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UFES UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

RENATO PEREIRA AURÉLIO

ASPECTOS CONSTITUTIVOS DA LÍNGUA PORTUGUESA

VITÓRIA-ES

2011

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SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO

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CONSIDERAÇÕES SOBRE A LÍNGUA PORTUGUESA

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1.1 BREVE HISTÓRICO SOBRE A LÍNGUA PORTUGUESA

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1.2 A LÍNGUA PORTUGUESA NO BRASIL

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CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E A NOÇÃO DE LÍNGUA

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2.1 A LÍNGUA NUMA PERSPECTIVA SOCIAL

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2.2 A LÍNGUA COMO FATOR DE INTERAÇÃO

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3 NÍVEIS DE VARIAÇÃO LINGÜÍSTICA

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4 TIPOS DE VARIAÇÃO LINGÜÍSTICA

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4.1

VARIAÇÃO DIALETAL

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4.1.1

Dimensão regional

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4.2. 2 Dimensão social

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4.2.3

Dimensão etária

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4.2

VARIAÇÃO DE REGISTRO

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4.2.1

Grau de formalismo

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4.2

.2 Modalidade

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4.2.3

Sintonia

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

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REFERÊNCIAS

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APRESENTAÇÃO

Falar sobre o ensino de Língua Materna implica em trazer à tona um tema instigante, que tem sido alvo de muitos debates nas instituições acadêmicas de todo país. E isto se deve ao fato de as escolas não estarem seguindo o caminho mais adequado no que toca às aulas de Português ministradas pelos educadores na maior parte das instituições de ensino brasileiras. O que ocorre, geralmente, é a prescrição gramatical. Ao prefaciar o livro Língua Portuguesa em Debate (AZEREDO, 2000), o lingüista André Valente discute alguns acontecimentos que marcaram a educação, ocorridos na década de 60, quando muitos radicais lançaram propostas para abolir o ensino de gramática na escola. Na mesma época, porém, surgiram na mídia impressa e televisiva, colunas e programas que privilegiavam a questão normativa. Assim, se há uma valorização da mídia por tal aspecto, temos razões para acreditar que existe uma demanda explícita da sociedade em relação ao uso correto da língua. Para Valente in Azeredo a variedade das práticas pedagógicas dos professores de Língua Portuguesa podem enriquecer ainda mais o debate sobre este dilema. O autor ainda diz que:

Além dos "conservadores" ou "progressistas", existem aqueles que, dialeticamente, combatem essa divisão e não consideram excludentes as duas disciplinas: a Gramática e a Lingüística. Há, também, os que acrescem à interação das duas uma terceira disciplina: a Literatura. Ultimamente, vem ganhando importância a visão integradora das três disciplinas, com docentes que se intitulam professores de linguagem e cuja prática incorpora textos literários e não-literários. Busca-se uma sintonia com os novos tempos em que a multiplicidade lingüística - a pluralidade dos discursos - faz parte do cotidiano dos discentes. Destes, a linguagem, lato sensu, deve estar a serviço para ajudá-los a encarar a realidade que os cerca. (VALENTE in AZEREDO, 2000, p. 07)

De acordo com as práticas até então observadas por muitos pesquisadores, a maioria dos professores de LP ainda insistem em ensinar apenas a gramática normativa. Seguindo esta linha, o que conseguem é o que tem sido visto ao longo dos anos: reações de aversão e insegurança diante de teorias sistematizadas e autoritárias que não correspondem às situações cotidianas de uso dos falantes, que é o que interessa. Enfim, o monopólio estabelecido pela tradição pedagógica acaba comprometendo as relações semânticas e pragmáticas da língua, causando distorção em relação ao que é e ao que não é relevante e significativo para os educandos.

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Nos processos de ensino/aprendizagem de Língua Materna a desconsideração dos fatos lingüísticos que compõem a fala significa uma atitude perversa. Eles aparecem, por exemplo, nas manifestações espontâneas dos alunos, sobre as quais deveria se desenvolver todo o trabalho docente, com vistas a um aperfeiçoamento da competência lingüística e, obviamente, comunicativa. São também manifestações lingüísticas de fala aquelas que os alunos produzem a pedido do professor, tais como intervenções orais e textos escritos. Reformulá-las exageradamente (―corrigi-las‖), ou até mesmo rejeitá-las totalmente, se constituirá um grande obstáculo no desenvolvimento da competência comunicativa, na medida que impossibilitará as realizações inéditas e o caráter individual dos atos de fala, como se o aluno não pudesse ser o autor do que diz ou escreve. O objeto do ensino de Língua Materna é, na realidade, a funcionalidade das produções lingüísticas dos educandos, numa perspectiva de adequação a cada situação comunicativa de que poderão participar. Para tanto, torna-se imprescindível a oferta e, muitas vezes, a análise de modelos de realizações funcionais. Ou seja, a atividades de ouvir e ler, entendendo, é claro, que os modelos ofertados são também manifestações de fala.

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1 CONSIDERAÇÕES SOBRE A LÍNGUA PORTUGUESA

1.1 BREVE HISTÓRICO SOBRE A LÍNGUA PORTUGUESA O estabelecimento da Língua Portuguesa está ligado ao processo de constituição da nação portuguesa. Na região central da atual Itália, antes chamada Lácio, o povo falava latim. Posteriormente, naquele lugar, foi fundada a cidade de Roma. O povo, então, começou a anexar novas terras a seu domínio de modo que os romanos chegaram a possuir um grande império, o Império Romano. Assim, a cada conquista, eles impunham aos vencidos seus hábitos, suas instituições, os padrões de vida e a língua. Naquele momento havia duas modalidades do latim: o latim vulgar (sermo vulgaris, rusticus, plebeius) e o clássico (sermo litterarius, eruditus, urbanus). O latim vulgar era somente falado. Era a língua do cotidiano usada pelo povo analfabeto da região central da atual Itália e das províncias: soldados, marinheiros, artífices, agricultores, barbeiros, escravos, etc. Tratava-se da língua coloquial, viva, sujeita a alterações freqüentes e apresentava diversas variações. O latim clássico era a língua falada e escrita, apurada, artificial, rígida, era o instrumento literário usado pelos grandes poetas, prosadores, filósofos, retóricos. A modalidade do latim imposta aos povos vencidos era a vulgar. Os povos vencidos eram diversos e falavam línguas diferenciadas, por isso em cada região o latim vulgar sofreu alterações distintas o que resultou no surgimento dos diferentes romanços e posteriormente nas diferentes línguas neolatinas. Mais tarde, no século III a.C., os romanos invadiram a região da península ibérica, iniciando, assim, o longo processo de romanização da península. A dominação não era apenas territorial, mas também cultural. No decorrer dos séculos, os romanos abriram estradas ligando a colônia à metrópole, fundaram escolas, organizaram o comércio, levaram o cristianismo aos nativos. A ligação com a metrópole sustentava a unidade da língua evitando a expansão das tendências dialetais. Ao latim foram anexadas palavras e expressões das línguas dos nativos. No século V da era cristã, a península sofreu invasão de povos bárbaros germânicos (vândalos, suevos e visigodos). Como possuíam cultura pouco desenvolvida, os novos conquistadores aceitaram a cultura e língua peninsular.

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Influenciaram a língua local acrescentando a ela novos vocábulos e favorecendo sua dialetação já que cada povo bárbaro falava o latim de uma forma diferente. Com a queda do Império Romano, as escolas foram fechadas e a nobreza desbancada, não havia mais os elementos unificadores da língua. O latim ficou livre para modificar-se. As invasões não pararam por aí, no século VIII a península foi tomada pelos árabes. O domínio mouro foi mais intenso no sul da península. Formou- se então a cultura moçárabe, que serviu por longo tempo de intermediária entre o mundo cristão e o mundo muçulmano. Apesar de possuírem uma cultura muito desenvolvida, esta era muito diferente da cultura local o que gerou resistência por parte do povo. Sua religião, língua e hábitos eram completamente diferentes. O árabe foi falado ao mesmo tempo que o latim (romanço). As influências lingüísticas árabes se limitam ao léxico no qual os empréstimos são geralmente reconhecíveis pela sílaba inicial al- correspondente ao artigo árabe: alface, álcool, Alcorão, álgebra, alfândega. Outros: bairro, berinjela, café, califa, garrafa, quintal, xarope. Embora bárbaros e árabes tenham permanecido muito tempo na península, a influência que exerceram na língua foi pequena, ficou restrita ao léxico, pois o processo de romanização foi muito intenso. Os cristãos, principalmente do norte, nunca aceitaram o domínio muçulmano. Organizaram um movimento de expulsão dos árabes (a Reconquista). A guerra travada foi chamada de "santa" ou "cruzada". Isso ocorreu por volta do século XI. No século XV os árabes estavam completamente expulsos da península. Durante a Guerra Santa, vários nobres lutaram para ajudar D. Afonso VI, rei de Leão e Castela. Um deles, D. Henrique, conde de Borgonha, destacou-se pelos serviços prestados à coroa e por recompensa recebeu a mão de D. Tareja, filha do rei. Como dote recebeu o Condado Portucalense. Continuou lutando contra os árabes e anexando novos territórios ao seu condado que foi tomando o contorno do que hoje é Portugal. Em seguida, D. Afonso Henriques, filho do casal, funda a Nação Portuguesa que fica independente em 1143. A língua falada nessa parte ocidental da Península era o galego-português que com o tempo foi diferenciando-se: no sul, português, e no norte, galego, que foi sofrendo mais influência do castelhano pelo qual foi anexado. Em 1290, o rei D. Diniz funda a Escola de Direitos Gerais e obriga em decreto o uso oficial da Língua Portuguesa.

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1.2 A LÍNGUA PORTUGUESA NO BRASIL Para se realizar tal discussão, é preciso considerar que quando os portugueses invadiram o Brasil, o país era povoado por índios. Em seguida, vieram os escravos africanos. Deste modo, tem-se a conhecida mistura que originou a nação brasileira:

índio, europeu e negro.

Os ―colonos‖ de origem portuguesa falam o português europeu, mas evidentemente com traços específicos que se acentuam no decorrer do tempo. As populações de origem indígena, africana ou mestiça aprendem o português, mas manejam-no de uma forma imperfeita. Ao lado do português existe a língua geral, que é o tupi, principal língua indígena das regiões costeiras, mas um tupi simplificado, gramaticalizado pelos jesuítas e, destarte, tornado uma língua comum. Enfim, muitos povos indígenas conservam os seus idiomas particulares, que se denominam línguas travadas (TEYSSIER, 2001, p. 94).

De acordo com as pesquisas implementadas, no Brasil ocorreu uma espécie de polarização da questão lingüística. Com relação às camadas médias e altas da sociedade brasileira, houve, nos primeiros séculos, um comportamento lingüístico conservador de uma elite colonial, voltada para os padrões da Metrópole. Já com relação às camadas populares, ocorrem, desde o início da colonização, profundas transformações lingüísticas, decorrentes do extenso, massivo e profundo contato do português com as línguas indígenas e africanas. Este fato peculiar propiciaria as condições para a ocorrência de processos de transmissão lingüística irregular, a partir da fixação forçada de milhões de africanos trazidos para o Brasil. Neste sentido, Silva Neto (1963) comenta que:

Dos princípios da colonização até 1808, e daí por diante com intensidade cada vez maior, se notava a dualidade lingüística entre a nata social, viveiro de brancos e mestiços que ascenderam, e a plebe, descendente dos índios, negros e mestiços da colônia. (SILVA NETO, 1963, p. 88-89)

Diante do processo de ocupação geográfica que determinou a unidade lingüística do Brasil, o aprendizado precário do português pelos escravos africanos, que, em sua maioria, viviam em situação de violenta opressão e incivilidade foi essencial para a consolidação da forma que hoje é conhecida. De acordo com Lucchesi (2007, p. 13), entre o final do século passado e as primeiras décadas deste século, chegaram ao Brasil mais de três milhões de imigrantes europeus e asiáticos, sendo que o modelo mais acessível de que dispunham para a aquisição do português era o proveniente dos capatazes e dos trabalhadores braçais

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locais, que, em sua maioria, eram ex-escravos africanos e seus descendentes nativos e/ou mestiços. Sendo assim, pode-se compreender que o português que esses imigrantes aprenderam, ao chegar ao Brasil, era o português popular, com as profundas transformações, decorrentes do processo de transmissão lingüística então deflagrado no país, sob as mais diversas formas. Dentre as principais diferenças entre o português do Brasil e o de Portugal, é possível enumerar as seguintes:

No Brasil o som da letra ―L‖ , no final das palavras corresponde ao fonema ―w‖( um ―u‖ brevíssimo, semi-vogal ). Exemplo:: legal/ legáu/, Brasil/Brasíu/, pastel/pastéu/. Em Portugal , o fonema de L é muito semelhante ao do espanhol (como o L de ―El Pais‖)

A letra "o" , no português europeu, quando átona se pronúncia como um "u" independente se ela está no começo, meio ou final da palavra, como na palavra: gostar / gustar/, jogar /jugar/. No Brasil só no final, Ex. menino/meninu/, carro/carru/ .

No padrão europeu ditongo "ei" se pronuncia basicamente como ai. Ex. Brasileiro/Brasiláiro/. Os sons nasais também são diferentes, como por exemplo a palavra bem que soa como /bãe/ no português europeu. Outra característica própria do português europeu é conhecida popularmente como ―chiamento‖, quando é posto um ―sh‖ no final de palavras que terminam em s. Exemplo: pessoas/pissoash/, pois /poish/ (WIKIPÉDIA, 2007).

Ainda com Bagno (1999, p. 24) deve-se ressaltar que a nomenclatura português é usada apenas por conveniência, uma vez que o Brasil fora colônia de Portugal. O autor salienta que seria mais interessante utilizar o termo português brasileiro, conforme utilizam muitos lingüistas renomados. Trata-se de uma estratégia para demonstrar a singularidade adquirida pela língua falada por milhões de brasileiros diariamente.

2 CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E A NOÇÃO DE LÍNGUA

Compreender as distintas concepções de linguagem é fundamental para que se possa, também, conhecer os diferentes posicionamentos dos autores acerca do que vem a ser língua. Neste sentido, com Travaglia (2001), é possível identificar três classificações para a linguagem, quais sejam: concepção tradicional de língua concepção estrutural e concepção interacionista.

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A primeira concepção tradicional considera a linguagem como expressão do pensamento. Deste modo, se as pessoas não se expressam bem é porque não pensam, não pensam bem ou ainda, não conseguem organizar as idéias segundo uma lógica. "A enunciação é um ato monológico, individual, que não é afetado pelo outro nem pelas circunstâncias que constituem a situação social em que a enunciação acontece" (TRAVAGLIA, 2001, p. 21). Na segunda dimensão estrutural , a linguagem é concebida como instrumento de comunicação, constituída através da utilização de signos por parte dos falantes, de maneira convencional, sem levar em conta a construção histórico-social. Nessa perspectiva, "a língua é vista como um código, ou seja, como um conjunto de signos que se combinam segundo regras, e que é capaz de transmitir uma mensagem, informações de um emissor a um receptor" (TRAVAGLIA, 2001, p.22). Já a terceira concepção de linguagem interacionista , considera a língua como um lugar de interação de sujeitos ativos, em que o indivíduo atua sobre o seu interlocutor, produzindo significados. Deste modo, os interlocutores influenciam um ao outro, mutuamente, a partir dos lugares sociais de onde falam. De acordo com esta última concepção, que é a defendida por esta discussão, a linguagem está ligada a condicionamentos psicológicos, sociais e culturais, de modo que os interlocutores, em seus respectivos papéis, compartilham assunto, tempo, espaço, enfim, o contexto da situação. Assim, no processo de comunicação, serão ativados os conhecimentos prévios como estratégia de interação, pois o locutor sempre irá utilizar sentidos construídos a partir de sua experiência cotidiana. Sendo assim, a capacidade humana de produção de enunciados é infinita, portanto, não catalogáveis, ao contrário do que ocorre com as mensagens produzidas pelos animais.

2.1 A LÍNGUA NUMA PERSPECTIVA SOCIAL

Em meio às representações da vida cotidiana, torna-se necessária a comunicação entre os seres humanos. Para que este fenômeno aconteça os indivíduos precisam lançar mão de instrumentos que propiciem a interação, trazendo à tona as expressões individual e coletiva. Diante deste contexto é que se torna importante investigar a concepção de língua, sob o enfoque social. Deste modo, pode-se dizer que:

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A língua é uma instituição social, exterior ao indivíduo, a este não cabe nem criá-la nem modifica-la, uma vez que existe como um contrato estabelecido entre os vários membros de uma mesma comunidade. Somente com o auxílio da aprendizagem, e, de maneira lenta, a criança vai aprendendo o funcionamento da linguagem (RAMANZINI, 1990, p. 26).

Benveniste (1963) dizia que é dentro da língua e pela língua que o indivíduo e a sociedade se determinam, mutuamente. Para Martinet, a língua, enquanto instrumento, desempenha a função essencial de comunicação, de maneira que permite aos indivíduos de um mesmo grupo, relacionarem-se mutuamente. Todavia, ela ―não pode ser considerada como simples repertório de palavras‖ (RAMANZINI, 1990, p. 38). De acordo com as pesquisas e leituras implementadas sob esta linha de pensamento, a língua é um elemento precioso para a sociedade, sendo a sua função justamente a de atender às expectativas dos indivíduos que vivem em conjunto. Está inscrita no interior dos grupos sociais, tornando-se um elemento capaz de garantir a manutenção das relações entre os mesmos. Deste modo, ―a língua seria então um objeto com função psicológica e social, e ao mesmo tempo uma realidade depositada no cérebro dos seres humanos (biologicamente universal)‖ (SANTANA, 2004, p. 180). Nesta perspectiva, não se pode esperar que uma língua esteja dissociada das relações estabelecidas entre as pessoas. ―A língua é produzida socialmente. Sua produção e reprodução é fato cotidiano, localizado no tempo e no espaço da vida dos homens: uma questão dentro da vida e da morte, do prazer e do sofrer‖ (ALMEIDA in GERALDI, 2004, p. 14).

2.2 A LÍNGUA COMO FATOR DE INTERAÇÃO Partindo-se do ponto de que língua é um sistema de signos convencionais usados pelos membros de uma mesma comunidade, pode-se compreender que um grupo social convenciona e utiliza um conjunto organizado de elementos representativos para estabelecer comunicação e interação. Assim, Marscuschi (2000) apresenta os seguintes pressupostos com relação à língua:

a) A língua apresenta uma organização interna sistemática que pode ser estudada cientificamente, mas ela não se reduz a um conjunto de regras de boa-formação que podem ser determinadas de uma vez por

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todas como se fosse possível fazer cálculos de previsão infalível. As línguas naturais são dificilmente formalizáveis.

b) A língua tem aspectos estáveis e instáveis, ou seja, ela é um sistema variável, indeterminado e não fixo. Portanto, a língua apresenta sistematicidade e variação a um só tempo.

c) A língua se determina por valores imanentes e transcendentes de modo que não pode ser estudada de forma autônoma, mas deve-se recorrer ao entorno e à situação nos mais variados contextos de uso. A língua é, pois, situada.

d) A língua constrói-se com símbolos convencionais, parcialmente motivados, não aleatórios mas arbitrários. A língua não é um fenômeno natural nem pode ser reduzida à realidade neurofisiológica.

e) A língua não pode ser tida como um simples instrumento de representação do mundo como se dele fosse um espelho, pois ela é constitutiva da realidade. É muito mais um guia do que um espelho da realidade.

f) A língua é uma atividade de natureza sócio-cognitiva, histórica e situacionalmente desenvolvida para promover a interação humana (MARCUSCHI, 2000).

Para evidenciar tais pressupostos, basta que seja feita uma reflexão sobre as atitudes dos indivíduos perante o uso da língua. Dado, por exemplo, que um indivíduo dirija a outro uma pergunta, observa-se que as relações entre ambos se modificam, uma vez que é estabelecida uma espécie de jogo de compromissos. Observe:

A: Por que você não foi à escola hoje? B: Porque acordei muito atrasado.

Com relação ao jogo estabelecido, diz-se que ocorre à luz da interação que suscita a relação entre os pares em meio ao diálogo estabelecido. No exemplo exposto está claro que houve a interação, pois B correspondeu à expectativa, respondendo a pergunta e dando seguimento ao processo desencadeado por A. É prudente ressaltar, porém, que B poderia não ter aceitado o ―jogo‖, simplesmente esquivando-se da resposta ou mesmo questionando o direito de A lhe dirigir uma pergunta. Aí teríamos um corte, isto é, a interrupção da interação. Bakhtin (1929), acerca, da constituição da língua, defende que:

A verdadeira substância da língua não é constituída por um sistema abstrato de formas lingüísticas, nem pela enunciação monológica isolada, nem pelo ato psicofisiológico de sua produção, mas pelo fenômeno social da interação verbal realizada através da enunciação ou das enunciações. A interação verbal

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constitui assim a realidade fundamental da linguagem. (BAKHTIN, 1986, p.

123).

A língua é, na verdade, um objeto bem definido no conjunto dos fatos da linguagem, uma vez que se pode conceber a associação de uma imagem auditiva a um conceito de forma subjacente. A conversação, que tem na língua a sua base ―é a primeira das formas de interação a que estamos expostos e provavelmente a única da qual nunca abdicamos pela vida afora‖ (MARCHUSCHI, 1986, p. 14). A língua utilizada por um grupo pode lhe permitir entrar em comunicação com as outras comunidades que utilizam a mesma língua, propiciando, pois, a interação. Para Gagné (2002, p. 182) ―quanto mais internacional esta língua for, mais acesso direto a comunidade terá às informações tecnológicas, científicas e culturais da humanidade. Esta acessibilidade reveste uma importância inegável para o desenvolvimento de determinada comunidade‖. Segundo Possenti in Geraldi (2004, p. 34) mesmo sendo as línguas sistemas complexos, as crianças não possuem dificuldades para aprendê-las porque isto ocorre no âmbito da interação com os indivíduos. Para muitas pessoas que não têm noção desta complexidade, basta apenas lembrar o quanto é laboriosa a tarefa de aprender uma segunda língua (inglês, japonês, espanhol etc.). Neste sentido, Bagno (2002), afirma que:

―a língua‖ como uma ―essência‖ não existe: o que existe são seres

humanos que falam línguas, ―os indivíduos que constituem o todo da população‖. A língua não é uma abstração: muito pelo contrário, ela é tão concreta quanto os mesmos seres humanos de carne e osso que servem dela e dos quais ela é parte integrante. Se tivermos isso sempre na mente, poderemos deslocar nossas reflexões de um plano abstrato — ―a língua‖ — para um plano concreto os falantes da língua (BAGNO, 2002, p. 23).

] [

Enfim, pode-se dizer que a língua é um instrumento de interação humana. É no plano da cultura, dos valores e das normas culturais que ocorrem as diferentes formas de interação entre um falante e seu interlocutor. Estes valores e normas estão presentes na competência comunicativa dos participantes, ao fazerem determinadas escolhas durante a interação social. São eles que expressam os sentidos, o conteúdo das falas e os tópicos que serão priorizados em meio ao ―contrato‖ estabelecido pelos respectivos interlocutores.

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3 NÍVEIS DE VARIAÇÃO LINGÜÍSTICA

Diante destas abordagens até então realizada vale ressaltar que o processo de variação ocorre em todos os níveis de funcionamento da linguagem. Todavia, geralmente é mais perceptível na pronúncia e no vocabulário, tornando variação um

fenômeno complexo, visto que os níveis às vezes se realizam simultaneamente. Estes níveis são: fonológico, morfossintático e vocabular.

O nível fonológico, como o nome já diz, está ligado à pronúncia. Um exemplo a

este respeito é o l que ocorre em final de palavras. Geralmente ele é pronunciado como consoante pelos gaúchos e pessoas mais idosas. Todavia, quase todos os outros brasileiros o pronunciam como vogal u.

O nível morfossintático diz respeito às questões de regência e concordância.

Muitas pessoas, costumam conjugar verbos irregulares como se fossem regulares. Assim, elas utilizam, por exemplo, ―deteu‖ ao invés de ―deteve‖. Também as crianças, durante o processo de aquisição da linguagem, muitas vezes dizem ―eu fazi‖ no lugar de ―eu fiz‖. Deste modo, através da tentativa e erro, acabam incorporando a forma ―correta‖. Já o nível vocabular dá conta das especificidades de cada região no que tange

ao uso dos vocábulos. È ele que permite conceber como ―mochila‖, no sudeste ou como ―boroca‖ no norte do país, o mesmo objeto utilizado pelos estudantes. O mesmo fenômeno também revela que tanto com a ―mandioca‖ quanto com a ―macaxeira‖ e o ―aipim‖ pode-se preparar uma mesma receita. Neste caso, apenas um ingrediente deverá se diferenciar. É a cultura inerente à região em que se utiliza cada um dos sinônimos.

4 TIPOS DE VARIAÇÃO LINGÜÍSTICA Ao discutir a questão da influência da variação para o ensino no primeiro e segundo graus, Travaglia (2001) apresenta, com base em Halliday, McIntosh e Strevens (1974), postulados muito interessantes acerca da variação lingüística. Nesta perspectiva, o autor admite que ―não é fácil descrever de forma adequada e simples os vários planos da variação lingüística‖ (TRAVAGLIA, 2001 , p. 42). De acordo com Travaglia (2001, p. 42) existem dois tipos básicos de variedades lingüísticas: os dialetos, ―que ocorrem em função das pessoas que usam a língua‖, ou

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seja, os emissores; os registros, ―que ocorrem em função do uso que se faz da língua‖, dependendo, pois, do receptor, da mensagem e da situação. Ao se realizar uma breve reflexão sobre as diferentes formas de falar, é possível perceber que as pessoas expressam, através da língua, muitas características implícitas, tais como a região de onde é proveniente, o meio social em que foi criada ou em que vive, a profissão que exerce, a sua faixa etária, o seu nível de escolaridade e até mesmo, suas convicções religiosas e filosóficas. As variações podem ser de dois tipos: dialetais ou de registro.

4.1 VARIAÇÃO DIALETAL Ocorre em função das pessoas que usam língua. De acordo com as pesquisas até então implementadas, foram identificados dialetos em diversas dimensões, sendo a dimensão territorial, a social e a de etária as mais comuns. Porém, os autores, geralmente, não apresentam a mesma divisão para tais variedades, uma vez que não há limites bem definidos entre cada dialeto. Segundo algumas pesquisas no âmbito da Lingüística, as diferenças dialetais no Brasil são menos geográficas que sócio-culturais, de modo que pode haver mais divergências em um mesmo lugar, entre dois vizinhos, sendo um deles culto e o outro analfabeto, que entre dois brasileiros com o mesmo nível cultural, mas que residam em regiões diferentes.

A dialetologia brasileira será, assim, menos horizontal que vertical. Há, desse ponto de vista, uma série de níveis no ―brasileiro‖: no ápice, a língua das pessoas cultas (com gradações entre o registro oficial estrito e um registro familiar livre); depois, a língua vulgar das camadas urbanas gradativamente menos instruídas, e, finalmente, os falares regionais e rurais (TEYSSIER, 2001, p. 98).

4.1.1 Dimensão regional Também conhecida como variação territorial, geográfica ou diatópica, este tipo de variação abarca as diferenças lingüísticas observadas entre pessoas de regiões distintas, levando-se em consideração o fato de elas utilizarem a mesma língua. Geralmente ela ocorre devido às influências sofridas por cada região durante sua formação ou mesmo devido às peculiaridades econômicas, políticas ou culturais.

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Neste caso, pode-se evocar as diferenças existentes entre os diversos países de Língua Portuguesa (Brasil, Portugal, Angola, por exemplo) ou entre regiões do Brasil (região sul, com os falares gaúcho, catarinense, por exemplo, e região nordeste, com os falares baiano, pernambucano, etc.). Todavia, não há que se falar em comportamentos lingüísticos estanques, pois:

é difícil dizer onde acaba o dialeto nordestino e começa o caipira, ou o

carioca, e a distinção do falar gaúcho, se é nítida em relação ao nordestino,

não é tão nítida em relação ao modo característico de usar a língua no Paraná e Santa Catarina (TRAVAGLIA, 2001, p 43).

) (

Nesse tipo de variação, as divergências mais comuns são encontradas no plano fonético (pronúncia, entonação) e no plano lexical (uso de palavras distintas para designar o mesmo referente, palavras com sentidos que variam de uma região para outra), conforme fora discutido sobre os níveis de variação lingüística. Um exemplo clássico consiste na diferença entre o s chiado carioca e o s sibilado mineiro. Conforme pesquisas realizadas e a experiência cotidiana, foi proposta a seguinte divisão para os dialetos existentes no Brasil.

a seguinte divisão para os dialetos existentes no Brasil. Figura 1: Mapa dos dialetos do Brasil

Figura 1: Mapa dos dialetos do Brasil Fonte: Wikipédia (2007)

1. Caipira - interior do estado de São Paulo, norte do Paraná e sul de Minas Gerais

2. Cearense - Ceará

3. Baiano - região da Bahia

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5. Gaúcho - Rio Grande do Sul

6. Mineiro - Minas Gerais

7. Nordestino - Estados do nordeste brasileiro (o interior e Recife têm falares próprios)

8. Nortista - estados da bacia do Amazonas

9. Paulistano - cidade de São Paulo

10. Sertão - Estados de Goiás e Mato Grosso

11. Sulista - Estados do Paraná e Santa Catarina (a cidade de Curitiba tem um falar próprio, e

há ainda um pequeno dialeto no litoral catarinense, próximo ao açoriano).

4.1. 2 Dimensão social De acordo com esta orientação, os dialetos ocorrem de acordo com as variações

que existem em função da classe social a que pertencem os indivíduos. Isto ocorre

porque há ―tendência para maior semelhança entre os atos verbais dos membros de

um mesmo setor sócio-cultural da comunidade e interesses comuns‖ (CAMACHO,

1988, p. 32).

Neste tipo de variedade podem ser incluídos, por exemplo, os jargões

profissionais (linguagem dos juristas, dos locutores de futebol, dos policiais, artistas,

classe alta, favelados, dentre outras). Quanto à gíria, pode-se dizer que também

constitui uma forma de variação social, já que é utilizada por indivíduos que querem se

proteger do entendimento por outros grupos.

Em meio à sociedade, os dialetos sociais podem ter um papel de identificação,

pois é através deles que os diferentes grupos se reconhecem e até mesmo se

protegem em relação aos demais. Tal variação também tem a ver com a função que o

falante desempenha. Assim, ―os dialetos exercem na sociedade um papel de

identificação grupal, isto é, o grupo ganha identidade pela linguagem‖ (TRAVAGLIA,

2001, p. 45).

4.1.3 Dimensão etária

Nesta dimensão os dialetos correspondem ao uso da língua por pessoas de

diferentes idades, determinando, assim, peculiaridades nas formas de falar de crianças,

jovens, idosos. ―Durante a vida a pessoa passa de um grupo para outro, adotando as

formas de um grupo e abandonando as do outro‖ (TRAVAGLIA, 2001, p. 46).

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Diante do sentimento de valorização das formas do bem falar, é comum que as gerações possam considerar como deturpações ou até mesmo degradações a introdução de alterações com relação ao uso da língua por parte das novas gerações. Um exemplo a este respeito são as gírias, que cumprem o papel de estabelecer a comunicação e a identificação entre um determinado grupo, possuindo um caráter passageiro. Muitos adultos e idosos acabam entrando em conflito por não legitimarem as especificidades da linguagem dos mais jovens.

4.2 VARIAÇÃO DE REGISTRO

Este segundo tipo de variedade lingüística diz respeito ao uso que se faz da língua em função da situação em que o usuário e o interlocutor estão envolvidos. Neste caso, torna-se necessário analisar o contexto para se obter uma maior e melhor compreensão acerca dos papéis desempenhados pela referida variedade. No âmbito da compreensão, qualquer pessoa precisa estar em sintonia com o seu interlocutor. Deste modo, é diferente a forma com o indivíduo se dirige a uma criança, a um colega de trabalho ou a uma autoridade. As palavras são escolhidas, determinando o fato de que a linguagem deve se adaptar à situação. Por este motivo surgem as variações de registro , que podem ser de três tipos:

grau de formalismo, modalidade e sintonia. Cada tipo não aparece isolado, mas se sobrepõe um ao outro, causando dificuldade para a identificação exata da sua ocorrência em cada comunidade de fala.

4.2.1 Grau de formalismo Esta variedade é atestada pela necessidade de os usuários da língua, em contato com diferentes interlocutores, terem de se adequar a diferentes situações sociais. Neste sentido, para garantir maior eficácia nessa interação, urge permanecer atento ao grau de formalismo de sua linguagem.

4.2 .2 Modalidade

Com relação à modalidade, é preciso entender que a linguagem pode ser expressa tanto na forma escrita quanto na oral, sendo que ―apresentam cada uma um

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conjunto próprio de variedades de grau de formalismo (TRAVAGLIA, 2001, p. 53). Na língua falada é possível observar que há entre falante e ouvinte um intercâmbio direto. Na modalidade escrita, por sua vez, existe uma maior regularidade e formalidade, uma vez que não há participação direta dos dois interlocutores, mas apenas de um (o leitor). No texto, surgem marcas de planejamento que, na fala equivalem às pausas, interrupções, retomadas, correções etc. Por esse motivo o texto se apresenta como uma unidade completa, já que foi escrito com objetivos específicos e em contexto determinado. Diante destas diferenças, Travaglia (2001, p. 53) aponta o equívoco reducionista que muitos cometem ao afirmar que ―a língua falada seria informal e a escrita formal‖.

4.2.3 Sintonia Diz respeito ao ajustamento que o falante realiza na estruturação de seus textos, a partir de informações a respeito do seu interlocutor/ouvinte. Deste modo, a adequação do vocabulário e da expressividade será necessária para que haja interação e a continuidade do diálogo. As dimensões da sintonia são: status, tecnicidade, cortesia e norma. A dimensão do status congrega as seleções necessárias diante da conversa quando o falante se dirige às pessoas. Neste caso, o vocabulário e os recursos relativos ao tom de voz determinam a posição de cada um, de modo que fica estabelecida a relevância do discurso para as relações sociais.

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os gramáticos costumam eleger o correto e o incorreto, baseando-se na modalidade eleita como padrão em nossa sociedade. Deste modo, se esquecem de que toda variedade é capaz de fornecer bases suficientemente seguras para que o falante se oriente e desempenhe suas tarefas com eficiência no contexto em que estiver inserido. Com relação este aspecto da LM, podemos dizer e atestar que ela acaba se tornando um instrumento de status ou até mesmo, de (re)organização social. Perceba que as variantes mais coloquiais são características das classes de baixa renda, rurais e cujo grau de desenvolvimento educacional ainda não é satisfatório. Enquanto a variedade padrão é utilizada geralmente por aqueles que possuem uma melhor condição financeira e um nível cultural mais elevado. Uma temática importante aqui retratada, que tem sido alvo de constantes debates no setor acadêmico por todo país é a divergência causada pelo regionalismo, ou seja, as variantes inerentes a cada região do país. Os especialistas da linguagem não poupam esforços para tentar explicar e atribuir um teor científico a este fenômeno. Neste sentido, demonstram que tais manifestações estão relacionadas, de certo modo, ao processo de colonização ocorrido em cada região. Através da língua é possível experimentar uma ascensão social e a libertação em instâncias culturais, políticas e econômicas. Por outro lado, a expansão de uma língua e seus valores agregados pode acarretar conseqüências, no mínimo, inesperadas. Uma delas é a fragmentação da identidade cultural frente ao colapso ora atribuído ao processo de globalização, em que as diversas nações se encontram submetidas a uma interação constante por meio de veículos de comunicação cada vez mais eficientes. Com relação este aspecto da LM, podemos dizer e atestar que ela acaba se tornando um instrumento de status ou até mesmo, de (re)organização social. As variantes mais coloquiais, por exemplo, são características das classes de baixa renda, rurais e cujo grau de desenvolvimento educacional ainda não é satisfatório. Enquanto a variedade padrão é utilizada geralmente por aqueles que possuem uma melhor condição financeira e um nível cultural mais elevado. A nós, educadores, cabe o papel de desmitificar estas questões relativas ao uso da língua, possibilitando a todos uma plena aquisição e utilização da mesma, nos diversos contextos e espaços sociais.

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