda.”; “Luiz Pereira & Cia. Equipamentos de Som Ltda.”; ou, em caso de denominação, “Melodia Equipamentos de Som Ltda.”;

CC:

“Art. 1.158. Pode a sociedade limitada adotar firma ou denominação, integradas pela palavra final "limitada" ou a sua abreviatura.

1 o A firma será composta com o nome de um ou mais sócios,

desde que pessoas físicas, de modo indicativo da relação social.

2 o A denominação deve designar o objeto da sociedade, sendo

permitido nela figurar o nome de um ou mais sócios.

3 o A omissão da palavra "limitada" determina a responsabilidade

§

§

§

solidária e ilimitada dos administradores que assim empregarem a firma ou a denominação da sociedade.”

f) SOCIEDADES EM COMANDITA POR AÇÕES somente os sócios diretores respondem solidária e ilimitadamente, no caso, Luiz Pereira e José da Silva, e a sócia que não pertence a essa categoria de sócios é a Maria dos Santos, que poderá ser representada apenas pela expressão “& Cia.” – (PODEM UTILIZAR FIRMA SOCIAL, OU USAR DENOMINAÇÃO, em ambos os casos, acrescida da expressão “comandita por ações” ou da abreviatura “C/A”):

em caso de firma, “Luiz Pereira, José da Silva & Cia. C/A.”; “Luiz Pereira, José da Silva & Cia. Equipamentos de Som C/A”; “L. Pereira, J. da Silva & Cia. Equipamentos de Som C/A”; “Luiz Pereira & Cia. C/A”; “Luiz Pereira & Cia. Equipamentos de Som Comandita por Ações”; ou, em caso de denominação, “Melodia Equipamentos de Som C/A”; “Melodia Equipamentos de Som Comandita por Ações”;

CC:

“Art. 1.161. A sociedade em comandita por ações pode, em lugar de firma, adotar denominação designativa do objeto social, aditada da expressão "comandita por ações".

g) SOCIEDADES ANÔNIMAS, TAMBÉM CHAMADAS DE COMPANHIAS não admite firma, também regida pela Lei das Sociedades Anônimas (Lei n o 6.404, de 15 de dezembro de 1976)

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(SOMENTE DENOMINAÇÃO, em que pode ser usado elemento fantasia + o nome do fundador da sociedade, de acionista ou pessoa que possa ter contribuído para a formação da sociedade, e deve ser acompanhada de “sociedade anônima” ou “S/A”, que poderá ser redigida no início, meio ou fim, OU seguida da palavra “companhia” ou abreviatura “Cia.”, que não pode ser usada no fim): “Melodia Equipamentos de Som Sociedade Anônima ”; “Melodia S/A Equipamentos de Som”; “Sociedade Anônima Melodia Equipamentos de Som”; “Companhia Melodia Equipamentos de Som”; “Cia. Melodia Equipamentos de Som”; “Luiz Pereira Equipamentos de Som S/A”;

CC:

“Art. 1.160. A sociedade anônima opera sob denominação designativa do objeto social, integrada pelas expressões "sociedade anônima" ou "companhia", por extenso ou abreviadamente.

Parágrafo único. Pode constar da denominação o nome do fundador, acionista, ou pessoa que haja concorrido para o bom êxito da formação da empresa.”

Lei das SAs:

“Art. 3 o A sociedade será designada por denominação acompanhada das expressões "companhia" ou "sociedade anônima", expressas por extenso ou abreviadamente mas vedada a utilização da primeira ao final.

§ 1 o O nome do fundador, acionista, ou pessoa que por qualquer outro modo tenha concorrido para o êxito da empresa, poderá figurar na denominação.”

h) SOCIEDADES EM CONTA DE PARTICIPAÇÃO

formada por um

sócio ostensivo e um sócio oculto (ou secreto) não adquirem

personalidade jurídica, portanto, NÃO PODEM TER NOME, NEM DENOMINAÇÃO SOCIAL;

CC:

“Art. 1.162. A sociedade em conta de participação não pode ter firma ou denominação.”

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i) SOCIEDADES COOPERATIVAS destinadas à ajuda mútua entre seus sócios (os próprios sócios serão os usuários) e sem intuito lucrativo (SOMENTE DENOMINAÇÃO, seguida da palavra “Cooperativa”): “Coração Saudável Cooperativa”;

CC:

“Art. 1.159. A sociedade cooperativa funciona sob denominação integrada pelo vocábulo "cooperativa".”

j) MICROEMPRESAS

E

EMPRESAS

DE

PEQUENO

PORTE são

sociedades empresárias, sociedades simples, empresas individuais de responsabilidade limitada e os empresários individuais, alcançados pelo Estatuto das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Lei Complementar n o 123, de 14 de dezembro de 2006) – (PODEM UTILIZAR FIRMA, OU USAR DENOMINAÇÃO, a depender do tipo social adequado, em todos os casos deve ser acrescida a expressão “Microempresa” ou “Empresa de Pequeno Porte”, ou a respectiva abreviação, “ME” ou “EPP”): firma: “Luiz Pereira EIRELI ME”, “L. P. EIRELI EPP”; “José da Silva & Maria dos Santos Ltda. ”; “Luiz Pereira, José da Silva & Maria dos Santos Equipamentos de Som Ltda. ME”; “L. Pereira, J. da Silva & M. dos Santos Equipamentos de Som Ltda. EPP”; “Luiz Pereira & Cia. Ltda. ME”; “Luiz Pereira & Cia. Equipamentos de Som Ltda. ME”; ou, em caso de denominação, “Melodia Equipamentos de Som Ltda. ME” ou “Melodia Equipamentos de Som Ltda. EPP”;

Lei Complementar n o 123, de 2006

“Art. 72. As microempresas e as empresas de pequeno porte, nos termos da legislação civil, acrescentarão à sua firma ou denominação as expressões “Microempresa” ou “Empresa de Pequeno Porte”, ou suas respectivas abreviações, “ME” ou “EPP”, conforme o caso, sendo facultativa a inclusão do objeto da sociedade. ”

!

k) QUALQUER TIPO DE SOCIEDADE EMPRESÁRIA QUE TENHA SOLICITADO RECUPERAÇÃO JUDICIAL somente empresários regulares podem solicitar recuperação judicial, pela Lei n o 11.101, de 9 de fevereiro de 2005 (Lei de Falências), e ficam, nessas condições, sujeitos à alteração de nome empresarial, por determinação judicial, ou seja, a partir de quando entrarem sob o regime de recuperação

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judicial - (DEVEM ACRESCENTAR A SEU NOME A EXPRESSÃO “EM RECUPERAÇÃO”): “Luiz Pereira EIRELI ME, em Recuperação Judicial”, “L. P. EIRELI EPP, em Recuperação Judicial”; “José da Silva & Maria dos Santos Ltda., em Recuperação Judicial”’; “Melodia Equipamentos de Som Ltda., em Recuperação Judicial”.

Lei n o 11.101, de 9 de fevereiro de 2005:

“Art. 69. Em todos os atos, contratos e documentos firmados pelo devedor sujeito ao procedimento de recuperação judicial deverá ser acrescida, após o nome empresarial, a expressão "em Recuperação Judicial".

Parágrafo único. O juiz determinará ao Registro Público de Empresas a anotação da recuperação judicial no registro correspondente.”

3.4 MODIFICAÇÃO DE NOME EMPRESARIAL

O nome empresarial pode ser voluntariamente alterado. É livre a iniciativa de modificá-lo.

Não obstante, será necessário alterar o nome empresarial, pelo princípio da veracidade (art. 34, da Lei n o 8.934, de 18 de novembro de 1994 2 ), quando houver:

a. saída, retirada, exclusão ou morte de sócio cujo nome civil constava da firma social (arts. 1.165, do CC), sob pena de continuar o ex-sócio ou espólio continuarem a responder pelas obrigações sociais, nas mesmas condições que respondia enquanto fazia parte do quadro de sócios da sociedade;

b. alteração de categoria de sócio, pois até que se altere o nome empresarial, o sócio continuará a responder como se ainda estivesse na categoria anterior, como é o caso das sociedades limitadas sem a inclusão da expressão “Limitada” (art. 1.157, do CC);

c. alienação de estabelecimento por ato entre vivos (art. 1.164, do CC).

Exceção ao princípio da veracidade: a denominação de sociedades anônimas pode incluir nome de fundador ou de pessoa que tenha concorrido

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

2 Essa lei “Dispõe sobre o Registro Público de Empresas Mercantis e Atividades Afins e dá outras providências.”

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para o bom êxito da empresa, ainda que não sejam mais acionistas (art. 1.160, do CC, e art. 3 o , da Lei das SAs).

Também deve-se alterar o nome empresarial, quando houver:

a. transformação (ex.: alteração do tipo social de sociedade anônima para sociedade limitada);

b. lesão ao direito de proteção ao nome de outro empresário (art. 1.166, do CC).

CC:

Art. 1.166. A inscrição do empresário, ou dos atos constitutivos das pessoas jurídicas, ou as respectivas averbações, no registro próprio, asseguram o uso exclusivo do nome nos limites do respectivo Estado.

Parágrafo único. O uso previsto neste artigo estender-se-á a todo o território nacional, se registrado na forma da lei especial.

4. RESUMÃO DAS MATÉRIAS DE HOJE

Empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI):

Principais características:

a EIRELI não é uma pessoa física, trata-se de uma nova espécie de pessoa jurídica de direito privado (art. 44, inciso VI, do CC), contudo não é uma nova espécie de sociedade, já que a existência das sociedades está expressamente prevista no inciso II do art. 44, do CC;

seu capital social deve ser totalmente integralizado [que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País] por seu único titular, que deve ser uma pessoa natural, ou seja, uma pessoa física (art. 980-A, caput, do CC);

diferentemente do empresário individual (responsabilidade ilimitada), o titular da EIRELI responde limitadamente até o valor do capital social.

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pode adotar firma ou denominação social, seguida da expressão “EIRELI” (art. 980-A, § 1 o , do CC);

cada pessoa natural somente poderá constituir uma única EIRELI (art. 980-A, § 2 o , do CC);

as EIRELIs serão regidas, no que couber, pelas normas das sociedades limitadas (art. 980- A, § 6 o , do CC).

Características das sociedades:

De acordo com o art. 981, do Código Civil, são características das sociedades:

1. pluralidade;

 

2. “affectio societatis”;

 

3. exercício de atividade econômica;

 

4. contribuição de bens e serviços; e

5. fins lucrativos.

Relembrando: pode tornar-se sócia, toda pessoa em pleno gozo de sua capacidade civil (dezoito anos completos ou menor emancipado).

Atenção:

1. cônjuges não podem ser sócios, se forem casados em comunhão universal de bens ou separação obrigatória;

2. incapacitados:

podem

ser

sócios,

em

situações especiais (capital totalmente

integralizado, não podem

 

ser

administradores, e devem estar assistidos

ou representados).

Registros

O registro (ou inscrição) de seus atos constitutivos é que faz nascer a personalidade jurídica da sociedade!

Esse registro pode ter natureza:

societários:

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1. empresarial:

para

as

sociedades

empresárias, em cartório de Registro

Público

de

Empresas Mercantis (Juntas

Comerciais); ou

 

2. civil: para as sociedades simples, a cargo de cartório de Registro Civil de Pessoas Jurídicas.

Atos constitutivos:

Dependem da forma adotada para a divisão do capital social:

 

1. contrato social: documento responsável pela formação de uma sociedade contratual; no caso, o capital será dividido em cotas (ou quotas); e

2. estatuto social: responsável pela formação de uma sociedade estatutária (ou institucional); cujo capital é dividido em ações; somente as sociedades por ações (sociedade anônima e sociedade em comandita por ações) podem utilizar esse modelo de ato constitutivo.

Classificações

das

Quanto ao regime de constituição e dissolução:

sociedades:

1.

Sociedades contratuais: constituídas por um

contrato social; capital dividido em cotas (ou quotas), e o titular das cotas é denominado sócio (N/C, C/S e Ltda.);

2.

Sociedades estatutárias (ou institucionais):

constituídas por estatuto social, votado em assembleia e arquivado na Junta Comercial; capital dividido em ações, e o titular é denominado acionista (S/A e C/A).

Quanto à composição (ou às condições para alienação de participação societária):

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1. Sociedades de pessoas (ou “intuito personae”; o uso do latim é frequente em provas para identificar conceitos): importa mais a reunião das pessoas constantes do

quadro social, segundo as qualidades próprias de cada indivíduo; “affectio societatis”: a alienação de cotas para a entrada de novas pessoas na sociedade deve ser previamente

autorizada

pelos

demais

sócios;

cotas

impenhoráveis [N/C, C/S (em relação ao sócio comanditado) e Ltda. (a última, a depender de

previsão no contrato social, para ter essa condição];

2. Sociedades pecuniae”):

 

de

capital

(ou

intuito

reunião

de

bens

e

capital;=

ingresso no quadro de sócios, mediante a subscrição de ações; sócios não podem se opor

à

entrada

de

novos

sócios

(princípio

da

circulabilidade da participação societária); ações penhoráveis [C/S (quanto ao sócio comanditário); Ltda. (a depender de previsão no contrato social), S/A e C/A].

Quanto à responsabilidade dos sócios:

 

1. Responsabilidade ilimitada: todos os sócios respondem subsidiariamente, mas de forma ilimitada com os seus bens, pelas obrigações sociais; ocorre para N/C;

2. Responsabilidade limitada: todos os sócios respondem subsidiariamente, mas de forma limitada com os seus bens, pelas obrigações sociais; acontece para Ltda. e S/A;

3. responsabilidade mista: todos os sócios respondem subsidiariamente, mas uma parte desses sócios responde de forma ilimitada, e a outra, de forma apenas limitada; para C/S

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(comanditado responde ilimitadamente; comanditários, apenas limitadamente) e C/A (comanditados respondem ilimitadamente; comanditários, apenas limitadamente).

Quanto à natureza, podem ser:

1. sociedade empresária: as que praticam atos sujeitos a registro de empresário (art. 982, caput, primeira parte, do CC); ou

2. sociedade simples: as quem praticam atividades civis não empresariais (sociedades de médicos, sem terceiros contratados para a atividade-fim; sociedades de advogados; sociedade rural não registrada na Junta Comercial, etc.).

E, quanto ao tipo:

1. sociedade em comandita simples (C/S);

2. sociedade em nome coletivo (N/C);

3. sociedade limitadas (Ltda.);

4. sociedade anônima (S/A); ou

5. sociedade em comandita por ações (C/A)!

Tanto as sociedades de natureza empresária, quanto as sociedades natureza simples, podem adotar qualquer um desses tipos societários (art. 983, caput, primeira parte, do CC).

As sociedades simples que não adotarem um desses tipos serão regidas por normas próprias das sociedades simples (arts. 983, caput, segunda parte, e 997/1.038, do CC).

Toda S/A e C/A sempre será de natureza empresária. E toda sociedade cooperativa sempre será de natureza simples, independentemente de seu objeto (art. 982, parágrafo único, do CC).

Outras

1.

Sociedades brasileiras (ou nacionais):

quando sediadas no Brasil e regidas pela

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classificações:

legislação brasileira;

2. Sociedades estrangeiras: as que não preenchem os requisitos descritos acima dependem de autorização do Poder Executivo federal para funcionar no Brasil, salvo para a hipótese de ser sócia de sociedade anônima brasileira;

3. Sociedades dependentes de autorização:

determinadas atividades estão sujeitas à prévia autorização do Poder Executivo federal.

Sociedades

entre

É possível aos cônjuges contratar sociedades, entre si ou com terceiros, desde que não tenham casado no regime da comunhão universal de bens, ou no da separação obrigatória.

cônjuges:

Sociedades

Exceções à regra de pluralidade de sócios:

unipessoais:

1. sociedade unipessoal temporária do Código Civil (art. 1.033, inciso IV);

2. sociedade unipessoal temporária da Lei das SAs (art. 206, inciso I, alínea “d”);

3. sociedade subsidiária integral da Lei das SAs (art. 251); e

4. empresa pública unipessoal (doutrina).

Sociedades

As sociedades adquirem personalidade jurídica (nascem!) com a inscrição (registro) em cartório competente.

personificadas

e

não

personificadas:

Atencão: sociedade e seus sócios são pessoas distintas entre si. Cada um possui sua personalidade jurídica própria. Por isso, a mera substituição de um sócio por outro ou o aumento de número de sócios, dentro de uma sociedade, não altera, necessariamente, a personalidade jurídica da sociedade.

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São sociedades sem personalidade jurídica:

 

1. sociedades em comum:

 

a) irregulares (possuem ato constitutivo, não têm registro empresarial ou o registro expirou); e

b)

de

fato

(não

possuem

sequer

atos

constitutivos escritos); e

 

2. sociedades em conta de participação: somente o sócio ostensivo aparece, já o sócio participativo não aparece nas relações. Mesmo que inscreverem os atos constitutivos, não adquirem personalidade jurídica.

Nome empresarial:

As pessoas que exercem atividade de ramo empresarial devem possuir nome empresarial, que pode ser uma firma ou uma denominação (arts. 980-A, e 1.155 ao 1.168, do CC).

A regulamentação de nome empresarial aplica- se também para as sociedades simples, associações e fundações (art. 1.155, parágrafo único).

É inalienável (art. 1.164, do CC), todavia, poderá ser usado juntamente com o do novo proprietário do estabelecimento, caso haja previsão contratual, por ato entre vivos, acompanhado da especificação de “sucessor” (parágrafo único).

Sociedades

em

conta

de

participação e

sociedades em comum e não possuem nome empresarial.

Espécies:

 

1) firma: firma individual: para empresários individuais), e firma social ou razão social (para Empresas Individuais de Responsabilidade Limitada (EIRELI), Sociedades em Nome Coletivo (N/C), Sociedades em Comandita Simples (C/S), Sociedades Limitadas (Ltda.) e Sociedades em

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Comandita por Ações (C/A); e

 

2) denominação ou denominação social: para Empresas Individuais de Responsabilidade Limitada (EIRELI), Sociedades Limitadas (Ltda.), Sociedades em Comandita por Ações (C/A) e Sociedades Anônimas ou Companhias (S/A).

Em suma:

" Empresário Individual: firma.

 

" Empresa Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI): firma ou denominação.

" Sociedade em Nome Coletivo (N/C): firma.

 

" Sociedade em Comandita Simples (C/S):

firma.

" Sociedade

Simples

(S/S):

firma

ou

denominação.

" Sociedade

Limitada

(LTDA.):

firma

ou

denominação.

" Sociedade em Comandita por Ações (C/A):

firma ou denominação.

 

" Sociedade Anônima (S/A): denominação.

 

" Sociedade Cooperativa: denominação.

" Sociedade em Conta de Participação: não admite nome empresarial.

" Microempresa (ME) e Empresa de Pequeno Porte (EPP): nome empresarial deve seguir a respectiva natureza (Ltda., N/C, etc.), acrescido da abreviatura ME ou EPP.

" Qualquer tipo de sociedade empresária que tenha solicitado recuperação judicial: deve ser acrescentado ao nome empresarial a expressão “Em Recuperação Judicial”.

Vamos aos exercícios comentados!

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AULA 02 - EXERCÍCIOS COMENTADOS

Empresa individual de responsabilidade limitada (EIRELI). Conceito de sociedades. Sociedades não personificadas e personificadas. Nome empresarial.

QUESTÃO 1: ESAF - 2012 - CGU – ANALISTA DE FINANÇAS E CONTROLE - PROVA 3 - ÁREA: CORREIÇÃO

A respeito do empresário e da empresa individual de responsabilidade limitada, assinale a opção correta.

a) Enquanto a empresa individual de responsabilidade limitada pode adotar

firma ou denominação, o empresário pode valer-se apenas de denominação.

b) A empresa individual de responsabilidade limitada e o empresário devidamente registrados são, para todos os efeitos, pessoas jurídicas.

c) A pessoa natural que constituir empresa individual de responsabilidade

limitada somente poderá figurar em uma única empresa dessa modalidade.

d) Aplicam-se à empresa individual de responsabilidade limitada, no que

couber, as regras previstas para as sociedades simples.

Comentários:

Alternativa “A”: parcialmente equivocada. Está correto dizer que a EIRELI pode adotar firma ou denominação. Todavia, o empresário (leia-se:

empresário individual, que é uma pessoa física exercente de atividade empresarial) deve adotar firma.

CC:

“Art. 1.156. O empresário opera sob firma constituída por seu nome, completo ou abreviado, aditando-lhe, se quiser, designação mais precisa da sua pessoa ou do gênero de atividade.

Art. 980-A. A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País.

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§ 1 o O nome empresarial deverá ser formado pela inclusão da expressão "EIRELI" após a firma ou a denominação social da empresa individual de responsabilidade limitada.”

Alternativa “B”: errada. Vejamos:

a

EIRELI é uma pessoa jurídica (art. 44, inciso VI, do CC);

o

empresário individual é uma pessoa física (arts. 966, caput,

e

968, inciso I, do CC); e

lembre-se que as sociedades empresárias também são pessoas jurídicas (arts. 44, inciso II, e 982, do CC).

CC:

“Art. 44. São pessoas jurídicas de direito privado:

I - as associações;

II

- as sociedades;

III - as fundações.

IV - as organizações religiosas;

V

- os partidos políticos.

VI

- as empresas individuais de responsabilidade limitada.

Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.

Art. 968. A inscrição do empresário far-se-á mediante requerimento que contenha:

- o seu nome, nacionalidade, domicílio, estado civil e, se casado, o regime de bens;

I

Art. 982. Salvo as exceções expressas, considera-se empresária a sociedade que tem por objeto o exercício de atividade própria de empresário sujeito a registro (art. 967); e, simples, as demais.

Parágrafo único. Independentemente de seu objeto, considera-se

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empresária a sociedade por ações; e, simples, a cooperativa.”

Alternativa “C”: correta. É o que diz exatamente o § 2 o do art. 980-A, do

CC.

Alternativa “D”: errada. Às EIRELIs aplicam-se, no que couber, as regras previstas para as sociedades limitadas, e não as das sociedades simples!

CC:

Art. 980-A. A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País.

§ 2 o A pessoa natural que constituir empresa individual de responsabilidade limitada somente poderá figurar em uma única empresa dessa modalidade.

§ 3 o A empresa individual de responsabilidade limitada também poderá resultar da concentração das quotas de outra modalidade societária num único sócio, independentemente das razões que motivaram tal concentração.

§ 4 o (vetado).

§ 5 o Poderá ser atribuída à empresa individual de responsabilidade limitada constituída para a prestação de serviços de qualquer natureza a remuneração decorrente da cessão de direitos patrimoniais de autor ou de imagem, nome, marca ou voz de que seja detentor o titular da pessoa jurídica, vinculados à atividade profissional.

§ 6 o Aplicam-se à empresa individual de responsabilidade limitada, no que couber, as regras previstas para as sociedades limitadas.”

Resposta: alternativa “D”.

QUESTÃO 2*:

Assinale a alternativa correta:

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a) a empresa individual de responsabilidade limitada pode ser formada por

uma única pessoa jurídica.

b) a empresa individual de responsabilidade limitada pode ser constituída por,

pelo menos, uma pessoa física.

c) a empresa individual de responsabilidade limitada pode ser constituída por apenas uma pessoa física.

Comentários:

Apenas a alternativa “C” está de acordo com o CC, pois a EIRELI deve ser composta de apenas uma pessoa natural (ou física).

CC:

Art. 980-A. A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País.

§ 1 o O nome empresarial deverá ser formado pela inclusão da expressão "EIRELI" após a firma ou a denominação social da empresa individual de responsabilidade limitada.

§ 2 o A pessoa natural que constituir empresa individual de responsabilidade limitada somente poderá figurar em uma única empresa dessa modalidade.

§ 3 o A empresa individual de responsabilidade limitada também poderá resultar da concentração das quotas de outra modalidade societária num único sócio, independentemente das razões que motivaram tal concentração.”

Resposta: alternativa “C”.

QUESTÃO 3*:

A empresa individual de responsabilidade limitada pode ter seu capital social:

a) parcialmente integralizado, e não deverá ser inferior a 50 (cinquenta)

vezes o maior salário-mínimo vigente no país.

b) totalmente integralizado, e não deverá ser inferior a 50 (cinquenta) vezes

o maior salário-mínimo vigente no país.

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c) parcialmente integralizado, e não deverá ser inferior a 100 (cem) vezes o

maior salário-mínimo vigente no país.

d) totalmente integralizado, e não deverá ser inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no país.

Comentários:

A resposta é a letra “D”, pois o capital deve ser totalmente integralizado, e não poderá ser inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País.

CC:

“Art. 980-A. A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País.”

Resposta: alternativa “D”.

QUESTÃO 4: CESPE - 2008 - EXAME DE ORDEM – OAB/SP

Não constitui elemento do contrato de sociedade referido no Código Civil

a) o exercício de atividade econômica.

b) a partilha dos resultados.

c) a contribuição dos sócios consistente apenas em bens.

d) a “affectio societatis”.

Comentários:

A reposta é a letra “C”, pois os serviços também podem servir de contribuição (art. 981, do CC).

O Código prevê, inclusive, a possibilidade da figura do “sócio de indústria”, que é aquele que contribui apenas com serviços (art. 1.007, do CC). Essa figura do “sócio de indústria” não é permitida para as sociedades limitadas, para as sociedades por ações e para o sócio comanditário em sociedades em comandita simples.

CC:

“Art. 981. Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o

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exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados.

Parágrafo único. A atividade pode restringir-se à realização de um ou mais negócios determinados.

Art. 1.007. Salvo estipulação em contrário, o sócio participa dos lucros e das perdas, na proporção das respectivas quotas, mas aquele, cuja contribuição consiste em serviços, somente participa dos lucros na proporção da média do valor das quotas.”

Todas as outras alternativas (“A”, “B” e “D”) estão de acordo com o art. 981, do CC. Vamos recordar quais são as características gerais das sociedades? Vejamos:

1. pluralidade: uma sociedade deve ser formada entre duas ou mais

admite,

excepcionalmente, que algumas sociedades possuam apenas um sócio, que são as chamadas sociedades unipessoais, as quais

pessoas

(exceção:

lembrem-se

que

a

lei

serão vistas um pouco mais à frente);

2. vontade de cooperação ativa (o mesmo que “affectio societatis” — está em latim, mas é assim mesmo que aparece em provas!): significa a vontade de criação uma sociedade e permanecerem unidos, para a execução de uma ou mais atividades econômicas;

3. exploração de atividade econômica: a sociedade deve ter o

propósito de executar atividades ligadas à produção ou circulação

!

de bens ou serviços;

4. contribuição de bens ou serviços: para que a sociedade possa funcionar, o capital social deve ser constituído, mediante contribuição de seus sócios, tanto em forma de bens (dinheiro, móveis, aparelhos, etc.), como em serviços, pelo chamado “sócio

de indústria” (pode ser algum trabalho a ser desenvolvido com conhecimentos técnicos especiais em benefício da sociedade; como

já falamos, essa possibilidade de contribuição em serviços não é

válida para as sociedades limitadas, para as sociedades por ações

comandita

e para

simples);

o

sócio

comanditário

nas

sociedades

em

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5. fins lucrativos: a sociedade deve ter intuito de gerar novos recursos para serem distribuídos entre os sócios, sendo proibida a cláusula que exclua algum sócio de compartilhar dos lucros ou dos prejuízos sociais, pelo princípio da vedação da cláusula leonina (art. 1.008, do CC).

ATENÇÃO: proibição de cláusula leonina!

! O apelido da chamada “cláusula leonina” é inspirado no comportamento do leão macho, que, normalmente, não permite que as fêmeas de seu bando usufruam do resultado da caça! As leoas ficam “de fora”, assistindo o leão devorar o “almoço”.

CC:

“Art. 1.008. É nula a estipulação contratual que exclua qualquer sócio de participar dos lucros e das perdas.”

Resposta: alternativa “C”.

QUESTÃO 5: CESPE - 2011 – JUIZ SUBSTITUTO - TJ/PB

( ) O sócio que for admitido em sociedade já constituída não responderá

pelas dívidas anteriores à data de sua admissão, independentemente do tipo

de sociedade.

Comentários:

Errada (art. 1.025, do CC).

Art. 1.025. O sócio, admitido em sociedade já constituída, não se exime das dívidas sociais anteriores à admissão.

Resposta: Falsa.

QUESTÃO 6: CESPE - 2011 – JUIZ SUBSTITUTO - TJ/PB

( ) Em atenção ao princípio da continuidade da empresa, a sociedade

empresarial, uma vez regularmente constituída, não se dissolve pela superveniência da falta de pluralidade de sócios e pode continuar operando por prazo indeterminado.

Comentários:

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É incorreto dizer que as sociedades unipessoais funcionarão “por prazo indeterminado”. Na realidade, elas funcionarão, dessa forma, apenas temporariamente:

1. sociedade unipessoal temporária do art. 1.033, inciso IV, do CC: sociedade de apenas um único sócio, no máximo por cento e oitenta dias, sob pena de extinção (pode ser requerida a transformação do registro da sociedade em registro de empresário individual ou de empresa individual de responsabilidade limitada);

2. sociedade unipessoal temporária do art. 206, inciso I, alínea “d”, da Lei das SAs: sociedade por ações de apenas um sócio deve aumentar o número de sócios para, no mínimo dois, até a próxima assembleia geral anual, sob pena de dissolvição.

Como já sabemos, as sociedades subsidiárias unipessoais integrais e a empresa pública unipessoal já são unipessoais desde a sua criação, então não se encaixam no enunciado da questão:

1. sociedade subsidiária unipessoal integral do art. 251, da Lei das SAs: uma sociedade por ações pode ser formada por apenas um sócio, quando este for uma sociedade brasileira;

2. empresa pública unipessoal: caso seja formada com 100% de recursos pertencentes a um único ente da Federação (União, Estados, Distrito Federal ou Município), e sua criação depende de prévia autorização legislativa (art. 37, inciso XX, da Constituição), como é o caso, na esfera federal, da Caixa Econômica Federal (CEF) e da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT).

Resposta: Falsa.

QUESTÃO 7: ESAF - 2010 - SMF - RJ - FISCAL DE RENDAS

Para o direito empresarial, assinale abaixo a opção que contém uma sociedade empresária personificada.

a) Sociedade anônima.

b) Sociedade em conta de participação.

c) Sociedade simples.

d) Sociedade em comum.

e) Sociedade cooperativa.

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Comentários:

Alternativa “A”: correto. As sociedades anônimas (S/A) são sempre empresárias e adquirem personalidade jurídica pelo registro (art. 982, parágrafo único, do CC).

Alternativa “B”: errado. As sociedades em conta de participação (S/C) são “secretas”, não adquirem personalidade jurídica, mesmo que sejam inscritos os seus atos constitutivos (art. 993, caput, do CC).

Alternativa “C”: errado, pois uma sociedade não pode ser de natureza simples e empresária ao mesmo tempo (art. 982, caput, do CC). Devemos rever que, quanto à natureza, as sociedades podem ser:

1. sociedade empresária: as que praticam atos sujeitos a registro de empresário; ou

2. sociedade simples: as quem praticam atividades civis não empresariais (sociedades de médicos, sem terceiros contratados para a atividade-fim; sociedades de advogados; sociedade rural não registrada na Junta Comercial, etc.).

Alternativa “D”: errada (art. 986, do CC). A sociedade que ainda não foi submetida a registro será considerada sociedade em comum (art. 986, do CC). Pelo Código, sem registro, não há como adquirir personalidade jurídica (art. 985, do CC).

Segundo a doutrina, as sociedades em comum são as seguintes:

1. irregular: contrato ainda não registrado (não inscrito em cartório competente); e

2. de fato: sem contrato escrito.

Alternativa “E”: errado. As sociedades cooperativas são sempre simples , independentemente do objeto (art. 982, parágrafo único, do CC).

Resposta: alternativa “A”.

QUESTÃO 8: CESPE - 2008 - ANALISTA DE GESTÃO CORPORATIVA – ADVOGADO

( ) O registro do contrato social ou dos estatutos sociais em cartório de

registro de pessoas jurídicas ou nas juntas comerciais, a depender da natureza da pessoa jurídica (simples ou empresária), é requisito e condição para que seja adquirida personalidade.

Comentários:

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Correto. É isso mesmo. A personalidade jurídica de sociedades apenas “nasce” quando seus atos constitutivos (documento escrito) são devidamente inscritos em cartório de registro próprio (arts. 985 e 1.150, do CC).

CC:

“Art. 985. A sociedade adquire personalidade jurídica com a inscrição, no registro próprio e na forma da lei, dos seus atos constitutivos (arts. 45 e 1.150).

Art. 1.150. O empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais, e a sociedade simples ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas, o qual deverá obedecer às normas fixadas para aquele registro, se a sociedade simples adotar um dos tipos de sociedade empresária.

Resposta: Verdadeira.

QUESTÃO 9: CESPE - 2011 – JUIZ SUBSTITUTO - TJ/PB

( ) A personalidade jurídica da sociedade empresária tem início com a formalização do contrato entre os sócios, independentemente da integralização do capital social.

Comentários:

A simples formalização do contrato social é insuficiente para gerar a

aquisição da personalidade jurídica, pois falta ainda a inscrição (ou registro), de acordo com o art. 985, do CC.

Resposta: Falsa.

QUESTÃO 10: ESAF - 2010 - SMF - RJ - FISCAL DE RENDAS

( ) A sociedade limitada pode adotar o tipo da sociedade simples.

Comentários:

A proposição é errada, pois sociedade simples não é tipo. Na verdade a

sociedade limitada que é um tipo societário (art. 983, caput, do CC).

Resposta: Falsa.

QUESTÃO 11: TJ/SC - 2008 – ATIVIDADES NOTARIAIS E DE REGISTRO

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( ) A aquisição da personalidade jurídica de uma sociedade ocorre com a

inscrição dos seus atos constitutivos no registro próprio e na forma da lei; enquanto não inscritos, e exceto naquelas por ações em organização, os bens e dívidas sociais constituem patrimônio especial, do qual os sócios são titulares em comum.

Comentários:

O enunciado está falando das sociedades em comum, que são aquelas

que ainda não tiveram seus atos constitutivos inscritos no registro próprio

(986, do CC).

Enquanto permanecem nessa condição, ficam sem personalidade jurídica, e seus bens e dívidas formam o chamado patrimônio especial, do qual todos os sócios são seus titulares em comum (art. 988, do CC).

Resposta: Verdadeira.

QUESTÃO 12: CESPE - 2008 - ANALISTA DE GESTÃO CORPORATIVA – ADVOGADO

( ) Em se tratando de sociedade em comum, os bens dos sócios podem ser executados por dívidas da sociedade em caso de insolvência.

Comentários:

A responsabilidade dos sócios de sociedades em comum é solidária e

ilimitada pelas dívidas sociais, e perdem o beneficio de ordem (art. 990, do CC).

Se tivesse o beneficio de ordem, previsto no art. 1.024, do CC, teriam os sócios o direito de ver executados, em primeiro lugar, os bens da sociedade.

Resposta: Verdadeira.

QUESTÃO 13: ESAF - 2010 - SMF - RJ - FISCAL DE RENDAS

( ) A sociedade limitada, independentemente de seu objeto, será́ sempre empresarial.

Comentários:

A proposição é errada. Essa é uma qualidade da sociedade anônima (art. 982, parágrafo único, do CC).

Resposta: Falsa.

QUESTÃO 14: FGV - 2008 - FISCAL DE RENDAS-2 - SEFAZ/RJ

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( ) As sociedades regidas pelo Código Civil devem ser dissolvidas de pleno direito, quando reduzidas a um único sócio, se não houver a recomposição do quadro societário dentro de seis meses.

Comentários:

A contagem está errada. O art. 1.033, parágrafo único, do CC, previu o prazo de cento e oitenta dias para o restabelecimento do número plural de sócios, e não de seis meses, como disse o enunciado.

Quando a lei fala em dias, a contagem deve ser feita dia por dia, o que gera um resultado diferente.

Resposta: Falsa.

QUESTÃO 15: FGV - 2008 - FISCAL DE RENDAS-2 - SEFAZ/RJ

( ) As sociedades anônimas devem ser dissolvidas de pleno direito, pela

existência de um único acionista, verificada em assembleia geral ordinária, se

o mínimo de dois não for reconstituído dentro do prazo de um ano.

Comentários:

Contagem errada novamente. O correto seria até a próxima assembleia geral anual, que poderá ocorrer dentro dos quatro primeiros meses seguintes ao término do exercício social (art. 206, inciso I, alínea “d”, e art. 132, ambos da Lei das SA).

Quanto à natureza, as sociedades podem ser:

1. sociedade empresária: as que praticam atos sujeitos a registro de empresário (art. 982, caput, primeira parte, do CC); ou

2. sociedade simples: as quem praticam atividades civis não empresariais (sociedades de médicos, sem terceiros contratados para a atividade-fim; sociedades de advogados; sociedade rural não registrada na Junta Comercial, etc.).

E, quanto ao tipo:

1. sociedade em comandita simples (C/S);

2. sociedade em nome coletivo (N/C);

3. sociedade limitadas (Ltda.);

4. sociedade anônima (S/A); ou

5. sociedade em comandita por ações (C/A).

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Resposta: Falsa.

QUESTÃO 16: FGV - FISCAL DE RENDAS-2 - SEFAZ/RJ

( ) As subsidiárias integrais podem adotar qualquer tipo societário e são consideradas sociedades unipessoais por terem como único sócio uma sociedade brasileira.

Comentários:

anônima pode ter uma

sociedade brasileira como sua única acionista.

Esse é o caso da subsidiária integral. Trata-se de uma sociedade unipessoal que só pode existir sob o tipo de sociedade anônima (também chamada de companhia).

A “pegadinha” fez errar aqueles que não sabiam o que a sociedade anônima é um tipo de sociedade.

Pelo art. 251,

da

Lei

das SA, a sociedade

Resposta: Falsa.

QUESTÃO 17: FGV - 2008 - FISCAL DE RENDAS-2 - SEFAZ/RJ

( ) As empresas públicas são consideradas sociedades unipessoais, em qualquer hipótese.

Comentários:

Errado. Uma empresa pública só será unipessoal quando tiver apenas uma sócia (União, Estado, Distrito Federal ou Município).

As empresas públicas podem ter mais de uma sócia!

Muitos podem errar essa questão por desconhecer que as empresas públicas também podem ser formadas com recursos públicos pertencentes a mais de um ente da Federação (p. ex.: União + Estado; ou Estado + Município).

Resposta: Falsa.

QUESTÃO 18: FGV - 2010 - FISCAL DE RENDAS - SEFAZ/RJ

Com relação às sociedades nacionais e sociedades estrangeiras, analise as afirmativas a seguir.

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I. A sociedade constituída segundo a lei estrangeira poderá exercer atividade no Brasil, desde que autorizada pelo Poder Executivo, submetendo-se, quanto aos atos praticados no Brasil, às leis e aos tribunais do país em que se constituiu.

II. A sociedade é nacional quando é organizada em conformidade com a lei brasileira, tem a sede de sua administração no território brasileiro e com a maioria de seu capital controlado por brasileiros natos.

III. O estrangeiro está proibido de exercer qualquer atividade empresarial no Brasil.

Assinale:

a) se nenhuma afirmativa for correta.

b) se somente a afirmativa I estiver correta.

c) se somente a afirmativa II estiver correta.

d) se somente a afirmativa III estiver correta.

e) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.

Comentários:

Todas as três afirmativas estão incorretas.

“Item I”: as sociedades estrangeiras estão sujeitas à autorização do Poder Executivo federal para funcionar no Brasil, todavia, ressalvados os casos expressos em lei, ser acionista de sociedade anônima brasileira (art. 1.134, caput, do CC).

Só que elas se submetem à legislação brasileira, quanto aos atos praticados no Brasil, e não à lei do país de origem (art. 1.137, do CC).

“Item II”: a nacionalidade de uma sociedade não se determina pela nacionalidade dos sócios. Deve-se verificar, apenas, se a lei de sua criação é brasileira e se possui sede administrativa no Brasil (art. 1.126, caput, do CC).

“Item III”: é incorreto dizer que os estrangeiros estão proibidos de exercer atividade empresarial no Brasil, pois estudamos que as sociedades estrangeiras podem atuar no Brasil, quando autorizados pelo Poder Executivo federal (art. 1.134, do CC).

Resposta: alternativa “A”.

QUESTÃO 19: FGV - 2011 - AUDITOR FISCAL II - SEFAZ/RJ

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( ) A sociedade em conta de participação adquire personalidade jurídica a partir do registro do seu ato constitutivo perante o órgão competente.

Comentários:

As sociedades em conta de participação não adquirem personalidade jurídica, mesmo que for inscrito o contrato em cartório (art. 993, do CC).

chamadas sociedades “secretas”, com as seguintes

características:

São

as

1. são regidas pelos arts. 991/996, do CC;

2. não adquirem personalidade jurídica, mesmo que submetido o contrato a registro;

3. não possuem nome empresarial;

4. possuem sócio ostensivo (é quem exerce a atividade em seu nome individual e responde sozinho e ilimitadamente pelas obrigações sociais);

5. possuem sócio oculto (ou secreto, que somente participa dos

pelas

obrigações da sociedade, salvo se fizer parte na relação com terceiros, casos em que responderá solidariamente com o sócio ostensivo);

6. possuem patrimônio especial (contribuição de cada sócio, prevista no art. 994, caput, do CC), mas não pode valer contra terceiros, pois somente o sócio ostensivo possui responsabilidade patrimonial;

7. falência do sócio ostensivo: acarreta a dissolução da sociedade e a

crédito

resultados

do

investimento;

esse

sócio

não

responde

liquidação

quirografário;

da

respectiva

conta,

cujo

saldo

constituirá

8. falência do sócio participante (também chamado de sócio oculto): o contrato social fica sujeito às normas que regulam os efeitos da falência nos contratos bilaterais do falido;

9. salvo estipulação em contrário, o sócio ostensivo não pode admitir novo sócio sem o consentimento expresso dos demais;

10. aplicam-se, subsidiariamente e no que com ela for compatível, as regras de sociedade simples;

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11. a liquidação rege-se pelas normas relativas à prestação de contas, na forma da lei processual (mesmos que haja mais de um sócio ostensivo, as respectivas contas serão prestadas e julgadas no mesmo processo).

Resposta: Falsa.

QUESTÃO 20: TRF 5 a REGIÃO - 1999 - JUIZ SUBSTITUTO

Dependem de prévia autorização governamental para funcionar no Brasil as sociedades empresariais

a) compostas exclusivamente por sócios estrangeiros, ainda que constituídas

de acordo com as leis brasileiras e que tenham sede no território nacional.

b) estrangeiras, que não tenham sede no país, independentemente do ramo

de atividade.

c) nacionais, cujo capital social seja parcialmente composto por investimento

estrangeiro, independentemente do ramo de atividade.

d) nacionais ou estrangeiras constituídas sob a forma de sociedade anônima,

independentemente do ramo de atividade.

e) compostas exclusivamente por sócios pessoas jurídicas, que não tenham

por objeto o exercício de atividade mercantil.

Comentários:

Alternativa “A”: errado. As sociedades mencionadas pela alternativa são brasileiras, apesar de possuírem só sócios estrangeiros. Detalhe: elas são consideradas brasileiras porque têm sede no Brasil e foram constituídas sob a legislação brasileira (art. 1.126, do CC).

Alternativa “B”: correta (art. 1.134, do CC).

Alternativa “C”: errada. Nesse caso, mesmo com a presença de investimento estrangeiro, trata-se de uma sociedade brasileira (art. 1.126, do CC), e a regra de dependência de autorização é para sociedades estrangeiras (art. 1.134, do CC).

Alternativa “D”: errada. Se é uma sociedade anônima (S/A), certamente é regida pela legislação brasileira. E, para ser uma S/A, regulamente constituída, precisa ter sede no Brasil. Então, a alternativa está imperfeita.

Alternativa “D”: errada. A regra de dependência de autorização é para sociedades estrangeiras (art. 1.134, do CC).

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Resposta: alternativa “B”.

QUESTÃO 21: ESAF - 2010 - MTE - AUDITOR-FISCAL DO TRABALHO 2

Sobre as quotas da sociedade limitada, assinale a opção correta.

a) Os sócios podem realizar suas quotas mediante prestação de serviços.

b) Não integralizada a quota do sócio remisso, os outros sócios podem tomá-

la

para si ou transferi-la a terceiros, nos termos da lei.

c)

O capital pode ser dividido somente em quotas iguais.

d) As quotas são consideradas divisíveis em relação à sociedade.

e) Pela exata estimação dos bens dados em realização das quotas responde

apenas o respectivo sócio.

Comentários:

Alternativa “A”: errado. Nas limitadas, é proibida a figura do “sócio de indústria” (art. 1.055, § 2 o , do CC).

Alternativa “B”: correta (art. 1.058, do CC).

Alternativa “C”: errada. Nas limitadas, é possível a divisão em cotas iguais ou desiguais (art. 1.055, do CC).

Alternativa “D”: errada. As cotas são indivisíveis em relação à sociedade, salvo para efeito de transferência (art. 1.056, caput, do CC).

Alternativa “E”: errada. Pela exata estimação de bens conferidos ao capital social respondem solidariamente todos os sócios, até o prazo de cinco anos da data do registro da sociedade (art. 1.055, § 1 o , do CC).

Resposta: alternativa “B”.

QUESTÃO 22: ESAF - 2007 - PGFN - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL

A classificação da Lei n. 10.406/2002, no que diz respeito às sociedades, em

simples e empresárias, adota como fundamento:

a) a antiga noção de sociedades civis e mercantis, com base na intermediação

na circulação de mercadorias.

b) a distinção tem que ver com ser a prestação de cunho personalíssimo.

c) a colaboração de terceiros para a consecução da atividade é elemento

principal para a qualificação como empresa, ou não.

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d) atividades cujo objeto sejam de natureza científica mas exercidas em

conjunto, como no caso de laboratórios farmacêuticos, são empresariais por força da cooperação entre várias pessoas.

e) o que importa, na qualificação de uma sociedade como empresária, ou

não, é a opção pelo Registro Público de Empresas, ou o Registro de Pessoa

Jurídica.

Comentários:

Alternativa “A”: errado. A teoria da empresa substituiu a antiga noção de atos de comércio, que fazia distinção entre as sociedades civis e comerciais (ou mercantis).

Alternativa “B”: correta, pois, nas sociedades de profissionais intelectuais (uniprofissionais) a pessoalidade é elemento determinante para serem consideradas simples. P.ex.: se forem contratados terceiros para trabalhar na atividade-fim (médico, dentista, engenheiro, jornalista, etc.), a pessoalidade da atividade intelectual se perderá, e passará a ser mero elemento de empresa, e, consequentemente, será uma sociedade empresária (art. 966, parágrafo único, e 982, caput, do CC).

Alternativa “C”: errada. P.ex.: as sociedades simples de profissionais intelectuais (uniprofissionais) podem contratar terceiros para o auxilio da atividade, desde que não seja para a atividade-fim (médico, dentista, engenheiro, jornalista, etc.), casos em que a pessoalidade da atividade intelectual se perderá (art. 966, parágrafo único, do CC).

Alternativa “D”: errada. Pois não há elementos suficientes na alternativa para dizer se a pessoalidade da atividade intelectual dos médicos de laboratório se perdeu, a ponto de se tornar mero elemento de empresa. Ademais, o simples fato de ter informação de que há terceiros auxiliando na execução da atividade não é suficiente para determinar a natureza empresarial da sociedade (art. 966, parágrafo único, do CC).

Alternativa “E”: errada. Essa alternativa poderia causar muita confusão na mente do candidato!

Pessoal, a natureza do registro (empresarial ou civil) não é a causa principal de ser de uma sociedade empresária ou simples. Na verdade, o que a ESAF quis saber é sobre a essência da atividade a ser explorada pela sociedade, isto é, se está presente ou não a pessoalidade da prestação dos sócios, com exclusividade, na atividade-fim.

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Assim, a necessidade de realizar o registro empresarial (para sociedades empresárias) ou civil (para sociedades simples) será uma consequência da verificação, conforme cada caso, da natureza da atividade a ser prestada pela sociedade, seja ela empresarial ou não empresarial (arts. 966, parágrafo único, e 982, do CC).

Resposta: alternativa “B”.

QUESTÃO 23: ESAF - 2010 - MTE - AUDITOR-FISCAL DO TRABALHO 2

( ) Salvo estipulação em contrário, o sócio ostensivo pode admitir novo sócio sem o consentimento expresso dos demais.

Comentários:

Correto. Pelo art. 995, do CC, “Salvo estipulação em contrário, o sócio ostensivo não pode admitir novo sócio sem o consentimento expresso dos demais.”

Resposta: Falsa.

QUESTÃO 24: MPE/MS - 2007 - PROMOTOR DE JUSTIÇA SUBSTITUTO

( ) É nula a estipulação contratual que exclua qualquer sócio de participar dos lucros e das perdas.

Comentários:

Correto. Exatamente, pelo art. 1.008, do CC, “É nula a estipulação contratual que exclua qualquer sócio de participar dos lucros e das perdas.”

Resposta: Verdadeira.

QUESTÃO 25: OAB/DF - 2004 - OAB

A teoria da "empresa" adotada pelo novo Código Civil (Lei 10.406/02) nos permite afirmar que:

a) "empresa" é o conjunto de bens corpóreos onde localiza-se a sede da Sociedade Empresária;

b) toda Sociedade Empresária constitui-se em uma "empresa" como resultado

da celebração de um contrato;

c) "empresa" é uma sociedade empresária que adquiriu personalidade jurídica

mediante o arquivamento de seus atos constitutivos;

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d) "empresa" é atividade, elemento abstrato formado pelo conjunto de atos destinados a uma finalidade comum, afastando-se do conceito de Sociedade Empresária que está mais próxima do conceito de "empresário" do que de "empresa".

Comentários:

de

estabelecimento (art. 1.142, do CC).

Alternativa “B”: errado. Empresa é atividade exercida por uma sociedade empresária (art. 966, caput, do CC).

Alternativa

“A”:

errado.

Essa

afirmação

faz

parte

do

conceito

Alternativa “C”: errado. Idem.

Alternativa “D”: correto. Empresa é a atividade exercida pelo empresário (individual ou pessoa jurídica). E o conceito de sociedade empresaria está mais para o conceito de empresário (porque ambos são exercente de atividade econômica) do que do conceito de empresa (que é atividade exercida).

Resposta: alternativa “D”.

QUESTÃO 26: CESPE - 2010 - AGU - PROCURADOR

( ) Marcelo e Antônio decidiram constituir sociedade simples adotando a

forma de sociedade limitada. Nessa situação, o registro de seus atos deverá ser feito no Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das juntas

comerciais.

Comentários:

Errada. Veja bem que trata-se de uma sociedade simples. Vejamos a regra, segundo o art. 1.150, do CC:

o empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao Registro Público de Empresas Mercantis a cargo das Juntas Comerciais; e

a sociedade simples ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas, o qual deverá obedecer às normas fixadas para aquele registro, se a sociedade simples adotar um dos tipos de sociedade empresária.

CC:

Art. 1.150. O empresário e a sociedade empresária vinculam-se ao Registro Público de Empresas Mercantis a cargo

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das Juntas Comerciais, e a sociedade simples ao Registro Civil das Pessoas Jurídicas, o qual deverá obedecer às normas fixadas para aquele registro, se a sociedade simples adotar um dos tipos de sociedade empresária.

Logo, no caso, por se tratar de uma sociedade simples, devem os sócios procurar o Registro Civil das Pessoas Jurídicas.

Para fixar, pessoal, algumas situações que podem ser cobradas em questões de prova:

EMPRESÁRIO INDIVIDUAL (PESSOA FÍSICA):

# sujeito a REGISTRO EMPRESARIAL, a cargo das JUNTAS

COMERCIAIS.

SOCIEDADE EMPRESÁRIA (PESSOA JURÍDICA):

# sujeita a REGISTRO EMPRESARIAL, a cargo das JUNTAS

COMERCIAIS.

SOCIEDADE SIMPLES (PESSOA JURÍDICA):

# sujeita a REGISTRO CIVIL, a cargo dos CARTÓRIOS DE

REGISTRO CIVIL DAS PESSOAS JURÍDICAS.

Como está ficando na moda perguntar sobre Empresário Individual de Responsabilidade Limitada (EIRELI), seguem observações sobre esta nova figura, que é uma pessoa jurídica (não se esqueçam disso!):

EIRELI (PESSOA JURÍDICA):

# sujeito a REGISTRO EMPRESARIAL, a cargo das JUNTAS

COMERCIAIS, considerando que a natureza de sua atividade será de natureza empresarial.

ATENÇÃO: a despeito da redação não muito clara, a EIRELI só pode ser formada sob natureza empresarial, por 2 motivos:

essa conclusão decorre do SEU PRÓPRIO NOME; e

tendo

em

vista

que

estará

sujeita

a

RECEBER

EMPRESARIAL!

NOME

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CC:

“Art. 980-A. A empresa individual de responsabilidade limitada será constituída por uma única pessoa titular da totalidade do capital social, devidamente integralizado, que não será inferior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no País.

§ 1 o O nome empresarial deverá ser formado pela inclusão da expressão "EIRELI" após a firma ou a denominação social da empresa individual de responsabilidade limitada.

§ 2 o A pessoa natural que constituir empresa individual de responsabilidade limitada somente poderá figurar em uma única empresa dessa modalidade.

§

resultar da concentração das quotas de outra modalidade societária

num único sócio, independentemente das razões que motivaram tal concentração.

§

§ 5 o Poderá ser atribuída à empresa individual de responsabilidade limitada constituída para a prestação de serviços de qualquer natureza a remuneração decorrente da cessão de direitos patrimoniais de autor ou de imagem, nome, marca ou voz de que seja detentor o titular da pessoa jurídica, vinculados à atividade profissional.

§

que couber, as regras previstas para as sociedades limitadas.”

3 o A empresa individual de responsabilidade limitada também poderá

4 o ( VETADO).

6 o Aplicam-se à empresa individual de responsabilidade limitada, no

Resposta: Falsa.

QUESTÃO 27: CESPE - 2008 - DPE-CE - DEFENSOR PÚBLICO

( ) Sociedade simples ou de fato é aquela em que o contrato social,

embora regularmente formalizado, ainda não foi arquivado na junta comercial competente.

Comentários:

Sociedade simples é aquela não sujeita a registro empresarial, mas ao registro próprio em cartório de registro civil de pessoas jurídicas (art. 982, caput, do CC).

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Qualquer sociedade cujo ato constitutivo ainda não foi registrado será considerada sociedade em comum, a qual é regida, subsidiariamente, pelas regras das sociedades simples (art. 986, do CC).

De acordo com a doutrina, as sociedades em comum podem ser:

1) irregular: contrato ainda não registrado; e

2) de fato: sem contrato.

Resposta: Falsa.

QUESTÃO 28: CESPE - 2008 - OAB - EXAME DE ORDEM

PRIMEIRA FASE (JAN/2009)

UNIFICADO - 3 -

A sociedade simples difere, essencialmente, da sociedade empresária porque

a) aquela não exerce atividade própria de empresário sujeito a registro, ao

contrário do que ocorre nesta.

b) aquela não exerce atividade econômica nem visa ao lucro, ao contrário

desta.

c) naquela, a responsabilidade dos sócios é sempre subsidiária, enquanto

nesta, é sempre limitada.

d) aquela deve constituir-se apenas sob as normas que lhe são próprias,

enquanto esta pode constituir-se utilizando-se de diversos tipos.

Comentários:

Alternativa “A”: correta. As sociedades simples estão sujeitas ao registro civil, ao contrário do que ocorre com as sociedades empresárias (art. 982, caput, do CC). Lembrem-se que:

a) as sociedades simples não se submetem ao regime falimentar (exclusivo do empresário individual e pessoa jurídica que exerce atividade empresarial), por isso não podem requerer a recuperação judicial;

b) as sociedades simples não estão vinculadas ao regime escritural do art. 1.179, e seguintes, do CC (mais complexo), que é exclusivo para os exercentes de atividade empresarial.

Alternativa “B”: errada, porque ambas as sociedades exercem atividade econômica de intuito lucrativo, ao contrário das associações (art. 53, caput, do CC).

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Alternativa “C”: errada. Uma sociedade empresária pode adotar tipo de sociedade que tenha responsabilidade ilimitada, como é o caso das sociedades em nome coletivo (arts. 983, caput, e 1.039, do CC).

Alternativa “D”: errada, as sociedades simples e as empresarias, via de regra, não se distinguem pelos tipos que assumiram previstos no CC, conforme a seguinte redação do CC: “Art. 983. A sociedade empresária deve constituir-se segundo um dos tipos regulados nos arts. 1.039 a 1.092; a sociedade simples pode constituir-se de conformidade com um desses tipos, e, não o fazendo, subordina-se às normas que lhe são próprias.

Resposta: alternativa “A”.

QUESTÃO 29: FGV - 2012 - SENADO - CONSULTOR JURÍDICO

O

Direito da Empresa), Subtítulo I, disciplina as sociedades não personificadas:

sociedade em comum e sociedade em conta de participação. Sobre tais sociedades, assinale a alternativa correta:

a) Na sociedade em comum, a atividade social pode ser realizada por qualquer dos sócios, em nome próprio ou em concurso com outros; na sociedade em conta de participação, a atividade objeto do contrato é realizada unicamente pelo sócio ostensivo em nome próprio e responsabilidade ilimitada.

Código Civil (Lei n o 10.406, de 10 de janeiro de 2002) no Livro II (Do

b)

A inscrição do contrato de sociedade em comum e da sociedade em conta

de

participação no registro próprio acarreta a aquisição de personalidade para

as sociedades, permitindo a limitação da responsabilidade para os sócios,

exceto para o sócio ostensivo.

c) As sociedades em conta de participação, por não terem personalidade

jurídica, não estão sujeitas à falência, mas qualquer de seus integrantes pode

ter falência decretada.

d) Por ser sociedade intuitu personae, o ingresso e a retirada de sócio na

sociedade em comum depende do consentimento da maioria; na sociedade em conta de participação, intuitu pecuniae, o sócio ostensivo pode admitir livremente novos sócios, tanto ostensivos quanto participantes.

Comentários:

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Alternativa “A”: correta.

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A sociedade em comum é aquela que não possui registro de seus atos constitutivos e, por ter essa irregularidade, a atividade pode ser exercida por qualquer dos sócios, em nome próprio ou, ainda, juntamente com terceiros.

A sociedade em conta de participação (também conhecida como (“sociedade secreta”) somente admite a atuação do sócio ostensivo.

CC:

Art. 991. Na sociedade em conta de participação, a atividade constitutiva do objeto social é exercida unicamente pelo sócio ostensivo, em seu nome individual e sob sua própria e exclusiva responsabilidade, participando os demais dos resultados correspondentes.

Parágrafo único. Obriga-se perante terceiro tão-somente o sócio ostensivo; e, exclusivamente perante este, o sócio participante, nos termos do contrato social.”

Alternativa “B”: errada.

A sociedade em comum pode ser regularizada mediante o registro em cartório.

A sociedade em conta de participação não pode adquirir personalidade jurídica, nem mesmo se o respectivo contrato for registrado em cartório.

CC:

Art. 986. Enquanto não inscritos os atos constitutivos, reger-se-á a sociedade (SOCIEDADE EM COMUM), exceto por ações em organização, pelo disposto neste Capítulo, observadas, subsidiariamente e no que com ele forem compatíveis, as normas da sociedade simples.

Art. 993. O contrato social produz efeito somente entre os sócios, e a eventual inscrição de seu instrumento em qualquer registro não confere personalidade jurídica à sociedade.

Parágrafo único. Sem prejuízo do direito de fiscalizar a gestão dos

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negócios sociais, o sócio participante não pode tomar parte nas relações do sócio ostensivo com terceiros, sob pena de responder solidariamente com este pelas obrigações em que intervier.”

Alternativa “C”: errada. Pessoal! Na verdade, a sociedade em conta de participação não pode falir, mas a falência de algum dos sócios gera efeitos sobre a sociedade!

CC:

Art. 994. A contribuição do sócio participante constitui, com a do sócio ostensivo, patrimônio especial, objeto da conta de participação relativa aos negócios sociais.

§ 1 o A especialização patrimonial somente produz efeitos em relação aos sócios.

§ 2 o A falência do sócio ostensivo acarreta a dissolução da sociedade e a liquidação da respectiva conta, cujo saldo constituirá crédito quirografário.

§ 3 o Falindo o sócio participante, o contrato social fica sujeito às normas que regulam os efeitos da falência nos contratos bilaterais do falido.

Alternativa “D”: errada.

A sociedade em comum é, embora sem registro de atos constitutivos, uma sociedade entre pessoas (intuitu personae), devendo ser submetida, via de regra, a deliberação dos demais sócios a entrada ou retirada de sócios, por interpretação das regras das sociedades simples.

Não pode o sócio ostensivo de uma sociedade em conta de participação admitir novos sócios, salvo estipulação em contrário.

CC:

“Art. 986. Enquanto não inscritos os atos constitutivos, reger-se-á a sociedade, exceto por ações em organização, pelo disposto neste Capítulo, observadas, subsidiariamente e no que com ele forem compatíveis, as normas da sociedade simples.

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Art. 995. Salvo estipulação em contrário, o sócio ostensivo não pode admitir novo sócio sem o consentimento expresso dos demais.”

Resposta: alternativa “A”.

QUESTÃO 30: ESAF - 2007 - SEFAZ-CE - ANALISTA JURÍDICO

A sociedade em comum é um tipo de organização que

a) pode ser analisada como sociedade de fato.

b) não define um centro de imputação autônomo.

c) permite o início da atividade a partir da celebração do contrato societário.

d) facilita contatos entre a sociedade e terceiros no período necessário para registro do instrumento contratual.

e)

Comentários:

Alternativa “A”: o gabarito deu essa alternativa como incorreta, embora a doutrina admita a possibilidade de ser chamada a sociedade em comum de “sociedade de fato”, no caso de sociedade que não tenha contrato escrito. Será sociedade irregular quando não tiver inscrito ainda seu contrato em cartório competente.

Alternativa “B”: correta, já que a sociedade não possui personalidade jurídica, não há como imputar os atos praticados à sociedade, porque ela existe apenas no plano fático (ela não é uma pessoa jurídica). Por isso, é que todos os sócios respondem solidária e ilimitadamente pelas obrigações sociais, excluído do benefício de ordem, previsto no art. 1.024, do CC, aquele que contratou pela sociedade (art. 990, do CC).

Alternativa “C”: errada. Essa é uma forma irregular de exercício de atividade econômica que, no entanto, foi regulamentada pelo CC, para fins de trazer maior segurança jurídica à forma de responsabilização dos sócios em comum perante terceiros (art. 986, do CC). A rigor, o contrato deve ser inscrito (registrado) em cartório competente para constituir existência à sociedade.

pode

persistir

no

tempo

conforme

vontade

dos

interessados.

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Alternativa “D”: errada. Ela não estabelece transição para a fase de regularidade. Ela define as condições decorrentes da irregularidade, decorrentes da ausência do registro.

Alternativa “E”: errada. Em nenhum momento, as normas do CC autoriza ou demonstra tolerância para a existência de sociedades sem o necessário registro. Mas, apenas regula os efeitos, as consequências, dessa ausência de registro (art. 986, do CC).

Resposta: alternativa “B”.

QUESTÃO 31: ESAF - 2006 - PFN - PROCURADOR DA FAZENDA NACIONAL

( ) Admite-se a sociedade unipessoal sem limitações.