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MODELOS PARA O CONCRETO FISSURADO

Como uma regra geral, as primeiras fissuras, que aparecem no concreto sob carga, são perpendiculares à direção da mais alta tensão principal de tração do concreto. As direções principais se modificam, por mudanças no carregamento ou por não-linearidades da estrutura, produzindo deslocamentos relativos das faces da fissura. Isto causa o surgimento de tensões de corte no plano da fissura. O valor destas tensões de corte depende das condições locais na fissura.

As tensões de corte podem ser transmitidas, através da fissura, por meio do engrenamento dos agregados das superfícies de concreto e pelo efeito de pino das barras da armadura. A transferência do esforço de corte através da fissura depende fortemente da abertura da fissura.

Antes de fissurar, o concreto é um material elástico-linear e isotrópico, e sua lei constitutiva pode ser escrita como

Ï s

Ô

Ì s

t

Ô

Ó

x

y

xy

¸

Ô

˝

Ô

˛

=

E

1 -

n

2

È

Í

Í n

Í

Í

Î

1

0

n

1

0

1

0

0

- n

2

˘

˙

˙

˙

˙

˚

Ï

e

Ì e

Ô

Ô

Ó

g

x

y

xy

¸

Ô

˝

Ô

˛

(1)

Após a fissuração, o módulo de deformação, associado com a direção da maior tensão principal de tração s x , é igual a zero

Ï s

Ô

Ì s

t

Ó

Ô

x

y

xy

¸

Ô

˝

Ô

˛

=

È 0

Í

0

Í 0

Î

Í

0

E

0

0

0

˘

˙

˙

a G ˙

˚

Ï

e

Ì e

Ô

Ô

Ó

g

x

y

xy

¸

Ô

˝

Ô

˛

(2)

onde a é um fator que reduz o módulo de deformação transversal G, após ocorrer a fissuração. A modificação do módulo de deformação transversal para o concreto fissurado é geralmente feita de uma das seguintes maneiras:

a rigidez ao corte do estado não-fissurado é mantida inalterada após surgir a primeira fissura (a=1);

a rigidez ao corte é anulada após a fissuração (a=0);

 

módulo

de

deformação

transversal

é

reduzido

por

um

fator

prescrito

constante (0<a<1);

valor do módulo de deformação transversal é reduzido linearmente ou hiperbolicamente em função das deformações normais à fissura; com este último modo, obtêm-se as melhores aproximações do comportamento real.

Um esquema, mais elaborado, para o cálculo da rigidez transversal do concreto armado fissurado, foi apresentado por Bazant & Gambarova (1980) e Walraven & Reinhardt (1981). Baseado em dados experimentais, desenvolveu- se uma matriz de flexibilidade [F cr ] para uma simples fissura

Ï

Ì

Ó

d

d

n

t

¸

˝

˛

=

È F

Í

Î F

nn

tn

F

F

nt

tt

˘

˙

˚

Ï s

Ì

Ó t

nn

nt

¸

˝

˛

(3)

onde d n e d t são os deslocamentos reais da fissura, nas direções normal e tangencial. As deformações médias, resultantes das fissuras distribuídas, são

e

g

cr

nn

cr

nt

=

d

n

s

(e)

= 2

e

cr

nt

=

d

t

s

(e)

(4)

(5)

com s(e) sendo o espaçamento médio das fissuras. Combinando-se as equações anteriores, obtém-se a matriz [C cr ]

ou, abreviadamente

cr nn e ¸ È F s ( Ï nn Í e Ô Ô Ì
cr
nn
e
¸ È F
s
(
Ï nn
Í
e
Ô Ô
Ì ˝ 0
cr
e
= Í
tt
Í Ô Ó Ô cr F g tn ˛ nt Í s ( e Î
Í
Ô Ó Ô
cr
F
g
tn
˛
nt
Í
s
(
e
Î
{
cr }
C cr
e
=[
]

)

)

{

s

0

0

0

c

}

)( e Î { cr } C cr e =[ ] ) ) { s 0

0

)e Î { cr } C cr e =[ ] ) ) { s 0 0

˘

˙

˙

 

(6)

˙

˙

˚

 

(7)

Obtêm-se as deformações médias do elemento de concreto armado fissurado somando-se as deformações do concreto entre as fissuras e as deformações devido às fissuras. Assim,

{

{

e

e

}

=

{

e

cr

}

}

c c

C

= [

]

+

{

s

{

e

c

}

c

}

(8)

(9)

onde [C c ] refere-se ao concreto entre as fissuras. A matriz para o concreto fissurado [C] resulta da soma das duas matrizes [C cr ] e [C c ]

[

C

]

= +

[

C

cr

]

[

C

c

]

(10)

A lei constitutiva do material concreto armado fissurado [D] é obtida combinando-se as equações constitutivas da armadura [D s ] com a do concreto [C] -1 .

[

{s}= [D] {e}

D

]

=

[

D

s

]

+

[

C

- 1

]

(11)

(12)

Esta equação permite descrever a relação entre tensões e deformações em um elemento fissurado de concreto armado com fissuras distribuídas.