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Universidade Estadual do Oeste do Paraná Centro de Engenharias e Ciência Exatas Curso: Engenharia Mecânica

Universidade Estadual do Oeste do Paraná Centro de Engenharias e Ciência Exatas Curso: Engenharia Mecânica Disciplina: Química Geral

Produção do Alumínio

Trabalho preparado por: Leonardo Link

Lucas Cesar F. Citon

Maurício Matos Rodrigues

Rafael Coletti Thrun

Foz do Iguaçu

2012

SUMÁRIO

 

1. Introdução

2

2. Objetivo Geral

3

2.1

Objetivo Específico

3

3. Fundamentação teórica

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3.1 Eletrólise

4

3.2 Bauxita

5

3.3 Alumínio

6

3.4 Alumínio no Brasil

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4. Processo Bayer

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4.1 Preparação da Bauxita

10

4.2 Digestão

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4.3 Separação de resíduos

11

4.4 Precipitação

11

4.5 Calcinação

12

5. Processo Hall-Héroult

12

 

6. Conclusão

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7. Referências Bibliográficas

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1. INTRODUÇÃO

O alumínio é o material metálico mais abundante da crosta terrestre, porém não se encontra na forma isolada e sua obtenção depende de processamentos para chegar ao seu estado metálico. A alumina ou óxido de alumínio é obtido pelo processo de Bayer do minério de bauxita que é um processo químico conhecido como refinaria, onde o minério é transformado em alumina calcinada, que

posteriormente será utilizada no processo eletrolítico como principal elemento para a produção do alumínio. A transformação da alumina em alumínio metálico é conhecida como redução, e é realizado em cubas eletrolíticas em altas temperaturas, esse processo foi desenvolvido e patenteado por Hall-Heroult em

1886.

Na redução, o alumínio se deposita no fundo da cuba, sendo extraído por sucção para cadinhos que transferem o metal liquido a fundição para a obtenção de alumínio primário na forma de lingotes, vergalhões, placas e tarugos. Sua abundância e suas propriedades físicas e químicas o conferem múltiplas aplicações, principalmente em soluções de engenharia. Mesmo com sua vida útil bastante grande e ainda prolongada pelo baixo custo de sua reciclagem, o alumínio tem um alto custo, devido ao seu processo de produção por eletrólise que demanda elevada quantidade de energia e também aos subprodutos gerados que tem grandes impactos ambientais.

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2. OBJETIVO GERAL

Elaborar um trabalho que descreva um processo de produção que envolva algum processo químico em pelo menos uma de suas etapas de produção.

2.1 Objetivo Específico

Apresentar de forma clara e sucinta o processo de produção do alumínio contendo suas principais etapas desde sua obtenção a partir do minério de bauxita até sua transformação em metal primário.

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3. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

3.1 Eletrólise

O método atualmente utilizado para a obtenção do alumínio é o da eletrólise da alumina. A eletrólise é um método usado para a obtenção de reações de óxido- redução. Em soluções eletrolíticas o processo se baseia na passagem de uma corrente elétrica através de um sistema líquido que tenha íons presentes, gerando assim reações químicas. As reações na eletrólise podem ocorrer de várias maneiras, dependendo do estado físico em que estiver a solução que vai ser submetida à reação. Eletrólise é todo processo químico não espontâneo provocado por corrente elétrica. Substâncias iônicas possuem a capacidade de conduzir corrente elétrica quando estão em soluções aquosas. A eletrólise provém dessa propriedade iônica, ou seja, é um processo que se baseia na descarga de íons, onde ocorre uma perda de carga por parte de cátions e ânions. A eletrólise é uma transformação artificial, pois é provocada por um gerador, mas tem uma enorme importância prática. Ela tem grande utilização em indústrias na obtenção de vários elementos químicos. Por exemplo: Alumínio: eletrólise ígnea de Al 2 O 3 (bauxita). Sódio: eletrólise ígnea de NaCl (cloreto de sódio) fundido em um processo que ocorre a cerca de 800°C. Soda cáustica (NaOH): eletrólise aquosa do NaCl (cloreto de sódio). Gás hidrogênio:

eletrólise aquosa do NaCl (cloreto de sódio). Cloro: eletrólise ígnea do gás cloro

(Cl 2 ).

Eletrólise ígnea, que é a utilizada para obtenção do alumínio, é a passagem da corrente elétrica em uma substância iônica no estado de fusão, diferente da eletrólise aquosa em que a passagem elétrica ocorre através de um líquido condutor, ocorre em altas temperaturas e na ausência de água. Nesse tipo de eletrólise o sólido iônico deve estar liquefeito por aquecimento (fusão), para os íons se deslocarem com mais facilidade até os eletrodos e aí se descarregarem. Isso se explica porque no estado líquido os íons têm livre movimento. Podemos observar na figura (1), a eletrólise ígnea para produção do alumínio.

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5 3.2 Bauxita Figura 1 – Eletrólise ígnea A bauxita é o principal minério de alumínio.

3.2 Bauxita

Figura 1 Eletrólise ígnea

A bauxita é o principal minério de alumínio. Esse minério é a principal fonte natural do alumínio, o terceiro elemento em abundância na crosta terrestre, depois do oxigênio e do silício. Porém, o alumínio metálico só é encontrado puro na natureza em circunstâncias muito específicas e raras. O alumínio metálico precisa ser obtido a partir da alumina ou óxido de alumínio, AlO. Para a bauxita ser economicamente aproveitável, deve ter um conteúdo de alumina de pelo menos 30%. Além disso, a bauxita pode ser marrom avermelhada, branca, marrom clara e amarela, dependendo do tipo e da concentração dos óxidos de ferro presentes. Ela também apresenta uma grande variedade de texturas, mas tipicamente tem um brilho entre fosco e terroso e pode parecer argila ou terra como podemos observar na figura (2).

fosco e terroso e pode parecer argila ou terra como podemos observar na figura (2). Figura

Figura 2 Amostra de bauxita

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A rocha bauxita compõe-se de uma mistura impura de minerais de alumínio,

os mais importantes são os óxidos de alumínio hidratados, ou seja: óxidos de alumínio com moléculas de água em suas formações cristalinas. Os óxidos de alumínio hidratado são o tri hidratos, gibbsita (AlO.3HO), e os mono hidratos,

boemita e diásporo (AlO.HO). Cada um desses minerais difere quanto à estrutura cristalina e às propriedades, tornando-as mais ou menos preferíveis durante o processo de extração da alumina. A mais usada na produção é a bauxita rica em

gibbsita, já que ela pode ser refinada a temperaturas de digestão mais baixas do que outros tipos de minerais que contêm alumina, sendo a mais rentável.

A bauxita é classificada tipicamente de acordo com a aplicação comercial,

como por exemplo, abrasivos, cimento, produtos químicos, metalúrgicos e material

refratário, entre outros.

3.3 Alumínio

O alumínio é um elemento químico de símbolo Al de número atômico 13. Na

temperatura ambiente é sólido, sendo o elemento metálico mais abundante da crosta terrestre. Possui um aspecto cinza prateado e fosco, devido à fina camada de óxidos que se forma rapidamente quando exposto ao ar, como podemos observar na figura (3).

quando exposto ao ar, como podemos observar na figura (3). Figura 3 – Amostra de alumínio

Figura 3 Amostra de alumínio

Tem uma grande aplicação no cenário mundial devido as suas ótimas propriedades ou características. No entanto, a única limitação está no seu processo

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de fabricação que consome uma enorme quantidade de energia. Essas principais características são: leveza, excelente condutividade térmica

e elétrica, resistência à corrosão atmosférica, alta ductilidade, não é ferromagnético, não é tóxico, altamente reciclável. Apesar de a resistência mecânica ser baixa, para

o alumínio puro, podem realizar-se tratamentos ou adicionar elementos de liga para

aumentar essa resistência, assim garantindo uma maior aplicabilidade na indústria.

Outra limitação na aplicabilidade das ligas de alumínio está no seu baixo ponto de fusão (660 ºC). Devido à sua leveza, as ligas de alumínio estão sendo muito utilizadas nas indústrias de transportes. Isto ocorre porque a diminuição do peso acarreta um menor consumo de combustível. Fora isso, gera um menor desgaste e uma maior eficiência e capacidade de carga. A sua ótima condutividade elétrica, o alumínio tem uma grande utilização na indústria de fabricação de fios e cabos. Além do mais, sua relação peso- condutividade é muito melhor que vários outros materiais, por exemplo, pode conduzir quase a mesma corrente elétrica que o cobre sendo duas vezes mais leve

e consequentemente mais econômico. Além disso, por não ser ferromagnético torna- lhe muito mais aplicável. Por causa de sua camada protetora (película de óxido de alumínio), ele

possui uma elevada resistência à corrosão. Dessa forma, ele é capaz de conservar e facilitar a manutenção de vários objetos como, portas, janelas, revestimentos e em partes de equipamentos. Essa película também é um fator primordial na conservação de alimentos, pois ela impede a contaminação, ou seja, garante uma melhor higienização do produto. O alumínio e suas ligas possuem uma boa trabalhabilidade, ou seja, podem ser trabalhados por quaisquer tipos de processos desenvolvidos para os materiais, como fundido, extrudado, laminado, forjado, estampado e muitos outros. Fora isso, ele pode ser pintado, assim permitindo acabamentos que não somente valem pelo aspecto estético, mas também aumenta a sua resistência natural à corrosão, que já

é muito alta. Outra característica que lhe garante um destaque na economia global é sua

disponibilidade. Ele é o metal mais abundante na natureza e foram feitos muitos investimentos ao longo desse ultimo século para ampliar a sua produção e incentivar

a reciclagem. O consumo mundial chega a cerca de 28 milhões de toneladas por

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ano e a produção chega a 21 milhões de toneladas, essa diferença é justamente suprida pela reciclagem. Como foi dito anteriormente, o alumínio é um metal altamente reciclável. Ele não perde suas características por causa da reciclagem. Essa medida, além de poupar o meio ambiente, a reciclagem utiliza apenas 5% da energia necessária para a produção do metal primário. Ela também cria uma atividade econômica adicional que resulta em empregos, renda e impostos. O Brasil é o líder mundial na reciclagem de latinhas com um alto índice (maior 90%). Fora todas essas características ditas anteriormente, o alumínio tem uma aparência naturalmente agradável e moderna. É um material que não se deteriora com a ação do tempo mantendo sempre seu aspecto natural. Dessa forma, acaba sendo um atrativo para vários setores da economia.

3.4 Alumínio no Brasil

No Brasil, a indústria do alumínio foi fundada em 1917 (CPAA Companhia de Paulista de Artefatos de Alumínio). Ela iniciou a fabricação de placas fundidas para automóveis e toda sua matéria-prima era importada.

A produção de alumínio no Brasil deu-se pela perseverança de alguns empresários, contudo essa produção era insuficiente para a demanda do mercado. As duas primeiras empresas que tentaram implantar essa produção foram a Elquisa (Eletro Química Brasileira S/A) e CBA (Companhia Brasileira de Alumínio). A CBA foi uma das únicas empresas pioneiras que permaneceu até hoje.

A produção no Brasil em escala industrial somente começou durante a 2ª Guerra Mundial, mais precisamente em 1944, onde houve uma grande demanda do mercado externo proporcionado pela própria guerra. Tal fato consolidou a indústria no país que tinha começado definidamente em 1938 com a produção do metal em Ouro Preto, tudo apoiado pelo governo de Getúlio Vargas.

Atualmente, o Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial de reserva de bauxita, perdendo apenas para Austrália e para a Guiné. Esta reserva caracteriza-se tanto por ser de grau metalúrgico (produção da alumina), cerca de 84%, e de grau não-metalúrgico (cerca de 17%), usado para a produção de

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cimento, abrasivos e refratários (indústria química). Essa reserva está localizada principalmente na Região Norte do país (Estado do Pará), mas também pode ser encontrado nas Regiões Sudeste e Nordeste.

Entretanto, quando se fala em reciclagem de latas de alumínio o Brasil vira referência mundial com um índice de 96,5% de reciclagem, em segundo lugar encontra-se o Japão com 92,7% seguido pela Argentina com um índice de 90,5%. Dados são referentes ao ano de 2007 (segundo Associação Brasileira do Alumínio). Podemos observar latas de alumínio prontas para reciclagem na figura (4).

latas de alumínio prontas para reciclagem na figura (4). Figura 4 – Latas de alumínio para

Figura 4 Latas de alumínio para reciclagem.

A indústria do alumínio é uma das que mais empregam (direta ou indiretamente), e ela vem experimentando um grande crescimento, isso se deve ao avanço tecnológico desenvolvido no mundo todo, pois cada vez mais, os pesquisadores têm descoberto novas utilidades para ligas de alumínio, então a indústria do alumínio tem tudo para crescer ainda mais no mercado brasileiro e mundial.

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4. PROCESSO BAYER

4.1 Preparação da Bauxita

A bauxita é triturada no moinho de barras, juntamente com NaOH (hidróxido

de sódio) após esse processo ela será pré-aquecida formando uma pasta aguada que será levada aos digestores. No final dessa etapa existe um filtro para reter a

impurezas, como raízes. Por fim, a pasta moída e com a granulometria ideal é estocada em tanques específicos, nos quais permanecem em homogeneização pela ação de bombas e pás rotativas.

4.2 Digestão

A digestão tem como objetivo principal, dissolver o óxido de alumínio da

bauxita e reduzir o teor de sílica, para garantir pureza adequada aos produtos finais.

Na pasta aquosa que vem da etapa anterior é adicionado mais uma solução em água de 50% de NaOH. Os óxidos de alumínio, que são anfóteros, reagem com o NaOH formando água e aluminato de sódio.

A soda cáustica além de dissolver os óxidos de alumínio, também dissolve

sílica contida no concentrado de bauxita. A sílica ocorre de duas formas, sílica reativa (caulinita) e quartzo. A caulinita é prontamente atacada pela soda cáustica

formando silicato de sódio (NaSiO) que logo após reagirá com a solução de

aluminato de sódio para formar um composto insolúvel denominado sílico aluminato de sódio.

A adição de cal (CaO) facilita a precipitação completa da sílica dissolvida, por

meio da formação do silicato de cálcio (CaSiO), que é insolúvel. O quartzo não se

dissolve facilmente na solução de soda cáustica, nos processos a baixas temperaturas. Todavia, nas operações com temperaturas elevadas, ele se dissolve com facilidade. Essas condições são exigidas pelo processo Bayer, para dissolução de bauxitas com elevadas concentrações de boehmita. Temperatura e pressão são fatores que sempre variam, principalmente com a composição do minério. A pressão varia entre 4 e 8 atm e a temperatura entre 100 e

250°C

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4.3 Separação de resíduos

Essa etapa é realizada em duas fases: espessamento e filtração. Na primeira etapa, a mistura é bombeada para o espaçador, onde são adicionados floculantes, que são substâncias responsáveis por fazer com que partículas sólidas suspensas na solução se agrupem em flocos e precipitem. O espaçador é um sistema de separação sólido-líquido com duas saídas chamadas overflow e underflow. A saída overflow ocorre por transbordamento e é por onde sai o chamado licor verde, que contém basicamente NaAlO, água e algumas poucas impurezas. O underflow é

uma saída de sub fluxo por onde sai o resíduo de bauxita com alta concentração de sólidos. Na segunda fase da separação de resíduos, o licor é filtrado por meio de filtros e prensa, onde o licor é forçado a passar pelos filtros, para eliminar a maioria das impurezas. A junção dos resíduos dos filtros com os do underflow formam o que se chama de lama vermelha.

4.4 Precipitação

O licor obtido da fase de digestão, rico em aluminato de sódio (NaAlO) e livre de sólidos, deve ser reconvertido em hidróxido de alumínio. Para que isso ocorra, obviamente, é necessária uma reação inversa à digestão. Inicialmente, é necessária a redução da temperatura do licor para aproximadamente 83ºC. Em seguida, a solução de (NaAlO) na fase líquida recebe uma pequena quantidade de “sementes”

que atuarão como agentes nucleantes. Essas “sementes” são cristais de alumina, que servem para estimular a precipitação, facilitando a nucleação e o crescimento dos cristais de alumina. Essa reação mostra que o aluminato de sódio, na presença de água, forma novamente o óxido de alumínio e o hidróxido de sódio. Portanto, a precipitação representa uma das fases mais importantes do processo Bayer pelo fato de que a qualidade obtida pelo hidrato resultará na boa qualidade final da alumina.

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4.5 Calcinação

A calcinação é a última etapa da obtenção do óxido de alumínio, (AlO)

alumina. Nessa etapa, o (AlO) e o (3HO) são aquecidos a uma temperatura de

cerca de 1000ºC para fazer com a água evapore, ou seja, para desidratar os cristais, formando a alumina pura, de aspecto arenoso e branco. Após a desidratação, ocorre a formação de óxido de alumínio e vapor d’água. Podemos observar na figura (5), todas as etapas do processo Bayer.

observar na figura (5), todas as etapas do processo Bayer. Figura 5 – Etapas do processo

Figura 5 Etapas do processo Bayer.

5. PROCESSO HALL-HÉROULT

A alumina proveniente do Processo Bayer ainda não é o produto final da operação. Ela passa por um processo chamado “Eletrólise em Banho de Sais Fundidos”, “Eletrólise Ígnea” ou “Processo Hall-Héroult” (sobrenome dos cientistas que desenvolveram independentemente esse processo), no qual há a separação de oxigênio do óxido de alumínio, formando o alumínio metálico, Al.

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A eletrólise ígnea da alumina ocorre na cuba eletrolítica, que possui aquecedores que elevam a temperatura da alumina até ela entrar em fusão. O processo de eletrólise, para que ocorra, necessita de íons livres para possibilitar a passagem de corrente elétrica, por isso a substância tem de estar em ponto de fusão. Há outro tipo de eletrólise que ocorre em meio aquoso, o que também possibilita a formação de íons, mas não é o caso do alumínio, pois se fosse aquosa, o hidrogênio eletrolisaria ao invés do alumínio. Como o ponto de fusão da alumina, AlO3(s), é muito alto, aproximadamente

2060 °C, é necessário o uso de um fundente para permitir que a eletrólise ocorra a uma temperatura mais baixa. Esse fundente é a criolita, NaAlF, que reduz o ponto

de fusão do alumínio a 950 °C. Isso faz com que haja um menor gasto de energia no processo.

Na cuba eletrolítica, há os ânodos e os cátodos, que são estruturas por onde

passa o circuito elétrico. Anodos são hastes de carbono que funcionam como polo positivo e, por isso, atrai os ânions (de carga negativa) que descarregam os elétrons excedentes. Esses elétrons são direcionados ao cátodo, que, no caso, é um revestimento da parede da cuba feita também de carbono, que funciona como polo negativo, para onde são atraídos os cátions (de carga negativa), que recebem os elétrons que vieram dos ânions e tornam-se neutros. Todo esse processo é “bombeado” pelos geradores. Os ânodos dessa cuba são chamados consumíveis, porque participam da reação e desgastam-se. O sódio da criolita não é eletrolisado e não se mistura com o alumínio

metálico do final do processo por causa do seu potencial de redução (tendência que possui a se reduzir), que é menor que o do alumínio. Por causa disso, o alumínio reduz-se, enquanto o sódio fica na solução. O mesmo ocorre com flúor e oxigênio, esse possui maior potencial de oxidação que aquele. Por isso, nem o sódio, nem o flúor são produtos do processo.

A mistura de alumina e criolita fundem-se a uma temperatura de

aproximadamente 950°C e os íons Al³⁺ e O²⁻ ficam livres da organização mantida no

cristal.

2 AlO(l) 4 Al³⁺(l) + 6 O²⁻(g)

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No ânodo ocorre a oxidação do oxigênio e a reação com o carbono, formando o gás carbônico, CO.

6

O²⁻(g) 12 e+ 3 O(g)

3

O(g) + 3 C(s) 3 CO(g)

O cátion de alumínio dirige-se ao cátodo e recebe os elétrons provenientes do oxigênio, tornando-se alumínio metálico. Como ele é mais denso que a mistura de alumina e criolita, ele vai se acumulando na forma líquida, no fundo inclinado do recipiente, onde é punçado periodicamente.

4 Al³⁺(l) + 12 e⁻ → 4 Al(l)

A equação global desse processo de eletrólise será então:

Dissociação:

2 AlO(l) 4 Al³⁺(l) + 6 O²⁻(g)

Reação catódica:

4 Al³⁺(l) + 12 e⁻ → 4 Al(l)

Reação anódica:

6 O²⁻(g) 12 e+ 3 O(g)

Combustão do ânodo:

3 O(g) + 3C(s) 3 CO(g)

Reação global da eletrólise:

2 AlO(l) + 3 C(s) 4 Al(l) + 3 CO(g)

Na prática, o alumínio é depositado no cátodo com eficiência farádica de 85- 90%. A perda na eficiência deve-se, principalmente, à reoxidação do alumínio depositado no cátodo, pela ação do COgerado no ânodo segundo a reação a

seguir:

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A demanda de energia elétrica para produção de alumínio é significativamente elevada. Em 1940, a indústria consumia cerca de 24.0 kWh por tonelada de alumínio produzido. Atualmente, esse valor caiu para 13.0 kWh por tonelada. Todavia, ainda se atribui ao processo o ônus de ser aquele que mais demanda energia entre todos os processos metalúrgicos. Esses argumentos justificam a localização das unidades industriais para produção de alumínio metálico próximo às hidrelétricas, às minas de carvão, ou mesmo em países onde há energia elétrica com abundância e baixo custo.

No processo Hall-Héroult, os cátodos são de Carbono pelos seguintes motivos:

1. O catodo é o recipiente que contém banho e metal líquido, que estão em temperaturas da ordem de 1000C, portanto precisamos de um material que resista a altas temperaturas.

2. A corrente elétrica vai fluir através do catodo, portanto precisamos de um material que seja bom condutor de eletricidade.

3. O carbono a altas temperaturas é um bom condutor de eletricidade, além de resistir às altas temperaturas necessárias ao processo de redução do Alumínio.

O monóxido de carbono é formado pela reação de reoxidação do Alumínio já formado, essa reoxidação é responsável pela maior parte das perdas de eficiência de corrente neste processo, que geralmente é da ordem de 93 a 96%, para cubas pré-bake. Assim, no processo de redução da Alumina, as duas equações abaixo sempre ocorrem simultaneamente, sendo que a reoxidação ocorre na proporção das perdas de eficiência do processo, ou seja, de 4 a 7%.

2

AlO(l) + 3 C(s) 4 Al(l) + 3 CO(g)

2

Al(s) + 3 CO(g) AlO(l) + 3 CO(g).

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Podemos observar o processo Hall-Héroult, na repetição da figura (1), logo abaixo:

16 Podemos observar o processo Hall-Héroult, na repetição da figura (1), logo abaixo: Figura 1 –

Figura 1 Eletrólise ígnea.

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6. CONCLUSÃO

Os objetivos do trabalho foram alcançados, onde foi possível observar a grande importância de processos químicos na geração de uma importante matéria prima do mundo moderno que é o alumínio produzido a partir de processos complexos, como o Bayer e o Hall-Héroult, que demandam tempo, matéria prima e muita energia. O alumínio é utilizado em diferentes ramos da indústria, como a construção civil, indústria elétrica, de meios de transporte e utensílios em geral, entre outras mais, onde se tornou essencial para a vida do homem atual. Toda essa gama de funções se deve às suas características físicas e químicas como a resistência à corrosão e a dureza, grande maleabilidade e ductilidade, leveza, capacidade de ser reciclável, boa condução do calor e eletricidade e durabilidade.