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ALTERNAÇÃO

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ALTRUÍSMO

a

distinção de um gênero em várias espécies

tros. Essa máxima, acreditava ele, não contraria

tintos. O seu termo polêmico é a ética indivi-

e

a diferença dessas espécies na unidade de

indistintamente todos os instintos do homem já

um gênero implica uma A. inerente ao próprio

que o homem possui, ao lado dos instintos

gênero: isto é, uma A. que diferencia o gênero

egoístas, instintos simpáticos que a educação

e

o torna intrinsecamente diverso (Met., X, 8,

positivista pode desenvolver gradualmente, até

1.058 a 4 ss.). Do conceito de A. valeu-se Plotino

torná-los predominantes sobre os outros. Com

para assinalar a diferença entre a unidade ab-

efeito, as relações domésticas e civis tendem a

soluta do primeiro Princípio e o intelecto, que

conter os instintos pessoais, quando eles susci-

é

a sua primeira emanação.- sendo o intelecto

tam conflitos entre os vários indivíduos, e a

ao mesmo tempo pensante e pensado, intelec- to enquanto pensa, ente enquanto é pensado,

promover as inclinações benévolas que se de- senvolvem espontaneamente em todos os indi-

é

marcado pela A., além de sê-lo pela identida-

víduos. Esse termo logo foi aceito por Spencer

de (Enn., V, I, 4). De modo análogo, Hegel utiliza o mesmo conceito para definir a nature- za com relação à Idéia, que é a totalidade racio- nal da realidade. A natureza é "a idéia na forma de ser outro (Anderssein)". Desse modo, é a negação de si mesma e é exterior a si mesma:

(Princípios de psicologia, 1870-72), segundo o qual a antítese entre egoísmo e A. estaria des- tinada a desaparecer com a evolução moral e que haveria cada vez mais coincidência entre a satisfação do indivíduo e o bem-estar e a feli- cidade do outro (Data ofEthics, % 46). Como se

de modo que a exterioridade constitui a deter- minação fundamental da natureza (Ene, § 247). Mas, de modo mais geral, pode-se dizer que, segundo Hegel, a A. acompanha todo o desen- volvimento dialético da Idéia, porque é ineren- te ao momento negativo, intrínseco a esse de-

vê, o fundamento da ética altruísta é naturalis- ta, porque apela para os instintos naturais que levam o indivíduo em direção aos outros e pre- tende promover o desenvolvimento de tais ins-

dualista do séc. XVIII, que reivindica os valores

senvolvimento. De fato, tão logo estejam fora do ser indeterminado, que tem como negação

os direitos do indivíduo contra os da socieda- de, em especial do Estado. Comte, como todo

e

o

nada puro, as determinações negativas da

o

Romantismo (v.), obedece à exigência opos-

Idéia tornam-se, por sua vez, alguma coisa de determinado, isto é, um "ser outro" que não

ta, que insiste no valor preeminente da autori- dade estatal; por isso, sua ética prescreve pura

aquilo mesmo que negam. "A negação — não mais como o nada abstrato, mas como um ser determinado e um algo — é somente forma para esse algo, é um ser outro" (Ene, § 91)-

ALTERNAÇÃO. V. ALTERNATIVA. ALTERNATIVA, PROPOSIÇÃO (in. Alter-

native proposition; fr. Proposition alternative, ai. Alternative Proposition; it. Proposizione al- ternativa). Com esse nome costuma-se indi- car, propriamente, a proposição molecular dis- juntiva "p ou q" ("ao menos p é verdadeiro, portanto se p não é verdadeiro, q é verdadei- ro"). Mas não raro, em uso não rigoroso, as componentes da disjuntiva molecular são cha- madas de "alternativas", uma em relação à ou- tra. Parece que a palavra alternatio, introduzi- da pelos escritores latinos para indicar a proposição disjuntiva, deriva da linguagem ju-

rídica.

ALTRUÍSMO (in. Altruism; fr. Altruisme, ai. Altruismus-, it. Altruísmo). Esse termo foi criado por Comte, em oposição a egoísmo (v.), para designar a doutrina moral do positivismo. No Catecismopositivsta (1852), Comte enunciou a máxima fundamental do A.: viver para os ou-

G.

P.

e simplesmente o sacrifício do indivíduo. Não

é, portanto, de se estranhar que as doutrinas interessadas na defesa do indivíduo tenham

considerado com hostilidade e desprezo a moral do altruísmo. Assim, em Nietzsche, ao identifi- car-se amor ao próximo com A., este é conde- nado por Zaratustra. "Vós ides ao próximo fu- gindo de vós mesmos e quereríeis fazer disso uma virtude; mas eu leio através do vosso A Não sabeis suportar-vos a vós mesmos e não vos amais o bastante; e eis que quereis sedu- zir o vosso próximo induzindo-o ao amor e embelezar-vos com o seu amor" (Also sprach Zarathustra, cap. sobre o Amor ao próximo). Em terreno mais objetivo e científico, Scheler (Sympathie, II, cap. I) negou a identificação (pressuposta também por Nietzsche) do A. com

o amor. Observou que os atos que se dirigem

para os outros enquanto outros nem sempre são, necessariamente, "amor". A inveja, a mal- dade, a alegria maligna, referem-se igualmente aos outros enquanto outros. Um amor que faz abstração total de si mesmo apóia-se num ódio ainda mais primitivo, isto é, o ódio de si mes- mo. "Fazer abstração de si, não poder suportar