Sei sulla pagina 1di 33

ASMAASMA NA INFÂNCIA

Introdução

ASMAASMA

Doença crônica mais comum infância

Prevalência tem aumentado ultimas décadas

Interferência na vida da criança/adolescente e da família

ASMAASMA

Epidemiologia

3ª causa de internação (350.000-SUS) - custos =100 milhões de reais/ano (3º maior valor gasto)

Responsável 16% atendimentos no PS

Prevalência – 20% ( ISAAC)

Maior áreas urbanas e industrializadas

Incidência > meninos na 1° infância

Epidemiologia

ASMAASMA

Fatores de risco para Asma

Infecções virais agudas

Exposição a alérgenos

Natureza hereditária

• Exposição a alérgenos • Natureza hereditária Risco Asma no descendente • Ambos genitores – até

Risco Asma no descendente

Ambos genitores – até 70%

Um dos genitores – 20 a 40%

Um dos irmãos afetado — 25 a 35%

História familiar de atopia — 10 a 15%

ASMAASMA

Definição:

é

uma

caracterizada por:

doença

inflamatória

crônica

Hiper-responsividade das vias aéreas inferiores

Limitação

variável

ao

fluxo

aéreo,

reversível

espontaneamente ou com tratamento

Manifesta-se clinicamente por episódios recorrentes de sibilância, dispnéia, aperto no peito e tosse.

Resulta da interação entre genética, exposição ambiental e outros fatores específicos
Resulta da interação entre genética, exposição ambiental
e outros fatores específicos

ASMAASMA

PatologiaPatologia ee PatogeniaPatogenia

Substrato anatomo-patológico Inflamação crônica Resultante de interações complexas entre células inflamatórias, mediadores, células estruturais das vias aéreas.

Resposta inflamatória eosinófilos – mastócitos – linfócitos – responsáveis pelo início e manutenção do processo inflamatório

ASMAASMA

PatologiaPatologia ee PatogeniaPatogenia

Resultando em:

Hiper-responsividade do músculo liso

Alteração da permeabilidade vascular – edema

Obstrução ao fluxo aéreo

Alteração função muco-ciliar – Hipersecreção de muco

Lesão epitelial – Remodelamento das pequenas vias aéreas

ASMAASMA

PatologiaPatologia ee PatogeniaPatogenia

ASMA ASMA Patologia Patologia e e Patogenia Patogenia

ASMAASMA

QuadroQuadro ClClííniconico

Dispnéia, tosse crônica, sibilância, aperto no peito ou desconforto torácico (noite, 1ªs hs da manhã)

Sintomas episódicos

Melhora espontânea ou com uso de broncodilatadores ou antiinflamatórios hormonais

Fatores Precipitantes ou agravantes

Alérgenos – Aeroalérgenos

Irritantes químicos

Mudanças de Condições Climáticas

Infecções

Rinossinusite

ASMAASMA

Fatores Precipitantes ou agravantes

Refluxo Gastresofágico

Drogas e Corantes

Endócrinos

Gastresofágico • Drogas e Corantes • Endócrinos • Psicossociais Outras formas clínicas de Asma • Asma

Psicossociais

Outras formas clínicas de Asma

Asma Noturna

Asma Induzida por Exercício

ASMAASMA

Diagnóstico Clínico

Anamnese Caracterizar os episódios de obstrução respiratória – Período intercrise – Interferência na atividade da criança – tratamento realizado - resposta terapêutica – Fatores agravantes – Antecedentes – Ambiente Físico

Exame Físico Peso – Estatura – Ritmo e FC – PA – FR ( < 2 m < 60/min; 2 – 11m <50/min; 1 a 4anos <40/min; > 5 anos < 30/min)

– Sinais de processo alérgico

– Tórax – diâm. AP / Deformidades

– AP – Normal – Sibilos ou estertores – MV desigual

ASMAASMA

Diagnóstico Funcional

Provas Funcionais

Monitorizar evolução e resposta ao tratamento

Combinadas à exercícios e drogas- Valor diagnóstico quadro atípico

Espirometria:

Avaliar volumes pulmonares totais (CVF, VEF1)

Obstrução das vias aéreas – redução do VEF1

Obstrução ao fluxo aéreo que desaparece ou melhora significativamente após uso de broncodilatador;

Aumentos espontâneos do VEF1 no decorrer do tempo ou após uso de corticosteróides.

ASMAASMA

Diagnóstico Funcional

Pico de Fluxo Expiratório (PFE)

Documentar Obstrução variável do fluxo aéreo (ambulatório, PS, Casa) evolução e eficácia do tratamento

Esforço dependente

Menos sensível VEF1

Indicativo de asma: aumento 30% no PFE, 15 minutos após uso de broncodilatador de curta duração.

ASMAASMA

Diagnóstico da Alergia

Testes cutâneos: Punctura – Prick Teste

Extratos biologicamente Padronizados

Correlação entre o alérgeno – sintoma

Resultados Falsos + elevados

< 2 anos – > resultados falso-negativos

Dosagem Sérica de IGE específica – RAST

Complementa e confirma teste cutâneo

Dosagem de IGE sérica

Elevada – sugere processo alérgico

Elevado em outras condições

Normal – Não afasta Asma

Diagnóstico

ASMAASMA

Exames Complementares

Auxiliar Diagnóstico Diferencial

RX Tórax PA e Perfil Hemograma PPD crianças sem BCG ID PPF RX ou CT Seios da Face Refluxo GE

ASMAASMA

Diagnóstico Diferencial

Rinite

Hipertrofia Adenoidiana

Atresia de Coana

Bronquiectasias

Broncodisplasia

DPOC

Fibrose Cística

Infecções Virais e Bacterianas

Fístula Traqueoesofágica

Massas Mediastinais

Refluxo GE/Incoordenação

Síndrome de Loeffler

Laringotraqueomalácia

Epiglotite

Enfisema Lobar Cong.

Bronquiolite Viral Aguda

Aspiração de CE

Insuficiência cardíaca

Classificação

ASMAASMA

 

Intermitente

Persistente leve 25 a 30%

Persistente moderada 25 a 30%

Persistente grave 5 a 10%

60%

Sintomas

< 1 vez / semana

> 1 vez / semana e < 1 vez/dia

Diários, mas não contínuos

Diários

contínuos

Atividade

Em geral normal (falta ocasional)

Limitação para grandes esforços

Prejudicada Algumas faltas na escola. Sintomas com exercício moderado

Limitação diária Falta freq. à escola. Sint. com exercício leve

Crises

Ocasionais Controladas com

Infrequentes

Freqüentes Idas na emergência, CO/ internação

Freqüentes-

Algumas

graves

B2

requerem

CO/

corticóide

internação

 

Intermitente

Persistente

Persistente

Persistente grave

60%

moderada

leve 25 a 30%

25

a 30%

5 a 10%

Sintomas

Raros <2 vezes / mês

Ocasionais > 2 vezes/ mês e < 1 x /semana

Comuns > 1 vez / semana

Quase diários > 2 vezes/ semana

noturnos

B2 para

< 1 vez /semana

 

> 2 vezes / semana e 2 vezes dia

> 2 vezes / dia

alívio

< 2 vezes / semana

PFE ou VEF1 nas consultas

Pré-B2 > 80% previsto

Pré-B2

Pré-B2

Pré-B2 < 60

80 % do previsto

60

- 80 %

% previsto

   

previsto

Tratamento

Objetivos

ASMAASMA

Controlar sintomas

Prevenir limitação crônica ao fluxo aéreo

Permitir atividades normais

Manter função pulmonar normal ou melhor possível

Evitar crises, idas a emergência e hospitalizações

Minimizar efeitos adversos da medicação

Prevenir a morte

Tratamento

ASMAASMA

Abordagem Geral do Tratamento da ASMA
Abordagem Geral do
Tratamento da ASMA

ASMAASMA

Tratamento Farmacológico

Broncodilatadores

B2 - agonistas de curta duração Salbutamol, Terbutalina e Fenoterol

longa duração Salmeterol, Formoterol e Bambuterol

Efeitos Colaterais: Tremor, Taquicardia, Hipocalemia

ASMAASMA

Tratamento Farmacológico

Anticolinérgicos

Redução do tônus vagal colinérgico extrínseco das

Brometo de Ipratrópio Possui início lento de ação com efeito máximo entre 30 minutos e 1 hora

vias aéreas.

Ação BD inferior ao B2-agonista

Asma grave – Efeito adicional ao B2-agonista

Reduz produção excessiva de secreção e edema

ASMAASMA

Tratamento Farmacológico Xantinas

Teofilina – Aminofilina

Broncodilatadores de baixa potência e elevado risco de efeitos colaterais

Aminofilina é uma opção secundária de broncodilatador para

alívio imediato dos

sintomas

Reservada para casos hospitalizados

Teofilina de Liberação lenta – Tratamento de manutenção - controlar e evitar exacerbações. Asma noturna (Controle é inferior aos β2 longa duração).

ASMAASMA

Tratamento Farmacológico Corticosteróide Inalatório (CI):

Droga de escolha no tratamento de

Persistente – Máxima potencia tópica e mínima biodisponibilidade

Reduzem o numero e ativação das células inflamatórias e a HR das VAs

Oferecem melhor relação risco/benefício p/ controle asma persistente. Tem sido associada à redução da mortalidade e das hospitalizações

manutenção da Asma

Flunisolida = Triamcinolona < beclometasona < Budesonida < fluticasona
Flunisolida = Triamcinolona < beclometasona
< Budesonida < fluticasona

Efeitos

Broncoconstrição

Colaterais:Candidiase

oral;

Disfonia;

Rouquidão;

ASMAASMA

Tratamento Farmacológico

Corticosteróide Sistêmico (CO):

Predinisona ou Predinisolona – 1 a 2 mg/kg/DU

Essencial nas exacerbações e resposta não satisfatória ao BDs

Usado precocemente e preferencialmente VO

Dias alternados (manutenção) reduz os EC

Asma Persistente Grave não estabilizada c/ outras drogas

Efeitos Colaterais: Supressão do eixo H-H-A; Osteoporose; Aumento Apetite e Peso; HAS; Úlcera Gástrica; Diabetes Melito; Labilidade Emocional.

ASMAASMA

Tratamento Farmacológico

Cromonas: tratamento manutenção

Bloqueiam os canais de cloro da membrana celular – evitar degranulação mastócitos

Não possuem qualidade BD direta, podem facilitar ação BD dos B2 – agonistas

Modesta redução HR Brônquica

Cromoglicato de sódio – administrada 4x/dia

ASMAASMA

Tratamento Farmacológico

Antagonistas dos Leucotrienos

Bloqueiam a síntese ou as interações com os receptores dos leucotrienos

Tem efeito broncodilatador modesto, lento e inferior ao B2 – agonista

Efeito Antiinflamatório – Reduzem HRB com uso prolongado

Efeito Protetor BC induzida por exercício

Montelucaste e Zafirlucaste

Efeitos

enzimas hepáticas

colaterais:

leves

(cefaléia,dispnéia,

exantema,

Tratamento

Imunoterapia

ASMAASMA

Asma atópica – IGE específica aumentada e testes cutâneos +

Confiabilidade dos extratos disponíveis Não indicada crianças < 5 anos Realizado fora da crise Avaliar relação custo/benefício

Tratamento

ASMAASMA

Etapas do tratamento da Asma

Tratamento ASMA ASMA Etapas do tratamento da Asma

ASMAASMA

Tratamento da crise

Baseado na clinica Até 3 doses de β2 agonista (berotec - 1gota para cada 3kg/ diluir em 3 a 5 ml de SF) a cada 10 a 20 min. + O2 3l/min Sat < 95%

β 2 agonista (berotec - 1gota para cada 3kg/ diluir em 3 a 5 ml de

Boa Resposta Alta com β2 inalatório cada 4hs Por 48 hs + Prednisona ou Prednisolona 1mg/kg/ dose no PS e em casa por 3 a 7 dias

Resposta Parcial β2 I cada 30 a 60 min até 4hs + BI + Prednisona

Resposta Ausente Manter no PS + β2 cada 20/30 min. até 4hs. Associar BI e/ou
Resposta Ausente
Manter
no
PS
+
β2 cada 20/30 min. até 4hs.
Associar
BI
e/ou
Xantina
+
corticóide
EV
(Metilprednisolona ou Hidrocortisona)

ASMAASMA

Acompanhamento do paciente asmático

Asma Persistente

Avaliar regularmente

Moderada e GraveAtenção especial ao crescimento (P/E); Função Pulm.( PEF1); Espirometria; Densitometria Óssea; exame oftalmológico anualmente

Encaminhar ao especialista: dúvida no diagnóstico; asma de difícil controle (persistente moderada e grave); pobre adesão ao tratamento; entidades clinicas complicando a asma

ASMAASMA

Tratamento Não-Farmacológico

Higiene ambiental

Dieta sem restrições, evitar corantes

Atividade física sem restrições ou preferências

Fisioterapia respiratória

Abordagem psicológica

Educação: profissionais da saúde e os asmáticos

ASMAASMA

CONCLUSÃOCONCLUSÃO

Muitas crianças com asma ainda estão sem tratamento adequado com CI, por medo e desconhecimento destes medicamentos por parte de muitos pediatras, mantendo a doença ainda sem controle.

Maior

desafio

da

asma

é

o

controle

do

ambiente

físico,

mudanças

de

comportamento e hábitos e a adesão do paciente ao tratamento prolongado