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ERIKSON- DESENVOLVIMENTO DA PERSONALIDADE


ÊNFASE NA PERSONALIDADE COMO UM TODO ORGÂNICO DA INFÂNCIA
ATÉ A VELHICE. Gallatin

Personalidade é o resultado da interação contínua de três grandes


sistemas:Biológico, Social e Individual. Sistemas inseparáveis onde um não pode
existir sem o outro.

Biológico - concorda com a psicanálise que o recém-nascido possui um poderoso


conjunto de impulsos e pulsões. Acrescentando uma necessidade de continuidade
da experiência.
Acredita que o desenvolvimento ocorre numa seqüência mais ou menos previsível e
que em parte é governada por fatores inato/maturacional.
Este mecanismo é subjacente a TODO desenvolvimento orgânico
EPIGENÉTICO – “algo generalizado, esse princípio afirma que tudo que cresce tem
um plano básico e a partir deste que se erguem as partes ou peças componentes,
tendo cada uma delas seu próprio momento de ascensão, até que todas tenham
surido para formar um todo em funcionamento.

SOCIAL – a dimensão biológica não tem sentido sem a existência da dimensão


social.
O bebê humano para ser civilizado precisa fazer todo tipo de ajustamento ao resto
da família. Da mesma forma que a família deve aprender coisas a respeito de seus
hábitos
e necessidades. A dimensão social envolve uma série de acomodações mútuas.

Relatividade cultural – cada cultura vai priorizar e determinar alguns


comportamentos mesmo que todas tenham que levar em consideração até certo
ponto o plano básico do bebê, e mesmo que cada uma tenha formas diferentes de
lidar com este plano básico, todas possuem o objetivo de transformar uma criança
dependente em um adulto maduro.

É a interação entre o biológico e o social , em todas as culturas, que produz o que


chamamos de personalidade humana.

Para Erikson, “ a personalidade se desenvolve de acordo com passos pré-


determinados, que tornam o organismo humano apto para se dirigir, estar alerta
para interagir, com um número cada vez maior de indivíduos e instituições
significativas.”

INDIVIDUAL – nunca duas pessoas desenvolvem personalidades idênticas , nunca


nascem com o mesmo equipamento orgânico, nem percebe e responde ao mundo
exatamente da mesma forma. Portanto além das dimensões biológicas e social, há
um elemento individual (ego)no desenvolvimento da personalidade.
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CONCEITO DE IDENTIDADE

Se há uma coordenação entre estes três sistemas podemos denominar uma pessoa
SADIA que” domina ativamente seu ambiente, mostra certa unidade da
personalidade e é capaz de perceber corretamente o mundo e a si mesma.”

O SER HUMANO É AQUELE QUE DESENVOLVEU UM FIRME SENTIDO DE


IDENTIDADE.

Ego-espaço-temporal – envolve ser uma pessoa única, dentro de uma determinada


sociedade, com um passado, presente e futuro particulares.
Cada pessoa desenvolve a necessidade de sentir-se única ou especial dentro de seu
próprio grupo.

Ele define a identidade dentro de uma perspectiva psicossocial como:


a. um sentido cs da singularidade individual
b. um esforço ics para manter a continuidade da experiência
c. uma solidariedade para com os ideais de um grupo

Para que a identidade do individuo tenha uma base sólida, ele deve manter um
sentimento de solidariedade para com os ideais do grupo.
Desde o inicio da vida, ele deve acreditar que esta seguindo com sucesso as
diretrizes impostas por sua cultura.

Para ilustrar a complexa interação entre o ego da criança, seu corpo em


desenvolvimento e seu ambiente, Erikson examina as conseqüências de aprender a
andar.
Ser alguém que é capaz de andar, contribui para o estabelecimento da auto-estima,
através do controle físico, do significado cultural, do prazer funcional e
reconhecimento social.
Auto-estima- resultado da percepção de que as habilidades e traços que domina
conferem-lhe um certo status que proporciona as bases para um firme sentido de
identidade.

CRISE PSICOSSOCIAL –
Etapa do desenvolvimento com faixa etária relativamente definida, uma vez que
constitui modelo universal de desenvolvimento.
Esta etapa é o momento em que o individuo estaria pronto para realizar uma
aquisição: é quando esta aquisição poderá ser mais adequadamente estabelecida e
que as condições externas estão favoráveis.
Este conceito de crise pode ser visto como um momento CRÍTICO. Ex. planta
adubada no momento certo, podada no momento exato com chuvas tb no momento
necessário, dará frutas em abundancia. Ex. patinhos...
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PORTANTO CADA CRISE PSICOSSOCIAL, EM SUA SOLUÇAÕ, ESTABELECE
UM “SENTIMENTO DE”, COMO AQUISIÇÃO INTERIOR FIRME QUE MARCA
UMA ETAPA DE AQUISIÇÃO OU SEU REVERSO PATOLÓGICO.”
Ex. Sentimento de confiança básica decorrente da primeira crise é algo que
impregna o que sentimos cs ou incs.

AS OITO IDADES DO HOMEM

I - Confiança básica versus desconfiança básica - Modalidade oral-sensorial


( modo como o ego se relaciona com o mundo) – até 1 ano

A criança está voltada para a gratificação de certos instintos orais, mas segundo
ele a situação real transcende o comer e sugar, pois incorpora com seus olhos, tudo
que entrar no campo visual.
O prazer de ser alimentado e a relação com ele incorporado é a dimensão inicial do
amor infantil. Obter é receber e aceitar o que é dado, ficará na dependência de
uma relação qualitativa com a mãe Começa também se organizar aquilo que será no
futuro a sua capacidade de dar.
A certeza no receber exterior, estruturará a dimensão psicossocial da
CONFIANÇA, permitindo assim a confiança em si mesma.

iII -Autonomia versus vergonha e dúvida – Modalidade locomotora-genital


(fase anal)- 2 a 3 anos
Sentimento de prazer decorrente da evacuação geram um bem-estar.
Capacidade de expulsão e retenção.
Fase em que a criança se aninhara ao colo para logo em seguida afastá-la.
A criança nesta etapa está situada face a um duplo conflito. Frente ao poder de
reter e expulsar e o temor de destruir a confiança e os bons objetos advindos da
fase oral.
O fracasso na retenção ou eliminação despertará vergonha e duvida e sentimentos
de ser pequeno. Etapa decisiva de elaboração de amor e ódio.

III - Iniciativa versus culpa – locomotora genital – fase fálica – 4 a 5 anos


Centrada na evolução da estrutura locomotora e dos órgãos genitais
O sujeito vai descobrir o que pode fazer. Incorpora o caminhar e o correr. Busca
papéis dentro do grupo familiar e discriminar os que vale a pena assumir ou imitar.
Começa a buscar o mundo fora de casa.
O aprendizado é configurado como intrusivo(sexualidade masculina) e
receptiva(feminina)..
Discriminação sexual.
No menino fálico-intrusivo – penetração do desconhecido. Mediante a curiosidade
insaciável.
Iniciativa – de um lado a capacidade para selecionar metas e perseverança para
alcança-las e de outro o sentimento de que eu sou o que posso imaginar que serei.
Culpa esta relacionada com a interdição do incesto que o limitará para toda a vida.
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O fato de tornar-se mais expansiva pode imaginar cometendo faltas horríveis e
igualmente sofrendo punições horríveis.

IV- Produtividade versus inferioridade – latência - 6 a 12 anos

Idade escolar – a criança começa a adquirir as habilidades necessárias para o


trabalho, em sua sociedade. Que requer um certo grau de disciplina (como mais
tarde no emprego)
Objetivo- transformar o sentido de iniciativa em produtividade.
Sentimento de inferioridade ou de produtividade excessiva tb pode instalar-se
.Sentimento de produtividade intacta pode transformar-se mais tarde num
sentimento de competência .

V- Identidade versus confusão de identidade – período genital – 13 a 18 anos

Na puberdade encerra-se as etapas infantis do desenvolvimento


Erikson divide as oito etapas evolutivas em três momentos:
1º - as quatro crises iniciais, contribuindo para a formação da identidade
2º - configuração da identidade, momento em que o individuo definirá realmente
quem ele é.
3º - três etapas finais – corresponde a um momento de produção.(internamente e
socialmente)

Para Erikson a adolescência é o momento crucial para a formação da identidade.


Para que uma pessoa forme uma identidade e determine em que medida ela é:
a. como todas as outras; b. como algumas outras; c. como nenhuma outra
pessoa.

A identidade se configura em três áreas básicas de definição:


Identidade sexual – é a definição genital de seu papel – sentido de MESMIDADE –
previlegia a formação do ego, não se detém na retomada do c. de édipo
Analisa os modelos projetivos característicos dos anos adolescentes, onde a figura
amada é inicialmente depositário da projeção do que o amante se imagina.
Gradativamente o outro deixa de ser visto como extensão do eu, mas sim um outro
com quem se pode relacionar apesar das diferenças, pois não ameaçam mais os seus
valores, pela segurança que o sujeito sente em suas aquisições.

Identidade profissional - escolha profissional é fundamental na normalização das


relações com o mundo. “Eu sou aquilo que faço.” (nível concreto)
Nível mais profundo - a opção profissional é basicamente a reparação, realizações
no mundo externo que corresponde as incertezas e fraquezas que tenho em
fantasia, NO SENTIDO DA FALTA É QUE EU ME CONSTRUO.
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Identidade ideológica - em permanente reconstrução interna o adolescente
acompanha a reconstrução do mundo e se posiciona
Adolescência é pois um regenerador vital no processo de evolução social, pois
fornece energia para manter aquilo que acha verdadeiro ou para revolucionar o que
perdeu seu significado regenerador.
A resolução destas três etapas dará segurança para as etapa posteriores.
ONDE DEFININDO O QUE É PODERÁ SE PROJETAR PARA REALIZAR.
A confusão de papéis o imobilizará numa indefinição
Autoconceito e Identidade na Adolescência
Traços mais abstratos e ideológicos – Menina de 17 anos diz:“Sou um ser humano,
sou indecisa, sou democrata, sou atéia...
A aparência física ainda é muito importante até o início da adolescência.
No final da adolescência, a maioria pensa em si mesmo em termos de crenças,
traços, valores e padrões morais.
Erikson – Identidade x confusão de papéis
Senso de identidade inicial na criança fica “solto” na puberdade devido à
combinação do rápido crescimento corporal e das mudanças sexuais.
A mente adolescente está numa espécie de “moratória” entre a infância e a vida
adulta
Antiga identidade não é mais suficiente; precisa ser criada uma nova para colocar o
jovem em contato com o papel profissional, sexuais e religiosos.
A confusão sobre estas escolhas é inevitável.
A incapacidade de estabelecer uma identidade leva-os a uma superidentidade com
grupos de iguais.
Tornam-se intolerantes com as diferenças.
Essa intolerância é uma defesa contra uma confusão de identidade, inevitável nesta
fase.
O grupo torna-se uma base de segurança para avançar na solução do processo de
identidade.
Estados de identidade- James Marcia
 Dois momentos essenciais na formação da identidade: uma crise e um
comprometimento.
 Crise – período de tomada de decisão em que antigos valores e escolhas são
reexaminadas.
 Comprometimento – o resultado da reavaliação é um comprometimento com
algum papel específico e ou ideologia.
 Junção dos dois elementos = quatro estados de identidade:
 Realização da identidade(aquisidor) – atravessou a crise e chegou ao
comprometimento
 Moratória – está passando pela crise, ainda não houve um comprometimento
 Execução(impedido) – comprometimento definidos pelos pais e a cultura,
aceitos pelo jovem sem crise. Sem reavaliação das antigas posições.
 Difusão da identidade – não esta no meio da crise e não chegou a um
comprometimento. Só importa viver o momento.Dança conforme a musica.A
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difusão pode representar um estagio antes da crise ou o fracasso de
chegar ao comprometimento depois da crise
 Para os dois autores alguma crise é normal e sadia.
 O estado de identidade vai depender da cultura e da situação individual de
cada um.

VI - Intimidade versus isolamento – 19 a 25 anos - para além da identidade

Sentimento básico “eu sou” dará a possibilidade de associar-se a outros quer no


amor, amizade, trabalho, sem sentir-se invadido ou controlado e sem precisar
impor projetivamente aos outros seus modelos.
Intimidade – capacidade de confiar e ser fiel, mesmo que isto implique em
sacrifícios e compromissos. Ex relações maduras de confiança mutua, ciclos de
trabalho, procriação .
O sentimento básico de conquista transcende o EU SOU para NÓS SOMOS
AQUILO QUE AMAMOS.

VII – Generatividade versus estagnação -26 a 40 anos


Criatividade e produtividade
Capacidade de produzir – define o homem como aquele que ensina, que domina as
relçaões maduras da cultura.
Construção e perpetuação do patrimônio cultural humano

VIII- Integridade do ego versus desesperança – 41 a 79 anos

Etapa da sabedoria – será atingida por aqueles que aproveitaram os triunfos e


desilusões das outras etapas.
Integridade do ego – amor pós narcísico
É a aceitação do próprio e único ciclo de vida, como algo que tinha que ser.
Sentimento de honra e integridade se torna o patrimônio da alma , o que lhe
permite aceitar as limitações de seu ciclo.
O temor da morte é a concretização da desesperança. Sentimento de
descontentamento consigo mesmo. Sentimento de fracasso vivencial.
Crianças sadias não temerão a vida se os seus antepassados não temer a morte.

IX – Velhice e comunidade – 80+ anos