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Periclitação da vida e da saúde

Prof. Ms. Roger Moko Yabiku

Diretor Jurídico da União Cultural e Esportiva Nipo-

Brasileira de Sorocaba (Ucens). Jornalista (PUC-

Campinas), Advogado (Fadi-Sorocaba), Formado pelo

Programa Especial de Formação Pedagógica de Professores de Filosofia (Ceuclar), Pós-Graduado em Comércio Exterior (FGV), Especialista em Direito Penal e

Direito Processual Penal (Unimep) e Mestre em Filosofia Ética (PUC-Campinas).

E-mail: ryabiku@adv.oabsp.org.br

Facebook: Roger Yabiku

Abandono de incapaz I

Abandonar consiste em desamparar. Foi o Direito Canônico

que ampliou a noção de abandono de incapaz, antes

circunscrita ao recém-nascido ou ao menor, para

abranger qualquer pessoa incapaz de defender-se, como

o cego, o paralítico, o idoso, o insano.

O crime é de perigo concreto como se deduz do verbo

abandonar, que reivindica o risco real e efetivo. O crime é

próprio, só podendo ser praticado por pessoa que tenha a

vítima sob seu cuidado, guarda, vigilância ou autoridade.

Abandono de incapaz II

Tipo penal abandonar pessoa que está sob seu cuidado,

guarda, vigilância ou autoridade e, por qualquer motivo,

incapaz de defender-se dos riscos resultantes do

abandono.

Núcleo do tipo abandonar é desamparar, deixar de cuidar,

largar.

Elemento subjetivo dolo

Consumação com a prática do ato que cause perigo

concreto.

Tentativa possível.

Ação penal pública incondicionada. Pena detenção de 6 meses a 3 anos.

Crime formal descreve conduta e resultado, exigindo só a

ocorrência da conduta para consumação

Abandono de incapaz III

Rito sumário, pois a pena é de detenção, além de a pena

máxima prevista em lei ser superior a 2 anos.

Circunstâncias legais Há duas qualificadoras para o crime de abandono de incapaz (ambas são figuras preterdolosas, ou seja, dolo no antecedente e culpa no consequente): se resultar lesão corporal de natureza grave (reclusão de 1 a 5

anos); se resultar morte (reclusão de 4 a 12 anos)

Causa de aumento de pena: 1/3 quando abandonar em lugar

ermo (sem habitantes), agente é ascendente ou

descendente, cônjuge, irmão, tutor ou curador da vítima,

vítima é maior de 60 anos.

Sujeito ativo pessoa que tem o dever de guarda, vigilância ou autoridade sobre a vítima

Sujeito passivo pessoa incapaz

Abandono de incapaz IV

Objeto jurídico vida e saúde

Objeto material pessoa incapaz

Característica vítima do crime deve estar em determinada condição, qual seja, estar sob o cuidado, a guarda a

vigilância ou a autoridade de outrem.

Meio de execução crime de forma livre, pois pode ser praticado

por qualquer meio de execução.

Abandono de Incapaz V

Crime próprio

Crime simples

Crime de perigo concreto Crime comissivo ou omissivo

Crime instantâneo

Crime permanente

- dispõe de momento consumativo inicial

comissivo (ato de exposição e abandono), e de momento consumativo final (incapaz é socorrido). Entre as fases, há

diversos momentos consumativos intermediários, que,

somados, compõem o período consumativo do crime

permanente, de natureza predominantemente omissiva.

Abandono de incapaz VI

Abandono de incapaz

Art. 133. Abandonar a pessoa que está sob seu cuidado, guarda, vigilância ou autoridade e, por qualquer motivo, incapaz de

defender-se dos riscos resultantes do abandono.

Formas qualificadas

§ 1º Se do abandono resulta lesão corporal de natureza grave:

Pena reclusão, de 1 a 5 anos

§ 2º Se resulta a morte:

Pena reclusão, de 4 a 12 anos

Abandono de incapaz VII

Causas de aumento de pena

Art. 133 (

§ 3º As penas cominadas neste artigo aumentam-se de 1/3:

)

I se o abandono ocorre em lugar ermo;

II se o agente é ascendente, descendente, cônjuge, irmão, tutor

ou curador da vítima;

III se a vítima é maior de 60 anos.

Abandono de incapaz VIII

Os 5 essentialia elementa do crime

1-) abandono do incapaz apartar-se o agente da vítima, deixando-a

entregue à própria sorte. O abandono deve ser material,

indiferente ser definitivo ou temporário. A conduta inicial é

comissiva, em seguida é omissiva, não assistindo o incapaz como

lhe devia. Processo executivo bifásico, crime permanente.

2-) violação do dever de zelar pela vítima derivar de lei, de contrato

(médicos, enfermeiras, amas, diretores de hospital ou colégio), de

um comportamento anterior (quem recolhe um inválido não pode

depois abandoná-lo) Cuidado é assistência a pessoas

acidentalmente incapazes de proverem a si mesmas. Guarda

abrange vigilância, zelo pela segurança pessoal alheia. A

assistência derivada da autoridade deriva de poder advindo do

direito público ou privado. Se não é prestada por ascendente,

descendente, cônjuge, irmão, tutor ou curador, ocorre a agravante

especial (§ 3º, II)

Abandono de incapaz IX

3-) superveniência de perigo em decorrência de abandono

perigo não se presume. Deve ser analisado em cada caso

concreto. Quem permanece oculto esperando que alguém

recolha o incapaz não compete crime.

4-) Incapacidade da vítima de defender-se pode ser absoluta pelas condições da vítima (recém-nascido) ou relativa (lugar

ou modo de abandono). Homem válido pode se mostrar

incapaz, como, por exemplo, alpinista inexperiente ,

abandonado na neve.

5-) Dolo específico vontade de expor o incapaz a perigo,

abandonando-o a seguir.

Abandono de incapaz X

As qualificadoras do art. 133, §§ 1º e 2º são preterdolosas,

concluindo-se em razão das penas cominadas. Se houver

intenção de causar o resultado mais grave, ou, o agente

tiver assumido o risco de produzi-lo, responderá por lesões

corporais graves ou por homicídio. Se as lesões forem leves, subsiste o crime do art. 133, que as absorve por ter pena maior.

Causas de aumento de pena estão previstas nos incisos I, II e III

do art. 133. Se o abandono é em lugar ermo local isolado

(habitual ou acidentalmente), se o agente é ascendente,

descendente, cônjuge, irmão, tutor ou curador da vítima

(trata-se de rol taxativo), se a vítima é maior de 60 anos

(incluído pelo Estatuto do Idoso).