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Ermeneutica della Distanza

Introduzione

Questa tesi verte sul concetto di Distanza. E più in


p a r t i c o l a re sul concetto di Distanza psichica
n e l l ' e s p e r i e n z a a r t i s t i c a . Pre n d e rò l e m o s s e d a u n o
studio di E d w a rd Bullough ("La distanza psichica
come f a t t o re artistico e principio estetico", un
articolo del British Journal of Psychology del 1912),
i l q u a l e s t a s u s c i t a n d o u n i n t e re s s e c re s c e n t e n e g l i
ultimi anni: un indice a p p ro s s i m a t i v o e un
a rg o m e n t o a f a v o re d e l l a rinnovata popolarità di
q u e s t o p ro f e s s o re d i O x f o rd p u ò e s s e re i l n u m e ro d i
a r t i c o l i c h e c o m p a i o n o s e m p re p i ù n u m e ro s i c o m e
r i s u l t a t o d i u n a s e m p l i c e r i c erc a v i a i n t e rn e t .
L a r a g i o n e d i q u e s t o i n t e re s s e è c o m p o s i t a . D a u n
l a t o , i n g e n er a l e , l ' a r t e a c c a d e m i c a è c o n t i n u a m e n t e
i n c e rc a d i s t a t u t i e d e f i n i z i o n i p e r s e s t e s s a , e
anche quando l'artista in pratica rifiuta gabbie
concettuali, teorie e sofismi, la sua opera risulta
s t i m o l a t a d a l d i b a t t i t o , s i c c o m e e g l i n o n p u ò f a re a
m e n o d i t e n e r p re s e n t e l ' o p i n i o n e d e l p u b b l i c o e d e l
c r i t i c o. I n o l t re , e in modo più specifico,
l ' i n a rre s t a b i l e evoluzione dei media dell'arte
r i c h i e d e c o n u rg e n z a u n a r i f l e s s i o n e m a t u r a s u l l e
possibilità e le condizioni d'uso e consumo artistico:
s u o n a s c o n t a t o - a n c h e a l l ' o re c c h i o p i ù p i g ro - i l
riferimento al criticismo ka n t i a n o. M e t t ere m o
d u n q u e d i f ro n t e a l t r i b u n a l e d e l l a r a g i o n e l ' a r t e d e l
n o s t ro t e m p o , re c u p e r a n d o l ' a n t i c o a t t e g g i a m e n t o
ka n t i a n o ( Bu l l o u g h il " m o d e rn o " si riconosce
c o n v i n t o s o s t e n i t o re d e l n e o ka n t i s m o ) p u n t e l l a n d o l a
nostra inchiesta sulla distanza con alcune ineludibili
d o m a n d e : i n c h e s e n s o p o s s i a m o a n c o r a p a r l a re d i
arte del nostro tempo? Pi ù esplicitamente può
e s s e re t r a d o t t o c o n Q u a l e s e n s o d a re - s e n e e s i s t e
uno - a questa r i c erc a ; può darsi un principio
e s t e t i c o v a l i d o p e r t u t t e l e a r t i ? E p i ù i n g e n e r a l e,
r a c c o g l i e n d o l a re t i c e n z a d e l l ' a r t i s t a n e i c o n f ro n t i d i
questi discorsi d'accademia, è p ro p r i o necessario
che l'arte si dia dei principi?

Nel f o rm u l a re queste domande, è facile n o t a re


l ' i ro n i a c h e s e r p e g g i a t r a l e r i g h e : c o m e f a rn e a
m e n o , d e l re s t o , d o p o l ' u l t i m o g r a n d e t e n t a t i v o d i
risoluzione totale della conoscenza p ro p r i o della
filosofia hegeliana? Nonostante lo spazio (mentale e
materiale) concesso da una dissertazione
accademica c o s t r i n g a a c o m p i e re s c e l t e i n q u e s t o
senso, che assomigliano alla "filosofectomia"
praticata dall'analisi di Ro r t y ( t u t t a la filosofia
m o d e rn a p u ò e s s e re r i c o n d o t t a a i d u e g r a n d i f i l o n i
d e l c r i t i c i s m o ka n t i a n o e d e l l ' i d e a l i s m o h e g e l i a n o ) , è
difficile c o n t e n ere la deriva della riflessione,
s p e c i a l m e n t e q u a n d o g l i a m b i t i d i r i c e rc a s o n o q u e l l i
d e l l ' E s t e t i c a e d e l l ' E rm e n e u t i c a , l e t e o r i e d e l l ' a r t e e
della fruizione artistica, i modi di i n t e n d ere la
c re a t i v i t à o g g i , n e l l ' e t à c h e i l f i l o s o f o r u s s o N i ko l a j
A l e k s a n d ro v i č B e rd j a e v a v re b b e c o n s i d er a t o "dei
c re a t i v i " . L a t e n t a z i o n e d i s c o n f i n a re i n u n d i s c o r s o
m o r a l e ( è p ro p r i o i l c a s o d i q u e s t ' u l t i m a c i t a z i o n e :
l'età della c re a t i v i t à e della libertà individuale
d o v re b b e s u c c e d e re a q u e l l a d e l l a m e c c a n i z z a z i o n e
e dell'alienazione del collettivismo i n d u s t r i a l e) o
politico (basti p e n s a re al caso della Scuola di
Fr a n c o f o r t e , m a a n c h e l a d e m o c r a t i c i z z a z i o n e d e l
gusto estetico del pragmatismo in Dewey) è
inevitabile.
Nel " b ro d o p r i m o rd i a l e " in cui è avvenuta la
nascita di questa tesi, infatti, diverse c o rre n t i
trascinavano il punto della discussione, il suo
b a r i c e n t ro : l'estetica di F l o re n s k j i era una delle
m a s s e c h e m a g g i o rm e n t e i n f l u e n z a v a l a g r a v i t à d i
q u e s t o p i a n e t a , e l ' i n c re d i b i l e p o l i e d r i c i t à d i q u e s t o
p e n s a t o re c o s t i t u i v a u n p a s s a g g i o v er s o l a g a l a s s i a
della mistica. Ma questa costituisce un campo
d'indagine i n c re d i b i l m e n t e vasto, s p ro p o r z i o n a t o
rispetto alle dimensioni di una dissertazione
accademica: solleva questioni fondamentali come
quella del linguaggio, e per sua natura mal sopporta
le limitazioni che una tesi di Erm e n e u t i c a , o di
E s t e t i c a , o d i A n t ro p o l o g i a C u l t u r a l e , o d i q u a l s i a s i
a l t r a d i s c i p l i n a , p re s e n t a n e c e s s a r i a m e n t e .
È s t a t o d u n q u e n e c e s s a r i o c i rc o s c r i v e re l ' i n d a g i n e
al ruolo della Distanza nell'Arte, sia esso un
c o n c e t t o , u n p r i n c i p i o re g o l a t o re o u n a re l a z i o n e ,
r i p ro p o n e n d o l e i d e e d i B u l l o u g h e v e r i f i c a n d o n e l a
v a l i d i t à n e l l ' a t t u a l e p a n o r a m a a r t i s t i c o.
L a p a ro l a n o n d e t t a , i n e s p re s s a d i q u e s t a t e s i ( e
possibilmente di ogni tesi in E rm e n e u t i c a ,
sicuramente in Estetica) può e s s e re p re s a alla
lettera da questa felice sintesi di Massimo Donà:

"Quando l'arte non viene risolta in mera sequenza


di belle immagini o contenuti gradevolmente
p ro p o s t i , e sa farsi invece condizione
i n d i s p e n s a b i l e p e r u n a l u c i d a r i f l e s s i o n e s u l ' f a re
degli umani' e sugli enigmi da esso custoditi, solo
allora Arte e Fi l o s o f i a corrispondono al p ro p r i o
s e g re t o d e s t i n o " [ 1 ] .

"La distanza psichica come fattore


artistico e principio estetico": Sinossi

" [ . . . ] i n u n ' o p er a c h e d o v re b b e e s s e re u n ' o p e r a


d e l l ' a r t e b e l l a , s i p u ò s p e s s o p e rc e p i re g e n i o s e n z a
g u s t o e , i n u n ' a l t r a , g u s t o s e n z a g en i o " . Q u e s t o i l
punto di partenza della riflessione di Bullough
s u l l ' e s t e t i c a : u n ' o p e r a d ' a r t e r i u s c i t a a l t ro n o n è c h e
il giusto rapporto ed equilibrio tra qualcosa che
piaccia in modo incondizionato e l ' i n t ere s s e
suscitato d a l l ' o p er a di un genio t a l e n t u o s o.
L ' i m p o r t a n z a d el l a r i f l e s s i o n e s u l l a D i s t a n z a , o g g e t t o
d i q u e s t o a r t i c o l o , r i s i e d e n e l t e n t a t i v o d el l ' a u t o re d i
i n d i v i d u a re q u a l c o s a - c i o è u n a rel a z i o n e - c h e t e n g a
i n s i e m e l ' e s p e r i e n z a d e l b e l l o ( e d e l l ' a r t e i n g e n ere )
e quella del sublime (cioè di un eccesso, di un
s u p e r a m e n t o d e l l i m i t e ) : l ' o p er a d ' a r t e i n s é s u s c i t a
un'esperienza che trascende il soggetto e l'oggetto
c o n - t e m p o r a n e a m e n t e , i n m o d o c h e s i a l ' a u t o re c h e
i l f r u i t o re s i a n o p re s e n t i e c o n d i v i d a n o l ' u n i c i t à d e l
momento (o e v en t o come si dirà in seguito).
B u l l o u g h s i i n s e r i s c e n el l a r i f l e s s i o n e ka n t i a n a , e
c e rc a a rr i c c h i re i l d i b a t t i t o s u l s u b l i m e d e l l ' e p o c a
ro m a n t i c a . L ' u n i c o o s t a c o l o t r a i l s u o p u n t o d i v i s t a
e u n a v er a e s p er i e n z a m e t a f i s i c a c o n s i s t e d ' a l t r a
p a r t e n e l r i n t r a c c i a re n e l l ' a n s i a l a t o n a l i t à a f f e t t i v a
f o n d a m e n t a l e p er q u e s t o g en e re d i re l a z i o n e . Pe r
q u e s t o l ' e s e m p i o l e t t e r a r i o p re f e r i t o è q u e l l o d e l
n a u fr a g i o c o n s p e t t a t o re, o l ' O t e l l o s h a ke s p e a r i a n o ,
o p ere i n c u i l ' a r t i s t a h a t e n t a t o d i c re a re p ro p r i o
q u e l l o s t a t o d i a n s i a n e i c o n f ro n t i d i u n a c a t a s t ro f e
naturale, o psicologica.
Te n t e re m o d i s u p e r a re q u e s t o l i m i t e , a l l a rg a n d o i l
c a m p o d ' a p p l i c a z i o n e d el p r i n c i p i o e s t e t i c o a l d i l à
della mera contemplazione.
Bullough distingue t re specie di distanza: una
distanza fisica, spaziale, una distanza temporale -
distanze pure, "estetica t r a s c e n d en t a l e " in senso
ka n t i a n o - e u n a d i s t a n z a p s i c h i c a . Q u i s t a i l p o n t e
t r a l ' e s p e r i e n z a f i s i o l o g i c a e q u e l l a d i u n a l i b er t à
giocosa delle facoltà con le quali tentiamo di
t r a s c en d e re , s u p e r a re i m a rg i n i e t o c c a re l ' a l t e r i t à ,
dell'opera d'arte e dell'artista.

U n ' o p er a d ' a r t e è t a l e s e i n m a s s i m o g r a d o l a
distanza si nullifica senza la dissoluzione del suo
effetto: finché dura questa re l a z i o n e , allora il
f r u i t o re e l'artista possono e s s e re l'opera d'arte
s t e s s a . B u l l o u g h s o s t i e n e c h e l e c o n d i z i o n i p e rc h é s i
v e r i f i c h i a r t e s i a n o g l i a g g i u s t a m e n t i d i t i ro c h e u n
individuo, opportunamente immesso nella cultura
d ' a d o z i o n e, e f o rn i t o degli strumenti adeguati,
r i e s c e a p ro d u rre . N o n o s t a n t e c i ò - u n p a r a d i g m a
c o n d i v i s i b i l e d e l f a re a r t e - i l s u o p u n t o d i v i s t a
rimane parziale, schematico: non è sufficiente per
f o rn i re un'adeguata definizione della Distanza
E rm e n e u t i c a , c h e i n t e n d i a m o a m p i a e n o n r i d u c i b i l e
al semplice stato d ' a n i m o. Non la paura, o
l'angoscia, sono le stimmungen del f a re
e rm e n e u t i c o , q u e i m o m e n t i p u r i i n c u i r i u s c i a m o a
d i s c ern e re il p re s e n t e , ma anche felicità e
ammirazione, s t u p o re e meraviglia di fro n t e al
c re a t o : f o n t i d e l l ' e s p e r i e n z a , n o n d i s t o l g o n o l ' o c c h i o
m e t a f i s i c o , m a l o c o n c e n t r a n o. E u n ' o p er a d ' a r t e
degna di questo nome c o m p re n d e tutte queste
s f u m a t u re.

I PA RT E : d e f i n i z i o n e d e l l a D i s t a n z a P s i c h i c a

I. Il concetto di Distanza - connesso a quello di


A r t e - s t i m o l a u n c e r t o c o n c a t e n a m e n t o d i p en s i e r i
n o n p r i v o d i i n t ere s s e o d i i m p o r t a n z a s p e c u l a t i v a .
Pro b a b i l m e n t e l ' a s p e t t o più ovvio è costituito da
q u e l l o d el l a d i s t a n z a s p a z i a l e , c i o è l a d i s t a n z a t r a
u n ' o p e r a d ' a r t e e i l f r u i t o re, o p p u re q u e l l o d i u n a
d i s t a n z a r a p p re s e n t a t a a l l ' i n t ern o d e l l ' o p e r a s t e s s a .
Meno immediato, e più metaforico, è il riferimento
ad una distanza temporale. Il primo aspetto fu colto
già da Aristotele nella Poetica; il secondo ha svolto
u n r u o l o p r i m a r i o n e l l a s t o r i a d el l a p i t t u r a ( s i p e n s i
a l l ' e v o l u z i o n e d e l l a p ro s p e t t i v a ) ; l a d i s t i n z i o n e t r a
q u e s t i d u e t i p i d i d i s t a n z a a s s u m e u n a p a r t i c o l a re
r i l e v a n z a t e o re t i c a n e l l a d i f f e re n z a t r a s c u l t u r a e
b a s s o r i l i e v o. A l l a d i s t a n z a t e m p o r a l e , i n v e c e , c i o è
alla lontananza tra noi e un momento nel tempo
passato (distanza storica), nonostante sia stata
spesso motivo di fraintendimenti, è stato
r i c o n o s c i u t o u n p es o c o n s i d e re v o l e ( s p e c i a l m e n t e i n
E rm e n e u t i c a , N d S ) .

I I . Tu t t a v i a , n o n è i n n e s s u n o d i q u e s t i s i g n i f i c a t i
c h e B u l l o u g h q u i i n t e n d e p re s e n t a re l a D i s t a n z a ,
a n c h e s e n e l c o r s o d el l a t r a t t a z i o n e t a l i s i g n i f i c a t i
s a r a n n o p i u t t o s t o f o rm e p a r t i c o l a r i d e l c o n c e t t o d i
D i s t a n z a a d o t t a t o , e d a q u e s t i s i g n i f i c a t i p ro c e d o n o
qualità estetiche affini alla connotazione generale di
distanza. Questa connotazione generale è la
D i s t a n z a Ps i c h i c a .
I I I . U n b re v e e s e m p i o i l l u s t re r à c o s a s i i n t e n d e p er
D i s t a n z a Ps i c h i c a . I m m a g i n i a m o d i e s s ere i n m a re, e
c h e c i s i a n e b b i a t u t t o i n t o rn o ; p e r l a m a g g i o r p a r t e
di noi questa esperienza p ro c u re re b b e un forte
d i s a g i o. A p a r t e d i s a g i p re t t a m e n t e f i s i c i , o f o rm e
t r a s c u r a b i l i d i f a s t i d i o c o m e i l r i t a rd o n e l v i a g g i o ,
un'esperienza simile p ro d u rre b b e s en t i m e n t i di
a n s i a , p a u r a d i p e r i c o l i i n v i s i b i l i , e c i s fo r z e re m m o d i
c o g l i ere c o n l o s g u a rd o o c o n l ' u d i t o s e g n a l i l o n t a n i
e non individuabili. Gli incessanti movimenti
d e l l ' i m b a rc a z i o n e e i segnali d ' a l l a rm e
i n c a l z e re b b ero p re s t o i nervi dei passeggeri;
quest'ansia impaziente e silenziosa, e questo
n e r v o s i s m o s o n o d a s e m p re a s s o c i a t i a l l ' e s p e r i e n z a
d e l l a n e b b i a i n m a re , a n c o r p i ù t err i f i c a n t e p erc h é
quieta e silenziosa, t e rr i b i l e nemico tanto del
marinaio esperto quanto dell'ignorante uomo dei
campi.

I V. C i o n o n o s t a n t e, l a n e b b i a i n m a re p u ò e s s e re
fonte di intenso p i a c e re e g o d i m e n t o. Astraendo
momentaneamente dall'esperienza della n eb b i a , i
s u o i p er i c o l i e i l d i s a g i o c h e a rre c a , p e n s i a m o a
quanto possa e s s e re entusiasmante la scalata di
u n ' a l t u r a , n o n o s t a n t e l a f a t i c a f i s i c a e i l p er i c o l o
( a n c h e s e q u e s t i p o s s o n o c o n c o rre re a d a l i m e n t a re
lo stesso p i a c e re in alcuni di noi); s o f f e rm i a m o
l'attenzione alle caratteristiche "oggettive" che
costituiscono il fenomeno - il velo di opacità lattea
d a c u i s i a m o c i rc o n d a t i , c h e s f u m a i c o n t o rn i d e l l e
c o s e e n e d i s t o rc e l a f o rm a i n g ro t t e s c h e f i g u re ;
o s s e r v i a m o l a t r a s c i n a n t e fo r z a d e l l ' a r i a , c h e p u ò
d a re l ' i m p re s s i o n e di poter t o c c a re una s i re n a
lontana se solo tendiamo la mano attraverso quel
m u ro bianco di nebbia; e l'acqua del m a re ,
stranamente d en s a , dissimula con ipocrisia come
fosse una chimera danzante; e, più di ogni altra
cosa, la strana solitudine e lontananza dal mondo,
c o m e s o l o s u l l e c i m e p i ù a l t e p o s s i a m o p ro v a re ; i n
q u e s t o i n s o l i t o m i s c u g l i o d i t e rro re e t r a n q u i l l i t à ,
l'esperienza può a s s u m e re così un s a p o re così
p i a c e v o l e e p ro f o n d o d a c o n t r a s t a re a s p r a m e n t e c o n
la cecità dei pericoli che essa cela. Questo
contrasto, che spesso e m erg e con scioccante
immediatezza, è come un momentaneo slittamento
s u u n a s p e c i e d i c o rre n t e n u o v a , o i l p a s s a g g i o d i u n
raggio di luce più intensa, che illumina la vista degli
o g g e t t i p i ù c o m u n i e f a m i l i a r i - u n ' i m p re s s i o n e d i c u i
f a c c i a m o e s p e r i e n z a i n m o m e n t i e s t re m i , q u a n d o i l
n o s t ro i n t ere s s e pratico schiocca come un cavo
dell'alta tensione, e finiamo p er a s s i s t ere al
consumarsi della c a t a s t ro f e imminente con il
d i s i n t ere s s e i n c a n t a t o d i u n s e m p l i c e s p e t t a t o re.

V. E ' l a d i f f e re n z a d i v i s i o n i d o v u t a - s e l a m e t a f o r a
è consentita - all'instaurarsi di una distanza. Questa
d i s t a n z a s e m b r a r i s i e d e re t r a n o i s t e s s i e i n o s t r i
sentimenti, o affezioni, nel senso più ampio di ciò
che affetta il n o s t ro e s s ere , fisicamente o
spiritualmente, come sensazioni, p erc e z i o n i , stati
e m o t i v i o i d e e. N o rm a l m e n t e, m a n o n s e m p re , s i p u ò
d i re a l l o s t e s s o m o d o c h e l a D i s t a n z a r i s i e d e t r a n o i
stessi e questi "oggetti" in quanto origine o veicolo
d i t a l i s en s a z i o n i .
VI. Tu t t a v i a , nella n eb b i a , la t r a s f o rm a z i o n e
o p e r a t a d a l l a D i s t a n z a v i e n e p ro d o t t a p r i m a f a c i e
m e t t e n d o i l f e n o m e n o , p er c o s ì d i re , " i n f o l l e " c o n i l
n o s t ro S é p r a t i c o , e f f e t t i v o ; p e rm e t t e n d o c h e re s t i
fuori dal contesto dei nostri scopi e bisogni - in
poche p a ro l e , g u a rd a n d o ad esso in modo
"oggettivo", come è stato spesso detto, consentendo
da parte nostra soltanto quelle re a z i o n i che
enfatizzano le c a r a t t er i s t i c h e oggettive
d e l l ' e s p e r i e n z a , e d i n t er p re t a n d o p e r s i n o l e n o s t re
sensazioni "soggettive" non come nostri modi di
e s s e re ma piuttosto come caratteristiche del
f e n o m e n o.

V I I . I l l a v o ro d e l l a D i s t a n z a , q u i n d i , è t u t t ' a l t ro c h e
s e m p l i c e . Po s s i e d e u n a s p e t t o n e g a t i v o , i n i b i t o re - i l
lato pratico delle cose e la nostra attitudine pratica
n e i s u o i c o n f ro n t i v e n g o n o t a g l i a t i f u o r i - e u n o
positivo - l'elaborazione dell'esperienza su basi
n u o v e rea l i z z a t e d a l l ' a z i o n e i n i b i t o r i a d e l l a D i s t a n z a .

VIII. Conseguentemente, questa visione distanziata


n o n è , e n o n p u ò e s s e re , i l n o s t ro n o rm a l e p u n t o d i
v i s t a . D i n o rm a , l e e s p e r i e n z e c i m o s t r a n o s e m p re l a
stessa faccia, cioè, quella che nella pratica possiede
m a g g i o r f o r z a d i a t t r a z i o n e . N o n s i a m o n o rm a l m e n t e
consci di quegli aspetti che non ci toccano
immediatamente e praticamente, né siamo
g e n e r a l m e n t e c o n s a p e v o l i d e l l e i m p re s s i o n i c h e n o n
i n t e re s s a n o d i re t t a m e n t e i l n o s t ro S é. La visione
delle cose da un punto di vista inverso ci viene
i n c o n t ro c o m e u n a r i v e l a z i o n e , e t a l i r i v e l a z i o n i s o n o
p re c i s a m e n t e q u e l l e d e l l ' A r t e . I n q u e s t o s e n s o p i ù
g e n e r a l e, l a D i s t a n z a è u n f a t t o re p re s e n t e i n t u t t a
l'Arte.

IX. Ed è p ro p r i o per questa ragione anche un


p r i n c i p i o e s t e t i c o. L a c o n t e m p l a z i o n e e i l p u n t o d i
vista estetico sono stati spesso descritti come
"oggettivi". Riconosciamo artisti in senso
" o g g e t t i v o " S h a ke s p e a re o Ve l á s q u e z , e c h i a m i a m o
" o g g e t t i v e " o p e re c o m e l ' I l i a d e o l a t r a g e d i a g re c a .
È u n t e rm i n e c h e c o m p a re s p e s s o n e l l e d i s c u s s i o n i e
nella critica, ma il suo significato essenziale diventa
d i s c u t i b i l e : c er t e f o rm e d ' a r t e , c o m e a d e s e m p i o l a
poesia, vengono definite "soggettive"; Shelley è
considerato spesso un esempio di s c r i t t o re
"soggettivo". D'altra parte, nessun'opera d'arte può
e s s e re a u t e n t i c a m e n t e d e f i n i t a " o g g e t t i v a " n e l s e n s o
c o n c u i i n d i c h i a m o u n l a v o ro s t o r i c o o u n t r a t t a t o
s c i e n t i f i c o ; n é p u ò e s s e re " s o g g e t t i v o " n e l s e n s o
c o m u n e m e n t e i n t e s o d e l t erm i n e , c o m e p u ò e s s e r l o
il s en t i m e n t o p er s o n a l e , l ' a f f e rm a z i o n e d i re t t a di
q u a l c u n o o l e s u e c re d e n z e o d e s i d e r i , o c o m e p u ò
e s s e re s o g g e t t i v o u n g r i d o d i p a s s i o n e. " O g g e t t i v i t à "
e "soggettività" sono una coppia di opposti che nella
l o ro m u t u a e s c l u s i v i t à g e n er a n o p re s t o c o n f u s i o n e
q u a n d o v e n g o n o a p p l i c a t i a l l ' A r t e.

X. Né si tratta dell'unica coppia di opposti. Con


simile veemenza l'Arte è stata definita anche
" i d e a l i s t i c a " e " re a l i s t i c a " , " s e n s i b i l e " e " s p i r i t u a l e " ,
" i n d i v i d u a l i s t i c a " e " t i p i c a " . M o l t e t eo r i e e s t e t i c h e
hanno vacillato nella difesa di uno o d e l l ' a l t ro
t e rm i n e d i q u e s t e a n t i t e s i . U n o d e i p ro p o s i t i d i t a l e
saggio è quello di f o rn i re una sintesi a tali
opposizioni nell'idea fondamentale di Distanza.

X I . I n o l t re , l a D i s t a n z a c o s t i t u i s c e i l n e c e s s a r i o
c r i t er i o d el Bello distinto dal meramente
c o n d i v i s i b i l e.

XII. E ancora, segna uno dei più importanti passi


n e l p ro c e s s o d e l l a c re a z i o n e a r t i s t i c a , e s e r v e d a
f a t t o re d i s c r i m i n a n t e d i c i ò c h e v i e n e c o m u n e m e n t e
descritto così vagamente dalla locuzione
"temperamento artistico".

X I I I . I n u l t i m a a n a l i s i , p u ò e s s ere c o n s i d e r a t a u n a
delle caratteristiche essenziali della "coscienza
e s t e t i c a " - [ c h e B u l l o u g h d e f i n i s c e ] q u e l p a r t i c o l a re
a t t e g g i a m e n t o m e n t a l e n ei c o n f ro n t i d e l l ' e s p e r i e n z a
c h e t ro v a l a s u a e s p re s s i o n e p i ù p re g n a n t e n e l l e
v a r i e f o rm e d e l l ' A r t e.

PA RT E I I : L ' a n t i n o m i a d e l l a D i s t a n z a

X I V. L a D i s t a n z a , c o m e a b b i a m o d et t o , s i o t t i e n e
separando l'oggetto e la sua attrattiva da noi stessi,
m e t t e n d o i n o s t r i s c o p i e b i s o g n i t r a p a re n t e s i , i n
folle. Solo in questo modo la "contemplazione"
d e l l ' o g g e t t o d i v e n t a p o s s i b i l e. M a c i ò n o n s i g n i f i c a
c h e l a re l a z i o n e t r a i l S é e l ' o g g e t t o s i a d i s t r u t t a a l
punto da d i v e n t a re "impersonale". Certo, tra le
a l t ern a t i v e " p e r s o n a l e " e " i m p e r s o n a l e " q u e s t ' u l t i m a
s i a v v i c i n a d i p i ù a l l a v e r i t à d i q u e s t a re l a z i o n e ; m a
c o m e i n a l t r i c a s i , s i a m o d i f ro n t e a l l a d i f f i c o l t à d i
d o v er e s p r i m e re c e r t i f a t t i c o n t e rm i n i c o n i a t i p er
usi completamente d i f f e re n t i . Così facendo il
risultato è spesso paradossale, il che è inevitabile in
nessun a l t ro ambito come in quello d e l l ' A r t e.
" Pe r s o n a l e " ed "impersonale", "soggettivo" ed
" o g g e t t i v o " s o n o t erm i n i c h e e s s e n d o s t a t i e s c o g i t a t i
per fini diversi dalla speculazione estetica diventano
vaghi ed ambigui se applicati al di fuori della sfera
d e i l o ro s i g n i f i c a t i p a r t i c o l a r i . E s p r i m e n d o l a n o s t r a
p re f e re n z a verso il t erm i n e "impersonale"
d e s c r i v en d o l a re l a z i o n e t r a l o s p e t t a t o re e l ' o p e r a
d ' A r t e , d o b b i a m o s o t t o l i n e a re c h e n o n s i t r a t t a d e l l a
s t e s s a i m p e r s o n a l i t à d e l l a S c i e n z a , p er e s e m p i o. A l
f i n e d i o t t e n ere r i s u l t a t i " o g g e t t i v a m e n t e v a l i d i " , l o
s c i e n z i a t o e s c l u d e i l " f a t t o re p e r s o n a l e " , c i o è i s u o i
desideri, la sua p re d i l e z i o n e p er un sistema in
p a r t i c o l a re . Va d a s é c h e t u t t i g l i e s p e r i m e n t i e l e
r i c erc h e s o n o i n t r a p re s e c o n s p i r i t o d i i n t e re s s e p er
la scienza, ed implicano la speranza di successo; ma
questo non turba l'attitudine "spassionata" del
r i c erc a t o re , che r i s c h i e re b b e altrimenti di venir
a c c u s a t o d i " m a n i p o l a re l e p ro v e " .

X V. L a D i s t a n z a n o n i m p l i c a u n a re l a z i o n e t a n t o
impersonale e puramente intellettuale. Al contrario,
essa descrive una rel a z i o n e personale, spesso
e m o t i v a m e n t e v i v a c e , m a d i u n a s p e c i e p a r t i c o l a re .
L a s u a p a r t i c o l a r i t à r i s i e d e n e l f a t t o c h e i l c a r a t t e re
personale della re l a z i o n e è stato, p er così d i re ,
f i l t r a t o. È stato epurato della natura pratica e
c o n c re t a d e l l a s u a a t t r a t t i v a , s e n z a p erd e re t u t t a v i a
l'originaria costituzione. Uno degli esempi più
c o n o s c i u t i l o s i p u ò t ro v a re n e l n o s t ro a t t e g g i a m e n t o
n e i c o n fro n t i d eg l i e v e n t i e d e i p e r s o n a g g i d i u n
dramma; questi ci affascinano come p er s o n e ed
eventi della n o rma l e esperienza quotidiana, con
l'eccezione che quel lato del l o ro fascino che
n o rm a l m e n t e ci c o l p i re b b e in m a n i er a d i re t t a e
p e r s o n a l e , è t e n u t o i n s o s p e s o. Q u e s t a d i f f e re n z a ,
tanto famosa da e s s e re quasi triviale, viene
generalmente spiegata col riferimento al fatto che i
personaggi e le situazioni non sono " re a l i " , ma
" i m m a g i n a r i " . I n q u e s t o s e n s o Wi t a s e k , s e g u e n d o l a
teoria di Meinong dell'Annahmen, ha definito le
e m o z i o n i p ro v a t e a t e a t ro c o m e S c h e i n g e f u h l e [ l e t t .
sentimento di parvenza], un t erm i n e spesso
frainteso nelle discussioni su queste teorie. Ma come
dato di fatto, la "assunzione" sulla quale si basa la
re a z i o n e emotiva non è necessariamente la
condizione, ma spesso è la conseguenza della
distanza; ciò significa che è v ero piuttosto il
contrario: è la Distanza, alterando la nostra
re l a z i o n e c o n i p er s o n a g g i , l i re n d e m e n o f i t t i z i , e
n o n l a f i n z i o n e d e i p e r s o n a g g i a d a l t er a re i n o s t r i
sentimenti n ei l o ro c o n fro n t i . Bisogna a m m e t t e re
c h e l ' e f f e t t i v a i rrea l t à d e l l ' a z i o n e t e a t r a l e r i n f o r z a
l ' e f f e t t o d el l a D i s t a n z a . M a c e r t a m e n t e i l g e s t o d e l
p ro v e r b i a l e z o t i c o c h e i n t er f e r i s c e c o n l a s c en a p e r
s a l v a re l a s u a ero i n a , e c h e p u ò e s s e re e v i t a t o s o l o
ingiungendogli che "stanno solo fingendo", non è
p ro p r i o dello s p e t t a t o re i d e a l e. La p ro v a (!)
d e l l ' a p p a re n t e p a r a d o s s o s e c o n d o c u i è l a D i s t a n z a a
d a re all'azione teatrale la sembianza
dell'inaffidabilità e non v i c e v er s a , è data
d a l l ' o s s e r v a z i o n e d e l f a t t o c h e c i c a p i t a d i a v v e r t i re
la stessa modulazione dei nostri sentimenti e ci
c o l p i s c e l a s t e s s a a p p a re n t e " i rre a l t à " d i p er s o n e e
c o s e re a l m e n t e e s i s t e n t i q u a n d o , a v o l t e , m e d i a n t e
u n b r u s c o c a m b i a m e n t o d e l s e n s o i n t ern o , s i a m o
s o p r a f f a t t i d a l l a s en s a z i o n e c h e " t u t t o i l m o n d o è u n
palcoscenico".

XVI. Questa re l a z i o n e, intima ma "distanziata"


(come Bullough definirà questa innominabile
caratteristica della nostra visuale) porta la nostra
a t t e n z i o n e s u u n f a t t o s i n g o l a re c h e s e m b r a e s s ere
uno dei paradossi fondamentali dell'Arte: è ciò che
B u l l o u g h p ro p o n e d i c h i a m a re " l ' a n t i n o m i a d e l l a
Distanza".

X V I I . S i c o n v err à f a c i l m e n t e c h e u n ' o p e r a d ' A r t e


abbia più possibilità di c o n q u i s t a rc i tanto più ci
t ro v a p re p a r a t i a l s u o p a r t i c o l a re t i p o d i f a s c i n o.
S i c u r a m e n t e , s e n z a q u a l c h e g r a d o d i p re d i s p o s i z i o n e
d a p a r t e n o s t r a e s s a r i m a n e i n c o m p ren s i b i l e , e i n
egual misura non a p p re z z a t a . Il successo e
l ' i n t e n s i t à d e l s u o f a s c i n o s e m b re re b b ero , q u i n d i ,
e s s e re d i re t t a m e n t e p ro p o r z i o n a l i a l l a c o m p l e t e z z a
con la quale c o rr i s p o n d e alle n o s t re peculiarità
intellettuali ed emotive, insieme con l'idiosincrasia
della nostra e s p er i e n z a . L'assenza di tale
c o n c o rd a n z a t r a p er s o n a g g i d i u n ' o p e r a e s p e t t a t o re
è indubbiamente la spiegazione più generale della
d i f f e re n z a d e i " g u s t i " .

XVIII. Allo stesso tempo, tale principio di


c o n c o rd a n z a richiede un esame che conduce
immediatamente all'antinomia della Distanza.
X I X . S u p p o n i a m o c h e u n u o m o , c o n v i n t o d i a v e re
r a g i o n e d i e s s ere g e l o s o d i s u a m o g l i e, a s s i s t a a d
una r a p p re s e n t a z i o n e d e l l ' O t e l l o. Egli a p p re z z e r à
t a n t o p i ù p re c i s a m e n t e l a s i t u a z i o n e , l a c o n d o t t a e i l
personaggio di Otello, tanto più i sentimenti e le
esperienze di questi coincideranno esattamente con
le sue - stando a quanto definito dal principio di
c o n c o rd a n z a . I n e f f e t t i , e g l i n o n p o t re b b e f a r a l t ro
che a p p re z z a re la r a p p re s e n t a z i o n e . In rea l t à , la
c o n c o rd a n z a l o re n d e r à s e m p l i c e m e n t e c o n s c i o d e l l a
sua p ro p r i a gelosia; mediante un i m p ro v v i s o
r i b a l t a m e n t o d el l a p ro s p e t t i v a , n o n v e d r à p i ù O t e l l o
a p p a re n t e m e n t e tradito da Desdemona, ma se
stesso nella situazione analoga con sua moglie.
Questo ribaltamento della prospettiva è la
conseguenza della perdita di Distanza.

XX. Se p re n d e s s i m o questo come caso tipico,


s e g u i re b b e c h e l ' e s a m e r i c h i e s t o [ d a l p r i n c i p i o ] s i a
data dalla coincidenza tanto completa tanto quanto
p u ò e s s ere c o m p a t i b i l e c o n u n m a n t e n i m e n t o d e l l a
D i s t a n z a . I l g e l o s o s p e t t a t o re d e l l ' O t e l l o a p p re z z e r à
s e n z a d u b b i o e s ' i m m e d e s i m e r à c o n p i ù en t u s i a s m o
nella vicenda tanto più grande sarà la somiglianza
c o n l a p ro p r i a e s p er i e n z a - a p a t t o c h e r i e s c a a
m a n t e n e re l a D i s t a n z a t r a l a r a p p re s e n t a z i o n e e i
p ro p r i s en t i m e n t i : u n a p ro v a p i u t t o s t o d i f f i c i l e i n
q u e s t o c a s o. È p e r q u e s t o c h e l ' e s p e r t o e i l c r i t i c o
p ro f e s s i o n i s t a c o s t i t u i s c o n o u n c a t t i v o p u b b l i c o , d a l
m o m e n t o c h e l a l o ro p er i z i a e i l l o ro p ro f e s s i o n i s m o
s o n o a t t i v i t à p r a t i c h e c h e i m p l i c a n o l a l o ro c o n c re t a
personalità e che mettono in p er i c o l o la l o ro
Distanza...

X X I . Lo s t e s s o e s a m e v a l e p e r l ' a r t i s t a . E g l i r i u s c i r à
artisticamente n e l l ' e s p re s s i o n e di un'intensa
e s p e r i e n z a p e r s o n a l e, m a p o t r à f a r l o a c o n d i z i o n e d i
u n d i s t a c c o d a q u e s t a . D i q u i , l ' a f f erm a z i o n e p ro p r i a
d i m o l t i a r t i s t i c h e l ' e s p e r i e n z a a r t i s t i c a è p e r l o ro
c o m e u n a s o r t a d i c a t a r s i , u n m e z z o p e r l i b e r a re s e
stessi da sentimenti o idee l'acutezza dei quali è
sentita quasi come un'ossessione. Di qui, d'altra
parte, il fallimento dell'uomo comune nel
c o m u n i c a re a g l i a l t r i i n m o d o a d e g u a t o l ' i m p re s s i o n e
d i u n a g i o i a o u n d o l o re t r a v o l g e n t i . L ' i m p l i c a z i o n e
p e r s o n a l e n eg l i e v e n t i ren d e i m p o s s i b i l e p er q u e s t i
f o rmu l a r l a e p re s e n t a r l a i n m o d o t a l e c h e g l i a l t r i
p o s s a n o s e n t i re c o n l a s t e s s a r i c c h e z z a d i s i g n i f i c a t i
c h e l a c o s a p o s s e d e v a p er l u i .

XXII. Ciò che c'è di più desiderabile, sia nella


fruizione che nella produzione, è la massima
diminuzione della Distanza senza la sua totale
scomparsa.

XXIII. S t re t t a m e n t e c o rre l a t a , in effetti un


p re s u p p o s t o dell'antinomia, è la variabilità della
Distanza. Specialmente in questo risiede il vantaggio
della Distanza paragonata a t e rm i n i come
" o g g e t t i v i t à " e " d i s t a c c o ". N e s s u n o d i q u e s t i i m p l i c a
una re l a z i o n e personale - anzi, entrambi la
p re c l u d o n o ; e l a s e m p l i c e r i g i d i t à e d e s c l u s i v i t à d e i
l o ro o p p o s t i re n d e l a l o ro a p p l i c a z i o n e g e n er a l m e n t e
p r i v a d i s i g n i f i c a t o.

X X I V. L a D i s t a n z a , a l c o n t r a r i o , p ro c e d e p er g r a d i ,
e si diversifica non solo in rapporto con la natura
d e l l ' o g g e t t o , c h e p u ò i m p o rre u n m a g g i o re o m i n o re
g r a d o d i D i s t a n z a , m a v a r i a a n c h e a s e c o n d a d el l a
c a p a c i t à d e l l ' i n d i v i d u o d i m a n t e n e rn e . E p o t re m m o
a g g i u n g e re c h e n o n s o l o l e p e r s o n e s o n o d i v e r s e
l'una dall'altra nella l o ro abituale misura della
Distanza, ma anche lo stesso individuo differisce
nella sua abilità a mantenerla al cospetto di oggetti
d i v e r s i o d i d i v e r s e f o rm e d ' A r t e .

X X V. D i c o n s e g u e n z a , e s i s t o n o d u e d i v er s e s e r i e d i
c o n d i z i o n i c h e i n f l u e n z a n o i l g r a d o d i D i s t a n z a p er
ogni caso specifico: quelle offerte dall'oggetto e
q u e l l e re a l i z z a t e d a l s o g g e t t o. N e l l o ro i n t e r a g i re,
r a p p re s e n t a n o u n a d e l l e d e f i n i z i o n i p i ù a m p i e d e l l a
varietà dell'esperienza estetica, dal momento che la
p e rd i t a di distanza, sia essa dovuta all'uno o
a l l ' a l t ro , s i g n i f i c a p e rd i t a d i c o m p re n s i o n e e s t e t i c a .

X X V I I . C i s o n o d u e m o d i d i p erd ere l a d i s t a n z a :
sotto -distanziarsi o sovra-distanziarsi. Il "sotto -
distanziamento" è il più comune difetto del
s o g g e t t o , m e n t re u n e c c e s s o d i d i s t a n z a è u n d i f e t t o
f re q u e n t e d e l l ' A r t e , s p e c i a l m e n t e q u e l l a d e l p a s s a t o.
Storicamente sembra quasi che l'Arte abbia tentato
d i v e n i re i n c o n t ro a l l a m a n c a n z a d e l s o g g e t t o e c h e
nel tentativo abbia mancato il b er s a g l i o ,
s u p e r a n d o l o. S i v e d r à i n s e g u i t o c h e c i ò è v ero ,
s i c c o m e p a re c h e l ' a r t e s o v r a - d i s t a n z i a t a s i a f a t t a
apposta per una classe di fr u i t o r i con grandi
d i f f i c o l t à a r a g g i u n g e re s p o n t a n e a m e n t e i l b en c h é
minimo grado di Distanza. La conseguenza della
p e rd i t a di Distanza n el l ' u n o come n e l l ' a l t ro caso
d o v re b b e e s s e rc i a q u e s t o p u n t o f a m i l i a re : l ' e s i t o
nel caso di un sotto-distanziamento è che l'opera sia
"crudamente materialistica", "straziante",
" re p e l l e n t e n e l s u o rea l i s m o " . U n e c c e s s o d i d i s t a n z a
p ro d u c e l ' i m p re s s i o n e d i i m p ro b a b i l i t à , a r t i f i c i o s i t à ,
v a c u i t à o a s s u rd i t à .

XXVIII. L'individuo tende, come si è appena detto,


a s o t t o - d i s t a n z i a r s i p i u t t o s t o c h e a p erd ere D i s t a n z a
p e r e c c e s s o. Teo r i c a m e n t e , n o n c i s o n o l i m i t i a l l a
d i m i n u z i o n e d i D i s t a n z a . I n t eo r i a , q u i n d i , n o n s o l o i
soggetti abituali dell'Arte, ma anche i materiali più
i n t i m i , c o m e i d e e, p erc e z i o n i o e m o z i o n i , p o s s o n o
e s s e re s u f f i c i e n t e m e n t e p o s t i a d i s t a n z a p e r e s s ere
a p p re z z a t i e s t e t i c a m e n t e. Gli artisti specialmente
s o n o d o t a t i i n q u e s t o s e n s o i n m i s u r a c o n s i d e re v o l e .
L'uomo comune al contrario raggiunge molto
rapidamente la sua "Distanza-limite", cioè quel
p u n t o i n c u i l a d i s t a n z a è p erd u t a e l a f r u i z i o n e
s c o m p a re o c a m b i a l e s u e p ro p r i e t à .

XXIX. Nella pratica dell'uomo c o m u n e, quindi,


esiste un limite minimo e n t ro il quale la sua
f r u i z i o n e / a p p re z z a m e n t o rimane nel campo
d e l l ' e s t e t i c o , e q u e s t o m i n i m o è s e m p re m o l t o a l t o
rispetto alla Distanza-limite dell'artista. È
p r a t i c a m e n t e i m p o s s i b i l e f i s s a re u n a v o l t a p e r t u t t e
questo limite, considerata l'assenza di dati e
tenendo conto d el l ' a m p i a varietà da persona a
p e r s o n a a l l a q u a l e q u e s t o l i m i t e è s o g g e t t o. M a è
f a c i l e i n f e r i re c h e n e l l a p r a t i c a d el l ' a r t e , r i f e r i m e n t i
espliciti alle s en s a z i o n i o rg a n i c h e, all'esistenza
materiale del corpo, specialmente in materia
s e s s u a l e, stanno n o rm a l m e n t e al di sotto della
D i s t a n z a - l i m i t e , e s o n o a rg o m e n t i p o s s o n o e s s e re
s f i o r a t i d a l l ' a r t e e s o l o c o n p a r t i c o l a r i p re c a u z i o n i .
Allusioni a istituzioni di qualunque grado di
i m p o r t a n z a p er s o n a l e - i n p a r t i c o l a re, a l l u s i o n i c h e
i m p l i c a n o d u b b i s u l l a l o ro v a l i d i t à - l a m e s s a i n
discussione di sanzioni etiche g e n er a l m e n t e
riconosciute, riferimenti a soggetti di p a r t i c o l a re
attualità, sono tutti pericolosamente vicini alla
s o g l i a m i n i m a c o m u n e e p o s s o n o c a d ere a l d i s o t t o
di essa in qualunque momento, suscitando, invece
c h e u n a fr u i z i o n e e s t e t i c a , u n a c o n c re t a o s t i l i t à o
s e m p l i c e d i v er t i m e n t o.
X X X . Q u e s t a d i f f e re n z a n e l l a D i s t a n z a - l i m i t e t r a g l i
artisti e il pubblico è stata origine di molti
f r a i n t en d i m e n t i e d i n g i u s t i z i e . Pi ù d i u n a r t i s t a è
s t a t o c o n d a n n a t o p er l a s u a o p e r a , o o s t r a c i z z a t o i n
nome di cosiddette "immoralità" che agli occhi della
s u a b u o n a f e d e er a n o o g g e t t i e s t e t i c i . I l s u o p o t e re
di distanziamento, anzi la necessità di distanziarsi
d a s e n t i m e n t i , s e n s a z i o n i e s i t u a z i o n i c h e p er l ' u o m o
comune sono t ro p p o intimamente legate
a l l ' e s i s t e n z a c o n c re t a p e r e s s e re v i s t e s o t t o q u e l l a
luce, gli hanno fatto g u a d a g n a re spesso
ingiustamente le accuse di cinismo, edonismo,
l a s c i v i a o f r i v o l e z z a . Lo s t e s s o f r a i n t e n d i m e n t o h a
colpito molte o p ere " c o n t ro v e r s e " , ro m a n z i o
r a p p re s e n t a z i o n i n e i q u a l i i l p u b b l i c o h a c o n t i n u a t o
a v ed e re un'ipotetica c o n t ro v e r s i a del momento,
l a d d o v e l ' a u t o re a v re b b e p o t u t o - e s p e s s o è q u e l l o
c h e h a s a p u t o f a re - d i s t a n z i a re l ' a rg o m e n t o q u a n t o
b a s t a p e r s o r v o l a re s u l s u o p o r t a t o p ro b l e m a t i c o e
p e r g u a rd a r l o s e m p l i c e m e n t e c o m e u n a s i t u a z i o n e
d r a m m a t i c a m e n t e e u m a n a m e n t e i n t ere s s a n t e.

XXXI. La variabilità della Distanza in Arte, evitando


p e r i l m o m e n t o l e c o m p l i c a z i o n i s o g g e t t i v e, s e m b r a
e s s e re u n a c a r a t t er i s t i c a s i a d e l l ' A r t e i n g e n er a l e ,
s i a d e l l e d i f f e re n z e t r a l e s i n g o l e a r t i .

XXXII. Pe r quale motivo le "arti dell'occhio e


d e l l ' o re c c h i o " a b b i a n o r a g g i u n t o u n a p re d o m i n a n z a
p r a t i c a m e n t e e s c l u s i v a s u l l e a r t i d e g l i a l t r i s en s i è
u n a q u e s t i o n e a n t i c a . Te n t a t i v i d i i n n a l z a re " l ' a r t e
culinaria" al rango delle Belle Arti hanno fallito a
d i s p e t t o d i o g n i p ro p a g a n d a , c o s ì c o m e l a c re a z i o n e
d i p ro f u m i o l i q u o r i " s i n f o n i c i " . N o n c ' è d u b b i o c h e -
a parte sofisticate spiegazioni di natura in parte
tecnica e in parte psicofisica - l'effettiva distanza
spaziale che separa gli oggetti della vista e
dell'udito dal soggetto abbia contribuito fortemente
a l l o s v i l u p p o d i q u e s t o m o n o p o l i o. I n m a n i er a s i m i l e ,
la lontananza nel tempo p ro d u c e Distanza, e gli
oggetti rimossi nel tempo sono di fatto distanziati da
n o i i n u n m o d o c h e r i s u l t a v a i m p o s s i b i l e a i l o ro
contemporanei. Molti dipinti, r a p p re s e n t a z i o n i e
poemi hanno avuto di fatto più un significato
espositivo o illustrativo - come accade per esempio
per molta arte ecclesiastica - o la fo r z a di
un'attrattiva immediata - come le invettive di molte
c o m m e d i e s a t i r i c h e - t a n t o d a s e m b r a rc i o g g i g i o rn o
i n c o n c i l i a b i l i c o n l e l o ro d i c h i a r a z i o n i e s t e t i c h e . Ta l i
o p ere hanno guadagnato molto col p a s s a re del
t e m p o e h a n n o r a g g i u n t o i l r a n g o d i o p ere d ' a r t e
soltanto grazie alla distanza temporale, m e n t re
a l t re , a l c o n t r a r i o , e s p e s s o p er l a s t e s s a r a g i o n e ,
h a n n o s o f f e r t o d i u n a p erd i t a d i d i s t a n z a p e r s o v r a -
d i s t a n z i a m e n t o.

X X X I I I . U n a c c e n n o p a r t i c o l a re v a f a t t o p e r q u e l
g r u p p o d i i d e e a r t i s t i c h e c h e p re s e n t a n o u n e c c e s s o
d i d i s t a n z a n e l l a l o ro f o rm a d i r i c h i a m o p i u t t o s t o c h e
n e l l a l o ro e f f e t t i v a p re s e n t a z i o n e - u n ' a g g i u n t a c h e
sottolinea la necessità di d i s t i n g u e re tra il
distanziamento di un oggetto e il distanziamento del
r i c h i a m o d i c u i è s o rg en t e . B u l l o u g h s i r i f e r i s c e a c i ò
che viene definito vagamente "Arte Idealistica", cioè
Arte che scaturisce da concezioni astratte, che
esprime significati allegorici, o che illustra
generiche v er i t à . Generalizzazioni ed astrazioni
s o f f ro n o d e l l o s v a n t a g g i o d i a v e re u n ' a p p l i c a b i l i t à
t ro p p o g en e r i c a p e r s t i m o l a re l ' i n t ere s s e p er s o n a l e ,
e una c o n c re t e z z a individuale t ro p p o ridotta p er
c o i n v o l g e rc i i n t u t t a l a l o ro f o r z a . S i r i v o l g o n o a t u t t i
e quindi a n e s s u n o. Un assioma di Euclide non
appartiene a nessuno, p e rc h é ci costringe tutti
all'assenso; idee g e n er i c h e come Pa t r i o t t i s m o ,
A m i c i z i a , A m o re , S p er a n z a , Vi t a , M o r t e i n t e re s s a n o
t a n t o Ti z i o e C a i o q u a n t o m e , q u i n d i o n o n s o n o i n
g r a d o d i i n t r a t t e n ere c o n q u e s t e n e s s u n a re l a z i o n e
p ro f o n d a , o p p u re s e c i r i e s c o e s s e d i v e n t a n o s u b i t o
i l m i o Pa t r i o t t i s m o , l a m i a A m i c i z i a , i l m i o A m o re , l a
m i a S p er a n z a , l a m i a Vi t a e l a m i a M o r t e. C o n l a
semplice forza della g en e r a l i z z a z i o n e , una verità
generica o un ideale universale sono talmente
distanziati da me che fallisco del tutto nel tentativo
di re a l i z z a r l i c o n c re t a m e n t e, o p p u re , se riesco a
re a l i z z a r l i , l o f a c c i o s o l o c o m e p a r t e d e l m i o e s s e re :
alla fine, cadono al di sotto della Distanza-limite.
L ' A r t e " I d e a l i s t i c a " s o f f re p er t a n t o d i u n a p a r t i c o l a re
difficoltà: il suo eccesso di distanza diventa
generalmente un richiamo sotto-distanziato, ancor
più facilmente della caduta del soggetto nella sotto -
d i s t a n z a p i u t t o s t o c h e n e l s o v r a - d i s t a n z i a m e n t o. . .

Distanza Scenografica:
il postmoderno a teatro
Il campo d'indagine che più si addice ad una
r i c erc a s u l l a d i s t a n z a a r t i s t i c a è s e n z a d u b b i o i l
t e a t ro. È q u i c h e l ' e s p e r i e n z a d i u n o s c a r t o e m o t i v o
e f i s i c o , a p i ù l i v e l l i d i c o s c i e n z a , s i re n d e e s p l i c i t a e
l e t e o r i e p re s e i n e s a m e d a l l a p re s e n t e t e s i t ro v a n o
i l p ro p r i o e l e m e n t o n a t u r a l e .
Il secolo scorso è stato un periodo critico di
c re s c i t a ed e v o l u z i o n e, certamente non solo p er
questa f o rm a d ' a r t e. Tu t t a v i a , a p a r t i re dalla
s e c o n d a m e t à d e l n o v e c e n t o , l a p ro l i f e r a z i o n e d el l a
c u l t u r a d i m a s s a g l o b a l e h a p ro d o t t o u n ' i n s a z i a b i l e
richiesta di intrattenimento p o p o l a re che ha la
potenzialità di a m p l i f i c a re o a s s o r b i re le f o rm e
t r a d i z i o n a l i d e l t e a t ro. L ' e l a b o r a t o s p e t t a c o l o d i f i l m ,
video, televisione, i n t ern e t , p a rc h i tematici, e
persino centri c o m m e rc i a l i compete s e m p re più
s p e s s o c o n i l t e a t ro p e r l a c o n q u i s t a d e l p u b b l i c o ,
m e n t re v en g o n o c re a t e f o rm e n u o v e d i d i s t r a z i o n e.
Dennis Christilles [2] descrive questo dilemma come
l'attuale r i c erc a di ciò "che fa dell'esperienza
teatrale dal vivo nell'era d e l l ' i n f o rm a z i o n e
e l e t t ro n i c a q u a l c o s a d i p i ù d i u n a n t i q u a t o a r t e f a t t o
p e r u n p u b b l i c o s e m p re p i ù r i s t re t t o e d e l i t a r i o ".

N e l t e n t a t i v o d i c a p i re c i ò c h e l ' a r t e i n g e n e r a l e ( e
il t e a t ro i n p a r t i c o l a re ) d eb b a f a re p er s o p r a v v i v ere
n e l n u o v o m i l l e n n i o p u ò e s s e re d ' a i u t o r i e s a m i n a re i l
fascino del t ea t ro come entità estetica e la
fondamentale re l a z i o n e col suo pubblico,
specialmente nella sua accezione p o s t m o d ern a .
C a p i re l a re l a z i o n e e s t e t i c a c re a t a t r a l o s p e t t a t o re
e i l p a l c o s c e n i c o p u ò p e rm e t t erc i d i d a re u n ' o c c h i a t a
ad alcune pratiche che aiutano il t e a t ro a
g u a d a g n a re l ' a t t e n z i o n e d e l p u b b l i c o n e l l a c u l t u r a
p o s t m o d ern a , o l t re c h e c o s t i t u i re u n b a n c o d i p ro v a
c o n c re t o per la Distanza intesa come f a t t o re
dell'esperienza artistica.

Dalla Po etica alla Critica del Giudizio

Aristotele fu il primo a r i c o n o s c ere la natura


e s t e t i c a d e l t e a t ro : e g l i d e s c r i s s e n e l l a P o e t i c a i l
" d i s i n t e re s s e " degli spettatori nei c o n f ro n t i del
d r a m m a . A r i s t o t e l e n o n i n t e n d e v a c e r t a m e n t e d i re
che al pubblico non importava dell'opera, piuttosto
r i c o n o s c e v a c h e l a d i f f e re n z a f o n d a m e n t a l e t r a a r t e
e rea l t à è u n o s c a r t o p s i c o l o g i c o c h e c o n s e n t e a l l o
s p e t t a t o re d i e s s e re p s i c o l o g i c a m e n t e c o i n v o l t o i n
u n ' o p e r a d i f i n z i o n e , e a l l o s t e s s o t e m p o d i r i m a n ere
emozionalmente p ro t e t t o dai suoi effetti. Questo
f e n o m e n o d e l " d i s i n t ere s s e " e s t e t i c o f u e s a m i n a t o i n
s e g u i t o , i n a re a a n g l o s a s s o n e , d a Lo rd S h a ft e s b u r y
nel suo Characteristics of Men, Manners, Opinions,
T i m e s ; e d a S a m u e l Ta y l o r C o l er i d g e , c h e d e s c r i s s e i l
fenomeno come la "sospensione volontaria
d e l l ' i n c re d u l i t à " d el pubblico nella sua Biografia
L e t t e r a r i a ; e i n G e rm a n i a ( a l l o r a Pr u s s i a O r i e n t a l e )
d a I m m a n u e l Ka n t n e l l a C r i t i c a d e l G i u d i z i o , i l q u a l e
costituisce il tentativo meglio riuscito di f a re
c h i a re z z a nell'ambiguo dominio dell'esperienza
artistica. L ' a u t o re p re s o i n e s a m e n e l l a p re s e n t e
t e s i p re n d e l e m o s s e p ro p r i o d a q u e s t a t r a d i z i o n e , e
s p e c i a l m e n t e d a l l ' a n t i n o m i a d e l g u s t o ka n t i a n a . N e l
1912 pubblica un articolo sul Br i t i s h J o u rn a l of
Ps y c h o l o g y intitolato La Distanza Psichica come
fattore artistico e principio estetico: E d w a rd
Bullough estese il concetto del coinvolgimento
estetico per c o m p re n d ere più in g en e r a l e il
fenomeno della "distanza". Bullough sosteneva che
questo concetto er a qualcosa di più che
semplicemente distanza fisica o temporale, e che
" t u t t a l ' a r t e r i c h i e d e u n a D i s t a n z a - l i m i t e o l t re e d
e n t ro la quale soltanto diventa possibile un
a p p re z z a m e n t o e s t e t i c o " . B u l l o u g h a f f e rm a v a i n o l t re
che:

Uno degli esempi meglio conosciuti [di distanza]


p u ò e s s e re t ro v a t o n e l n o s t r o a t t e g g i a m e n t o n e i
confronti degli eventi e dei protagonisti di un
dramma: essi ci affascinano come persone ed
avvenimenti dell'esperienza quotidiana, ma
p ro p r i o quell'aspetto del loro fascino che
n o r m a l m e n t e c i t o c c h e re b b e d i re t t a m e n t e i n m o d o
personale è tenuto in sospensione. Questa
d i f f e re n z a , t a l m e n t e n o t a d a e s s e re q u a s i t r i v i a l e ,
è generalmente spiegata col riferimento alla
conoscenza che i personaggi e le situazioni sono
' i r re a l i ' , ' i m m a g i n a r i ' .

E:

È l a D i s t a n z a , m o d i f i c a n d o l a n o s t r a re l a z i o n e c o i
p e r s o n a g g i , a re n d e r l i a p p a re n t e m e n t e fittizi,
e n o n è l a f i n z i o n e d e i p e r s o n a g g i a d a l t e r a re i
n o s t r i s e n t i m e n t i n e i l o ro c o n f ro n t i [ s i n o s s i , X V ] .

Questo tipico atteggiamento dell'esperienza


e s t e t i c a è s t a t o c o n s i d er a t o p a s s i v o o c o n t e m p l a t i v o
o l t re c h e d a l l o s t e s s o B u l l o u g h a n c h e d a W ł a d i s ł a w
Ta t a r k i ew i c z , c h e l o d i s t i n g u e d a u n a t t e g g i a m e n t o
diametralmente opposto, attivo o empatico, nella
sua Storia di Sei Idee, una panoramica sui principali
c o n c e t t i d e l l ' e s t e t i c a d i r a r a c h i a re z z a e s p o s i t i v a .
Q u e l l a d e l f i l o s o f o p o l a c c o s e m b r a e s s e re u n a d e l l e
m i g l i o r i a n a l i s i d el l ' i n s u p e r a t o g en i o d el l a C r i t i c a , i l
quale è riuscito a re d i m e re alcune tra le più
i m p o r t a n t i c o n t ro v e r s i e n e l l ' a m b i t o d e l l a t eo r i a d e l l a
conoscenza [3]: "Un evento importante" dice
Ta t a r k i ew i c z " n e l l a s t o r i a d e l l a t e o r i a d e l l ' e s p e r i e n z a
estetica fu r a p p re s e n t a t o dalla sintesi tra la
c o n c e z i o n e i n g l e s e e q u e l l a t e d e s c a , re a l i z z a t a i n
G e rm a n i a v er s o l a f i n e d e l s e c o l o [ X V I I I ] . Fu l ' o p er a
d i I m m a n u e l Ka n t " a c o s t i t u i re l a " g r a n d e e c c e z i o n e :
n e i s u o i s c r i t t i - s p i e g a i l f i l o s o f o p o l a c c o - t ro v i a m o
sia una definizione che una teoria". Durante tutta la
s t o r i a d e l l a r i f l e s s i o n e e s t e t i c a , i n f a t t i , o c i s i er a
p reo c c u p a t i d i d e f i n i r e l ' e s p e r i e n z a e s t e t i c a , m a g a r i
attraverso la descrizione di esperienze tipiche,
o p p u re c i s i s f o r z a v a d i f o rm u l a re u n a t e o r i a c h e
spiegasse i fenomeni legati all'estetico in modo
soddisfacente. Solo con la complessa operazione di
Ka n t riusciamo nell'intento di i n d i v i d u a re le
condizioni della fenomenologia del gusto e allo
s t e s s o t e m p o d e s c r i v e rn e i l f u n z i o n a m e n t o a l l a l u c e
d i u n a l e g g e f o rm a l e .

Un'altra importante distinzione operata da


Ta t a r k i ew i c z c i p u ò d i re q u a l c o s a i n p i ù s u l r u o l o
svolto dalla Distanza nell'esperienza artistica:
affianco agli aspetti attivi e passivi, esistono una
tonalità emotiva e una intellettiva. Ma m e n t re
Ta t a r k i ew i c z i n s i s t e n e l re l e g a re i l n o s t ro p r i n c i p i o
all'attitudine passiva della contemplazione, sono
c o n v i n t o c h e l ' e t e ro g e n e i t à d e l l ' e s p e r i en z a e s t e t i c a
possa di volta in volta v e d ere coinvolti nella
re l a z i o n e- d i s t a n z a l ' a t t i v o , l ' e m p a t i c o o l ' e m o t i v o.
Ta t a r k i ew i c z , in fondo, insieme con Ro m a n
I n g a rd e n [ 4 ] , s i r i c o n o s c e p l u r a l i s t a i n e s t e t i c a : p e r
q u e s t ' u l t i m o , l ' e s p e r i e n z a e s t e t i c a è u n s o g n a re a d
occhi aperti, tutt'al più è prima concentrazione e poi
s o g n o ; p er i l p r i m o i n v e c e è s i a l ' u n o c h e l ' a l t r a , p u ò
esserlo i n d i f f e re n t e m e n t e . Ad una c er t a distanza
p e rò viene a c c o rd a t o un ruolo i m p o r t a n t e, quasi
e s s e n z i a l e d el l ' a r t e : m e n t re l e p a ro l e d e l l a p ro s a
stimolano solo a semplici azioni della vita
quotidiana, le p a ro l e d el l a poesia sospendono
a p p u n t o t a l i a t t i v i t à , o f f ro n o l e n i m e n t o e , t r a m i t e
q u e s t o , c i c o n d u c o n o , s e c o n d o l e p a ro l e d i Bré m o n d ,
"là, dove ci a t t en d e una p re s e n z a d i v er s a
dall'umana"[5].

To rn i a m o a l t e a t ro : è q u i c h e a v re m o l a c o n f e rm a
di quanto detto c i rc a questa ambiguità della
D i s t a n z a . Tro v ere m o , s e n o n p ro p r i o l a v er i f i c a d i
una teoria, almeno degli esempi illuminanti di come
q u e s t o p r i n c i p i o s i a t u t t ' a l t ro c h e a s s o l u t o , u n i v o c o
e i m m o d i f i c a b i l e. N e l s u o D i s t a n c e i n t h e T h e a t r e ,
T h e A e s t h e t i c s o f A u d i en c e R e s p o n s e [ D i s t a n z a a
Te a t ro , L'estetica della risposta del pubblico],
Daphna Ben-Chaim esplora le teorie della "distanza
p s i c h i c a " d i Bu l l o u g h e l e s v i l u p p a n e l s u o c o n c e t t o
di Distanza Estetica r i c o rren d o alle seguenti
definizioni:

I n c o n d i z i o n i n o rm a l i i l re a l e n o n h a " d i s t a n z a " :
viene p erc e p i t o come tale passivamente e
inconsciamente.
• Q u a n d o u n a t t o re è v i s t o c o m e p e r s o n a g g i o ,
questo fenomeno è ciò che possiamo
c h i a m a re la distanza estetica " n o rm a l e " ,
abbracciando così un ampio raggio del
d r a m m a , c h e i n c l u d e s i a l e r a p p re s e n t a z i o n i
n a t u r a l i s t i c h e c h e i l f a n t a s t i c o.
• I l c re s c e re d e l l a d i s t a n z a d i v e n t a c o n s i s t e n t e
c o n l a p e rc e z i o n e d e l l ' a t t o re i n q u a n t o a t t o re
( c o l re l a t i v o c re s c ere d e l l a c o n s a p e v o l e z z a
della natura convenzionale del t e a t ro ,
coscienza d el l a finzione e del modo
c o n d i z i o n a l e d e l l e c re d e n z e ) .
• Quando ad e s s e re notato è solo il
personaggio, tutta la consapevolezza della
finzione è p e rd u t a , c'è una p erd i t a di
d i s t a n z a , c h e p o s s i a m o c h i a m a re d e l u s i o n e o
ipnosi.
Q u a n d o l ' a t t o re v i e n e v i s t o c o m e p e r s o n a ( e n o n
c o m e a t t o re ) , a l l o r a c ' è u n a t o t a l e p erd i t a d e l l a
distanza; come diceva S a r t re , quando l ' a t t o re
sembra g u a rd a re allo s p e t t a t o re dritto negli
o c c h i , d i v e n t a u n a p er s o n a c a p a c e d i m i n a c c i a re
l a p r i v a c y d e l l o s p e t t a t o re .

Ben-Chaim spiega che il grado di distanza può


v a r i a re d a t e a t ro a t e a t ro a s e c o n d a d e l l e s p e c i f i c h e
strategie dello s c e n e g g i a t o re, del re g i s t a , degli
a t t o r i e d e i d e s i g n er l u c i . I n s e g u i t o , a m m e t t e c h e i l
grado di distanza può c a m b i a re da un momento
a l l ' a l t ro a l l ' i n t ern o d i u n a s i n g o l a r a p p re s e n t a z i o n e e
che la distanza estetica è in effetti un flusso
continuo di coinvolgimento artistico durante una
p e r f o rm a n c e . Secondo Ben-Chaim la d el i b e r a t a
manipolazione della distanza estetica è in
g r a n d i s s i m a m i s u r a i l f a t t o re d et e rm i n a n t e s o t t e s o
allo stile teatrale del v en t e s i m o s e c o l o. Pe r
d i m o s t r a re questa sua convinzione, Ben-Chaim
esamina le strategie stilistiche di grandi movimenti
e p ro t a g o n i s t i d e l t e a t ro d i q u e s t o p e r i o d o c o m e
G ro w t o w s k i , A r t a u d , Bre c h t e i S i t u a z i o n i s t i .
A r t a u d , c i r i c o rd a l ' a u t r i c e , v o l e v a c h e i l s u o Te a t ro
d e l l a C r u d e l t à a g g re d i s s e l a s e n s i b i l i t à d e l p u b b l i c o.
G ro w t o w s k i c re d e v a che se il t e a t ro voleva
c o m p e t e re col medium caldo dei film e d el l a
televisione doveva r i c o rrere alla vicinanza
d e l l ' a t t o re col suo p u b b l i c o. Questa a v re b b e
aggiunto all'immaginario teatrale sensazioni tattili
e d o l f a t t i v e. B re c h t d ' a l t r a p a r t e v o l e v a e v i t a re c h e
i l p u b b l i c o v e n i s s e t r a s c i n a t o d a l l e p ro p r i e e m o z i o n i
e da forti attaccamenti emotivi, usando questi
sentimenti in modo c o n t ro l l a t o per s p o s t a re il
pubblico dalla tonalità empatica del coinvolgimento
a d u n o s t a d i o p i ù c r i t i c o e r i f l e s s i v o , p e r p o i t o rn a re
a l l ' e m o t i v o. I S i t u a z i o n i s t i [ H a p p e n i n g ] a l t ern a v a n o
c o n t i n u a m e n t e re a l e e f i t t i z i o i n m o d o d a o t t e n e re
Distanza ogniqualvolta venivano alterate le
c o n v en z i o n i d e l s e t t e a t r a l e.

B e n - C h a i m t e n t a d i c o l l o c a re q u e s t e p o s i z i o n i s u
una scala graduata della Distanza:

fig.1

Questi gradi di coinvolgimento costituiscono per


l ' a u t r i c e i l f a t t o re p e c u l i a re p e r l a c o m p re n s i o n e d e i
m o d e rn i s t i l i t e a t r a l i . C o m e p u ò q u e s t a t e o r i a g et t a r
l u c e s u l p a n o r a m a d e l t e a t ro " p o s t m o d ern o " ? S a r à
necessario prima di tutto un b re v e schizzo del
t e rm i n e.

Po stmoderno

S i r i t i e n e c h e l a p a ro l a " p o s t m o d ern i s m o " a b b i a


fatto la sua prima apparizione nel 1960, ne La Fine
d e l l a S o c i o l o g i a , d i D a n i e l B e l l . I n s eg u i t o , i c r i t i c i
d ' a r t e d eg l i a n n i ' 7 0 c o m i n c i a ro n o a d u s a re l o s t e s s o
t e rm i n e p e r e t i c h e t t a re c e r t i s t i l i . S fo r t u n a t a m e n t e i l
t e rm i n e ha definizioni ambigue. Alcuni teorici lo
utilizzano per riferirsi a tutto ciò che seguì il
m o d e rn i s m o ; a l t r i l o u t i l i z z a n o p er i n d i c a re u n s u o
p i ù a t t i v o r i f i u t o. Teo r i c i e s t o r i c i h a n n o s u g g e r i t o
che l ' e m e rg ere del p o s t m o d ern i s m o sia stato
p a r a l l e l o a l l o s v i l u p p o d e l l a t e c n o l o g i a i n f o rm a t i c a :
in principio fu il telegrafo, poi il telefono, il
fonografo, la radio, il cinematografo, la televisione e
o r a i n t ern e t . Lo s c a m b i o d ' i n f o rm a z i o n i è d i v e n t a t o
p re s s o c h é i s t a n t a n eo e ciò che prima impiegava
s e t t i m a n e o m e s i o r a c i m e t t e s o l o q u a l c h e s e c o n d o.
Il risultato è un b o m b a rd a m e n t o di i n f o rma z i o n i
p ro m o s s o allo scopo di a b b a t t e re le b a rr i e re
i n t ern a z i o n a l i mediante la globalizzazione delle
economie da parte di corporazioni multinazionali che
alimentano la domanda di intrattenimento e svago
p ro p r i della società la cui cellula-base è il
c o n s u m a t o re " p o s t - c o m u n i s t a " ( o " p o s t - c a p i t a l i s t a "
s e c o n d o a l c u n i ) . Pro p r i o c o m e l a s o c i e t à m o d ern a
d o v e t t e f a re i c o n t i c o n l a r i v o l u z i o n e i n d u s t r i a l e ,
così la g en e r a z i o n e p o s t m o d ern a deve s e g u i re il
p a s s o d e l l a r i v o l u z i o n e d e l l ' i n f o rm a z i o n e e d e i m e d i a
[ At k i n s ] .
Ma quali sono gli stilemi e gli elementi comuni alle
c o rren t i teatrali che si riconoscono nel
p o s t m o d ern i s m o ? S t e v e n T. S a r t o re n e e l e n c a c i n q u e
n e l s u o To w a r d a P o s t m o d er n S c e n o g r a p h i c T h eo r y
[ Ve r s o u n a Te o r i a S c e n o g r a f i c a Po s t m o d e rn a ] :

1 ) I n d e t e rm i n a t e z z a A r t i s t i c a
2 ) O rd i n e n e l C a o s
3 ) R i f e r i m e n t i S t o r i c i ( p a s t i c h e e p a ro d i a )
4 ) Po p u l i s m o o C u l t u r a Po p o l a re
5) Flessibilità Estetica

1 ) I l t e a t ro p o s t m o d e rn o n o n r i c o n o s c e u n ' u n i c a
i n t e r p re t a z i o n e d e f i n i t i v a d i u n d a t o t e s t o. N é c erc a
d i d i f e n d e re u n s i g n i f i c a t o s p e c i f i c o , m a p i u t t o s t o
i n c o r a g g i a a t t i v a m e n t e i l p u b b l i c o a p erc e p i re u n a
m o l t i t u d i n e d i s i g n i f i c a t i e p er s e g u e u n a v a r i e t à d i
livelli di c o m p re n s i o n e . Questa molteplicità
p e rc e t t i v a viene conseguita combinando elementi
d i s p a r a t i e s t i l i c o n t r a s t a n t i s en z a i l t en t a t i v o d i
giustificarli, nasconderli o unificarli in un insieme
c o e re n t e .

2) L ' i n d e t erm i n a t e z z a metodologica porta


similmente a risultati i n d e t e rm i n a t i - o al caos.
Q u e s t a v a g h e z z a d e l p o s t m o d e rn o re n d e i m p o s s i b i l e
p re v e d ere in senso assoluto il coinvolgimento
estetico del pubblico in un qualsiasi momento della
p e r f o rm a n c e . M e n t re g i à i m o d e rn i r i c o n o s c e v a n o
c h e n o n e s i s t o n o d u e p e r f o rm a n c e t e a t r a l i i d e n t i c h e
e che ogni m e m b ro d el pubblico ha una sua
e s p e r i e n z a u n i c a , i p o s t m o d e rn i c o m e Ro b er t Wi l s o n
e Pe t e r S e l l er s c e l e b r a n o q u e s t a i n d e t erm i n a t e z z a e
unicità del caos.

3 ) M o l t i p o s t m o d e rn i s e n t o n o c h e n o n e s i s t o n o p i ù
t e m i o i d e e d a e s p l o r a re, q u i n d i r i v o l g o n o l o s g u a rd o
a l l a s t o r i a d e l t e a t ro p er r i c i c l a re o p ere d el p a s s a t o.
Ma questi lavori riciclati sono salutati come
innovazioni p e rc h é sono pastiche o p a ro d i e dei
l a v o r i p re c e d en t i n a t i d a l l a f u s i o n e d i i m m a g i n i e
temi contemporanei c re a n d o un ibrido dell'opera
o r i g i n a l e. Sono spesso c re a t i facendo p ro p r i e
i m m a g i n i d e i m e d i a , d e l l a s t o r i a e d el l e b el l e a r t i ,
r a p p re s e n t a n d o l e c o m e n u o v i i b r i d i o g g e t t i d ' a r t e
c o n d i v e r s i l i v e l l i d i s i g n i f i c a t o i n ere n t i a l l a l o ro
struttura.

4) Queste ibridazioni v en g o n o re a l i z z a t e spesso


attraverso l'uso della tecnologia e dei media
contemporanei per r i - p re s e n t a re il vecchio come
n u o v o. L'influenza d e l l ' i n f o rm a t i c a tende a
d i s s o l v e re i c o n f i n i t r a f o rm e t r a d i z i o n a l i d i a r t e ,
c u l t u r a p o p o l a re e m a s s - m e d i a . Q u e s t o a b b a t t i m e n t o
d e i l i m i t i t r a fo rm e d ' a r t e l e ren d e t u t t e u g u a l m e n t e
v a l i d e. A n c h e l ' e r a i n f o rm a t i c a v i e n e r i f l e s s a n el l o
s p e c c h i o d e l l a p e r f o rm a n c e t e a t r a l e.

5) Infine, gli elementi finora elencati sono tutti


a s p e t t i d i u n a t t e g g i a m e n t o t i p i c o d e l p o s t m o d ern o :
i l d e s i d e r i o d i ro m p ere c o n l a s t i l i z z a z i o n e u n i f i c a n t e
d e l m o d e rn i s m o. M e n t re q u e s t ' u l t i m o e s p l o r a v a u n a
varietà di stili d i f f e re n t i ( s u rre a l i s m o , re a l i s m o ,
t e a t ro e p i c o. . . ) s c e g l i e v a d i u n i f i c a re q u e s t i s t i l i i n
un sistema a rm o n i o s o di convenzioni teatrali. Il
t e a t ro p o s t m o d ern o p re f e r i s c e i n v e c e g i u s t a p p o rre
stili e convenzioni d i f f e re n t i p er c re a re l i v e l l i di
s i g n i f i c a t o e d i c o m p ren s i o n e m o l t e p l i c i . Tu t t a v i a ,
q u e s t i e l e m e n t i c a o t i c i t e n d o n o a d e s s e re c o m u n q u e
unificati nel modo in cui viene trattata una tematica
o usata una metafora. I p o s t m o d ern i sono meno
i n t e re s s a t i dei naturalisti e d ei re a l i s t i all'enfasi
della re l a z i o n e , non p e rc h é essi evitino
d e l i b e r a t a m e n t e d i u s a r l a m a p erc h é c o m p re n d o n o
la ricchezza di e s p re s s i o n e consentita
dall'accettazione di tutti gli stili teatrali.

Questi elementi sono tessuti l'uno n e l l ' a l t ro , e


s a re b b e i m p o s s i b i l e s e p a r a r l i i n c o n c e t t i d i s c re t i .
Tu t t a v i a , ognuno di questi elementi legittima la
natura della Distanza Estetica nel c o i n v o l g ere
l ' a t t e n z i o n e d e l p u b b l i c o n e l t e n t a t i v o d i f o rn i re u n a
molteplicità di significati e una giustapposizione di
stili e pratiche. L'ultimo punto in special modo ci fa
n o t a re che il t e a t ro così come lo intendono i
p o s t m o d ern i s t i s i s p i n g e o l t re l a " t i m i d e z z a " t i p i c a
d e l n a t u r a l i s m o e d e l re a l i s m o , t u r b a n d o i l i m i t i c h e
Ben-Chaim aveva tentato di i n d i v i d u a re in
G ro w t o w s k i da una parte e nel situazionismo
dall'altra - ma senza p e rd e re di vista il gusto
p o p o l a re, c o m e a b b i a m o r i c o n o s c i u t o n e i p u n t i 3) e
4 ) . M a g i a d e l p o s t m o d e rn o : e s s o s i f a b e f f e d i o g n i
dogmatismo accademico, s o rr i d e alla lezione di
D u c h a m p e g u a d a g n a i l f a v o re d e l g r a n d e p u b b l i c o ,
anche se spesso scade nel trash, che forse può
e s s e re c o n s i d er a t o l a g r a n d e r i s o r s a d e l l ' O c c i d e n t e
[6].

conclusioni i n t o rn o a Tea t ro - passaggio arti


f i g u r a t i v e : d a l l ' e s p re s s i o n e a l l a m e m o r i a [ D e w e y ] .

C o n c l u d o q u e s t o e x c u r s u s s u l Po s t m o d e rn o a t e a t ro
c o n l a re c e n s i o n e d i u n f i l m d i Pe t e r G re e n a w a y , T h e
Cook, The Thief, His Wife and Her Lover [Il cuoco, il
ladro, sua moglie e l'amante, 1989], definito un
e s e m p i o d i " p o s t m o d ern i s m o e p i c o " : u n o t t i m o p o n t e
t r a i l t e a t ro e l ' a r t e f i g u r a t i v a .
" Fi l m d e l g e n e re e s o r b i t a n o q u a l s i a s i d e f i n i z i o n e d i
g u s t o : e i l g u s t o è p ro p r i o a l c e n t ro d el l a n a rr a z i o n e.
Ma tutto i n t o rn o è certamente d i s g u s t o. Tu t t o
i n t o rn o a l t e m a d e l c i b o , a l l ' a r t e c u l i n a r i a e a l l a
degustazione, ma anche l'indissolubile binomio
f o rm a t o c o l s e s s o , l ' e ro t i s m o. E l e v a t i a l l a p o t e n z a , i l
gusto diventa anche sinonimo di etichetta (e
l'inglese è c e l e b re p er il suo atteggiamento
dissacrante nei c o n f ro n t i delle buone m a n i ere ) e
l ' e ro t i s m o v i e n e d e c l i n a t o n e l l e f o rm e d e l l ' a d u l t e r i o
e della violenza. Br a v o G re e n a w a y a d o s a re
l'umorismo quando la violenza e l'eccesso stanno
per farti v o m i t a re ; eccellenti anche le musiche,
s o l e n n i e p o m p o s e , s p e s s o a u t o i ro n i c h e, s c a n d i s c o n o
u n i f o rm e m e n t e s c e n e t a g l i a t e d a c o l o r i s t r a n i a n t i ,
s u rre a l i . S e l a s c e n a f i n a l e d i A r a n c i a M e c c a n i c a
a v e v a a p e r t o i l v a s o d i Pa n d o r a , q u e s t o c a p o l a v o ro
di G re e n a w a y tenta di c a v a l c a re l'onda
p o s t m o d ern a , sperimentandone addirittura le
possibilità epiche: la Moglie e l'Amante diventano
Ad a m o ed Eva, il lavapiatti del ristorante un
cherubino (o addirittura un Cristo Deposto del
Mantegna!) e il re g i s t a continua a g i o c a re con
l ' i c o n o g r a f i a i n s c en a n d o t a b l e a u x v i v e n t d e g n i d e l
p i ù m a t u ro Pa s o l i n i ( m u t a t i s m u t a n d i c o n l i c e n z a
della critica cinematografica ortodossa). Alcune
scene g e n er a n o una complessità di emozioni
d i f f i c i l m e n t e d e s c r i v i b i l i , a l t re f o r z a n o l ' a t t e n z i o n e
su un simbolismo volutamente sovraccarico: il tutto
f a p a r t e d e l l a c o s t r u z i o n e d i u n c l i m a x b e n s t u d i a t o.
C h e c u l m i n a , m a n c o a d i r l o , n e l l ' e c c e s s o s f re n a t o
d e l l ' i n c o n t ro voltaico di sesso, cibo, morte, e
(dis)gusto"[7].

Distanza storica:
l'assenza come avvenuto o avvenire

- Arte figurativa. John Dewey, Arte come Esperienza


[ S a rg e n t ] ; Ra f f a e l e G a v a rro , Oltre l'Estetica
[ i s t a l l a z i o n i s i t e s p e c i f i c : M a rc Q u i n n , C o n t i n u o u s
Present]

Secondo Santayana, la Natura possiede un primato


o n t o l o g i c o n e i c o n fro n t i d e l l o S p i r i t o : s e n o n c i f o s s e
u n c o r p o c h e p e n s a , n o n e s i s t e re b b e i l p e n s i e ro.
[Life of Reason, 1905-1906]

( a ) I t w o u l d b e a n e rro r t o s u p p o s e t h a t a e s t h e t i c
principles apply only to our judgments of works of
art or of those natural objects which we attend to
c h i e f l y o n a c c o u n t o f t h e i r b e a u t y. E v e r y i d e a w h i c h
i s f o rm e d i n t h e h u m a n m i n d , e v e r y a c t i v i t y a n d
e m o t i o n , h a s s o m e re l a t i o n , d i re c t o r i n d i re c t , t o
p a i n a n d p l e a s u re . I f , a s i s t h e c a s e i n a l l t h e m o re
important instances, these fluid activities and
emotions p re c i p i t a t e , as it w e re , in their
evanescence certain psychical solids called ideas of
things, then the concomitant p l e a s u re s a re
i n c o r p o r a t e d m o re o r l e s s i n t h o s e c o n c re t e i d e a s
a n d t h e t h i n g s a c q u i re a n a e s t h e t i c c o l o u r i n g . A n d
although this aesthetic colouring may be the last
q u a l i t y w e n o t i c e i n o b j e c t s o f p r a c t i c a l i n t e re s t , i t s
i n f l u e n c e u p o n u s i s n o n e t h e l e s s re a l , a n d o ft e n
a c c o u n t s f o r a g re a t d e a l i n o u r m o r a l a n d p r a c t i c a l
attitude.

(b) Now, the s t a rr y h ea v e n s a re v er y happily


d e s i g n e d t o i n t e n s i fy t h e s e n s a t i o n s o n w h i c h t h e i r
b e a u t i e s m u s t re s t . I n t h e f i r s t p l a c e, t h e c o n t i n u u m
o f s p a c e i s b ro ke n i n t o p o i n t s , n u m e ro u s e n o u g h t o
give the utmost idea of multiplicity and yet so
d i s t i n c t a n d v i v i d t h a t i t i s i m p o s s i b l e n o t t o re m a i n
a w a re of their i n d i v i d u a l i t y. The variety of local
signs, without becoming o rg a n i z e d into f o rm s ,
re m a i n s p ro m i n e n t a n d i rre d u c i b l e . T h i s m a ke s t h e
o b j e c t i n f i n i t e l y m o re exc i t i n g t h a n a p l a n e s u r f a c e
w o u l d b e . I n t h e s e c o n d p l a c e, t h e s e n s u o u s c o n t r a s t
o f t h e d a r k b a c k g ro u n d , — b l a c ker t h e c l e a rer t h e
n i g h t a n d t h e m o re s t a r s w e c a n s e e , — w i t h t h e
p a l p i t a t i n g f i re o f t h e s t a r s t h e m s e l v e s , c o u l d n o t b e
exc e e d e d by any possible device. This material
beauty adds incalculably, as we have a l re a d y
p o i n t e d o u t , t o t h e i n w a rd n e s s a n d s u b l i m i t y o f t h e
e f f e c t . To rea l i z e t h e g re a t i m p o r t a n c e o f t h e s e t w o
e l e m e n t s , w e n e e d b u t t o c o n c e i v e t h e i r a b s e n c e,
a n d o b s e r v e t h e c h a n g e i n t h e d i g n i t y o f t h e re s u l t .
[8]

I "two elements" sono 1) individualità nella


molteplicità 2) incommensurabilità dal c o n t r a s t o.
L'importanza di questi aspetti dell'esperienza di una
Distanza sublime è facilmente intuibile dal fatto che,
i n a s s e n z a d i q u e s t i , n o n p o t re m m o f a re a m e n o d i
r i m a n ere delusi dal r i s u l t a t o. Pro c e d o da questo
p a s s o - c h e d e f i n i re i u n o d e i p i ù " l i r i c i " d i S a n t a y a n a
- p er l a f o r t e a n a l o g i a p e r c o n t r a s t o c o n l ' e s e m p i o
f a t t o d a Bu l l o u g h n e l s u o s a g g i o : l ì e r a l a n e b b i a e l o
s c o n c er t o d a e s s a c re a t a , q u i l a v o l t a c e l e s t e, i l
ka n t i a n o s u b l i m e m a t e m a t i c o.

- q u e s t i o n e m o r a l e : i n B u l l o u g h p re s s o c h é a s s en t e ,
ma forse p er motivi di spazio (forse sottintesa):
v a l o re e s t e t i c o , v a l o re m o r a l e i n S a n t a y a n a [ T h e
S e n s e o f B e a u t y ] . L a B e l l e z z a è p i a c ere o g g e t t i v a t o ;

- a l t ro m o d o d i v e d ere l a D i s t a n z a : c o n f erm a d e l
pluralismo dell'esperienza estetica. la Distanza, più
c h e c o n c e t t o o re l a z i o n e, è u n v a l o re .

B a u d r i l l a rd : c o n Wa rh o l l a s u p e r s t i z i o n e n e l v a l o re
d e l l ' a r t e h a p re s o i l p o s t o d e l l a f e d e .
Ly o t a rd : " i l v a l o re d i u n ' o p e r a d ' a r t e o d i u n ' o p er a d i
p e n s i e ro dipende dalla sua capacità di g e n e r a re
f u t u ro. In una sola p a ro l a : essa scommette
s u l l ' a r r i v e r ! " [ 9 ] [ Pern i o l a , 2 0 0 0 , p . 4 8]

Conclusioni: La Distanza come Valore

"Dobbiamo, di tanto in tanto, riposarci


dal peso di noi stessi, volgendo lo sguardo là in basso
su di noi, ridendo e piangendo su noi stessi
da una distanza di artisti"

F. N i e t z s c h e , L a G a i a S c i e n z a .
A q u e s t o p u n t o d e l l a t r a t t a z i o n e, s i s a r à n o t a t o c h e
la Distanza di cui parliamo è qualcosa di
r a d i c a l m e n t e d i v e r s o d a c i ò c h e v i e n e n o rm a l m e n t e
inteso dal linguaggio c o m u n e. " Pren d e re le
distanze", e "distanza di s i c u re z z a " , gli aspetti
m o r a l i o s t re t t a m e n t e f i s i c i d e l t e rm i n e c i r i g u a rd a n o
solo m a rg i n a l m e n t e , nonostante una filosofia del
senso comune debba tener p re s e n t e dell'uso
c o n c re t o di c er t e nozioni p er non r i c a d ere
n u o v a m e n t e i n u n v u o t o a c c a d e m i s m o.

In questo s en s o , tenendo p re s e n t e la vicenda


filosofica degli ultimi anni a p a r t i re dal secolo
s c o r s o , l a D i s t a n z a Erm e n e u t i c a d i c u i t en t i a m o d i
d i s e g n a re i tratti intrattiene un rapporto di
p a re n t e l a s t re t t a c o n q u e l l a n o z i o n e d i d i f f e r e n z a
che ha impegnato la riflessione di molti autori del
Novecento, e ha r a p p re s e n t a t o la via di fuga
d a l l ' i m p a s s e n e l l a q u a l e s i e r a t ro v a t a , s t re t t a t r a l a
logica dell'identità aristotelica e la dialettica
dell'idealismo, il doppio binario morto delle Lezioni
d i E s t e t i c a d i H e g e l e d e l n eo ka n t i s m o. A c o n f erm a
d i q u e s t o , s a r à s u f f i c i e n t e c i t a re l o s p er i m e n t a l i s m o
e s t re m o d e l c i n e m a n e l l e f o rm e d el t r a s h e d e l l o
s p l a t t er c o m e " v e r s i o n e b a n a l e d i e s p e r i e n z e c h e
ben pochi conoscono effettivamente" [10] fino ad
o l t re p a s s a re i limiti della legalità con gli snuff
m o v i e s , o i l s i d e r a l e a s t r a t t i s m o d i c e r t e o p er a z i o n i
artistiche, come le mucche sezionate e messe in
f o rm a l d e i d e d a D a m i e n H i r s c h , p er d i m o s t r a re c h e l a
p ro d u z i o n e a r t i s t i c a d e g l i u l t i m i a n n i h a m e s s o a
d u r a p ro v a i l n o s t ro s t o m a c o e l a n o s t r a c a p a c i t à d i
"distanziamento" da queste operazioni. Ma non
intendiamo a p p l i c a re il principio estetico della
Distanza nella tonalità moralistica della condanna: il
g r a d o d i p a re n t e l a c h e e s s o s t r i n g e c o l p e n s i e ro
della differenza denota p ro p r i o la mancanza di
q u e l l a s i m m e t r i a p o l a re t i p i c a d e l g i u d i z i o m o r a l e, e
i n u l t i m a a n a l i s i , p re s e n t a c a r a t t e r i s t i c h e t u t t ' a l t ro
c h e n o rm a t i v e, l a q u a l c o s a l o re n d e u n p r i n c i p i o
e s t e t i c o s u i g e n e r i s , i rr i d u c i b i l e a d u n i d e a l e o a d u n
paradigma, nonostante la tradizione lo i n s er i s c a
d i d a s c a l i c a m e n t e n e l l ' a m b i t o d e l l e t eo r i e e s t e t i c h e
c o n t e m p l a t i v e [ 11] .

L ' i d e a d i u n d i s t a n z i a m e n t o d e l l ' o s s e r v a t o re , e l a
convinzione che la Distanza costituisca un
p a r t i c o l a re t i p o d i v a l o re p e r l ' e s p e r i en z a , n o n è u n a
novità nell'ambito delle scienze u m a n i s t i c h e. Già
negli anni ottanta, Norbert Elias, nel suo
Coinvolgimento e Distacco[12], c e rc a v a di
p e r s u a d e re i colleghi sociologi sulla necessità di
r i f o rm a re l a s o c i o l o g i a a p a r t i re d a l l a n o z i o n e d i
d i s t a c c o - c o n t ro i l c o i n v o l g i m e n t o p a r t i g i a n o c h e
a f f e t t a c h i s i t ro v a a d a f f ro n t a re t e m i q u a l i l ' o rg o g l i o
n a z i o n a l e , l e g u erre " g i u s t e " , l a c r i s i e c o n o m i c a . . .
Come abbiamo visto, la cosa vale anche p er la
c r i t i c a d ' a r t e e l a f r u i z i o n e a r t i s t i c a i n g en e re . E
v a l e a n c o r d i p i ù p e r l ' a r t i s t a s t e s s o. C o n l ' u n i c a
d i f f e re n z a che qui non ci si pone l'obiettivo di
r i f o rm a re a l c u n a s c i e n z a e s a t t a , n é d i i n a u g u r a re u n
nuovo corso dell'Estetica o d e l l ' E rm e n e u t i c a : la
nozione di Distanza, così epurata da elementi
d o g m a t i c i o m o r a l i s t i c i , d i v e n t e r à u n v a l o re s e n z a
i d e a l e , u n a m e rc e s e n z a m e rc a t o , u n a m o n e t a f a l s a ,
p e r u t i l i z z a re u n a f o r t u n a t a m e t a f o r a . Pu ò e s s e re
considerata lo stile con il quale il c i b ern a u t a e
l ' i n t e l l e t t u a l e, l ' h a c k e r e l o s p e t t a t o re a t e a t ro , i l
f i l o s o f o p o s t - u m a n o , i l re g i s t a e i l v i d eo - a r t i s t a s i
s a l v a n o d a l l ' a n n e g a m e n t o n e l l a re a l t à p s i c o t i c a i n
c u i s o n o i m m e r s i ( e d i c u i s p e s s o s o n o i p ro d u t t o r i )
senza tuttavia d o v er r i c o rrere ad una dottrina
psicanalitica o a un ingombrante a rm a m e n t a r i o
concettuale.

Pro p r i o q u a n d o c i s p i n g i a m o o l t re l i m i t i e s t re m i
della Distanza - così come li avevamo tracciati a
t e a t ro [ 1 3 ] - r i u s c i a m o a c o g l i e re i f r u t t i p i ù m a t u r i
della nostra r i f l e s s i o n e, con buona pace della
prudenza anglosassone del n o s t ro Bullough:
rischiando di c a d e re nel sotto-distanziamento
d e l u d e n t e, o d i s u p e r a re l a m i s u r a c o n l a p erd i t a d i
c o i n v o l g i m e n t o d e l s o v r a - d i s t a n z i a m e n t o , d o v re m m o
contemporaneamente r i u s c i re ad a l l o n t a n a re
l ' i p e rre a l i s m o e il crudo naturalismo di certe
operazioni, che confondono arte e vita in una
"apologia dell'esistente" che già costituiva il
bersaglio polemico d el l ' e s t e t i c a di G y ö rg y
Lu ká c s [ 1 4 ] .

U n a l t ro i n t e r l o c u t o re d e l l a D i s t a n z a è i l n e u t r o d i
Ro l a n d B a r t h e s .

E d g a rd Wi n d , A r t e e A n a r c h i a , Ad e l p h i , 1 9 9 7 .
"l'arte è un e s e rc i z i o dell'immaginazione, un
e s e rc i z i o c h e c i c o i n v o l g e e c i d i s t a c c a a l l o s t e s s o
tempo [...] Da questa duplice radice - partecipazione
e f i n z i o n e - l ' a r t e t r a e i l s u o p o t e re s i a d i a l l a rg a re
la nostra v i s i o n e, sia di a p p ro f o n d i re la nostra
esperienza.
L'arte vive in questo reg n o di ambiguità e di
avventura, ed è arte soltanto nella misura in cui
q u e s t a a m b i g u i t à è m a n t en u t a " [ p . 4 6 - 4 7 ]

Pro p r i o c o m e a f f erm a v a B u l l o u g h [ s i n o s s i , X X I , X X X ] ,
a n c h e Wi n d è c o n v i n t o c h e l ' a r t i s t a a b b i a q u e s t a
strana capacità di sdoppiamento che gli consente di
d i s t a n z i a r s i d a g l i " i n c a n t e s i m i " e d a i " t e rro r i " c h e
e g l i s t e s s o p ro d u c e .

I principali fruitori di questa moneta falsa sono gli


a p p a r t e n e n t i a l l a c o m u n i t à v i r t u a l e, i n d i v i d u i l a c u i
etica magmatica e p a rc e l l i z z a t a è in continua
f o rm a z i o n e .
Pe r i c o l i di un etica non condivisa,
individualizzazione d el l a società e solipsismo
c i b e rn e t i c o [ G a v a rro ] .

4.1. Il ruolo della Dista nza nei Nuovi Media:


l'Arte Interattiva

Le n u o v e t e c n o l o g i e [ i n t e rn e t ] h a n n o p erm e s s o u n
avvicinamento esponenziale degli individui:
i n f o rm a z i o n i che prima impiegavano g i o rn i o
s e t t i m a n e a d a rr i v a re a d es t i n a z i o n e o g g i v i a g g i a n o
a velocità i m p re s s i o n a n t i p er un n u m e ro s e m p re
c re s c e n t e d i p er s o n e, c h e h a n n o a c c e s s o a b a n c h e
d a t i i n c o n t i n u a e v o l u z i o n e . S e m i c o l l e g o a l l a ret e ,
p o s s o s p e d i re u n l i b ro d i s e i c e n t o p a g i n e ( c h e p u ò
" p e s a re " - i n t e rm i n i d i b i t d ' i n f o rm a z i o n e - d u e
M e g a b y t e) i n p o c h i m i n u t i a l l ' a l t ro c a p o d e l g l o b o. S i
p u ò f a c i l m e n t e c o n s t a t a re c h e l o s c a m b i o d i d a t i n o n
è u n i v o c o , u n i d i re z i o n a l e e p a s s i v o , c o m e a v v e n i v a
nei "vecchi" sistemi a medium caldi: la
p a r t e c i p a z i o n e a t t i v a d e g l i u t e n t i re n d e l a re t e u n
medium rovente. D'altra parte s'impone alla
r i f l e s s i o n e s u i m e d i a p i ù d i u n p ro b l e m a s o s t a n z i a l e :
l ' a c c e s s o e l a p ro d u z i o n e u n i v e r s a l i e d e m o c r a t i c i d i
i n f o rm a z i o n i suscita seri dubbi sulla qualità del
materiale fr u i b i l e in re t e ; i motori di r i c erc a
"indicizzano" spesso solo utenti privilegiati che
possono p erm e t t e r s i una sponsorizzazione del
p ro p r i o s i t o ; l ' e t i c a d e l c o p y r i g h t e d el l ' a u t o r i a l i t à
d e l l e o p e re c o s t i t u i s c e s e m p re m e n o u n l i m i t e a l l a
l i b e r a c i rc o l a z i o n e d e i p ro d o t t i c u l t u r a l i , n o n o s t a n t e
la condivisione sia costantemente minacciata
d a l l ' i n t e r v e n t o d e l l e g r a n d i c a s e d i p ro d u z i o n e : " l a
n o m e n k l a t u r a d e l d i s c o n o n [ p erd e] i l s u o m i o p e
riflesso killer[15]"; da un lato, l'anonimicità o la
p s e u d o n i m i t à d e i p ro d u t t o r i / f r u i t o r i d i q u e s t a m o l e
i m p re s s i o n a n t e di i n f o rm a z i o n i sospende la
re s p o n s a b i l i t à degli stessi, d a l l ' a l t ro - e
paradossalmente - l'individuo così spersonalizzato è
c e l l u l a d i u n m e rc a t o c h e l o c o n t ro l l a e n e s o n d a
costantemente i gusti e le p re f e re n z e ,
l ' o r i e n t a m e n t o s e s s u a l e , l e s c e l t e p o l i t i c h e : l i b ero
d a l p u n t o d i v i s t a f o rm a l e , l ' i n d i v i d u o i m m e r s o i n
q u e s t a d en s a n e b u l o s a d i d a t i è m o n i t o r a t o i n o g n i
aspetto dell'esistenza.

I n q u e s t o m o d o , l a s c i s s i o n e c h e c a r a t t er i z z a v a g l i
uomini e le donne alla fine dello scorso millennio
non viene risolta, ma superata, p er u s a re
u n ' e s p re s s i o n e d i G u s t a v J u n g . L ' e t i c a p a r a d o s s a l e
d e l l ' e r a i n f o rm a t i c a è l ' u l t i m o s t a d i o d i u n p ro c e s s o
c h e a f f o n d a l e p ro p r i e r a d i c i n e l v i a g g i o i n t r a p re s o
dalla soggettività da Cartesio fino ad oggi, nel
p ro g re s s i v o a l l o n t a n a m e n t o d e l l a c o s c i en z a d a s e
stessa. M e n t re le scienze positive, che sul
p a r a d i g m a c a r t e s i a n o f o n d a v a n o i l p ro p r i o m e t o d o ,
celebravano i l o ro successi, la scissione tra l'Io
individualizzato e l ' A l t ro , la Società, il Gruppo,
d i v e n t a v a s e m p re p i ù i n s a n a b i l e . Tu t t o r a m a n c a n o
gli strumenti adatti p er c a p i re a fondo questa
frattura: Norbert Elias è convinto che, alla
r i v o l u z i o n e c o p ern i c a n a d e l l e s c i e n z e f o r t i n o n s i a
c o rr i s p o s t a una rivoluzione parallela della
m e n t a l i t à [ 1 6] . Q u e l l o c h e r i s u l t a d a l l e s u e p a ro l e è
c h e i n s o c i o l o g i a s i a m o a n c o r a f erm i a l m e d i o e v o !
Abbiamo visto che secondo il sociologo tedesco un
c e r t o d i s t a c c o è n e c e s s a r i o s i a p er c o m p ren d e re a l
m e g l i o i p ro c e s s i c h e o s s e r v i a m o n e l l a s o c i e t à e d i
c u i s i a m o n o i s t e s s i p ro t a g o n i s t i , s i a p er a d e r i re a i
mutamenti in corso senza c a d ere nella
g i u s t i f i c a z i o n e d el l ' e s t a b l i s h m e n t : i l d i s t a n z i a m e n t o
d a n o i s t e s s i è i l f a t t o re d e t e rm i n a n t e i l p ro c e s s o d i
c i v i l i z z a z i o n e d e l l a s o c i e t à , e p p u re l ' e g o c en t r i s m o
t i p i c o d el l a f i l o s o f i a c a r t e s i a n a c i l e g a a n c o r a a d u n
distanziamento insufficiente per g u a rd a re alla
s o c i e t à i n m o d o o g g e t t i v o.
I l p ro b l e m a c h e n e s c a t u r i s c e è q u i n d i q u e l l o d e l l a
Scissione: da una parte l'Io, il soggetto, e dall'altra
i l Fu o r i , i l M o n d o , l a S o c i e t à , l ' A l t ro. Q u e s t e i s t a n z e
c o n v i v o n o a l l ' i n t e rn o d e l c o s i d d e t t o " h o m o c l a u s u s " ,
l'idea astratta che abbiamo di noi stessi, causa di
o g n i s o l i p s i s m o. A c o n f e rm a d i q u e s t o , b a s t i p e n s a re
a quanto diamo per scontata l'incomunicabilità
dell'esperienza, delle p erc e z i o n i intime... L'Homo
Informaticus s a re b b e l'ultimo ideal-tipo,
declinazione di questa chiusura ed incomunicabilità:
nonostante le infinite possibilità comunicative che
l ' e r a d i g i t a l e c i c o n s e n t e d i a v ere , l a s e n s a z i o n e
r i m a n e q u e l l a d i a v e re u n a m e r a r a p p re s e n t a z i o n e
d i g i t a l e , e n o n d i a p p a r t e n e re a d u n g r u p p o u m a n o
autentico, di cui condividiamo etica e valori.
A m m e s s o c h e b a s t i l ' i l l u s i o n e, a l f o n d o d e l l a n o s t r a
esperienza rimane un'ineffabile mancanza di
completezza, un'inquietante fr a m m e n t a z i o n e. A
stento conserviamo il sostantivo Homo del binomio:
u n t o r p o re a n i m a l e s e m b r a [ c o n t i n u a … ]
A questa esperienza segnata dall'illusorietà e dalla
i n a u t en t i c i t à p o s s i a m o c o n t r a p p o rre q u e l l a d e l l ' A r t e
I n t e r a t t i v a , p re f e r i b i l e a q u a l s i a s i a l t r a f o rma d ' a r t e
p e r i l f a t t o d i u t i l i z z a re i n u o v i m e d i a p i u t t o s t o c h e
c o n d a n n a r l i a l l o n t a n a n d o s e n e, i n u n r i f i u t o s t e r i l e
ed a n a c ro n i s t i c o , o l t re a c o s t i t u i re l'elemento
naturale per l'applicazione del n o s t ro principio
e s t e t i c o. I l p ro d o t t o d i q u e s t o g en e re d i o p e r a z i o n i
artistiche non è un'opera in senso s t re t t o , né
s e m p l i c e m e n t e u n a p e r f o rm a n c e l a c u i u n i c a v a l i d i t à
consiste nell'evento qui ed ora: piuttosto,
l ' a t t e n z i o n e è r i v o l t a a l l ' i n t e r a t t i v i t à t r a i l f r u i t o re -
emancipato dalla condizione minoritaria e
s u b o rd i n a t a di "ricevente" in cui veniva re l e g a t o
d a l l ' a r t e t r a d i z i o n a l e e d a l l e a v a n g u a rd i e - l ' a r t i s t a -
p r i m u s i n t e r p a r e s d e l l ' o p er a z i o n e - e l ' e s p e r i e n z a
comune di condivisione estetica. I ruoli non sono
fissi ma possono scambiarsi: il risultato è che la
Ve r i t à n o n è a f f e rm a t a p o s i t i v a m e n t e , n o n c ' è u n
messaggio " p re c o t t o " da dover c o g l i e re ; l'arte
i n t e r a t t i v a a c c e n t u a i l c a r a t t e re o l i s t i c o d e l l a v e r i t à ,
l a q u a l e è q u a l c o s a c h e s i fo rm a n e l m e z z o d e l l a
re l a z i o n e. O r a , t e n e n d o a b a d a l a q u e s t i o n e m o r a l e ,
p o s s i a m o d i re c h e e s i s t e u n m o d o " b u o n o " e u n o
" c a t t i v o " d i s t a re i n q u e s t o m e z z o : q u e l l o c a t t i v o
equivale alla maniera inconsapevole di f l u i re
i n s i e m e a i f e n o m e n i , s e n z a l a b e n c h é m i n i m a p re s a
s u l rea l e . S i n o t i c o m e a n c h e i n q u e s t o m o d o s i d à
una distanza (alienante); quello buono s a re b b e
q u e l l o d i u n d i s t a n z i a m e n t o c o n s a p e v o l e, e d i u n a
m e s s a i n g i o c o d e l p ro p r i o S é c o n i f e n o m e n i , v i s t i
non come un Mondo a parte lontano da noi, ma
qualcosa in cui stiamo, fenomeni anche noi. Il
p re c i p i t a t o d i t u t t o q u e s t o p ro c e s s o m i s e m b r a l ' i d e a
di verità che ci s a re m o f o rm a t i grazie a questo
gioco: non quella granitica di un Io Senziente (una
v e r s i o n e e v o l u t a e p e r c o s ì d i re " t e rre n a " d e l l ' I o
Pe n s o ) m a u n a v er i t à s o s p e s a , f l u t t u a n t e .
Nell'arte t r a d i z i o n a l e, il rapporto di coscienza
a v v i e n e c o n l ' i d e n t i f i c a z i o n e ; n e l l ' a r t e i n t er a t t i v a , s i
tratta invece di un rapporto di distinzione che
c o n s e n t e d i s f u g g i re a l l a p r o p r i o c e z i o n e : l ' i m m a g i n e
r i f l e s s a d e v e m o s t r a re i l M o n d o e n o n i l S é, m a i l
secondo solo attraverso il p r i mo. Con l'arte
tradizionale, l'identificazione avviene come per
" s t a m p o " d e l l ' o p e r a s u l f r u i t o re. . . q u e s t i a l l a f i n e s i
r i t ro v a ( n el d u p l i c e s e n s o d i " o t t e n e re " e d i " s t a re " ,
" e s s e re - i n - f o rma t o " ) i n q u a l c h e m o d o c o l m e s s a g g i o
dell'artista, o con qualche v a l o re e s p re s s o
n e l l ' o p e r a z i o n e ; l ' a r t e i n t e r a t t i v a c h i a m a i l f r u i t o re a
s c o p r i re i p ro p r i c o n f i n i , c h e s i f o rm a n o q u i e d o r a
c o n l ' i n t er a z i o n e : è p ro p r i o i l m o d o i n c u i s i p o s s o n o
e s p l o r a re q u e s t i c o n f i n i , c i o è l e i n f o rma z i o n i c h e s i
possono c a t t u r a re , ad d e t e rm i n a re la bontà
d e l l ' i n t e r a z i o n e ; l e re l a z i o n i m o s t r a n o i r i m a n d i , e
questi rimandi possono e s s e re variati, seguiti,
scomposti e composti.
O t t e n i a m o d a q u e s t o p ro f i c u o r a p p o r t o d i A r t e e
Fi l o s o f i a a n c h e u n ' a l t r a i n d i c a z i o n e d i m e t o d o : l e
scienze esatte si aspettano un risultato certo ed
i n d u b i t a b i l e, c a s s a n d o t u t t o i l re s t o c o m e v a g o e d
i n d e t erm i n a t o , m e n t re p ro p r i o questa fluidità
costituisce il tratto c a r a t t er i s t i c o della verità in
gioco[17]. nel caso di riuscita della costituzione di
u n a o p er a s i m i l e i n e s s i a l l o r a s a re b b e ro n o n s o l o
u n a i n t er p re t a z i o n e o u n a m e r a r a p p re s e n t a z i o n e ,
m a a n c h e u n a e s p l o r a z i o n e d e l l a rea l t à . Q u e s t i n e s s i
si possono e s p l o r a re attivamente, v e r i f i c a re ,
" s e n t i re " attraverso la p ro p r i a e s p er i e n z a
s o g g e t t i v a . L a q u a l c o s a a i u t ere b b e , s e n o n p ro p r i o
a s a n a re , quantomeno a f a re i conti con la
p a t o l o g i c a f r a m m e n t a r i e t à d e l l ' e s p e r i e n z a , d i re b b e
Pe rn i o l a , " m e d i a c r a t i c a e c a t o t t r i c a " .
Tu t t a v i a , lo stesso filosofo de Il sex appeal
dell'inorganico mette a fuoco un altra fondamentale
questione: l'esperienza soggettiva sembra e s s e re
s e m p re più importante per tutti, meno che p er
l ' a r t i s t a s t e s s o : q u e s t i h a s e m p re m e s s o i n g i o c o -
o f f re n d o l o a l l a m e rc é d e l p u b b l i c o [ 1 8] - c i ò c h e l u i
stesso aveva di più intimo, di personale e
s o g g e t t i v o. O r a p a re i n v e c e c h e t u t t o s i a p i ù o m e n o
fruibile p er tutti a questo livello di pubblicità:
s i c c o m e t u t t o è " g i à s e n t i t o " , q u e l l o c h e s en t i a m o
non ci appartiene più, non è più n o s t ro
s o g g e t t i v a m e n t e . . . n o n f a c c i a m o a l t ro c h e r i c a l c a re
e s p e r i e n z e e s en s a z i o n i s p e r s o n a l i z z a t e , e s e u n a
volta eravamo u o m i n i - m e rc e, alienati sì ma che
a l m e n o p o s s e d e v a n o a n c o r a l e p ro p r i e s e n s a z i o n i ,
o r a s i a m o d i v e n t a t i u o m i n i - d en a ro , " m o n e t e " ( n o n
i m p o r t a s e v ere o f a l s e ) c h e c i rc o l a n o n e l m e rc a t o
globale delle sensazioni.

Appendic e

Ermeneutic a della Distanza e Arte Interattiva:


un'int ervista.

"il filosofo dell'Arte pare oggi meglio


at tre z zat o de ll' artista a valorizzare , se n za re stare
prigioniero del culto delle opere, e a comunicare,
se n za e sse re vittima de lle crude z ze re alistiche
di una trasmissione immediata"

M . Pe rn i o l a , L ' a r t e e l a s u a o m b r a
S t e f a n o Ve n t u c c i : A p ro p o s i t o d i D i s t a n z a . . . c h e n e
dici del cinema Snuff?
Fa b i o Pa o l i z z o : Beh non sono un amante d el
g e n e re. . . c e r t o s o n o u n a f o rm a d i d i s t a n z a , e i n
effetti l'unica v er a riserva r i g u a rd a il fatto che
questi film sono una violenza p er lo s p e t t a t o re
p e rc h é lo costringono ad a z z e r a re la p ro p r i a
distanza nei c o n f ro n t i d el l ' e v e n t o (che seppur
s i m u l a t o è v o l u t a m e n t e re a l i s t i c o ) .

S V: Pe rò i n a l c u n i c a s i , s i è t r a t t a t o d i v er i o m i c i d i ,
e gli spettatori più che e s s e re c o s t re t t i erano
p e r v er t i t i che pagavano fior di quattrini pur di
v e d e re q u e s t e r a r i t à .
F P : B e h , i o c re d e v o f o s s e ro f i n z i o n i , n o n re a l t à .
C re d o c h e l ' a m o re p e r q u e s t o g e n ere p ro v e n g a d a u n
r a p p o r t o f e t i c i s t i c o c o n l ' o g g e t t o d e s i d e r a t o / o d i a t o.
S V: I n a l c u n i c a s i , e f f e t t i s p e c i a l i d i b a s s a l e g a
v e n i v a n o s p a c c i a t i p e r v er i s n u f f , a u t e n t i c i o m i c i d i
davanti alla c i n e p re s a , per venderli al miglior
o f f e re n t e . . .
F P : Fo r s e i l c o n f i n e t r a u n a o t t i m a f i n z i o n e e d u n a
t r i v i a l e re a l t à , è m i n i m o. C o m u n q u e è o v v i o c h e
v o l e v o e v i t a re d i f a re i l m o r a l i s t a .
S V: è d i f f i c i l e n o n e s s e r l o , i n c a s i c o m e q u e s t o.
Pr i m a c h e s c o p p i a s s e l o s c a n d a l o , m o l t e p er s o n e
s o n o s t a t e c o s t re t t e a p a r t e c i p a re a q u e s t o g e n e re
a s s u rd o d i p e r f o rm a n c e. . . e a l a s c i a rc i l a p e l l e !
F P : C re d e v o c h e s n u f f f o s s e l a f i n z i o n e , i n v e c e è
l ' a u t e n t i c o. B e h . . e a l l o r a n o n p o s s o c h e p en s a rn e
male.
Ad ogni modo è un'azzeramento della distanza,
feticismo, s e m p re nella sfera del desiderio (non
odiato, in questo caso)... Certo, puoi d i re
p e r v er s i o n e. . .
S V: D i c i a m o - g ro s s o l a n a m e n t e - che è un'arte
p e r v er s a p e r g e n t e d ev i a t a . . . I n f o n d o , s e a n c h e u n a
sola p er s o n a viene "coinvolta" dall'operazione,
dobbiamo c o n v e n i re che non contravviene alla
costituzione dell'Arte. Secondo la teoria che
r i p ro p o n g o , c ' è G ro w t o w s k i d a u n a p a r t e ( d i s t a n z a
m i n i m a , q u a s i i m p e rc e t t i b i l e : g l i a t t o r i d e l t e a t ro s i
mescolano con il pubblico, coinvolgendo l'olfatto, il
t a t t o. . . ) e l ' h a p p e n i n g d a l l a p a r t e o p p o s t a ( p e rd i t a d i
distanza, mancato coinvolgimento, "no
engagement"). In mezzo c'è il naturalismo e il
re a l i s m o , c o n l e d e l i c a t e s f u m a t u re d e l l a f i n z i o n e e
del simbolismo m a n i er i s t a . È d i f f i c i l e c o l l o c a re i l
c i n e m a s n u f f i n q u e s t a s c a l a d e l f a t t o re - d i s t a n z a : s i
t r a t t e re b b e di un i p errea l i s m o ( t u t t ' a l t ro che
delicato) n el quale è praticamente annullata
( a z z e r a t a , s ì ) l a d i s t a n z a t r a re a l t à e f i n z i o n e : p e r
q u e s t o n o n s i d o v re b b e t r a t t a re d i A r t e , s e p er A r t e
intendiamo menzogna consapevole, ma a tutti gli
e f f e t t i d i u n c r i m i n e " i n c o s t u m e " , d o c u m e n t a t o.

FP: Quando dici "da una parte (distanza minima,


quasi i m p e rc e t t i b i l e : gli attori del t e a t ro si
mescolano con il pubblico, coinvolgendo l'olfatto, il
t a t t o. . . ) e l ' h a p p e n i n g d a l l a p a r t e o p p o s t a ( p e rd i t a d i
d i s t a n z a , m a n c a t o. . . ) " i n t e n d i d a l l a p a r t e o p p o s t a =
a u m e n t o d e l l a d i s t a n z a , v ero ?
Lo h a p p e n i n g c o m e m a s s i m a l e d e l l a d i s t a n z a ? O a l
minimo?
S V: M a s s i m a l e, t a n t o d a p erd ern e l a p e rc e z i o n e .
C re d o c o n v e n g a d e f i n i r l a m e g l i o , s en n ò n o n r i e s c o a
s p i e g a rm i . . . " D i s t a n z a " è l o s p a z i o - n o n m e r a m e n t e
f i s i c o o t e m p o r a l e - c h e l o s p e t t a t o re i n t e r p o n e t r a
se e una r a p p re s e n t a z i o n e, sia essa teatrale,
c i n e m a t o g r a f i c a o f i g u r a t i v a i n g e n e re.

FP: Secondo me, l'happening riduce la distanza più


d e l t e a t ro c o n t e m p o r a n eo. I l t e a t ro r i m a n e f e d e l e a d
u n a v i s i o n e d e l l ' a r t e c o n u n a p re s a d i d i s t a n z a : g l i
attori che si mescolano tra il pubblico, sono
c o m u n q u e a t t o r i , e i l p u b b l i c o l o s a b e n e. Q u i n d i i l
t e a t ro d ' a v a n g u a rd i a possiede m a g g i o re distanza
dell'happening (mi sembra tu avessi scritto il
contrario).

S V: I n f a t t i . C o s ì i n t e s a , p e rò , l a d i s t a n z a c o i n c i d e
semplicemente con la finzione: allora sì, che il
t e a t ro t r a d i z i o n a l e s e m b r a p i ù d i s t a n t e , c o n l e s u e
scenografie, i costumi... e lo happening molto
"vicino" alla re a l t à . Ma non è questa, la
c a r a t t e r i s t i c a p r i n c i p a l e d e l n o s t ro f a t t o re e s t e t i c o :
si tratta di una distanza p s i c h i c a . Pe r q u e s t o l a
tragedia è molto meno "distanziante" di uno show
t e l e v i s i v o : c i c o i n v o l g e p ro f o n d a m e n t e , p u r f a c e n d o
ricorso ad una finzione più elaborata; lo happening,
i l l i v i n g t h e a t r e c i c o i n v o l g o n o s o l t a n t o p er i l l o ro
c a r a t t e re di immediatezza, vicinanza fisica e
re a l i s mo. Pi ù c o m p l e s s o a n c o r a i l r u o l o s v o l t o d a
q u e s t a re l a z i o n e i n m u s i c a : l ì è l a m e m o r i a a c re a re
distanza.

FP: Ora, una p a ro l a sulla distanza, dato che


facendo musica interattiva, e quindi lavorando su
u n a r i d u z i o n e d e l l a d i s t a n z a , c re d o d i p o t er d i re l a
m i a : s e l ' o b i e t t i v o d e l l ' a r t e n o n è i n t r a t t e n e re ( c o m e
può anche e s s e re, p erc h é no?) ma p e rm e t t e re
c o n o s c e n z a ( o c o n s a p e v o l e z z a , f a i t u ) a l l o r a i o c re d o
che la tendenza mostrata in vari campi dell'arte sia
q u e l l a d e l l a r i d u z i o n e d e l l a d i s t a n z a . Ad e s e m p i o : g l i
s n u f f m o v i e . Tu d i r a i " n o n s o n o a r t e " e d i o t i p o s s o
r i s p o n d ere c h e " a r t e e m o r a l i t à n o n v a n n o m o l t o
d ' a c c o rd o " . . . ( i l n o s t ro p u n t o d i v i s t a p er s o n a l e è
comunque fuori dalla q u e s t i o n e) . Allora p e rc h é
questa riduzione? Fo r s e p e rc h é abbiamo un
f e t i c i s t i c o b i s o g n o d i re a l t à , e v o g l i a m o u n a f i n z i o n e
p i ù re a l e . Fo r s e p erc h é v i v e n d o i n u n a m b i e n t e c o s ì
m e d i a t o ( e m e d i a t i c o ) , l a n e c e s s i t à d i u n a rea l t à
meno mediata si fa più forte. Anche se questa è
comunque condannata a v i a g g i a re attraverso un
medium che è già mediazione in se, che è già il
m e s s a g g i o , o c h e l o i n f i c i a s ev e r a m e n t e .

S V: I l p ro b l e m a n o n è t a n t o l a criminosità degli
s n u f f , m a l a m e rc i f i c a z i o n e d e l c r i m i n e : p i ù c h e a r t e ,
è u n b u s i n e s s c r i m i n o s o c h e s i s er v e d i u n s o s t r a t o
artistico (il cinema): che poi queste operazioni
re n d a n o a n c h e c o n s a p e v o l i s u c o m e v a n n o l e c o s e, è
u n e f f e t t o c o l l a t e r a l e - n o n c re d o s i a t a n t o v o l u t o
dagli ideatori di film tanto squallidi...
FP: Beh sì, c o n d i v i d o. Certo è i n t e re s s a n t e . .
facciamo un po' di esempi botta e risposta.. ti va?
S V: Pro v i a m o !
F P : Ad e s e m p i o : i l l i b ro ( s c u s a s e p a r t o d a l à ) c h e
distanza pone?
S V: C o m e m e d i u m c o n c e d e m o l t i s s i m o s p a z i o a l
f r u i t o re . . . l a d i s t a n z a è re l a t i v a a l g en e re , p erò , e a l
t i p o d i t e s t o.
F P : g i à , f o r s e i l m a s s i mo. . c e r t o , m a c o m u n q u e i l
medium, concede la massima distanza - quindi anche
l a m a s s i m a l i b e r t à i n t er p re t a t i v a , c o n v i e n i ?
S V: N e c o n v e n g o ! Tu t t a v i a , u n a r a c c o l t a o r a c o l a re ,
ad esempio, è sicuramente più vicina a chiunque si
accinga a consultarla (paradossalmente) rispetto ad
u n ro m a n z o , c h e r a c c o n t a " u n a " s t o r i a , l a s t o r i a d i
"questo" p er s o n a g g i o. . . che può c o i n v o l g e rc i
re l a t i v a m e n t e .
F P : C er t o è a n c h e v e ro c h e s u l l ' i n t e r p re t a z i o n e d e i
t e s t i è p o s s i b i l e f a re u n l a v o ro a c c u r a t o , e s s e n d o i l
l i b ro u n o g g e t t o d e f i n i t o d e l t e m p o e n el l o s p a z i o. . .
Cioè ti chiedo: la distanza p erm e t t e anche di
o s s e r v a re m e g l i o i f a t t i ?
S V: Tr a d i z i o n a l m e n t e è c o s ì . È q u a s i u n d o g m a d e l l a
storiografia, riconosciuto da tutti: la distanza storica
( m e m o r i a , d i s t i n t a d a l r i c o r d o s o g g e t t i v o , p e r s o n a l e)
c i p erm e t t e d i a p p re z z a re c o s e l a c u i a s s e n z a è d a t a
dal tempo: l'assenza ne d e t e rm i n a il v a l o re
i n t r i n s e c o , c o m e q u a n d o i l c i e l o d i n o t t e è c o p er t o , o
i l r i v e r b ero d e l l e l u c i d e l l a m e t ro p o l i c i i m p e d i s c o n o
d i a m m i r a re l a v o l t a s t e l l a t a . . . ( S a n t a y a n a f a s e m p re
esempi molto lirici, così mi viene da imitarlo!)
FP: Eh già - anche se ci sono molte opinioni fuori
d a l c o ro. . . C re d o c h e r i g u a rd i a n c h e l a p o s s i b i l i t à d i
una p re s a oggettiva della re a l t à (senza tanti
f ro n z o l i ) .

S V: Ammettiamo p u re che questo dogma possa


e s s e re s t a t o i n t ro d o t t o d a i f a m o s i " v i n c i t o r i " d e l l a
s t o r i a , o s e m p l i c e m e n t e d a i d e t en t o r i d el p o t e re n e l
p re s e n t e, dall'establishment: essi hanno tutto
l ' i n t e re s s e n el c o n s e r v a re l a l o ro p o s i z i o n e, q u i n d i
ammantano di onestà intellettuale una buona scusa
per non venir sottoposti all'indagine: delegando "ai
p o s t er i " l ' a n a l i s i d e l l e a z i o n i e d e i f a t t i d e l p re s e n t e ,
mi esento da qualsiasi giudizio d ei miei
contemporanei! E questo vale in arte più che in altri
a m b i e n t i , m i p a re . . .

FP: Se è possibile, d i re i pragmaticamente


p o s s i b i l e , a l l o r a l a d i s t a n z a è fo n d a m e n t a l e ! Pe rò l a
distanza richiede anche il distacco, e questo è un pò
u n a c h i m e r a ( d a v v e ro q u a n d o g i u d i c o e v a l u t o u n
c e r t o e v e n t o i o p o s s o e s s ere o g g e t t i v o ? ) . M a i l b u o n
s e n s o v i e n e i n a i u t o : u n s a n o p r a g m a t i s m o p e rm e t t e
d i v i v ere n e l l ' i l l u s i o n e d e l l a v i t a ; o l t re i l v e l o , n o n
c'è la vita, ma la massima distanza... Ecco vedi,
intendo questo: forse la necessità di vita [illusoria] è
più forte ora della necessità di distanza. Questo si
mostra anche nelle trivialità: si accettano finzioni a
b u o n m e rc a t o , p u rc h é d i a n o v i t a .

S V: Pre n d i a d e s e m p i o l a N a t u r a ( !) : s i d i c e c h e n o n
s o p p o r t i g l i s p a z i v u o t i , c h e n o n p ro c e d a m a i p e r
s a l t i ( re c en t e m e n t e : s e n o n p er p a c c h e t t i o q u a n t i
e n e rg e t i c i ) . . . l a D i s t a n z a - e c o s ì t i r i s p o n d o a n c h e
i n d i re t t a m e n t e - si pone invece dal lato della
Cultura...
F P : G i à , c a p i s c o c o s a v u o i d i re. . . c re d o c h e d i c i a m o
la stessa cosa... infatti all'inizio stavo p er d i re
"eccesso di cultura"!
S V: Ci d i f f e re n z i a m o da tutto quanto è
immediatamente Naturale ponendo una distanza tra
n o i e i f e n o m e n i c h e c i c i rc o n d a n o : v i s t a c o s ì , l a
Distanza è la definizione stessa dell'Arte!
Dewey sosteneva (pragmaticamente!) che ogni
esperienza ha in sé il g e rm e dell'esperienza
e s t e t i c a . . . i o p o t re i a g g i u n g e re c h e o g n i e s p e r i e n z a
e s t e t i c a , p e r e s s e re t a l e , d e v e a v er a c h e f a re c o n
u n c e r t o t i p o d i d i s t a n z a . L a p ro d u z i o n e d i f i n z i o n i a
b u o n m e rc a t o è c e r t a m e n t e l ' a s p e t t o s u p e r f i c i a l e :
m a è l a p r i m a v o l t a c h e l a p u n t a d e l l ' i c e b erg è p i ù
g r a n d e d i q u e l l o c h e c ' è s o t t o i l l i v e l l o d e l m a re , s e
l'arte viene vista con diffidenza e sospetto - quando
n o n c o n a p er t a a n t i p a t i a ! - d a l l ' u o m o c o m u n e .

F P : C er t o. . . Pe rò c ' è u n a c o s a c h e b i s o g n a d i re i n
d i f e s a d e l l a n a t u r a : l e f o rm e d i a r t e c h e s i p o n g o n o
così vicine alla natura, riducendo la distanza, in
re a l t à r i p o r t a n o a d u n a s o l a r i f l e s s i o n e : l a s t o r i a
d e l l ' a r t e i n s e g n a c h e l e p e r f o rm a n c e ( a d e s e m p i o l a
b o d y a r t ) t e n d o n o p ro p r i o a d e s s e re u n a re a z i o n e a l
senso di morte, così diffuso nella vita
c o n t e m p o r a n e a ( l a m o r a l i t à re s t i p u re a c a s a ) . L a
d o m a n d a è : l a d i s t a n z a p u ò e s s ere a n c h e e c c e s s i v a ?

S V: N el s e n s o d i u n a l l o n t a n a m e n t o e c c e s s i v o d a i
toni, o dal "gusto" di una p e r f o rm a n c e ? Se si
p ro d u c e d i s g u s t o , o rro re o p a u r a , s i h a c o m u n q u e u n
coinvolgimento: la distanza c'è, ma non è tale da
f a rm i p e rd e re i n t e re s s e. . .

F P : N o - c h e l a d i s t a n z a p u ò e s s e re e c c e s s i v a , a d
esempio n e l l ' a rc h e o l o g i a . . . o nella vita
contemporanea rispetto alla brutalità... Queste
f o rm e d'arte c erc a n o disperatamente di r i p o r t a re
l'uomo alla vita, strappandolo dal castello di cultura
e d i n s e n s i b i l i t à n e l q u a l e s i è c a c c i a t o.
S V: a l l o r a d o b b i a m o d i s t i n g u ere u n a n n u l l a m e n t o
della distanza di questo g e n e re (fonte di ogni
s a l v e z z a e f o r t e m e n t e a u s p i c a b i l e) a l l ' a n n u l l a m e n t o
dei " re a l i t y " i quali - quasi per definizione - si
sovrappongono alla monotonia dell'uomo qualunque
p e r s c a l z a r l o d a l l a ro u t i n e e d a rg l i l ' i l l u s i o n e d i u n a
vita diversa.

F P : i o n o n s o n o u n ' a m a n t e d el f e t i c i s m o e q u i n d i
p e r s o n a l m e n t e n o n a mo n é l a S c u o l a d i Vi e n n a , n é
t u t t a l a ro b a c h e v i o l e n t a i l f r u i t o re. I o c re d o n e l
g e s t o d e l i c a t o , q u e l l o c h e p erò l a m a s s a i g n o r a d e l
t u t t o.

S V: a n c h ' i o p re f e r i s c o B re c h t a d A r t a u d ! - S e m p re
Santayana, nel Life of Reason: "la massa deve
e s s e re p l e b e a n e l l e s c e l t e p o l i t i c h e, m a p a t r i z i a n e i
sentimenti" - scusami, certe volte mi abbandono al
c i t a z i o n i s m o p i ù p e d a n t e. . . !

F P : È c h i a ro c h e l a s i m u l a z i o n e è u n ' a l t ro d e i t e m i
scottanti. temi sui quali si sono offerte o p e re
i n t e re s s a n t i sulla mistificazione, che tendono a
r i c re a re m i s t i f i c a z i o n i . A l t ro e s e m p i o : l a m u s i c a . . . Tu
dicevi che la distanza è nella memoria. E sono
d ' a c c o rd o , i n f a t t i a n c o r a u n a v o l t a l a m u s i c a p i ù
culturale richiede più memoria. Meno ne richiede e
p i ù è p o p o l a re , a d e s e m p i o l a d i s c o . . .
S V: . . . e s p i e g a i l s u c c e s s o d e l l a f o rma c a n z o n e ! u n
r i t o rn e l l o , u n p o n t e , q u a l c h e " s t a n z a " . . .
F P : C e r t o - e l ' i n s u c c e s s o d el l e i n n u m e re v o l i f o rm e
complesse di tanti compositori. La massa non ha
memoria.
S V: Qualcuno un g i o rn o mi diceva di s u b i re il
f a s c i n o d i t a n t a p a c c o t t i g l i a b a ro c c a , e s a l t a t o d a l
fatto che erano ultime manifestazioni rigogliose
prima che il minimalismo ci inghiottirà tutti. Ed è
evidente che il minimalismo (in musica,
a rc h i t e t t u r a . . . ) è e s p re s s i o n e di un'epoca senza
memoria.
F P : C h e i n t e n d e v a p er m i n i m a l i s m o ?

S V: C h i l o d i c e v a e r a u n a s t u d en t e s s a , r i g u a rd o
all'arte figurativa in g e n ere , e alla fotografia in
p a r t i c o l a re : c re d o citasse, a sua volta, un
p ro f e s s o re. . .
F P : M a h n o n s a p re i ; i l m i n i m a l i s m o è e s s e n z i a l i t à
m a s s i m a d e l s e g n o , c re d o c h e s i a u n a l t ro r a m o
i m p a z z i t o , d e l q u a l e è d i f f i c i l e t en e re c o n t o.
S o n o p erc o r s i s t o r i c i , c re d o. . .

S V: Beh ma ci muoviamo anche qui tra i due


e s t re m i : t r a s h d a u n l a t o , m i n i m a l i s m o d a l l ' a l t ro. . . i n
m e z z o c ' è l a p a c c o t t i g l i a c o m m e rc i a l e .

F P : N o n d i re i c h e i l m i n i m a l i s m o s i a a t t i v o i n a r t e
oggi... A che pensi?
S V: N o n s o - i n e f f e t t i è p i ù u n a s e n s a z i o n e i n d o t t a ,
quella di c o n s i d er a re il minimalismo la scelta
stilistica della maggior parte d eg l i artisti. Pe rò
a n c h e u n J e f f Ko o n s , a d e s e m p i o : è u n f u n a m b o l o i n
e q u i l i b r i o t r a i l t r a s h e i l m i n i m a l i s m o. Po i s p o s a
I l o n a S t a l l er ( C i c c i o l i n a ! ) e s u g g e l l a i l s u o m a n i f e s t o
artistico-esistenziale!

FP: Sì c re d o sia un buffone, c o m u n q u e. . . come


molti di quelli che tentano le grandi i m p re s e
c o m m e rc i a l i .

S V: Già t re n t ' a n n i fa, Ku b r i k vedeva il f u t u ro


dell'arte contaminato dalla p o rn o g r a f i a ( s c u l t u re
f a l l i c h e e m a c ro di genitali femminili a rre d a v a n o
m o l t i i n t e rn i d i A r a n c i a M e c c a n i c a ) .
F P : I o c re d o c h e l a v er a s f i d a i n a r t e s i a q u e l l a d i
o f f r i re o p ere che p e rm e t t a n o di a u m e n t a re il
c o i n v o l g i m e n t o , e l ' a c c e s s i b i l i t à , s e n z a p erd ere l a
distanza, la possibilità di n a rr a t i z z a re , di
i n t e r p re t a re , c o m p re n d ere , re n d e r s i c o n s a p e v o l i . . .
S V: U n ' o p e r a a p e r t a , i n s o m m a . . .
F P : C er t o.


S V: A l t ro n u m e t u t e l a re i m p o r t a n t e d e l l a m i a t e s i è
M a rc e l D u c h a m p : i l c o n c e t t o d i " c o e f f i c i e n t e d ' a r t e "
d a l u i fo rm u l a t o è u n ' a l t ro n o m e d e l l a D i s t a n z a . N o n
c re d o d i d i r t i n i en t e d i n u o v o : è l a d i f f e re n z a t r a i l
p ro g e t t o e la re a l i z z a z i o n e sommata al
" r a f f i n a m e n t o " d a p a r t e d e l f r u i t o re .
FP: Dove ne parla?
Ad esempio, in un ciclo di c o n f e re n z e del 1954
intitolato Il Processo Creativo. Qui ne parla in
qualche misura:
http://it.youtube.com/watch?v=E0D1Q2NUQGU
S V: L a c o s a p e g g i o re d i y o u t u b e è c h e r i s c h i d i
t ro v a re "sonorizzazioni" di film muti di Duchamp
d e g l i a n n i ' 2 0 . . . È c o m e p i s c i a rg l i n e l l a Fo n t a n a ! O
re m i x a re i l P o è m e E l e c t r o n i q u e . . .

FP: Beh hanno pisciato in molti allora... Mi viene in


m e n t e E r a s e d d e Ko o n i g
h t t p : / / w w w. y o u t u b e . c o m / w a t c h ? v = t p C W h 3 I F t D Q

Note

[1] M. Donà, Arte e Filosofia, Bompiani, 2007.

[2] Dennis Christilles è membro dal 1994 del Theater


Design Faculty alla University of Kansas. Ha
parte ci pato i n sie me c on Un ru h De l be rt all a re daz i on e
dell'articolo The Semiotics of Action Design, in
T h e a t e r To p i c s , Vo l . 6 , n . 2 , s e t t e m b r e 1 9 9 6 .
[3] Ma una teoria della conoscenza non è completa senza
una rilessione sull'Estetico: come rileverà Santayana
nell'Introduzione al suo Il Senso della Bellezza, "There
mu st th e re fore be i n ou r n atu re a ve ry radi cal an d
wide-spread tendency to observe beauty, and to value
it. No account of the principles of the mind can be at
all adequate that passes over so conspicuous a
f a c u l t y " ( G . S a n t a y a n a , T h e S e n s e o f B e a u t y, B e i n g
the Outline of Aesthetic Theory, Charles Scribner's
Sons, 1896.

[ 4 ] N e l s u o E s p e r i e n z a , O p e r a , Va l o r e , I n g a r d e n t r a c c i a
un percorso dell'esperienza estetica in cui entrambi
gli aspetti confluiscono per sfociare nel sogno, o
" rê ve ri e ", del l a fru i zi on e : l 'aspe tto e moti vo - di n ami co ,
cioè l'iniziale commozione provocata dall'oggetto
estetico poi tradotto formalmente per la coscienza,
precede quello contemplativo, in cui l'osservazione
concentrata permette un'esperienza ricettiva
dell'oggetto, finché il materiale così prodotto sia
sufficiente per poter parlare di esperienza estetica
nella dimensione onirica della rêverie ( W.
Ta t a r k i e w i c z , S t o r i a d i S e i I d e e , A e s t h e t i c a , 2 0 0 4 ) .

[ 5 ] W. Ta t a r k i e w i c z , o p . c i t . p . 3 7 5 .

[ 6 ] M . Pe r n i o l a , Tr a s h , d e b o l e z z a o f o r z a d e l l ' O c c i d e n t e ?
(in Ágalma, n. 11, Meltemi, 2006).

[7] E. Greco, Il cinema postmoderno, Atlas, 2007.

[8] G. Santayana, op. cit. § 25-26.

[ 9 ] M . Pe r n i o l a , L ' a r t e e l a s u a o m b r a , E i n a u d i , 2 0 0 0 .

[10] Ibid. p. 33.


[11]Cfr. supra, p. .

[12] N. Elias, Coinvolgimento e Distacco, Il Mulino, 1983.

[ 1 3 ] C f r. s u p r a , p . .

[14] G. Lukács, Il significato attuale del realismo critico ,


E i n a u d i , 1 9 5 7 , o p . c i t . i n M . Pe r n i o l a , 2 0 0 0 .

[15] A. Notarbartolo, dal blog di Internazionale.it del 19


Agosto 2008
( h t t p : / / w w w. i n t e r n a z i o n a l e . i t / i n t e r b l o g / i n d e x . p h p ? i t e m
id=2559).

[16] N. Elias, La civiltà delle buone maniere, Il Mulino,


1982.

[17]S. Natoli, La verità in gioco. Scritti su Foucault,


Fe l t r i n e l l i , 2 0 0 5 , e P. Fe y e r a b e n d , C o n t r o i l m e t o d o .
Abbozzo di una teoria anarchica della conoscenza,
Fe l t r i n e l l i , 2 0 0 2 . S i n o t i c o m e i l p a r a d i g m a s c i e n t i f i c o
getti la propria luce sulla sfera morale, informandola.

[18] Inteso qui nel senso aggettivato di "reso pubblico",


non sostantivato di "pubblico a teatro, al cinema".

[19] La metafora, oltre che in Derrida, Donare il tempo. La


moneta falsa, Raffaello Cortina, 1996, è anche in
Klossowski, La moneta vivente, Mimesis, 2008.

Indice
In t ro du zi o n e

1. " L a Di st a n z a Psi ch i ca co me f a t to re a rt i st i co e
pr i n ci pi o est et i co " [ Si n o ssi]

PA RT E I : d e f i n i z i o n e d i D i s t a n z a P s i c h i c a
PA RT E I I : L ' a n t i n o m i a d e l l a D i s t a n z a

2. D i st a n z a Scen o gr a f i ca :
i l po st mo dern o a t ea tro

2.1 Dalla Poetica alla Critica del Giudizio

3. D i st a n z a St or i ca :
l 'a ssen t e co m e av v en u t o o a v v en ire

4. C o n cl u si o ni : La Di st a n z a co me Va l ore

4.1 Il ruolo della Distanza nei Nuovi Media:


l'Arte Interattiva

Appendice - Ermeneutica della Distanza


e Arte Interattiva

Bibliografia

Indice dei nomi


B i bli o gr a f ia
In di ce dei n o mi

Aristotele, .
Artaud, Antonin, .

Baudrillard, Jean, .
B a r t h e s , Ro l a n d , .
B e rd j a e v , N i ko l a j A le k s a n d ro v i č , .
Bre cht, Bertol d, .
Bré mo nd , He nri, .
Bullough, Edward, .

Christilles, Dennis, .
C o l e r i d g e , S a m u e l Ta y l o r , .
Delbert, Unruh, .
Derrida, Jacques, .
Dewey, John, .
Donà, Massimo, .
Duchamp, Marcel, .

Elias, Norbert, .

Fe y e r a b e n d , P a u l K a r l , .
F l o re n s k i j , Pa v e l A l e k s a n d ro v i č , .
Fr a n c o f o r t e ( S c u o l a d i ) , .

Gavarro, Raffaele, .
G re e n a w a y , Pe t e r , .
Growtowski, Jerzi, .

H e g e l , G e o r g W i l h e l m Fr i e d r i c h , ;
hegeliano, ; hegelismo, .
Hirsch, Damien, .

Jung, Gustav, .

Kant, Immanuel, ; kantiano, ;


kantismo, .
K lossowski, Pie rre , .

I n g a rd e n , Ro m a n , .

Lukács, György, .
Ly o t a r d , J e a n - Fr a n ç o i s e , .

Meinong, Alexius, pseudonimo di


Alexius von Handschuchsheim, .

Natoli, Salvatore, .
Notarbartolo, Alberto, .

Pe rn i o l a , M a r i o , .

Santayana, George, .
Shaftesbury, Anthony Ashley Cooper, (Conte di), .
S h a ke s p e a re , Wi l li a m , .
S h e l l e y , Pe rc y B y s s h e , .

Ta t a r k i e w i c z , W ł a d i s ł a w , .

Ro r t y , R i c h a r d , .

Ve l á s q u e z , D i e g o , .

Wind, Edgar, .
Witasek, Stephan, .