Sei sulla pagina 1di 15

Escola Superior de Turismo e Tecnologia do Mar de Peniche

3º Ano Gestão de Eventos

2012/2013

do Mar de Peniche 3º Ano – Gestão de Eventos 2012/2013 “ Análise de fatores que

Análise de fatores que influenciam a criatividade dos eventos

Docente

Marta Caetano

Aluno

João Antunes (Nº4090638)

UC

Gestão da Criatividade nos Eventos

“Análise de factores que influenciam a criatividade nos eventos”

Índice

Página

Introdução…………………………………………………………………………………………………………………………….

3

1. Indústrias Criativas………………………………………………………………………………………………….

4

2. Equipas Criativas…………………………………………………………………………………………………….

7

3. Liderança………………………………………………………………………………………………………………

8

4. Motivação……………………………………………………………………………………………………………….

12

Conclusão…………………………………………………………………………………………………………………………….

14

Bibliografia/Webgrafia…………………………………………………………………………………………………………

15

2

João Antunes UC: Gestão da Criatividade no Eventos

“Análise de factores que influenciam a criatividade nos eventos”

Introdução

Este trabalho tem como objectivo debater os factores que possam influenciar a criatividade

dos eventos, como tal, será feita uma abordagem aos factores: Equipas criativas, motivação,

liderança e Indústrias Criativas. Dentro das equipas criativas será debatido a importância de

trabalhar em equipa para que se consiga desenvolver a capacidade criativa das pessoas que estejam

a organizar um evento. Na motivação será abordado a sua importância como sendo um papel

fundamental para que um individuo consiga atingir um estado que seja favorável ao

desenvolvimento da sua criatividade. Na liderança será mencionado a importância de ter um bom

líder em equipas criativas, pois faz toda a diferença no sentido em que um bom líder consegue gerir

e direccionar uma equipa para um resultado criativo. Nas indústrias criativas será abordado o

ambiente onde estão inseridos os eventos criativos e como isso influencia o seu desenvolvimento.

João Antunes UC: Gestão da Criatividade no Eventos

3

“Análise de factores que influenciam a criatividade nos eventos”

1. Indústrias criativas

O conceito da Indústria Criativa é diversificado, pois ainda não existe uma definição concreta

para a caracterizar. Muitos autores apontam as suas próprias definições, não havendo ainda um

consenso para criar uma definição definitiva. Como tal em baixo apresento algumas definições de

autores que estudam e fazem abordagem sobre o tema Indústrias Criativos.

“Atividades que têm a sua origem na criatividade, competências e talento individual, com potencial

para a criação de trabalho e riqueza por meio da geração e exploração de propriedade intelectual

As indústrias criativas têm por base indivíduos com capacidades criativas e artísticas, em aliança

com gestores e profissionais da área tecnológica, que fazem produtos vendáveis e cujo valor

] [

económico reside nas suas propriedades culturais (ou intelectuais).”

DCMS (2005, p. 5)

“A idéia de indústrias criativas busca descrever a convergência conceitual e prática das artes criativas

(talento individual) com as indústrias culturais (escala de massa), no contexto de novas tecnologias

midiáticas (TIs) e no escopo de uma nova economia do conhecimento, tendo em vista seu uso po r

parte de novos consumidores cidadãos interativos.”

Hartley (2005, p. 5)

“Em minha perspectiva, é mais coerente restringir o termo ‘indústria criativa’ a uma indústria onde o

trabalho intelectual é preponderante e onde o resultado alcançado é a propriedade intelectual.”

Howkins (2005, p. 119)

“ *Indústrias criativas+ produzem bens e serviços que utilizam imagens, textos e símbolos como

meio. São indústrias guiadas por um regime de propriedade intelectual e [

tecnológica das novas tecnologias da informação. Em geral, existe uma espécie de acordo que as

indústrias criativas têm um coregroup, um coração, que seria composto de música, audiovisual,

multimídia, software, broadcasting e todos os processos de editorial em geral. No entanto, a coisa

curiosa é que a fronteira das indústrias criativas não é nítida. As pessoas utilizam o termo como

4

João Antunes UC: Gestão da Criatividade no Eventos

]

empurram a fronteira

“Análise de factores que influenciam a criatividade nos eventos”

sinónimo de indústrias de conteúdo, mas o que se vê cada vez mais é que uma grande gama de

processos, produtos e serviços que são baseados na criatividade, mas que têm as suas origens em

coisas muito mais tradicionais, como o craft, folclore ou artesanato, estão cada vez mais utilizando

tecnologias de management, de informática para se transformarem em bens, produtos e serviços de

grande distribuição.”

Jaguaribe (2006)

“As indústrias criativas são formadas a partir da convergência entre as indústrias de média e

informação e o setor cultural e das artes, tornando-se uma importante (e contestada) arena de

desenvolvimento nas sociedades baseadas no conhecimento [

o setor das indústrias criativas

dimensões contemporâneas da produção e do consumo cultural [

operando em importantes

]

]

apresenta uma grande variedade de atividades que, no entanto, possuem seu núcleo na

criatividade.”

Jeffcutt (2000, p. 123-124)

“As atividades das indústrias criativas podem ser localizadas em um continuum que vai desde

aquelas actividades totalmente dependentes do ato de levar o conteúdo à audiência (a maior parte

das apresentações ao vivo e exibições, incluindo festivais) que tendem a ser trabalho-intensivas e,

em geral, subsidiadas, até aquelas actividades informacionais orientadas mais comercialmente,

baseadas na reprodução de conteúdo original e sua transmissão a audiências (em geral distantes)

(publicação, música gravada, filme, broadcasting, nova média).”

Cornford e Charles (2001, p. 17)

O termo, Indústrias Criativas, surgiu no começo da década de 1990, inicialmente na

Austrália, mas ganhando maior impulso em Inglaterra. O fato de haver mudanças económicas e

sociais nessa altura fez com que o foco de actividade industriais se deslocasse para actividades

intensivas em conhecimento, localizadas no sector de serviços.

As Indústrias Criativas em Inglaterra são a referência para muitos, pois foram os pioneiros

que mais desenvolveram para este conceito e por estar ligado à base política do país, pelo que existe

um Ministério das Indústrias Criativas que desenvolveu um mapa detalhado de todas as actividades

criativas do país. Os campos como sectores criativos classificados pelo governo inglês foram:

publicidade, arquitectura, mercado das artes e antiguidades, artesanato, design, design de moda,

João Antunes UC: Gestão da Criatividade no Eventos

5

“Análise de factores que influenciam a criatividade nos eventos”

cinema, software, softwares interactivos para lazer, música, artes performativas, indústria editorial,

rádio, TV, museus, galeiras e as actividades relacionadas às tradições culturais.

Uma análise das definições que já apresentamos sobre Indústrias Criativas, leva à

constatação de quatro componentes principais, que são:

- A criatividade é o elemento principal das IC.

- A cultura é tratada na forma de objectos culturais.

- A IC transforma-se em propriedade Intelectual, consequentemente em valor económico.

- Convergência entre artes, negócios e tecnologia.

A criatividade é a principal característica da forma de produção das indústrias criativas,

podendo ser definida como a expressão do potencial humano de realização, que tem a capacidade

de um indivíduo manipular objectos externo a partir de um desenvolvimento em conjunto dos seus

recursos pessoais, das suas fantasias e dos seus desejos. No caso das indústrias criativas são os

indivíduos criativos que concebem e desenvolvem os produtos criativos. Depois dos produtos

criativos estarem desenvolvidos, existe um processo que consiste na utilização de certa tecnologia e

recursos de produção, promoção e distribuição, para que haja criação de valor de mercado desses

produtos.

Vários psicólogos, sociólogos e historiadores tentaram avaliar as variáveis que podem afectar os

níveis de criatividade individual, cujo tema tem sido objecto de grande debate, e, cada vez mais, as

pesquisas têm-se concentrado sobre a criatividade como um processo colectivo e social, em vez de

como um processo que ocorra dentro das mentes dos indivíduos.

João Antunes UC: Gestão da Criatividade no Eventos

6

“Análise de factores que influenciam a criatividade nos eventos”

2. Equipas Criativas

As equipas criativas estão patentes na criatividade organizacional de uma empresa, que é

um sistema que consegue desenvolver e canalizar a criatividade de cada empregado, através de

equipas, conseguindo assim a empresa ganhar inovações rentáveis.

Normalmente, as equipas criativas são formadas por indivíduos de diferentes áreas de

conhecimento. Estes indivíduos interagem uns com os outros para partilharem e desenvolverem

ideias, bem como integrarem diferentes componentes de uma tarefa que foi desenvolvida

anteriormente e individualmente. A interacção destas pessoas pode levar à contribuição do

desenvolvimento da criatividade.

Nas organizações é necessário haver um desenvolvimento de uma cultura que promova a

colaboração e a confiança entre os membros da empresa. Todos os indivíduos da empresa devem

compartilhar os valores organizacionais, confiar nos seus colegas e superi ores, estar envolvidos no

espírito da empresa, dispostos a inovar e a quererem permanecer na organização. Estes factores

fazem com que se desenvolvam sinergias positivas, que, consequentemente, fomentam o

desenvolvimento da criatividade.

A criação de equipas de trabalho é caracterizada por conseguir romper barreiras

departamentais, por conseguir descentralizar as decisões para os níveis mais baixos das equipas de

trabalho e por haver um respeito pelas pessoas que sejam inovadoras. Com a globalização e com as

mudanças que se vêm a sentir no mundo empresarial, as equipas de trabalho são fundamentais para

garantir o sucesso das empresas. As aptidões das equipas são necessárias pois, a capacidade de

trabalhar em equipa, o respeito pelos outros e a capacidade de ouvir e debater ideias, entre outras,

são essenciais para que as ideias dos funcionários sejam ouvidas, respeitadas e transmitidas.

João Antunes UC: Gestão da Criatividade no Eventos

7

“Análise de factores que influenciam a criatividade nos eventos”

3.

Liderança

A palavra “Líder”, que vem do inglês “leader”, define uma pessoa que atua enquanto guia ou

chefe de um grupo. Para que a liderança seja verdadeira, um líder tem que conseguir com que os

elementos do grupo reconheçam a sua capacidade. Um líder tem a capacidade de influenciar outras

pessoas, e os seus comportamentos e atitudes conseguem incentivar os membros do grupo a

trabalharem em conjunto para um objectivo comum.

Existem três principais estilos de liderança que podem ser aplicados por um líder, sendo eles a

Autocrática, a Democrática e a Liberal. A seguir serão apresentados as suas principais características.

Liderança Autocrática:

- É apenas o líder que decide as direterizes a serem seguidas, sem que haja participação dos

restantes elementos do grupo.

- O líder determina as técnicas que serão usadas para a execução de tarefas.

- O líder é que indica qual a tarefa que cada um dos elementos vai fazer.

- O líder tem um carácter dominador e é “pessoal” nos elogios e nas criticas ao trabalho de cada

membro do grupo.

Liderança Democrática:

- As directrizes são debatidas democraticamente entre todo o grupo.

- O grupo é que esboça as medidas e técnicas para atingir um objectivo. Havendo sempre debates

para as definir.

- A definição da divisão das tarefas fica a cargo do próprio, havendo assim a liberdade de cada

elemento escolher as suas próprias tarefas.

- O líder procura ser um membro normal do grupo no que toca ao espírito de equipa.

Liderança Liberal:

João Antunes UC: Gestão da Criatividade no Eventos

8

“Análise de factores que influenciam a criatividade nos eventos”

- Existe a total liberdade para que os elementos do grupo completem as decisões do grupo ou as

individuais, havendo uma participação mínima do líder.

- A divisão de tarefas fica a cargo dos próprios elementos do grupo.

- O líder não faz nenhuma tenatativa de avaliar ou regular o curso dos acontecimentos.

- O líder apenas faz comentários sobre alguma actividade ou tarefa quando é perguntado por algum

elemento do grupo.

Com as organizações a aumentarem de tamanho e de complexidade a necessidade de

previsibilidade e controlo dos empregados torna-se cada vez maior. A necessidade de aplicar

sistemas de controlo, práticas padronizadas e rotinas aos empregados de uma organi zação é

bastante útil no sentido de garantir o bom funcionamento da empresa bem como a sua eficiência,

porém, estas medidas têm o problema de criar barreiras ao indivíduo de desenvolver a sua

criatividade e com isto impede-o de aplicar as suas ideias criativas na empresa.

O paradoxo existente, entre o controlo e a criatividade, que existe entre as organizações e os

funcionários, cria tensão e conflito entre eles pois tentam chegar a acordo sobre novas e melhores

formas de como fazer as coisas. É com este paradoxo que os líderes, através dos seus próprios

comportamentos e acções, bem como da criação de um ambiente de trabalho que apoia a iniciativa

e a criatividade, têm um papel fundamental numa organização.

De acordo com Ghiselin (1963), a criatividade no ambiente de trabalho é definida como a

produção de ideias novas e úteis ou soluções. É necessário lembrar que a criação de novas ideias já

está incutida na nossa condição humana, pelo que pode ser, sob condições favoráveis, estimulada

em trabalhadores que não sejam tão propícios a desenvolver acções ou ideias criativas.

Para as organizações se adaptarem e ganharem vantagem competitiva precisam de

aproveitar ao máximo o potencial da criatividade dos seus funcionários, pois, as suas ideias podem

servir para causarem inovação, uma mudança benéfica, bem como favorecer a competitividade da

empresa com o mundo de negócios.

Um fator que tem grande influência sobre a criatividade no ambiente de trabalho é a

liderança e o comportamento de supervisão. Os líderes podem dispor de influências diretas ou

indirectas sobre a criatividade dos funcionários. A sua influência direta é aplicada através dos seus

comportamentos que podem incentivar ou desencorajar os funcionários de correrem o risco de

João Antunes UC: Gestão da Criatividade no Eventos

9

“Análise de factores que influenciam a criatividade nos eventos”

avançar com novas e úteis ideias para a empresa. A influência indirecta sobre a criatividade dos

funcionários está patente na criação de um ambiente favorável de trabalho em que a criatividade é

apoiada e incentivada, em vez de inibida. No ambiente das organizações, certos aspectos podem

estimular ou inibir a criatividade no trabalho. Os aspectos estimulantes incluem, por exemplo, o

encorajamento organizacional, o incentivo do supervisor, um bom suporte de grupos de trabalho,

recursos suficientes, o trabalho tem que ser desafiador e a liberdade. Os aspectos do ambiente que

são inibidores são, por exemplo, as barreiras organizacionais e o excesso de carga de trabalho. Como

tal, um dos aspectos essencial para o desempenho do papel de um líder passa por conseguir

desenvolver e apostar em aspectos que sejam estimulantes e reduzir, ou eliminar, os aspectos que

inibam a capacidade criativa dentro dos ambientes organizacionais.

Para Mumford (2002), existem quatro factores-chave que são muito importantes no

processo de liderança de pessoas criativas. Sendo elas:

- O estímulo intelectual, na medida em que as pessoas necessitam de resolver novos e complexos

problemas para que se transformem em desafios intelectuais, estimulando assim a inovação das

pessoas.

- O envolvimento, no sentido em que os líderes necessitam de criar um ambiente de envolvimento

entre os trabalhadores de modo a que se definem objectivos desafiantes, formem -se táticas de

acordo com os motivos das pessoas criativas.

- O apoio, de modo a que as pessoas criativas se sintam apoiadas pelo seu líder, nomeadamente, em

três alturas distintas de um projecto criativo: na ideia, no trabalho e no suporte social.

- A liberdade, na medida em os trabalhadores consigam realizar com clareza os objectivos e

estratégias propostas.

Uma das características mais importantes num líder de equipas criativas é conseguir

estimular intelectualmente, emocionalmente e através da paixão que os funcionários têm pela arte

em questão.

Existe um modelo baseado na inteligência emocional dos líderes que explica como este fator

interage com a capacidade de fazer desenvolver a criatividade dos funcionários. A inteligência

emocional é a habilidade que um líder tem de usar as emoções para obter processos de informação

cognitiva. Os líderes que possuem uma elevada inteligência emocional conseguem trespassar para

João Antunes UC: Gestão da Criatividade no Eventos

10

“Análise de factores que influenciam a criatividade nos eventos”

os funcionários sensações de coragem, optimismo, entusiasmo, bem como fazer uma abordagem

flexível à criatividade. Estes tipos de líderes conseguem usar a emoção para aceder a processos

cognitivos que passam pela identificação de problemas e o reconhecimento de oportunidades.

Quando as pessoas estão com bom humor e bem dispostas, tendem a ser optimistas e mais

confiantes e expansivas no seu pensamento, dando assim oportunidades para que a criatividade em

si se desenvolva.

João Antunes UC: Gestão da Criatividade no Eventos

11

“Análise de factores que influenciam a criatividade nos eventos”

4.

Motivação

Origem da palavra, do latim: provém dos termos motus (“movido”) e motio (”movimento”).

A motivação é o impulsionador que leva uma pessoa a realizar determinadas acções e a

persistir nelas até alcançar um objectivo. Está associado aos estímulos de prazer e vontade que

levam uma acção a satisfazer uma necessidade.

Existem dois grandes tipos de motivação, a motivação intrínseca e a extrínseca.

Motivação Intrínseca: refere-se à motivação gerada por necessidades e motivos de uma

pessoa. É a motivação que vem do prazer que alguém obtém da tarefa que realiza, da

satisfação de a completar ou simplesmente de trabalhar nessa mesma tarefa.

Motivação Extrínseca: refere-se à motivação de realizar tarefas ou acções em que estejam

implícitos os factores motivacionais externos, que são traduzidos em recompensas com

dinheiro. Estas recompensas oferecem ao individuo a satisfação que a tarefa ou acção em si

não proporciona.

Teoria do Investimento em Criatividade Sternberg

Inicialmente, em 1988, Sternberg, na formulação de uma teoria da criatividade, restringiu-se

apenas a identificar alguns atributos internos do indivíduo que contribuem para o funcionamento

criativo, dando enfâse à inteligência, estilo cognitivo e personalidade/motivação. Anos mais tarde o

modelo da teoria original foi ampliado de modo a que fosse considerado o comportamento criativo

como resultado da convergência de seis factores distintos e inter-relacionados. Esses seis factores

foram a inteligência, estilos intelectuais, conhecimento, personalidade, motivação e o contexto

ambiental.

O fator motivação que foi acrescentado ao modelo original de Sternberg diz respeito às

forças impulsionadoras da performance criativa, especialmente a motivação intrínseca, sendo

essencial para o desenvolvimento da criatividade. Uma pessoa quando está a realizar uma tarefa,

João Antunes UC: Gestão da Criatividade no Eventos

12

“Análise de factores que influenciam a criatividade nos eventos”

movida pelo gosto e prazer de a realizar, está muito mais propicia a realiza-la criativamente. É de

considerar que não é apenas a motivação intrínseca que desenvolve o lado criativo de uma pessoa,

pelo que, ambos tipos de motivação, a intrínseca e a extrínseca, estão frequentemente em

interacção, combinando-se um com o outro, para reforçar a criatividade.

Teoria Componencial de Criatividade Amabile

O modelo da teoria proposto por Amabile procura explicar que alguns factores influenciam

no processo criativo, tais como os factores cognitivos, motivacionais, sociais e de personalidade. Este

modelo está assente em três grandes componentes que são essenciais para o trabalho criativo que

são: habilidades de domínio, processos criativos relevantes e a motivação intrínseca.

A motivação intrínseca, um dos componentes deste modelo, diz respeito à satisfação e

envolvimento que um indivíduo tem por uma dada tarefa ou acção que tem que realizar, como já foi

explicado anteriormente. Este tipo de motivação pode levar um indivíduo a encontrar mais

informações sobre a área estudada e, consequentemente, desenvolver as suas habilidades de

domínio. Quando um indivíduo possui grandes níveis de motivação intrínseca pode-o levar a arriscar

mais e a romper com estilos de produção de ideias habitualmente empregados, contribuindo para o

desenvolvimento de novas estratégias criativas. No que toca à motivação extrínseca, Amabile, refere

dois tipos desta motivação, a motivação extrínseca controladora e a informativa. No primeiro caso,

este tipo de motivação extrínseca é prejudicial no que toca ao desenvolvimento da criatividade por

parte do indivíduo, pois aspectos como a recompensa, escolha restrita, competição e avaliação

externa, influenciam negativamenteno nível de interesse e desempenho do indivíduo na tarefa. No

segundo caso, a motivação extrínseca informativa, promove a informação contribuindo para que o

indivíduo complete a tarefa ou acção com sucesso.

João Antunes UC: Gestão da Criatividade no Eventos

13

“Análise de factores que influenciam a criatividade nos eventos”

Conclusão

Com este trabalho pude ter a oportunidade de aprender os vários aspectos que influenciam

a criatividade dos eventos, bem como o processo que é necessário para adquirir uma maximização

da criatividade dos indivíduos que estejam a desempenhar tarefas e funções que necessitem de

criatividade.

Baseando-me no estudo que apresentei, a criatividade é um processo que está dentro de

todas as pessoas, mais numas que outras, mas que pode ser trabalhado e estimulado para que o

individuo consiga-o aplicar numa organização, para isso, ter um bom líder que consiga cativar e

desenvolver a capacidade de adquirir criatividade é essencial, bem como o fator de o individuo estar

motivado para a realização da tarefa que tem pela frente, ou até mesmo a equipa onde este está

inserido ter capacidade para que seja criado um ambiente propicio para a haver criatividade.

João Antunes UC: Gestão da Criatividade no Eventos

14