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CADERNO DE QUESTÕES Obra: Direito Constitucional Autor: Marcelo Novelino

CADERNO DE QUESTÕES Obra: Direito Constitucional Autor: Marcelo Novelino

TÍTULO I – TEORIA DA CONSTITUIÇÃO

DA CONSTITUIÇÃO

1. (Advogado/IRB – 2006) Sobre princípios constitucionais, princípios constitucionais do trabalho, hermenêutica constitucional, classificação das normas constitucionais e tipos de constituição, assinale a única opção correta.

a) Segundo a doutrina, os princípios político-constitucionais são materializados sob a

forma de normas-princípio, as quais, freqüentemente, são desdobramentos dos denominados princípios fundamentais.

b) Por ser um direito fundamental do trabalhador, o princípio da irredutibilidade

salarial não admite exceções.

c) Segundo a doutrina, na interpretação restritiva de uma norma constitucional, o

intérprete deve restringir o domínio normativo atingido pela efetividade da norma para

adequá-lo ao programa normativo.

d) Uma norma constitucional classificada quanto à sua aplicabilidade como uma

norma constitucional de eficácia contida não possui como característica a

aplicabilidade imediata.

e) Uma constituição é classificada como popular, quanto à origem, quando se origina

de um órgão constituinte composto de representantes do povo.

2. (Analista Judiciário/CE – 2006) Sobre a classificação das Constituições e o Sistema Constitucional vigente, assinale a única opção correta.

a) A Constituição Federal de 1988 é considerada, em relação à estabilidade, como

semi-rígida, na medida em que a sua alteração exige um processo legislativo especial.

b) No que se refere à origem, a Constituição Federal de 1988 é considerada

outorgada, haja vista ser proveniente de um órgão constituinte composto de representantes eleitos pelo povo.

c) A constituição escrita apresenta-se como um conjunto de regras sistematizadas

em um único documento. A existência de outras normas com status constitucional, per se, não é capaz de descaracterizar essa condição.

d) As constituições dogmáticas, como é o caso da Constituição Federal de 1988, são

sempre escritas, e apresentam, de forma sistematizada, os princípios e idéias fundamentais da teoria política e do direito dominante à época.

e) Nas constituições materiais, como é o caso da Constituição Federal de 1988, as

matérias inseridas no documento escrito, mesmo aquelas não consideradas “essencialmente constitucionais”, possuem status constitucional.

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3. (Defensor Público/SP – 2006) O termo “Constituição” comporta uma série de

significados e sentidos.

Assinale a alternativa que associa corretamente frase, autor e sentido.

a) Todos os países possuem, possuíram sempre, em todos os momentos da sua

história uma constituição real e efetiva. Carl Schmitt. Sentido político.

b) Constituição significa, essencialmente, decisão política fundamental, ou seja,

concreta decisão de conjunto sobre o modo e a forma de existência política. Ferdinand Lassalle. Sentido político.

c) Constituição é a norma fundamental hipotética e lei nacional no seu mais alto grau

na forma de documento solene e que somente pode ser alterada observando-se certas prescrições especiais. Jean Jacques Rousseau. Sentido lógico-jurídico.

d) A verdadeira Constituição de um país somente tem por base os fatores reais do

poder que naquele país vigem e as constituições escritas não têm valor nem são

duráveis a não ser que exprimam fielmente os fatores do poder que imperam na realidade. Ferdinand Lassalle. Sentido sociológico. e) Todas as constituições pretendem, implícita ou explicitamente, conformar globalmente o político. Há uma intenção atuante e conformadora do direito constitucional que vincula o legislador. Jorge Miranda. Sentido dirigente.

4. (Procurador do Estado/AP – 2006) Acerca do direito constitucional brasileiro

e de sua história, julgue o item a seguir. 4.1) A Constituição brasileira de 1946 era semi-rígida porque continha algumas normas que poderiam ser alteradas por emendas constitucionais e outras que, por serem cláusulas pétreas, eram insuscetíveis de alteração por ato do poder constituinte derivado.

5. (Juiz Federal 1. a Região – 2002) Por permitirem distinguir as diferentes espécies de instituições e fatos do mesmo gênero, as classificações são muito utilizadas pelos cientistas para fins didáticos. Assim é que as Constituições têm sido classificadas de várias formas, com a utilização de diferentes critérios. Algumas dessas classificações são úteis, enquanto outras não oferecem serventia. Entre as principais classificações de Constituições encontram-se aquelas cujos critérios são os da origem, mutabilidade, forma e conteúdo. De acordo com tais critérios, a Constituição de 1988 é, respectivamente:

a) promulgada, rígida, dogmática e formal.

b) votada, rígida, histórica e material.

c) outorgada, semiflexível, escrita e formal.

d) promulgada, rígida, costumeira e material.

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6.

(Juiz Federal 1.a Região – 2002) Diz-se Constituição inorgânica:

a)

a chamada Constituição municipal.

b)

a Constituição nominal.

c)

a Constituição costumeira ou não escrita.

d)

a Constituição dispersa.

7.

(Juiz Federal/TRF 1.ª Região – 2004) Ao conjunto de normas legislativas, que

se distinguem das não-constitucionais em razão de serem produzidas por um progresso legislativo mais dificultoso, mais árduo e mais solene, designa-se:

a)

Constituição em sentido amplo.

b)

Constituição em sentido material.

c)

Constituição em sentido formal.

d)

Constituição em sentido estrito.

8.

(OAB/MG – 2004) Assinale a afirmativa CORRETA.

a)

As constituições que se originam de um órgão composto de representantes do

povo, eleitos para o fim de as elaborar e estabelecer, são denominadas de históricas.

b) Constituição rígida é aquela cuja reforma só é possível por novo poder constituinte

originário.

c) As constituições outorgadas são aquelas que nascem de uma assembléia nacional

constituinte, eleita com o fito de elaborar um novo texto constitucional.

d) As constituições escritas são aquelas cujas normas se acham em um ou vários

documentos textuais.

9. (OAB/SP – 125.º) A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988

pode ser considerada

a) rígida, por ser seu processo de alteração mais dificultoso que o de elaboração das

demais espécies normativas, e formal, por constar de documento escrito

solenemente aprovado pelo Poder Constituinte.

b) rígida, por ser imutável, e outorgada, por ter sido elaborada com a participação

popular.

c) flexível, por ser passível de alteração, e formal, por prever forma específica para a

sua modificação.

d) flexível, por ser passível de alteração, e outorgada, por ter sido elaborada sem a

participação popular.

10. (Analista Judiciário TRT-3ª Região – 2005) A supremacia constitucional é atributo típico das Constituições

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a) escritas, quando forem rígidas.

b) dogmáticas, mesmo quando forem não-escritas.

c) históricas, quando forem dogmáticas.

d) dirigentes, mesmo quando forem flexíveis.

e) rígidas, mesmo quando forem históricas.

11. (ESAF/Auditor Fiscal da Receita Federal 2003) Assinale a opção correta.

a) A norma constitucional programática, porque somente delineia programa de ação

para os poderes públicos, não é considerada norma jurídica.

b) Chama-se norma constitucional de eficácia limitada aquela emenda à Constituição

que já foi votada e aprovada no Congresso Nacional, mas ainda não entrou em vigor, por não ter sido promulgada.

c) Somente o Supremo Tribunal Federal – STF está juridicamente autorizado para

interpretar a Constituição.

d) Da

Constituição escrita, dogmática, promulgada e rígida. e) Os princípios da Constituição que se classificam como cláusulas pétreas são hierarquicamente superiores às demais normas concebidas pelo poder constituinte originário.

de

Constituição

em

vigor

pode

ser

dito

que

corresponde

ao

modelo

INTERPRETAÇÃO E APLICAÇÃO DA CONSTITUIÇÃO

12. (Ministério Público/TO – 2006) Com respeito à interpretação e à aplicabilidade das normas constitucionais, assinale a opção correta.

a) A

determinado ordenamento jurídico, consiste, essencialmente, em supremacia formal.

b) No direito constitucional brasileiro, ocorre repristinação quando o Supremo

Tribunal Federal (STF) julga inconstitucional uma norma que revogara outra, por ser

a norma revogada incompatível com a revogadora.

c) O direito brasileiro aceita a vacatio legis, mas não admite a vacatio constitutionis.

d) A jurisprudência do STF não admite a tese da possibilidade de normas

constitucionais inconstitucionais. Isso significa que, se o intérprete da constituição se deparar com duas ou mais normas aparentemente contraditórias, caber-lhe-á compatibilizá-las, de modo a que ambas continuem a considerar-se vigentes.

em

supremacia

das

normas

constitucionais

relativamente

às

demais,

13. (Procurador Federal/AGU – 2007) Um partido político ajuizou ação direta de inconstitucionalidade devido à omissão da expressão “sob a proteção de

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Deus” do preâmbulo da Constituição de determinado estado da Federação. Para tanto, o partido alegou que o preâmbulo da CF é um ato normativo de supremo princípio básico com conteúdo programático e de absorção compulsória pelos estados, que o seu preâmbulo integra o texto constitucional e que suas disposições têm verdadeiro valor jurídico. A partir dessa situação hipotética, julgue os próximos itens.

13.1) A invocação a Deus, presente no preâmbulo da CF, reflete um sentimento religioso, o que não enfraquece o fato de o Estado brasileiro ser laico, ou seja, um Estado em que há liberdade de consciência e de crença, onde ninguém é privado de direitos por motivo de crença religiosa ou convicção filosófica. 13.2) O preâmbulo constitucional possui destacada relevância jurídica, situando-se no âmbito do direito e não simplesmente no domínio da política. 13.3) O preâmbulo da CF é norma central de reprodução obrigatória na Constituição do referido estado-membro.

14. (Procurador Federal/AGU – 2007) Quanto à hermenêutica constitucional, julgue os itens seguintes.

14.1) O princípio da unidade da CF, como princípio interpretativo, prevê que esta deve ser interpretada de forma a se evitarem contradições, antinomias ou antagonismos entre suas normas. 14.2) Não existe relação hierárquica fixa entre os diversos critérios de interpretação da CF, pois todos os métodos conhecidos conduzem sempre a um resultado possível, nunca a um resultado que seja o unicamente correto. Essa pluralidade de métodos se converte em veículo da liberdade do juiz, mas essa liberdade é objetivamente vinculada, pois não pode o intérprete partir de resultados preconcebidos e, na tentativa de legitimá-los, moldar a norma aos seus preconceitos, mediante a utilização de uma pseudo-argumentação. 14.3) As correntes interpretativistas defendem a possibilidade e a necessidade de os juízes invocarem e aplicarem valores e princípios substantivos, como princípios de liberdade e justiça, contra atos de responsabilidade do Poder Legislativo que não estejam em conformidade com o projeto da CF. As posições não-interpretativistas, por outro lado, consideram que os juízes, ao interpretarem a CF, devem limitar-se a captar o sentido dos preceitos nela expressos ou, pelo menos, nela claramente explícitos.

15. (Procurador Municipal/Vitória – 2007) Julgue os itens que se seguem, acerca da aplicabilidade das normas constitucionais.

15.1) O processo de desmembramento de municípios, conforme a Emenda

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Constitucional n.º 15/1996, ficou com sua implementação sujeita à disciplina de lei complementar no que diz respeito ao estudo de viabilidade municipal. Contudo, a referida emenda produziu, desde sua promulgação, pelo menos a eficácia negativa de revogar as regras preexistentes que lhe eram contrárias. Tal fenômeno é condizente com a doutrina das normas constitucionais de eficácia limitada.

15.2) Os chamados remédios constitucionais são, em regra, normas constitucionais de aplicabilidade imediata e de eficácia plena, ou seja, normas que não dependem de regulamentação legislativa posterior para a produção de efeitos.

15.3) Os direitos fundamentais sociais de cunho prestacional, quando eminentemente programáticos, não produzem nenhum efeito jurídico.

15.4) As normas constitucionais em que há regulação suficientemente realizada pelo constituinte, mas que abrem oportunidade a que o legislador ordinário restrinja os seus efeitos, são denominadas de normas de eficácia contida.

16. (Juiz Federal/TRF 5.ª Região – 2006) No que diz respeito à teoria geral do direito constitucional e da hermenêutica constitucional, julgue os itens seguintes.

16.1) República e Federação são conceitos relacionados a forma de estado e forma de governo, respectivamente.

16.2) Denomina-se mutação constitucional a mudança constitucional sem mudança de texto.

17. (Administrador/ENAP – 2007) Sobre Teoria Geral do Estado e da Constituição; Poderes do Estado; Supremacia da Constituição e tipos de Constituição, assinale a única opção correta.

a) Na concepção sociológica, defendida por Ferdinand Lassalle, a Constituição seria o resultado de uma lenta formação histórica, do lento evoluir das tradições, dos fatos sócio-políticos, que se cristalizam como normas fundamentais da organização de determinado Estado.

b) Da autoprimazia normativa, característica da norma constitucional, decorre o

princípio da conformidade, segundo o qual nenhum ato do poder político – legislativo, executivo ou judiciário – pode ser praticado em desacordo com as normas e princípios constitucionais.

c) Constituições rígidas são as que possuem cláusulas pétreas, que não podem ser modificadas pelo poder constituinte derivado.

d) As

aquelas

sistematizadas e apresentadas em um texto único.

constituições

classificadas

quanto

à

forma

como

legais

são

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e) Segundo a doutrina, são características das constituições concisas: a menor

estabilidade do arcabouço constitucional e a maior dificuldade de adaptação do

conteúdo constitucional.

18. (Analista de Controle Externo/TCU – 2006) Sobre poder constituinte, interpretação constitucional e emendas constitucionais, assinale a assertiva correta.

a) Para o positivismo jurídico, o poder constituinte originário tem natureza jurídica,

sendo um poder de direito, uma vez que traz em si o gérmen da ordem jurídica.

b) Segundo a doutrina majoritária, no caso brasileiro, não há vedação à alteração do

processo legislativo das emendas constitucionais, pelo poder constituinte derivado, uma vez que a matéria não se enquadra entre as hipóteses que constituem as cláusulas pétreas estabelecidas pelo constituinte originári0o.

c) Na aplicação do princípio da interpretação das leis em conformidade com a

Constituição, o intérprete deve considerar, no ato de interpretação, o princípio da prevalência da constituição e o princípio da conservação das normas.

d) Quando o intérprete, na resolução dos problemas jurídico-constitucionais, dá

primazia aos critérios que favoreçam a integração política e social e o reforço da

unidade política, pode-se afirmar que, no trabalho hermenêutico, ele fez uso do princípio da conformidade funcional.

e) A matéria constante de proposta de emenda à Constituição rejeitada só poderá ser

objeto de uma nova proposta, na mesma legislatura, se tiver o apoiamento de três quintos dos membros de qualquer das Casas.

19. (Procurador da Fazenda Nacional – 2006) Considerando o Direito Brasileiro, assinale a opção correta, no que diz respeito às conseqüências da ação do poder constituinte originário.

a) Uma lei federal sobre assunto que a nova Constituição entrega à competência

privativa dos Municípios fica imediatamente revogada com o advento da nova Carta.

b) Uma lei que fere o processo legislativo previsto na Constituição sob cuja regência

foi editada, mas que, até o advento da nova Constituição, nunca fora objeto de controle de constitucionalidade, não é considerada recebida por esta, mesmo que com ela guarde plena compatibilidade material e esteja de acordo com o novo processo legislativo.

c) Para que a lei anterior à Constituição seja recebida pelo novo Texto Magno, é

mister que seja compatível com este, tanto do ponto de vista da forma legislativa como do conteúdo dos seus preceitos.

d) Normas não recebidas pela nova Constituição são consideradas, ordinariamente,

como sofrendo de inconstitucionalidade superveniente.

pela nova Constituição são consideradas, ordinariamente, como sofrendo de inconstitucionalidade superveniente.
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e) A Doutrina majoritária e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal convergem

para afirmar que normas da Constituição anterior ao novo diploma constitucional, que

com este não sejam materialmente incompatíveis, são recebidas como normas infraconstitucionais.

20. (OAB/RJ 33.º – CESPE) Sobre a mutação constitucional, assinale a opção correta.

a) Trata-se de fenômeno de alteração da Constituição sem que se tenha alterado seu

texto.

b) É o fenômeno de modificação da Constituição promovido pelas emendas à

Constituição.

c) É o fenômeno ocorrido quando uma nova ordem constitucional substitui uma

Constituição.

d) É a incorporação de norma infraconstitucional no rol das normas constitucionais

mediante de decisões específicas do STF.

21.

(OAB/Nacional

CESPE

2007.I)

No

que

concerne

à

hermenêutica

e

à

aplicação das normas constitucionais, assinale a opção correta.

 

a)

Denomina-se

mutação

constitucional

o

processo

formal

de

alteração

da

Constituição por meio das técnicas de revisão e reforma constitucional.

b) Quando uma norma infraconstitucional contar com mais de uma interpretação

possível, uma, no mínimo, pela constitucionalidade e outra ou outras pela inconstitucionalidade, adota-se a técnica da interpretação conforme para, sem redução do texto, escolher aquela ou aquelas que melhor se conforme(m) à Constituição, afastando-se, conseqüentemente, as demais.

c) Ao contrário da norma de eficácia plena, a norma constitucional de eficácia contida

é aquela que já contém todos os elementos necessários para a sua aplicação imediata, não admitindo qualquer normatividade ulterior, seja para aumentar a sua eficácia, seja para restringi-la.

d) A norma constitucional que preceitua como objetivos da República Federativa do

Brasil erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais é enquadrada como norma constitucional de eficácia plena.

22.

(OAB/CESPE

2006.III)

 

Com

relação

à

interpretação

e

à

aplicação

da

Constituição, assinale a opção correta.

 

a)

No

sistema

constitucional

brasileiro,

não

se

admite

a

declaração

de

inconstitucionalidade de lei sem redução de texto.

 

b)

No

sistema

brasileiro,

a

existência

de

hierarquia

entre

normas

da

própria

Constituição

permite

a

declaração

da

inconstitucionalidade

de

uma

norma

da

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Constituição por violação a outra nela também prevista.

c) Na hipótese de o Estado não produzir os atos legislativos e administrativos

necessários à efetivação de direitos constitucionais, é possível exigir a sua ação positiva com fundamento no princípio da supremacia da Constituição.

d) No sistema brasileiro, não se admite a declaração de inconstitucionalidade de

proposta de emenda constitucional que tenha por objeto a abolição de normas e

princípios nela previstos, qualquer que seja a matéria.

23. (OAB/CESPE 2006.II) O parágrafo único do art. 4.º da Constituição da República estabelece que “A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações”. Esse dispositivo constitucional constitui um(a)

a) regra de eficácia limitada, uma vez que a sua aplicabilidade depende da edição de

normas de caráter infraconstitucional.

b) princípio de eficácia contida, porque os comandos constitucionais somente se

concretizam mediante a própria edição das normas infraconstitucionais a que se

referem.

c) norma programática, que estabelece para o Estado o dever de envidar esforços

para concretizar os seus preceitos.

d) dispositivo normativo auto-aplicável, por força da regra constitucional que atribui

eficácia imediata a todos os princípios constitucionais.

24. (OAB/CESPE 2006.I) De acordo com a dogmática constitucional contemporânea, as normas definidoras de direitos fundamentais têm hierarquia maior que os dispositivos que definem a organização do Estado, exceto quando as primeiras tiverem o caráter de normas programáticas. A afirmação acima é equivocada porque

a) a dogmática constitucional contemporânea não admite a distinção hierárquica

entre normas constitucionais.

b) a única diferença hierárquica admitida pela dogmática constitucional é a existente

entre regras e princípios constitucionais, sendo que os princípios têm status

hierárquico superior ao das regras.

c) somente as normas definidoras de direitos individuais têm hierarquia superior aos

demais dispositivos constitucionais.

normas

programáticas.

d)

as

normas

definidoras

de

direitos

fundamentais

são

sempre

25. (OAB/RS 2007.II) Sobre interpretação das normas constitucionais, considere

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as assertivas abaixo.

I – Interpretação conforme, com redução do texto, ocorrerá quando for possível, em virtude da redação do texto impugnado, declarar a inconstitucionalidade de determinada expressão, possibilitando, a partir dessa exclusão de texto, uma interpretação compatível com a Constituição Federal.

II – Interpretação conforme, sem redução do texto, ocorrerá quando à norma

impugnada for conferida uma determinada interpretação que lhe preservará a constitucionalidade, não sendo possível suprimir do texto qualquer expressão, impondo-se a utilização da técnica de concessão da liminar para a suspensão da eficácia parcial do texto impugnado sem a redução de sua expressão literal.

III – Interpretação conforme, sem redução do texto, ocorrerá quando o Supremo

Tribunal Federal excluir da norma impugnada uma interpretação que lhe acarretaria a inconstitucionalidade, reduzindo seu alcance valorativo e adequando-a à Carta Magna.

Quais são corretas?

a) Apenas I.

b) Apenas II.

c) Apenas II e III.

d) I, II e III.

26. (OAB/RS 2006.I) Sobre hermenêutica constitucional, considere as assertivas abaixo.

I – O princípio da proporcionalidade, aplicado à forma de interpretação conforme a

Constituição, ao invés de deprimir a missão do legislador ou sua construção normativa, busca jurisprudencialmente fortalecê-la, porquanto, na apreciação de uma inconstitucionalidade, o aplicador da lei, adotando a referida posição hermenêutica, tudo faz para preservar a validade do conteúdo posto na regra normativa pelo seu respectivo autor. II – A interpretação conforme a Constituição significa que nenhuma lei será declarada inconstitucional quando comportar uma interpretação em harmonia com a Constituição e, ao ser assim interpretada, conservar seu sentido ou significado.

III – Deriva do método da interpretação conforme a Constituição a consideração de

que não se deve interpretar isoladamente uma norma constitucional, uma vez que do conteúdo geral da Constituição procedem princípios constitucionais, bem como decisões fundamentais do constituinte, que não podem ser ignorados, cumprindo levá-los na devida conta quando da operação interpretativa, de modo a fazer a regra que se vai interpretar adequada a esses princípios e decisões.

Quais são corretas?

a) Apenas I e II.

a fazer a regra que se vai interpretar adequada a esses princípios e decisões. Quais são
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b) Apenas I e III.

c) Apenas II e III.

d) I, II e III.

27. (OAB/RS 2006.I) Pertence o princípio constitucional da proporcionalidade

àqueles que desempenham notável e destacado papel na judicatura da Suprema Corte. Assim sendo, considere as assertivas abaixo sobre o referido

princípio.

I – É princípio não escrito, cuja observância independe de explicitação em texto constitucional, porquanto pertence à natureza e à essência do Estado democrático de direito.

II – É composto de três subprincípios: pertinência ou adequação, necessidade ou

mandamento de uso do meio mais brando e proporcionalidade em sentido estrito,

que é justamente o mandamento de ponderação ou avaliação.

III – Volta-se para a justiça do caso concreto, aparenta-se consideravelmente com a

eqüidade e é eficaz instrumento de apoio às decisões judiciais que, após submeterem o caso a reflexões prós e contras, a fim de averiguar se na relação entre

meios e fins não houve excesso, concretizam assim a necessidade do ato decisório de correção. Quais são corretas?

a) Apenas I e II.

b) Apenas I e III.

c) Apenas II e III.

d) I, II e III.

28. (Advogado/Petrobras – 2007) Julgue os itens subseqüentes.

28.1) Entre as correntes de interpretação constitucional, pode-se apontar uma bipolaridade que se concentra entre as correntes interpretativistas e não

interpretativistas das constituições. As correntes interpretativistas se confundem com

o literalismo e permitem ao juiz que este invoque e aplique valores e princípios

substantivos, como a liberdade e a justiça contra atos da responsabilidade do Poder Legislativo em desconformidade com a constituição.

28.2) O princípio de interpretação constitucional conhecido como princípio do efeito integrador impõe a coordenação e a combinação dos bens jurídicos em conflito, de forma a evitar o sacrifício total de uns em relação aos outros.

28.3) Segundo o método jurídico de Forsthoff, a interpretação da constituição não se distingue da interpretação de uma lei e, por isso, para se interpretar o sentido da lei constitucional, devem-se utilizar as regras tradicionais da interpretação.

isso, para se interpretar o sentido da lei constitucional, devem-se utilizar as regras tradicionais da interpretação.
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29. (Juiz de Direito/BA – 2004) Quanto à aplicabilidade das normas

constitucionais [

29.1) Entre os vários métodos construídos pela doutrina constitucionalista, voltados à discussão da aplicabilidade das normas constitucionais, o método tópico caracteriza- se por pregar que cada tema constitucional seja exaustivamente tratado em nível teórico aprofundado para que, futuramente, o intérprete possua arsenal técnico- jurídico necessário à sua função como operador do direito.

],

julgue o item seguinte.

30. (Defensor Público/MG – 2004) Analise as seguintes afirmativas sobre a

interpretação das normas constitucionais.

I – A interpretação evolutiva da Constituição, consiste na atribuição de novos

conteúdos às normas constitucionais, não é admitida nos sistemas constitucionais escritos e rígidos, como o adotado no Brasil.

II – A regra interpretativa segundo a qual à norma deve ser atribuído o sentido que

maior eficácia lhe conceda não se amolda à interpretação da Constituição, dado o

caráter aberto, político e programático do texto constitucional.

III – A presunção de constitucionalidade das leis é de natureza juris tantum.

IV – Na interpretação conforme a Constituição, o Tribunal apenas suprime termos ou expressões do texto do texto legal argüido, assim declarando o sentido que mantenha a norma em harmonia com a Constituição.

A partir dessa análise, pode-se concluir que:

a) apenas a afirmativa I está correta.

b) apenas a afirmativa III está correta.

c) apenas as afirmativas I e II estão corretas.

d) apenas as afirmativas II e III estão corretas.

e) as quatro afirmativas estão corretas.

31. (Defensor Público/MG – 2004) Decidiu o Supremo Tribunal Federal que o

exercício do direito de greve constitucionalmente deferido ao servidor público só pode se dar legitimamente após editada a lei que defina os termos e os limites daquele direito, previsto no inciso VII do art. 37 da Constituição da República.

Considerando a posição do Tribunal, é CORRETO classificar a citada norma constitucional como eficácia.

a) absoluta.

b) contida.

c) limitada.

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d) plena.

e) restringível.

32. (Auditor Fiscal da Receita Federal – 2002) Assinale a opção correta.

a) As normas constitucionais programáticas, por se destinarem, por sua própria

natureza, a uma duração limitada no tempo, estão todas situadas na parte da

Constituição relativa às disposições constitucionais transitórias.

b) As normas constitucionais programáticas não produzem efeito jurídico algum, a

não ser depois de desenvolvidas pelo legislador ordinário.

c) Nenhuma norma da Constituição Federal possui eficácia plena, porque todas elas

dependem, em maior ou menor grau, de desenvolvimento do seu conteúdo pelo

legislador ordinário.

d) A Constituição que não adota normas programáticas é conhecida pela doutrina

como Constituição dirigente.

e) Um direito previsto numa norma constitucional de eficácia contida pode ser

restringido por meio de lei ordinária.

33. (Analista judiciário TRE/BA – 2003) No que diz respeito à interpretação das

normas constitucionais, encontra-se a denominada interpretação conforme a

constituição que

a) também terá cabimento quando a norma infraconstitucional contrariar texto

expresso da lei, que não permita qualquer interpretação em conformidade com a constituição, pois o Poder Judiciário pode concorrer com o Legislativo e o Executivo, atuando como legislador positivo.

b) somente será possível quando a norma infraconstitucional apresentar vários

significados, compatíveis com as normas constitucionais e outra não, e, portanto, só

é legítima quando existe um espaço de decisão, aberto a várias propostas interpretativas.

c) não pode ser utilizada quando a norma impugnada admite, dentre as várias

interpretações possíveis, uma que a compatibilize com a Carta Magna, e ainda quando o sentido da norma é unívoco.

d) deve ser feita com redução do texto, sendo vedada aquela feita sem redução do

texto, excluindo da norma impugnada uma interpretação que lhe acarretaria a

inconstitucionalidade.

e) é utilizada apenas em matéria doutrinária, sendo certo que a referida interpretação

não é acolhida pelo Supremo Tribunal Federal, no sentido de dar ao texto da norma impugnada compatibilidade com a Constituição Federal.

34. (Magistratura/MG – 2002/2003) Marque a opção INCORRETA.

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Aplica-se à interpretação constitucional o princípio:

a) da conformidade funcional;

b) da unidade da Constituição;

c) do efeito integrador;

d) da máxima efetividade;

e) da obrigatoriedade da interpretação autêntica.

35. (Magistratura/MG – 2003/2004) No âmbito da interpretação da Constituição,

a inexistência de hierarquia entre normas constitucionais é explicada pelo

princípio:

a) do efeito integrador.

b) da unidade da Constituição.

c) da máxima efetividade.

d) da conformidade funcional.

e) da força normativa da Constituição

36. (Magistratura/SP – 175.º) Dispõe o art. 5.º, XIII, da Constituição Federal, que

“é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer.” Esse dispositivo configura

a) norma constitucional de eficácia plena.

b) norma constitucional de eficácia contida.

c) norma programática da Constituição Federal.

d) norma constitucional ineficaz.

37. (Juiz Federal/TRF 1.ª Região – 2002) Assinale a alternativa correta:

a) de acordo com o denominado fenômeno da “recepção”, normas infraconstitucionais produzidas sob a égide da Constituição anterior, que forem compatíveis com a nova Constituição, serão por esta recepcionadas, não podendo, todavia, a nova constituição alterar-lhes a natureza ou o status. b) leis revogadas sob a égide da Constituição anterior, compatíveis com a nova constituição, poderão por esta ser adotadas, desde que haja previsão expressa nesse sentido.

c) a ordem constitucional brasileira admite o fenômeno da “desconstitucionalização”,

entendido como a possibilidade de recepção pela nova ordem constitucional de dispositivos da Constituição anterior, como legislação infraconstitucional. d) diferentemente da vacatio legis, relativamente às leis infraconstitucionais, é inadmissível o fenômeno vacatio constitucionis, dada a impossibilidade de, após a publicação da nova Constituição, continuar tendo validade a Constituição anterior.

a impossibilidade de, após a publicação da nova Constituição, continuar tendo validade a Constituição anterior.
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38. (Juiz Federal/TRF 1.ª Região – 2004) A lei revogada:

a) não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência, salvo disposição em

contrário.

b) é restaurada se a lei revogadora perder a vigência.

c) não se restaura, sendo defeso ao Congresso submetê-la à apreciação do

Presidente da República para sanção.

d) é restaurada se a lei revogadora não sendo a Constituição vier a perder a vigência.

39. (Juiz Federal/TRF 1.ª Região – 2004) As normas definidoras dos direitos e

garantias fundamentais:

a) são normas ditas programáticas.

b) têm aplicação imediata.

c) são normas de eficácia contida.

d) dependem, conforme o caso, de regulamentação.

40. (Ministério Público/MG 45.º) Sobre o conteúdo do princípio constitucional da

simetria é CORRETO afirmar que:

a) está consagrado no verbete n.º 473 da Súmula do STF que assegura à

Administração Pública anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornem ilegais ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos e ressalvada a apreciação judicial.

b) diz respeito à estruturação a Administração Pública em criar uma relação de

coordenação e subordinação entre vários órgãos administrativos, o que caracteriza o poder hierárquico pela autoridade chefe sobre seus subordinados no exercício de suas funções estabelecidas em lei.

c) também é conhecido como princípio da legitimidade e da veracidade,

caracterizando-se pela presunção juris tantum (relativa) de veracidade de todos os

atos praticados pela Administração Pública. E em sendo tais atos de execução simétrica ou imediata, podem criar deveres e obrigações para o particular.

d) são aqueles que veiculam princípio essencial de reprodução obrigatória nos

estatutos fundamentais das entidades federadas.

e) traduz a idéia da garantia do respeito mínimo invulnerável que todo estatuto

jurídico deve assegurar, de modo que apenas excepcionalmente possam ser feitas limitações ao exercício dos direitos fundamentais, evitando toda e qualquer assimetria jurídica.

41. (OAB/MG – 2004) As normas constitucionais de eficácia contida:

a) são cláusulas pétreas.

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b) dependem integralmente da edição de uma lei infraconstitucional para adquirirem

eficácia.

c) não podem ter sua eficácia restrita pelo legislador infraconstitucional.

d) em parte são auto-aplicáveis e em parte podem ser restringidas, desde que, nesse

último caso, seja editada uma lei infra-constitucional.

42. (OAB/MG – 2004) O art. 5.º da Constituição Federal de 1988, inciso XIII,

determina que “é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer”. Quanto à sua aplicabilidade, a norma constitucional acima transcrita é

a) programática, porque estabelece um princípio constitucional que somente poderá

ser aplicado após elaboração da lei complementar que a limite.

b) de eficácia plena, porque a lei infraconstitucional jamais poderá restringir ou limitar

tal direito individual que é cláusula pétrea.

c) de eficácia limitada, porque somente poderá ser aplicada quando for elaborada a

lei ordinária a que se refere a norma transcrita.

d) de eficácia contida, porque embora possa ser imediatamente aplicada, a legislação

infraconstitucional ordinária poderá vir a reduzir ou restringir o direito individual nela estabelecido.

43. (OAB/SP – 125.º) O art. 7.º, inciso XXVII, da Constituição Federal, que

assegura aos trabalhadores urbanos e rurais “proteção em face da automação, na forma da lei”, pode ser considerado norma constitucional de eficácia

a)

contida,

por

ter

aplicabilidade

imediata,

não necessitando de norma

regulamentadora.

 

b)

limitada,

por

não

ter

aplicabilidade

imediata,

necessitando

de

norma

regulamentadora.

 

c)

plena,

por

ter

aplicabilidade

imediata,

não

necessitando

de

norma

regulamentadora.

d) plena, por ter aplicabilidade imediata, mas passível de restrição por norma

regulamentadora.

44. (Delegado de Polícia Civil/DF – 2004) É lícito afirmar, em tema de Poder

Constituinte, de Constituição, do reflexo dessa sobre a legislação ordinária

anterior, bem como de sua alteração, que:

a) o Poder Constituinte originário, segundo a doutrina, é responsável pela produção

primitiva da ordem jurídica fundamental do Estado, assim como pela alteração do Texto dela resultante, com limitação, apenas, de ordem material;

b) consoante o modo de elaboração, são classificadas como históricas as

com limitação, apenas, de ordem material; b) consoante o modo de elaboração, são classificadas como históricas
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Constituições que possuem uma parte rígida e outra flexível, sendo facultada a alteração da parte rígida através de processo legislativo ordinário ou não dificultoso;

c) a norma contida no art. 1.º, caput, da Lex Fundamentalis, dispondo que “A

República Federativa Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito”, revela exemplo, aceite pela doutrina, de norma constitucional de eficácia limitada de princípio institutivo;

d) o fenômeno da recepção consiste no acolhimento de norma legal, editada ao

tempo de Constituição anterior, que não confronte, materialmente, com a nova ordem fundamental;

e) a proposta de emenda à Constituição Federal, depois de aprovada pelas Casas do Congresso Nacional, será sancionada e promulgada pelo Presidente da República, com o respectivo número de ordem.

45. (AGU – 2004) Com a promulgação da Constituição de 16 de julho de 1934,

inaugurou o Brasil a terceira grande época constitucional de sua história; época marcada por crises, golpes de Estado, insurreição, impedimentos, renúncia e suicídio de presidente, bem como pela queda de governos, repúblicas e constituições. Sua mais recente manifestação formal veio a ser a Carta de 5 de outubro de 1988. (Paulo Bonavides. Curso de direito constitucional, 10.ª ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2000, p. 332 [com adaptações]).

do

Tendo o texto acima como referência inicial, julgue o item a seguir, acerca [ poder constituinte.

45.1) No caso brasileiro, os efeitos do exercício do poder constituinte derivado sobre a legislação anterior à promulgação do novo texto constitucional são de duas naturezas: ou as normas são recepcionadas, por estarem formal e materialmente em conformidade com o novo texto constitucional, ou são consideradas revogadas por inconstitucionalidade.

]

46. (Auditor Fiscal da Receita Federal – 2002) Assinale a opção correta.

ela não se compatibiliza

materialmente, é considerada revogada por esta.

b) Somente o Supremo Tribunal Federal, em ação direta de inconstitucionalidade,

pode resolver controvérsia sobre a continuidade da vigência, no atual regime constitucional, de lei ordinária anterior à Constituição de 1988.

a) A lei anterior à Constituição em

vigor, que com

c) Os Estados-membros podem efetuar o controle abstrato de leis estaduais e

municipais em face da Constituição Federal, por meio de representação de inconstitucionalidade.

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d) A declaração de inconstitucionalidade de uma lei pelo Supremo Tribunal Federal,

em uma ação direta de inconstitucionalidade, somente produzirá eficácia contra todos

depois de suspensa a execução da lei pelo Senado Federal.

e) O Advogado-Geral da União tem legitimidade para, em nome do Presidente da

República, propor ação direta de inconstitucionalidade contra lei ou ato normativo federal, estadual ou municipal.

PODER CONSTITUINTE

47. (Ministério Público/TO – 2006) Acerca do poder constituinte, julgue os itens

que se seguem.

I – Diversamente do que ocorre com as normas constitucionais originárias, as

derivadas são passíveis de controle de constitucionalidade, quer na via concentrada,

quer por meio de exceção.

II – Uma das funções precípuas de uma constituição é a limitação do exercício do

poder, a fim de evitar abusos contra as garantias fundamentais e desrespeito a elas. Nessa perspectiva, e também por força da supremacia das normas constitucionais, o exercício do poder constituinte, originário ou derivado, deve pautar-se pelos limites impostos no texto constitucional.

III – Não obstante o poder constituído derive do povo, o exercício daquele esbarra

não apenas em limitações explicitamente contidas na Constituição da República, mas também em limitações implícitas.

IV – As constituições podem sofrer mudança por meio informal.

A quantidade de itens certos é igual a

a) 1.

b) 2.

c) 3.

d) 4.

48. (Analista Judiciário/CE – 2006) Sobre o poder constituinte originário e o

poder constituinte derivado, assinale a única alternativa correta. a) A revisão constitucional prevista por uma Assembléia Nacional Constituinte, possibilita ao poder constituinte derivado a alteração do texto constitucional, com

menor rigor formal e sem as limitações expressas e implícitas originalmente definidas

no

texto constitucional.

b)

Entre as características do poder constituinte originário destaca-se a possibilidade

incondicional de atuação, ou seja, a Assembléia Nacional Constituinte não está

sujeita a forma ou procedimento pré-determinado.

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c) O poder constituinte derivado decorrente é aquele atribuído aos parlamentares no

processo legiferante, em que são discutidas e aprovadas leis, observadas as

limitações formais e materiais impostas pela Constituição.

d) O poder emanado do constituinte derivado reformador, que é fundado na

possibilidade de alteração do texto constitucional, não é passível de controle de constitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal.

e) O titular do poder constituinte é aquele que, em nome do povo, promove a

instituição de um novo regime constitucional ou promove a sua alteração.

49. (OAB/Nacional CESPE 2007.II) O poder constituinte reformador manifestado

por meio de emendas

a) permite que a matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por

prejudicada seja objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa, desde que por iniciativa da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional.

b) tem por características ser inicial, ilimitado, autônomo e incondicionado.

c) pode ser iniciado por meio das mesas das assembléias legislativas.

d) exige, no âmbito federal, que a proposta seja discutida e votada em cada casa do

Congresso Nacional, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em

ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.

50. (Defensor Público/MG – 2004) Analise as seguintes afirmativas sobre o poder constituinte:

I – Não se confunde o titular e o exercente do poder constituinte originário II – Consiste o poder constituinte decorrente na possibilidade de alteração do texto constitucional. III – A Constituição brasileira prevê expressamente os poderes de emenda e de revisão como técnica permanentes e distintas de alteração formal da Constituição. IV – Mediante a adoção expressa do núcleo de matérias imunes ao poder de emenda, a atual Constituição aboliu as chamadas limitações materiais implícitas ao poder de reforma constitucional. A partir dessa análise, pode-se concluir que:

a) apenas a afirmativa I está correta.

b) apenas a afirmativa III está correta.

c) apenas as afirmativas I e II estão corretas.

d) apenas as afirmativas II e III estão corretas.

e) as quatro afirmativas estão corretas.

51. (AGU – 2002) Após longa e intensa luta revolucionária, liderada por Carlos

as quatro afirmativas estão corretas. 51. (AGU – 2002) Após longa e intensa luta revolucionária, liderada
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Magno, proclamou-se a independência de uma área territorial, denominada até então Favela da Borboleta, e de seus habitantes em relação a um Estado soberano da América Latina. Carlos, imediatamente, convocou eleições, entre os habitantes da favela, visando à escolha de quinze membros da comunidade para compor uma Assembléia Constituinte, cuja função era elaborar o texto da Constituição da República Federativa das Borboletas. Tal constituição foi, então, elaborada e continha regras referentes à organização política e administrativa do novo Estado, bem como as regras garantidoras das liberdades fundamentais de seus habitantes. Entre as regras de organização, previu-se a divisão do território em três estados membros com constituições próprias, a serem elaboradas segundo os princípios da constituição maior. Previu-se, também, a possibilidade de revisão da Constituição da República das Borboletas, por procedimento especial distinto do da legislação ordinária, ficando vedada a revisão na hipótese de decretação de estado de sítio ou de defesa, bem como em determinadas matérias referentes às liberdades fundamentais dos membros da comunidade. Considerando a situação hipotética descrita no texto e a doutrina constitucional, julgue os itens a seguir.

51.1) O poder que constituiu a República Federativa das Borboletas pode ser considerado poder constituinte originário. 51.2) O poder constituinte originário tem como características fundamentais ser inicial, limitado e incondicionado. 51.3) A Constituição da República Federativa das Borboletas pode ser considerada uma constituição escrita e flexível, uma vez que admite a revisão de seu texto em situações determinadas. 51.4) A assembléia que elaborou a Constituição da República Federativa das Borboletas detinha a titularidade e o exercício do poder constituinte, que lhe foram conferidos por Carlos Magno. 51.5) A Constituição da República Federativa das Borboletas impõe ao poder constituinte derivado limitações circunstanciais e materiais, mas não temporais.

52. (Magistratura/MG – 2003/2004) A Constituição brasileira de 1988 poderá ser emendada mediante proposta de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da federação, manifestando-se, cada uma delas, no mínimo:

a) pela maioria relativa de seus membros.

b) pela maioria absoluta de seus membros.

c) pela maioria de 1/3 de seus membros.

d) pela maioria de 2/3 de seus membros.

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e) pela maioria de 3/5 de seus membros.

53. (Magistratura/SP – 178.º) A respeito das Emendas à Constituição Federal,

considere as seguintes afirmações:

I – Poderá ser proposta por um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos

Deputados ou do Senado Federal;

II – Poderá ser proposta por um terço das Assembléias Legislativas das unidades da

Federação, mediante o voto favorável, em cada uma delas, da maioria relativa de seus membros;

III – Por iniciativa do Presidente da República;

IV – Poderá ser proposta, inclusive, na vigência de intervenção federal, de estado de

defesa ou de estado de sítio. Está integralmente correto somente o contido em

a) IV.

b) I e III.

c) I e IV.

d) II e III.

54. (Juiz Federal/TRF 1.ª Região – 2002) Marque com V a assertiva verdadeira e

com F a falsa, assinalando em seguida a opção correspondente:

I – O Poder Constituinte Originário é inicial, autônomo, ilimitado e incondicionado.

II – A Constituição Federal poderá ser modificada por meio de emenda constitucional,

de iniciativa popular, cuja proposta há de ser subscrita por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelos menos cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.

III – A atual constituição brasileira estabelece como limites materiais explícitos ao

Poder Constituinte derivado a separação dos poderes e a forma republicana de governo. IV – Qualquer modificação constitucional feita com desrespeito às vedações materiais, circunstanciais e procedimentais, estabelecidas pela própria Constituição, padecerá de vício de inconstitucionalidade e, assim, ficará sujeita ao controle de constitucionalidade pelo Poder Judiciário.

a) V, V, F, F.

b) F, F, V, V.

c) V, F, F, V.

d) F, V, V, F.

55. (Juiz Federal/TRF 1.ª Região – 2004) O poder constituinte derivado:

b) F, F, V, V. c) V, F, F, V. d) F, V, V, F. 55.
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a) só encontra limites nas chamadas cláusulas pétreas.

b) encontra limites formais e materiais.

c) tem como principal limite material que conte com a iniciativa de um terço dos

membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal.

d) pode ser exercido, diante de necessidade extrema, até na vigência do estado de

defesa.

56. (Ministério Público/MG – 2003) Quanto às limitações ao poder de reforma da

Constituição, assinale a alternativa incorreta.

a) A autonomia dos Estados e dos Municípios e a organização bicameral do Poder

Legislativo são princípios abrangidos por dupla limitação da irreformabilidade, que

provém da forma federativa de Estado.

limitado na sua atividade de

constituinte de segundo grau.

c) A limitação é idéia imanente ao poder constituinte instituído.

d) As limitações materiais explícitas, assim configuradas em sede de norma

constitucional, não exaurem as linhas da demarcação intransponível pelo poder de emenda; há limitações materiais implícitas difundidas nas regras constitucionais.

e) A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada

pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.

b) O

poder

de reforma

ou

de

emenda é

poder

57. (Ministério Público/MG – 2004) Assinale a alternativa correta.

O Poder Constituinte Originário distingue-se do Poder Instituído, porque o primeiro é

a) essencialmente soberano.

b) autônomo.

c) poder político que antecede ao poder do Estado.

d) incondicionado.

e) todas as alternativas acima estão corretas.

58. (Ministério Público Federal – 2001) As propostas de emenda constitucional:

a) não serão sequer objeto de deliberação, se tendentes a abolir quaisquer das

cláusulas pétreas;

b) poderão ser reapresentadas na mesma Sessão Legislativa, se rejeitadas ou tidas

como prejudicadas, mediante assinatura da maioria absoluta dos membros de cada uma das Casas do Congresso Nacional;

c) podem ser aprovadas e promulgadas pelo Congresso Nacional, durante

intervenção federal, se esta tiver sido por ele decretada nas hipóteses de coação ao

pelo Congresso Nacional, durante intervenção federal, se esta tiver sido por ele decretada nas hipóteses de
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Legislativo Estadual;

d) serão discutidas e votadas em sessão deliberativa conjunta da Câmara dos

Deputados e do Senado Federal, em dois turnos, e aprovadas mediante três quintos dos votos dos membros do Congresso Nacional.

59. (Ministério Público Federal – 2001) O poder constituinte derivado, segundo

a Constituição Federal:

a) tem limitações apenas materiais, relativas às chamadas cláusulas pétreas, e é

exercido pelo Congresso Nacional;

b) tem limitações materiais e circunstanciais, não podendo ser exercido a vigência de

intervenção federal, estado de defesa ou estado de sítio;

c) é exercido pelo Congresso Nacional, devendo as emendas constitucionais ser

ratificadas pelos Estados-Membros da Federação, antes de sua vigência; d) quando exercido pelos Estados-Membros, para elaboração de emendas constitucionais estaduais, está condicionado à aprovação do Congresso Nacional, sendo, por essa razão, chamado decorrente.

60. (Ministério Público Federal – 2002) A proposta de emenda constitucional, à

Constituição da República:

a) deverá ser discutida e votada em sessão unicameral do Congresso Nacional em

dois turnos, sendo aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos dos

respectivos membros;

b) não será objeto de deliberação se tendente a abolir cláusula pétrea;

c) que tenha sido rejeitada ou havida por prejudicada pode ser reapresentada na

mesma sessão legislativa, se encaminhada pelo Presidente da República;

d) se aprovada, poderá ser promulgada na vigência de intervenção federal, mas não

de estado de defesa ou de estado de sítio.

61. (Ministério Público Federal – 2003) A proposta de emenda constitucional:

a) cuja matéria tenha sido rejeitada ou havida por prejudicada pode ser objeto de

nova proposta na mesma Sessão Legislativa pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional;

b) não será objeto de deliberação se tendente a abolir a forma federativa de Estado,

o voto direto, secreto, universal e periódico, a separação dos Poderes, e os direitos e garantias individuais;

c) será discutida e votada pelo Congresso Nacional, em Sessão Conjunta das duas

Casas, considerando-se aprovada se obtiver, em votação única, três quintos dos

votos de seus membros;

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d) poderá ser feita pelo Presidente da República, pelo Presidente do Congresso

Nacional, pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal ou ainda por um terço, no

mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal.

62. (OAB/MG – 2004) Considerando-se o Poder Constituinte Derivado tal como

inserido na Constituição Federal, é incorreto afirmar-se que:

a) A Constituição Federal pode ser modificada por iniciativa do Presidente da

República, que poderá também vetar emenda se considerar seu projeto, no todo ou em parte, contrário ao interesse público.

b) A proposta de emenda à Constituição deve ser discutida separadamente no

Senado Federal e na Câmara dos Deputados, em dois turnos, sendo aprovada por três quintos dos votos dos parlamentares.

c) A Constituição Federal poderá, ainda que por tempo limitado, ficar totalmente

imodificável.

d) A forma federativa de Estado e a separação dos Poderes, dentre outros, são

considerados como limites materiais ao Poder Constituinte Derivado.

63. (OAB/SP – 120.º) Emenda à Constituição Federal que transferisse quase a

totalidade das competências legislativas privativas da União (art. 22 da CF) aos Estados, poderia ser considerada

a) inconstitucional, por ser atentatória ao pacto federativo.

b) inconstitucional, por ser atentatória à separação de poderes.

c) constitucional, pelo fato de a Emenda à Constituição ter poderes ilimitados para a

alteração da Constituição Federal.

d) constitucional, pelo fato de o parágrafo único do art. 22 da Constituição Federal

autorizar a delegação de competências pela União aos Estados.

64. (OAB/SP – 122.º) São aquinhoados com o atributo da intangibilidade, compondo o chamado cerne fixo da Constituição:

a) o princípio da separação dos poderes e a forma federativa de Estado.

b) os direitos individuais e o voto direto, secreto, obrigatório e periódico.

c) o processo legislativo e as normas de participação social.

d) a dignidade da pessoa humana e a prestação de serviço público.

65. (OAB/SP – 125.º) Na organização do Estado brasileiro, a substituição da

União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios por um único ente

central

a) não seria possível, devido à existência de disposição constitucional expressa

vedando a alteração da forma republicana de governo.

devido à existência de disposição constitucional expressa vedando a alteração da forma republicana de governo.
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b) seria possível, por meio de Emenda à Constituição.

c) não seria possível, devido à cláusula pétrea da separação dos poderes.

d) seria possível somente pelo Poder Constituinte Originário.

66. (Delegado de Polícia Civil/DF – 2004) Indique, entre os institutos que se

seguem, aquele que não se encontra inserido, explicitamente, dentre as denominadas cláusulas pétreas da Constituição em vigor:

a) os direitos e garantias individuais;

b) a forma federativa de Estado;

c) a separação dos Poderes;

d) o regime republicano;

e) o voto direto, secreto, universal e periódico.

67. (Ministério Público/RR – 2001) Quanto ao controle de constitucionalidade, à

mudança da Constituição e aos direitos e garantias fundamentais, assinale a

opção correta.

a) O

constitucionalidade.

b) No controle difuso de constitucionalidade, é indispensável, para que o juiz

reconheça a inconstitucionalidade da norma e deixe de aplicá-la ao caso sob análise,

que o autor expressamente inclua a declaração de inconstitucionalidade como um dos pedidos da ação.

c) Mesmo do ponto de vista prático, juridicamente não são idênticas as limitações

circunstanciais e as temporais ao poder de reforma constitucional.

d) O Supremo Tribunal Federal (STF) não conhece ações diretas de inconstitucionalidade (ADIns) que visem declarar a inconstitucionalidade de resoluções de órgãos ou entes do poder público, porquanto elas não são atos normativos primários, mas meros atos administrativos, de cunho normativo limitado.

e) Devido ao status constitucional dos direitos fundamentais e à natureza que a

de

direito

brasileiro

não

conhece

nenhum

modo

de

controle

preventivo

Constituição lhes deu de cláusula pétrea, imune até à reforma constitucional, é juridicamente correto afirmar que aqueles direitos têm caráter absoluto no ordenamento jurídico, razão pela qual não podem sofrer abrandamentos por parte do legislador ordinário.

CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE

68. (AGU – 2006) Em relação ao direito constitucional, julgue os próximos itens.

68.1) A citação prévia do advogado-geral da União em todas as ações de

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inconstitucionalidade apreciadas pelo STF representa a realização de função constitucional imprescindível e que se equipara à de curador em defesa das normas infraconstitucionais. 68.2) A criação das declarações de constitucionalidade e de inconstitucionalidade por omissão e a ampliação da legitimação para propositura das ações diretas de inconstitucionalidade foram inovações implementadas com a promulgação da Constituição de 1988 no sistema brasileiro de controle de constitucionalidade. 68.3) Em decorrência da supremacia das normas constitucionais, qualquer norma a ser integrada ao ordenamento jurídico somente será válida caso esteja em conformidade com a Constituição, razão por que se afirma que todas as normas constitucionais detêm eficácia. 68.4) No plano da hermenêutica constitucional, a presunção de constitucionalidade das leis e atos normativos que integram o ordenamento jurídico orienta que se conceda preferência, na hipótese de múltiplos significados, ao que apresente maior conformidade com a Constituição Federal.

69. (Defensor Público da União – 2007) Acerca da ação direta de

inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade, julgue o item a seguir.

69.1) A declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade em ADIN e ação declaratória de constitucionalidade tem sempre efeito vinculante em relação ao Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta.

70. (Defensor Público da União – 2007) Considerando a jurisprudência do STF, julgue os próximos itens.

70.1) O STF só pode determinar a modulação dos efeitos da decisão que declara a inconstitucionalidade de norma em ação direta de inconstitucionalidade. 70.2) A OAB não está submetida ao requisito da pertinência temática em ação direta de inconstitucionalidade. 70.3) Apesar de uma norma ser considerada constitucional, admite-se que ela possa, depois, ser declarada inconstitucional. 70.4) Qualquer prejudicado poderá, por meio da reclamação, atacar decisão judicial não transitada em julgado que contrarie acórdão sobre a constitucionalidade de norma em ação declaratória de constitucionalidade.

71. (Juiz Federal/TRF 5.ª Região – 2007) Considerando a evolução na

interpretação e concretização dos direitos e das garantias individuais no âmbito da jurisdição constitucional das liberdades, julgue o item a seguir.

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71.1) Dadas as repercussões de caráter geral e abstrato da decisão proferida na argüição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), o STF vem entendendo ser inadmissível a concessão de medida liminar no respectivo processo.

72. (Defensoria Pública/SE – 2006) A respeito do controle de constitucionalidade, julgue os próximos itens.

72.1) São legitimados para provocar a aprovação, a revisão ou o cancelamento da súmula com efeito vinculante os mesmos legitimados à argüição de descumprimento

a preceito fundamental.

72.2) O STF, para fins de propositura de ação direta de inconstitucionalidade, admite

a legitimidade ativa das entidades que congregam outras entidades de classe, de

âmbito nacional, ou seja, as denominadas associações de associações. 72.3) A ação popular e a ação civil pública podem ser utilizadas no controle de constitucionalidade, desde que a questão constitucional seja aventada como fundamento de outra pretensão, que não a mera declaração de inconstitucionalidade da norma. 72.4) A declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade, a interpretação conforme a Constituição e a declaração parcial de inconstitucionalidade sem redução de texto têm eficácia contra todos e efeito vinculante em relação aos órgãos do Poder Judiciário e à administração pública federal, estadual e municipal.

73. (Procurador Federal – 2006) Julgue os itens a seguir, relativos ao direito

constitucional. 73.1) Norma constitucional de eficácia limitada é aquela que apresenta aplicabilidade indireta, mediata e reduzida, porque somente incide totalmente sobre os interesses a que se refere após uma normatividade ulterior que lhe desenvolva a aplicabilidade. 73.2) As normas constitucionais de eficácia contida são aquelas em que o legislador constituinte regulou suficientemente os interesses relativos a determinada matéria, mas deixou margem à atuação restritiva por parte da competência discricionária do poder público, nos termos que a lei estabelecer ou nos termos dos conceitos gerais nela enunciados.

74. (Juiz de Direito/TO – 2007) Determinada associação nacional, integrada por

pessoas físicas e por associações estaduais cuja atuação se confunde com aquela, propôs no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação direta de inconstitucionalidade (ADIn) contra o art. X da Lei Y de um estado da Federação. A liminar não foi concedida pelo relator e, ao final, a ação foi julgada procedente, declarando-se a inconstitucionalidade do referido artigo, com efeitos ex nunc.

Nos autos de uma ação de rito ordinário em curso na primeira instância do

do referido artigo, com efeitos ex nunc . Nos autos de uma ação de rito ordinário
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estado do Tocantins, Maria sustentou, como matéria prejudicial ao seu pedido,

a inconstitucionalidade do art. Z da Lei W do estado do Tocantins, cuja redação

é idêntica à do art. X da Lei Y, já declarada inconstitucional pelo STF.

Considerando a situação hipotética descrita no texto e, ainda, que a Lei W não foi objeto de apreciação pelo STF, assinale a opção correta acerca do controle de constitucionalidade das leis.

a) O juiz de direito do estado do Tocantins não poderia declarar incidentalmente a

inconstitucionalidade do art. Z da referida lei estadual com efeitos ex nunc, já que a

modulação temporal dos efeitos da declaração de constitucionalidade, com tal efeito, somente se aplica ao controle concentrado de constitucionalidade e não, ao controle difuso.

b) Conforme recente entendimento do próprio STF, a citada ação direta de

inconstitucionalidade contém vício de legitimação ativa, já que a autora se constitui em associação composta por associações.

c) A concessão de medida cautelar, em sede de controle concentrado de

constitucionalidade, exige a maioria absoluta dos membros do tribunal pleno, não

podendo o relator, em nenhuma situação, concedê-la individualmente.

d) De acordo com a teoria da transcendência dos motivos determinantes em sede de

controle concentrado de constitucionalidade, o STF poderá conhecer de reclamação proposta por Maria contra a sentença do juiz do estado do Tocantins que não acolher

o pedido de declaração incidental de inconstitucionalidade do art. Z da Lei W do estado do Tocantins.

75. (Analista de Controle Externo/TCU – 2006) Sobre ação direta de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade e intervenção federal, assinale a assertiva correta.

a) Nas ações diretas de inconstitucionalidade, o autor deverá demonstrar a

repercussão geral da questão discutida no caso, a fim de que o Tribunal examine a admissão da ação.

b) A legitimidade ativa do Governador do Distrito Federal, para propor ação direta de

inconstitucionalidade, não sofre restrições quanto à pertinência temática, sendo esse requisito exigido quando da verificação da legitimidade ativa da entidade de classe de âmbito nacional.

c) A possibilidade de partido político apresentar ação declaratória de constitucionalidade está condicionada a que este partido político tenha representação no Congresso Nacional e que essa representação se mantenha ao longo de todo o processo da ação, no âmbito do Supremo Tribunal Federal.

d) A decretação de intervenção da União nos Estados, em razão de recusa à

execução de lei federal, dependerá de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal,

de representação proposta pelo Procurador-Geral da República.

dependerá de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação proposta pelo Procurador-Geral da República.
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e) A decretação da intervenção da União nos Estados, em razão de recusa de

execução de decisão judicial, só pode ocorrer após solicitação do Presidente do

Tribunal de Justiça Estadual ao Presidente da República.

76.

constitucionalidade, no âmbito da jurisprudência do STF, assinale a opção

correta.

a) O amicus curiae tem legitimidade para oferecer embargos de declaração contra

acórdão proferido em ação direta de inconstitucionalidade.

b) Um acórdão de tribunal de justiça ou de TRF que defira medida liminar comporta

recurso extraordinário, o qual deve ficar retido nos autos, sob pena de preclusão, até que sobrevenha a decisão final, quando, então, terá normal seguimento.

c) Cabe medida liminar em ação de inconstitucionalidade por omissão.

d) Em um processo de argüição de descumprimento de preceito fundamental, por

motivos de segurança jurídica ou de excepcional interesse social, é lícito que o STF restrinja, por maioria de dois terços de seus membros, os efeitos de declaração de inconstitucionalidade ou decida que esta tenha eficácia somente a partir de seu trânsito em julgado ou de outro momento que venha a ser fixado.

77. (Delegado de Polícia Civil/ES – 2006) Em relação ao direito constitucional, julgue o item subseqüente. 77.1) O efeito vinculante de decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal em ação direta de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal alcança o legislador, que não pode editar nova lei com idêntico conteúdo normativo, dado que, assim, ofenderia a autoridade daquela decisão.

78. (Ministério Público/TO – 2006) Com referência ao controle de constitucionalidade, julgue os itens abaixo.

I – Se o procurador-geral da República ajuizar ação direta de inconstitucionalidade contra ato normativo piauiense e o pedido for julgado procedente, o acórdão do STF deverá ser comunicado ao Senado Federal, para que, após publicar-se resolução, tenha efeito erga omnes.

II – Os órgãos judiciais do estado do Piauí detêm competência para apreciar a

constitucionalidade de lei ou ato normativo federal em face da Constituição da

República.

III – Como normas jurídicas que são, as súmulas do STF constituem atos passíveis

de controle concentrado de constitucionalidade.

IV – Importante limitação para o controle de constitucionalidade por parte do Superior

Tribunal de Justiça (STJ) está em ele não possuir competência para o controle

concentrado de constitucionalidade. Além disso, a parte que, em um processo,

de

(Juiz

de

Direito/AC

2007)

No

que

se

refere

ao

controle

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interpuser recurso especial não deverá utilizá-lo para discutir a constitucionalidade de normas jurídicas. Observadas essas e outras restrições, o STJ, como outros tribunais, pode exercer o controle de constitucionalidade. A quantidade de itens certos é igual a

a) 1.

b) 2.

c) 3.

d) 4.

79. (Procurador de Assistência Judiciária/DF – 2007) Com relação a declaração

de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade, segundo o Supremo

Tribunal Federal (STF), julgue o item subseqüente.

79.1) O ordenamento constitucional brasileiro, embora não tenha sido expresso em tal sentido, estendeu ao legislador os efeitos vinculantes da decisão de inconstitucionalidade, pois, se assim não fosse, haveria comprometimento da relação de equilíbrio entre o tribunal constitucional e o legislador, reduzindo o Poder Judiciário a um papel subalterno perante o Poder Legislativo.

80. (Procurador de Assistência Judiciária/DF – 2007) A respeito do controle de

constitucionalidade das leis municipais, julgue os próximos itens. 80.1) É possível aplicar o efeito ex nunc à declaração de inconstitucionalidade de lei municipal em processo de controle difuso.

80.2) A competência para julgar a ação direta de inconstitucionalidade em que se impugna norma local contestada em face de Carta estadual é do tribunal de justiça respectivo. Essa regra não se aplica quando o preceito atacado se revela como pura repetição de dispositivos da Constituição Federal, de observância obrigatória pelos estados.

81. (Procurador do Estado/RR – 2007) Julgue os itens a seguir, com relação ao

ordenamento jurídico nacional e estadual vigente. 81.1) A declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal (STF), inclusive a interpretação conforme a Constituição, e a declaração parcial de inconstitucionalidade sem redução de texto possuem eficácia contra todos e efeito vinculante em relação aos órgãos do Poder Judiciário e à administração pública federal, estadual e municipal. 81.2) Segundo a jurisprudência do STF, não cabe recurso extraordinário contra decisão proferida em processo de controle abstrato de normas no plano estadual.

82. (Procurador do Estado/AP – 2006) Acerca do direito constitucional brasileiro

e de sua história, julgue os itens a seguir.

do Estado/AP – 2006) Acerca do direito constitucional brasileiro e de sua história, julgue os itens
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82.1) No texto original da Constituição da República de 1988, a ação direta de inconstitucionalidade tinha como único titular o procurador-geral da República. Porém, emendas constitucionais realizadas em meados da década passada ampliaram o rol das pessoas legitimadas para propor esse tipo de ação, que passou a abranger, entre outros, o presidente da República, os membros do Congresso Nacional, os governadores de estado e os chefes dos Ministérios Públicos estaduais. 82.2) No Brasil, o controle abstrato de constitucionalidade foi introduzido pela constituição de 1891, como reflexo da grande influência que sobre ela exerceu a constituição dos Estados Unidos da América.

83. (Procurador do Estado/AP – 2006) Acerca do controle de constitucionalidade, julgue os seguintes itens. 83.1) A interpretação conforme a Constituição é um procedimento hermenêutico que configura uma espécie de declaração de inconstitucionalidade por omissão. 83.2) As normas constitucionais que definem direitos fundamentais têm caráter de princípios e, portanto, constituem normas programáticas. 83.3) A argüição de descumprimento de preceito fundamental configura um instrumento de controle concentrado de constitucionalidade.

84. (Juiz Federal/TRF 5.ª Região – 2006) A respeito do controle judicial de constitucionalidade, julgue os itens a seguir. 84.1) No controle difuso de constitucionalidade, o Poder Judiciário, ao solucionar um litígio, incidentalmente, deve analisar a constitucionalidade da lei no caso concreto. Nesse tipo de controle, por via de exceção ou defesa, não se faz necessária a indicação do dispositivo constitucional violado pela norma considerada incompatível, porque toda e qualquer declaração de inconstitucionalidade possui causa de pedir aberta, que permite examinar a questão por fundamento diverso daquele alegado por qualquer dos litigantes. 84.2) No julgamento de embargos infringentes contra decisão proferida em recurso de apelação, o órgão fracionário de determinado tribunal de justiça, por voto da maioria absoluta, pode declarar, por via difusa, a inconstitucionalidade de uma norma, ainda que a constitucionalidade dessa norma não tenha sido objeto de anterior pronunciamento do STF ou de qualquer outro tribunal. 84.3) É cabível reclamação ao STF contra decisão de primeiro grau de jurisdição, para assegurar efeito vinculante das decisões proferidas tanto em ação declaratória de constitucionalidade (ADC), quanto em ação direta de inconstitucionalidade (ADIN). 84.4) Uma ADIN interventiva proposta pelo procurador-geral da República, que detém legitimidade exclusiva, possui finalidade jurídica e política, pois pretende a declaração de inconstitucionalidade formal ou material de lei ou ato normativo estadual, por

política, pois pretende a declaração de inconstitucionalidade formal ou material de lei ou ato normativo estadual,
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violação a um dos princípios sensíveis constitucionais, e a decretação de intervenção federal em estado-membro ou no DF.

85. (Advogado/IRB – 2006) Sobre Controle de Constitucionalidade, assinale a

única opção correta.

a) Observadas as peculiaridades relativas às suas proposituras, a ação direta de

inconstitucionalidade e a ação declaratória de constitucionalidade têm caráter fungível.

b) Segundo o novel entendimento do Supremo Tribunal Federal, é possível a

aplicação, no direito brasileiro, do conceito de inconstitucionalidade de normas constitucionais originárias, defendido na obra de Otto Bachof, uma vez que a enumeração de cláusulas pétreas, no texto original da Constituição, imporia uma hierarquia entre as normas constitucionais originárias.

c) Nos termos da legislação que disciplina a matéria, não há, na ação direta de

inconstitucionalidade, possibilidade de intervenção de terceiros ou de manifestação

de outros órgãos ou entidades distintos daquele que propôs a ação.

d) Na

inconstitucionalidade, seus efeitos serão, regra geral, erga omnes e ex tunc.

de

concessão

de

medida

cautelar

em

sede

de

ação

direta

e) Não cabe nenhum recurso contra a decisão que declara a constitucionalidade de

uma norma em uma ação declaratória de constitucionalidade; tampouco caberá ação

rescisória.

86. (Analista Judiciário/CE – 2006) Sobre o controle de constitucionalidade das

leis e dos atos normativos, marque a única opção correta.

a) O Supremo Tribunal Federal admite o controle concentrado de constitucionalidade

em face de decreto, quando este, a pretexto de regulamentar lei, desvirtuar o sentido

da norma.

b) O Chefe do Poder Executivo, considerando determinada lei inconstitucional,

poderá determinar a seus subordinados que deixem de aplicá-la. Da mesma forma, o Ministro de Estado poderá determinar a seus subordinados que deixem de aplicar determinado ato normativo, relativo à sua pasta, que considere inconstitucional.

c) A inobservância dos ditames da Constituição Federal de 1988 para a elaboração

de lei estadual, possibilita ao Supremo Tribunal Federal, pela via do controle

concentrado, a declaração de inconstitucionalidade.

d) O Congresso Nacional, ao rejeitar medida provisória, está atuando

preventivamente no controle de constitucionalidade, haja vista a espécie normativa

não ter ingressado de forma definitiva no ordenamento jurídico pátrio.

e) Admite-se o controle concentrado de constitucionalidade sobre o processo de

elaboração de leis e emendas à Constituição, sendo que apenas os parlamentares

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são legitimados à propositura de ação perante o Supremo Tribunal Federal.

87. (Procurador da Fazenda Nacional – 2006) Assinale a opção correta.

a) A interpretação conforme a Constituição consiste em procurar extrair o significado

de uma norma da Lei Maior a partir do que dispõem as leis ordinárias que preexistiam a ela.

b) A liberdade de expressão está entre os direitos fundamentais absolutos da

Constituição em vigor.

c) Normas constitucionais de eficácia restringida não apresentam eficácia jurídica

alguma senão depois de desenvolvidas pelo legislador ordinário.

d) O Advogado-Geral da União deve necessariamente participar dos processos de

ação direta de inconstitucionalidade e de ação direta de inconstitucionalidade por

omissão, na qualidade de curador da presunção de constitucionalidade das leis.

e) Uma norma constitucional programática pode servir de paradigma para o exercício

do controle abstrato de constitucionalidade.

88. (Procurador da Fazenda Nacional – 2006) Assinale a opção correta:

a) É inviável o controle de constitucionalidade de norma já revogada.

b) É impossível que se entenda devido qualquer efeito de uma lei declarada

inconstitucional.

c) Por meio da técnica da inconstitucionalidade por arrasto, o Supremo Tribunal

Federal, em sede de controle abstrato, estende os efeitos da inconstitucionalidade declarada de uma lei a outros diplomas legislativos de igual teor, mesmo que não tenham sido objeto explícito de impugnação na demanda.

d) É possível o controle de constitucionalidade em abstrato, pelo Supremo Tribunal

Federal, em sede de recurso extraordinário, de norma municipal.

e) Os órgãos fracionários de tribunais de segundo grau não podem declarar a

inconstitucionalidade de uma norma ordinária, mas podem, sem declarar explicitamente a inconstitucionalidade, afastar a incidência da norma ordinária pertinente à lide, para decidir essa mesma lide sob critérios diversos que estimem extraídos da Constituição.

89. (Procurador da Fazenda Nacional – 2006) Suponha que tenha havido a propositura de uma representação de inconstitucionalidade de lei de um certo Estado-membro perante o respectivo Tribunal de Justiça. Pouco mais adiante, e antes do julgamento da representação, o Procurador-Geral da República deduz uma ação direta de inconstitucionalidade contra essa mesma lei, perante o Supremo Tribunal Federal. Assinale a opção correta.

a) Fica caracterizado, no problema, o fenômeno da litispendência, cabendo ao

Supremo Tribunal Federal processar e julgar ambas as ações.

no problema, o fenômeno da litispendência, cabendo ao Supremo Tribunal Federal processar e julgar ambas as
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b) A representação deverá ser tida como prejudicada antes mesmo da decisão do

Supremo Tribunal Federal.

c)

O

Supremo

Tribunal

 

Federal

somente

deverá

julgar

a

ação

direta

de

inconstitucionalidade

se

o

Tribunal

de

Justiça,

antes,

julgar

improcedente

a

representação.

d) O Tribunal de Justiça somente poderá julgar a representação depois do Supremo

Tribunal Federal apenas se este não conhecer da ação direta de inconstitucionalidade.

e) Mesmo que o Supremo Tribunal Federal julgue improcedente a ação direta de

inconstitucionalidade, não será impossível ao Tribunal de Justiça declarar a

inconstitucionalidade da mesma lei.

90. (Procurador da Fazenda Nacional – 2006) De modo geral, a decisão do Supremo Tribunal Federal declarando a inconstitucionalidade de lei em ação direta de inconstitucionalidade começa a produzir todos os seus efeitos

a) desde o trânsito em julgado da decisão.

b) desde a publicação do acórdão, com a respectiva ementa, no Diário de Justiça.

c) desde a data da publicação da ata da sessão de julgamento.

d) desde o dia mesmo do julgamento da ação.

e) no primeiro dia útil seguinte ao do julgamento da ação.

91. (Procurador da Fazenda Nacional – 2006) Suponha que o Supremo Tribunal Federal tenha declarado a inconstitucionalidade de uma lei federal, ao julgar um mandado de segurança. Diante disso, assinale a opção correta.

a) Essa declaração de inconstitucionalidade, mesmo não tendo eficácia erga omnes,

apresenta efeito vinculante para todos os órgãos do Judiciário.

b) Se um juiz de primeira instância julgar uma causa afirmando válida a lei, caberá

reclamação ao Supremo Tribunal Federal para preservar a autoridade da sua decisão.

c) Caberá à Câmara dos Deputados suspender os efeitos da lei, para que, então, a

decisão do Supremo Tribunal Federal ostente efeitos erga omnes.

d) O órgão fracionário do tribunal de segunda instância, deparando-se com a mesma

argüição de inconstitucionalidade do diploma, não deverá suscitar o incidente de inconstitucionalidade, mas deverá simplesmente aplicar a decisão de

inconstitucionalidade proferida pelo Supremo Tribunal Federal.

e) Contra a decisão da Suprema Corte, cabe o ajuizamento da argüição de

descumprimento de preceito fundamental, no prazo próprio da impetração de mandado de segurança.

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92. (Procurador/DF – 2007) Assinale a opção correta:

a) O Ministério Público é parte legítima para propor ação civil pública que impugna

instituição inconstitucional de tributo.

b) O Ministério Público não pode ajuizar ação civil pública que tenha por causa

relação jurídica regulada pelo Código de Defesa do Consumidor. c) O Ministério Público Federal não tem legitimidade para propor ação de improbidade administrativa contra autoridades do Distrito Federal.

d) O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas do Distrito Federal integra o

Ministério Público do Distrito Federal e Territórios.

e) É juridicamente legítimo que uma sentença em ação civil pública movida pelo

Ministério Público afirme a inconstitucionalidade de lei.

93. (Procurador/DF – 2007) Considere que, no Distrito Federal, tenha sido

editada uma lei (Lei A) que determina que os donos de cachorro devem pagar certa taxa ao Governo local. Para efeitos desse problema, suponha que essa taxa seja incontroversamente constitucional. Essa lei esteve em vigor por anos, até que nova lei (Lei B) revogou a Lei A e ainda concedeu benefícios fiscais aos proprietários de cães. A nova lei é objeto, porém, de ação direta de inconstitucionalidade, na qual foi concedida liminar, suspendendo a sua execução, sem se declarar a partir de quando a liminar surtiria efeitos. Nesse caso, assinale a opção correta.

a) Depois da liminar e enquanto esta estiver em vigor, o Distrito Federal poderá

cobrar dos donos de cachorro a quantia relativa à taxa que não foi paga durante o

período em que esteve em vigor a Lei B.

b) Depois da concessão da liminar, os donos de cachorro estão sujeitos ao pagamento da taxa prevista na Lei A.

c) Enquanto a liminar estiver em vigor, a Câmara Distrital não poderá editar outro

diploma sobre o assunto da taxação dos donos de cachorro.

d) O Distrito Federal, depois da liminar do STF e enquanto esta estiver em vigor, não

poderá cobrar a taxa dos proprietários de cachorro, mas tampouco esses poderão invocar, em tempo algum, o benefício fiscal previsto na Lei B.

e) Se, no julgamento do mérito da ação direta de inconstitucionalidade, o Supremo

Tribunal Federal vier a afirmar a constitucionalidade da lei que concedeu o benefício

fiscal, esse benefício não poderá ser exigido durante o período em que a cautelar esteve em vigor.

94. (Procurador/DF – 2007) Suponha que uma lei distrital seja objeto de ação

direta de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Assinale, a seguir, a opção correta.

direta de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Assinale, a seguir, a opção
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a) O Tribunal de Justiça deve declarar a inconstitucionalidade da lei, se apurar que o

diploma fere dispositivo da Lei Orgânica do Distrito Federal ou, mesmo que não contrarie essa Lei Orgânica, se verificar que está em desacordo com a Constituição Federal. Neste último caso, porém, da decisão caberá recurso extraordinário para o Supremo Tribunal Federal.

b)

A decisão do Tribunal de Justiça pela inconstitucionalidade da lei não obsta a que

o

Supremo Tribunal Federal, em ação direta de inconstitucionalidade ajuizada depois

do julgamento do Tribunal de Justiça, entenda que a lei é válida.

c) Mesmo que a lei já tenha sido, anteriormente, declarada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal em controle abstrato, não é impossível que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal venha a declarar essa mesma lei inválida em ação de controle abstrato a ele submetida.

d) A lei declarada pelo Tribunal de Justiça como válida, em sede de controle abstrato,

não

poderá, mais tarde, ser declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal

em

sede de controle incidental.

e) Se depois de ajuizada a ação direta de inconstitucionalidade perante o Tribunal de

Justiça, e antes do seu julgamento, for também proposta ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal contra a mesma lei, os processos deverão ser reunidos para o julgamento conjunto perante o Supremo Tribunal Federal.

95. (Defensor Público/SP – 2006) A respeito do controle de constitucionalidade considere as seguintes afirmações:

I – O Supremo Tribunal Federal já decidiu após a edição da Constituição Federal de 1988 ser possível a declaração de inconstitucionalidade de norma constitucional.

II – Através do controle concentrado, afirmou o STF haver direitos protegidos pelo

inciso IV do parágrafo 4.º do artigo 60 fora do rol de direitos individuais do artigo 5.º

III – A inconstitucionalidade por omissão foi introduzida no sistema de controle de

constitucionalidade brasileiro pela CF/88 a fim de possibilitar a efetividade das

normas constitucionais de eficácia limitada o que permitiu ao Supremo Tribunal Federal reconhecer na ADI 1.458-7 a inconstitucionalidade por omissão parcial na fixação do salário mínimo por não permitir condições básicas de existência.

IV – Ao se regulamentar o processo de julgamento da ação direta de

inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade houve

relativização expressa do dogma da retroatividade das decisões em sede de controle

de constitucionalidade.

Está correto o que se afirma em

a) I, II, III e IV.

das decisões em sede de controle de constitucionalidade. Está correto o que se afirma em a)
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b) III e IV, apenas.

c) II e III, apenas.

d) I e II, apenas.

e) II, apenas.

96. (Defensor Público/SP – 2007) Inconstitucionalidade.

I – A doutrina tem entendido que uma lei é formalmente inconstitucional quando elaborada por órgão incompetente (inconstitucionalidade orgânica) ou quando segue procedimento diverso daquele fixado na constituição (inconstitucionalidade formal propriamente dita). II – A inconstitucionalidade por omissão que implica a necessidade de atos administrativos concretos pode ser atacada, segundo a Constituição Federal, por mandado de injunção que é um instrumento de efetivação da cidadania para suprir a falta de providências materiais do poder público. III – O Supremo Tribunal Federal admite a inconstitucionalidade implícita (ADI 815-3) que é aquela que resulta da antinomia entre as normas constitucionais primárias e os princípios positivados, eis que esses últimos constituem-se na síntese dos valores e demonstram o espírito da Constituição.

a) Somente a afirmativa I está correta.

b) Somente a afirmativa II está correta.

c) Somente a afirmativa III está correta.

d) Somente as afirmativas I e II estão corretas.

e) Somente as afirmativas I e III estão corretas.

97. (Juiz de Direito/AL – 2007) Sobre a argüição de descumprimento de preceito

fundamental, é INCORRETO afirmar que

a) pode ter por objeto lei ou ato normativo federal, estadual ou municipal, incluídos os

anteriores à Constituição, quando relevante o fundamento da controvérsia

constitucional a seu respeito.

b) estão legitimados para sua propositura, dentre outros, o Governador de Estado ou

do Distrito Federal, o Procurador-Geral da República e entidade de classe de âmbito nacional.

c) possui caráter subsidiário, uma vez que não será admitida quando houver qualquer

outro meio eficaz para sanar a lesividade a preceito fundamental resultante de ato do

Poder Público.

d) caberá agravo da decisão de indeferimento da petição inicial, no prazo de cinco

dias, mas será irrecorrível a decisão que julgar procedente ou improcedente o pedido

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na

argüição.

e)

poderá ser deferida medida liminar para que juízes e Tribunais suspendam o

andamento de processo ou os efeitos de decisões judiciais quaisquer, inclusive se decorrentes de coisa julgada.

98. (Juiz de Direito/AL – 2007) Considere as seguintes afirmações sobre a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal acerca das garantias constitucionais de tutela das liberdades e instrumentos assemelhados:

I – A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor dos associados independe da autorização destes.

II – Entidades sindicais não possuem legitimidade ativa para a impetração, em favor

de

seus membros ou associados, de mandado de injunção coletivo.

III

– O Ministério Público possui, em regra, legitimidade para a propositura de ação

civil pública que tenha por fundamento a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo

federal, estadual ou municipal, operando-se nesta sede controle incidenter tantum de constitucionalidade. Diante dessas afirmações, tem-se que SOMENTE

a) I e II são verdadeiras.

b) I e III são verdadeiras.

c) II e III são verdadeiras.

d) II é verdadeira.

e) III é verdadeira.

99. (OAB/RJ 33.º – CESPE) No tocante ao controle concentrado de constitucionalidade, assinale a opção correta.

a) As leis municipais não estão sujeitas a essa modalidade de controle, podendo ser

impugnadas, quanto à sua constitucionalidade, apenas incidentalmente, por via de

exceção.

b) As leis municipais, como as demais leis e atos normativos federais e estaduais,

estão sujeitas ao controle de constitucionalidade em face da Constituição Federal, perante o Supremo Tribunal Federal (STF).

c) As leis municipais estão sujeitas ao controle de constitucionalidade apenas em

relação à Constituição do respectivo estado, perante o tribunal de justiça, por via das denominadas representações de inconstitucionalidade.

d) As leis municipais estão sujeitas ao controle de constitucionalidade em relação à

Constituição Federal por via de ação direta ajuizada perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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100. (OAB/RJ 33.º – CESPE) Considere que norma constante de Constituição

estadual determine ser de iniciativa do governador do estado ou de qualquer membro da assembléia legislativa estadual lei complementar que discipline a política salarial do servidor público, fixando o limite máximo e a relação de valores entre a maior e a menor remuneração, bem como estabelecendo os pisos salariais das diversas categorias funcionais, a data-base do reajuste de vencimentos e os critérios para a sua atualização permanente. Nessa situação

hipotética, a norma é

a) constitucional, pois cabe ao constituinte derivado decorrente limitar os poderes

constituídos estaduais, em decorrência do princípio da supremacia da Constituição.

b) constitucional, pois não há, no sistema brasileiro, a possibilidade de se declarar

inconstitucional norma constante de Constituição estadual, como se depreende do

art. 60 da Constituição Federal.

c) inconstitucional, por ser competência privativa da União legislar sobre direito do

trabalho, estabelecida no artigo 22, I, da Constituição Federal.

d) inconstitucional, por violar o art. 61, § 1.º, II, a e c, da Constituição Federal, que

atribui privativamente ao chefe do Poder Executivo a iniciativa de lei que disponha sobre servidores públicos e sua remuneração.

101. (OAB/SP – 133.º) Na Ação Direta de Inconstitucionalidade Federal, não se

admite

a) a declaração de constitucionalidade da lei impugnada.

b) a interpretação conforme a Constituição da lei impugnada.

c) a declaração parcial de inconstitucionalidade, sem redução de texto, da lei

impugnada.

d) a declaração de inconstitucionalidade da lei não recepcionada pela Constituição.

102. (OAB/Nacional CESPE 2007.II) Em relação ao controle de constitucionalidade das leis no direito brasileiro, assinale a opção correta.

a) O autor de ação declaratória de constitucionalidade deve demonstrar existência de

controvérsia judicial na aplicação da norma pelos tribunais ao questionar a norma perante o Supremo Tribunal Federal (STF).

b) Não se exige de governador de estado demonstração de pertinência temática para

propositura de ação direta de inconstitucionalidade.

c) Resolução do Senado Federal é o instrumento adequado para dar eficácia erga

omnes a decisão de ação direta de inconstitucionalidade.

d) A decisão na ação direta de inconstitucionalidade não tem eficácia vinculante.

103. (OAB/Nacional CESPE 2007.II) Acerca do controle de constitucionalidade,

não tem eficácia vinculante. 103. (OAB/Nacional CESPE 2007.II) Acerca do controle de constitucionalidade,
CADERNO DE QUESTÕES Obra: Direito Constitucional Autor: Marcelo Novelino

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assinale a opção correta.

a) É cabível a argüição de descumprimento a preceito fundamental mesmo quando

houver outra medida eficaz para sanar a lesividade.

b) No recurso extraordinário, o recorrente deverá demonstrar, em preliminar, a

repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros.

c) Os partidos políticos têm legitimidade para instaurar o controle concentrado de

constitucionalidade.

d) É

inconstitucionalidade por omissão.

de

obrigatória

a

oitiva

do

advogado-geral

da

União

nas

ações

diretas

104. (OAB/CESPE 2006.III) Com relação ao STF e ao controle de constitucionalidade das leis, assinale a opção correta.

a) No sistema constitucional brasileiro, não cabe ao juiz a declaração de inconstitucionalidade de lei, que é da competência exclusiva dos tribunais.

b) Ao julgar apelação interposta com fundamento na inconstitucionalidade de lei, a

turma do tribunal pode declarar a inconstitucionalidade desta e afastar a sua incidência no caso concreto.

c) O controle incidental é a prerrogativa do STF de declarar, em abstrato e com efeito

erga omnes, a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo.

d) O STF poderá, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar

súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública.

105. (OAB/CESPE 2006.II) Em uma argüição de descumprimento de preceito

fundamental, o STF

a) julga um incidente processual que lhe foi submetido por um tribunal de segundo

grau.

b) somente pode proceder ao controle de constitucionalidade de leis ou atos

administrativos normativos.

c) pode avocar processos que tramitam em tribunais superiores e que envolvam o

controle concreto de constitucionalidade de atos do poder público que atentem contra direitos fundamentais.

d) pode atribuir efeitos ex nunc a sua decisão.

106. (OAB/CESPE 2006.I) Considere que, no julgamento de uma ação direta de

inconstitucionalidade, o Supremo Tribunal Federal (STF) realizou procedimento hermenêutico de “interpretação conforme” e declarou a inconstitucionalidade

Federal (STF) realizou procedimento hermenêutico de “interpretação conforme” e declarou a inconstitucionalidade
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parcial, sem redução do texto, de determinado artigo de lei complementar federal. Nessa situação, considerando que o referido acórdão nada dispõe acerca da extensão dos seus efeitos, a declaração de inconstitucionalidade

a) tem efeitos ex nunc, pois a atribuição de efeitos retroativos a um acórdão somente

pode ser feita mediante determinação expressa, na própria decisão, da maioria absoluta dos membros do tribunal. b) tem efeitos inter partes, por tratar-se de declaração de inconstitucionalidade parcial.

c) tem efeitos erga omnes e ex tunc.

d) somente terá efeito vinculante caso o Senado Federal suspenda a eficácia do

dispositivo declarado inconstitucional.

107. (OAB/CESPE 2006.I) Considere que um juiz do trabalho prolatou sentença condenatória fundamentada no argumento de que determinada cláusula de um contrato de trabalho era inválida por ser incompatível com um dispositivo da Constituição da República. Nessa situação, o referido juiz

a) editou sentença inválida, por usurpar competência privativa do STF.

b) exerceu controle difuso de constitucionalidade.

c) exerceu controle de constitucionalidade por via de ação.

d) prolatou sentença inconstitucional, pois a declaração de inconstitucionalidade de

cláusulas de contratos trabalhistas é uma competência privativa do Tribunal Superior

do Trabalho (TST).

108. (AGU – 2004) Julgue os itens subseqüentes, relativos à evolução histórica do controle de constitucionalidade no sistema brasileiro, à ação direta de inconstitucionalidade, à ação declaratória de constitucionalidade e à argüição de descumprimento de preceito fundamental.

108.1) A ação direta de inconstitucionalidade proposta por um partido político será extinta por perda de legitimidade ativa para a sua propositura, se, após iniciado o seu julgamento, o referido partido perder sua representação parlamentar no Congresso Nacional.

108.2) A argüição de descumprimento de preceito fundamental comporta uma argüição direta ou autônoma de descumprimento de preceito fundamental, que pode revestir-se de caráter preventivo ou repressivo.

108.3) Deve haver a manifestação do Advogado-Geral da União nas ações declaratórias de constitucionalidade, em virtude da possibilidade de declaração, nessas ações, da inconstitucionalidade da lei ou do ato normativo federal.

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109. (Agente Polícia Federal – 2002) André Ramos Tavares, ao tratar da argüição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), no Tratado da Argüição de Preceito Fundamental (São Paulo: Saraiva, 2001, p. 70), lembra que “o direito constitucional é ramo do direito que se diferencia de todos os demais pela posição de destaque exclusivo que ocupa, dentro de um dado ordenamento jurídico, o conjunto de suas normas. Disso resulta forçosamente o reconhecimento de que as normas jurídicas estão distribuídas por escalões distintos, dotados cada qual de grau próprio na hierarquia que incorporam relativamente às demais normas”. O controle de constitucionalidade baseia-se nessa posição de destaque das normas constitucionais. Acerca desse controle no direito brasileiro, julgue os itens a seguir.

109.1) Considere a seguinte situação hipotética. Um cidadão ajuizou ação com cunho preventivo, requerendo que o juiz evitasse a incidência de norma que o autor entendia ser inconstitucional sobre determinado fato jurídico de que participaria. O pedido foi julgado procedente, com decisão passada em julgado, antes de o fato ocorrer, com a declaração incidental de inconstitucionalidade da norma atacada. Nessa situação, trata-se do chamado controle de constitucionalidade por via de exceção, e os efeitos do julgamento serão exclusivamente ex nunc e não deverão atingir terceiros estranhos à relação jurídica.

109.2) No julgamento de ação direta de inconstitucionalidade (ADIn), é juridicamente possível a concessão de cautelar, a qual, porém, não poderá ter efeito retroativo, pois este é reservado ao julgamento definitivo da ação; a cautelar, em casos de excepcional urgência, poderá ser concedida monocraticamente pelo relator da ADIn.

109.3) Uma das finalidades da ação declaratória de constitucionalidade (ADC) é a de evitar insegurança jurídica nos casos em que determinado ato normativo tenha posta em dúvida sua constitucionalidade; todavia, para o correto ajuizamento da ação, não bastará que o autor exponha as razões para demonstrar a constitucionalidade da norma, pois esta é presumida; ele deverá requerer a declaração de constitucionalidade demonstrando a existência de controvérsia judicial – e não apenas doutrinária – relevante acerca da norma.

109.4) A Lei n. 9.882, de 3/12/1999, regulamentadora do dispositivo constitucional que previu a ADPF, estabeleceu para ela uma regra de subsidiariedade, embora a Constituição não haja fixado esse caráter subsidiário. Com base nisso, a argüição não será cabível, por exemplo, contra ato normativo formalmente secundário, mas materialmente primário, como uma portaria de órgão federal que fira diretamente a Constituição, porquanto esse ato é passível de controle concentrado por meio de ADIn.

109.5) Diante do entendimento prevalecente da doutrina e do STF, apenas por meio

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de ADPF é possível o controle de constitucionalidade de leis municipais nesse tribunal, isto é, não cabe ao STF julgar a compatibilidade de leis municipais em face da Constituição da República no âmbito de outros processos ou recursos.

110. (Delegado de Polícia Civil/AL – 2003) Considerando a declaração e o

controle de constitucionalidade das leis e dos atos normativos, julgue os itens que se seguem. 110.1) A declaração de nulidade das leis, no controle abstrato de normas, pode incidir apenas em parte da norma ou sobre determinado âmbito de aplicação. 110.2) Segundo a melhor doutrina, a declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de nulidade tem por objetivo evitar o caos jurídico, uma vez que uma simples declaração de nulidade minimizaria a concreção da vontade constitucional, em vez de otimizá-la. 110.3) A interpretação conforme a Constituição tem relação com o controle de constitucionalidade e caracteriza-se por um elevado grau de flexibilidade. 110.4) O chamado “apelo ao legislador” ocorre quando a Corte Constitucional reconhece que a lei ou a situação jurídica não se tornou “ainda” inconstitucional e apela ao legislador para que corrija a situação “ainda constitucional”.

111. (Procurador Federal – 2004) Em relação a poder constituinte, controle de

constitucionalidade, ação direta de inconstitucionalidade (ADI), ação declaratória de constitucionalidade (ADC) e argüição de descumprimento de preceito fundamental, julgue os itens a seguir.

111.1) Desde a Constituição de 1891, na evolução histórico constitucional do sistema de controle de constitucionalidade, no Brasil, diferentemente do que ocorre em alguns Estados europeus, as decisões do Poder Judiciário sobre a constitucionalidade das leis nunca foram passíveis de revisão pelo Poder Executivo ou pelo Poder Legislativo.

111.2) Segundo o entendimento do STF, por ser a ADI uma ADC com sentido invertido, é constitucional a extensão, por lei ordinária, do efeito vinculante atribuído à ADC pela Constituição Federal.

111.3) De acordo com a jurisprudência do STF, em razão do princípio da subsidiariedade, que rege o ajuizamento da ação constitucional de argüição de descumprimento de preceito fundamental, a mera possibilidade de utilização de outros meios processuais, por si só, basta para justificar o não conhecimento da ação.

112. (Defensoria Pública/MG – 2004) Analise as seguintes afirmativas sobre o

controle de constitucionalidade de leis adotado no Brasil.

Pública/MG – 2004) Analise as seguintes afirmativas sobre o controle de constitucionalidade de leis adotado no
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I – A medida cautelar, em Ação Direta de inconstitucionalidade, reveste-se,em regra,

de eficácia “ex nunc”.

II – A ação de Descumprimento de Preceito Fundamental, diversamente da Ação

Direta de Inconstitucionalidade e da Ação Direta de Constitucionalidade, pode ser

proposta em face de lei ou ato normativo de efeito concreto.

III – A suspensão, pelo Senado, de lei ou ato normativo declarado inconstitucional por

decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal constitui medida específica para a

hipótese do controle incidental de constitucionalidade.

IV

– É cabível Ação Direita de Inconstitucionalidade em face de lei ou ato normativo

do

Distrito Federal.

A partir dessa análise, pode-se concluir que:

a) apenas a afirmativa I está correta.

b) apenas a afirmativa III está correta.

c) apenas as afirmativas I e II estão corretas.

d) apenas as afirmativas II e III estão corretas.

e) as quatro afirmativas estão corretas.

113. (Auditor Fiscal da Receita Federal – 2002) Assinale o ato normativo abaixo que não é objeto próprio de ação direta de inconstitucionalidade proposta perante o Supremo Tribunal Federal:

a) Medida Provisória

b) Emenda à Constituição;

c) Decreto regulamentador de lei;

d) Dispositivo de Constituição Estadual;

e) Emenda ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias da Constituição Federal.

114. (Auditor Fiscal da Receita Federal – 2002) Suponha que o Supremo Tribunal Federal tenha julgado, no mérito, definitivamente improcedente uma ação declaratória de constitucionalidade. A decisão já transitou em julgado. Com estas informações é seguro e certo afirmar que:

a) A ação declaratória de constitucionalidade não foi proposta pelo Presidente da

República.

b) A lei é federal ou estadual, mas com certeza não é municipal.

c) A lei não mais poderá ser aplicada por nenhum órgão do Poder Executivo Federal.

d) Se a lei era estadual, a ação terá sido proposta pelo Governador do Estado.

e) O resultado da decisão não cria obstáculo a que a lei venha a ser apreciada por

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outros órgãos do Judiciário, no exercício do controle incidental de constitucionalidade, e que a lei venha a ser declarada quer constitucional quer inconstitucional pelo julgador.

115. (Auditor Fiscal da Receita Federal – 2003) Constitui instrumento típico do

controle abstrato de constitucionalidade de leis e atos normativos:

a) A ação direta de inconstitucionalidade

b) O recurso extraordinário

c) A ação cível originária

d) O habeas data

e) O mandado de segurança

116. (Auditor Fiscal da Receita Federal – 2003) Assinale a opção correta.

declaradas

inconstitucionais pelo STF em ação direta de inconstitucionalidade.

b) A Receita Federal não pode, juridicamente, dar execução a uma lei que tenha sido

julgada inconstitucional pelo STF em sede de ação declaratória de constitucionalidade, mesmo não tendo sido a União parte em tal feito.

c) Diante da omissão do Legislativo em editar leis que sejam necessárias para que o

cidadão goze efetivamente dos direitos fundamentais dispostos na Constituição Federal, o STF pode, provocado por ação direta de inconstitucionalidade por

omissão, criar, ele próprio, as normas faltantes.

d) Depois de cinco anos de vigência de uma lei, ela não mais pode ser objeto de

ação direta de inconstitucionalidade.

e) Cabe ao Superior Tribunal de Justiça julgar, em controle abstrato, a

constitucionalidade das leis estaduais em face da Constituição dos Estados e da

Constituição Federal.

a) O

Senado

Federal

deve

suspender

a

execução

das

leis

117. (Auditor Fiscal da Receita Estadual e Gestão Financeira/MG – 2005) Sobre

o controle de constitucionalidade no Brasil, é correto afirmar:

a) Somente o Supremo Tribunal Federal pode exercer o controle abstrato da

legitimidade de leis em face da Constituição Federal.

b) Os Tribunais de Justiça podem declarar, incidentalmente, a inconstitucionalidade

de leis em face da Constituição do Estado, mas não em face da Constituição Federal.

c) Um juiz estadual, confrontado com uma questão de inconstitucionalidade de lei

estadual, deve suspender o processo e submeter a questão ao Plenário ou ao órgão

especial do Tribunal de Justiça a que se vincula.

d) Somente juízes federais têm autorização constitucional para declarar,

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incidentalmente, a inconstitucionalidade de leis federais.

e) O Congresso Nacional está expressamente autorizado pela Constituição a declarar

a inconstitucionalidade de leis que ele próprio editou.

118. (Procurador da Fazenda Nacional – 2004) Sobre o controle de constitucionalidade no Brasil, é correto afirmar:

a) A lei que houver sido editada antes de 1988, não é objeto passível de controle

abstrato no âmbito do Supremo Tribunal Federal.

b) Se a lei, objeto de ação direta de inconstitucionalidade, for revogada depois de

proposta a demanda, mas antes do julgamento, o mérito da ação deverá ser apreciado pelo Supremo Tribunal Federal, se comprovado que a lei interferiu em situações jurídicas concretas durante a sua vigência.

c) O Governador ou a Assembléia Legislativa do Estado em que se produziu uma lei,

cuja compatibilidade com a Constituição Federal é objeto de decisões judiciais conflitantes, pode propor ação declaratória de constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal.

d) É obrigatória a oitiva do Advogado-Geral da União em todos os processos de

controle abstrato de constitucionalidade no Supremo Tribunal Federal.

e) Nenhum órgão do Executivo Federal pode dar aplicação a uma lei declarada

inconstitucional, pelo Supremo Tribunal Federal, em ação direta de inconstitucionalidade.

119. (Procurador da Fazenda Nacional – 2004) Assinale a opção errada.

a) É possível que, em ação direta de inconstitucionalidade, o Supremo Tribunal

Federal declare a inconstitucionalidade de uma norma sem que o dispositivo da lei seja excluído do ordenamento jurídico.

b) O juízo de improcedência do mérito de ação declaratória de constitucionalidade

equivale à declaração de inconstitucionalidade com efeito vinculante e eficácia contra todos.

c) Dada a natureza declaratória da decisão de inconstitucionalidade de lei na ação

direta de inconstitucionalidade, não se admite hipótese em que os efeitos dessa nulidade somente se produzam a partir do julgamento do Supremo Tribunal Federal.

d) Se um juiz de primeira instância julgar uma ação ordinária, dando como

inconstitucional uma lei que o Supremo Tribunal Federal julgou constitucional em ação declaratória de constitucionalidade, a parte prejudicada não precisa recorrer à segunda instância para reverter a decisão, podendo se insurgir contra a mesma diretamente no Supremo Tribunal Federal, desde que a decisão do juiz não tenha transitado em julgado.

e) A decisão de invalidade de uma lei, proferida em ação direta de

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inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal, não impede que o Congresso Nacional edite outra lei idêntica, mesmo depois do trânsito em julgado da decisão da Suprema Corte.

120. (Procurador da Fazenda Nacional – 2004) Assinale qual dos instrumentos

abaixo não pode ser meio de controle de constitucionalidade em abstrato no Supremo Tribunal Federal:

a) Recurso extraordinário.

b) Ação declaratória de constitucionalidade.

c) Argüição de descumprimento de preceito fundamental.

d) Ação rescisória.

e) Ação direta de inconstitucionalidade proposta por Confederação Sindical.

121. (Procurador da Fazenda Nacional – 2004) Assinale a opção correta:

a) Declarada inconstitucional norma constante de regimento interno do Superior

Tribunal de Justiça, pelo Supremo Tribunal Federal, em ação direta de inconstitucionalidade, os efeitos dessa decisão se estendem a normas idênticas de regimentos internos de Tribunais Regionais Federais, mesmo que estas não sejam objeto específico de ação direta de inconstitucionalidade.

b) A argüição de descumprimento de preceito fundamental somente pode ser

empregada para questionar atos federais ou estaduais, sendo imprópria para

questionar atos municipais.

c) A argüição de descumprimento de preceito fundamental somente pode ser

ajuizada na hipótese em que, contra o ato lesivo, não caiba mandado de segurança,

dada a natureza subsidiária da ação.

d) Todo indivíduo que tenha um direito previsto em preceito fundamental da

Constituição violado por ato de poder público, tem legitimidade para propor a argüição de descumprimento de preceito fundamental perante o Supremo Tribunal Federal, que será admitida se a Corte entender relevante a discussão para a ordem jurídica em geral.

e) Somente pode ser objeto de ação declaratória de constitucionalidade lei ou ato

normativo federal ou estadual, jamais ato normativo municipal.

122. (Procurador da Fazenda Nacional – 2004) Assinale a opção correta:

a) Governador de Estado não pode ajuizar ação direta de inconstitucionalidade contra

ato normativo federal.

b) Em matéria tributária de interesse nacional, o Procurador-Geral da Fazenda

Nacional tem legitimidade para propor argüição de descumprimento de preceito fundamental, perante o Supremo Tribunal Federal.

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c) A suspensão liminar da eficácia de lei ou de ato normativo, em ação direta de

inconstitucionalidade, pelo Supremo Tribunal Federal, acarreta a suspensão dos

julgamentos que envolvam a aplicação da disposição que teve sua vigência suspensa.

d) Norma de lei orçamentária que destina verba para certa finalidade concreta, em

desacordo com preceitos constitucionais, pode ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal. e) Nenhuma associação de classe que tenha entre os seus membros outras associações possui legitimidade para propor ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal.

123. (Magistratura/MG – 2001/2002) Cabe ação direta de inconstitucionalidade

contra:

a) lei municipal impugnada ante texto da Constituição Federal;

b) proposta de emenda à Constituição;

c) tratado internacional incorporado ao ordenamento jurídico brasileiro;

d) lei de efeitos concretos;

e) lei revogada.

124. (Magistratura/MG – 2002/2003) Detém legitimidade ativa para a propositura

de ação direta de inconstitucionalidade interventiva nos Estados-Membros, por

descumprimento de princípio constitucional sensível:

a) o Presidente da República.

b) o Governador de Estado.

c) o Procurador-Geral da República.

d) a Mesa de Assembléia Legislativa.

e) partido político com representação no Congresso Nacional.

125. (Magistratura/MG – 2003/2004) Inconstitucionalidade conseqüente é aquela

que decorre de:

a) contrariedade de um ato precedente ao texto da Constituição superveniente.

b) emissão de um ato violador da Constituição, na vigência da norma constitucional.

c) desconformidade do conteúdo do ato com o conteúdo da Constituição.

d) violação direta da norma constitucional, por lei ou ato normativo inferior.

e) efeito reflexo da inconstitucionalidade imediata.

126. (Magistratura/MG – 2005) De acordo com a jurisprudência do Supremo

Tribunal Federal, as decisões definitivas de mérito, por ele proferidas nas ações

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diretas de inconstitucionalidade, produzem eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e aos do Poder Executivo, quando proferidas após a vigência:

a) da Constituição da República de 05.10.88.

b) da Emenda Constitucional n.º 45, de 08.12.04.

c) da Emenda Constitucional n.º 3, de 17.03.93.

d) da Lei Federal n.º 9.868, de 10.11.99.

127. (Magistratura/MG – 2005) O princípio da reserva de plenário é prestigiado

quando o órgão fracionário do tribunal decide o caso concreto:

a) independentemente da declaração incidente de inconstitucionalidade da lei, em

face da irrelevância da argüição.

b) independentemente da instauração do incidente de inconstitucionalidade, em face

de o órgão especial já se ter pronunciado sobre a questão.

c) mediante a declaração própria da inconstitucionalidade da lei, em face de o

recorrente não ter demonstrado a repercussão geral da questão constitucional

discutida.

d) mediante a declaração própria da inconstitucionalidade da lei, em face de o

tribunal pleno ter-se reservado para pronunciar-se sobre a questão quando do julgamento do mérito da ação.

128. (Magistratura/SP – 174.º) Os Tribunais de Justiça poderão declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Poder Público pelo voto.

a) da totalidade de seus membros.

b) dos integrantes do Conselho Superior da Magistratura.

c) da maioria absoluta de seus membros ou do respectivo órgão especial.

d) de dois terços de seus membros ou do respectivo órgão especial.

129. (Juiz Federal/TRF 1.ª Região – 2002) Verifique cada umas das proposições

abaixo, relativas ao controle de constitucionalidade das leis e atos normativos, e, em seguida, assinale a alternativa correta.

I – No Brasil, o controle repressivo é feito exclusivamente pelo Poder Judiciário, e o controle preventivo, pelos poderes Legislativo e Executivo.

II – Os tratados internacionais, devidamente incorporados no ordenamento jurídico

nacional, são passíveis de controle difuso e concentrado de constitucionalidade.

III – Inexiste controle concentrado de leis ou atos normativos municipais em face da

Constituição Federal. IV – Nada obsta a que lei ou ato normativo editado anteriormente à atual Constituição

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Federal seja objeto de ação direta de inconstitucionalidade.

a) todas as proposições são corretas.

b) as proposições I e IV são erradas, e as demais, corretas.

c) apenas a proposição IV é errada.

d) as proposições I e II são corretas, e as demais, erradas.

130. (Juiz Federal/TRF 1.ª Região – 2004) Podem propor ação de inconstitucionalidade, dentre outros:

a) o Procurador-Geral da República e o Advogado-Geral da União.

b) o Presidente do Senado.

c) o Presidente de Assembléia Legislativa.

d) o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil.

131. (Ministério Público/MG – 2003) Assinale a alternativa INCORRETA.

O controle preventivo realizado pelo Poder Judiciário sobre projeto de lei em trâmite na Casa Legislativa visa garantir

a) aos parlamentares o devido processo legislativo.

b) aos membros do Poder Legislativo o direito público e subjetivo de participar de um

processo legislativo hígido.

c) a vedação na própria Constituição do trâmite da espécie normativa.

d) um procedimento em total conformidade com a Constituição, sendo incabível a

extensão do controle sobre aspectos discricionários concernentes às questões políticas.

e) o controle preventivo de constitucionalidade em abstrato existente em nosso

sistema constitucional.

132. (Ministério Público/MG – 2003) Assinale a alternativa incorreta.

a) Não se inclui na esfera de competência da Suprema Corte o poder de efetuar, em

sede concentrada, a fiscalização normativa abstrata de leis municipais em face da Constituição da República.

b) A fiscalização de constitucionalidade das leis e atos normativos municipais, nos

casos em que estes venham a ser questionados em face da Carta da República, somente se legitima em sede de controle incidental.

c) Inexiste, no ordenamento positivo brasileiro, a ação de inconstitucionalidade de lei

municipal, quando impugnada in abstracto em face da Constituição Federal. d) Os legitimados para propor ação direta de inconstitucionalidade possuem legitimação ativa universal, prescindindo da demonstração da relação de pertinência

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temática entre o ato impugnado e suas funções institucionais.

e) O fato de um decreto, eventualmente, restringir o alcance de uma lei pode implicar

a decretação de ilegalidade, mas não de sua inconstitucionalidade para o fim de ensejar a propositura de ação direta de inconstitucionalidade perante o STF.

133. (Ministério Público/MG – 2003) Controle de constitucionalidade por via de

exceção é o chamado controle.

a) misto, adotado no Brasil, onde convivem harmonicamente os controles difuso e

abstrato.

b) abstrato, que tem como característica a discussão da Lei em tese e como objeto

leis ou atos normativos federais e estaduais.

c) difuso, que tem como características a existência de um caso concreto e a

produção de efeitos erga omnes.

d) difuso, que tem como características a existência de um caso concreto e a

produção de efeitos inter partes.

e) político.

134. (Ministério Público/MG – 2004) Assinale a alternativa incorreta.

a) A Constituição Federal vigente admite o controle de constitucionalidade, pelo

Poder Judiciário, no âmbito de mero projeto de lei.

b) A resolução do Senado Federal que suspende a execução da lei declarada

inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal gera efeitos erga

omnes e ex tunc.

c) A sentença que decide a inconstitucionalidade na via da exceção faz coisa julgada

no caso concreto e entre as partes, não suspendendo, entretanto, a executoriedade da lei declarada inconstitucional.

d) A atual Carta Constitucional prevê controle de constitucionalidade concentrado

para suprir omissão de órgão administrativo.

e) A existência de lei elaborada e promulgada por autoridades incompetentes é

hipótese de incompatibilidade vertical da referida norma em relação à Constituição

Federal.

135. (Ministério Público/MG – 2004) Assinale a alternativa correta.

a) A Adin é instrumento idôneo ao exame de constitucionalidade de lei editada antes

da vigência da Constituição atual.

b) O

a

Constituição Federal não pode ser objeto de Adin.

c) Todos os legitimados ativos à propositura da Adin devem demonstrar, como

requisito imprescindível, a relação de pertinência entre a defesa do interesse

Decreto

executivo

regulamentar

que

afronte

simultaneamente

a

lei

e

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específico do legitimado e o objeto da própria ação.

d) Em razão da presunção de constitucionalidade da lei, é vedada a medida cautelar

em sede de Adin.

e) A Adin, em razão de sua natureza jurídica, é compatível com a desistência.

136. (Ministério Público Federal – 2002) A ação direta de inconstitucionalidade pode ser proposta perante o Supremo Tribunal Federal:

a) para declarar a inconstitucionalidade de leis federais, estaduais e municipais;

b) para declarar a inconstitucionalidade de leis federais e emendas constitucionais

violadoras de cláusulas pétreas, somente cabendo impugnação de leis estaduais por

contrariedade à Constituição Federal mediante representação interventiva;

c)

para declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual,

ou

para declarar a inconstitucionalidade por omissão, devendo o Procurador-Geral da

República ser previamente ouvido em todas as ações, independentemente de ter sido

o

seu autor;

d)

apenas pelo Procurador-Geral da República, os Governadores de Estados, os

Partidos Políticos com representação no Congresso Nacional e o Conselho Federal

da Ordem dos Advogados do Brasil, obedecida sempre a pertinência temática.

137. (Ministério

constitucionalidade:

I – Pode ser efetivado ainda por meio de argüição de descumprimento de preceito

fundamental, decorrente da Constituição Federal, que será apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, na forma da lei;

II – Pode ser levado a efeito pelo veto do Presidente da República;

III – Pode ainda ser exercido por qualquer Juiz ou Tribunal do País, segundo o

modelo originário norte-americano, sendo que nos Tribunais a declaração de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público deverá ser pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros do respectivo órgão especial.

Analisando-se as asserções acima, pode-se afirmar que:

a) todas estão corretas;

b) somente as de números I e III estão corretas;

c) estão corretas as de números I e II;

d) apenas as de números II e III estão corretas.

de

Público

Federal

2002)

O

controle

jurisdicional

138. (Ministério

constitucionalidade:

I – Podem os Tribunais declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do poder público, somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos

de

Público

Federal

2003)

No

controle

jurisdicional

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membros do respectivo órgão especial;

II – Produzem eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais

órgãos do Poder Judiciário e ao Poder Executivo, as decisões definitivas de mérito proferidas pelo Supremo Tribunal Federal nas ações declaratórias de

constitucionalidade de lei ou ato normativo federal;

III – Na hipótese de recurso extraordinário em cujo julgamento lei seja declarada

inconstitucional, por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal, compete privativamente ao Senado Federal suspender sua execução, no todo ou em parte;

IV

– Deverá ser previamente ouvido em todas ações de inconstitucionalidade perante

o

Supremo Tribunal Federal o Procurador-Geral da República, que pode também

propor ações diretas de inconstitucionalidade ou ações declaratórias de constitucionalidade. Analisando-se as assertivas acima, pode-se afirmar que:

a) somente as de números I e II estão corretas;

b) estão corretas apenas as de números III e IV;

c) todas estão corretas;

d) somente as de números II e III estão corretas.

139. (OAB/MG – 08/2003) As decisões definitivas de mérito em ação direta de

inconstitucionalidade acarretam:

a)

a retirada da norma inconstitucional do ordenamento jurídico, após manifestação

do

Senado Federal.

b)

a repristinação do direito anterior, contrário à norma declarada inconstitucional.

c) a

declaração.

d) a revogação da norma inconstitucional.

obrigatoriedade

de

manifestação

do

STF

sobre

os

efeitos

temporais

da

140. (OAB/MG – 12/2004) Marque a alternativa incorreta:

a)

Advogado-Geral da União defende a constitucionalidade de lei impugnada perante

o

Supremo Tribunal Federal em todas as ações diretas de inconstitucionalidade.

b)

O Senado Federal é competente para suspender a execução de lei declarada

inconstitucional em decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal somente em caso

de

recurso extraordinário.

c)

Procurador-Geral da República pode ser autor de todos os tipos de ação direta, em

sede de controle abstrato, perante o Supremo Tribunal Federal.

d) Não cabe liminar na ação direta de inconstitucionalidade por omissão.

141. (OAB/MG – 08/2004) Relativamente à argüição de descumprimento de

preceito fundamental, marque a opção incorreta:

a) Trata-se de modalidade de controle concreto da constitucionalidade, visando à

fundamental, marque a opção incorreta: a) Trata-se de modalidade de controle concreto da constitucionalidade, visando à
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defesa de direitos subjetivos.

b) Tem como objeto a controvérsia constitucional sobre lei ou ato normativo que pode

ser federal, estadual ou municipal.

c) Pode ser proposta por todos aqueles que têm legitimidade ativa para propor as

demais ações diretas versando sobre inconstitucionalidade.

d) Admite a concessão de medida liminar, tendo a decisão final eficácia contra todos.

142. (OAB/MG – 03/2005) Uma Assembléia Legislativa aprova emenda em sua

Constituição determinando, no âmbito dessa unidade da Federação, a escolha de prefeitos pelo Governador do Estado sem que haja eleição popular. Nesse caso:

a) haverá intervenção federal, por decreto presidencial, após provimento do Supremo

Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral da República, sem necessidade de apreciação do decreto pelo Congresso Nacional.

b) o Presidente da República poderá, discricionariamente, decretar a intervenção

federal, submetendo o decreto que a institui à apreciação do Congresso Nacional, que pode aprovar ou não o decreto.

c) o Presidente da República só poderá agir mediante provimento, pelo Tribunal de

Justiça, de representação feita pelo Procurador-Geral de Justiça.

d) não há qualquer medida a ser tomada porque a Constituição Federal garante e

assegura a autonomia estadual através do Poder Constituinte Decorrente.

143. (OAB/MG – 03/2005) Estão legitimados para propor ação direta de inconstitucionalidade, por ofensa à Constituição Federal, dentre outros:

a) Presidente da República, Mesa do Senado Federal e Conselho Seccional da OAB.

b) Mesa de Câmara Municipal, Governador do Estado e partido político com representação no Congresso Nacional.

c) Presidente da República, Mesa do Senado Federal e Mesa da Câmara dos

Deputados.

d) Presidente da República, Procurador-Geral do Estado e Confederação Sindical de

âmbito nacional.

144. (OAB/SP – 123.º) A decisão do Supremo Tribunal Federal que declarasse a

constitucionalidade de decreto legislativo ratificador de tratado internacional, em Ação Direta de Inconstitucionalidade, proposta pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil,

a) seria incorreta, pois o decreto legislativo em questão não é passível de controle de

constitucionalidade.

b) poderia ter efeitos ex nunc, por razões de segurança jurídica ou de excepcional

controle de constitucionalidade. b) poderia ter efeitos ex nunc , por razões de segurança jurídica ou
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interesse social.

c) seria incorreta, pois o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil não é

parte legítima para a propositura de ADIN.

d) teria

à

Administração Pública federal, estadual e municipal.

efeito

vinculante

em

relação

aos

órgãos

do

Poder

Judiciário

e

145. (OAB/SP – 123.º) O veto do Presidente da República, por motivo de

inconstitucionalidade, à lei aprovada pelo Congresso Nacional, é forma de

podendo, as razões, serem

questionadas junto ao Poder Judiciário.

b) controle

questionadas junto ao Poder Judiciário.

c) controle preventivo da constitucionalidade, sendo vedado o questionamento de

suas razões junto ao Poder Judiciário.

d) controle repressivo da constitucionalidade, sendo vedado o questionamento de

suas razões junto ao Poder Judiciário.

serem

a) controle

preventivo

repressivo

da

da

constitucionalidade,

constitucionalidade,

podendo,

as

razões,

146. (OAB/SP – 124.º) A Ação Direta de Inconstitucionalidade Interventiva,

processada junto ao Supremo Tribunal Federal, tem por objetivos tutelar

a) os princípios sensíveis, previstos no art. 34, VII, da Constituição da República, e

dispor sobre a intervenção da União nos Estados ou Distrito Federal.

b) toda a Constituição Federal e declarar a inconstitucionalidade do ato impugnando.

c) os princípios fundamentais, previstos no Título I, da Constituição da República, e

declarar a inconstitucionalidade do ato impugnando.

d) os princípios da Ordem Econômica, previstos no art. 170 da Constituição da

República, e declarar a inconstitucionalidade do ato estatal que intervenha

indevidamente na economia.

147. (OAB/SP – 124.º) O controle preventivo da constitucionalidade de projeto de lei ordinária estadual que contrarie a Constituição do respectivo Estado pode ser efetuado

a) pelo Supremo Tribunal Federal, por meio da via concentrada.

b) pelo Tribunal de Justiça, por meio da via concentrada.

c) pelo juiz de primeira instância, por meio da via direta.

d) por Comissão da Assembléia Legislativa.

148. (OAB/SP – 124.º) A decisão em Ação Direta de Inconstitucionalidade,

processada perante o Supremo Tribunal Federal, que declara inconstitucional a

Lei “B”, revogadora da Lei “A”, produz efeito

perante o Supremo Tribunal Federal, que declara inconstitucional a Lei “B”, revogadora da Lei “A”, produz
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a) ex tunc, restaura a eficácia da Lei “A” e vincula os órgãos do Poder Judiciário e a

Administração Pública.

b) ex nunc, mantém revogada a Lei “A” e vincula somente os órgãos do Poder

Judiciário.

c) ex nunc, restaura a eficácia da Lei “A” e vincula somente os órgãos do Poder

Judiciário.

d) ex tunc, mantém revogada a Lei “A” e vincula somente a Administração Pública.

149. (Delegado de Polícia Civil/DF – 2004) Ainda acerca do tema controle de

constitucionalidade, é factível asseverar que:

a) pela via de exceção, a questão constitucional é argüida incidenter tantum, como

prejudicial do mérito;

b) na hipótese de ação direta, de competência do Supremo Tribunal Federal, o

Procurador-Geral da República, na qualidade de chefe do Ministério Público da

União, será citado, previamente, para a defesa do ato ou texto impugnado;

c) em razão do princípio da subsidiariedade que preside o instituto, a argüição de

descumprimento de preceito fundamental será admitida pelo Supremo Tribunal Federal, nos casos de sua competência, ainda quando existente qualquer outro meio capaz de sanar, eficazmente, a lesividade alegada;

d) por entender compatível com o objeto da demanda, o Supremo Tribunal Federal

concede medida cautelar em ação direta de inconstitucionalidade por omissão, expedindo, em conseqüência, provimento normativo preliminar, de sorte a suprir a inatividade do órgão legislativo inadimplente; e) cabe aos Estados Federados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais em face das Constituições Federal e Estadual, vedada a atribuição para agir a um único órgão.

150. (AGU – 2004) Com a promulgação da Constituição de 16 de julho de 1934,

inaugurou o Brasil a terceira grande época constitucional de sua história; época marcada por crises, golpes de Estado, insurreição, impedimentos, renúncia e suicídio de presidente, bem como pela queda de governos, repúblicas e constituições. Sua mais recente manifestação formal veio a ser a Carta de 5 de outubro de 1988 (Paulo Bonavides. Curso de direito constitucional, 10.ª ed. São Paulo: Malheiros Editores, 2000, p. 332 [com

adaptações]). Tendo o texto acima como referência inicial, julgue os itens a seguir, acerca [

] das

normas constitucionais programáticas, das disposições constitucionais transitórias, da

hermenêutica constitucional

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150.1) O Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, por conter normas que disciplinam situações de transição entre o texto constitucional anterior e o novo texto ou normas que perdem sua vigência após exaurida a sua eficácia provisória, é independente em relação à Constituição.

150.2) São efeitos concretos das normas constitucionais programáticas, entre outros, condicionar a atividade discricionária da administração e do Poder Judiciário e condicionar o conteúdo da legislação futura.

150.3) O princípio da conformidade funcional impõe que, na concretização constitucional, o intérprete-aplicador considere a Constituição em sua globalidade, evitando que o resultado da tarefa interpretativa crie antinomias ou antagonismos entre as normas constitucionais.

151. (Ministério Público/RO – 2001) Acerca da hermenêutica constitucional, [ julgue o item a seguir

151.1) Considerando que entre as normas constitucionais há várias que consubstanciam princípios e, portanto, são dotadas de elevada carga axiológica, o intérprete-aplicador do direito, ao lidar com a Constituição, deve estabelecer hierarquia entre aquelas normas; disso decorre a conclusão, amplamente aceita na doutrina e na jurisprudência brasileiras, de que há normas constitucionais originárias inconstitucionais.

],

152. (Procurador Federal – 2004) Quanto ao conceito e à classificação das constituições e das normas constitucionais, à hermenêutica constitucional, às normas programáticas e ao preâmbulo na Constituição da República de 1988 e, ainda, acerca do histórico das disposições constitucionais transitórias, julgue os itens seguintes.

152.1) Em consonância com precedente do Supremo Tribunal Federal (STF), o preâmbulo da Constituição Federal vigente, em razão de sua natureza jurídica de norma constitucional, pode ser invocado para a defesa de um direito.

152.2) Verifica-se a existência de disposições constitucionais transitórias em todos os textos constitucionais brasileiros, desde a Constituição de 1891, e, segundo precedente do STF, as normas que integram as disposições constitucionais transitórias, como categorias normativas subordinantes, impõem-se no plano do ordenamento estatal.

152.3) As normas programáticas são normas jurídico-constitucionais de aplicação diferida que prescrevem obrigações de resultados, e não obrigações de meio, sendo, no caso brasileiro, vinculadas ao princípio da legalidade ou referidas aos poderes públicos ou dirigidas à ordem econômico-social.

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152.4) O método de interpretação constitucional denominado hermenêutico- concretizador pressupõe a pré-compreensão do conteúdo da norma a concretizar e a compreensão do problema concreto a resolver, havendo, nesse método, a primazia do problema sobre a norma, em razão da própria natureza da estrutura normativo- material da norma constitucional.

GABARITO – TÍTULO I

1

– E

2

– D

3

– D

4

4.1) Errado

5

– A

6

– C

7

– C

8

– D

9

– A

10

– A

11 – D

12 – D

13 –

13.1) Certo

13.2) Errado

13.3) Errado

14 –

14.1) Certo

14.2) Certo

14.3) Errado

15 –

15.1) Certo

15.2) Certo

15.3) Errado

15.4) Certo

16

16.1) Errado

14.3) Errado 15 – 15.1) Certo 15.2) Certo 15.3) Errado 15.4) Certo 16 – 16.1) Errado
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16.2) Certo

17

– B

18

– C

19

– B

20

– A

21

– B

22

– C

23

– C

24

– A

25

– D

26

– D

27

– D

28

28.1) Errado

28.2) Errado

28.3) Certo

29

29.1) Errado

30

– B

31

– C

32

– E

33

– B

34

– E

35

– B

36

– B