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A lei de Deus: um prazer de poucos!

Você se sente frustrado quando uma lei o restringe a não fazer algo que gostaria de realizar? O que pode ser feito então contra essa proibição e regulamentação estabelecida; temos então três opções: quebrar a regulamentação (lei) para nos deleitarmos em nossos prazeres sem nos preocuparmos com futuras conseqüências, relativizar a

atualidade

dessa lei e considerá-la como caduca, ou mais suavemente, afirmar “que cumprimos de uma outra forma” e não daquela maneira explicitamente ali representada.

Se isso ocorre em casos comuns da jurisprudência civil, quanto mais ocorrerá com proposições bíblicas.

Deus nos deu dez mandamentos (Ex 20), nos ordenou para que viéssemos observá-los com perpetuidade, mas o homem não os aceita. O homem não cumpre esses mandamentos, por que sua natureza odeia o doador da lei, despreza os pontos ali exigidos e ignora as advertências das conseqüências à quebra desses preceitos.

Mas qual a relação entre lei e graça? O que é lei, o que é graça? E o cristão está relacionado com qual de ambas?

Esse é um tema muito abordado em toda a historia da igreja cristã. A tensão entre esses dois temas se dá pela transição da antiga aliança para a nova. As respostas nem sempre são satisfatórias, mas as mais prevalecentes estão em uso em nossos púlpitos.

O neonomismo por séculos enraizou-se no pensamento teológico de alguns grupos e durante a igreja primitiva

representados pelos judaizantes, ganhou larga aceitação.

De acordo com esse ponto de vista, a lei(não as obras) tem uma função importantíssima de auxilio a graça.

Geralmente nos círculos neonomistas há uma ênfase exagerada da lei em detrimento da graça, na práxis do neonomismo vemos muitas atitudes legalistas no esforço de cumprir a lei, como moeda de se obter a benevolência

e a não-punição divina. Como é de se esperar existem exageros até mesmo na alimentação* de muitos neonomistas.

O segundo grupo que observamos com demasiada freqüência no seio da igreja, são aqueles que a teologia chama

de antinomistas.

O antinomismo é tão velho na historia igreja quanto o neonomismo, foi combatido com muita veemência por

Paulo, João, Judas e Pedro. Foi(e continua sendo) uma heresia bastante perniciosa, isso pelo fato de considerarem

a graça como substituta da lei, interpretam sempre a lei como algo prejudicial ou no mínimo, que “foi bom” até

certo período na historia da revelação, mas que agora, não existe mais nenhuma relação entre o cristão e a lei. Há dois tipos de antinomia: a doutrinal e a pratica., embora seja necessário afirmar que nem todo antinomista doutrinário é um antinomista prático, é correto considerar (e a historia confirma) que todo (exceto aqueles que consideram as revelações proposicionais,a bíblia, algo fútil) antinomista pratico é um antinomista doutrinário e isso ocorre por que sempre procuram argumentos antinomianos** para fundamentar seus atos espúrios.

O QUE A BIBLIA DIZ?

È importante considerarmos o assunto sobre a lei como algo que merece ser discutido aqui exaustivamente, mas seremos apenas objetivos e clarificados nesse ponto, e em outra oportunidade nos aprofundaremos detalhadamente.

No antigo testamento aprouve o Senhor entregar aos israelitas uma norma para sua conduta diária para com os homens e com Deus. Essa era a lei divina. Perfeita, santa e justa

(Sl 19.7). O povo judeu recebeu a lei em três maneiras distintas: Lei civil, cerimonial e moral. Esse era o regulamento para a perfeita obediência. Em caso contrario, seria maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo (Dt 27.26).

As leis civis tinham o propósito de estabelecer a ordem natural da sociedade judaica. Como um estado teocrático, Israel recebeu diretamente de Deus o seu código civil e penal. Que bela legislação, e quão majestoso Legislador!

Em Ex 21, observamos uma serie de mandamentos para trazer ordem a sociedade

Veterotestamentária, as sanções à quebra da lei incluíam: pena capital ao infrator (v.12; 22.18-20; ) e ressarcimento em relação a as suas propriedades (Cap. 22). Essa lei foi abolida, já que sua característica era estritamente local e temporal.

As leis cerimoniais eram a parte vital do culto judaico a Deus. Nessa lei a observância era exigida como uma forma de separá-los daqueles demais povos pagãos. Era uma identidade peculiar daquela nação em comparação as outras. O novo testamento mostra que nessa lei existia um elemento apontando para o messias que havia de vir, sombras e tipos que brevemente seriam abolidos (Cl 2.16,17). Nesse aspecto, a lei cerimonial era praticada através de festas especificas, sacrifícios, circuncisão, abstinência de alimentos impuros, páscoa e muitos outros preceitos detalhados. Essa lei é aquela que o NT descreve algumas vezes como; leis dos mandamentos, que consistiam em ordenanças, essa sim, é a lei que foi desfeita e abolida (Ef 2.11,15), conforme lemos em toda carta de Gálatas e Romanos. O testemunho firme do novo testamento confirma que o cristão não está debaixo da lei cerimonial, não está debaixo da lei no sentido de que a maldição da lei não o atinge mais, conforme todo o contexto no capitulo 6 de Romanos, incluindo o próprio versículo 14.

Não há mais condenação para os eleitos de Deus. É Deus quem os justifica!

A lei moral

Sempre presenciamos uma negligencia completa em relação a lei de Deus. Os cristãos contemporâneos desejam saber “muitas coisas”, menos os preceitos sagrados. A imprudência com a vida cristã em muitos evangélicos dos nossos dias é nauseante. Com muita dificuldade e insegurança, um cristão veterano hoje em dia pode falar prontamente os dez mandamentos, e se o interrogarmos ou pedirmos o significado de cada um desses mandamentos, sua resposta será: “estamos no tempo da graça, não estamos na época da lei, não somos adventistas do sétimo dia, para então guardarmos a lei, estamos livre da lei”.

Esse é o engano mais sutil e popular que envenena nossas igrejas hoje em dia. A lei é a regra que Deus impôs ao homem. Vivermos sem essa regra, significa que viveremos des-regradamente. Não estarmos sob uma norma ética (lei) instituída por Deus, significa que somos noéticos, não estarmos mais sobre a lei divina, implica ilegalidade, e não em graça(como muitos pensam). Dizermos que estamos sob a graça e não sentirmos prazer na lei de Deus; atrai juízo, condenação e desprezo divino.

A lei moral resumidamente compreendida nos dez mandamentos, é o padrão moral, ético e espiritual que Deus exige do homem. E isso observamos com muita clareza no Antigo Testamento. Mas e o Novo Testamento, o que diz sobre essas coisas? Enfocaremos o que diz o N.T sobre a lei, já que esse é o ponto menos observado pelos lideres modernos.

Os fariseus eram a referencia religiosa de hipocrisia e insinceridade. Chamar alguém de fariseu hoje em dia, é bem diferente do que se esperava a dois mil anos atrás. Guardavam a o ato exterior e a aparência da lei, mas a sua essência era esquecida e negligenciada. Eis o motivo por que muitos hoje temem falar sobre a lei, possuem medo de se parecerem com esses “mestres”, e acabam adotando um posicionamento antibiblico em relação a lei, sem ao menos examinar profundamente essas questões, se tornam irracionais(teologicamente falando) naquilo que professam crer.

Paulo diz que a lei é boa (Rm 7.16), mas em outros momentos observamos ele dizendo que a lei traz a morte. Mas

a lei é boa ou não? Sim a lei é boa, mas somente para os crentes em Cristo; para os incrédulos ela é como um chicote que açoita suas consciências cauterizadas.

Quem pode dizer que a lei é boa senão o regenerado? Somente um santo pode dizer que tenho prazer nos teus mandamentos; eu os amo (Sl 119. 47 NVI).

È dito com muita freqüência, que, Cristo aboliu a lei. Eu responderia que sim, se, não tivesse uma bíblia na mão. Ele mesmo diz: Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir. Para respaldar o falso ensino de uma lei moral abolida por Cristo, alega-se então três opções (des-CULPAS, sofismas) diante desse texto, vejamos o que dizem:

1º Há um problema no manuscrito tal argumentação.

e assim o blasfemo(da alta critica geralmente) prossegue sua

2º Jesus disse que cumpriu, de uma vez por todas, cumpriu a lei para que o crente não precisasse mais cumprir.

3º Jesus “santamente” mentiu (mas claramente: “pecou por uma boa causa”), pois ele uma vez quebrou o sábado,

e não apedrejou, noutra vez, aquela mulher flagrada em adultério cuja a lei ordenara para que assim fizesse.

Sinto-me até enojado em digitar tal argumento profano. A ignorância não nos isenta dos nossos pecados em nossas pronunciações descabidas e descuidadas, o fato de alguém ser um péssimo interprete das escrituras, não o desculpará de suas distorções no dia do Juízo.

Se a bíblia diz que Cristo foi simplesmente um cumpridor da lei, então Ele apenas cumpriu a lei. Somente, simplesmente, claramente, é isso o que a bíblia diz! Seria desnecessário( e contraditório), Jesus dizer que o Seu cumprir da lei, é igual a abolição da lei. Ele mesmo explica que; não vim abolir a lei (Mt 5.17 NVI). Se o seu cumprir não era igual a acabar com a lei (NTLH), então a lei moral, conforme mostra todo o contexto do sermão do monte; sobre adultério, assassinato, tomar o nome de Deus em vão através de falsos juramentos, tudo isso ainda é requisito para regular e julgar, não somente a vida de irregenerados, mas de cristãos também.

Quando Jesus resumiu a lei moral em dois mandamentos, Ele não estava abolindo a coisa ali resumida por uma versão mais fácil ou mais branda de cumprir. Ele resumiu em dois os dez mandamentos, e não os aboliu. Amar a Deus sobre todas as coisas, equivale a guardar do primeiro ao quarto mandamento(nosso dever com Deus, nosso relacionamento vertical); amar o próximo como a ti mesmo, é o mesmo que observar os outros seis mandamentos(nosso dever com o próximo, nosso relacinamento horizontal). Os apóstolos sempre faziam referencia aos cristãos, tomando como ponto de partida a lei moral(Tg 2.9;

1 Jo 2.3) ligando e estabelecendo a obrigatoriedade à lei, a todos os crentes. Não adianta sofismar, dizendo que o Espírito “dirigirá espontaneamente” aqueles que, já estando na “graça” a não precisarem se esmerar na lei, e mesmo assim serão santos, mesmo negligenciando a lei que é santa, justa e boa (como dizia o apostolo Paulo) como padrão de moralidade em suas vidas. Não consigo conceber, alguem que é santanto e ao mesmo tempo despreza a lei santa!

O Espírito Santo mostra aos cristãos, verdades proposicionais e verificáveis que precisam ser obedecidas, não subjetivamente, como faziam(e ainda fazem) alguns antinomistas gnosticos, místicos medievais e semi-liberais, mas, objetivamente, como os homens mais piedosos da historia, e entre esses, aqueles que mais desenvolveram na pratica ( e no papel) a doutrina da graça.

È um absurdo, mas é verdade. Se um cristão não está debaixo da lei, então ele não peca mais; por que o pecado é transgressão da lei.

É uma tragédia vermos, a santa carta aos Gálatas ser tão cuidadosamente deturpada, as advertências de Tiago aos

cristãos, utilizando-se da lei, ser tão popularmente esquecida, e cair no desprezo. E tantos que se dizem piedosos nesse estranho caminho da graça, cospem na verdadeira graça e anulam as palavras de João:

"Aquele que diz: Eu conheço-o, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade." (I João 2 : 4)

Ninguém se esquiva daquilo que Deus estabeleceu. Para os cristãos ela é um padrão de um viver santo; para os incrédulos, um padrão amargo e intransigente de conduta expirada. Descansarei no que dizia as antigas veredas a esse respeito:

Aquele que prega a cruz de verdade e com boa-fé não se opõe à pregação da lei.

(W. G. T. Shedd)

A lei remete-nos ao evangelho, para que possamos ser justificados; o evangelho remete-nos à lei novamente para

que sejamos informados de nossos deveres, estando justificados.

(Samuel Bolton)

Quando a lei de Deus é escrita em nosso coração, nossos deveres são nossos prazeres.

(Matthew Henry)

Havia graça no reinado da lei e há lei no reinado da graça.

(Charles Caldwell Ryrie)

A agulha da lei precisa vir antes da linha do evangelho.

(C. H. Spurgeon)

* Uma boa parte dessa escola de pensamento ainda realiza dietas alimentares e exercem a guarda do shabath

(confundindo assim a continuidade e descontinuidade da lei, a revelação progressiva e a mudança de tal dia que outrora era estritamente cerimonial) vivendo de uma forma estritamente judaica, embora se considerem cristãos,

é o caso dos adventistas do sétimo dia, alguns batistas do sétimo e de muitos judeus messiânicos.

** Algo que é dado exagerada ênfase na agenda antinomiana é o amor e a graça(e todos os versículos que acompanham esse tema), envolvem-se em campanhas a favor do aborto, causas do direito civil e matrimonial de gays e lésbicas, se manifestam contra a pena capital e tudo aquilo que venha a ferir sua agenda humanista. Falam com bastante freqüência, de se receber sem nenhuma confrontação de arrependimento, grupos homossexuais e tantos outros que vivem de forma desregrada(Alguns antinomistas mais influentes não se posicionam de forma rigorosa e veemente contra esses movimentos, “aqui e acolá” fazem pronunciamentos que favorece a uns e as vezes a outros, um evangelho que nem fere com o arrependimento, nem cura com o remédio de uma vida santa). Se esquecem daquelas passagens que Jesus dizia sempre depois do perdão: Vai e não peques mais.

1. A pena de morte foi incluída na lei civil, mas os seu caráter retribuitivo não findou juntamente com toda lei judicial. A pena capital foi estabelecida antes mesmo de ser trazida a Moisés no Livro de Êxodo(cf .Gn 9.6). O principio da pena capital estava intrinsecamente gravado no coração de Caim (Gn.5.14), Deus(o legislador maior, Senhor da vida e da morte) o absorveu pois ainda não havia instituído as leis judiciais propicias para a execução legal.

A lei civil foi expirada, mas ainda hoje, permanece esse principio de ressarcimento aos danos materiais cometidos

contra o próximo e o seu caráter retribuitivo (não vingança pessoal) a vida humana, em que no caso, o estado é quem julgará e efetuará legalmente a referida sentença, tal como acontecia em Israel. Não era algo simplesmente

restrito a lei civil, era, e é, algo atrelado diretamente do caráter de Deus. Um principio de valor moral e não apenas local e/ou temporário. É completamente errônea a idéia humanista, de que a pena de morte não pode ser mais executada. Ao contrario do que muitos pensam, a abolição da pena de morte é uma desvalorização da vida. Como acertadamente diz R.C Sproul:

A pena de morte é instituída muito cedo no Antigo Testamento – antes de Moises, antes do Sinai, antes dos Dez Mandamentos, desde os dias de Noé, quando Deus disse: “Quem derramar sangue de homem, pelo homem terá o seu sangue derramado”. Isso não é uma predição. Na estrutura da linguagem há um imperativo: é uma ordem. E a razão é dada: “porque Deus fez o homem conforme a sua imagem” (Gn 9.6). Em outras palavras, a Biblia diz que a vida humana é tão sagrada, tão preciosa, tão santa – que, se com premeditação você destrói injustificadamente outro ser humano, você, por isso mesmo, perde seu direito à vida. Deus não apenas permite a execução de assassinos, ele a ordena. (Boa Pergunta, R. C. Sproul, Cultura Cristã, pág 299-300)

Evandro C. S. Junior, 7 de Setembro de 2010.