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CÓPULA

da vida social (The Questfor Certainty, 1930,

p. 295). CÓPUIA (in. Copula; fr. Copule, ai. Kopula-

it. Copula). O uso predicativo de ser (v.).

CORAÇÃO (gr. KapôítX; lat. Cor, in. Heart; fr. Coeur, ai . Herz; it. Cuorê). Entr e os antigos , só o pitagórico Alcmeão de Cróton (séc. VI-V a.C.) considerou o cérebro como sede do pensa- mento ("Digo que é com o cérebro que enten- demos", Fr. 17, Diels). Aristóteles considerou

o C. como sede das sensações e das emoções

(Depari. an., II, 10, 656 a; De anim. mot., 11, 703 b), doutrina que, graças à autoridade de Aristóteles, prevaleceu em toda a Antigüidade e na Idade Média, até o séc. XVI, quando os no- vos estudos de anatomia pudera m mostrar qu e os nervos partem do cérebro. Mas a importân-

cia dessa noçã o em filosofia nã o está ness a he - rança arcaica, mas, na realidade, permaneceu na história da filosofia para indicar exigências diferentes. No Novo Testamento, significa a re- lação do homem consigo mesmo, tanto no de- sejo (Mat., V, 8, 28) quanto no pensamento e na vontade (ICor, VII, 37), mas na medida em que pensamento e vontade se consumam em si mesmos ou pelo menos antes que se manifes- tem exteriormente. Mas o us o modern o dess a palavra sem dúvida deriva de Pascal, que frisou

a importância das "razões do C." (Pensées, 277).

Ao C. Pascal atribuiu duas espécies de conheci-

mentos específicos: l 2 o conhecimento das re- lações humanas e de tudo o que delas nasce, de tal modo que o C. é o guia privilegiado do homem no domínio da moral, da religião, da fi- losofia e da eloqüência; 2- o conhecimento dos primeiros princípios das ciências e especial-

mente da matemática. "O C. sente que há só três dimensões no espaço, que os números são infinitos; em seguida, a razão demonstra que não há dois número s quadrado s do s quai s um seja o dobro do outro, etc. Os princípios são sentidos, as proposições são fruto da conclu- são: uns e outras têm a mesma certeza, mas obtida por vias diferentes" (Ibid., 282). Só o primeiro desses dois conhecimentos privilegi- ados deveria continuar a ser atribuído ao C. na filosofia do séc. XIX. Entrementes, Kant viu no C. apenas a tendência natural que nos torna mais ou menos capazes de acolher a lei moral (Religion, I, 2). Hegel entendia por C. "o com- plexo da sensação", isto é, da experiência ime- diata e primordial do homem, como quando se diz que "não basta que os princípios morais

e a religião, etc, estejam só na cabeça: devem

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CORAÇÃO

estar no C, na sensação" (Ene, § 400). Por outro lado, ele viu na "lei do C." uma figura de sua Fenomenologia do espírito, mais precisa- mente a que representa a revolta romântica contra a realidade em ato, contra a ordem estabelecida. A lei do C. não propõe uma lei determinada, mas só identifica a lei com as exi- gências de cada C, entendendo que o conteú- do particular do C. deve valer como tal univer- salmente. Nisso está a contradição da lei do C, porque a pretensão de fazer valer universal- mente o conteúdo de um C. particular choca- se com a mesma pretensão de todos os outros

C. "Assim como, antes, o indivíduo achava a lei

abominável e rígida, agora acha abomináveis e avessos às suas excelentes intenções os C. dos homens". Na realidade, para Hegel, o que há de rígido e torturante para o C. singular não é a realidade dos fatos, mas a lei dos outros C, contra a qual o recurso à realidade é uma liber- tação (Phànomen. des Geistes, I, V, B, b). Na filo- sofia moderna, especialmente no espiritua- lismo, que recorre com freqüência à noção de C, esta exprime substancialmente exigências de caráter moral e religioso. Foi Lotze quem, em Microcosmo (1856), começou a dar ênfase às "aspirações do C", às necessidades da alma" ou "do sentimento", às "esperanças hu- manas" como exigências que a filosofia deve

impor contra o mecanicismo da ciência; obvia- mente, tais necessidades e aspirações nada mais são do que as exigências metafísicas im- plícitas nas crenças morais, assim como nas crenças religiosas tradicionais. As necessida- des do C. foram incluídas na definição de filo- sofia por Wundt, que viu nela "a recapitulação dos conhecimentos particulares de uma intui- ção do mundo e da vida, que satisfaça às exi-

gências do intelecto e às necessidades do C." (System derPhil, 4- ed., 1919,1, p. 1; Enleitung in die Phil, 3 a ed., 1904, p. 5). Nestas e em expressões semelhantes, que se repetem continuamente na filosofia da segunda metade do séc. XIX e no s primeiros decênios deste, o

C. é o símbolo das crenças tradicionais que

podem ser resumidas no reconhecimento da or- dem providencial do mundo, isto é, de uma ordem destinada a salvaguardar os valores hu- manos e o destino do homem. Muitas vezes, na filosofia contemporânea, o termo C. se alterna com consciência (v.), para indicar a esfera pri- vilegiada em que o homem pode alcançar as "realidades últimas com certeza absoluta".