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ia? esate so eesti Ce TREUNAL, [ESTADO 90 PODER JUDICIARIO TRIBUNAL DE JUSTICA DO ESTADO DE SAO PAULO ACORDAO Vistos, relatados e discutidos estes autos de APTELACAO CIVEL n? 10.511-5/9, da Comarca de FRANCO DA ROCHA, em que é apelante SOCIEDADE AMIGOS DE FRANCO DA ROCHA, sendo apelada PREFEITURA MUNICIPAL DE FRANCO DA ROCHA: ACORDAM, em Quinta Camara de Direito Pablico do Tribunal de Justiga do Estado de Sao Paulo, por votagao unanime, negar provimento ao recurso, de conformidade com © relat6rio e voto do Relator, que ficam fazendo parte do acord&o. © julgamento teve a participagio dos Desembarga dores MENEZES GOMES (Presidente, sem voto), PAULO FRANCO e CUBA DOS SANTOS. S&o Paulo, 19 de margo de 1998. Cha WILLIAM MARINHO Relator PODER JUDICIARIO TRIBUNAL DE JUSTIGA DO ESTADO DE SAO PAULO VOTO No. : 1751 APEL. No, : 010.511.5/9-00 COMARCA : Franco da Rocha APTE. 1 Sociedade Amigos de Franco da Rocha APDA. : Prefeitura Municipal de Franco da Rocha Ementa: Reintegracio de posse - Imével, objeto de doagdo em comodato - Desvirtuamento do uso, para fins comerciais - Revogacio do beneficio - Admissibilidade - Ato de natureza discricioniria da ‘Administracio, nio passivel de revisio pelo Poder Judicisrio - Sentenca de procedéncia, confirmada - Recurso, nio provide. 1) Cuida-se de apelagao contra a r. sentenga de fis. 108/110, cujo relatério se adota, a qual julgou procedente a agao possessoria, para reintegrar a Municipalidade-autora, na posse do imével, ocupado pela Sociedade dos Amigos de Franco da Rocha. Apela a. entidade-vencida, buscando a reforma do julgamento, com a inversdo do resultado. Sustenta a ineficdcia da notificagao premonitoria. No tocante ao mérito, argumenta que, como a Prefeitura deixou de formalizar a “alienaga0”, nfo se pode falar em descumprimento das exigéncias impostas pela lei municipal. Aduz, contudo, ter realizado obras sociais no imével. Ademais, lembra que a outras entidades tem sido cedido “espago” sem os mesmos encargos sociais, Nega, outrossim, 0 dircito a reintegragdio, em face da falta de propriedade do imével. Argili, afinal, a prescrigo, invocando o art. 177 do Cédigo Civil (fls. 112/119). Recurso, tempestivo, devidamente preparado (fls. 120 e 123) e contra-arrazoado (fls. 124/126). E o relatorio. Ee, PODER JUDICIARIO a TRIBUNAL DE JUSTIA DO ESTADO DE SAO PAULO 2) O imével, localizado na rua José Augusto Moreira Viela 33, constituido do espago livre “T”, de 1.260 m2, foi objeto de doagao em comodato 4 Sociedade-Apelante, por forga da Lei municipal n° 495, de 20 de maio de 1970. Segundo consta — ja que o teor da lei no foi revelado nos autos —, cumpria a sociedade-ré fazer no imével sua sede, ¢ “instalar consultério médico e parque infantil” (fl. 72). Passou ela, entretanto, a ocupar o imével, murando-o e nele edificando um saléo de 240,00 m2, “equipado com palco”, e “banheiros” masculinos e femininos (sic, fl. 72). 3) Os beneficios sociais previstos no citado diploma — no entender da ré —, s6 seriam exigidos apés 0 “contrato” que deveria ter sido firmado antes da revogag4o da lei, ou entao, apds a “alienagao” do imével (art. 3°, da Lei n° 1071/80). ‘Mesmo que assim fosse, nao justificaria ter a sociedade-ré | lin) Gur'+ destinado 0 imével para explorago comercial, permitindo funcionasse nele uma escola de artes marciais, bem como alugando 0 saléio para “bailes de formatura e velérios” (fl. 73). Demais, verdadeiro eufemismo revestir essas atividades de carater social, conforme pretende fazer crer a apelante. O desvio das finalidades sociais, ou, maxime a falta de realizagao de obras sociais, levou a Prefeitura revogar a lei que dava respaldo a ocupagao da ré no imével, “de uso comum” (fl. 125), pertencente ao patriménio piiblico. ‘Apelagio Civel n° 010,511-5/9.00 ~ Franco da Rocha