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Aula 06 Motivação Comportamento Organizacional - UVB Objetivos da aula: Nosso objetivo de hoje é

Aula 06

Motivação

Comportamento Organizacional - UVB

Objetivos da aula:

Nosso objetivo de hoje é abordar o tema da motivação no trabalho e suas influências sobre o desempenho:

• Estudar os principais conceitos sobre motivação no trabalho;

• Refletir sobre o efeito da motivação sobre o desempenho;

• Estabelecer a relação motivação-liderança.

Tendo passado pelo estudo das características pessoais que influem no comportamento das pessoas nas organizações, voltaremos agora nossa atenção para um tema central para esta discussão: a questão da motivação. Pense nisso:

“Por que o tigre nunca alcança o coelho? Por que o tigre corre pelo almoço e o coelho corre pela vida”.(Leo Imamura - Mestre de Kung Fu). Vamos refletir por um momento sobre esta frase. Provavelmente,

o

tigre saiba que não vale a pena gastar mais energia na caçada do que

o

resultado (o coelho) vai proporcionar. Já o coelho não tem escolha

não ser dar o máximo. O tigre tem outras presas, o coelho tem uma vida só! Existem graus de motivação!

a

Os nossos objetivos nesta aula são (1) estudar os principais conceitos sobre motivação no trabalho e (2) refletir sobre o efeito da motivação sobre o desempenho individual. Sabemos intuitivamente que há uma

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diferença entre o desempenho mínimo exigido por uma dada função e o máximo que uma pessoa pode “dar de si”. É função do administrador obter mais do que o mínimo (e se possível o máximo) de seus colaboradores. Estes não são tigres nem coelhos, porém precisamos compreender os comportamentos diante do que parece desejável (o coelho para o tigre) e o que é fundamental (a vida para o coelho).

Definições

Os indivíduos possuem valores, opiniões e expectativas em relação ao

mundo que os rodeia, possuindo representações internalizadas do seu ambiente. O termo motivação é usado para designar um problema do indivíduo isolado, para compreender as suas necessidades e conhecer

as causas, formas e direções das suas ações.

A motivação se refere ao comportamento causado por uma

necessidade percebida pelo indivíduo e dirigido aos objetivos que podem satisfazer essa necessidade. Satisfeita uma necessidade, surge outra em seu lugar e, assim por diante, contínua e infinitamente.

O estudo da motivação tem sido aplicado a todos os ramos da

atividade humana e em especial, no campo organizacional. Muitos pesquisadores têm dedicado o melhor de seus esforços no sentido de caracterizar os objetivos motivacionais no trabalho. Uma das teorias que teve maior importância foi elaborada por Abraham Maslow nos anos 50, denominada Teoria da Hierarquia das Necessidades.

Maslow propõe um tipo de classificação ou hierarquia dos motivos humanos. Em primeira instância, coloca as necessidades fisiológicas

(alimento, abrigo, etc); em segundo lugar, a necessidade de segurança;

em seguida, os incentivos sociais (amizades, convívio social); satisfeitos

estes níveis “básicos”, surgem a necessidade de estima (afeto, convivência familiar); e finalmente uma última classe de incentivos, ditos incentivos de ego, ou necessidade de auto-realização.

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A idéia de hierarquizar os motivos humanos foi, sem dúvida, a solução inovadora para que se pudesse compreender melhor o comportamento humano na sua variedade. Um mesmo indivíduo ora persegue objetivos que atendem a uma necessidade, ora busca satisfazer outras. Tudo depende da sua carência naquele momento. Duas pessoas não perseguem necessariamente o mesmo objetivo no mesmo momento. O problema das diferenças individuais assume importância preponderante quando falamos de motivação.

Tipos de motivação

O indivíduo precisa suprir suas necessidades para motivar-se e alcançar seus objetivos. Podemos identificar os seguintes tipos de motivação:

• Motivação Externa: a pessoa realiza determinadas tarefas por ser “obrigada”, ou seja, são impostas determinações para que essa pessoa cumpra. É a forma mais “primitiva” de motivação, baseada na hierarquia e normalmente utilizando as punições como fator principal de motivação. Trata-se de “fazer o ordenado para não ser punido”, “cumprir ordens”.

• Pressão Social: a pessoa cumpre as atividades porque outras pessoas também o fazem. Ela não age por si, mas sim, para acompanhar um grupo e cumprir as expectativas de outras pessoas. Aqui, estamos falando de “fazer o que os outros fazem para ser aceito, fazer parte do grupo”.

• Automotivação: a pessoa automotivada age por iniciativa própria, em função de objetivos que escolheu. A automotivação é a convicção que a pessoa tem de que deseja os frutos das suas ações. É “fazer o que creio ser adequado aos meus objetivos”.

Não existe motivação “certa”. Em situações de emergência, por exemplo, provavelmente a simples obediência seja a ação mais indicada. O sucesso de uma ação coletiva (uma reivindicação

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salarial, por exemplo) pode depender da conformidade das ações individuais à orientação do grupo. Por outro lado, uma pessoa pode ser fortemente auto-motivada a objetivos destrutivos, como uma ambição excessiva.

O ideal seria o alinhamento de todos estes tipos de motivação;

pessoas auto-motivadas atuando em grupos coesos, com orientação clara, sólida e coerente.

Fatores

motivadores

De forma geral, a literatura classifica os principais motivos humanos

de acordo com os objetivos gerais de (1) sobrevivência e segurança

(motivos de deficiência) e (2) satisfação e estimulação (motivos de excesso). Os motivos de deficiência se referem a evitar estados e experiências desagradáveis, perigosos ou indesejáveis. Os motivos

de excesso se referem a buscar estados e experiências agradáveis. Os

fatores motivadores podem ser classificados como:

Referentes ao corpo: Deficiência: Evitar fome, sede, excesso de calor e frio, fadiga, doenças e outros estados físicos desagradáveis. Excesso:

Obter experiências sensoriais agradáveis; prazeres, conforto físico, etc.

Referentes às relações com o ambiente: Deficiência: Evitar objetos perigosos, feios e desagradáveis; buscar objetos necessários para a segurança e sobrevivência futuras; manter um ambiente estável, claro e seguro. Excesso: Obter posses agradáveis; construir e inventar objetos; compreender o ambiente; resolver problemas; jogar; buscar novidades e mudanças ambientais, etc.

Referentes às relações com outras pessoas: Deficiência: Evitar conflitos e hostilidade interpessoal; manter participação, prestígio, status nos grupos; obter cuidado dos outros; conformar-se aos valores e padrões do grupo; conseguir poder e domínio sobre os outros, etc. Excesso:

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Conseguir amor, identificação positiva com as pessoas e grupos; ter prazer na companhia de outras pessoas; auxiliar e compreender os outros; ser independente.

Referentes ao EU: Deficiência: Evitar sentimentos de inferioridade e fracasso na comparação com outros ou com o EU ideal; evitar perda de identidade; evitar sentimentos de vergonha, medo, angústia, tristeza, etc. Excesso: Obter sentimentos de auto-respeito e autoconfiança; exprimir-se; ter sentido de realização; sentir-se desafiado; estabelecer valores morais; descobrir lugar significativo do EU no universo.

morais; descobrir lugar significativo do EU no universo. Motivações para o trabalho As pessoas são levadas

Motivações para o trabalho

As pessoas são levadas à ação para cumprir determinadas tarefas através de motivos. Existem fatores que dão estímulo para essa pessoa realizar as tarefas. Não é só o dinheiro ou a segurança que podem motivar o trabalhador. Há também outros fatores, que podem ter um efeito positivo sobre a satisfação no trabalho.

A complexidade da motivação nas organizações originou várias

teorias que abordam a questão da motivação. As teorias de conteúdo

se preocupam com os fatores internos, ou seja, procuram estabelecer

as necessidades que motivam os comportamentos. As teorias de processo descrevem como certos comportamentos podem ser estimulados, dirigidos ou evitados.

Além da teoria de Maslow, as principais teorias de conteúdo são:

• Teoria dos dois fatores de Herzberg: Esta teoria muito divulgada estabeleceu que a insatisfação é causada pela ausência de certos fatores higiênicos, externos ao trabalho em si. Por outro lado, a satisfação seria causada pelos fatores motivadores, inerentes ao trabalho: realização, trabalho desafiante, reconhecimento do desempenho, responsabilidade, desenvolvimento.

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• Teoria das necessidades aprendidas de MacClelland:

Esta teoria afirma que os indivíduos “aprendem” certas necessidades, tais como responsabilidade e poder.

As principais teorias de processo são a teoria da expectativa (o indivíduo “espera” que um certo comportamento conduza a um certo resultado) e teoria da equidade (o indivíduo compara o resultados dos seus esforços com os dos seus pares e avalia se estes resultados são distribuídos de forma equilibrada).

Todas as teorias apontam para o fato de que as organizações podem atingir maiores níveis motivacionais de seus empregados ao favorecer a realização pessoal, demonstrar reconhecimento pelo valor profissional, oferecer oportunidades de promoção, atribuir responsabilidades a cada um, tornar o trabalho agradável e possibilitar o crescimento do indivíduo.

Sistemas motivacionais

As organizações têm buscado obter o máximo empenho e desempenho de seus colaboradores há muito tempo e utilizando diferentes técnicas. Vamos descrever brevemente algumas destas técnicas ou sistemas motivacionais, classificados em sistemas de reconhecimento, de envolvimento e de recompensas monetárias.

Os sistemas de reconhecimento são baseados em reconhecer e elogiar comportamentos desejáveis e desempenhos acima das expectativas. Podem tomar várias formas: um bilhete ou e-mail de parabéns do chefe, um elogio público, os famosos “Funcionário do mês” do MacDonald’s (e várias outras organizações), até prêmios de valor simbólico, como brindes, entradas de cinema, pequenas comemorações, etc. Uma característica atrativa o custo das premiações, que normalmente é modesto ou nulo.

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Envolvimentodosfuncionárioséumconceitogenéricoqueenvolvediversas técnicas “envolvendo todo o contingente de funcionários e tendo por objetivo obter crescente comprometimento com o sucesso da organização” (Robbins). Alguns exemplos de programas de envolvimento:

• gestão participativa: os funcionários adquirem influência significativa sobre o processo decisório, compartilhando o poder de decisão com as chefias;

• participação por representação: muito difundido na Europa, este sistema prevê a participação dos funcionários nas decisões através de pequenos grupos de representantes, os conselhos de trabalhadores.

• círculos de qualidade: muito utilizados no Japão, os círculos de qualidade são pequenos grupos de funcionários que se reúnem regularmente para debater os seus problemas de qualidade e como resolvê-los.

Os programas de recompensas incluem vários tipos de remuneração variável, de acordo com com o desempenho e atingimento de metas. Algumas formas são os bônus, a participação nos lucros, etc. Para serem eficazes, estes programas devem vincular de forma explícita a recompensa ao desempenho premiado.

Relação

motivação/liderança

O fator de relacionamento entre empresa e funcionário é de extrema importância para a motivação, sendo que a atuação do líder influi decididamente na motivação dos funcionários. Existem dois tipos básicos de liderança: liderança autocrática e liderança democrática.

• Liderança autocrática: Cabe ao líder dizer com clareza o que fazer, como onde e quando fazê-lo. O líder traça um plano,

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determina as diretrizes e o funcionário apenas executa ordens. Há pouco apoio emocional ou interesse pelas pessoas e suas necessidades, o foco está nas necessidades da organização.

• Liderança democrática: nesse tipo de liderança o líder continua a dirigir e supervisionar atentamente a realização da tarefa, mas também dá apoio sócio-emocional: solicita e pede sugestões. Envolve as pessoas em discussões de trabalho (participação), reconhece e elogia, etc.

De forma geral, o administrador pode liderar de forma coercitiva, usando principalmente o reforço negativo (“broncas”, punições)

e contando com a autoridade do cargo para obter o empenho

dos seus subordinados; ou de forma mais participativa, através do compartilhamento das decisões, do reforço positivo (elogios,

reconhecimento) e apoiando-se na confiança de seus colaboradores.

A confiança parece ser um atributo essencial da liderança e pode ser

definida como “a expectativa de que a pessoa não irá agir de forma oportunista”.(Robbins). O sentimento de confiança está embasado nos elementos da integridade (honestidade, confiabilidade), competência (habilidades e conhecimentos), consistência (segurança, previsibilidade), lealdade e abertura (reciprocidade).

A forma e o estilo de liderança têm influência sobre o grau de

motivação dos funcionários na medida em que quando os liderados confiam em seu líder, estão dispostos assumir riscos e compromissos, por confiarem que os seus direitos e interesses serão respeitados. Voltaremos a este tema em outra aula.

Referências Bibliograficas

ROBBINS, Stephen P. – Comportamento Organizacional – São Paulo – Prentice Hall, 2002

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Comportamento Organizacional - UVB

GIBSON, IVANCEVITCH E DONELLY – Organizações: Comportamento, Estrutura, Processos – São Paulo - Atlas, 1981

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