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Reflexão Modelos Curriculares em Educação Pré-Escolar

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Com a elaboração deste trabalho acerca dos modelos curriculares em educação

pré-escolar, tivemos a possibilidade de adquirir novos conhecimentos e aprofundar

outros que ainda não estavam totalmente consolidados. Defendemos que a utilização de

um modelo pedagógico na educação pré-escolar é um fator indispensável na qualidade

da mesma mostrando-se, de igual modo, um instrumento fundamental na relação entre a

teoria e a prática. Na mesma linha de pensamento, Formosinho (1996, citado por

Formosinho, Lino e Niza, 2007, p.40) “refere que a adoção de um modelo pedagógico

pelas educadoras de infância é um fator de sustentação da sua praxis.” Defende ainda

que os modelos pedagógicos “incorporam uma visão integradora dos fins da educação e

das fontes do currículo, dos objetivos e dos métodos escolares, dos métodos e da

organização do espaço e do tempo escolares. Consubstanciando uma visão sistemática

da educação, são um poderoso instrumento de mediação da teoria e da prática”

(Formosinho, Lino e Niza, 2007, p. 11). É neste sentido que achámos imprescindível a

utilização de um determinado modelo curricular a fim de sustentar uma prática

pedagógica significativa.

Assim sendo, cada educador tem a liberdade de escolher e implementar um modelo

curricular no qual acredite nos seus fundamentos e nos benefícios que esse irá

proporcionar no desenvolvimento da criança.

Apesar de haver algumas diferenças significativas, típicas de cada modelo

pedagógico, ou seja, cada um focaliza-se nos aspetos e fundamentos que acha mais

adequados para o desenvolvimento integral da criança, há aspetos que são privilegiados

e comuns à grande maioria dos modelos curriculares. Entre estes estão a autonomia da

criança, o seu desenvolvimento social e harmonioso, a aprendizagem realizada através

do jogo (aprender brincando) a participação da comunidade educativa, em especial dos

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pais, as atividades centradas nos interesses das crianças a fim de desenvolverem

aprendizagens significativas e o papel ativo das mesmas no processo de construção dos

seus saberes.

Na visão do grupo, a utilização de um modelo curricular é fulcral para o

desempenho de toda a prática pedagógica desenvolvida com um grupo de crianças. No

entanto, achamos que não é forçosamente imposto que um educador de infância escolha

um dos modelos pedagógicos existentes. A não adoção de um modelo curricular

atualmente utilizado, não é na nossa perspetiva sinónimo de menos eficiência por parte

do educador e consequente aprendizagem incompleta da criança. Até porque existem

educadoras que dizem utilizar um determinado modelo e na prática não tiram partido do

mesmo.

Assim sendo, cada educador poderá escolher de entre os modelos, determinados

fundamentos e estratégias pedagógicas que ache mais pertinentes e adequadas ao grupo

de crianças que está a orientar.

Referência:

Formosinho, J. Lino, D. & Niza, S. (2007). Modelos Curriculares para a

Educação de Infância Construindo uma práxis de participação. Porto: Porto Editora.