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Rumo às cidades sustentáveis

O processo de desenvolvimento urbano, desordenado, a

que

se

submeteram

as

cidades

brasileiras

nas

últimas

décadas, simultaneamente com a falta de um planejamento

adequado,

acarretou

sérios

problemas

de

degradação

ambiental

com

implicações

na

qualidade

de

vida

das

populações, em relação aos aspectos ecológico, sanitário,

sócio-econômico e cultural.

As condições urbano-ambientais têm-se deteriorado de

maneira ostensiva, com impacto sobre rios e lençóis freáticos,

sobre aterros sanitários, tratamento de resíduos sólidos e

afluentes líquidos, sobre a qualidade do ar que se respira e

sobre as áreas verdes.

A

pressão

que

exercem

os

assentamentos

urbanos

devido à limitada capacidade de planejamento e de gestão

urbano

ambiental,

tem

alcances

maiúsculos

no

meio

ambiente. A desarticulação da gestão ambiental e urbana tem

provocado danos ao entorno natural e ao aproveitamento dos

recursos

e

bens

ambientais.

Em

certos

casos,

esta

desarticulação não só danifica o meio ambiente local, como

também o meio ambiente nacional, regional e global.

Problemas que vão desde a contaminação da água e do

ar até mudanças climáticas criam impactos em todos os

níveis. Logo, abordar os problemas a nível local, também

permitirá em alguns casos, resolver problemas em outros

diferentes níveis.

Uma cidade não pode se separar do ambiente que a

rodeia. As áreas urbanas necessitam de recursos naturais

que

obtêm

das

áreas

rurais

do

seu

entorno

para

sua

produção e consumo. Principalmente em se tratando da

água.

É

preciso

cuidar

com

consequentemente, do esgoto.

muito

cuidado

da

água

e,

Recentemente, o ministro das Cidades, Olívio Dutra, trouxe a

esta Casa o Projeto de Lei com proposta do governo para o

marco regulatório para a concessão de serviços de água e

esgoto. É de suma importância que disponhamos de toda a

nossa atenção para este projeto.

Síntese de Indicadores Sociais de 2004, publicada pelo

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no início

do ano, mostrou que apenas 55,3% das moradias urbanas

brasileiras utilizam a rede geral de esgoto sanitário. No Norte,

somente 4,5% do domicílios possuem rede coletora. O

Sudeste apresentou o melhor índice: 80,8% das residências

têm acesso à rede de esgoto.

Muitos municípios pequenos sofrem com o descaso das

empresas prestadoras de serviços que não se interessam em

investir em pequenas localidades por achar o custo alto. Sem

rede de esgoto, os moradores terminam por utilizar fossas

irregulares,

contaminando

o

lençol

freático,

podendo

comprometer

todo

o

abastecimento

de

água

de

várias

regiões.

Neste

sentido,

a

eficiência

e

vontade

política

dos

governos transformaram-se em fatores chaves para alcançar

o desenvolvimento urbano sustentável e reduzir a magnitude

das conseqüências da degradação urbano ambiental sobre

as condições de vida.

O

uso

inadequado

dos

recursos

naturais

limita

o

desenvolvimento das atividades econômicas e sociais. As

condições ambientais têm conseqüências sobre a saúde

pública, limitando a capacidade produtiva dos cidadãos. Os

riscos ambientais aos poucos destroem os resultados de

esforços

em

prol

do

desenvolvimento

alcançados a um alto custo.

que

têm

sido