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Exemplos de movimentos nao-retil´˜

ıneos

Exemplos de movimentos nao-retil´˜ ıneos respectivamente, o movimento de proj´eteis, o movimento circular e o

respectivamente, o movimento de proj´eteis, o movimento circular e o movimento cicloidal.

Como de costume, encontra-se no final da aula uma lista de problemas pro- postos. Nela, vocˆe ter´a de fazer tanto demonstrac¸˜oes de resultados utilizados no texto da aula quanto aplicac¸oes˜ num´ericas do que foi discutido na mesma. Suge- rimos que vocˆe resolva o maior n´umero poss´ıvel de problemas dessa lista, tarefa que ir´a ajud´a-lo a se familiarizar cada vez mais com a notac¸˜ao vetorial.

O movimento de projeteis´

a estudamos anteriormente o movimento vertical de um corpo que est´a pr´oximo a` superf´ıcie terrestre e cujas velocidades, durante seu movimento, s˜ao pe- quenas o suficiente para desprezarmos a resistˆencia do ar. Nessas circunstˆancias, vocˆe aprendeu que qualquer corpo descreve um MRUV, com uma acelerac¸˜ao de m´odulo igual a 9, 8m/s 2 e apontando sempre para o centro da Terra (esta direc¸˜ao determina a vertical local). Esse tipo de movimento, como vimos na aula 7, e´ um caso particular do chamado movimento de queda livre. Particular porque pode-se (e deve-se) estudar tamb´em movimentos de queda livre levando-se em considerac¸˜ao a resistˆencia do ar.

Nesta sec¸˜ao, iremos analisar movimentos um pouco mais gerais do que os de queda livre estudados na aula 7, mas ainda com as restric¸oes˜ de proximidade da Terra e resistˆencia do ar desprez´ıvel. Nossa generalizac¸˜ao consistir´a em consi- derar movimentos n˜ao retil´ıneos, ou seja, movimentos nos quais a part´ıcula possui tanto uma componente vertical de velocidade como uma componente horizontal. Ou seja, consideraremos nesta sec¸˜ao movimentos com lanc¸amentos obl´ıquos, co- mumente chamados movimentos de projeteis´ .

Uma propriedade do movimento que pretendemos estudar, e de qualquer outro cuja acelerac¸˜ao da part´ıcula em estudo seja constante, e´ que a part´ıcula descreve uma trajet´oria plana, isto e,´ seu movimento ocorre sempre num mesmo plano do espac¸o (no problema 2, vocˆe e´ convidado a demonstrar esse resultado). No movimento de proj´eteis a ser estudado, a acelerac¸˜ao e´ igual a` acelerac¸˜ao da gravidade, sempre com o mesmo m´odulo, com a direc¸˜ao vertical e apontando para baixo. Por conveniˆencia, vamos escolher os eixos cartesianos de modo que o movimento ocorra no plano OXY.

cartesianos de modo que o movimento ocorra no plano OXY .   ´ M ODULO 1
 

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Exemplos de movimentos nao-retil´˜ ıneos Suponha ent˜ ao que uma part´ ıcula seja lanc¸ada do

Exemplos de movimentos nao-retil´˜

ıneos

Exemplos de movimentos nao-retil´˜ ıneos Suponha ent˜ ao que uma part´ ıcula seja lanc¸ada do ponto

Suponha ent˜ao que uma part´ıcula seja lanc¸ada do ponto P 0 (x 0 , y 0 , 0) com uma velocidade de m´odulo igual a v 0 := | v 0 |. Seja θ 0 o anguloˆ entre a sua ve- locidade no instante do lanc¸amento (t 0 ) e o vetor unit´ario u x relativo ao eixo horizontal OX . A Figura 11.1 ilustra esse lanc¸amento.

Y v 0 P 0 y 0 θ 0 O x 0
Y
v 0
P 0
y 0
θ 0
O
x 0

X

Fig. 11.1: Proj´etil lanc¸ado de um ponto P 0 (x 0 , y 0 ) com velocidade v 0 .

Nosso objetivo aqui e´ encontrar a func¸˜ao-movimento do proj´etil, conhecida

a sua acelerac¸˜ao, que no caso e´ constante e dada por a = g u y . Conseq¨uente- mente, utilizando a equac¸˜ao (11.11), obtemos:

r = r 0 + v 0 (t t 0 )

2 1 g(t t 0 ) 2 u y .

(11.13)

Substituindo na equac¸˜ao anterior as express˜oes de r 0 e v 0 em termos de suas componentes cartesianas,

r 0 = x 0 u x + y 0 u y

v 0 =

v x0 u x + v y0 u y ,

(11.14)

e reagrupando convenientemente os termos, obtemos:

r = (x 0 + v x0 (t t 0 ) u x + y 0 + v y0 (t t 0 ) 1 2 g(t t 0 ) 2 u y .

(11.15)

Identificamos, ent˜ao, as componentes cartesianas do vetor posic¸˜ao do proj´etil num instante gen´erico:

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x

y = y 0 + v y0 (t t 0 ) 2 g(t t 0 ) 2 .

= x 0 + v x0 (t t 0 )

1

(11.16)

0 ( t − t 0 ) − 2 g ( t − t 0 )

Exemplos de movimentos nao-retil´˜

ıneos

Exemplos de movimentos nao-retil´˜ ıneos Uma vez que foram dados o m´ odulo da velocidade inicial

Uma vez que foram dados o m´odulo da velocidade inicial e o anguloˆ

e u x , devemos expressar as componentes v x0 e v y0 em termos dessas quantidades. Usando os conceitos de projec¸˜ao adquiridos na aula 9, temos:

θ 0 entre v 0

v x0 = v 0 cos θ 0

v y0 = v 0 sen θ 0

.

(11.17)

Sem perder o car´ater geral de nossa discuss˜ao, escolheremos t 0 = 0s (lembre-se de que podemos zerar o nosso cronˆometro no instante que mais nos convier). Com

isso, as equac¸oes˜

estabelecidas em (11.16) s˜ao reescritas na forma:

x = x 0 + v 0 cos θ 0 t

y = y 0 + v 0 sen θ 0 t 2 g t 2

1

.

(11.18)

Desejamos saber agora qual e´ a trajet´oria descrita pelo proj´etil. Na verdade, as equac¸oes˜ presentes em (11.16) j´a nos d˜ao essa trajet´oria, uma vez que, dado um instante de tempo t qualquer, elas fornecem as coordenadas do proj´etil, ou seja, o ponto onde ele se encontra nesse instante. Como ambas as coordenadas ao escritas em func¸˜ao de um parˆametro (no caso, o tempo t), tais equac¸oes˜ ao chamadas equac¸oes˜ parametricas´ da trajetoria´ . No entanto, muitas vezes e´ conveniente relacionar diretamente as coordenadas cartesianas da part´ıcula em movimento, obtendo assim a equac¸ao˜ cartesiana de sua trajetoria´ .

(11.16), escrevemos, a partir da

A fim de eliminar o tempo das equac¸oes˜ primeira delas, a seguinte relac¸˜ao:

t =

x x 0 v 0 cos θ 0

.

Subsitutindo essa express˜ao na segunda equac¸˜ao em (11.16), obtemos:

y = y 0 + tanθ 0 (x x 0 )

2

0

cos 2 θ 0 (x x 0 ) 2 .

g

2v

(11.19)

Essa e´ a equac¸˜ao cartesiana da trajet´oria do proj´etil. Trata-se de uma par´abola, de eixo vertical, e que passa pelo ponto P 0 (x 0 , y 0 , 0). Note ainda que a tangente

a essa par´abola, passando por P 0 , tem a mesma direc¸˜ao de v 0 , como era de se esperar (veja o problema 3).

´

E muito comum escolher a origem dos eixos cartesianos no ponto de lanc¸a- mento do proj´etil, principalmente quando ele e´ lanc¸ado do solo. Nesse caso, a equac¸˜ao cartesiana de sua trajet´oria se reduz a:

y = tanθ 0 x

g

2v

2

0

cos 2 θ 0

x 2 .

(11.20)

θ 0 x − g 2 v 2 0 cos 2 θ 0 x 2 .
 

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Caso π/ 2 < θ 0 < π , o proj´etil atingir´a o solo no

Caso π/2 < θ 0 < π, o proj´etil atingir´a o solo no ponto de coordenadas x = A e y = 0.

Exemplos de movimentos nao-retil´˜

ıneos

A e y = 0 . Exemplos de movimentos nao-retil´˜ ıneos Vejamos agora como calcular a

Vejamos agora como calcular a altura m´axima atingida pelo proj´etil e a que distˆancia do ponto de lanc¸amente ele atinge o solo. Essa distˆancia e´ chamada alcance do projetil´ e ser´a denotada por A. Portanto, se o anguloˆ de lanc¸amento do proj´etil for um anguloˆ agudo (θ 0 < π/2), podemos dizer que o proj´etil atinge o solo no ponto de coordenadas x = A e y = 0.

Com tudo isso em mente, calculemos, inicialmente, o instante em que o proj´etil atinge o ponto mais alto de sua trajet´oria, instante que denotaremos por t m . Por definic¸˜ao, nesse instante, a velocidade vertical do proj´etil e´ nula, de modo que:

v 0 senθ 0 gt m = 0

−→

t m = v 0 senθ 0

.

g Substituindo esse resultado na segunda equac¸˜ao escrita em (11.18), obtemos a

altura m´axima atingida pelo proj´etil:

y m = v

2

0

sen 2 θ 0

2g

.

(11.21)

O alcance pode ser determinado simplesmente calculando-se qual e´ a co- ordenada x do proj´etil no instante em que ele retorna ao solo. Do mesmo modo que no movimento de queda livre, aqui tamb´em o tempo gasto pelo proj´etil para atingir a altura m´axima (tempo de subida) e´ igual a` metade do tempo total de vˆoo. Desse modo, o tempo de vˆoo e´ dado por:

A demonstrac¸ao˜ desse resultado e´

totalmente an´aloga aquela` feita no estudo da queda livre; o tempo de vˆoo s´o depende da componente vertical da velocidade no instante do

lanc¸amento (v y0 ) e da acelerac¸ao˜

da gravidade (g), n˜ao importando

com que rapidez o proj´etil se movimenta horizontalmente. No entanto, e´ importante mencionar que essa independˆencia dos movimentos horizontal e vertical, em geral, deixa de ser v´alida nos casos mais realistas, nos quais a resistˆencia do ar influencia o movimento.

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t A = 2t m = 2v 0 senθ g 0

.

Substituindo esse resultado na primeira equac¸˜ao escrita em (11.18), obtemos

A

=

=

2v

2

0

senθ 0 cosθ 0 =

v

g

2

0

g

sen(2θ 0 ) ,

(11.22)

onde usamos a identidade trigonom´etrica sen(2α)=2 senα cosα.

A partir dessa express˜ao para o alcance, e´ imediato concluir que, dentre todos os proj´eteis lanc¸ados com velocidades iniciais de mesmo m´odulo, mas com angulosˆ de lanc¸amento diferentes, ter´a o maior alcance aquele que for lanc¸ado com θ 0 = π/4, isto e,´ com 45 o . Isso ocorre simplesmente porque sen(2θ 0 ) tem um m´aximo em 2θ 0 = π/2. Al´em disso, como sen(π/2) = 1, o alcance m´aximo de

um proj´etil lanc¸ado com velocidade inicial de m´odulo v 0 e´ dado por A m = v

Para lanc¸amentos feitos com o mesmo valor de v 0 , fica tamb´em evidente que os alcances correspondentes aqueles` feitos com angulosˆ de lanc¸amento com- plementares s˜ao exatamente iguais. Em outras palavras, os alcances de proj´eteis

2

0

/g.

de lanc¸amento com- plementares s˜ ao exatamente iguais. Em outras palavras, os alcances de proj´ eteis

Exemplos de movimentos nao-retil´˜

ıneos

Exemplos de movimentos nao-retil´˜ ıneos   ´ M ODULO 1 - AULA 11 lanc¸ados com angulosˆ
 

´

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AULA 11

lanc¸ados com angulosˆ iniciais de 45 o + α e 45 o α, com 0 <α< 45 o , s˜ao os mesmos, como ilustra a Figura 11.2. Demonstre esse resultado!

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Fig. 11.2: Alcance m´aximo e alcances para angulosˆ

complementares (todos os lanc¸amentos feitos com o mesmo v 0 ).

Vale a pena finalizar esta sec¸˜ao comentando que o tipo de movimento que acabamos de analisar aparece em outras situac¸oes˜ de interesse em f´ısica. Por exemplo, part´ıculas carregadas na presenc¸a de campos eletrost´aticos uniformes sofrem acelerac¸oes˜ constantes. Inclusive, as condic¸oes˜ idealizadas em que supu- semos n˜ao haver resistˆencia do ar podem se cumprir de uma forma mais rigorosa com part´ıculas atˆomicas ou subatˆomicas (como os el´etrons) do que no caso de proj´eteis, pois tais part´ıculas podem ser lanc¸adas em regi˜oes de alto v´acuo (dimi- nuindo, assim, praticamente a zero a resistˆencia do ar). Justamente movimentos desse tipo estavam presentes nas experiˆencias que levaram J.J. Thomson a desco- brir o el´etron em 1897.

Revendo o movimento circular

J.J. Thomson utilizou um aparelho conhecido como tubo

de raios catodicos´

de vers˜ao primitiva dos modernos tubos de oscilosc´opio ou de televis˜ao.

, uma esp´ecie

Nesta sec¸˜ao, discutiremos novamente o movimento circular j´a tratado na aula 9, com o objetivo de rever algumas de suas caracter´ısticas e aprender al- guns aspectos novos a respeito desse movimento. Em particular, deduziremos novamente a f´ormula para a acelerac¸˜ao centr´ıpeta no caso de um MCU utilizando apenas argumentos geom´etricos.

a f´ormula para a acelerac¸˜ao centr´ıpeta no caso de um MCU utilizando apenas argumentos geom´ etricos.
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