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I SIMULADO 2ª FASE DE DIREITO CONSTITUCIONAL Prof. Cristiano Lopes Monitoria: Maíra Kerstenetzky PEÇA

I SIMULADO 2ª FASE DE DIREITO CONSTITUCIONAL

Prof. Cristiano Lopes

Monitoria: Maíra Kerstenetzky

PEÇA PRÁTICO-PROFISSIONAL

O Shopping Center Norte, maior centro comercial do Município Y, no mês de setembro de 2012, decidiu automatizar o seu serviço de controle no estacionamento, com a implantação da cancela eletrônica. Assim, ao invés de funcionários para recepcionar e receber o pagamento pelos serviços, estes foram substituídos por cancelas que são abertas automaticamente após a leitura ótica do código de barras do ticket que deve ser pago nos balcões internos, instalados nas entradas do centro comercial. Questionado sobre a substituição de mão-de- obra humana pelas máquinas, Cássio Torres, diretor executivo-financeiro do referido shopping center, afirmou que: “Não se trata de nenhuma alteração criminosa, apenas uma ação administrativa que visa reduzir custos. Além disso, essa inovação proporcionará mais conforto e confiabilidade ao cliente”. Com a implementação das cancelas automáticas para acesso de veículos ao estacionamento do Shopping Center Norte, uma grande parcela trabalhadores foi demitida e substituída pelas máquinas. Inconformado com a sua demissão, Adolfo Pontes que trabalhava lá há mais de 15 anos, na função de operador de estacionamento, na qual registrava os carros no sistema e entregava os tickets para os clientes, resolveu tomar providências contra o que ocorreu e, para tanto, procurou o sindicato respectivo que, em resposta, falou que nada poderia fazer visto que ele já havia recebido todas as verbas rescisórias devidas e, ademais, que não havia qualquer norma que regulamentasse a substituição de homens por máquinas no ambiente de trabalho. Ainda, não satisfeito, procurou auxílio de profissional da advocacia para que tomasse a medida mais adequada com o intuito de ser readmitido Shopping Center Norte, ainda que em outra função.

Em face dessa situação hipotética, na condição de advogado (a) constituído (a) por Adolfo Pontes, redija a peça processual cabível para proteger o direito do trabalhador face à automação, atentando-se para os seguintes pontos: a) competência do órgão julgador; b) legitimidade ativa e passiva; c) argumentos de mérito constitucionais e legais; d) os requisitos formais da peça profissional.

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QUESTÃO 01 (FGV – VII Exame de Ordem) Em determinado Estado da federação, vieram a

QUESTÃO 01

(FGV VII Exame de Ordem) Em determinado Estado da federação, vieram a público denúncias de irregularidades praticadas em obra pública, com graves indícios de desvio de dinheiro do Erário. Tício, deputado estadual, pretende instalar Comissão Parlamentar de Inquérito para apuração das denúncias, com base em previsão constante da Constituição estadual. Considerando a situação acima descrita, responda aos questionamentos a seguir, empregando os argumentos jurídicos apropriados e apresentando a fundamentação legal pertinente ao caso.

A) É possível que a Constituição Estadual preveja a criação da Comissão Parlamentar de Inquérito no plano estadual?

B) É possível o ajuizamento de ação em que se questione a constitucionalidade de norma de Constituição Estadual perante a Constituição da República, de modo a invalidar aquela? O Governador do Estado tem legitimidade para fazêlo?

QUESTÃO 02

(FGV VIII Exame de Ordem) Uma agência reguladora federal editou, recentemente, uma portaria proibindo aos médicos prescrever a utilização de medicamentos que não tenham similar nacional. A Associação Brasileira de Profissionais da Saúde, entidade de âmbito nacional constituída há mais de dois anos, propôs uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) contra aquela medida. A respeito da situação acima, responda aos itens a seguir, utilizando os argumentos jurídicos apropriados e a fundamentação legal pertinente ao caso.

A) É possível a propositura da ADPF contra a portaria emitida pela agência reguladora federal?

B) A Associação tem legitimidade para a propositura daquela ADPF? Responda justificadamente.

C) Pode um Estado instituir uma ADPF no plano estadual? Nesse caso, qual o instrumento jurídico apto à criação do instituto? Responda justificadamente.

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QUESTÃO 03 (FGV - IX Exame de Ordem) A Lei Orgânica do Município “Y”, que

QUESTÃO 03

(FGV - IX Exame de Ordem) A Lei Orgânica do Município “Y”, que integra o Estado “X”, ao dispor sobre ingresso na administração pública municipal, e em observância aos princípios da eficiência e da moralidade, estabeleceu que os cargos, empregos e funções públicas seriam acessíveis aos brasileiros naturais do Estado “X”, que tivessem residência no Município “Y”, e que seriam investidos nos cargos mediante aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão. Contra esse dispositivo da Lei Orgânica foi ajuizada, junto ao Tribunal de Justiça, uma Ação Direta de inconstitucionalidade, nos termos do Art. 125, § 2º da CRFB, alegando violação a dispositivo da Constituição estadual que, basicamente, reproduz o Art. 37 da CRFB. O Tribunal de Justiça conheceu da ação, mas julgou improcedente o pedido, entendendo que, respeitados os limites constitucionais, o Município pode criar regras próprias, no exercício da sua capacidade de auto-organização. A partir do caso apresentado, responda justificadamente aos itens a seguir.

A) O Município tem autonomia para criar a regra citada no enunciado, conforme entendeu o Tribunal de Justiça? B) A ADI estadual pode ter por objeto dispositivo de Lei Orgânica? C) Dessa decisão do Tribunal de Justiça, cabe Recurso Extraordinário ao STF?

QUESTÃO 04

A Associação Brasileira de Bacharéis em Turismo (ABBTUR), entidade de classe de âmbito nacional, ajuizou ação direta de inconstitucionalidade, no Supremo Tribunal Federal, para pedir a suspensão temporária da eficácia lei do Estado de São Paulo que proíbe o consumo de cigarros em ambientes de uso coletivo. A referida lei especifica no seu artigo 2º, §2º, a expressão “recintos de uso coletivo”, sem admitir áreas especiais para fumantes. De acordo com entidade, a expressão compreende, dentre outros, os ambientes de trabalho, de estudo, de cultura, de culto religioso, de lazer, de esporte ou de entretenimento, áreas comuns de condomínios, entre outros. No mérito, pede-se a declaração de inconstitucionalidade da lei, com base na Lei Federal nº 9.294/1996, que, autoriza uso de cigarros “em área destinada exclusivamente a esse fim, devidamente isolada e com arejamento conveniente”. Além disso, diz-se que a

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mencionada lei é regulamentada pelo Decreto nº 2.018/96, que especifica a característica das áreas isoladas

mencionada lei é regulamentada pelo Decreto nº 2.018/96, que especifica a característica das áreas isoladas para fumantes. Já a lei paulista, ao não prevê tais áreas. Com base nessa situação hipotética, responda:

A) A Associação Brasileira de Bacharéis em Turismo (ABBTUR) legitimidade para ingressar com ação direta de inconstitucionalidade?

tem

B) Foi

correta

a

propositura

de

ação

direta

de

inconstitucionalidade?

Justifique

e

fundamente.

Caso

contrário,

qual

seria

a

medida

mais

adequada?

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