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Caderno de Direito do Trabalho I

Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

Universidade Católica Dom Bosco

o

Companheiros

Campo Grande, MS 2012 Carlos Edoardo N. B. de Barros Reis Acadêmico do 5º Semestre de Direito.

o

Aprendizes

UNIDADE I INTRODUÇÃO

DATA: 1º de fevereiro de 2012

1.

1.1.

SURGIMENTO E EVOLUÇÃO DO DIREITO DO TRABALHO NO MUNDO

Noções

Teoria Tridimensional do Direito, de Miguel Reale:

FATO SOCIAL + VALOR => NORMA

Ideia de Trabalho

Penalidade / Sacrifício (Tripalium)

Mercadoria / Coisa (Trabalho livre e profissional)

Meio de Subsistência

Essência da Natureza Humana

1.2. Sociedade Pré-industrial

Escravidão

Locatio Conductio

o

Conductio rei

o

Conductio operis

o

Conductio operarum

Servidão

Corporações de Ofício

o Mestres

1.3. Sociedade Industrial

Revolução Industrial (1760)

o

Maquinismo

o

Novos meios de produção

o

Classe operária

Revolução Francesa (1787)

o

Autonomia de vontade das partes

o

Liberalismo (não intervenção estatal)

Capitalismo

Questão Social: preocupação com as condições políticas, sociais e econômicas da época.

Intervencionismo Estatal (século XIX): normas mínimas para regulação do mercado

DATA: 08 de fevereiro de 2012

2.

HISTÓRIA DO DIREITO DO TRABALHO NO BRASIL

2.1.

Período Atual

Abolição da Escravatura (1888)

Proclamação da República

2.2.

Fatos Influenciadores

Surgimento da industrialização em SP e RJ

Movimento Grevista

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Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

Imigração

Ideias doutrinárias

Grandes indústrias

Relação de trabalho subordinada

o

Evaristo Moraes

Ordenamento jurídico heterônomo

o

Alexandre Marcondes Filho

Efeitos das negociações coletivas sobre a categoria

Leis Esparsas

o

1903 Sindicatos Rurais

o

1907 Sindicatos Urbanos

o

1904 Decreto 1.150 Salário Mínimo

o

1916 Código Civil, Decreto nº 3.071 locação de mão de obra

o

1925 Lei n° 4.982 Férias

Getúlio Vargas

o

Criação do Ministério do Trabalho e Indústria

o

Lei 2/3 Decreto nº 19.482/1930

o

Carteira de trabalho Decreto nº 21.175/1932

o

Lei 62 Normas aplicáveis na indústria e comércio

o

Consolidação das Leis do Trabalho CLT Decreto nº 5.452, de 1º de maio de 1943.

Constituição

o

1934 Regras de Direito do Trabalho

o

1937 Sindicato como órgão de interesse público

o

1946 Direito a Greve

o

1967 E ato Institucional de 1969

o

1988 Direito do Trabalho como Direito Social Art. 6º a

11.

DATA: 15 de fevereiro de 2012

3. DIREITO DO TRABALHO EM TRANSFORMAÇÃO

OBS: Ler textos complementares

3.1. Características do Direito do Trabalho Contemporâneo

Aversão à arbitragem

Jornada plena sem variações

3.2. Fatores que têm influenciado no Direito do Trabalho atual

Forte concorrência da produtividade

Globalização econômica

Novos meios de produção (descentralização da mão de obra) Terceirização

Evolução da tecnologia

3.3. Modelos do Direito do Trabalho

a) Negociado: as partes diretamente envolvidas. Empregados / empregadores negociam as normas a serem regidas na relação trabalhista, v.g., sindicatos.

b) Legislado: regras impostas pelo Estado de efeito cogente, não podendo ser negociadas.

c) Flexibilização: aglutinação das regras mínimas impostas pelo Estado com possibilidade de flexibilizar.

d) Comunitário: as comunidades, os mercados comuns devem ser harmônicos. Ex: MERCOSUL, UE.

DATA: 16 de fevereiro de 2012

Caderno de Direito do Trabalho I

Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

UNIDADE II TEORIA GERAL DO DIREITO DO TRABALHO

1. DENOMINAÇÃO

O Direito do trabalho se divide em:

Individual

Coletivo (sindicatos)

2. DEFINIÇÃO

Conjunto de normas, princípios e institutos próprios que regula as relações trabalhistas.

Subjetiva => Sujeito em foco

Objetiva => Objeto (contrato / relação de trabalho)

Mista =>

3. AUTONOMIA

Desenvolvimento:

Legal

Doutrinário

Jurisdicional

Metodológico (científico / didático)

4. CARACTERÍSTICAS

Intervencionista

Protecionista

Reformista / reivindicatório

Expansionista

Pluralidade de Fontes

o

Lei (normas)

o

Poder Legislativo

o

Poder Judiciário

Dissídio Coletivo

Sentença Normativa

5. NATUREZA JURÍDICA

Direito Público, Privado, Misto, Unitário e Social

DATA: 23 de fevereiro de 2012

FONTES DO DIREITO DO TRABALHO

1. NOÇÕES DE FONTES

Normas Jurídicas

o Contratos / Julgados

2. CLASSIFICAÇÃO

Fatos Sociais

Material

Formal (escrita)

Heterônoma: Provêm do Estado, sem participação das partes destinatárias.

FONTE

Autônoma: as partes destinatárias participam, diretamente, v.g. contratos, acordos, convenções.

PRINCÍPIOS DO DIREITO DO TRABALHO

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Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

1. NOÇÕES

São enunciados, premissas elementares e fundamentais que estão na base de uma ciência, para informá-la.

2. FUNÇÕES

Informadora

Normativa (Supletiva)

Interpretativa (no momento da aplicação da norma, favoravelmente ao trabalhador)

3. TIPOLOGIA (CLASSIFICAÇÃO)

a) Princípio da Proteção

b) Princípio da Norma mais Favorável (ao empregado)

c) Princípio da Imperatividade da Norma Trabalhista

d) Princípio da Indisponibilidade dos Direitos Trabalhistas

Informar que o contrato de trabalho deve ser estabelecido com prazo indeterminado (ter continuidade). Compete ao empregador demonstrar a data da rescisão contratual.

DATA: 29 de fevereiro de 2012

INTERPRETAÇÃO, APLICAÇÃO E INTEGRAÇÃO DA NORMA TRABALHISTA

1. NOÇÃO É a forma que o direito deve se adequar a cada caso concreto.

INTERPRETAÇÃO DA NORMA TRABALHISTA

a) Conceito: é um processo intelectual de revelação da vontade, da extensão e do conteúdo da norma.

b) Hermenêutica Jurídica: estuda os processos/procedimentos da interpretação

c) Função: Revelar o conteúdo e a extensão da norma

 

1.1.

TIPOLOGIA DA INTERPRETAÇÃO

 

e) Princípio da Inalterabilidade Contratual (Lesiva)

 

a)

Quanto

à

origem:

interpretação

de

acordo

com

a

vontade,

o

f) Princípio da Intangibilidade Salarial

g) Princípio da Primazia da Realidade

Os fatos devem sobrepor à forma (o contrato).

h) Princípio da Continuidade da Relação de Emprego

entendimento de alguém.

a. Autêntica

Parte do entendimento do legislador. Ex: art. 73, § 2º da CLT, que trata sobre o trabalho noturno.

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Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

Art. 73. Salvo nos casos de revezamento semanal ou quinzenal, o trabalho noturno terá remuneração superior a do diurno e, para esse efeito, sua remuneração terá um acréscimo de 20 % (vinte por cento), pelo menos, sobre a hora diurna.(Redação dada pelo Decreto-lei nº 9.666, de 1946)

§ 1º A hora do trabalho noturno será computada como de 52

§ 2º Considera-se noturno, para os efeitos deste artigo, o

trabalho executado entre as 22 horas de um dia e as 5 horas do dia seguinte. (Redação dada pelo Decreto-lei nº 9.666, de

Verifica-se que neste caso, a própria lei declara qual é o período noturno.

b. Jurisprudencial

Baseada nas reiteradas decisões dos tribunais

c. Doutrinária

Provém dos jurisconsultos, que escrevem artigos, teses e desenvolvem a posição doutrinária do direito.

b) Quanto ao Resultado

a. Declarativa

b. Extensiva Art. 373-A. Ressalvadas as disposições legais destinadas a corrigir as distorções que afetam o acesso da mulher ao mercado de trabalho e certas especificidades estabelecidas nos acordos

VI - proceder o empregador ou preposto a revistas íntimas nas

empregadas ou funcionárias. (Incluído pela Lei nº 9.799, de

c. Restritiva

A lei aborda maior conteúdo do que deveria, sendo necessária uma análise que restrinja eventual exagero de interpretação.

c) Quanto ao método

a. Gramatical (Linguístico ou Literal)

Interpreta-se em estrita análise ao entendimento gramatical do vernáculo, onde até posição de vírgulas influenciam no sentido.

b. Lógica

Utiliza-se a razoabilidade do sentido lógico da norma.

c. Sistemática

Atenta-se à diagramação e sistematização da norma, observando-se

livros, capítulos, seções e títulos da disposição normativa.

d. Teleológica

Também chamada de interpretação finalística, busca orientar-se pela finalidade da criação da norma.

e. Histórica

Analisa os fatos sociais históricos.

DATA: 01/03/2012

1.2. SISTEMA DE INTERPRETAÇÃO (Escolas de Hermenêutica)

a) Escola

a. Tradicional/Hermenêutica/Romana

A interpretação da norma deve se restringir apenas à tradução literal das palavras

b. Exegética Francesa

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Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

Código de Napoleão (1804). A norma traz sua literalidade, não podendo ser interpretada de forma ampla. O direito já estava completo, e não se admitia novas anotações, nem interpretações restritivas ou extensivas.

c. Histórico-evolutiva

Observam-se os fatos históricos existentes no momento da criação da lei, e também no momento da sua aplicação.

d. Interpretação Científica

de

científico.

Além

sua

análise

histórica,

e. Livre Investigação

deve-se

considerar

o

conhecimento

O magistrado interpreta a norma para o caso concreto de acordo com o seu livre convencimento.

1.3.

PRINCÍPIOS

a) Intangibilidade Salarial

a. Irredutibilidade art. 7º, VI da CF

b. Impenhorabilidade

c. Vedação de descontos

Art. 462, CLT

Há a possibilidade de desconto quando há um dano gerado por dolo pelo empregado, ou então por culpa, desde que havendo previsão contratual permitindo a compensação.

QUESTÕES

1) A partir da leitura do art. 461 da CLT, identifique a interpretação

quanto à origem.

Art. 461 - Sendo idêntica a função, a todo trabalho de igual valor, prestado ao mesmo empregador, na mesma localidade,

corresponderá igual salário, sem distinção de sexo, nacionalidade ou idade. (Redação dada pela Lei nº 1.723, de 8.11.1952)

§ 1º - Trabalho de igual valor, para os fins deste Capítulo, será o

que for feito com igual produtividade e com a mesma perfeição técnica, entre pessoas cuja diferença de tempo de serviço não for superior a 2 (dois) anos. (Redação dada pela Lei nº 1.723, de

§ 2º - Os dispositivos deste artigo não prevalecerão quando o

empregador tiver pessoal organizado em quadro de carreira, hipótese em que as promoções deverão obedecer aos critérios de

antigüidade e merecimento. (Redação dada pela Lei nº 1.723, de

§ 3º - No caso do parágrafo anterior, as promoções deverão ser

feitas alternadamente por merecimento e por antingüidade, dentro de cada categoria profissional. (Incluído pela Lei nº 1.723, de

§ 4º - O trabalhador readaptado em nova função por motivo de

deficiência física ou mental atestada pelo órgão competente da Previdência Social não servirá de paradigma para fins de equiparação salarial. (Incluído pela Lei nº 5.798, de 31.8.1972)

2) Especifique com artigos da CLT a interpretação declarativa, extensiva e restritiva.

DATA: 7 de março de 2012

INTEGRAÇÃO DA NORMA TRABALHISTA

1. NOÇÕES GERAIS

a) Conceito

Processo analítico de suprir a lacuna da norma.

b) Princípio da Plenitude da Norma

Caderno de Direito do Trabalho I

Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

A norma existe de forma plena, para solucionar todos os problemas que forem levados a juízo. Ele informa que a norma tem plenitude todos e quaisquer conflitos que são lançados para a solução da norma.

Ainda que

a norma não

esteja

explícita, utilizam-se

outros critérios

normativos.

2. PREVISÃO LEGAL

Art. 8º da CLT, art. 126 do CPC e art. 4º da LINDB. Utiliza-se analogia, costumes e princípios gerais do direito.

Observar o interesse de classe sobre o particular. No processo de integração da norma, o operador do direito deve observar a prevalência do interesse de classe em relação ao particular

“CLT - Art. 8º - As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, decidirão, conforme o caso, pela jurisprudência, por analogia, por eqüidade e outros princípios e normas gerais de direito, principalmente do direito do trabalho, e, ainda, de acordo com os usos e costumes, o direito comparado, mas sempre de maneira que nenhum interesse de classe ou particular prevaleça sobre o interesse público.

Parágrafo único - O direito comum será fonte subsidiária do direito do trabalho, naquilo em que não for incompatível com os princípios fundamentais deste.

“CPC - Art. 126. O juiz não se exime de sentenciar ou despachar alegando lacuna ou obscuridade da lei. No julgamento da lide caber-lhe-á aplicar as normas legais; não as havendo, recorrerá à analogia, aos costumes e aos princípios gerais de direito. (Redação dada pela Lei nº 5.925, de 1973)

“LINDB - Art. 4o Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito.

Analogia consiste na utilização, para solucionar um determinado caso

jurídica destinada a caso semelhante. São

concreto,

pressupostos:

de

norma

a) Um caso não previsto em lei;

b) Semelhança entre os casos, o não previsto e o previsto;

c) Semelhança fundamental e real e não simplesmente acidental entre ambos os casos.

Há duas espécies de analogia, a analogia legis, a aplicação da lei, e a analogia juris, a aplicação do princípio de direito.

3. TIPOS (DOUTRINA)

3.1. Autointegração Acontece quando o operador do direito utiliza normas do próprio ordenamento jurídico, ainda que seja de outro ramo do direito. Alguns doutrinadores consideram esse mecanismo como analogia.

Divide-se ainda a autointegração em interna e externa. A primeira se vale de outras normas do próprio ordenamento jurídico trabalhista, enquanto que nesta, essa integração é feita por outras áreas do direito.

Analogia é a aplicação de uma norma similar ao caso, quando este não é regulamentado (não existe a norma para o caso concreto).

Súmula TST nº 346 Digitador Súmula TST nº 229 Eletricitários OJ nº 355 da SDI Oj nº 273 da SDI

Caderno de Direito do Trabalho I

Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

TST Enunciado nº 346 - Res. 56/1996, DJ 28.06.1996 - Mantida - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e 21.11.2003 Digitador - Serviço de Mecanografia - Analogia - Intervalos Intrajornada Os digitadores, por aplicação analógica do Art. 72 da CLT, equiparam-se aos trabalhadores nos serviços de mecanografia (datilografia, escrituração ou cálculo), razão pela qual têm direito a intervalos de descanso de dez (10) minutos a cada noventa (90) de trabalho consecutivo.

TST Enunciado nº 229 - Res. 14/1985, DJ 19.09.1985 - Nova redação - Res. 121/2003, DJ 21.11.2003 Horas de Sobreaviso dos Eletricitários - Remuneração

CLT, as horas de

sobreaviso dos eletricitários são remuneradas à base de 1/3 sobre a totalidade das parcelas de natureza salarial.

Por aplicação analógica

do

art. 244,

§

2º,

da

3.2.

Heterointegração

A integração é feita por elementos externos à legislação. Ela se utiliza de:

a) Princípios gerais do direito

São princípios como a boa fé objetiva, não compactuação do direito com a torpeza, entre outros. Como exemplo, o caso do empregado que, uma vez avençado que não seria registrado por estar recebendo seguro desemprego, ajuíza ação para declaração de relação trabalhista para esse período. Não há previsão legal para tal conduta, porém o judiciário trabalhista, ao detectar essa postura, pode remeter cópia do processo para apuração criminal.

b) Costumes

São reiterados fatos sociais que a sociedade admite com legais e verdadeiros. Ex: para trabalhadores rurais que tenham jornada maior que

6 horas, a duração do intervalo será de acordo com os usos e costumes da região.

c) Jurisprudência

d) Equidade

Segue os princípios da Justiça. Faz-se presente nos casos de quantificação de dano moral

e) Direito Comparado

DATA: 8 de março de 2012

APLICAÇÃO DA NORMA TRABALHISTA

1. NOÇÕES GERAIS

Incidência da ação do tempo sobre a norma

Validade / eficácia

2. CONCEITO

Processo de realização da norma ao caso concreto

a) Efeito da norma

a. Imediato

b. Retroativo

c. Diferido

b) Destinatários da norma (aplicação pessoal)

3. APLICAÇÃO DA NORMA NO TEMPO

Tempo de vigência

Princípio da Irretroatividade

Efeito imegiado Art. 5º, XXXVI da CF e art. 6º da LINDB

Contrato de trabalho = trato sucessivo

4. APLICAÇÃO DA NORMA NO ESPAÇO

Caderno de Direito do Trabalho I

Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

Noção de território / soberania

Princípio da territorialidade: Aplicação da lei do país na execução do negócio jurídico

Lex loci executiones Súmula nº 207 TST

Código de Bestamante

Lei nº 7.064/82: trabalhadores contratados ou transferidos para o exterior.

DATA: 14 de março de 2012

UNIDADE

INTERNACIONAL

III

1. NOÇÕES GERAIS

DIREITO

DO

TRABALHO

Busca a universalização de regras mínimas de direito do trabalho, para todas as nações.

Meados do século XIX

Criação da Associação Internacional para Proteção Legal dos Trabalhadores (1900).

Surgimento da Liga das Nações (1915) República de Weimar

Ideias: igualdade de condições mínimas de trabalho

Mascaro afirma a necessidade de criação de organismos internacionais, para criação de normas pragmáticas, sendo eles:

a)

b) Específicos, como: Tratado de Itaipu, Mercosul (Pacto

Gerais, como a ONU

Sociolaboral).

Ainda é necessária a existência de organismos de discussão judicial internacional, como tribunais. Também são importantes os órgãos de discussões, como os fóruns internacionais.

2.

FUNDAMENTO

DA

INTERNACIONALIZAÇÃO

DO

DIREITO

DO

TRABALHO

ATENÇÃO Fundamento Econômico, com o intuito de se evitar a concorrência desleal de mão de obra, e Social, por conta do novo entendimento de devido tratamento humanitário à pessoa humana.

Necessidade de se evitar práticas de competição internacional que implique na redução das garantias mínimas das condições de trabalho.

3.

ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO OIT

Organização Internacional é uma agência especial da ONU que tem competência para empreender ações gerais e modelo que considere necessárias para o aprimoramento e universalização das regras mínimas de direito do trabalho.

a) Conceito

Estabelecida no Tratado de Versalhes, de 25/01/1919 - Parte XIII Genebra, Suíça.

b) Objetivo

Paz duradoura, com aplicação da Justiça Social Criação de normas pragmáticas/modelos de proteção dos direitos mínimos trabalhistas.

Caderno de Direito do Trabalho I

Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

c) Órgãos da OIT

São os órgãos que permitem a fomentação e sustentação da OIT

a. Conferência

Também chamada de cúpula da OIT ou de Assembleia Geral, é um órgão de deliberação, reunida pelo menos uma vez por ano, de forma ordinária. Dela podem resultar Convenções, desde que atingido o quórum de 2/3, caso em que, se não alcançado, configuram-se como Recomendações.

b. Conselho de Administração

Exerce a função executiva (executar as ações da OIT). Fixação das datas das conferências e reuniões, eleições dos presidentes da RIT, criação das comissões, administrar o orçamento da OIT, reunir-se mensalmente

c. Repartição Internacional do Trabalho - RIT

Tem como objetivo documentar e publicar os atos da OIT

DATA: 15 de março de 2012

d) Atividades normativas

a. Convenção Internacional do Trabalho

Convenções são regras emanadas da Conferência da OIT destinadas a construir regras gerais e obrigatórias aos Estados-Membros.

Cada Membro passa a adotar o convencionado por meio da Ratificação, que é ato formal de inclusão de convenções e tratados internacionais em seu ordenamento jurídico.

As Convenções tem força de lei ordinária.

No Brasil, a Ratificação é regulada pelo art. 84, VIII c/c art. 49, I da CF.

b. Recomendações

c. Resolução

São normas de natureza interna que visam à organização da OIT, sendo editadas pelo Conselho de Administração.

e) Ações de Promoção e Controle das normas

São procedimentos instaurados internamente para controle de promoção da OIT

a. Denúncia

Ato formal pelo qual o Estado-Membro comunica que não mais aplicará a Convenção. O país não pode fazer denúncia antes de completar dez anos de vigência da Convenção.

b. Revisão

Pedido de suspensão temporária da aplicação da convenção em face de catástrofes, guerras, ou qualquer outro acontecimento imprevisível e extraordinário que impossibilite o cumprimento do disposto na convenção.

c. Reclamação

Ato pelo qual qualquer organismo não governamental (sindicatos, confederações, associações de classe) reclama junto à OIT que país

membro não ratificou convenção, ou então que o fizera, mas que não cumpre suas disposições.

d. Queixa

Caderno de Direito do Trabalho I

Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

Ato pelo qual o País-Membro comunica a OIT de que outro país não está cumprindo/ ratificando as convenções.

MERCOSUL PACTO SOCIOLABORAL

QUESTÔES 1) Quais os objetivos do Pacto Sociolaboral no MERCOSUL (Tratado do RJ de 10 de dezembro de 1998)? 2) O Tratado de Ouro Preto, de 17 de dezembro de 1994 reconheceu a personalidade jurídica do MERCOSUL. Enumere características do MERCOSUL.

DIREITO INDIVIDUAL DO TRABALHO

1.

DIVISÃO

Individual

o

Empregado e Empregador

o

Relação de Trabalho Subordinada

o

Contrato individual de trabalho / relação trabalhista / vínculo empregatício / pacto laboral.

Coletivo

 

o

Entes Coletivos

o

Conflitos Coletivos Negociação coletiva / convenção coletiva de trabalho / acordo coletivo de trabalho / greves / dissídios coletivos.

2. RELAÇÃO DE TRABALHO

A EC nº 45/2004 ampliou a competência da justiça do trabalho para todas

as relações de trabalho, que é gênero, enquanto que relação empregatícia é espécie.

Espécies:

Gênero Trabalho

Subordinada

Autônoma

Estagiário

Estatutário

Voluntário

Eventual

Avulso

3.

CONTRATO INDIVIDUAL DO TRABALHO

3.1.

Definição

É um negócio jurídico, expresso ou tácito, pelo qual uma pessoa física

(empregado) presta serviços a outra pessoa física ou jurídica (empregador) mediante pessoalidade, não eventualidade, onerosidade e

subordinação. Art. 442 CLT.

3.2. Natureza Jurídica

a) Teoria Contratualista

Elege a manifestação da vontade como elemento essencial. O contrato de trabalho tem natureza contratual, estando ligado aos contratos equivalentemente ao direito civil.

Caderno de Direito do Trabalho I

Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

A crítica era sobre a impossibilidade de transferência de propriedade “trabalho”, uma vez que é condição essencial para a compra e venda. Igualmente é a crítica para teóricos que afirmaram que o trabalho era um arrendamento, pois neste há a transferência da posse direta.

b) Teoria Anticontratualista

Não tem natureza contratual, pois independe da vontade do empregado, uma vez que os direitos já estão garantidos por outras instituições, como a lei.

c) Teoria Contratualista Moderna

Tem natureza contratual, no entanto apresenta natureza características

próprias e elementos específicos.

3.3.

Elementos

 

a)

Gerais (art. 104 da CLT)

b)

Específicos

3.4.

Características do Contrato de Trabalho

Pacto privado

Sinalagmático

Complexo

Consensual

Oneroso

Trato sucessivo

4.

CLASSIFICAÇÃO DO CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO

a) Quanto à forma de constituição a. Expresso

b. Tácito

b) Quanto à duração

a. Prazo determinado

b. Indeterminado: Aquele que não tem termo pré fixado para o

término do CT.

c) Quanto à atividade do empregador

a. Urbano

b. Rural

c. Doméstico

d) Quanto ao local de execução

a. Interno

b. Externo

c. A domicílio

e) Quanto ao número de empregados

a. Individual

b. Coletivo (contrato de equipe)

Obs.: a menção que a CLT faz sobre contratos coletivos

significa negociações coletivas do trabalho, e não o instrumento

jurídico.

COPIAR MATÉRIA DO DIA 28 DE MARÇO

DATA: 29 de março de 2012

1. CLASSIFICAÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO

2. CONTRATO INDIVIDUAL DO TRABALHO

2.1. Contrato Individual por prazo indeterminado

a) Definição

Caderno de Direito do Trabalho I

Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

b)

Efeitos

Particularidades

 

a.

Suspensão

a) Prazo (art. 445 CLT)

 
 

Surgem causas que suspendem ou interrompem o CT

b) Prorrogação (art. 451 CLT)

 

(férias, atestado de saúde, gravidez, doação de sangue)

c) Sucessão (art. 452 CLT)

 

b.

Estabilidade São causas que impedem que o empregador dispense o empregado (estabilidade por gravidez, o afastado por saúde, entre outros)

DATA: 19 de abril de 2012

 

c.

Rescisórios

3.

OUTROS

TIPOS

DE

CONTRATO DE

TRABALHO POR TEMPO

 

São as verbas recisórias

DETERMINADO

 

2.2.

Contrato Individual de Trabalho por Prazo Determinado

 

3.1. Contrato de Safra (art. 14, Lei nº 5.889/73)

a)

Definição

Será por termo certo quando é fixado no CT a data final, ou incerto

quando o término fica condicionado ao acontecimento de um evento.

b)

Efeitos

a.

Suspensão Surgem causas que suspendem ou interrompem o CT (férias, atestado de saúde, gravidez, doação de sangue)

b.

Estabilidade São causas que impedem que o empregador dispense o empregado (estabilidade por gravidez, o afastado por saúde, entre outros).

c.

Rescisórios São as verbas rescisórias, somente o 13º proporcional e as férias.

2.2.1.

Tipos previstos na CLT (art. 443, § 2º)

a) Serviço cuja natureza ou transitoriedade justifiquem

b) Atividade empresarial transitória

c) Contrato de experiência.

3.2. Contrato de pequeno prazo (art. 14-A da Lei nº 5.889/73)

Atividades Temporárias: construção de cercas, mangueiros, estradas.

Empregador: produtor rural pessoa física (desenvolve atividade agroeconômica)

Prazo: 2 meses

Necessidade de autorização em acordo ou convenção coletiva

3.3. Contrato Provisório (Lei nº 9.601/98)

Prazo máximo de 2 anos

Redução de impostos

Necessidade

de

autorização

coletivo

por

convenção

ou

acordo

3.4. Contrato por obra certa (Lei nº 2.959/56)

Caderno de Direito do Trabalho I

Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

Autoriza o contrato de trabalho por prazo determinado para a construção.

Construtor

Serviços e obras (construção civil)

3.5. Trabalho Temporário (Lei nº 6.019/74)

Relação tripartite

Tomador, prestador e empresa de trabalho temporário

3.6. Atleta (art. 30 da Lei nº 9.615/98 Lei Pelé)

Deve contratar atleta por até 90 dias.

Clubes de desporto

3.7. Estagiário (art. 11 da Lei nº 11.788/2011)

Aprendizagem (art. 428 da CLT)

DATA: 25 de abril de 2012

SUJEITOS

TRABALHO

DO

CONTRATO

INDIVIDUAL

1. EMPREGADO (art. 3º c/c 2º, CLT)

Requisitos:

Pessoa física

Pessoalidade

DE

Onerosidade Não eventualidade (habitualidade) Subordinação

2. EMPREGADO DOMÉSTICO

a) Definição legal: art. 1º da Lei 5.859/72 e art. 7º, parágrafo único, CF.

b) Requisitos

Gerais: Pessoalidade, onerosidade, não contratual, subordinação.

Específicos:

prestados

pessoa ou a família/ âmbito residencial.

Serviços

sem

finalidade

lucrativa/

serviços

c) Aplicação da CLT (art. 7°, a, CLT)

DATA: 26 de maio de 2012

à

3. EMPREGADO RURAL

a) Previsão legal (lei 5.889/73 e Decreto 23. 626/74)

b) Igualdade de Direitos (art. 7º, CF)

Exceções: trabalho noturno (art. 7º, Lei 5.889/73)

Lavoura: 21h às 5h

Pecuária: 20h às 4h

Intervalo intrajornada (art. 5º, Lei 5.889/73)

c) Critérios para fixação do empregado rural

Local da prestação do serviço

Vínculo com empregador rural

OUTROS TIPOS DE TRABALHADORES

a) Avulso (art. 9º, VI do Dec. nº 3.048/99 e art. 1º da Lei nº 12.023/2009)

Art. 7º, XXXIV da CF).

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Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

b) Temporário (Lei nº 6.019/74)

Deve ter autorização Ministério Público do Trabalho para se renovar o contrato por mais 3 meses, além dos 3 já permitidos)

Caráter de substituição de funcionário ou então aumento de produção temporária

Pode haver uma empresa de trabalho temporário intermediando.

c) Autônomo

Por conta própria, assume o risco.

Contínuo

d) Eventual

Serviço de natureza eventual

e) Voluntário (Lei nº 9.608/98)

Órgão Público ou instituição privada sem fins lucrativos com finalidade filantropa.

f) Estágio (Lei nº 11.788/2008)

OJ nº 366 da SDI-1 (Sessão de Dissídios Individuais)

DATA: 03 de maio de 2012

TUTELA DO EMPREGADO MENOR

1.

LEGISLAÇÃO

Art. 7º, XXXII, CF

Art. 402 a 414 439 441 CLT

Art. 60 a 69, ECA

Historicamente, foi o primeiro a ser protegido pela legislação trabalhista.

2.

PROIBIÇÃO DO TRABALHO AO MENOR

a)

Idade: 16 anos

b)

Noturno (art. 405, CLT, 22h à 5h)

c)

Insalubre: prejudicial à saúde do empregado (Portaria 20/2011 - MTE

d)

Perigoso: risco à vida do empregado (explosivos, inflamáveis ou energizados)

e)

Penoso (art. 67, ECA): a lei não foi criada ainda.

f)

Prejudicial à moralidade (art. 405, § 3º, CLT)

g)

Interferência na frequência escolar (art. 67, IV, ECA e art. 427, CLT)

h)

Esforço muscular (art. 300, CLT) 20kg para trabalho contínuo e 25 kg para esporádico.

3.

POSSIBILIDADE DE RESCISÃO CONTRATUAL

Autoridade fiscalizadora (art. 407, CLT)

Responsável pelo menor (art. 408, CLT)

4.

DIREITOS

a)

Jornada de Trabalho

a. Duração do trabalho em geral (art. 57 a 74, CLT c/c art. 7º, XIII,

CF)

b. Vedada a prorrogação (art. 413, CLT)

c. Exceção

i.

Regime de compensação: permitido um máximo de 2 horas de compensação diária.

ii.

Força maior (art. 501, CLT): permitido 4 horas a mais.

Aplicação do art. 384, CLT, § único e 413, CLT UNICIDADE da jornada art. 414, CLT: o menor pode trabalhar no máximo 8 horas por dia, independentemente do número de empregos.

b) Férias art. 134, § 2º, CLT: devem coincidir com as férias escolares e pagas em uma única vez.

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Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

c) Quitação das verbas trabalhistas (art. 439, CLT): somente salários, férias e 13º. Para rescisão é necessária a assistência dos responsáveis.

d) Prescrição (art. 440, CLT): a prescrição não corre. O seu prazo será de até 7 anos.

CONTRATO DE APRENDIZAGEM

1. DEFINIÇÃO LEGAL (art. 428, CLT)

Idade mínima: 14 anos

2. OBRIGATORIEDADE DE CONTRATAÇÃO

Art. 429, CLT c/c art. 9º, Decreto nº 5.598/95 mínimo de 5%, máximo

15% de trabalhadores no estabelecimento.

Exceção: micro e pequenas empresas (art. 14, Decreto)

3. CONTRATAÇÃO (art. 431 c/c art. 430, II, CLT e art. 15, decreto)

b) Jornada de 6h/diárias (art. 432, CLT e art. 18, Decreto). Poderá ser de 8 horas se a teoria e prática for fornecida no mesmo local, devendo o menor já ter terminado o ensino fundamental.

c) Vedada prorrogação e compensação

d) FGTS: 2% (art. 24, Decreto)

DATA: 09 de maio de 2012

EMPREGADOR

1. DEFINIÇÃO

Toda pessoa física, jurídica ou ente despersonificado que admite, assalaria, dirige a prestação pessoal de serviço de outra pessoa física.

a) Definição legal (art. 2º, CLT)

Crítica à expressão “empresa”, pois aqui ela se relaciona a “estabelecimento”, em vez de “atividade empresarial”.

Empregador por equiparação (art. 2º, § 1º, CLT)

Diretamente pelo empregador, entidade sem finalidade lucrativa.

o

Profissionais liberais

o

Instituições beneficentes sem fins lucrativos

4.

REQUISITOS

a)

Contrato escrito: prazo mínimo de 2 anos

2.

CARACTERÍSTICAS

b)

Aprendiz: 14 a 24 anos, salvo portadores de necessidades especiais.

c)

Aprendiz deve ser inscrito em programa de aprendizagem (SENAI,

a)

Impessoalidade e despersonificação

SENAC, SENAR, SENAT e SESCOOP)

O

empregador pode se fazer substituir no desenvolvimento da atividade

d)

Matrícula e frequência para o aprendiz que ainda não completou o ensino médio.

empresarial.

 

b)

Assunção do risco (alteridade)

5.

DIREITOS

O

empregador assume os riscos econômicos, financeiros e sociais da

a)

Salário mínimo hora (art. 14, Decreto)

atividade econômica que se está desenvolvendo.

Exceção: art. 462, CLT

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Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

3. PODER DE DIREÇÃO (DIRETIVO) DO EMPREGADOR

Súmulas 93 e 129 do TST

Efeitos:

Capacidade (faculdade) atribuída ao empregador para comandar (dirigir) a atividade empresarial e as pessoas que dela participem.

Doutrina divide o Poder Diretivo em:

DATA: 16 de maio de 2012

a) Poder de Organização (jus variandi)

5.

SUCESSÃO DE EMPREGADORES (art. 10 e 448, CLT)

b) Poder de Fiscalização

5.1.

Mudança de propriedade

Faculdade de cobrar resultados.

c) Poder Disciplinar

Poder de punir condutas irregulares. Advertência, suspensão (art. 474) ou então demissão por justa causa (art. 482, CLT)

4. GRUPO ECONÔMICO

Concentração de empresas

4.1. Definição

Quando uma ou mais empresas com personalidade jurídica própria estiverem inter-relacionadas sob direção, coordenação, controle, administração ou integração, formam o grupo econômico.

Trespasse do estabelecimento comercial. A mudança de propriedade não

altera o contrato de trabalho.

5.2. Alteração da estrutura judiciária

5.3. Requisitos

a) Transferência de unidade Exceção: art. 141, II da Lei nº 11.101/2005

Quando

recuperação judicial.

adquire

o

estabelecimento

no

processo

b) Continuidade na prestação do serviço

de

falência

ou

 

5.4.

Efeitos

Art. 2º, § 2º, CLT e art. 3º, § 2º, Lei nº 5.889/73.

a) Quanto ao sucessor

 

b) Quanto ao sucedido

4.2. Objetivo

 

4.3. Responsabilidade Solidária

6.

CONSÓRCIO DE EMPREGADORES RURAIS

Qualquer empregador pode ser acionado individual ou coletivamente para responder pelos encargos.

Empregador único: teoria da solidariedade ativa

Art. 25-A da Lei nº 8.212/91 Portaria nº 1.649/99 Requisitos:

Caderno de Direito do Trabalho I

Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

pacto de solidariedade: Documento escrito em todos os produtores rurais e

jurídicas (pacto de solidariedade), levando no cartório de registro de títulos

e

documentos.

7.

RESPONSABILIDADE DOS TOMADORES DE SERVIÇO

Os tomadores podem responder pelas obrigações trabalhistas dos prestadores de serviços, solidária ou subsidiariamente.

Responsabilidade Subsidiária: o devedor principal não paga e os demais,

a partir de então, passam a responder.

a) Empreitada

Art. 455, CLT OJ 191 SDI-1 do TST É um contrato de natureza cível. No caso, o empreiteiro eventualmente pode celebrar contratos de trabalho com demais funcionários seus ou então subempreitar. Em regra, o dono da obra não responde, salvo se o dono for uma construtora ou incorporadora, ou então é, por analogia, pessoa física que faz da construção civil uma atividade econômica.

b) Trabalho Temporário

Art. 12 c/c 16 da Lei 6.019/74 No caso de falência, o tomador é solidariamente responsável. No caso de simples inadimplemento, sua responsabilidade é subsidiária.

c) Terceirização

Súmula 331 do TST Não há legislação específica que regulamente a Terceirização, sendo vedada, em regra. Todavia, há uma construção doutrinária a respeito.

Hipóteses:

Modalidade de trabalho temporário;

Não gera vínculo com a administração pública, mas gera com empresas privadas.

Autorizou o serviço de vigilância.

Conservação e limpeza

Serviços especializados ligadas a atividade-meio do tomador

TST Enunciado nº 331 - Revisão da Súmula nº 256 - Res. 23/1993, DJ 21, 28.12.1993 e 04.01.1994 - Alterada (Inciso IV) - Res. 96/2000, DJ 18, 19 e 20.09.2000 - Mantida - Res. 121/2003, DJ 19, 20 e

21.11.2003

Contrato de Prestação de Serviços - Legalidade I - A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário (Lei nº 6.019, de 03.01.1974). II - A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de emprego com os órgãos da administração pública direta, indireta ou fundacional (art. 37, II, da CF/1988). (Revisão do Enunciado nº 256 - TST) III - Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7.102, de 20-06-1983), de conservação e limpeza, bem como a de serviços especializados ligados à atividade- meio do tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta. IV - O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços, quanto àquelas obrigações, inclusive quanto aos órgãos da administração direta, das autarquias, das fundações públicas, das empresas públicas e das sociedades de economia mista, desde que hajam participado da relação processual e constem também do título executivo judicial (art. 71 da Lei nº 8.666, de 21.06.1993). (Alterado

pela Res. 96/2000, DJ 18.09.2000)

DATA: 23 de maio de 2012

Caderno de Direito do Trabalho I

Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

ALTERAÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO

Cap. III Da Alteração, Título IV Do contrato individual do trabalho art. 468 e 70 da CLT.

1. NOÇÕES GERAIS

a) Alteração

a.

Subjetiva

 

Somente

a

alteração

do

empregador,

denominada sucessão. O

empregado

não

pode

ser

alterado,

pois

se

trata

de um contrato

personalíssimo.

b. Objetiva

Refere-se à alteração das condições e cláusulas do contrato de trabalho, desde que não ofenda as garantias mínimas do direito do trabalho. Exige o mútuo consentimento.

b) Regra

Não

Trabalho.

modificação

c) Possibilidade

unilateral

dos

objetos

(cláusulas)

do

Contrato

de

a. Consentimento

b. Não ocorrência de prejuízo ao empregado

Jus variandi (poder de variar): poder diretivo, podendo o empregador dirigir da melhor forma a condução da força de trabalho do empregado.

É a faculdade ou poder que um empregador tem para modificar, realizar de forma que melhor lhe aprouver a atividade empresarial.

DATA: 24 de maio de 2012

2.

CLASSIFICAÇÃO DAS ALTERAÇÕES OBJETIVAS

a)

Quanto à origem (obrigatoriedade)

a. Voluntárias

b. Imperativas (da lei)

b)

Quanto ao objeto

a. Quantitativas

b. Qualitativas

c)

Quanto aos efeitos

a. Favoráveis

b. Desfavoráveis (são nulas, art. 468, CLT)

3.

ALTERAÇÃO OBJETIVA

a)

Qualitativa (a natureza da prestação de serviço)

Função (art. 456, § único, CLT)

Promoção

Reversão (art. 450 e 468, § único): o empregado que exerce cargo de confiança pode ser revertido para o seu cargo original, sendo lícito o rebaixamento do salário ao anterior, em face da natureza da gratificação. Súmula 372 do TST fala que depois de 10 anos esse valor é agregado.

Readaptação (art. 461, § 4º) por causa previdenciária: pode haver o rebaixamento de função, mas o salário não pode ser diminuído.

Cargo é a nomenclatura que se dá a um conjunto de atribuições. Função são as tarefas e atividades que o trabalhador é incumbido.

b) Quantitativa

a. Duração do Trabalho

Caderno de Direito do Trabalho I

Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

b. Jornada por meio de convenção / negociação coletiva

Supressão das horas extras (súmula 291)

c. Salário: somente por meio de convenção coletiva.

DATA: 30 de maio de 2012

§ 3º - Necessidade de serviço / Transferência provisória = adicional de transferência OJ 113 da SDI-1 do TST. Caso não haja a mudança por conta dos requisitos anteriores, sendo fundamental o serviço do empregado, será devido a ele um adicional de

25%.

4.

TRANSFERÊNCIA

d)

Pagamento de despesas (art. 470 e súmula 29 do TST)

 

Despesas com mudança, aluguel antes de comprar casa,

a)

Definição (art. 469, CLT)

Alteração do local da prestação do serviço. A alteração que não resulte em

modificação do domicílio não é este caso de alteração. A doutrina reconhece a alteração do local de trabalho somente quando houver transferência para outro município.

b) Regra vedação

c) Possibilidades remoção

Art. 469, CLT

Transferência unilateral

Exercer cargo de confiança;

Ser condição expressa no contrato de trabalho;

Ser da natureza da função a prestação em locais diferentes.

Súmula 43 do TST: é indispensável a necessidade do empregado na localidade.

§ 1º - Empregados que exercerem cargo de confiança Previsão explicita ou implícita no CLT.

Real necessidade de serviço STST 43

§ 2º - Extinção de Estabelecimento Empresarial

e) Empregados intransferíveis estáveis e empregados com garantia de emprego provisório (art. 543 CLT)

Representantes sindicais ou classista

Estabilidade decenal (até 1988)

Com garantia de emprego provisória: gestante.

DATA: 31 de maio de 2012

SUSPENÇÃO E INTERRUPÇÃO DO CONTRATO INDIVIDUAL DE TRABALHO

1. NOÇÕES GERAIS

a) Legislação

b) Definição

Suspensão lato sensu

a. Suspensão strictu sensu

b. Interrupção

2. TIPOS DE SUSPENSÃO (art. 472, CLT)

Caderno de Direito do Trabalho I

Carlos Edoardo N. B de Barros Reis

Efeitos do CT

a) Empregado

a. Lealdade e boa fé

b. Prestação serviço

b) Empregador

a. Pagar salário

b. Recolher encargos previdenciários e FGTS

c. Contagem do tempo de serviço

Decreto do FGTS (art. 28 da Lei nº 9.684/90)

A) Prestação do serviço militar (o contrato será suspenso): é obrigatório o pagamento do FGTS, e não do salário (art. 15, § 5º, da Lei nº 8.036)

B) Encargo Público: cargo eletivo, cargo em comissão.

C) Afastamento por motivo de doença ou acidente de trabalho (a partir do 16º dia de afastamento art. 476 c/c art. 71 do Dec. nº 3.048/99) + FGTS

D) Suspensão disciplinar (art. 474, CLT)

E) Aposentadoria provisória por invalidez (art. 475, CLT): INSS concede aposentadoria por invalidez. Caso a pessoa consiga voltar a desempenhar as atividades, poderá retomar o contrato de trabalho, que ficou suspenso por até 5 anos.

F) Representante sindical eleito (art.543, § 2º, CLT)

G) Greve: não recebe nada (art. 7º da Lei nº 7.783/89)

H) Eleição para diretor de S.A. (Súmula 296 do TST)

I) Afastamento a pedido do empregado.

J) Suspensão de empregado estável (dirigência sindical ou estabilidade decenal) para apuração de inquérito judicial para apuração de falta grave (Súmula 197 do TST e art. 494, CLT). Enquanto o contrato de trabalho estiver suspenso, o empregador não pode despedir o empregado.