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Emissões de Poluentes

A poluição atmosférica é a principal decorrência ambiental do uso de combustíveis,

embora outras formas de poluição possam também estar presentes. Por exemplo, o emprego de carvão mineral leva à geração de efluente sólido (cinzas). Ou ainda, o uso de

um sistema de limpeza dos gases de combustão em via úmida leva à geração de efluente líquido.

Nos gases efluentes de processos industriais de combustão, encontram-se vários constituintes poluentes, sendo os óxidos de nitrogênio (NOx – NO, NO 2 ), o material particulado (MP – orgânico, inorgânico) e os compostos de enxofre (SOx – SO 2 , SO 3 , H 2 SO 4 ) os mais preocupantes.

Outros, como o monóxido de carbono (CO) e os compostos orgânicos voláteis (VOC), são constituintes que em equipamentos operando em condições normais são emitidos a taxas muito pequenas, não causando qualquer dano ambiental.

Há também o dióxido de carbono (CO 2 ), cuja abordagem como “poluente” é recente e

ainda controversa, e outros derivados de combustíveis ou de equipamentos de combustão

de

emprego restrito ou específico (por exemplo, cromo na queima de resíduos de curtume

ou

óxido nitroso - N 2 O em equipamentos de leito fluidizado).

Poluição atmosférica

São considerados poluentes atmosféricos aquelas substâncias adicionadas ao ar em quantidade suficiente para produzir efeito mensurável na fauna, flora ou em materiais em geral. Os poluentes podem estar na forma de partículas sólidas, de gotas ou de gases e podem ser classificados em dois grupos:

Aqueles emitidos diretamente por uma fonte identificável – “poluentes primários”

Aqueles produzidos no ar por interação entre duas ou mais substâncias, sejam elas poluentes ou não – “poluentes secundários”.

elas poluentes ou não – “poluentes secundários”. O primários: A principal ação no homem consiste no

O

primários: A principal ação no homem consiste no ataque às vias respiratórias.

poluentes

NOx, o

MP

e

o SOx

são

O NOx, por exemplo, como o CO, reage

com a hemoglobina do sangue, reduzindo sua capacidade de transporte

de oxigênio. O gráfico da figura ilustra o

efeito do CO sobre o ser humano.

Já o Material Particulado, em particular o denominado “inalável” (diâmetro inferior a 10 micra) se aloja nas partes internas do sistema respiratório provocando lesões bastante graves.

O NOx e o SOx são também poluentes secundários, pois ambos na atmosfera dão origem aos ácidos nítrico e sulfúrico, respectivamente, que são os principais componentes da chuva ácida.

Além disso, o NOx participa de complexas reações fotoquímicas que levam à formação do chamado “smog” (“smoke” + “fog”) – atmosfera negro-amarronzada constituída de substâncias de forte ação oxidante, como o ozônio (O 3 ), por exemplo.

Na literatura especializada se encontra, em geral, a seguinte definição para “smog”:

“atmosfera resultante da exposição à luz do sol de alguns compostos orgânicos voláteis na presença de NOx”.

compostos orgânicos voláteis na presença de NOx”. Estratégias de controle da poluição atmosférica A

Estratégias de controle da poluição atmosférica

A legislação nacional vigente, em concordância com a tendência internacional, estabelece como prioritário o controle da poluição atmosférica pelos padrões de emissão de poluentes, reservando o uso de padrões de qualidade do ar como ação complementar de controle.

Na estimativa da emissão de poluentes, na realização de inventários e, com base neles, a elaboração de políticas públicas de controle da poluição ambiental é usual o emprego dos chamados fatores de emissão de poluentes.

Os padrões de qualidade do ar determinam os valores limites legais para as concentrações de poluentes no meio ambiente, sempre medidas num certo período. Em cada país, a legislação sobre a poluição do ar estabelece tais limites.

Padrões nacionais de qualidade do ar

Em cada país, a legislação sobre a poluição do ar estabelece tais limites. Padrões nacionais de

Os padrões de emissão determinam a quantidade máxima permissível de poluentes que pode ser emitida por uma determinada fonte poluidora. A legislação sobre poluição ambiental de cada país estabelece tais limites.

Padrões de emissão de poluentes nacionais para fontes fixas de combustão

de poluentes nacionais para fontes fixas de combustão Formação de óxidos de nitrogênio e técnicas de

Formação de óxidos de nitrogênio e técnicas de controle

Os óxidos de nitrogênio formados durante processos convencionais de combustão são basicamente o NO e, em escala bem menor, o NO 2 . Em processos muito particulares, outros óxidos podem estar presentes como, por exemplo, o N 2 O, formado na combustão em leito fluidizado.

O óxido nítrico (NO) pode se formar na combustão via três mecanismos:

(1) térmico (“thermal”) (“NOx térmico”) (2) combustível (“fuel”) (“NOx combustível”). (3) ativo (“prompt”). (“NOx ativo”)

NOx térmico:

O NO se forma no processo de combustão pela reação do nitrogênio do ar com oxigênio.

As principais reações que governam a formação de NO térmico, durante a combustão de

misturas ar-combustível, são dadas pelas equações de Zeldovich:

a formação de NO térmico, durante a combustão de misturas ar-combustível, são dadas pelas equações de

A velocidade do processo de formação é determinada pela reação direta (primeira

equação, acima), que se torna importante somente em condições de alta temperatura. A formação do NO térmico numa câmara de combustão, ocorre principalmente em regiões

de temperatura acima de 1800K.

Teores de O 2 mais altos na câmara contribuem pouco para o acréscimo na formação do NO térmico.

Os gráficos mostram genericamente a influência dos parâmetros temperatura e teor de O 2

na formação do NO térmico.

temperatura e teor de O 2 na formação do NO térmico. NOx combustível: O NO se

NOx combustível:

O NO se forma no processo de combustão pela reação do nitrogênio do combustível com

oxigênio. Os compostos orgânicos de nitrogênio sofrem decomposição térmica na câmara

de combustão, resultando em compostos como NH 3 , HCN, CN, NH.

Tais compostos participam de reações competitivas de oxidação e de formação de nitrogênio molecular. Portanto, a formação do NO combustível tende a ser maior nas regiões da câmara onde o teor de O 2 for mais alto.

A combustão de óleos com maior teor de nitrogênio tende a formar mais NO. Os gráficos mostram genericamente a influência dos teores de O 2 dos gases e de nitrogênio do combustível na formação do NO combustível.

a in fluência dos teores de O 2 dos gases e de nitrogênio do combustível na

NOx ativo:

O NO se forma pela reação do nitrogênio do ar com radicais hidrocarbônicos (CH 2 , CH) formados no processo de combustão. Em processos convencionais, que operam com quantidade de ar acima da estequiométrica, a formação de NO ativo não é significativa.

Técnicas de controle das emissões de NOx:

As técnicas para controle das emissões de NOx em processos de combustão industrial se

dividem em dois grupos:

As aplicadas ao processo de combustão

As aplicadas aos gases de combustão.

As primeiras, em geral, são mais atraentes do ponto de vista econômico.

A formação de NOx no processo pode ser reduzida, basicamente, por:

(1) redução dos teores de oxigênio ou nitrogênio nas regiões da câmara de combustão de alta temperatura, ou redução do tempo de residência desses elementos nessas regiões.

(2) redução das temperaturas na câmara de combustão.

Isto pode ser feito de várias formas, que vão desde;

alterações nas variáveis operacionais do processo de combustão, como;

• alterações nas variáveis operacionai s do processo de combustão, como;

redução do excesso de ar, redução da potência de operação, recirculação externa dos gases de combustão, etc.

redução do excesso de ar, redução da potência de operação, recirculação externa dos gases de combustão,

até modificações substanciais no processo, como; estagiamento no fornecimento de ar ou combustível.

Estas últimas são muito efetivas, podendo reduzir as emissões de NOx em até 70 % e são largamente empregadas em equipamentos de combustão instalados na Europa e Estados Unidos.

Estagiamento do ar de combustão:

O estagiamento do ar de combustão é feito em geral através da substituição, ou

modificação, do queimador convencional por outro especialmente projetado para o fornecimento de ar primário, secundário e, às vezes, terciário ao processo, de forma a se obter chamas constituídas de regiões com diferentes estequiometrias.

às vezes, terciário ao processo, de forma a se obter chamas constituídas de regiões com diferentes

Numa primeira região, próxima ao bocal do queimador, uma condição redutora permitirá que boa parte do nitrogênio presente no combustível seja convertido preferencialmente a nitrogênio molecular, e não a NOx.

Nas demais regiões, o aporte controlado de ar permitirá a oxidação completa dos demais elementos do combustível. Essa técnica visa, além da redução do NOx, formado devido à presença de nitrogênio no combustível (NOx combustível), a diminuição da fração do nitrogênio do ar que se converte a NOx (NOx térmico), pois leva a temperaturas, ao longo da chama, menores e mais uniformes. Tais queimadores são os chamados “low NOx burner”.

Estagiamento do combustível:

O estagiamento do combustível é feito em geral através do fornecimento de pequena

parte do combustível numa região à frente da zona principal de combustão.

Tal artifício visa basicamente reduzir a emissão de NOx pela sua conversão a nitrogênio molecular quando da sua passagem pela região onde a parcela minoritária de combustível é injetada. A imposição a essa região de uma condição redutora favorecerá

as reações do NOx presente com radicais hidrocarbônicos do combustível, resultando em

sua conversão a nitrogênio molecular.

A aplicação dessa técnica, conhecida como requeima (“reburning”), exige ainda o

fornecimento de ar suplementar ao processo, ao final da câmara de combustão, objetivando a oxidação completa do combustível.

Independente do combustível utilizado na zona principal, gás natural é o combustível comumente injetado à frente da zona principal.

comumente injetado à fr ente da zona principal. Formação de material particu lado e técnicas de

Formação de material particulado e técnicas de controle:

A formação e emissão de material particulado em processos de combustão só é relevante

na queima de combustíveis líquidos e sólidos.

Na queima de combustíveis líquidos o material sólido "arrastado" pelos gases de combustão para fora do sistema provêm de três possíveis fontes:

• material orgânico resultante da coqueificação das gotas ("coque" ou "cenosfera");

• material orgânico formado a partir de frações evaporadas das gotas ("fuligem") e

• material inorgânico presente no combustível ("cinzas").

A combustão de líquidos em caldeiras convencionais é precedida pela sua nebulização imediatamente a jusante do bocal do queimador (gotas de 10 a 100 µm). Cada gota, desprezando-se o efeito das demais, à medida que se desloca no interior da câmara de combustão e atravessa regiões de temperaturas crescentes, vai se aquecendo e se evaporando, de tal forma que vai se formando à sua volta uma camada de mistura ar primário/gases de combustão/vapor do líquido.

Num dado ponto, de temperatura e concentração da mistura adequadas, se dá a ignição da mistura gasosa. A partir daí se estabelece uma chama em torno da partícula, a qual passará a fornecer calor para que a gota continue evaporando.

Após a ignição, na medida em que a gota se evapora, entre a zona de reação (interface O 2 /combustível de alta temperatura, que se estabelece ao redor da gota) e a própria gota, parte das moléculas do combustível no estado vapor, encontrando condições propícias (alta temperatura; deficiência de O 2 ) sofrem craqueamento e polimerização simultânea, dando origem às partículas de fuligem.

Tais partículas, de diâmetro inferior a 20 Å, tendem a acompanhar as linhas de corrente no interior da câmara de combustão, sofrendo, simultaneamente, processos de oxidação, coagulação e crescimento superficial até serem emitidas, via gases de combustão, individualmente (esferóides de diâmetro inferior a 1µm), ou agregadas a inorgânicos ou a partículas de coque.

As gotas, em seu deslocamento pela câmara de combustão, vão tomando forma de cenosferas, com composição se aproximando à do coque (elevada relação C/H) e mantendo ainda relativamente altos teores de enxofre e metais.

Ao final da câmara de combustão, gotas não totalmente oxidadas, serão emitidas na forma de partículas esféricas ocas, geralmente denominadas "coque" ou "cenosfera", de diâmetro na faixa de 1 a 100 µm e em cujas cavidades poderão estar alojados fuligem e inorgânicos.

de diâmetro na faixa de 1 a 100 µm e em cujas cavidades poderão estar alojados

Quanto aos inorgânicos do combustível, são em sua maioria oxidados na chama, formando muitas vezes compostos complexos resultantes da interação de óxidos e sulfatos. Este material, na fase vapor, líquido ou sólido, é "arrastado" pelos gases de combustão indo se depositar nos feixes de tubos e nas paredes da caldeira por efeito de impacto ou de difusão, ou é emitido, em sua maioria, na forma de partículas sólidas, relativamente pequenas, muitas vezes agregadas ao material orgânico efluente do processo, denominadas genericamente de "cinzas".

Técnicas de controle das emissões de material particulado:

As técnicas para controle das emissões de material particulado em processos de

combustão industrial se dividem em dois grupos: as aplicadas ao processo de combustão

e as aplicadas aos gases de combustão.

As primeiras, em geral, são mais atraentes do ponto de vista econômico e consistem na adequação do sistema de queima e de suas condições operacionais ao uso de óleos combustíveis “pesados”.

Quanto às técnicas aplicadas aos gases de combustão, consistem na implantação de sistema de separação do Material Particulado dos gases. Há, basicamente, três

alternativas:

Precipitador eletrostático,

Bateria de ciclones

Lavador de gases.

Formação de compostos de enxofre e técnicas de controle:

No processo de combustão, o enxofre, encontrado na maioria dos combustíveis fósseis, reage com oxigênio formando o SO 2 e, em menor proporção, o SO 3 .

O SO 3 , por sua vez tende a reagir com água formando o ácido sulfúrico e com inorgânicos presentes no combustível dando origem a compostos inorgânicos complexos (sulfatos, óxidos).

A parcela do enxofre que irá formar um ou outro produto é função de uma série de fatores

porém, na média, pode-se considerar que mais do que 95 % do enxofre deixe o processo

de combustão na forma de SO 2 , 1 a 5 % como H 2 SO 4 e 1 a 3 % forme compostos inorgânicos complexos.

Na estimativa das emissões e na realização de balanços de massa e energia em processos de combustão industrial costuma se considerar que todo o enxofre do combustível é convertido a SO 2 . A parcela menor do enxofre que forma outros compostos só é considerada quando se está preocupado com corrosão das partes internas do equipamento de combustão.

A denominação genérica “SOx” é muitas vezes utilizada quando se quer referir às emissões resultantes da presença de enxofre no combustível.

Ciclones

Ciclones Lavador de Gases Lavador de Bandeja Torre de Nebulização

Lavador de Gases

Ciclones Lavador de Gases Lavador de Bandeja Torre de Nebulização

Lavador de Bandeja

Ciclones Lavador de Gases Lavador de Bandeja Torre de Nebulização

Torre de Nebulização

Lavador tipo Venturi: Nesse tipo de separador es a água entra na garganta do venturi

Lavador tipo Venturi:

Nesse tipo de separadores a água entra na garganta do venturi já nebulizada por um sistema de bocais.

A eficiência da separação é função do tamanho e trajetória das gotas, da velocidade do gás e da relação líquido gás.

Separadores Eletrostáticos:

e da relação líquido gás. Separadores Eletrostáticos: Filtros de baixa tensão: 10 a 30 kV Filtros

Filtros de baixa tensão: 10 a 30 kV Filtros de alta tensão: > 30 kV

Nesses separadores o ar é ionizado ao ser submetido a uma alta diferença de potencial entre um fio ionizador e uma placa coletora. Os íons formados depositam-se nas partículas carregando- as eletricamente (os particulados devem apresentar propriedades elétricas adequadas) e, em conseqüência, proporcionando que as partículas migrem para as placas coletoras.

el étricas adequadas) e, em conseqüência, proporcionando que as partículas migrem para as placas coletoras.

Filtros de Manga:

Filtros de Manga: O processo de filtragem é um dos mais antigos métodos de remoção de

O processo de filtragem é um dos mais antigos métodos de remoção de partículas de um fluxo gasoso, apresentando uma ampla gama de remoção de partículas.

antigos métodos de remoção de partículas de um fluxo gasoso, apresentando uma ampla gama de remoção
antigos métodos de remoção de partículas de um fluxo gasoso, apresentando uma ampla gama de remoção

Corrosão provocada por compostos de enxofre:

Em equipamentos de combustão podem ocorrer dois tipos básicos de corrosão relacionados com a presença de enxofre nos combustíveis: corrosão a alta temperatura e corrosão a baixa temperatura.

A corrosão a alta temperatura ocorre em superfícies metálicas a temperaturas acima de

400 ºC e a de baixa temperatura em superfícies metálicas a temperaturas abaixo da temperatura de orvalho de H 2 SO 4 , normalmente abaixo de 180 ºC.

Corrosão a alta temperatura: Parcela do SO 3 pode reagir com inorgânicos do óleo e formar compostos de baixo ponto de fusão, que podem se depositar nas superfícies internas dos equipamentos de combustão expostas a altas temperaturas e dar origem a um processo de corrosão. A presença de sódio e vanádio no combustível potencializa o processo. É identificada a formação de uma série de compostos formados pela combinação desses elementos com enxofre, que tendem a se depositar por impacto ou por difusão sobre a superfície metálica, na forma fundida (“slagging”) ou sinterizada (“fouling”), e atacar o ferro.

A deposição deste material no interior dos equipamentos funciona também como uma

superfície catalítica para a oxidação do SO 2 a SO 3 . Ou seja, o processo se auto alimenta:

o SO 3 dá origem aos depósitos que, por sua vez, levam a formação de mais SO 3 .

Corrosão a baixa temperatura: Parcela do SO 3 pode reagir com água, geralmente presente nos gases de combustão, e formar H 2 SO 4 . Não é identificado nos gases ácido sulfúrico puro, mas sim soluções aquosas com diferentes concentrações de H 2 SO 4 . A temperatura na qual surge a primeira gota de solução aquosa de H 2 SO 4 é a denominada “temperatura, ou ponto, de orvalho de ácido sulfúrico”. Ela pode ser calculada medindo-se os teores de SO 3 e H 2 O dos gases de combustão e empregando-se expressões empíricas, como por exemplo.

e empregando-se expressões empíricas, como por exemplo. T é a temperatura de orvalho em o C

T é a temperatura de orvalho em o C P H2O é a pressão parcial da água nos gases de combustão em Pascal P SO3 é a pressão parcial do SO 3 nos gases de combustão em Pascal

Técnicas de controle da corrosão e das emissões dos compostos de enxofre:

As técnicas para controle das emissões de SOx em processos de combustão industrial se dividem em três grupos:

Atuação no processo de combustão

Aqui um material absorvente deve reduzir o SO x formado ainda na câmara de combustão. Um exemplo é o controle aplicado na combustão em leito fluidizado. Para tanto são adicionados ao leito óxidos de metais alcalino-terrosos, como cal e dolomita, com a função de absorver o enxofre.

Prevenção tratando o combustível antes da queima.

Este processo é conhecido como dessulfurização do combustível. Este método é ideal pois previne a formação de SO x pela redução do enxofre presente no combustível antes do processo de combustão. Entretanto o processo de dessulfurização é caro e pode tornar o uso de determinado combustível inviável do ponto de vista econômico.

Limpeza do gás da combustão

Esta técnica é conhecida como dessulfurização dos produtos da queima. Este processo de dessulfurização no gases da combustão é menos dispendioso que o seu semelhante nos combustíveis. A maior parte destes processos de dessulfurização em produtos da combustão consiste naa lavagem dos produtos da combustão com um agente absorvente que contem cal, pedra calcária ou cinza alcalina.

Quanto ao controle da corrosão; A estratégia trivial para minimizar a corrosão a baixa temperatura é a de manter a temperatura das superfícies em contato com os gases de combustão acima da temperatura de orvalho de H 2 SO 4 .

Um erro muito comum no meio industrial é supor que, estando os gases de combustão a temperaturas acima da de orvalho de H 2 SO 4 , não ocorre condensação de solução ácida. O que define a condensação, bem como a sua taxa, é a temperatura da superfície em contato com os gases de combustão e não a dos gases. Se a temperatura desta superfície estiver abaixo da temperatura de orvalho de H 2 SO 4 haverá condensação e ataque ácido, mesmo que a temperatura dos gases esteja bem acima desta. Isto é particularmente importante em chaminés metálicas expostas ao meio ambiente que, submetidas a ventos e chuvas, freqüentemente atingem temperaturas, no lado em contato com gases de combustão, abaixo da temperatura de orvalho de H 2 SO 4 .

A corrosão a baixa temperatura também é reduzida pelo emprego de materiais resistentes à corrosão por

ácido sulfúrico nas regiões de temperatura abaixo do ponto de orvalho de H 2 SO 4 . Podem ser usados materiais cerâmicos ou ligas metálicas especiais, como o aço inox 316 ou ligas de alto teor de cromo, molibdênio, níquel e tungstênio.

A corrosão a alta temperatura pode também ser reduzida pelo emprego de um aditivo ao processo.

Compostos de magnésio, em geral óxidos e hidróxidos, são freqüentemente utilizados. Sua função é a de, no lugar de compostos complexos de sódio, vanádio e enxofre de baixo ponto de fusão, levar à formação na câmara de combustão de outra família de compostos, igualmente complexos, porém de alto ponto de fusão. Esta ação contribui também para a diminuição da corrosão a baixa temperatura, pois a redução dos depósitos reduz a oxidação do SO 2 a SO 3 devido à ação catalítica deles.

Dióxido de Carbono:

Resulta da oxidação completa do carbono em combustíveis hidrocarbonetos.

A presença de CO 2 na atmosfera contribui para o aquecimento global (o chamado efeito estufa). Este gás (assim como alguns outros) permitem a penetração de radiação solar, mas absorvem a radiação infravermelha vindo da terra.

Embora, incertezas pairem sobre o real papel de cada gás nesse processo, estimativas indicam que o CO 2 é responsável por cerca da metade da radiação infravermelha retida na atmosfera.

Desde a década de 1950 as concentrações na atmosfera de gases que absorvem radiação infravermelha aumentaram em muito (este fato é associado à industrialização crescente das nações).

Nas décadas de 1980 e 1990 os índices de aquecimento global se tornaram alarmantes.

Sistemas de Medição de Poluentes

Face à importância dada ao controle de processos seja devido à racionalização no uso de energia, aumento de eficiência do processo, controle das emissões atmosféricas ou preservação da integridade do equipamento, o conhecimento qualitativo e quantitativo das espécies químicas existentes nas correntes de um dado processo torna-se cada vez mais importante, sobretudo em equipamentos de grande porte.

No caso do processo de combustão industrial, a análise da composição das espécies químicas presentes nos produtos de combustão, permite avaliar o processo e equipamentos no que se refere à eficiência na conversão do combustível e às emissões atmosféricas.

A análise de gases de combustão pode ser feita de maneira contínua, utilizando

analisadores em linha ou de forma descontínua utilizando-se analisadores por

amostragem.

Os analisadores, sejam eles contínuos ou descontínuos, utilizam como princípio de detecção e medição propriedades físicas e químicas das substâncias, sendo mais ou menos seletivos para cada tipo de gás.

Princípio de detecção

Compostos comumente analisados

absorção de radiação infravermelha

CO 2 , CO, CH 4 , SO 2 , NO, C 2 H 6

absorção de radiação ultra violeta

NO 2 , SO 2

condutibilidade térmica

CO 2 , O 2 , SO 2 , H 2 , N 2

suscetibilidade magnética

O

2

quimioluminescência

NO, NO 2

eletroquímico

CO, O 2 , SO 2 , NO, NO 2

ionização de chama

C

n H n

absorção química (análise descontínua)

CO 2 , O 2 , CO

Os sistemas de análise da composição de gases podem ser compostos de dispositivo de amostragem (sondas), dispositivos para condicionamento do gás e analisador e são classificados em dois grupos denominados de sistema extrativo e sistema “in situ”.

Sistema extrativo com diluição:

gás é extraída

continuamente do fluxo de gás e é diluída com ar antes de ser enviada para os

analisadores.

No sistema extrativo de análise com diluição, uma amostra

de

A vantagem em utilizar-se sistemas extrativos com diluição reside no fato de que a

diluição condiciona a amostra às necessidades do analisador quanto a temperatura, concentração de material particulado e ponto de orvalho, adequa a concentração para a faixa do analisador disponível, aumenta a vida útil das células eletroquímicas utilizadas, etc.

Análise Orsat

Este método consiste em coletar uma amostra de gás dos produtos da combustão (gases de exaustão) e passar esta amostra através de soluções para absorver;

Dióxido de carbono;

Oxigênio

Monóxido de carbono.

de carbono; • Oxigênio • Monóxido de carbono. Soluções Químicas: Absorção de Dióxido de Carbono: 1

Soluções Químicas:

Absorção de Dióxido de Carbono: 1 parte de hidróxido de potássio e 2 partes de água destilada. Tem capacidade de absorver 20 vezes o seu volume.

Absorção de Oxigênio: 5 gramas de ácido pirogálico em pó e 100 cm 3 de hidróxido de potássio. Absorve 2 vezes o seu volume.

Absorção de Monóxido de Carbono: 25 gramas de óxido de cobre; 500 cm 3 de ácido hidroclórico comercial e aproximadamente 200 gr. de fio de cobre.

25 gramas de óxido de cobre; 500 cm 3 de ácido hidroclórico comercial e aproximadamente 200
Sistema extrativo sem diluição: O sistema de análise extrativa sem diluição extrai continuamente a amostra

Sistema extrativo sem diluição:

O sistema de análise extrativa sem diluição extrai continuamente a amostra de gás do ponto de amostragem passando-a por dispositivos como bombas, válvulas, filtros, chillers, etc, cuja finalidade é captar, transportar e condicionar a amostra no que se refere a temperatura, umidade, concentração de material particulado, etc., às condições que o analisador exige.

Este tipo de sistema apresenta em relação ao anterior, a vantagem de as concentrações dos compostos que se quer determinar serem mais elevadas exigindo menor sensibilidade dos analisadores. No entanto, sistemas como estes em geral apresentam-se mais complexos, exigindo manutenção freqüente, sobretudo nos aspectos relativos à estanqueidade, corrosão de partes metálicas e obtenção de tempos de respostas adequados.

nos aspe ctos relativos à estanqueidade, corrosão de partes metálicas e obtenção de tempos de respostas

Sistemas de análise “in situ”:

Estes sistemas utilizam analisadores nos quais o sensor é colocado diretamente em contato com o fluxo gasoso, não necessitando de condicionamento da amostra antes da análise. Estes analisadores podem ser passagem ou pontual.

Analisadores de passagem: o sensor é colocado diretamente no fluxo de gás e medem ao longo de uma seção transversal de um duto ou de uma chaminé. O opacímetro é um exemplo típico desta família de analisadores, onde o feixe de luz atravessa o fluxo de gás

e a interação da luz com as partículas existentes no gás é usada para determinar a opacidade do fluxo.

no gás é usada para determinar a opacidade do fluxo. Os analisadores de passagem podem ser

Os analisadores de passagem podem ser divididos em simples passagem ou dupla passagem.

simples passagem, o feixe de radiação atravessa o fluxo de gás encontrando o detetor que está localizado no lado oposto ao emissor do feixe.

dupla passagem, o feixe de radiação é refletido por um espelho localizado no lado oposto ao emissor e então detectado.

Analisadores pontuais: o sensor é instalado na extremidade de uma pequena sonda,

que retira o gás do ponto de amostragem e este passa pelo sensor sem ser condicionado.

A distância entre o sensor e o ponto de medição não ultrapassa poucos centímetros.

Analisadores por absorção de radiação Infravermelha:

Os analisadores de absorção de radiação na faixa do infravermelho foram desenvolvidos para monitorar moléculas heteroatômicas ou seja, moléculas que possuam mais de um elemento químico em sua constituição.

Os analisadores por absorção de radiação infravermelha são amplamente utilizados dada

a sua simplicidade e ao fato de permitirem determinar qualitativa e quantitativamente, a presença de um componente em uma mistura gasosa de dois ou mais componentes, sendo portanto seletivos e específicos em relação ao componente a ser determinado.

Bandas de absorção de radiação infravermelha para alguns gases de combustão

de radiação infravermelha para alguns gases de combustão Observa-se na tabela que alguns gases possuem bandas

Observa-se na tabela que alguns gases possuem bandas de absorção sobrepostas. Esta sobreposição pode interferir na determinação do componente desejado quando, na amostra a ser analisada há outros gases com bandas de absorção que se sobrepõem a ele.

O conhecimento qualitativo do gás que será amostrado é fundamental na especificação do analisador, uma vez que é a partir deste conhecimento que o fabricante poderá projetar adequadamente dispositivos que eliminam a interferência devido a outros gases presentes na amostra.

interferência devido a outros gases presentes na amostra. Analisadores por absorção de radiação ultravioleta

Analisadores por absorção de radiação ultravioleta (UV):

A absorção da radiação UV por uma substância provoca a excitação dos elétrons de baixa energia e elétrons desemparelhados de radicais livres.

As absorções de radiações UV por uma substância ocorrem em níveis eletrônicos e não moleculares como no caso da absorção de radiação na faixa do infravermelho.

Comparando-se os espectros de absorção no UV de algumas substâncias, com os espectros de absorção no infravermelho, verifica-se que;

Os analisadores por infravermelho são muito mais seletivos que os por UV,

Porém, a sensibilidade dos UV é da ordem de 10 vezes maior que a dos detetores por infravermelho.

A taxa de absorção de radiação UV pela amostra segue a Lei de Lambert-Beér.

de radiação UV pel a amostra segue a Lei de Lambert-Beér. E 2 .Energia do feixe

E 2 .Energia do feixe de radiação após atravessar a amostra E 1 . Energia do feixe de radiação antes de atravessar a amostra

K 1 Coeficiente de absorção; função da amostra e da radiação incidente

L

Distância percorrida pelo feixe de radiação na amostra

c

Concentração

Os elementos básicos de um analisador UV são: fonte, célula de análise, filtros óticos, detetor e indicador.

A

determinação da concentração é feita medindo-se a energia que incide no detetor após

o

feixe de radiação atravessar a amostra. O filtro permite a seleção do comprimento de

onda no qual a substância a ser analisada absorva o máximo de radiação e as outras

substâncias presentes nada absorvam.

Nos analisadores UV a fonte exerce um papel fundamental, pois além de gerar o feixe de radiação também tem função seletiva, na medida em que cada uma proporciona um espectro de emissão particular.

As fontes de UV são lâmpadas divididas em 2 categorias: as de espectro largo (lâmpada de tungstênio) e as de linhas espectrais (lâmpada de vapor de mercúrio).

largo (lâmpada de tungstênio) e as de linhas espectr ais (lâmpada de vapor de mercúrio). Feixe

Feixe simples

largo (lâmpada de tungstênio) e as de linhas espectr ais (lâmpada de vapor de mercúrio). Feixe

Feixe duplo

Método Quimioluminescente:

Luminescência é o fenômeno caracterizado pela emissão de luz de uma molécula que estava no seu estado excitado. Existem três tipos de luminescência que são utilizadas em análise de gases quais sejam: a fotoluminescência normalmente conhecida como fluorescência, a quimioluminescência e a fotometria de chama.

A quimioluminescência é amplamente utilizada para determinar a concentração dos

óxidos de nitrogênio nos gases de combustão.

Este princípio aplicado à determinação do óxido de nitrogênio (NO) é baseado na reação do (NO) com o ozônio (O 3 ) produzindo dióxido de nitrogênio (NO 2 ) e oxigênio (O 2 ). Uma parcela das moléculas de NO 2 produzidas está, inicialmente no estado eletronicamente excitado (NO 2 ). Estas moléculas são imediatamente revertidas ao estado fundamental emitindo fótons. Esta emissão é detectada por um fotodetetor, cuja intensidade é diretamente proporcional a concentração de NO na amostra.

O método de quimioluminescência possui grande sensibilidade para a determinação de

NOx porém, apresenta alguns problemas quanto à interferência de outros componentes

na amostra.

quanto à interferênc ia de outros componentes na amostra. Método Paramagnético: Este método é amplamente utilizado

Método Paramagnético:

Este método é amplamente utilizado para medir a concentração de oxigênio em fluxos gasosos podendo ser utilizado somente em sistemas de amostragem extrativos. Ele usa uma propriedade específica do oxigênio que é sua alta suscetibilidade a um campo magnético. Esta alta suscetibilidade magnética do oxigênio faz com que ele seja fortemente atraído por um campo magnético quando exposto ao mesmo. Entende-se por suscetibilidade magnética a capacidade de magnetização que uma substância apresenta sob o efeito de um campo magnético indutor.