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CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL ANALISTA ADMINISTRATIVO - MPU PROFESSOR: PEDRO IVO

MPU
MPU

APRESENTAÇÃO

Caros alunos de todo Brasil, sejam bem vindos!

É com grande felicidade que participo de mais este curso aqui no Ponto, com foco total no concurso para a MPU.

Antes de tudo, para que me conheçam um pouco melhor, farei minha apresentação.

Meu nome é Pedro Ivo, sou servidor público há 11 anos e, atualmente, exerço o cargo de Auditor-Fiscal Tributário no Município de São Paulo (ISS-SP).

Iniciei meus trabalhos no serviço público atuando na Administração Federal, na qual, durante alguns anos, permaneci como Oficial da Marinha do Brasil.

Por opção, comecei a estudar para a área fiscal e, concomitantemente, fui aprendendo o que é o “verdadeiro espírito de concurseiro”, qualidade que logo percebi ser tão necessária para alcançar meu objetivo.

Atualmente, após a aprovação no cargo almejado, ministro aulas em diversos cursos do Rio de Janeiro e de São Paulo, sou pós-graduado em Auditoria Tributária e pós- graduando em Processo Penal e Direito Penal Especial.

Agora que já me conhecem um pouco, posso, com certa tranqüilidade, começar a falar de nosso curso. Digo isto porque espero, nas próximas semanas, poder estar conversando com vocês sobre o Direito Processual Penal em suas casas, no trabalho, no metrô, no ônibus, enfim, em qualquer lugar em que vocês estiverem lendo as aulas.

Nossas aulas serão no método QP, ou seja, Quase-Presencial.

“Mas, professor

Eu nunca ouvi falar neste tal de “QP”, o que é isso?”

É o método através do qual eu apenas não estarei fisicamente na sua frente, mas

buscarei com que se sintam em uma sala de aula, aprendendo a matéria através de uma linguagem clara e objetiva, voltada para a sua aprovação.

Durante nossos encontros, buscarei evitar o máximo possível o uso do “juridiquês”, ou seja, da linguagem que, regra geral, utilizamos na faculdade de Direito.

É claro que em alguns momentos não conseguiremos fugir da utilização de termos

jurídicos, pois alguns são adotados pelas bancas e, assim, precisam passar a fazer parte do seu linguajar.

Dito isto, vamos começar a subir mais um importante degrau rumo à aprovação?

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– DIREITO PENAL ANALISTA ADMINISTRATIVO - MPU PROFESSOR: PEDRO IVO Bons estudos!!! www.pontodosconcursos.com.br 2

Bons estudos!!!

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1. (Consultor Legislativo – Senado Federal / 2008) No enunciado "não há crime sem lei anterior que o defina, não há pena sem prévia cominação legal", estão contidos tanto o princípio da legalidade quanto o princípio da anterioridade da lei penal.

GABARITO: CERTA

COMENTÁRIOS: O artigo 1º do Código Penal estampa os princípios da legalidade (reserva legal) e anterioridade ao preceituar:

Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal.

Vamos conhecer melhor estes princípios:

PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL Uma das características de vital importância do direito penal brasileiro é o chamado princípio da reserva legal, o qual encontra previsão não só no supracitado artigo, mas também na Constituição Federal. Observe:

Art. 5º (CF)

[

]

XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal;

O

princípio da reserva legal não é sinônimo do princípio da legalidade, mas espécie.

A

doutrina não raro confunde ou não distingue suficientemente o princípio da legalidade e

o

da reserva de lei. O primeiro significa a submissão e o respeito à lei, ou a atuação

dentro da esfera estabelecida pelo legislador. O segundo consiste em estatuir que a

regulamentação de determinadas matérias há de se fazer, necessariamente, por lei formal.

Segundo o Professor DAMÁSIO E. DE JESUS:

"(

garantia constitucional dos direitos do homem. Constitui a garantia fundamental da liberdade civil, que não consiste em fazer tudo o que se quer, mas somente aquilo que a lei permite. À lei e somente a ela compete fixar as limitações que destacam a atividade criminosa da atividade legítima. Esta é a condição de segurança e liberdade individual.

( )

O princípio da ou de reserva legal tem significado político, no sentido de ser uma

)

Assim, não há crime sem que, antes de sua prática, haja uma lei descrevendo-o como fato punível. É lícita, pois, qualquer conduta que não se encontre definida em lei penal incriminadora.”

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PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE Este princípio tem base no já citado art. 5º, XXXIX, da Carta Magna e no artigo 1º do CP. Estabelece a necessidade de que o CRIME e a PENA estejam PREVIAMENTE definidos em LEI.

Mas e durante o chamado “vacatio legis”, período entre a publicação da lei e a sua entrada em vigor, já pode um indivíduo ser punido?

e a sua entrada em vigor, já pode um indivíduo ser punido? PUBLICAÇÃO ENTRADA EM VIGOR
e a sua entrada em vigor, já pode um indivíduo ser punido? PUBLICAÇÃO ENTRADA EM VIGOR

PUBLICAÇÃO

ENTRADA EM VIGOR

A resposta é negativa! Lembre-se sempre de que:

A LEI PENAL PRODUZ EFEITOS A PARTIR DE SUA ENTRADA EM VIGOR. NÃO PODE RETROAGIR, SALVO SE BENEFICIAR O RÉU.

EM VIGOR. NÃO PODE RETROAGIR, SALVO SE BENEFICIAR O RÉU. 2. (Polícia Civil-RJ / 2006) É

2. (Polícia Civil-RJ / 2006) É compatível com o Estado de direito e o princípio da legalidade:

A) Proibir edição de normas penais em branco.

B) Criar crimes, fundamentar ou agravar penas através da aplicação de analogia.

C) Criar crimes e penas com base nos costumes.

D) Fazer retroagir a lei penal para agravar as penas de crimes hediondos.

E) Proibir incriminações vagas e indeterminadas.

GABARITO: E

COMENTÁRIOS: Vamos analisar cada alternativa:

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Alternativa “A” Incorreta Trata das normas penais em branco, que se adequam perfeitamente ao nosso ordenamento jurídico.

E você lembra o que são normas penais em branco? Vamos revisar:

As normas penais (em sentido genérico) podem ser completas e incompletas.

Completas são as que definem o delito de maneira precisa e determinada, não necessitando de nenhum complemento.

Diferentemente, as leis penais incompletas, também denominadas "cegas", "abertas" ou normas penais em branco, são disposições com conteúdo indeterminado. Essas normas necessitam de um ato normativo, de origem legislativa ou administrativa, em geral de natureza extrapenal, para integrá-las.

Vamos exemplificar:

Nos termos do art. 168-A do CP, que define a apropriação indébita previdenciária, constitui delito o fato de "deixar de repassar à previdência social as contribuições recolhidas dos contribuintes, no prazo e na forma legal”.

Mas qual é o prazo?

A norma penal não o menciona e para buscá-lo devemos recorrer à Lei de Custeio da Previdência Social.

Sendo assim, como temos que recorrer a uma norma “B” para complementar um dispositivo “A”, podemos afirmar que estamos tratando de uma NORMA PENAL EM BRANCO.

Alternativa “B” Incorreta Trata da chamada analogia in malam partem, a qual não é admitida em nosso ordenamento jurídico.

A analogia jurídica consiste em aplicar a um caso não previsto pelo legislador a norma

que rege caso análogo, semelhante.

Um possível exemplo seria a aplicação de dispositivo referente à empresa jornalística a uma firma dedicada à edição de livros e revistas.

A analogia não diz respeito à interpretação jurídica propriamente dita, mas à integração

da lei, pois sua finalidade é justamente suprir lacunas desta.

A analogia se apresenta nas seguintes espécies:

Analogia in malam partem É aquela em que se supre a lacuna legal com algum dispositivo prejudicial ao réu. Isto não é possível no nosso ordenamento jurídico e desta forma já se pronunciou o STF. Observe:

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STF - INQUÉRITO: Inq 1145 PB – 19.12.2006

Não é possível abranger como criminosas condutas que não tenham pertinência em relação à conformação estrita do enunciado penal. Não se pode pretender a aplicação da analogia para abarcar hipótese não mencionada no dispositivo legal (analogia in malam partem). Deve-se adotar o fundamento constitucional do princípio da legalidade na esfera penal. Por mais reprovável que seja a lamentável prática da "cola eletrônica", a persecução penal não pode ser legitimamente instaurada sem o atendimento mínimo dos direitos e garantias constitucionais vigentes em nosso Estado Democrático de Direito.

vigentes em nosso Estado Democrático de Direito. • Analogia in bonam partem Neste caso, aplica-se ao
vigentes em nosso Estado Democrático de Direito. • Analogia in bonam partem Neste caso, aplica-se ao

Analogia in bonam partem Neste caso, aplica-se ao caso omisso uma norma favorável ao réu. Este tipo de analogia é aceito em nosso ordenamento jurídico e desta forma já se pronunciou o STF em diversos julgados. Observe:

forma já se pronunciou o STF em diversos julgados. Observe: HC/97676 - HABEAS CORPUS – 03/08/2009

HC/97676 - HABEAS CORPUS – 03/08/2009

Assim, é perfeitamente aplicável a analogia in bonam partem, a fim de extinguir a punibilidade do réu, garantindo-se a aplicação do princípio da isonomia, pois é defeso ao julgador conferir tratamento diverso a situações equivalentes.

Alternativa “C” Incorreta Segundo o CP e a Constituição Federal, não há crime sem lei anterior que o defina, não cabendo criar delitos com base nos costumes. É certo que os costumes podem inspirar uma lei, mas não criar penas e crimes.

Alternativa “D” Incorreta A lei penal não retroage, salvo para beneficiar o réu.

Alternativa “E” Correta Com base no Estado democrático de direito, incriminações vagas e indeterminadas devem realmente ser proibidas.

A Lei deve ser certa, vedada a indeterminação ou a imprecisão. É o chamado "mandato de certeza". A Lei Incriminadora não deve conter as denominadas "cláusulas gerais do tipo", que são expressões ambíguas ou vazias de conteúdo.

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3. (CGU – ANALISTA / 2006) A lei penal aplica-se retroativamente quando o crime torna-se contravenção penal.

GABARITO: CERTA

COMENTÁRIOS: A lei penal retroage para beneficiar o réu, e este regramento encontra previsão no art. 2º do Código Penal, que dispõe:

Art. 2º

[ ]

Parágrafo único - A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado.

Sendo assim, como na questão temos uma penalização mais grave passando a uma menor, aplica-se a retroatividade.

temos uma penalização mais grave passando a uma menor, aplica-se a retroatividade. www.pontodosconcursos.com.br 7
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PARA RELEMBRAR:

CRIME X CONTRAVENÇÃO

Para encontrar a diferenciação entre estes dois termos tão utilizados,

devemos recorrer à Lei de Introdução ao Código Penal, que dispõe em seu

artigo 1º:

Art 1º Considera-se crime a infração penal que a lei comina pena de reclusão ou de detenção, quer isoladamente, quer alternativa ou cumulativamente com a pena de multa; contravenção, a infração penal a que a lei comina, isoladamente, pena de prisão simples ou de multa, ou ambas. alternativa ou cumulativamente.

Logo, do exposto, podemos resumir:

CRIME PENA DE RECLUSÃO OU DETENÇÃO (isoladamente, alternativa ou

cumulativamente com multa).

CONTRAVENÇÃO ISOLADAMENTE PRISÃO SIMPLES OU MULTA.

4. (SERPRO / 2001) Um paciente, vítima de um atropelamento, está internado em um hospital de Buenos Aires, recebendo tratamento médico de emergência. Seu estado é grave. Deve, pois, tomar determinado medicamento de três em três horas, com o que deverá se curar. O controle de sua evolução clínica é feito por computador. Um brasileiro, radicado em São Paulo, invade o computador daquele hospital e altera aquela periodicidade para 6 horas. O paciente morre. Neste caso, podemos afirmar que o crime foi cometido tanto no Brasil quanto na Argentina.

GABARITO: CERTA

COMENTÁRIOS: Segundo a doutrina, três teorias tentam solucionar os conflitos referentes à determinação do local em que ocorreu um delito. São elas:

TEORIA DA ATIVIDADE O CRIME É COMETIDO NO LUGAR ONDE FOI PRATICADA A ATIVIDADE (CONDUTA= AÇÃO OU OMISSÃO).

TEORIA DO RESULTADO O LUGAR DO CRIME É ONDE OCORREU O RESULTADO, INDEPENDENTEMENTE DE ONDE FOI PRATICADA A CONDUTA.

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TEORIA MISTA (OU DA UBIQÜIDADE) CONSIDERA, POR SUA VEZ, QUE O CRIME É COMETIDO TANTO NO LUGAR DA ATIVIDADE QUANTO NO LUGAR DO RESULTADO.

O Código Penal adotou a teoria da ubiqüidade, considerando como local do crime tanto o lugar da atividade quanto o do resultado. Veja:

Art. 6º - Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.

Desta forma, na questão:

deveria produzir-se o resultado. Desta forma, na questão: 5. (AFRF / 2002 ) Aplica-se a lei
deveria produzir-se o resultado. Desta forma, na questão: 5. (AFRF / 2002 ) Aplica-se a lei
deveria produzir-se o resultado. Desta forma, na questão: 5. (AFRF / 2002 ) Aplica-se a lei
deveria produzir-se o resultado. Desta forma, na questão: 5. (AFRF / 2002 ) Aplica-se a lei
deveria produzir-se o resultado. Desta forma, na questão: 5. (AFRF / 2002 ) Aplica-se a lei
deveria produzir-se o resultado. Desta forma, na questão: 5. (AFRF / 2002 ) Aplica-se a lei

5. (AFRF / 2002 ) Aplica-se a lei brasileira, com prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional.

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: O Brasil adota a o princípio da territorialidade mitigada ou temperada. Conforme previsão do art. 5º do CP.

Segundo este princípio, a lei penal brasileira aplica-se em todo território nacional, ressalvado o disposto em tratados, convenções ou regras de direito internacional. Observe o texto legal:

Art. 5º - Aplica-se a lei brasileira, sem prejuízo de convenções, tratados e regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional.

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6. (AFRF / 2002 ) Para efeitos penais, não se consideram como extensão do

território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras.

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: A alternativa generaliza e, assim, contraria o parágrafo 1º do artigo 5º, que considera como extensão do território nacional:

5º, que considera como extensão do território nacional: 1. AS EMBARCAÇÕES E AERONAVES BRASILEIRAS
5º, que considera como extensão do território nacional: 1. AS EMBARCAÇÕES E AERONAVES BRASILEIRAS

1. AS

EMBARCAÇÕES

E

AERONAVES

BRASILEIRAS

DE

NATUREZA

PÚBLICA;

 

2. AS

EMBARCAÇÕES

E

AERONAVES

BRASILEIRAS

A

SERVIÇO

DO

GOVERNO BRASILEIRO;

3. AS AERONAVES E AS EMBARCAÇÕES BRASILEIRAS, MERCANTES OU DE PROPRIEDADE PRIVADA QUE SE ACHEM, RESPECTIVAMENTE, NO ESPAÇO AÉREO CORRESPONDENTE OU EM ALTO-MAR.

Veja o texto legal:

Art. 5º [ ]

§ 1º - Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar.

7. (AFRF / 2002) Não se aplica a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de

aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando- se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil.

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: Claramente incorreta. A banca repetiu o parágrafo 2º do artigo 5º, colocando a palavra “Não” na frente. Observe:

§ 2º - É também aplicável a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando- se aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil.

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8. (AFRF / 2002 ) Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado.

GABARITO: CERTA

COMENTÁRIOS: Reprodução exata do artigo 4º, que trata do tempo do crime. Neste ponto, MUITO CUIDADO para não confundir com o LOCAL DO CRIME:

Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado.

TEMPO DO CRIME TEORIA DA ATIVIDADE; LOCAL DO CRIME TEORIA DA UBIQUIDADE.

TEORIA DA ATIVIDADE; LOCAL DO CRIME TEORIA DA UBIQUIDADE. A adoção da teoria da atividade para

A adoção da teoria da atividade para a determinação do tempo do crime apresenta algumas conseqüências, dentre as quais as seguintes são importantes para a sua PROVA:

1. Aplica-se a lei em vigor ao tempo da conduta, exceto se a do tempo do resultado for mais benéfica.

2. Apura-se a imputabilidade NO MOMENTO DA CONDUTA.

Antes de prosseguirmos, é necessário o conhecimento básico de alguns conceitos:

é necessário o conhecimento básico de alguns conceitos: DICIONÁRIO DO CONCURSEIRO CRIME PERMANENTE É O CRIME

DICIONÁRIO DO CONCURSEIRO

CRIME PERMANENTE É O CRIME CUJO MOMENTO CONSUMATIVO SE PROLONGA NO TEMPO. EXEMPLO: CP, ART. 148 - SEQUESTRO E CÁRCERE PRIVADO.

CRIME CONTINUADO O INSTITUTO DO CRIME CONTINUADO É UMA FICÇÃO JURÍDICA QUE, EXIGINDO O CUMPRIMENTO DE REQUISITOS OBJETIVOS (MESMA ESPÉCIE, CONDIÇÕES DE TEMPO, LUGAR, MANEIRA DE EXECUÇÃO E OUTRAS SEMELHANTES), EQUIPARA A REALIZAÇÃO DE VÁRIOS CRIMES A UM SÓ. EXEMPLO: CAIXA DE SUPERMERCADO QUE, DIA APÓS DIA, E NA ESPERANÇA DE QUE O SEU SUPERIOR EXERÇA AS SUAS FUNÇÕES NEGLIGENTEMENTE, TIRA PEQUENO VALOR DIÁRIO DO CAIXA, QUE PODE TORNAR-SE CONSIDERÁVEL COM O PASSAR DO TEMPO.

CRIME HABITUAL CONSOANTE CAPEZ, "É O COMPOSTO PELA REITERAÇÃO

DE ATOS QUE REVELAM UM ESTILO DE VIDA DO AGENTE, POR EXEMPLO, RUFIANISMO (CP, ART. 230), EXERCÍCIO ILEGAL DA MEDICINA; SÓ SE CONSUMA COM A HABITUALIDADE NA CONDUTA.

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Prosseguindo:

3. Nos crimes permanentes, enquanto perdura a ofensa ao bem jurídico (Exemplo:

extorsão mediante seqüestro), o tempo do crime se dilatará pelo período de permanência. Assim, se o autor, menor, durante a fase de execução do crime vier a atingir a maioridade, responderá segundo o Código Penal e não segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente — ECA (Lei n. 8.069/90).

da Criança e do Adolescente — ECA (Lei n. 8.069/90). 4. Nos crimes continuados em que
da Criança e do Adolescente — ECA (Lei n. 8.069/90). 4. Nos crimes continuados em que
4. Nos crimes continuados em que os fatos anteriores eram punidos por uma lei, operando-se
4. Nos crimes continuados em que os fatos anteriores eram punidos por uma lei,
operando-se o aumento da pena por lei nova, aplica-se esta última a toda
unidade delitiva, desde que sob a sua vigência continue a ser praticado.
CAIXA
CAIXA
CAIXA
ROUBOU
ROUBOU
ROUBOU
R$100,00
R$100,00
R$100,00

A súmula 711 do STF resume os itens 03 e 04. Observe:

CURSO ON-LINE – DIREITO PENAL ANALISTA ADMINISTRATIVO - MPU PROFESSOR: PEDRO IVO S S Ú

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SSÚÚMMUULLAA 771111 DDOO SSTTFF

AA LEII PPENNAAL MAAIIS GRAAVVE AAPLLIICAA-SEE AOO CCRIIMEE COONTINNUUAADOO OOUU AAO CRIIMEE PERRMANNEENTE,, SSE A SUA VIIGÊNCIA ÉÉ ANTERRIOORR À CEESSSÇÃOO DDAA COONNTTINNUUIIDAADEE OU DAA PPEERMAANÊNNCCIAA.

5. No Crime Habitual em que haja sucessão de leis, deve ser aplicada a nova, ainda que mais severa, se o agente insistir em reiterar a conduta criminosa.

9. (AFRF / 2002 ) A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, não se aplica aos fatos anteriores à ela.

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: A lei penal retroage para beneficiar o réu.

10. (MPU – Técnico Administrativo / 2004) Em se tratando de extraterritorialidade, pode-se afirmar que se sujeitam à lei brasileira, embora praticados no estrangeiro, os crimes contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado ou de Município.

GABARITO: CERTA

COMENTÁRIOS: Exige o conhecimento do art. 7º do CP. Vou apresentar um resumo esquemático deste importante dispositivo e, posteriormente, vamos analisar a questão.

EEXXTTRRAATTEERRRRIITTORRIIAALLIDDAADDE – AARRTT 7º CCPP

FICAM SUJEITOS À LEI BRASILEIRA, EMBORA COMETIDOS NO ESTRANGEIRO OS CRIMES:

OBSERVAÇÕES:

CONTRA A VIDA OU A LIBERDADE DO PRESIDENTE DA REPÚBLICA;

O agente é punido segundo a lei brasileira, ainda que absolvido ou condenado no estrangeiro.

CONTRA O PATRIMÔNIO OU A FÉ PÚBLICA DA UNIÃO, DO DISTRITO FEDERAL, DE ESTADO,

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DE TERRITÓRIO, DE MUNICÍPIO, DE EMPRESA PÚBLICA, SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA, AUTARQUIA OU FUNDAÇÃO INSTITUÍDA PELO PODER PÚBLICO;

 

CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, POR QUEM ESTÁ A SEU SERVIÇO;

DE

GENOCÍDIO,

QUANDO

O

AGENTE

FOR

BRASILEIRO OU DOMICILIADO NO BRASIL;

QUE, POR TRATADO OU CONVENÇÃO, O BRASIL SE OBRIGOU A REPRIMIR;

A aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições:

PRATICADOS POR BRASILEIRO;

 

1. Entrar o agente no território nacional; 2. Ser o fato punível também no país em que foi praticado; 3. Estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição; 4. Não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; 5. Não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a punibilidade, segundo a lei mais favorável.

PRATICADOS EM AERONAVES OU EMBARCAÇÕES BRASILEIRAS, MERCANTES OU DE PROPRIEDADE PRIVADA, QUANDO EM TERRITÓRIO ESTRANGEIRO E AÍ NÃO SEJAM JULGADOS.

O caso apresentado pela banca é a reprodução exata do Art. 7º, I, “b” do CP e, portanto, está correta. Veja:

b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público

11. (Analista Judiciário / 2007) Sobre a aplicação da lei penal, considere:

I. A lei excepcional ou temporária não se aplica ao fato praticado durante sua vigência, se decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram.

II. Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado.

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III. A lei brasileira não se aplica aos crimes contra o patrimônio ou a fé pública da

União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público, se praticados no estrangeiro.

IV. Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no

todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.

V. Aplica-se a lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, aos crimes contra a administração pública praticados por qualquer pessoa.

Está correto o que se afirma APENAS em:

A) I e III.

B) I e V.

C) II e III.

D) II e IV.

E) III, IV e V.

GABARITO: D

COMENTÁRIOS: Vamos analisar as afirmativas:

Afirmativa I Este item nos permite traçar importantes pontos sobre a aplicabilidade penal em leis temporárias e excepcionais.

Antes de tudo vamos compreender a diferença entre os dois dispositivos:

vamos compreender a diferença entre os dois dispositivos: LEIS TEMPORÁRIAS SÃO AQUELAS QUE TRAZEM EM SEU

LEIS TEMPORÁRIAS SÃO AQUELAS QUE TRAZEM EM SEU TEXTO O TEMPO DETERMINADO DE SUA VALIDADE. POR EXEMPLO, A LEI TERÁ VALIDADE ATÉ 15 DE NOVEMBRO DE 2012 - UM PERÍODO CERTO.

LEIS EXCEPCIONAIS SÃO AS QUE TÊM SUA EFICÁCIA VINCULADA A UM ACONTECIMENTO DO MUNDO FÁTICO, COMO POR EXEMPLO UMA GUERRA. NELSON HUNGRIA CITA A LEI QUE ORDENAVA QUE, EM TEMPO DE GUERRA, TODAS AS PORTAS DEVERIAM SER PINTADAS DE PRETO, OU SEJA, A GUERRA É UM PERÍODO INDETERMINADO, MAS, DURANTE O SEU TEMPO, CONSTITUÍA CRIME DEIXAR DE PINTAR A PORTA. AO TÉRMINO DA GUERRA, A LEI PERDERIA EFICÁCIA.

Para melhor compreensão, imagine a seguinte situação: Uma lei é editada atribuindo penalização de reclusão de 5 a 8 anos para os indivíduos que gastem uma quantidade de

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água superior a 300 litros por mês durante certo período de racionamento. Esta lei entra em vigor em 01 de janeiro de 2010 e termina em 31 de dezembro do mesmo ano.

Tício, no mês de outubro do supracitado ano, durante a vigência da lei, gasta 500 litros de água e tal fato só é descoberto no dia 29 de dezembro. Para este caso, dará tempo de ele ser condenado? E se for, no dia 1º de janeiro teremos a abolitio criminis?

Para responder a estas perguntas e evitar situações absurdas que tirariam o sentido de determinadas leis, dispõe o Código Penal:

Art. 3º - A lei excepcional ou temporária, embora decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, aplica-se ao fato praticado durante sua vigência.

Desta forma, podemos afirmar que as LEIS EXCEPCIONAIS E TEMPORÁRIAS POSSUEM ULTRATIVIDADE, pois, aplicam-se sempre ao fato praticado durante sua vigência.

Esquematizando: INÍCIO DA ATO TÉRMINO DA CONTRÁRIO VIGÊNCIA VIGÊNCIA À LEI LEI TEMPORÁRIA PERÍODO DE
Esquematizando:
INÍCIO DA
ATO
TÉRMINO DA
CONTRÁRIO
VIGÊNCIA
VIGÊNCIA
À LEI
LEI TEMPORÁRIA PERÍODO DE VIGÊNCIA DEFINIDO
LEI EXCEPCIONAL SITUAÇÃO DE ANORMALIDADE
DEFINIDO LEI EXCEPCIONAL SITUAÇÃO DE ANORMALIDADE Afirmativa II Correto Reproduz o art. 4º do CP.

Afirmativa II Correto Reproduz o art. 4º do CP.

Afirmativa III Incorreta Contraria o Art. 7º, I, “b” que dispõe:

Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro:

I - os crimes:

b) contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder Público;

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Afirmativa IV Correta Trata da aplicabilidade da lei penal no que diz respeito ao local do crime (art. 6º CP).

Afirmativa V Incorreta Nos termos do art. 7º, I, “C”, aplica-se a lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, aos crimes contra a administração pública praticados por que está a seu serviço.

12. (TCM - RJ / 2008) A organização não-governamental holandesa Expanding minds, dirigida pelo psicólogo holandês Johan Cruiff, possui um barco de bandeira holandesa que navega ao redor do mundo recebendo pessoas que desejam consumir substâncias entorpecentes que alteram a percepção da realidade. O prefeito de um município decide embarcar para fazer uso recreativo da substância Cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha. Na ocasião em que ele fez uso dessa substância, o barco estava em alto-mar, além do limite territorial brasileiro ou de qualquer outro país. Sabendo que a lei brasileira pune criminalmente o consumo de substância entorpecente e que a maconha é considerada pela legislação brasileira uma substância entorpecente, ao passo que a Holanda admite esse consumo para fins recreativos, podemos afirmar que o prefeito responderá pelo crime de consumo de substância entorpecente.

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: A regra, segundo o Código Penal, é a aplicação do princípio da territorialidade. Logo, no caso apresentado, se o navio com bandeira holandesa está em alto mar, além do limite territorial brasileiro ou de qualquer outro país, não há que se falar em aplicabilidade da Lei Penal Brasileira.

LEI BRASILEIRA

LEI DO PAÍS DO NAVIO

Lei Penal Brasileira. LEI BRASILEIRA LEI DO PAÍS DO NAVIO LIMITE TERRITORIAL ALTO MAR www.pontodosconcursos.com.br 17
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LIMITE TERRITORIAL

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ALTO MAR

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13. (MPDF-CF / 2003) A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente,

aplica-se a fatos anteriores ainda não decididos por sentença.

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: A lei posterior que, de qualquer modo, favorece o agente será aplicada, ainda que os fatos já tenham sido decididos por sentença penal transitada em julgado. É o que prevê o artigo 2º, parágrafo único, do CP.

14. (MPDF-CF / 2003) Ninguém pode ser punido por fato que a lei posterior deixa de

considerar crime, cessando em virtude dela a execução, preservando-se, no

entanto, os efeitos penais da sentença condenatória.

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: Trata da abolitio criminis prevista no artigo 2º, caput, do CP. Sabemos que a abolitio criminis faz cessar a execução da pena, bem como os efeitos penais da sentença penal condenatória.

15. (MPDF-CF / 2003) A lei excepcional ou temporária, decorrido o período de sua

duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, perde a sua eficácia,

mesmo com relação aos fatos praticados durante a sua vigência.

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: A lei excepcional ou temporária continua a reger os fatos ocorridos sob sua vigência, mesmo depois de auto-revogadas (artigo 3º, do CP).

16. (MPDF-CF / 2003) Considera-se praticado o crime no momento da ação ou

omissão, ainda que outro seja o momento do resultado.

GABARITO: CERTA

COMENTÁRIOS: De acordo com o artigo 4º, do CP, considera-se praticado o crime no momento da conduta (atividade), independentemente de quando vem a ocorrer o resultado.

Art. 4º - Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que outro seja o momento do resultado

17. (MPDF-CF / 2003) Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, os crimes contra a vida ou a liberdade de governador de Estado brasileiro.

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GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: Aplica-se a lei penal brasileira, de forma incondicionada, quando praticado o fato no exterior em detrimento da VIDA ou LIBERDADE do Presidente da República, e não do Governador de Estado.

18. (PGFN / 2007) À luz da aplicação da lei penal no tempo, dos princípios da anterioridade, da irretroatividade, retroatividade e ultratividade da lei penal, julgue as afirmações abaixo relativas ao fato de Mévio ter sido processado pelo delito de adultério em dezembro de 2004, sendo que a Lei n. 11.106, de 28 de março de 2005, aboliu o crime de adultério:

I. Caso Mévio já tenha sido condenado antes de março de 2005, permanecerá sujeito à pena prevista na sentença condenatória.

II. A lei penal pode retroagir em algumas hipóteses.

III. Caso Mévio não tenha sido condenado no primeiro grau de jurisdição, poderá

ocorrer a extinção de punibilidade desde que a mesma seja provocada pelo réu.

IV. Na hipótese, ocorre o fenômeno da abolitio criminis.

A) Todas estão corretas.

B) Somente I está incorreta.

C) I e IV estão corretas.

D) I e III estão corretas.

E) II e IV estão corretas.

GABARITO: E

COMENTÁRIOS: Vamos analisar as alternativas.

Item I Incorreto O fato de Mévio já ter sido condenado não importa no caso em tela, pois, segundo o art. 2º do CP, a retroação atinge os efeitos penais da sentença condenatória.

Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória.

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Item II Correto Em alguns casos, como quando beneficia o réu, ocorre a retroação da lei penal.

Item III Incorreto Não há qualquer obrigatoriedade de provocação por parte do réu. Os efeitos de uma lei mais benéfica alcançam AUTOMATICAMENTE os que por ele foram atingidos.

Item IV Correto O instituto da abolitio criminis ocorre quando uma lei nova trata como lícito fato anteriormente tido como criminoso, ou melhor, quando a lei nova descriminaliza fato que era considerado infração penal.

19. (PROCURADOR - PA / 2009 - Adaptada) A lei penal em branco inversa ou ao

avesso é aquela em que o preceito primário é completo, mas o secundário reclama complementação, que deve ser realizado obrigatoriamente por uma lei, sob pena de violação ao princípio da reserva legal.

GABARITO: CERTA

COMENTÁRIOS: Conforme lição do professor Luiz Flávio Gomes, fala-se em norma penal em branco, ao revés ou invertida quando o complemento normativo diz respeito à sanção, não ao conteúdo da proibição.

A lei penal incriminadora remete para outra a descrição do conteúdo sancionatório. Note-

se que o complemento normativo, nesse caso, deve emanar necessariamente do legislador, porque somente ele é que pode cuidar da sanção penal.

A Lei 2.889/56, que cuida do genocídio, constitui claro exemplo de lei penal em branco ao

revés ou invertida porque ela mesma não cuidou diretamente da pena, mas fez expressa referência a outras leis no que diz respeito a esse ponto.

20. (PROCURADOR - PA / 2009 - Adaptada) Pode ser aplicada, no Direito Penal, a

analogia in malam partem, que é aquela pela qual se aplica ao caso omisso uma lei

mais favorável ao réu.

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: Não é admissível do direito penal brasileiro a analogia in malam partem.

21. (PROCURADOR - PA / 2009 - Adaptada) No crime permanente em que a conduta

tenha se iniciado durante a vigência de uma, e prossiga durante o império de outra

mais severa, aplica-se a lei anterior mais benéfica.

GABARITO: ERRADA

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COMENTÁRIOS: Contraria a súmula 711 do STF que dispõe:

COMENTÁRIOS: Contraria a súmula 711 do STF que dispõe: S S Ú Ú M M U

SSÚÚMMUULLAA 771111 DDOO SSTTFF

AA LLEEII PPEENNAALL MMAAIISS GGRRAAVVEE AAPPLLIICCAA--SSEE AAOO CCRRIIMMEE CCOONNTTIINNUUAADDOO OOUU AAOO CCRRIIMMEE PPEERRMMAANNEENNTTEE,, SSEE AA SSUUAA VVIIGGÊÊNNCCIIAA ÉÉ AANNTTEERRIIOORR ÀÀ CCEESSSSAAÇÇÃÃOO DDAA CCOONNTTIINNUUIIDDAADDEE OOUU DDAA PPEERRMMAANNÊÊNNCCIIAA

U U D D A A P P E E R R M M A A
U U D D A A P P E E R R M M A A

22. (MPE – RS / 2008) Tício praticou um delito, foi processado e condenado. Um dia após o trânsito em julgado da sentença condenatória, uma lei nova, mantendo a mesma descrição do fato delituoso, modificou a pena cominada para esse delito. Nesse caso, aplica-se a lei nova, se for mais benéfica ao autor do delito.

GABARITO: CERTA

COMENTÁRIOS: Vamos esquematizar:

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PENAL ANALISTA ADMINISTRATIVO - MPU PROFESSOR: PEDRO IVO TÍCIO PRATICOU UM DELITO JULGADO E CONDENADO LEI
PENAL ANALISTA ADMINISTRATIVO - MPU PROFESSOR: PEDRO IVO TÍCIO PRATICOU UM DELITO JULGADO E CONDENADO LEI

TÍCIO PRATICOU UM DELITO

JULGADO E

CONDENADO

IVO TÍCIO PRATICOU UM DELITO JULGADO E CONDENADO LEI NOVA A LEI POSTERIOR, QUE DE QUALQUER

LEI NOVA

A LEI POSTERIOR, QUE DE QUALQUER MODO FAVORE- CER O AGENTE, APLICA-SE AOS FATOS ANTERIORES, AINDA QUE DECIDIDOS POR SENTENÇA CONDENATÓRIA TRANSITADA EM JULGADO.

DECIDIDOS POR SENTENÇA CONDENATÓRIA TRANSITADA EM JULGADO. 23. (MPU / 2007 – Adaptada) Luiz foi condenado

23. (MPU / 2007 – Adaptada) Luiz foi condenado à pena de 1 (um) ano de reclusão

em outro país por crime cometido no Brasil. Após ter cumprido integralmente a pena, retornou ao território nacional e foi preso para cumprir pena de 2 (dois) anos de reclusão que lhe fora imposta, pelo mesmo fato, pela Justiça Criminal brasileira. Nesse caso, a pena cumprida no estrangeiro não será descontada da pena imposta no Brasil, por se tratarem de condenações impostas em diferentes países.

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: Segundo o art. 8º do Código Penal, a pena cumprida no estrangeiro atenua a pena imposta no Brasil pelo mesmo crime, quando diversas, ou nela é computada, quando idênticas.

Como na questão as penas são idênticas, o tempo já cumprido deverá ser descontado do período ainda a cumprir.

24. (MPU / 2007) No que tange à aplicação da lei penal, considere:

I. crime cometido no estrangeiro contra a administração pública, por quem está a seu serviço;

II. crime de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil;

III. crime cometido no estrangeiro por brasileiro, que não é punível no país em que foi praticado.

Dentre os crimes acima, ficam sujeitos à lei brasileira os indicados APENAS em:

A) I.

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B) II.

C) I e II.

D) I e III.

E) II e III.

GABARITO: C

COMENTÁRIOS: A questão exige o conhecimento do art. 7º do Código Penal.

Item I Correto Conforme art. 7º, I, “c”:

 

Art.

-

Ficam

sujeitos

à

lei

brasileira,

embora

cometidos

no

estrangeiro:

 

I

- os crimes:

[

]

c)

contra a administração pública, por quem está a seu serviço;

 

Item II Correto De acordo com o disposto no art. 7º, I, “d”:

 
 

Art.

-

Ficam

sujeitos

à

lei

brasileira,

embora

cometidos

no

estrangeiro:

I

- os crimes:

[

]

d)

de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil;

Item III Incorreto Imagine que Mévio viaja para Holanda e resolve experimentar maconha (produto cuja utilização é permitida neste país). Dias depois volta para o Brasil.

Poderá ser ele preso por ter cometido em um país estrangeiro um ato que, embora aqui seja crime, lá é permitido?

Claro que não, e, exatamente por isso, o item está incorreto.

25 (Advogado – CEF / 2010) No que diz respeito à lei penal no tempo e no espaço, é correto afirmar que a vigência de norma penal posterior atenderá ao princípio da imediatidade, não incidindo, em nenhum caso, sobre fatos praticados na forma da lei penal anterior. No tocante à lei penal no espaço, o Código Penal (CP) adota o princípio da territorialidade como regra geral.

GABARITO: ERRADA

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COMENTÁRIOS: A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, aplica-se aos fatos anteriores, ainda que decididos por sentença condenatória transitada em julgado (CP, art. 2º, parágrafo único). Logo, é incorreto afirmar que em nenhum caso lei posterior incide sobre fatos praticados na forma da lei penal anterior. Complementando, a parte final da questão está correta, pois o Código Penal adota como regra o princípio da territorialidade.

26. (Promotor de Justiça Substituto – MPE-SE / 2010) De acordo com a lei penal

brasileira, o território nacional estende-se a embarcações e aeronaves brasileiras de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro, onde quer que se

encontrem.

GABARITO: CERTA

COMENTÁRIOS: Para os efeitos penais, consideram-se como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras, de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro onde quer que se encontrem, bem como as aeronaves e as embarcações brasileiras, mercantes ou de propriedade privada, que se achem, respectivamente, no espaço aéreo correspondente ou em alto-mar (CP, art. 5º, § 1º).

27. (Analista de Trânsito – DETRAN-DF / 2009) A lei penal admite interpretação

analógica, recurso que permite a ampliação do conteúdo da lei penal, através da

indicação de fórmula genérica pelo legislador.

GABARITO: CERTA

COMENTÁRIOS: A analogia jurídica consiste em aplicar a um caso não previsto pelo legislador a norma que rege caso análogo, semelhante. A analogia não diz respeito à interpretação jurídica propriamente dita, mas à integração da lei.

A analogia se apresenta nas seguintes espécies:

Analogia in malam partem É aquela em que se supre a lacuna legal com algum dispositivo prejudicial ao réu. Segundo pacífico entendimento jurisprudencial, tal forma de integração não é admitida em nosso ordenamento jurídico.

Analogia in bonam partem Neste caso, aplica-se ao caso omisso uma norma favorável ao réu. Este tipo de analogia é aceito pela jurisprudência o que torna correta a questão.

28. (Analista de Trânsito – DETRAN-DF / 2009) O princípio da legalidade veda o uso

da analogia in malam partem, e a criação de crimes e penas pelos costumes.

GABARITO: CERTA

COMENTÁRIOS: O princípio da legalidade está previsto no art. 1º do Código Penal, segundo o qual não há crime sem lei anterior que o defina e não há pena sem prévia previsão legal. Tal princípio atribui unicamente à lei a possibilidade de definir condutas

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delituosas e impor sanções. Assim, não é possível que os costumes, os atos normativos secundários e a analogia penal in malam partem sirvam de base para a alteração do preceito incriminador.

29. (Analista Judiciário – TJ-DF / 2008) Considere a seguinte situação hipotética.

Entrou em vigor, no dia 1.º/1/2008, lei temporária que vigoraria até o dia 1.º/2/2008, na qual se preceituou que o aborto, em qualquer de suas modalidades, nesse período, não seria crime.

Nessa situação, se Kátia praticou aborto voluntário no dia 20/1/2008, mas somente veio a ser denunciada no dia 3/2/2008, não se aplica a lei temporária, mas sim a lei em vigor ao tempo da denúncia.

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: Conforme o art. 3º do Código Penal, aplica-se a lei temporária aos fatos praticados durante sua vigência. Assim, no caso apresentado, como o aborto foi praticado quando a norma temporária estava em vigor, esta deverá ser aplicada, independentemente da data do oferecimento da denúncia.

30. (Delegado – Polícia Civil – TO / 2008) Considere que um indivíduo seja preso

pela prática de determinado crime e, já na fase da execução penal, uma nova lei torne mais branda a pena para aquele delito. Nessa situação, o indivíduo cumprirá a pena imposta na legislação anterior, em face do princípio da irretroatividade da lei penal.

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: A regra no direito penal é o da irretroatividade da lei penal, salvo quando a nova norma for mais benéfica ao réu. Como no caso em tela trata-se de lei mais branda, esta retroagirá, nos termos do parágrafo único do art. 2º do Código Penal.

31. (Auditor – TCE – PR / 2003) O agente “B” seqüestra pessoa com o fim de obter

para si vantagem em dinheiro, consistente no pagamento de resgate. “B” é condenado por extorsão mediante seqüestro (art. 159 do Código Penal). Pode-se dizer que, neste caso, trata-se de crime permanente.

GABARITO: CERTA

COMENTÁRIOS: Essa questão exige do candidato o conhecimento de uma das diversas classificações existentes para o crime.

Crime permanente é o que se prolonga no tempo, aplicando-se, por exemplo, no caso do sequestro.

Segue abaixo um quadro resumo com as classificações mais importantes para sua prova:

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CCLAASSIFFICAÇÇÃO

DDESCRRÇÃÃO SUSSCCINNTTAA

EXEMPLOO

COMUNS

PRATICADOS POR QUALQUER PESSOA.

FURTO

 

PRATICADOS PORTADORES CAPACIDADE ESPECIAL.

POR

PRÓPRIOS

DE

PECULATO

CRIMES

QUANDO

CONSUMADO,

 

INSTANTÂNEOS

ENCERRA-SE.

 

FURTO

 

CÁRCERE

PERMANENTES

PROLONGA-SE NO TEMPO.

PRIVADO

CRIMES COMISSIVOS

ATIVIDADE POSITIVA DO AGENTE, UMA AÇÃO.

ROUBO

 

CRIME

QUE,

ABSTRATAMENTE, É OMISSIVO. É A OMISSÃO DO AUTOR QUANDO DEVE AGIR.

OMISSÃO DE

OMISSIVOS PRÓPRIOS

SOCORRO

 

CRIME

QUE,

OMISSIVOS

ABSTRATAMENTE, É COMISSIVO. A LEI DESCREVE UMA CONDUTA DE FAZER, MAS O AGENTE SE NEGA A CUMPRIR O DEVER DE AGIR.

ART. 13 CP - MÃE DEIXA DE ALIMENTAR A CRIANÇA

IMPRÓPRIOS

 

CRIME QUE POSSUI UMA CONDUTA E UM RESULTADO NATURALÍSTICO, SENDO A OCORRÊNCIA DESTE ÚLTIMO NECESSÁRIA PARA A CONSUMAÇÃO.

HOMICÍDIO

MATERIAIS

MORTE

 

CONSUMADO INDEPENDENTE

 

FORMAIS

DO

RESULTADO

AMEAÇA

NATURALÍSTICO.

 
 

NÃO

EXIGE

QUALQUER

 

MERA CONDUTA

RESULTADO NATURALÍSTICO.

ATO OBSCENO

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OCORRE QUANDO O TIPO LEGAL É ÚNICO.

HOMICÍDIO

SIMPLES

SIMPLES

QUALIFICADOS

AO TIPO SIMPLES, AGREGA SITUAÇÃO QUE ELEVA OU MAJORA A PENA.

ART. 121, § 2°

PRIVILEGIADOS

AS CIRCUNSTÂNCIAS DO CRIME SÃO MINORATIVAS, ISTO É, ATENUAM A PENA.

HOMICÍDIO PRATICADO POR RELEVANTE VALOR MORAL

COMPLEXOS

DOIS OU MAIS TIPOS EM UMA ÚNICA DESCRIÇÃO LEGAL.

ROUBO = FURTO + AMEAÇA

32. (Auditor – MT / 2004) Diz-se que o crime é formal, quando depende do resultado

para se consumar.

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: O crime formal é aquele que se consuma independente do resultado naturalístico.

Neste tipo de delito, o resultado pode até ocorrer, mas, para a consumação do crime, é indiferente.

Exemplos: No delito de ameaça, a consumação dá-se com a prática do fato, não se exigindo que a vítima realmente fique intimidada. No de injúria, é suficiente que ela exista, independentemente da reação psicológica do indivíduo.

33. (Auditor – MT / 2004) Diz-se que o crime é material, quando o resultado, se ocorrer, é mero exaurimento.

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: Crime material é aquele em que o tipo penal guarda em seu interior uma conduta e um resultado naturalístico, sendo a ocorrência deste último necessária para a consumação.

Exemplo: É o caso do homicídio, cuja consumação é caracterizada pelo falecimento da vítima.

34. (Auditor – MT / 2004) Diz-se que o crime é de mera conduta, aquele que pode ou

não ter resultado.

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GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: No crime de mera conduta, a lei não exige qualquer resultado naturalístico, contentando-se com a ação ou omissão do agente. Em outras palavras, o tipo não descreve o resultado, consumando-se a infração com a simples conduta.

Exemplos: Violação de domicílio, ato obsceno, omissão de notificação de doença e a maioria das contravenções.

35. (Auditor – MT / 2004) Diz-se que o crime é omissivo próprio, aquele que depende

de resultado para se consumar.

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: No crime omissivo próprio, a conduta omissiva já está prevista em lei e, portanto, a simples omissão, independentemente de qualquer resultado, já é capaz de ser considerada crime.

36. (Auditor – MT / 2004) Diz-se que o crime é comissivo por omissão, aquele que

não dispensa o resultado para se consumar.

GABARITO: CERTA

COMENTÁRIOS: No delito omissivo impróprio ou comissivo por omissão, por não haver tipificação expressa, o “não agir” só será punido se dele provier um resultado negativo.

37. (AFT / 2003) "Abandonar pessoa que está sob seu cuidado, guarda, vigilância ou

autoridade e, por qualquer motivo, incapaz de defender-se dos riscos resultantes

do abandono" (CP. art. 133), quanto ao sujeito ativo, é crime próprio

GABARITO: CERTA

COMENTÁRIOS: Como vimos no quadro acima, crime próprio é aquele que exige uma característica especial do sujeito ativo. No caso apresentado, o artigo 133 exige para a tipificação que a pessoa tenha alguém sob sua guarda, logo, exige uma característica particular.

38. (TCE – RN / 2008) "Deixar, o ex-administrador de instituição financeira, de apresentar, ao interventor, liqüidante, ou síndico, nos prazos e condições estabelecidas em lei as informações, declarações ou documentos de sua responsabilidade" (Lei no 7.492, de 16 de junho de 1986, art. 12).Esse tipo legal de crime configura crime próprio

GABARITO: CERTA

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COMENTÁRIOS: Esta questão também trata de um crime próprio, ou seja, reproduz um artigo que exige uma qualidade especial do agente. No caso em questão, a qualificação como “ex-administrador de instituição financeira”.

39. (MPE – SE / 2009) Denomina-se crime complexo se enquadra num único tipo

legal.

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: Dizemos ser crime complexo quando este encerra dois ou mais tipos em uma única descrição legal (ex.: roubo = furto + ameaça) ou quando, em uma figura típica, abrange um tipo simples acrescido de fatos ou circunstâncias que, em si, não são típicos (ex.: constrangimento ilegal = crime de ameaça + outro fato, que é a vítima fazer o que não quer ou não fazer o que deseja).

40. (Procurador do BACEN / 2006) O resultado é prescindível para a consumação

nos crimes materiais

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: A questão pergunta quais são os delitos em que o resutado é prescindível, ou seja, não é necessário. Nos crimes formais e de mera conduta, diferentemente do que ocorre nos crimes materiais, não há necessidade de qualquer resultado naturalístico para a consumação.

41. (Técnico Administrativo – MPU / 2005) No tocante à relação de causalidade,

prevista no art. 13 do Código Penal, pode-se afirmar que:

A) a superveniência de causa relativamente dependente exclui a imputação quando, por

si só, produziu o resultado.

B) a omissão é penalmente relevante quando o omitente não podia e não devia agir para

evitar o resultado.

C) a superveniência de causa relativamente independente não exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado.

D) o resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe

deu causa.

E) se considera causa somente a ação sem a qual o resultado teria ocorrido.

GABARITO: D

COMENTÁRIOS: Esta questão exige do concursando o conhecimento do assunto nexo de causalidade. Vamos fazer uma breve revisão:

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A relação de causalidade ou nexo causal ou nexo de causalidade é a forma segundo a qual se verifica o vínculo entre a conduta do agente e o resultado ilícito. Sobre o tema, estabelece o artigo 13 do Código Penal:

Art. 13 - O resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe deu causa. Considera-se causa a ação ou omissão sem a qual o resultado não teria ocorrido.

Paralelamente à causa, existe o que se denomina, doutrinariamente, concausa. As chamadas concausas nada mais são do que outras causas que concorrem juntamente no fato então praticado e dão força, de uma forma ou de outra, ao resultado.

As concausas subdividem-se em:

CAUSA DEPENDENTE É aquela que é dependente da conduta. Só acontece por causa da conduta e, assim, não exclui a relação de causalidade. Ocorre como uma verdadeira sucessão de acontecimentos previsíveis.

Exemplo: A morte em um homicídio advém da hemorragia interna que foi causada pelo impacto
Exemplo: A morte em um homicídio advém da hemorragia interna que foi causada pelo
impacto da bala que veio da explosão provocada pela arma feita pela conduta da pessoa
que pressionou o gatilho.
MORTE
HEMORRAGIA
IMPACTO
EXPLOSÃO
CONDUTA
DA BALA
DA ARMA
RESULTADO
CAUSA

CAUSA INDEPENDENTE É aquela que acontece por motivos diversos da conduta. Apresenta um resultado inesperado e não usual.

As causas independentes subdividem-se em absolutamente independentes e relativamente independentes, podendo estas serem preexistentes, concomitantes ou supervenientes.

“Mas professor

Quais os efeitos das concausas?”

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Podemos resumir da seguinte forma:

MPU PROFESSOR: PEDRO IVO Podemos resumir da seguinte forma: PREEXISTENTES ABSOLUTAMENTE INDEPENDENTES ROMPEM O NEXO

PREEXISTENTES

ABSOLUTAMENTE

INDEPENDENTES

seguinte forma: PREEXISTENTES ABSOLUTAMENTE INDEPENDENTES ROMPEM O NEXO CAUSAL E RESPONDE O AGENTE PELOS ATOS

ROMPEM O NEXO CAUSAL E RESPONDE O AGENTE PELOS ATOS PRATICADOS ATÉ ENTÃO

CONCOMITANTES

O AGENTE PELOS ATOS PRATICADOS ATÉ ENTÃO CONCOMITANTES SUPERVENIENTES CAUSAS DEPENDENTES PREEXISTENTES NÃO ROMPEM

SUPERVENIENTES

ATOS PRATICADOS ATÉ ENTÃO CONCOMITANTES SUPERVENIENTES CAUSAS DEPENDENTES PREEXISTENTES NÃO ROMPEM O NEXO CAUSAL

CAUSAS

PRATICADOS ATÉ ENTÃO CONCOMITANTES SUPERVENIENTES CAUSAS DEPENDENTES PREEXISTENTES NÃO ROMPEM O NEXO CAUSAL E

DEPENDENTES

ATÉ ENTÃO CONCOMITANTES SUPERVENIENTES CAUSAS DEPENDENTES PREEXISTENTES NÃO ROMPEM O NEXO CAUSAL E RESPONDE O AGENTE
ATÉ ENTÃO CONCOMITANTES SUPERVENIENTES CAUSAS DEPENDENTES PREEXISTENTES NÃO ROMPEM O NEXO CAUSAL E RESPONDE O AGENTE
ATÉ ENTÃO CONCOMITANTES SUPERVENIENTES CAUSAS DEPENDENTES PREEXISTENTES NÃO ROMPEM O NEXO CAUSAL E RESPONDE O AGENTE

PREEXISTENTES

NÃO ROMPEM O NEXO CAUSAL E RESPONDE O AGENTE PELO RESULTADOSUPERVENIENTES CAUSAS DEPENDENTES PREEXISTENTES RELATIVAMENTE INDEPENDENTES CONCOMITANTES NATURALÍSTICO

RELATIVAMENTE

INDEPENDENTES

O AGENTE PELO RESULTADO RELATIVAMENTE INDEPENDENTES CONCOMITANTES NATURALÍSTICO SUPERVENIENTES QUE NÃO

CONCOMITANTES

PELO RESULTADO RELATIVAMENTE INDEPENDENTES CONCOMITANTES NATURALÍSTICO SUPERVENIENTES QUE NÃO PRODUZIRAM POR SI

NATURALÍSTICOPELO RESULTADO RELATIVAMENTE INDEPENDENTES CONCOMITANTES SUPERVENIENTES QUE NÃO PRODUZIRAM POR SI SÓS O

SUPERVENIENTES QUE NÃO PRODUZIRAM POR SI SÓS O RESULTADO QUE PRODUZIRAM POR SI SÓS O
SUPERVENIENTES
QUE NÃO
PRODUZIRAM POR
SI SÓS O
RESULTADO
QUE PRODUZIRAM
POR SI SÓS O
RESULTADO
SÓS O RESULTADO QUE PRODUZIRAM POR SI SÓS O RESULTADO ROMPEM O NEXO CAUSAL Agora que

ROMPEM O

NEXO CAUSAL

PRODUZIRAM POR SI SÓS O RESULTADO ROMPEM O NEXO CAUSAL Agora que você já relembrou o

Agora que você já relembrou o tema, vamos analisar as alternativas:

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Alternativa “A” Incorreta Perceba que a banca substitui a palavra independente por dependente, tentando desta forma confundir o candidato quanto à redação do artigo 13.

Art. 13

[ ]

§ 1º - A superveniência de causa relativamente independente exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado; os fatos anteriores, entretanto, imputam-se a quem os praticou.

Alternativa”B” Incorreta Omissão relevante para o Direito Penal é o não cumprimento de um dever jurídico de agir em circunstâncias tais que o omitente tinha a possibilidade física ou material de realizar a atividade devida.

Conseqüentemente, a omissão passa a ter existência jurídica desde que preencha os seguintes pressupostos:

1 - Dever jurídico que impõe uma obrigação de agir ou uma obrigação de evitar um resultado proibido;

2 - Possibilidade física, ou material, de agir.

A OMISSÃO É PENALMENTE RELEVANTE QUANDO O OMITENTE PODIA E DEVIA AGIR PARA EVITAR O RESULTADO.

Alternativa “C” Incorreta Assim como a alternativa “A”, contraria o parágrafo 1º do artigo 13.

Alternativa “D” Correta Para que haja a imputação do resultado a um indivíduo, há necessidade da conduta voltada para o fato.

Alternativa “E” Incorreta Não é somente

a ação que é considerada causa. A

omissão também pode ser causa de um resultado. É o caso, por exemplo, do salva-vidas que se omite e deixa um banhista, antigo desafeto, afogar-se.

42. (Auditor-Fiscal / 2008) A relação de causalidade não é excluída por concausa superveniente absolutamente independente.

GABARITO: ERRADA

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COMENTÁRIOS: Contraria a característica primordial das causas supervenientes absolutamente independentes, ou seja, o fato de estas causas romperem o nexo causal.

43. (Auditor-Fiscal / 2008) A relação de causalidade não é normativa, mas fática, nos

crimes omissivos impróprios ou comissivos por omissão.

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: A relação de causalidade nos crimes omissivos impróprios é normativa (prevista em lei) e encontra-se no parágrafo 2º do artigo 13 do Código Penal.

Art. 13

[

]

§ 2º - A omissão é penalmente relevante quando o omitente devia e podia agir para evitar o resultado. O dever de agir incumbe a quem:

a) tenha por lei obrigação de cuidado, proteção ou vigilância;

b) de outra forma, assumiu a responsabilidade de impedir o resultado;

c) com seu comportamento anterior, criou o risco da ocorrência do resultado.

44. (Auditor-Fiscal / 2008) A relação de causalidade é imprescindível nos crimes de

mera conduta.

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: Se os crimes de mera conduta não possuem resultado, não há que se falar em nexo causal.

45. (Auditor-Fiscal / 2008) A relação de causalidade é excluída pela superveniência

de causa relativamente independente que, por si só, produz o resultado, não se imputando também ao agente os fatos anteriores, ainda que típicos.

GABARITO: ERRADA

COMENTÁRIOS: Nas causas supervenientes relativamente independentes que por si sós produzem o resultado, rompe-se o nexo causal e imputa-se ao agente os fatos anteriormente praticados.

46. (Auditor-Fiscal / 2008) A relação de causalidade é prescindível nos crimes formais.

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GABARITO: CERTA

COMENTÁRIOS: Como já vimos, os crimes formais consumam-se independentemente do resutado naturalístico. Desta forma, não há que se falar em obrigatoriedade de nexo causal.

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LISTA DAS QUESTÕES APRESENTADAS

1. (Consultor Legislativo – Senado Federal / 2008) No enunciado "não há crime sem

lei anterior que o defina, não há pena sem prévia cominação legal", estão contidos

tanto o princípio da legalidade quanto o princípio da anterioridade da lei penal.

2. (Polícia Civil-RJ / 2006) É compatível com o Estado de direito e o princípio da

legalidade:

3. (CGU – ANALISTA / 2006) A lei penal aplica-se retroativamente quando o crime

torna-se contravenção penal.

4. (SERPRO / 2001) Um paciente, vítima de um atropelamento, está internado em um

hospital de Buenos Aires, recebendo tratamento médico de emergência. Seu estado é grave. Deve, pois, tomar determinado medicamento de três em três horas, com o que deverá se curar. O controle de sua evolução clínica é feito por computador. Um brasileiro, radicado em São Paulo, invade o computador daquele hospital e altera aquela periodicidade para 6 horas. O paciente morre. Neste caso, podemos afirmar que o crime foi cometido tanto no Brasil quanto na Argentina.

5. (AFRF / 2002 ) Aplica-se a lei brasileira, com prejuízo de convenções, tratados e

regras de direito internacional, ao crime cometido no território nacional.

6. (AFRF / 2002 ) Para efeitos penais, não se consideram como extensão do território nacional as embarcações e aeronaves brasileiras.

7. (AFRF / 2002) Não se aplica a lei brasileira aos crimes praticados a bordo de

aeronaves ou embarcações estrangeiras de propriedade privada, achando- se

aquelas em pouso no território nacional ou em vôo no espaço aéreo correspondente, e estas em porto ou mar territorial do Brasil.

8. (AFRF / 2002 ) Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão,

ainda que outro seja o momento do resultado.

9. (AFRF / 2002 ) A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente, não se

aplica aos fatos anteriores à ela.

10. (MPU – Técnico Administrativo / 2004) Em se tratando de extraterritorialidade, pode-se afirmar que se sujeitam à lei brasileira, embora praticados no estrangeiro, os crimes contra o patrimônio ou a fé pública da União, do Distrito Federal, de Estado ou de Município.

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11. (Analista Judiciário / 2007) Sobre a aplicação da lei penal, considere:

I. A lei excepcional ou temporária não se aplica ao fato praticado durante sua vigência, se decorrido o período de sua duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram.

II. Considera-se praticado o crime no momento da ação ou omissão, ainda que

outro seja o momento do resultado.

III. A lei brasileira não se aplica aos crimes contra o patrimônio ou a fé pública da

União, do Distrito Federal, de Estado, de Território, de Município, de empresa pública, sociedade de economia mista, autarquia ou fundação instituída pelo Poder

Público, se praticados no estrangeiro.

IV. Considera-se praticado o crime no lugar em que ocorreu a ação ou omissão, no todo ou em parte, bem como onde se produziu ou deveria produzir-se o resultado.

V. Aplica-se a lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro, aos crimes contra a

administração pública praticados por qualquer pessoa.

Está correto o que se afirma APENAS em:

A)

I e III.

B)

I e V.

C)

II e III.

D)

II e IV.

E)

III, IV e V.

12.

(TCM - RJ / 2008) A organização não-governamental holandesa Expanding

minds, dirigida pelo psicólogo holandês Johan Cruiff, possui um barco de bandeira holandesa que navega ao redor do mundo recebendo pessoas que desejam consumir substâncias entorpecentes que alteram a percepção da realidade. O prefeito de um município decide embarcar para fazer uso recreativo da substância Cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha. Na ocasião em que ele fez uso dessa substância, o barco estava em alto-mar, além do limite territorial brasileiro ou de qualquer outro país. Sabendo que a lei brasileira pune criminalmente o consumo de substância entorpecente e que a maconha é considerada pela legislação brasileira uma substância entorpecente, ao passo que a Holanda admite esse consumo para fins recreativos, podemos afirmar que o prefeito responderá pelo crime de consumo de substância entorpecente.

13. (MPDF-CF / 2003) A lei posterior, que de qualquer modo favorecer o agente,

aplica-se a fatos anteriores ainda não decididos por sentença.

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14. (MPDF-CF / 2003) Ninguém pode ser punido por fato que a lei posterior deixa de

considerar crime, cessando em virtude dela a execução, preservando-se, no entanto, os efeitos penais da sentença condenatória.

15. (MPDF-CF / 2003) A lei excepcional ou temporária, decorrido o período de sua

duração ou cessadas as circunstâncias que a determinaram, perde a sua eficácia,

mesmo com relação aos fatos praticados durante a sua vigência.

16. (MPDF-CF / 2003) Considera-se praticado o crime no momento da ação ou

omissão, ainda que outro seja o momento do resultado.

17. (MPDF-CF / 2003) Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no

estrangeiro, os crimes contra a vida ou a liberdade de governador de Estado

brasileiro.

18. (PGFN / 2007) À luz da aplicação da lei penal no tempo, dos princípios da

anterioridade, da irretroatividade, retroatividade e ultratividade da lei penal, julgue as afirmações abaixo relativas ao fato de Mévio ter sido processado pelo delito de adultério em dezembro de 2004, sendo que a Lei n. 11.106, de 28 de março de 2005, aboliu o crime de adultério:

I. Caso Mévio já tenha sido condenado antes de março de 2005, permanecerá sujeito à pena prevista na sentença condenatória.

II. A lei penal pode retroagir em algumas hipóteses.

III. Caso Mévio não tenha sido condenado no primeiro grau de jurisdição, poderá

ocorrer a extinção de punibilidade desde que a mesma seja provocada pelo réu.

IV.

Na hipótese, ocorre o fenômeno da abolitio criminis.

A)

Todas estão corretas.

B)

Somente I está incorreta.

C)

I e IV estão corretas.

D)

I e III estão corretas.

E)

II e IV estão corretas.

19.

(PROCURADOR - PA / 2009 - Adaptada) A lei penal em branco inversa ou ao

avesso é aquela em que o preceito primário é completo, mas o secundário reclama complementação, que deve ser realizado obrigatoriamente por uma lei, sob pena de violação ao princípio da reserva legal.

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20. (PROCURADOR - PA / 2009 - Adaptada) Pode ser aplicada, no Direito Penal, a

analogia in malam partem, que é aquela pela qual se aplica ao caso omisso uma lei mais favorável ao réu.

21. (PROCURADOR - PA / 2009 - Adaptada) No crime permanente em que a conduta

tenha se iniciado durante a vigência de uma, e prossiga durante o império de outra

mais severa, aplica-se a lei anterior mais benéfica.

22. (MPE – RS / 2008) Tício praticou um delito, foi processado e condenado. Um dia

após o trânsito em julgado da sentença condenatória, uma lei nova, mantendo a mesma descrição do fato delituoso, modificou a pena cominada para esse delito. Nesse caso, aplica-se a lei nova, se for mais benéfica ao autor do delito.

23. (MPU / 2007 – Adaptada) Luiz foi condenado à pena de 1 (um) ano de reclusão

em outro país por crime cometido no Brasil. Após ter cumprido integralmente a pena, retornou ao território nacional e foi preso para cumprir pena de 2 (dois) anos de reclusão que lhe fora imposta, pelo mesmo fato, pela Justiça Criminal brasileira. Nesse caso, a pena cumprida no estrangeiro não será descontada da pena imposta no Brasil, por se tratarem de condenações impostas em diferentes países.

24. (MPU / 2007) No que tange à aplicação da lei penal, considere:

I. crime cometido no estrangeiro contra a administração pública, por quem está a seu serviço;

II. crime de genocídio, quando o agente for brasileiro ou domiciliado no Brasil;

III. crime cometido no estrangeiro por brasileiro, que não é punível no país em que foi praticado.

Dentre os crimes acima, ficam sujeitos à lei brasileira os indicados APENAS em:

A) I.

B) II.

C) I e II.

D) I e III.

E) II e III.

25 (Advogado – CEF / 2010) No que diz respeito à lei penal no tempo e no espaço, é correto afirmar que a vigência de norma penal posterior atenderá ao princípio da imediatidade, não incidindo, em nenhum caso, sobre fatos praticados na forma da

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lei penal anterior. No tocante à lei penal no espaço, o Código Penal (CP) adota o princípio da territorialidade como regra geral.

26. (Promotor de Justiça Substituto – MPE-SE / 2010) De acordo com a lei penal

brasileira, o território nacional estende-se a embarcações e aeronaves brasileiras de natureza pública ou a serviço do governo brasileiro, onde quer que se

encontrem.

27. (Analista de Trânsito – DETRAN-DF / 2009) A lei penal admite interpretação

analógica, recurso que permite a ampliação do conteúdo da lei penal, através da indicação de fórmula genérica pelo legislador.

28. (Analista de Trânsito – DETRAN-DF / 2009) O princípio da legalidade veda o uso

da analogia in malam partem, e a criação de crimes e penas pelos costumes.

29. (Analista Judiciário – TJ-DF / 2008) Considere a seguinte situação hipotética.

Entrou em vigor, no dia 1.º/1/2008, lei temporária que vigoraria até o dia 1.º/2/2008, na qual se preceituou que o aborto, em qualquer de suas modalidades, nesse período, não seria crime.

Nessa situação, se Kátia praticou aborto voluntário no dia 20/1/2008, mas somente veio a ser denunciada no dia 3/2/2008, não se aplica a lei temporária, mas sim a lei em vigor ao tempo da denúncia.

30. (Delegado – Polícia Civil – TO / 2008) Considere que um indivíduo seja preso

pela prática de determinado crime e, já na fase da execução penal, uma nova lei torne mais branda a pena para aquele delito. Nessa situação, o indivíduo cumprirá a pena imposta na legislação anterior, em face do princípio da irretroatividade da lei penal.

31. (Auditor – TCE – PR / 2003) O agente “B” seqüestra pessoa com o fim de obter

para si vantagem em dinheiro, consistente no pagamento de resgate. “B” é condenado por extorsão mediante seqüestro (art. 159 do Código Penal). Pode-se dizer que, neste caso, trata-se de crime permanente.

32. (Auditor – MT / 2004) Diz-se que o crime é formal, quando depende do resultado

para se consumar.

33. (Auditor – MT / 2004) Diz-se que o crime é material, quando o resultado, se

ocorrer, é mero exaurimento.

34. (Auditor – MT / 2004) Diz-se que o crime é de mera conduta, aquele que pode ou

não ter resultado.

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35. (Auditor – MT / 2004) Diz-se que o crime é omissivo próprio, aquele que depende

de resultado para se consumar.

36. (Auditor – MT / 2004) Diz-se que o crime é comissivo por omissão, aquele que

não dispensa o resultado para se consumar.

37. (AFT / 2003) "Abandonar pessoa que está sob seu cuidado, guarda, vigilância ou

autoridade e, por qualquer motivo, incapaz de defender-se dos riscos resultantes do abandono" (CP. art. 133), quanto ao sujeito ativo, é crime próprio

38. (TCE – RN / 2008) "Deixar, o ex-administrador de instituição financeira, de

apresentar, ao interventor, liqüidante, ou síndico, nos prazos e condições estabelecidas em lei as informações, declarações ou documentos de sua responsabilidade" (Lei no 7.492, de 16 de junho de 1986, art. 12).Esse tipo legal de crime configura crime próprio

39. (MPE – SE / 2009) Denomina-se crime complexo se enquadra num único tipo

legal.

40. (Procurador do BACEN / 2006) O resultado é prescindível para a consumação

nos crimes materiais

41. (Técnico Administrativo – MPU / 2005) No tocante à relação de causalidade,

prevista no art. 13 do Código Penal, pode-se afirmar que:

A) a superveniência de causa relativamente dependente exclui a imputação quando, por

si só, produziu o resultado.

B) a omissão é penalmente relevante quando o omitente não podia e não devia agir para

evitar o resultado.

C) a superveniência de causa relativamente independente não exclui a imputação quando, por si só, produziu o resultado.

D) o resultado, de que depende a existência do crime, somente é imputável a quem lhe

deu causa.

E) se considera causa somente a ação sem a qual o resultado teria ocorrido.

42. (Auditor-Fiscal / 2008) A relação de causalidade não é excluída por concausa

superveniente absolutamente independente.

43. (Auditor-Fiscal / 2008) A relação de causalidade não é normativa, mas fática, nos

crimes omissivos impróprios ou comissivos por omissão.

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44. (Auditor-Fiscal / 2008) A relação de causalidade é imprescindível nos crimes de

mera conduta.

45. (Auditor-Fiscal / 2008) A relação de causalidade é excluída pela superveniência

de causa relativamente independente que, por si só, produz o resultado, não se imputando também ao agente os fatos anteriores, ainda que típicos.

46. (Auditor-Fiscal / 2008) A relação de causalidade é prescindível nos crimes formais.

 

GABARITO

1-C

2-E

3-C

4-C

5-E

6-E

7-E

8-C

9-E

10-C

11-D

12-E

13-E

14-E

15-E

16-C

17-E

18-E

19-C

20-E

21-E

22-C

23-E

24-C

25-E

26-C

27-C

28-C

29-E

30-E

31-C

32-E

33-E

34-E

35-E

36-C

37-C

38-C

39-E

40-E

41-D

42-E

43-E 44-E 45-E 46-C ***** ***** *****
43-E
44-E
45-E
46-C
*****
*****
*****