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Celebração Penitencial

Símbolo: Metro
Objectivo: Levar os jovens/os pais a reflectir sobre
Quem sou?
O que há em mim? O que me impede caminhar?
O que me falta?

Cântico inicial

Caríssimos amigos,
Reunimo-nos para celebrar uma característica maravilhosa do
nosso Deus: que o nosso Deus é bom e cheio de compaixão, que o
nosso Deus é rico de misericórdia e de bondade. Rejubilamos com
essa grande revelação, dependemos dela e queremos guardá-la
como um tesouro. Reunimo-nos agora, não para permanecer no
nosso pecado, mas para confessarmos humildemente que somos
pecadores. Lamentamos as nossas falhas na esperança de que, com
a força da misericórdia de Deus, nos aproximaremos cada vez mais
de Jesus e dos seus valores.

Oração
Senhor bendito, pelos méritos da tua misericórdia, não leves em
conta os nossos pecados mas concede-nos a graça de mudarmos de
vida. Perdoa o modo como temos vivido, ajuda-nos a corrigir o
modo como vivemos, e dirige na tua bondade a nossa vida futura.
Acolhe-nos na tua bondade, para que glorifiquemos dignamente o
teu nome. Por Cristo Nosso Senhor.

A Palavra de Deus (1Cor 13, 4-8)

Proclamação do Hino ao Amor segundo o Apóstolo S. Paulo:


O amor é paciente,
o amor é prestativo;
não é invejoso, não se ostenta,
não se incha de orgulho.
Nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita,
não guarda rancor.
Não se alegra com a injustiça,
mas regozija-se com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.

Palavra do Senhor

Aleluia! Aleluia!

Proclamação da Boa Nova de Jesus Cristo segundo S. João


Durante a sua última ceia, Jesus partilhou com os seus discípulos o
segredo da sua vida: O meu mandamento é este: amai-vos uns aos
outros como Eu vos amei. Não existe amor maior do que dar a vida
pelos amigos. Sereis meus amigos se fizerdes o que vos mando.
Não vos chamo empregados, pois o empregado não sabe o que o
patrão faz; chamo-vos amigos, porque vos comuniquei tudo o que
ouvi a meu Pai. Não fostes vós que Me escolhestes, mas fui Eu que
vos escolhi. Eu destinei-vos para irdes e dardes fruto e para que o
vosso fruto permaneça. O Pai dar-vos-á tudo o que Lhe pedirdes
em meu nome. O que vos mando é que vos ameis uns aos outros».
Palavra da Salvação

Comentário à Palavra de Deus e introdução ao exame de


consciência

Há muitos pesos e medidas.


Todos eles servem para saber com exactidão o volume e o peso de
objectos ou a que distância eles se encontram uns dos outros.
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As medidas e pesos que usamos são aceites universalmente, porque
obedecem todas a um único critério: a exactidão na extensão e no
peso. O uso da medida ou do peso exacto evita o roubo; ajuda a
calcular a capacidade de suporte e resistência para que o limite
estabelecido não seja superado e haja danos; ajuda a programar o
necessário, evitando o desperdício e o desnecessário... O peso e a
medida certa equilibram a vida e colocam as coisas no seu devido
lugar.

A nossa vida também necessita de pesos e medidas que nos ajudem


a viver de uma forma equilibrada e a alcançar o objectivo do nosso
baptismo: viver como filhos/filhas de Deus.

Num dos últimos encontros de preparação para o crisma, vós


apresentastes alguns “pesos e medidas” que devem ter os jovens de
jovem. E eles são:

Responsabilidade Honestidade
Clarividência Humildade
Sinceridade Honra
Amizade Mais amor
Solidariedade Compreensão
Respeito Espírito de Paz
Justiça Crer
Fidelidade a Deus Fé

Estas características são “pesos e medidas” universais a partir das


quais nós podemos pesar e medir a nossa vida. Neste pesar e medir
a nossa vida descobrimos que nos falta algo ou que temos algo em
excesso. E isso faz com que a nossa vida esteja um tanto ou quanto
desequilibrada.

Todas estas características fazem parte de uma outra medida. Elas


são a subdivisão do Amor. Subdivisão que nos ajuda a viver, a
crescer e a integrar o Amor na nossa vida, tornando-nos mais
semelhantes a Deus.
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Enquanto são apresentadas as características do Amor e é feito o
exame de consciência, há musica de fundo... cada característica é
colada dentro ou fora do grande coração... São os jovens que colam
as características no coração...
Olhemos atentamente para o Amor de Deus e deixemo-nos
questionar por Ele:

- O Amor é paciente
A paciência é a primeira característica do Amor.
Deus é paciente para connosco, assim nos testemunha a Bíblia, de
um modo particular o Antigo Testamento.
Ele espera (pacientemente) por nós; ele caminha ao nosso lado e
com o nosso ritmo; ele sai de si mesmo e vem ao nosso encontro...
A paciência em nós é o sinal de que nos desprendemos de nós
mesmos e nos entregamos a Deus. A impaciência, ao contrário,
demonstra um apego aos nossos próprios projectos, ideais, desejos.
Na nossa impaciência mostramos a luta que travamos para que tudo
aconteça conforme a nossa vontade.
Por isso, a impaciência é uma manifestação do nosso egocentrismo:
tudo gira/deve girar à minha volta e não aceito ser contrariado
naquilo que penso ou quero fazer.

A paciência edifica o amor em casa, nas relações, no nosso


trabalho...
A paciência consolida a esperança.
A paciência transmite a paz do coração.

Dou-me conta que falta-me a paciência... por isso invoco o dom


da paciência!

- O Amor é prestativo
Desde pequenos que aprendemos a ser serviçais e prestativos para
com aqueles que nos rodeiam, para com os mais necessitados. Mas
em nós há a tendência contrária: ser servidos. A nossa preguiça é a

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manifestação mais evidente da nossa pouca ou nenhuma
disponibilidade em servir.
Mas o nosso serviço pode ser também uma forma camuflada do
nosso egoísmo e egocentrismo. Servimos para ser reconhecidos e
louvados pelos demais e, em última instância, até para controlar os
outros.
O nosso serviço desinteressado dura muito pouco tempo. A razão e
os preconceitos impedem-nos servir de uma forma perseverante e a
exemplo de Jesus: Servir até ao último suspiro.

Dou-me conta que falta-me a disponibilidade em servir... por


isso invoco o dom do serviço.

- O Amor não é invejoso


A inveja nasce a partir do excesso de zelo por uma pessoa ou por
uma coisa. O meu coração não vê e não quer senão o outro. Isto é
possuir o outro e ser possuído por ele/ela. Esta possessão conduz a
brigas e competições entre nós.
A inveja também nasce nos nossos corações em resultado da
admiração que sentimos por alguém que manifesta ou irradia uma
luz ausente na minha vida. Como não posso possuir o outro de uma
forma absoluta, nasce dentro de mim atitudes de violenta
agressividade.
A inveja é também uma manifestação de ambição e de avareza. Eu
não só quero possuir os outros como também as coisas que o outro
possui.

O dom da humildade ajuda-nos a libertar-nos da inveja e da


avareza.

Dou-me conta que há inveja em mim... então invoco o dom da


humildade.

- O amor não se vangloria


Isto é: o Amor não se incha de orgulho.

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Ele não quer ser vedeta ou estrela de “Big Brother”, estando no
centro das atenções. Ele também não apregoa aos quatro ventos o
bem que fez ou as muitas qualidades que possui.
O amor não faz barulho!
O amor mede as suas palavras e não fala de si próprio.

Dou-me conta que sou orgulhoso e quero que tudo gire à minha
volta... então eu invoco o dom da discrição!

- O Amor não se incha de orgulho


O orgulhoso considera-se melhor e mais dotado que os outros.
Quem assim procede, esqueceu-se, ou recusa-se a reconhecer, que
tudo aquilo que possui, tudo aquilo que é, lhe vem de Deus.

O orgulho apresenta-se de várias maneiras:


a vaidade = desejo de se mostrar/exibir
a presumida complacência = auto-satisfação
desejo de saber tudo
a presunção = estar seguro de si mesmo, não se deixar
questionar
o amor próprio
a susceptibilidade = amua-se por tudo e por nada
o egoísmo
a soberba

Dou-me conta que sou vaidoso, egoísta... então invoco o dom


da humildade.

- O Amor não faz nada de inconveniente


Isto é: o amor não é obsceno, mas respeita o seu corpo e o das
outras pessoas.
O amor não diz nada de inconveniente, mas é delicado para com
todos.
O amor procede de uma forma correcta.

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Dou-me conta que sou indelicado e inconveniente nas minhas
palavras... então invoco o dom da pureza nos pensamentos, nas
palavras e nos actos.

- O Amor não procura o seu próprio interesse


O amor dá-se gratuitamente, sem esperar nada em troca. Daí que o
amor não é nem pode ser narcisista.
Ele também não é utilitarista, amando somente quando se recebe
algo em troca.
O amor é gratuito porque há mais alegria em dar do que em
receber.

Dou-me conta que só amo recebendo algo em troca... então


invoco o dom da gratuidade.

- O amor não se irrita


O amor não resmunga quando as coisas não acontecem como
desejo/quero/programei.
O amor adapta-se à realidade, obedece e submete-se aos desígnios
de Deus.

Dou-me conta que há muita rebeldia em mim... então invoco o


dom da fortaleza.
- O amor não guarda rancor
Mas é benevolente. Daí que a pessoa que ama verdadeiramente é
capaz de ver no outro que nos olha de soslaia, qualidades que
escapam à superficialidade dos nossos olhos.

Quando somos magoados/feridos no nosso orgulho ou


injustamente, somos tentados a julgar o outro e até colocar-lhe
“rótulos”. Como o amor tem um coração grande, ele não está
continuamente a calcular o número de ofensas que lhe fazem ou a
procurar um meio para se vingar.
O amor é capaz de perdoar tudo e todos.

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Dou-me conta da minha incapacidade de perdoar e ser
perdoado... então invoco o dom do perdão.

- O Amor não se alegra com a injustiça, mas alegra-se com a


verdade
O amor não experimenta nenhuma alegria diante do mal que aflige
e atormenta os outros.
Por isso, o amor não é trocista nem se compraz com o insucesso
dos outros.
Aquele que ama, implora a misericórdia de Deus.
Aquele que ama, diz a verdade.

Dou-me conta que há cinismo e troça no meu relacionamento


com os demais... então invoco o dom da justiça e da verdade.

- O Amor tudo perdoa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta


Quem ama sabe e é capaz de perdoar.
Quem ama está aberto para o futuro novo e diferente do passado. E
isto porque acredita que está em boas mãos.

Peçamos o dom do optimismo, do perdão e da perseverança.

Oração Penitencial
Caríssimos amigos, peçamos ao Deus da misericórdia que nos
atenda pela sua bondade. Que a nossa oração suba até ao Senhor
como o incenso.

(Vai-se buscar a água e coloca-se no meio)

Leitor (Dois)
Todos: Senhor, não tomes em conta os nossos pecados

Na vossa bondade, perdoa os nossos pecados contra a unidade


da tua família – faz que sejamos um só coração e uma só alma.
Rezemos.
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Dá-nos força na fraqueza e perdoa-nos os nossos pecados.
Rezemos.

Abençoa-nos, Senhor, e dá-nos a alegria na tua presença; que


o nosso propósito e a nossa glória seja servir-te de todo o coração.
Rezemos.

Senhor, tu mostraste-nos como os feridos e os que andavam


perdidos são preciosos a teus olhos; faz que, pelo teu perdão,
possamos voltar para ti agradecidos e em paz. Rezemos.

Aproxima-te de nós, Senhor; visita-nos de novo com a tua


presença de amor e com o teu poder curativo. Rezemos.

Sinal de Penitência
Caríssimos amigos,
Como sinal da nossa penitência, somos agora convidados a
aproximarmo-nos da água e a tocá-la com as nossa mãos para
sentirmos o perdão de Jesus. Vamos à fonte do amor que é o lado
aberto de Cristo na Cruz.

Confissão e Absolvição

Agora ficamos de pé
Certos da bondade do Pai, reconheçamos os nossos pecados para
recebermos o seu perdão.
Confesso a Deus...

Absolvição
Como sinal do nosso pesar pelo nosso pecado, e da vontade de
receber o dom do perdão, baixemos as nossas cabeças e cruzemos
os nossos braços, e rezemos pelo perdão de Deus:

Deus Pai não quer que o pecador morra


Mas que volte para Ele e viva.
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Ele amou-nos primeiro
E enviou o seu Filho como dom da sua paz.
Que ele nos mostre o seu amor misericordioso.
Todos: Amen.

O Senhor Jesus enviou o seu Espírito Santo sobre os apóstolos


E deu-lhos o poder de perdoar os pecados.
Pelo ministério confiado à Igreja
Que ele nos livre dos perigos e de todo o mal
E nos encha do seu Espírito Santo.
Todos: Amen.

O Consolador foi-nos dado para o perdão dos pecados.


Que ele vos limpe os corações e vos revista com a sua glória
Para que possais proclamar as obras grandiosas de Deus
Que vos chamou das trevas para a sua luz.
Todos: Amen.

Esta parte da oração só é recitada quando se dá a absolvição geral.

Deus, Pai de misericórdia,


Que pela morte e ressurreição do seu Filho
Reconciliou o mundo consigo
E enviou o Espírito Santo para a remissão dos pecados, vos
conceda, pelo ministério da Igreja, o perdão e a paz.
Eu vos absolvo de todos os vossos pecados,
E Nome do Pai, e do Filho
E do Espírito Santo.
Todos: Amen.

Sinal da Paz
Como sinal da vontade de nos perdoarmos uns aos outros,
partilhemos o sinal da paz de Cristo.

Momento para a reconciliação individual


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Esta oração pode ser rezada pelos penitentes após a celebração
individual do sacramento do perdão.

Oração final
Pai, grande e misericordioso em tudo o que fazes,
Pelo teu grande amor, deste-nos o teu Filho
para a nossa paz e salvação.
Ensina-nos a ser reverentes diante da tua glória;
Enche os nossos corações de fé;
Enche as nossas vidas com o teu amor;
Enche os nossos dias de boas obras.
Que a tua sabedoria esteja nos nossos lábios.
Nós te pedimos por Cristo Nosso Senhor.

Bênção
Que o amor de Deus nos envolva;
Que a sabedoria do Filho nos ilumine;
Que o fogo do Espírito Santo nos dê vida;
Que a benção de Deus desça sobre nós
E permaneça para sempre.

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