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TRABALHO DE PESQUISA:

TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL

2012

CLIMÉRIO DOS SANTOS VIEIRA

TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL

FACULDADE POLITÉCNICA DE CAMPINAS - POLICAMP Campinas - SP

2012

CLIMÉRIO DOS SANTOS VIEIRA

TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL

Trabalho apresentado na Disciplina de Direito Internacional como requisito para a formação da nota bimestral, no Curso de Direito.

Professor (a): Frederico

Aluno (a):

Climério S Vieira – RA: 30801168

FACULDADE POLITÉCNICA DE CAMPINAS - POLICAMP Campinas - SP

2012

SUMÁRIO

HISTÓRICO

4

A Conferência de Roma

5

FORMAÇÃO e COMPOSIÇÃO

5

COMPETÊNCIA

9

CRIMES

9

PENAS APLICÁVEIS

12

EXECUÇÃO DAS PENAS

12

PROCEDIMENTOS

13

JULGAMENTOS

14

O ESTATUTO

15

PARTICIPAÇÃO DO BRASIL

18

HOMOLOGAÇÃO E RATIFICAÇÃO

19

PROBLEMAS DE INCOSTITUCIONALIDADE

20

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

24

TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL

HISTÓRICO

A primeira vez que se pensou em julgamentos penais internacionais foi em 1474. O tribunal, à época, estabelecido pelo Sacro Império Romano, aplicava “leis divinas e humanas”.

As atrocidades cometidas em conflitos internacionais e sua impunidade remetem à necessidade de um Tribunal Penal Internacional livre de interesses políticos.

A partir do Tratado de Versalhes em 1919, portanto logo após o fim da primeira guerra mundial, o surgimento de uma jurisdição internacional começou a ser cogitado. Uma comissão criou um tribunal penal internacional para julgar Guilherme II, imperador Alemão, que foi condenado, mas não foi preso, pois se refugiou na Holanda.

Depois da 2ª. Guerra Mundial, O “tribunal dos vencedores” foi criado em agosto de 1945 pela Declaração de Moscou e tinha o objetivo de punir os criminosos de guerra, particularmente líderes nazistas. A abertura do processo aconteceu no dia 20 de novembro de 1945 em Nuremberg, Alemanha. O tribunal criou um importante precedente para futuras ações em direção de normas criminais internacionais.

Em 1993, o Conselho de Segurança da ONU estabelece o Tribunal Penal Internacional ad hoc para julgar violações ao direito internacional humanitário na ex Yugoslávia, cuja guerra de separação, após a morte do líder político Tito, foi palco de atrocidades sem tamanho, desde assassinatos em massa, com perseguição sistemática a grupos étnicos.

Como acontece com os tribunais militares, a criação desse tribunal para Yugoslávia foi determinada por um órgão político e não por um tratado internacional multilateral, como se era de desejar, no intuito de ter mais legitimidade e cooperação das nações.

Em 1990, a Assembléia Geral da ONU, propôs à Comissão de Direito Internacional (CDI) a elaboração de um projeto de estatuto para um futuro Tribunal Penal Internacional.

Em 1994, o Conselho de Segurança da ONU, adaptando o estatuto do Tribunal para a ex-Iugoslávia, criou o estatuto de um segundo Tribunal Penal Internacional ad hoc, para Ruanda, pais cuja guerra civil também foi palco de genocídio e outros crimes do gênero.

Depois de vários passos preparatórios, iniciados pela proposta de 1990 da Assembléia Geral da ONU, chegou-se à convocação de uma Conferência de Plenipotenciários, em Roma, para concluir as negociações do Estatuto para um tribunal penal internacional permanente (1997).

A Conferência de Roma

O TPI foi criado com base nesse ‘Estatuto de Roma’, que é um tratado adotado

com o voto de 120 nações a favor e 7 contra (com 21 abstenções), em 17 de julho de 1998,

durante a Conferência das Nações Unidas sobre o estabelecimento do Tribunal Penal Internacional, celebrada em Roma.

O Estatuto de Roma entrou em vigor em 1 de julho de 2002, quando superou as

60 ratificações necessárias.

Assim, o Tribunal Penal Internacional (TPI), instituído pelo Estatuto de Roma foi instalado em 2003.

FORMAÇÃO e COMPOSIÇÃO

O Tribunal é uma instituição independente. Embora não faça parte das Nações

Unidas, ele mantém uma relação de cooperação com a ONU.

O TPI, quatro anos depois de assinado o estatuto de sua criação, já tinha 60

ratificações. Em oito anos de funcionamento, mais do que dobrou o número de ratificações,

passando para 111 países signatários.

O Tribunal está sediado na Haia, Holanda, mas pode se reunir em outros locais.

Ele é composto por quatro órgãos:

a) A Presidência;

b) Uma Seção de Recursos, uma Seção de Julgamento em Primeira Instância e uma Seção de Instrução;

c) O Gabinete do Promotor (Procurador);

d) A Secretaria.

Presidência

A Presidência é responsável pela administração geral do Tribunal, com exceção do escritório do Promotor. Ela é composta por três juízes do Tribunal, eleitos para o cargo pelos seus colegas juízes, para um mandato de três anos.

Divisões Judiciais

As divisões judiciais consistem em 18 juízes distribuídos na Divisão de Pré- Julgamento, na Divisão de Julgamentos e na Divisão de Apelações. Os juízes de cada divisão são responsáveis pela condução dos procedimentos do Tribunal em diferentes estágios. A distribuição dos juízes em suas divisões é feita com base na natureza das funções de cada divisão e nas qualificações e experiências dos mesmos. Isto é feito de modo que cada divisão se beneficie de uma combinação apropriada de especialização em direito penal e internacional.

Os juízes serão eleitos dentre pessoas de elevada idoneidade moral, imparcialidade e integridade, que reúnam os requisitos para o exercício das mais altas funções judiciais nos seus respectivos países, e deverão possuir um excelente conhecimento e serem fluentes em, pelo menos, uma das línguas de trabalho do Tribunal.

Qualquer Estado Parte no presente Estatuto poderá propor candidatos às eleições para juiz do Tribunal mediante:

i) O procedimento previsto para propor candidatos aos mais altos cargos judiciais do país; ou

ii) O procedimento previsto no Estatuto da Corte Internacional de Justiça (CDI-ONU) para propor candidatos a esse Tribunal.

Para efeitos da eleição, serão estabelecidas duas listas de candidatos.

Os juízes são eleitos a partir destas duas listas. A lista A é composta por candidatos que tenham "competência estabelecida na lei penal e processual penal, e necessária experiência, quer como juiz, procurador, advogado ou capacidade semelhante, no processo penal". A lista B compreende os candidatos que tenham "estabelecida competência em matérias relevantes de direito internacional, tais como o direito internacional humanitário e o direito internacional relativo aos direitos humanos, além de vasta experiência em profissões jurídicas com relevância para a função judicial do Tribunal".

As eleições são organizadas de modo que há sempre pelo menos nove juízes candidatos na lista A e pelo menos cinco na lista B.

A Assembléia dos Estados Partes é obrigada a "levar em conta a necessidade de representação dos principais sistemas jurídicos do mundo, a representação geográfica eqüitativa e uma representação justa de juízes do sexo feminino e masculino. Deve-se ter em conta a necessidade de presença de juízes com experiência jurídica em questões específicas, incluindo, mas não limitado a, a violência contra mulheres e crianças ".

Assim, há condições de voto estabelecidas que exigem pelo menos seis juízes mulheres e pelo menos seis do sexo masculino. Além disso, cada grupo regional das Nações Unidas, tem pelo menos dois juízes. Se um grupo regional tem mais de 16 Estados Partes isso leva a uma exigência mínima de três juízes deste grupo regional.

Escritório do Promotor

O escritório do promotor, também chamado de Procurador é responsável pelo recebimento de denúncias e outras informações substanciais a respeito de crimes dentro da jurisdição do Tribunal. É também responsável pela avaliação, investigação e prosseguimento do caso perante o Tribunal. O escritório é chefiado por um Promotor, que é eleito pelos Estados Partes para um mandato de nove anos. Ele é auxiliado por dois Vice-Promotores.

Não há requisitos para eleger um promotor-geral e vice-promotores. O Estatuto de Roma diz apenas que “serão pessoas de alto caráter moral, altamente competentes e com extensa prática em julgamentos”

Secretariado

O Secretariado é responsável por todos os aspectos não-jurídicos da administração

do Tribunal. Ele é chefiado pelo Secretário que o principal oficial administrativo. O Secretário exerce suas funções sob a autoridade do Presidente do Tribunal.

Advogados

O TPI mantém uma lista de advogados credenciados para atuar na corte. Porém o

réu pode escolher um advogado que não esteja nessa lista, desde que o advogado tenha os requisitos necessários para atuar no tribunal: 10 anos de experiência como advogado na área criminal, não ter nenhum procedimento disciplinar ou criminal contra ele e ser fluente em inglês ou francês, que são as duas línguas de trabalho do TPI.

As línguas oficiais são as mesmas seis da ONU: inglês, francês, espanhol, russo, árabe e chinês. As principais decisões são traduzidas para todas elas.

Os julgamentos acontecem sempre em inglês, francês e na língua do réu. Os documentos do processo também são traduzidos para a língua do acusado, quando é possível.

A pedido de qualquer Parte ou qualquer Estado que tenha sido admitido a intervir

num processo, o Tribunal autorizará o uso de uma língua que não seja a francesa ou a inglesa, sempre que considere que tal autorização se justifica.

O Tribunal gozará, no território dos Estados Partes, dos privilégios e imunidades

que se mostrem necessários ao cumprimento das suas funções, bem como Os juízes, o Procurador, os Procuradores-Adjuntos e o Secretário gozarão, no exercício das suas funções ou em relação a estas, dos mesmos privilégios e imunidades reconhecidos aos chefes das missões diplomáticas, continuando a usufruir de absoluta imunidade judicial relativamente às suas declarações, orais ou escritas, e aos atos que pratiquem no desempenho de funções oficiais após o termo do respectivo mandato.

Algumas importantes potências como os Estados Unidos, China e Rússia não são Estados-membro do TPI, pois, mesmo tendo assinado o Estatuto de Roma, até o momento seus presidentes não o ratificaram, condição necessária para fazer parte do Tribunal. Inclusive os Estados Unidos tem assinado tratados bilaterais com países membro do TPI, para se comprometerem a não entregar cidadãos norte americanos ao Tribunal.

COMPETÊNCIA

O TPI só tem jurisdição sobre cidadãos que nasceram ou que cometerem crimes em Estados que ratificaram o tratado que criou a corte. A jurisdição da corte nunca é imposta.

Seu sistema é o chamado sistema complementar. Ele só pode atuar quando o sistema nacional não atua, ou porque não quer ou porque não pode, ou se os procedimentos desse país não forem genuínos, como no caso de terem caráter meramente formal, a fim de proteger o acusado de sua possível responsabilidade jurídica. Isso acontece em países que estão no meio de conflito armado e com instituições completamente destruídas.

Assim, o TPI não agirá se um caso foi ou estiver sendo investigado ou julgado por um sistema jurídico nacional. Além do mais, só julga casos que ele considerar extremamente graves.

Ele é uma corte de última instância.

CRIMES

A competência do Tribunal restringir-se-á aos crimes mais graves, que afetam a comunidade internacional no seu conjunto. Nos termos do presente Estatuto, o Tribunal terá competência para julgar os seguintes crimes:

a) O crime de genocídio;

b) Crimes contra a humanidade;

c) Crimes de guerra;

d) O crime de agressão.

Crime de Genocídio

Entende-se por "genocídio", qualquer um dos atos que a seguir se enumeram, praticados com intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso, enquanto tal:

a) Homicídio de membros do grupo;

b) Ofensas graves à integridade física ou mental de membros do grupo;

c) Sujeição intencional do grupo a condições de vida com vista a provocar a sua

destruição física, total ou parcial;

d) Imposição de medidas destinadas a impedir nascimentos no seio do grupo;

e) Transferência, à força, de crianças do grupo para outro grupo.

Crimes contra a Humanidade

Entende-se por "crime contra a humanidade", os atos abaixo quando cometidos no quadro de um ataque, generalizado ou sistemático, contra qualquer população civil, havendo conhecimento desse ataque:

Homicídio; Extermínio; Escravidão; Tortura; Crime de apartheid;

Deportação ou transferência forçada de uma população; Prisão ou outra forma de privação da liberdade física grave, em violação das normas fundamentais de direito internacional; Desaparecimento forçado de pessoas;

Agressão sexual, escravatura sexual, prostituição forçada, gravidez forçada, esterilização forçada ou qualquer outra forma de violência no campo sexual de gravidade comparável;

Perseguição de um grupo ou coletividade que possa ser identificado, por motivos políticos, raciais, nacionais, étnicos, culturais, religiosos ou de gênero, ou em função de outros critérios universalmente reconhecidos como inaceitáveis no direito internacional, relacionados com qualquer ato referido neste parágrafo ou com qualquer crime da competência do Tribunal;

Outros atos desumanos de caráter semelhante, que causem intencionalmente grande sofrimento, ou afetem gravemente a integridade física ou a saúde física ou mental.

Crimes de Guerra

O Tribunal terá competência para julgar os crimes de guerra, em particular quando

cometidos como parte integrante de um plano ou de uma política ou como parte de uma

prática em larga escala desse tipo de crimes.

Entende-se por "crimes de guerra" as violações graves às Convenções de Genebra, de 12 de Agosto de 1949, e em seus Protocolos Adicionais de 1977, cometidas tanto em conflitos armados internacionais como não internacionais.

A saber, como exemplo:

Atos de agressão sexual, escravidão sexual, prostituição forçada, gravidez à força, esterilização à força ou qualquer outra forma de violência sexual;

Utilização de crianças com menos de 15 anos para participar ativamente nas hostilidades.

Crime de Agressão

Normalmente, o acusado por esse crime seria o presidente do país, mas pode ser também um general ou ministro do exército.

A sua definição é mais ou menos como se a responsabilização criminal daquele

que sem motivo justo mandou o seu exército atacar outro país.

A conferência de revisão do estatuto conseguiu chegar à definição do que é o crime, porém a problemática é definir a interação entre o promotor do TPI para investigar esses casos e a atuação do Conselho de Segurança da ONU. Pela carta das Nações Unidas, o Conselho de Segurança é o órgão competente para declarar se houve uma situação de agressão – não o crime

É uma discussão política, mas enquanto isso não for definido, o TPI não poderá

julgar ninguém pelo crime de agressão.

O Tribunal poderá exercer a sua competência em relação ao crime de agressão

desde que seja aprovada uma disposição em que se defina o crime e se enunciem as condições

em que o Tribunal terá competência relativamente a este crime. Tal disposição deve ser compatível com as disposições pertinentes da Carta das Nações Unidas. Ainda não foi feito.

PENAS APLICÁVEIS

A pena máxima é de 30 anos, mas em alguns casos excepcionais, quando há uma

soma de circunstâncias agravantes, pode ser aplicada a prisão perpétua. A corte não julga ninguém à revelia, mas os crimes no TPI não prescrevem.

Além da pena de prisão, o Tribunal poderá aplicar:

a) Uma multa, de acordo com os critérios previstos no Regulamento Processual;

b) A perda de produtos, bens e haveres provenientes, direta ou indiretamente, do crime, sem prejuízo dos direitos de terceiros que tenham agido de boa fé.

EXECUÇÃO DAS PENAS

O tribunal usa como prisão provisória o presídio que fica na cidade de Haia. Fora

isso, faz convênios com os países para mandar os condenados para os presídios de lá. Estados,

como Espanha e França, já aceitaram receber os condenados pelos TPI.

As penas privativas de liberdade serão cumpridas num Estado indicado pelo Tribunal a partir de uma lista de Estados que lhe tenham manifestado a sua disponibilidade para receber pessoas condenadas. O Tribunal levará em consideração, na escolha do país de execução da pena privativa de liberdade o seguinte:

A aplicação de normas convencionais do direito internacional amplamente aceitas, que regulam o tratamento dos reclusos;

A opinião da pessoa condenada; e

A nacionalidade da pessoa condenada;

Outros fatores relativos às circunstâncias do crime, às condições pessoais da pessoa condenada ou à execução efetiva da pena, adequadas à indicação do Estado da execução.

Junto com a sentença condenatória, vem uma sentença de reparação à vítima. Se o acusado tem bens próprios que foram confiscados, isso é usado para indenizar a vítima. Se não tem, o tribunal tem um fundo de onde saem as indenizações.

Testemunhas que correm risco de morte podem requerer medida protetiva. As vítimas têm a proteção do anonimato.

PROCEDIMENTOS

O Tribunal pode exercer jurisdição sobre genocídio, crimes contra a humanidade e

crimes de guerra. Ele possui jurisdição sobre os indivíduos acusados destes crimes (e não sobre seus Estados, como no caso da CIJ). Isto inclui aqueles diretamente responsáveis por cometer os crimes, como também aqueles que tiverem responsabilidade indireta, por auxiliar ou ser cúmplice do crime. Este último grupo inclui também oficiais do Exército ou outros comandantes cuja responsabilidade é definida pelo Estatuto.

O Tribunal não possui jurisdição universal. Ele só pode exercer sua jurisdição se:

O acusado é um nacional de um Estado Parte ou de qualquer Estado que aceite a jurisdição do Tribunal;

O crime tiver ocorrido no território de um Estado Parte ou de qualquer Estado que aceite a jurisdição do Tribunal;

O Conselho de Segurança das Nações Unidas tenha apresentado a situação ao Promotor, não importando a nacionalidade do acusado ou o local do crime;

O crime tiver ocorrido após 1° de julho de 2002;

Caso o país tenha aderido ao Tribunal após 1° de julho, e o crime tiver ocorrido depois de sua adesão, exceto no caso de um país que já tivesse aceitado a jurisdição do Tribunal antes da sua entrada em vigor;

O tribunal tem com a ONU um acordo de cooperação operacional, de troca de

informações, mas mantém a sua independência. Por ser uma corte penal, não pode ter nenhum

tipo de vínculo para manter a sua imparcialidade.

O tribunal não tem uma polícia própria e depende da cooperação dos países para

aplicar a Justiça.

Os países que ratificaram o tratado assumiram obrigações para cumprir. Todo mundo ratifica um tratado com boa-fé. Eles se comprometeram a cooperar com o tribunal sempre que necessário. O ato de ratificação é um ato típico de dever de soberania. A partir do momento em que o Estado, no exercício da sua soberania, ratifica um tratado e se obriga a cooperar.

Em termos financeiros, são os Estados-parte que mantêm o TPI. As quotas dos Estados Partes serão calculadas em conformidade com uma tabela de quotas que tenha sido acordada, com base na tabela adotada pela Organização das Nações Unidas para o seu orçamento ordinário, e adaptada de harmonia com os princípios nos quais se baseia tal tabela.

JULGAMENTOS

O tribunal desde que foi criado tem 16 casos, todos de países africanos. Alguns foram enviados pelos próprios governos: Uganda, Congo e a República Centro Africana.

O do Sudão foi mandado pelo Conselho de Segurança da ONU. A situação do

Sudão se encaixa na única exceção que permite ao tribunal julgar cidadãos de países que não fazem parte da corte. Isso é permitido quando é o Conselho de Segurança da ONU que envia o caso para o TPI julgar. Em vez de criar tribunal ad hoc para o caso do Sudão, o Conselho de Segurança preferiu mandar para o TPI. O país se encaixa na única exceção onde o princípio da nacionalidade ou da territorialidade não importa. Vale só a limitação da irretroatividade, que não muda. A corte não julga crimes cometidos antes de ela ser criada. Ou seja, nada antes de 1º de julho de 2002, quando o Estatuto de Roma entrou em vigor.

A primeira vez que o promotor do tribunal resolveu, ele mesmo, iniciar uma

investigação foi no caso do Quênia. Quando o promotor decide por conta própria investigar, ele tem que pedir autorização para uma das câmaras preliminares, e nesse caso, a autorização foi dada.

O primeiro caso deve terminou em 2011, sobre um acusado de utilizar crianças

como soldados para combater no Congo. Esse caso chegou ao tribunal em 2006.

O ESTATUTO

Este estatuto de Roma, que é a norma que rege o funcionamento do Tribunal Penal Internacional, é um misto de direito material, direito processual penal e lei orgânica, pois também descreve a estrutura do Tribunal, desde sua formação até as formas de manutenção do mesmo.

Há alguns detalhes importantes e interessantes no Estatuto de Roma, que tratam das normas gerais de direito penal são interessantes de serem mencionadas, até mesmo para consideração do direito penal comparado Brasileiro.

Nesse capítulo, procura-se mostrar aspectos MATERIAIS peculiares do direito penal adotado pelo Estatuto.

A denúncia de Crime pelo Promotor e a Impugnação pelo próprio acusado ou seu País:

Artigo 19

O Promotor poderá, por sua própria iniciativa, abrir um inquérito sobre a prática de crimes da competência do Tribunal. No entanto, poderão impugnar a admissibilidade do caso, motivadamente, ou impugnar a jurisdição do Tribunal:

a) O acusado ou o intimado a comparecer ou a pessoa do mandado de prisão;

b) Um Estado que detenha o poder de jurisdição sobre o caso,

c) Um Estado cuja aceitação da competência do Tribunal seja exigida.

O princípio da “Ne bis in idem” e da coisa julgada, com exceções::

Artigo 20

Salvo disposição contrária do presente Estatuto, nenhuma pessoa poderá ser julgada por crimes pelos quais já tenha sido condenada ou absolvida; ou ser julgada por outro Tribunal, por crimes que já a condenaram ou absolveram por esse TPI.

O TPI faz exceção á coisa julgada, se considerar que o julgamento anterior:

a) Tenha tido por objetivo subtrair o acusado à sua responsabilidade criminal por crimes

da competência do Tribunal; ou

b) Não tenha sido conduzido de forma independente ou imparcial, reconhecidas pelo

direito internacional, ou

c) Ainda tenha sido conduzido de uma maneira que, no caso concreto, se revele

incompatível com a intenção de submeter a pessoa à ação da justiça.

Normas e o Direito Aplicáveis pelo tribunal, a todos os cidadãos do mundo:

Artigo 21

O Tribunal aplicará:

a) Em primeiro lugar, o presente Estatuto, os Elementos Constitutivos do Crime e o

Regulamento Processual;

b) Em segundo lugar, se for o caso, os tratados e os princípios e normas de direito

internacional aplicáveis, incluindo os princípios estabelecidos no direito internacional dos

conflitos armados;

c) Na falta destes, os princípios gerais do direito que o Tribunal retire do direito interno

dos diferentes sistemas jurídicos existentes.

A aplicação e interpretação do direito, nos termos do presente artigo, deverá ser compatível com os direitos humanos internacionalmente reconhecidos, sem discriminação alguma baseada em motivos tais como o gênero, a idade, a raça, a cor, a religião ou o credo, a opinião política ou outra, a origem nacional, étnica ou social, a situação econômica, o nascimento ou outra condição.

Princípios Gerais de Direito Penal que são reconhecidos pelo Estatuto:

Capítulo III

Nullum crimen sine lege;

Nulla poena sine lege;

Não retroatividade ratione personae;

Responsabilidade Criminal Individual, não de Estados ou Grupos.

Exclusão da Jurisdição Relativamente a Menores de 18 anos;

Irrelevância da Qualidade Oficial:

O Tribunal não reconhece as imunidades internas ou internacionais, nem as posições ou cargos hierárquicos que os réus possam ter ou ocupar. Assim o Estatuto será aplicável de forma igual a todas as pessoas sem distinção alguma da qualidade oficial de Chefe de Estado ou de Governo, de membro de Governo ou do Parlamento, de representante eleito ou de funcionário público, em caso algum eximirá a pessoa em causa de responsabilidade criminal nos termos do presente Estatuto, nem constituirá de per se motivo de redução da pena.

Tampouco as imunidades ou normas de procedimento especiais decorrentes da qualidade oficial de uma pessoa, nos termos do direito interno ou do direito internacional, não deverão obstar a que o Tribunal exerça a sua jurisdição sobre essa pessoa.

Responsabilidade dos Chefes Militares e Outros Superiores Hierárquicos:

Artigo 28

O chefe militar será criminalmente responsável por crimes da competência do Tribunal que tenham sido cometidos por forças sob o seu comando e controle efetivos ou sob a sua autoridade e controle, pelo fato de não exercer um controle apropriado sobre essas forças. Há excludentes que o eximem de responsabilidade, quando a ações fugiram de seu controle.

O

relacionado

acima vale também

para todas

militares, entre superiores e subordinados.

Artigo 33

as

relações

hierárquicas

não

Quem tiver cometido um crime da competência do Tribunal, em cumprimento de uma decisão emanada de um Governo ou de um superior hierárquico, quer seja militar ou civil, não será isento de responsabilidade criminal, a menos que:

a) Estivesse obrigado por lei a obedecer a decisões emanadas do Governo ou superior

hierárquico em questão;

b) Não tivesse conhecimento de que a decisão era ilegal; e

c) A decisão não fosse manifestamente ilegal.

Para os efeitos do presente artigo, qualquer decisão de cometer genocídio ou crimes contra a humanidade será considerada como manifestamente ilegal.

Imprescritibilidade dos crimes.

Artigo 29

Os crimes da competência do Tribunal não prescrevem.

Causas de Exclusão da Responsabilidade Criminal

Artigo 31

Sofrer de enfermidade ou deficiência mental;

Estiver em estado de intoxicação que a prive da capacidade;

Agir em defesa própria ou de terceiro com razoabilidade;

Coação decorrente de uma ameaça iminente de morte ou ofensas corporais graves para si ou para outrem.

Erro de Fato ou Erro de Direito

Artigo 32

O erro de fato só excluirá a responsabilidade criminal se eliminar o dolo requerido pelo crime.

O erro de direito sobre se determinado tipo de conduta constitui crime da competência do Tribunal não será considerado fundamento de exclusão de responsabilidade criminal

PARTICIPAÇÃO DO BRASIL

O Brasil já teve uma Juíza atuando no tribunal, foi a Dra. Sylvia Helena de Figueiredo Steiner, cuja atuação terminou no início de 2012, depois de 9 anos, que o tempo que dura o mandato dos juízes no TPI. Atualmente não temos juízes atuando.

HOMOLOGAÇÃO E RATIFICAÇÃO

O Estatuto de Roma, no Brasil, foi homologado pelo Congresso Nacional em

apenas um turno. A primeira votação se deu na câmara dos deputados e a segunda no senado, sendo aprovado por aclamação pelos 71 senadores presentes no momento da seção. Não houve um segundo turno de votação.

Considerando o que estabelece a constituição para que um tratado internacional sobre direitos humanos tenha status de emenda constitucional, o Tratado de Roma não conseguiu atingir o necessário, sendo portanto norma interna infraconstitucional, porém, supra-legal, de acordo com decisão do STF de 03/12/2008 (RE 466.343-SP e HC 87.585 – TO).

Art. 5º. § 3º Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

§ 4º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.

O Congresso Nacional tem 81 senadores 513 deputados, e assim 3/5 dos seus

membros são 49 senadores e 308 deputados. No senado federal, o Estatuto teria atingido o quorum necessário para ser emenda constitucional, porém a votação foi em apenas um turno, tanto no senado quanto na câmara dos deputados.

O mesmo foi ratificado através do Decreto 4388/02 pelo presidente Fernando

Henrique Cardoso. Observe-se, pelo artigo 1º. do decreto presidencial, que o presidente não

exerceu seu poder de reserva e ratificou o mesmo inteiramente, porém deixando claro que possíveis futuras alterações não estão automaticamente inclusas na ratificação.

Decreto 4388/02

Art. 1 o O Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, apenso por cópia ao presente Decreto, será executado e cumprido tão inteiramente como nele se contém.

Art. 2 o São sujeitos à aprovação do Congresso Nacional quaisquer atos que possam resultar em revisão do referido Acordo, assim como quaisquer ajustes complementares que, nos termos do art. 49, inciso I, da Constituição, acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional.

O Cronograma do Tratado, em relação ao Brasil, desde sua criação até a ratificação em 2002 é o seguinte:

17/07/1998

Aprovação do Tratado de Roma;

07/02/2000

Assinado pelo Brasil o Tratado de Roma;

10/10/2001

Submetido o Tratado de Roma para Homologação do Congresso Nacional;

18/04/2002

Aprovação pelo Plenário da Câmara dos Deputados;

24/04/2002

Remessa ao Senado Federal;

06/06/2002

Aprovação do Tratado pelo plenário do Senado Federal por 77 senadores e transformado no Decreto Legislativo 112 /02;

07/06/2002

Promulgado pelo presidente do Senado Federal, e Publicado no DOU desse mesmo dia 07/06/02 na página 00002;

11/06/2002

Transformado em norma Jurídica;

25/9/2002

Decreto presidencial Nº 4.388, DE 25 de setembro de 2002 promulga o Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional.

PROBLEMAS DE INCOSTITUCIONALIDADE

É importante observar, que já durante a apreciação do tratado pelo congresso nacional, já se detectou problemas de inconstitucionalidade no mesmo, o que poderia acarretar a sua não aprovação, ou quem sabe aprovação com ressalvas, ou no mínimo uma recomendação para o presidente da república para que fizesse as ressalvas necessárias por ocasião de ratificação. No entanto o Decreto Legislativo 112/02 que promulgou o Estatuto nada mencionou sobre o assunto.

Os problemas constitucionais detectados foram os seguintes:

1. Exceções ao princípio do respeito à coisa julgada (art. 20 do Estatuto), dando ao Tribunal poderes para decidir se foi válido ou não um julgamento feito por algum tribunal nacional;

Fere o Art. 5º inciso XXXVI da CF88: A lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada; que é uma cláusula pétrea, pois está no capítulo Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos.

2. A jurisdição do Tribunal Penal será exercida não (considerando) imunidades e prerrogativas de foro por exercício de função previstas no Direito interno Brasileiro (art. 27 do Estatuto);

Fere os artigos 53, 86 e vários outros da CF88.

3. Imprescritibilidade dos crimes (art. 29 do Estatuto);

4. Entrega de nacionais ao Tribunal Penal Internacional (art. 58 do estatuto);

Fere o Art. 5º inciso LI da CF88: Nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma da lei;

5. Previsão da pena de prisão perpétua (art. 77 do Estatuto);

Fere o Art. 5º inciso XLVII alínea b’ da CF88: Não haverá penas: b) De caráter perpétuo;

6. Ausência de individualização de penas para cada um dos tipos penais (art. 77 a 80 do Estatuto)."

Fere o Art. 5º inciso XLVI da CF88: A lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as seguintes:

Pelo fato do próprio Estatuto não são permitir reservas a ele mesmo, e a

apresentação de emendas a seu texto só poder ocorrer depois de decorridos sete anos da sua

entrada em vigor. (Artigos 120 e 121), o Conselho de Defesa dos Direitos Humanos da OAB

nacional, referendada pelo Conselho Federal da OAB, desaconselhou a aprovação do Estatuto

de Roma, por considerar que o mesmo, visto como um todo, viola a constituição, inclusive as

cláusulas pétreas (Não individualização da Pena e a Prisão perpétua, entre outras).

O deputado Haroldo Lima, ao analisar a proposta de Decreto Legislativo para

homologação do Estatuto, alertou sobre as questões inconstitucionais do mesmo, e

recomendou uma saída legal para sua homologação pelo congresso, o que deixaria o Estatuto

constitucional, através de INTERPRETAÇÃO de alguns artigos problemáticos, sem tem ter

que fazer qualquer ressalva ou afastamento desse artigos.

A proposta do deputado usou uma técnica semelhante à comumente usada no STF

que é a ‘Interpretação Conforme a Constituição’.

Foi seguinte a proposta do deputado para o artigo 2º. do Decreto Legislativo, que

porém, infelizmente não foi aceita:

"Art. 2° Dá-se ao texto aprovado a seguinte interpretação, que passa a dele fazer parte integrante:

As penas previstas nos artigos 77 e 78 do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional devem ser interpretadas conjuntamente com a disposição do artigo 80 daquele mesmo diploma legal internacional, que reza que "Nada no presente Capítulo prejudicará a aplicação, pelos Estados, das penas previstas nos respectivos direitos internos, ou a aplicação da legislação de Estados que não preveja as penas referidas neste Capítulo".

Essa interpretação colocaria o Estatuto ratificado em consonância com a

Constituição da República Federativa do Brasil. Dessa forma, partindo-se do pressuposto de

que o procedimento proposto no Estatuto para as penas se encontra submetido, em sua

interpretação e aplicação, ao disposto por nossa Constituição Federal, devendo esse

procedimento ceder ao ordenamento jurídico interno brasileiro, o qual veda a imposição de

penas de caráter perpétuo, não sendo possível a sua aplicação a cidadãos I brasileiros ou a

quem se encontre no território nacional no momento de sua entrega ao Tribunal penal

Internacional."

Como o estatuto foi homologado sem qualquer ressalva, tanto pelo congresso (que não adotou a técnica de interpretação proposta) quanto pelo presidente da república, restaram as incompatibilidade com a constituição acima mencionadas. A doutrina muito se tem de debatido sobre as mesmas, porém sem nenhuma solução definitiva.

O que parece ser a posição mais aceita no momento é que quando da necessidade de se atuar, relativamente ao Estatuto, no caso concreto, caso se depare com decisões relativas aos pontos inconstitucionais levantados, o Supremo Tribunal Federal possivelmente se pronunciará, e no caso de confirmar a inconstitucionalidade, o governo brasileiro não aplicará os ditos artigos, invocando subsidiariamente o próprio artigo 80 do Estatuto.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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<http://imagem.camara.gov.br/Imagem/d/pdf/DCD12ABR2002.pdf#page=247>. Acesso em

10/09/2012.

DIÁRIO DO SENADO FEDERAL, Terça feira, 28 de Maio de 2002. Página 09288.

DIÁRIO DO SENADO FEDERAL. Quinta feira, 6 de Junho de 2002 Página 10590.

ENVOLVERDE, Site da Internet. Tribunal Penal Internacional: procura-se juízes e promotor. 2011. Disponível em: <http://envolverde.com.br/noticias/tribunal-penal- internacional-procura-se-juizes-e-promotor/>. Acesso em 10/09/2012.

MARRUL, Indira. Revista Mundo e Missão – Globalização – Tribunal Penal Internacional. 2010. Disponível em: <http://www.pime.org.br/mundoemissao/globalizacaopenal.htm>. Acesso em 10/09/2012.

PINHEIRO, Aline; Com TPI, países preferem o Direito à força. 2010. Disponível em:

<http://www.conjur.com.br/2010-ago-22/haia-capital-juridica-entrevista-sylvia-steiner-juiza-

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PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, Subchefia para Assuntos Jurídicos. Decreto Presidencial Nº 4.388/02. 2002. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2002/ D4388.htm>. Acesso em 10/09/2012.

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GOMES, Luiz Flávio. Tratados Internacionais: Valor legal, Supralegal, Constitucional ou Supraconstitucional?. Revista de Direito, Volume XII, No. 15 – Ano 2009. Disponível em: < http://www.google.com.br/url?sa=t&rct=j&q=&esrc=s&frm=1&source=web&cd=1&

cad=rja&ved=0CB0QFjAA&url=http%3A%2F%2Fsare.unianhanguera.edu.br%2Findex.php

%2Frdire%2Farticle%2Fdownload%2F895%2F625&ei=6rFlUMiDMJPy8ATl9oDQAw&usg

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Demais sites consultados:

http://www.scielo.br/pdf/ea/v16n45/v16n45a12

http://www.icrc.org/por/resources/documents/misc/5yblr2.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/Corte_Penal_Internacional

http://jus.com.br/revista/texto/13746/o-estatuto-de-roma-perante-a-constituicao-da-republica-

federativa-do-brasil

http://pt.wikipedia.org/wiki/Estatuto_de_Roma

http://www.direitonet.com.br/artigos/exibir/1208/Juiza-do-Brasil-no-Tribunal-Penal-

Internacional

http://translate.google.com.br/translate?hl=pt-