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Física
Cinemática

CONCEITOS FUNDAMENTAIS Variação de espaço DS ou deslocamento escalar é a diferença


entre a posição ou espaço final S2 no instante t2 e o espaço
inicial S1 no instante t1.
A Cinemática é a parte da Mecânica que estuda os movimentos,
sem se importar com suas causas. t1 t2
0
Ponto material é um corpo cujas dimensões podem ser
S1 DS = S2 – S1
desprezadas. Quando um ponto material está em movimento, DS
costuma ser chamado de móvel. A linha geométrica que se S2
obtém ligando os pontos por onde o móvel passa denomina-
se trajetória, que pode ser retilínea, curvilínea ou mesmo
reduzir-se a um único ponto (se não houver movimento). Intervalo de tempo Dt é a diferença entre o instante de tempo
final t2 e o instante de tempo inicial t1.
Para se dizer se uma partícula está em movimento ou em repouso
é indispensável adotar um referencial. Dt = t2 – t1
Os conceitos de movimento e repouso são relativos, pois
dependem sempre do referencial escolhido. Em condições
normais, os prédios estão parados (em repouso) em relação à Distância percorrida d é a medida de quanto realmente anda
Terra, porém estão em movimento em relação ao Sol ou em um corpo, não importanto o sentido do movimento.
relação à Lua.
d = |D
DS1 | + |D
DS2| + ...
Após um referencial ter sido escolhido, para se dizer se uma
partícula está em movimento ou em repouso, basta verificar se
a posição dessa partícula em relação ao referencial permanece Velocidade escalar média (ou velocidade média) é a razão ou
a mesma (repouso) ou se modifica (movimento) no decorrer do quociente entre a variação de espaço DS e o correspondente
tempo. intervalo de tempo Dt:

VELOCIDADE ESCALAR MÉDIA (VM) ∆S S − S1


VM = VM = 2
Quando se estuda o movimento sobre a trajetória, o referencial ∆t t 2 − t1
pode ser um ponto da mesma, chamado origem dos espaços O.
Orientando-se a trajetória, o valor algébrico (positivo ou Se a variação de espaço for medida para um intervalo de tempo
negativo) da distância entre a posição P da partícula e a origem muito pequeno (tendendo ao valor zero), o quociente será
O corresponde ao espaço ou abscissa S da partícula num dado denominado velocidade instantânea. É o caso da velocidade
instante de tempo t. fornecida pelos velocímetros dos veículos em geral.
Decorre da definição que a velocidade é medida em m/s, embora
S
(t) também possa ser medida em km/h ou cm/s no S.I..

O 1 km = 1000 m
P
No Sistema Internacional de Unidades (SI), a unidade utilizada 1 h = 60 min = 3600 s
para espaço é o metro (m) e para o tempo é o segundo (s).
Essas unidades, juntamente com a unidade de massa chamada
km 1000 m 1
quilograma (kg), constituem as unidades fundamentais de toda 1 = = m/s Þ 1 m/s = 3,6 km/h
a Mecânica no SI. h 3600s 3,6

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O intervalo de tempo é uma grandeza sempre positiva (Dt > 0), CLASSIFICAÇÃO DOS MOVIMENTOS
pois o tempo jamais volta. Já as variações de espaço podem
ser positivas (DS > 0), negativas (DS < 0) ou nulas (DS = 0), Dependendo de como a velocidade se comporta, os movimentos
dependendo da posição final da partícula comparada com a podem ser classificados como acelerados ou retardados.
posição inicial da mesma. Considere um veículo em movimento ao longo de uma estrada.
Se o velocímetro indicar sempre o mesmo valor da velocidade, o
Se o movimento ocorre no mesmo sentido da orientação da movimento é dito uniforme e não apresenta aceleração escalar.
trajetória (movimento progressivo), S2 é sempre maior que S1 Se o velocímetro indicar valores diferentes a cada instante, o
e a variação de espaço (assim como a velocidade média) é movimento é considerado variado e, neste caso, a velocidade
positiva (D
DS > 0 Þ VM > 0). pode estar aumentando (figura A) ou diminuindo (figura B).
Se o movimento ocorre em sentido oposto ao da orientação da
trajetória (movimento retrógrado), S2 é sempre menor que S1 50
40 50 60 40 60
e a variação de espaço (assim como a velocidade média) é
30 70 30 70
negativa (DDS < 0 Þ VM < 0).
20 80 20 80
Após uma sucessão de movimentos, se a posição final coincidir
10 90 90
com a posição inicial, tudo terá se passado como se a partícula 10
não tivesse saído do lugar, isto é, a variação de espaço (assim 0 100 0 100
como a velocidade média) será nula (D DS = 0 Þ VM = 0). km/h km/h
Figura A Figura B
V>0
V<0 O velocímetro de um veículo só consegue marcar o valor absoluto
+ +
(módulo) da velocidade escalar. Se a velocidade aumenta em valor
absoluto o movimento é acelerado (figura A). Se a velocidade
progressivo retrógrado diminui em valor absoluto o movimento é retardado (figura B).
Algebricamente, pode-se constatar se o movimento é ou não
acelerado: quando a velocidade e a aceleração têm o mesmo
ACELERAÇÃO ESCALAR MÉDIA (a
a M) sinal algébrico, o movimento é acelerado; se os sinais algébricos
Suponha uma partícula em movimento, de modo que no instante da velocidade e da aceleração forem opostos, o movimento é
t1 ela possua velocidade escalar V1 e no instante posterior t2 retardado. Resumindo:
ela possua velocidade escalar V2.
V1 Acelerado: | V | crescente Û V e a têm mesmo sinal
V2
Retardado: | V | decrescente Û V e a têm sinais opostos
(t1) (t2)
a>0
V>0 +

No intervalo de tempo Dt = t2 – t1 houve uma correspondente


DS1 DS2 DS3 DS4
variação da velocidade escalar dada por DV = V2 – V1.
Movimento Acelerado Progressivo
Aceleração escalar média (ou simplesmente aceleração média) a<0
é a razão ou quociente entre a variação de velocidade DV e o V<0 +
correspondente intervalo de tempo Dt.
DS4 DS3 DS2 DS1
∆V V − V1 Movimento Acelerado Retrógrado
αM = ou αM = 2
∆t t 2 − t1 a<0
V>0 +
Se a variação de velocidade for medida num intervalo de tempo
muito pequeno (tendendo a zero), o quociente será DS1 DS2 DS3 DS4
denominado aceleração instantânea a . Movimento Retardado Progressivo
Decorre da definição que a aceleração é medida em m/s por s, a>0
ou seja, m/s2, embora também possa ser medida em km/h2, V< 0 +
cm/s2, pol/min2 no SI . As variações de velocidade D DV e
conseqüentemente as acelerações a podem ser positivas DS4 DS3 DS2 DS1
(se V2 > V1), negativas (se V2 < V1) ou nulas (se V2 = V1). Movimento Retardado Retrógrado

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EXERCÍCIOS RESOLVIDOS Resolução:
01. Com base na trajetória de um móvel dada abaixo,
determine os deslocamentos escalares a seguir: SB − SA 380 − 200 180
VM = = = = 30 km / h
t' B − t A 15 − 9 6

A B C D E Distância percorrida = dA ® D + dD ® B = 340 + 160


-3 m 2 m 4 m 5 m
A distância percorrida foi de 500 km.

04. Um ônibus faz o trajeto entre duas cidades em duas etapas.


a) quando o móvel se desloca de A para C Na primeira, percorre uma distância de 150 km em 90 minutos.
Na segunda, percorre 220 km em 150 minutos. Calcule a
b) quando o móvel se desloca de B para E
velocidade média do ônibus durante a viagem.
c) quando o móvel se desloca de E para A
Resolução:
d) quando o móvel se desloca de C até E e volta ao ponto C
e) quando o corpo permanece em repouso sobre o ponto A DS1 = 150 km; Dt1 = 1,5 h

Resolução: DS2 = 220 km; Dt2 = 2,5 h

∆ S1 + ∆ S2 150 + 220 370


a) DS = SC - SA = 2 - (-3) = 5 m VM = ∆ t + ∆ t = 15
, + 2,5
=
4
1 2
b) DS = SE - SB = 5 - 0 = 5 m
VM = 92,5km/h
c) DS = SA - SE = -3 - 5 = - 8 m

d) DS = SC – SC = 2 – 2 = 0 A velocidade média do ônibus na viagem foi 92,5 km/h.


e) DS = SA - SA = -3 - (-3) = 0
05. Seja a função horária espaço x tempo, que representa o
02. As anotações feitas por um motorista ao longo de uma movimento de uma partícula: S = 2t2 + 6t – 3 (SI).
viagem são mostradas no esquema:
a) Calcule a posição da partícula nos instantes:
A B C D
t1 = 0 Þ Resolução: S = 2 . 02 + 6 . 0 – 3 Þ S = – 3 m
200 km 380 km 420 km 540 km
9,0 h 11,0 h 12,0 h 13,0 h t2 = 1s Þ Resolução: S = 2 . 12 + 6 . 1 – 3 Þ S = 5 m
t3 = 2s Þ Resolução: S = 2 . 22 + 6 . 2 – 3 Þ S = 17m
Analisando as informações contidas neste esquema, calcule
a velocidade média entre as cidades A e D, em km/h.
b) Calcule a velocidade média da partícula entre os
Resolução: instantes t1 = 0 e t3 =2s

S D – S A 540 − 200 340 Resolução:


VM = t – t = 13 − 9 = 4 = 85 km / h
D A
∆S Sf − Si 17 – (–3)
VM = = = 2 – 0 = 10 m/s
03. Em relação ao exercício 02, o motorista passa pela cidade ∆t t f − ti
B novamente às 15h. Calcule a velocidade média do móvel
e a distância percorrida entre A e B.
A velocidade média da partícula foi de 10 m/s.

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EXERCÍCIOS 09. Em relação ao exercício anterior, se o motorista passar


novamente pela cidade B às 15 h, a sua velocidade escalar
06. A velocidade de propagação do som no ar (VS), em
média, bem como a distância percorrida entre A e B, serão:
determinadas condições, é 1224 km/h, enquanto nas
mesmas condições a velocidade da luz (V L ) é
3,0 . 105 km/s. Neste caso, podemos afirmar que a relação a) 83 km/h; 580 km
aproximada de VS e VL é: b) 30 km/h; 500 km
c) 83 km/h; 500 km
a) VL = 4,08 . 10-2 VS d) 20 km/h; 580 km
b) VL = 2,45 . 102 VS e) 90 km/h; 180 km
c) VL = 8,8 . 104 VS
d) VL = 2,45 . 105 VS
10. (UF-RN) Um móvel, em movimento retilíneo, está com
e) VL = 8,8 . 105 VS aceleração constante de 2 m/s2. Isso significa que:

07. O gráfico representa aproximadamente a velocidade de um a) o móvel percorre 2 m em cada segundo


carro durante uma viagem. A velocidade escalar média desse
b) o móvel percorre 22m em cada segundo
carro durante as 10 horas de viagem é:
c) a velocidade do móvel varia 2 m/s em cada segundo
a) 21 km/h V (km/h)
d) a velocidade do móvel varia 22 m em cada segundo
b) 26,2 km/h 30 e) a velocidade do móvel também é constante
c) 5 km/h 20

d) 6,25 km/h t (h)


0 11. (PUC-MG) Um objeto movendo-se em linha reta tem, no
e) 15 km/h 5 7 10 instante 4,0 s, velocidade 6,0 m/s e, no instante 7,0 s,
velocidade 12,0 m/s. Sua aceleração média nesse intervalo
de tempo é, em m/s2:
08. O desenho abaixo corresponde ao esboço das anotações
feitas por um motorista ao longo de uma viagem.
a) 1,6

A B C D b) 2,0
c) 3,0
200 km 380 km 420 km 540 km
d) 4,2
9h 11 h 12 h 13 h
e) 6,0

Analisando as afirmações contidas neste esboço, podemos 12. (FUVEST) Partindo do repouso, um avião percorre a pista
concluir que a velocidade escalar média desenvolvida pelo com aceleração constante e atinge a velocidade de 360 km/h
motorista entre as cidades A e D foi, em km/h: em 25 segundos. Qual o valor da aceleração, em m/s2 ?

a) 90 REPETIDO = EX 2 a) 9,8
b) 85 b) 7,2
c) 80 c) 6,0
d) 70 d) 4,0
e) 60 e) 2,0

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MOVIMENTO UNIFORME (M. U.) DIAGRAMAS HORÁRIOS
DO MOVIMENTO UNIFORME
Movimento uniforme é aquele em que a velocidade permanece
constante (não-nula) no decorrer do tempo: o móvel apresenta DIAGRAMA HORÁRIO DOS ESPAÇOS
variações de espaço iguais em intervalos de tempos iguais.
Como conseqüência, no M.U. a velocidade média coincide com Como a função horária dos espaços é do 1o grau em t, o gráfico
a velocidade em cada instante. correspondente será uma reta oblíqua, que poderá ser crescente
ou decrescente, dependendo do movimento ser progressivo
M.U. Û VM = V = constante (¹ 0) (V > 0) ou retrógrado (V < 0).

S S
FUNÇÃO HORÁRIA DOS ESPAÇOS

Função horária é aquela em que uma das variáveis é o tempo (t). S0


V<0
Em Cinemática é comum trabalhar-se com a função horária dos
V>0
espaços S = f(t), a função horária das velocidades V = f(t) e a
S0
função horária das acelerações a = f(t), que relacionam com o
tempo respectivamente o espaço S, a velocidade V e a 0 t 0 t
aceleração a. Quando um movimento é uniforme, sua função
horária dos espaços é de 1o grau (função linear).
Considere que o móvel da figura abaixo realiza um movimento
uniforme sobre a trajetória desenhada. Nos instantes t0 e t DIAGRAMA HORÁRIO DAS VELOCIDADES
ele ocupa respectivamente os espaços S0 e S.
Sendo a velocidade constante e não-nula, seu gráfico será
t uma reta paralela ao eixo dos tempos.
V Ficará acima do eixo t se o movimento for progressivo (V > 0).
t0
Ficará abaixo do eixo t se o movimento for retrógrado (V < 0).
V S
V V
S0 V>0

A função horária dos espaços no Movimento Uniforme é:

S = S0 + V . t 0 t 0 V<0 t

As unidades utilizadas devem ser sempre especificadas. Muitas


vezes, indica-se apenas o sistema de unidades.
Por exemplo, se a função horária do movimento de um móvel é DIAGRAMA HORÁRIO DAS ACELERAÇÕES
dada pela expressão:
Como no movimento uniforme a velocidade não varia, então a
S = 10 + 5 . t (S.I.) aceleração será constantemente nula e seu gráfico será uma
reta coincidente com o eixo dos tempos.
isto significa que os espaços estão sendo medidos em metros
a
e os instantes de tempo em segundos. Neste caso, o espaço
inicial vale S0 = 10 m e a velocidade vale V = 5 m/s e é possível
dizer, a cada instante de tempo t, onde se localiza o móvel na
trajetória S, ou vice-versa. A partir da função horária, é possível
obter uma tabela ou um diagrama (gráfico) do espaço em função a=0
t
do tempo que represente o movimento, como será visto 0
adiante.

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PROPRIEDADES DOS DIAGRAMAS EXERCÍCIO RESOLVIDO

DIAGRAMA HORÁRIO DOS ESPAÇOS 13. Um móvel percorre uma trajetória retilínea, obedecendo à
seguinte função horária: S = –3 + 3t (SI). Determine:
No diagrama horário dos espaços, a velocidade escalar é
numericamente igual à tangente do ângulo formado entre o a) a posição do móvel no instante t = 0
gráfico e o eixo t. S b) a velocidade do móvel
c) o espaço do móvel no instante t = 5s
d) o instante em que o móvel passa pela origem da trajetória
S e) o instante em que o móvel passa pela posição 24m
S – S0 Resolução:
N ∆S
tg θ = = V S0 q
∆t a) S = -3 + 3 . 0 = -3m \ S0 = - -3m
t – t0 b) V = 3m/s
t c) S = -3 + 3 . 5 = -3 + 15 \ S5 = 12 m
t0 t
d) Na origem S = 0
0 = -3 + 3t Þ 3t = 3 Þ t = 1s
DIAGRAMA HORÁRIO DAS VELOCIDADES
e) S = 24 m temos: 24 = –3 + 3t Þ 7 = 3t Þ t = 9s
O diagrama horário das velocidades apresenta duas
propriedades importantes: EXERCÍCIOS

① a aceleração escalar é numericamente igual à tangente do 14. Uma partícula em movimento retilíneo tem suas posições
ângulo formado entre o gráfico e o eixo t variando com o tempo, de acordo com o gráfico abaixo. No
② a área compreendida entre o gráfico e o eixo t representa instante t = 1,0 minuto, sua posição x será:
numericamente a variação de espaço entre os instantes de a) 5,0 m x (m)
tempo considerados. b) 1,2 . 101 m
c) 2,0 . 101 m 10
V V 2
d) 3,0 . 10 m
V
e) 1,2 . 103 m 0 0,5 t (s)
V – V0
15. Um móvel A, de pequenas dimensões, descreve um
q A movimento retilíneo uniforme quando um outro B, de
V0
t – t0 150 m de comprimento, deslocando-se paralelamente a A,
passa por ele no mesmo sentido, com velocidade também
t t1 t constante de 108 km/h. O tempo de ultrapassagem de B
t0 t t2
por A foi de 7,5 s. A velocidade do móvel A (em m/s) é:
N ∆V N a) 50 b) 40 c) 30 d) 20 e) 10
tg θ = = α A = ∆S
∆t
16. (UF-PI) Dois móveis A e B obedecem às funções horárias
SA= 90 – 2 t e SB = 4 t, com unidades no SI. Podemos
DIAGRAMA HORÁRIO DAS ACELERAÇÕES afirmar que o encontro dos móveis se dá no instante:
No diagrama horário das acelerações, a área compreendida a) 0 s b) 15 s c) 30 s d) 45 s e) 90 s
entre o gráfico e o eixo t representa numericamente a variação
de velocidade entre os instantes de tempo considerados. 17. (ESPM) Dois carros A e B, de dimensões desprezíveis,
movem-se em movimento uniforme e no mesmo sentido. No
a instante t = 0, os carros encontram-se nas posições indicadas
na figura. Determine depois de quanto tempo A alcança B.
A B
20m/s 15m/s
A N
A = ∆V t
1 000 m

t a) 200 s b) 100 s c) 50 s d) 28,6 s e) 14,3 s


t1 t2

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MOVIMENTO UNIFORMEMENTE VARIADO (M.U.V.) FUNÇÃO HORÁRIA DOS ESPAÇOS
Movimento uniformemente variado é aquele em que a Quando um movimento é uniformemente variado, sua função
aceleração permanece constante (não nula), isto é, o móvel horária dos espaços é do 2o grau em t (função quadrática).
apresenta variações de velocidade iguais em intervalos de
α 2
tempo iguais. Como conseqüência, no M.U.V. a aceleração Para: t0 = 0 Þ S = S 0 + V0 t + t
média coincide com a aceleração em cada instante. 2

M.U.V. Û aM = a = constante ¹ 0 DIAGRAMA HORÁRIO DOS ESPAÇOS


Como a função horária dos espaços é do 2o grau em t, o gráfico
FUNÇÃO HORÁRIA DAS VELOCIDADES correspondente será um arco de parábola, podendo apresentar
concavidade voltada para cima ou para baixo, dependendo da
Quando um movimento é uniformemente variado, sua função aceleração ser respectivamente positiva (a > 0) ou negativa
horária das velocidades é do 1o grau em t (função linear). (a < 0).
Considere o móvel da figura abaixo, realizando um M.U.V. sobre S
a trajetória desenhada. Nos instantes t0 e t ele apresenta a>0
V<0 V>0
respectivamente as velocidades V0 e V. Portanto, a função
horária da velocidade é:
M
V = V0 + a . t
V=0
V0 t
0 t1
V
retrógrado retardado progressivo acelerado
+
t0
S a<0
t
V=0
DIAGRAMA HORÁRIO DAS VELOCIDADES
M
Como a função horária das velocidades é do 1o grau em t, o
gráfico correspondente será uma reta oblíqua, que poderá ser
crescente ou decrescente, dependendo da aceleração ser
respectivamente positiva (a > 0) ou negativa (a < 0). V>0 V<0
t
0 t1
V V0 V
progressivo retardado retrógrado acelerado
o

re
rad

tar

No instante t1 correspondente ao vértice do arco de parábola


ele

da

t t
ac

do

0 a velocidade é nula, pois o movimento muda de sentido,


0 passando de progressivo para retrógrado, ou vice-versa.
ac
o

ele
ad
ard

rad

V0
o
ret

a>0 DIAGRAMA HORÁRIO DAS ACELERAÇÕES


a<0
Sendo a aceleração constante e não-nula, seu gráfico será
O movimento poderá ser classificado como: uma reta paralela ao eixo dos tempos.
progressivo (V > 0) ou retrógrado (V < 0).
Ficará acima do eixo t se a aceleração for positiva (a > 0).
Observando simultaneamente os sinais da velocidade e da
aceleração, o gráfico permite classificar o movimento como Ficará abaixo do eixo t se a aceleração for negativa (a < 0).
acelerado (V . a > 0) ou retardado (V . a < 0). a a

No M.U.V. a velocidade média entre dois instantes é igual à


média aritmética dos valores algébricos das velocidades a>0
nesses mesmos instantes.
t
V +V
VM = 0 t 0 a<0
2
0

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EQUAÇÃO DE TORRICELLI b) a velocidade máxima do veículo entre os dois pedágios,


sabendo que a velocidade do veículo variou com o tempo,
É possível relacionar o espaço e a velocidade no M.U.V. de acordo com o gráfico V x t abaixo.
através de uma equação não-horária, isto é, independente
da variável tempo. Tal equação é denominada equação de V (km/h)
Torricelli, mostrada a seguir:
Vmáx
V2 = V02 + 2a
a DS

EXERCÍCIO RESOLVIDO t (h)


18. Utilizando os dados da tabela abaixo, determine: 0 0,5

20. (MACK) O recordista mundial dos 100m rasos cumpriu o


V (m/s) t (s)
percurso num intervalo de tempo próximo a 10s. Admitindo
que o movimento do corredor seja uniformemente acelerado
––22 0
0 1 a partir do repouso, durante toda a corrida, sua velocidade
2 2 no instante da chegada é próxima de:
4 3 a) 72 km/h
6 4
b) 54 km/h
c) 36 km/h
a) a aceleração do móvel no intervalo de tempo dado; d) 18 km/h
b) o gráfico V x t; e) 10 km/h
c) o instante em que a velocidade se anula;
d) se o movimento é progressivo ou retrógrado e 21. (MACK) Admitindo que um certo corredor, na disputa dos
acelerado ou retardado. 200m rasos, cumpra o percurso em aproximadamente 20s
e que sua velocidade varie com o tempo segundo o gráfico
Resolução:
abaixo, sua velocidade no instante da chegada será
6 − ( −2) aproximadamente:
a) a = = 2m/s2 V (m/s) V (m/s)
4−0 6 a) 15 km/h
4 b) 20 km/h
b)
2 c) 36 km/h
t (s)
0 d) 54 km/h
1 2 3 4 e) 72 km/h 10
–2
t (s)
c) Observando a tabela ou o gráfico, verificamos que a 0 5,0 10 15 20
velocidade se anula para t = 1s.
d) O movimento inicialmente é retrógrado (V < 0) e 22. (UEL-PR) Uma partícula executa movimento uniformemente
retardado, pois | V | diminui até t = 1s; após este variado, em trajetória retilínea, obedecendo à função horária
instante, passa a ser progressivo (V > 0) e acelerado, S = 16 – 40t + 2,5t2 , com o espaço S medido em metros e o
pois | V | aumenta. tempo t, em segundos. O movimento da partícula muda de
sentido no instante t, em segundos, igual a:
EXERCÍCIOS
a) 4,0
19. (PUC) As pessoas que viajam pela Rodovia dos b) 8,0
Bandeirantes, no trecho São Paulo — Campinas, passam c) 10
por dois pedágios. O primeiro localiza-se no km 39 e o d) 12
segundo, no km 78. Quando passou pelo primeiro pedágio, e) 16
uma pessoa recebeu um comprovante indicando o horário
10h30min e, quando passou no segundo pedágio, um 23. (UEL-PR) No exercício anterior, a velocidade escalar média
comprovante indicando 11h. Determine: (em m/s) da partícula entre t1 = 2,0s e t2 = 6,0s é:
a) a velocidade média do veículo entre os dois pedágios a) – 15 b) 15 c) – 20 d) 20 e) – 40

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VETORES Dois ou mais vetores são iguais quando apresentam o mesmo
® ® ®
módulo, a mesma direção e o mesmo sentido: a = b = c
GRANDEZAS FÍSICAS ESCALARES E VETORIAIS ®
a

Grandeza física é tudo aquilo que pode ser medido. Para cada ®
b
grandeza física, existem várias unidades de medida. ®
c
Grandezas escalares são as que ficam bem caracterizadas
apenas pelo conhecimento de seu valor numérico e da Dois vetores são opostos entre si quando apresentam o mesmo
® ®
respectiva unidade de medida. módulo e a ®mesma direção, porém sentidos opostos: d = – e
®
ou e = – d
Exemplos de grandezas escalares: comprimento, área, volume, ®
d
tempo, temperatura, densidade, energia etc. ®
e

Grandezas vetoriais são as que só ficam bem caracterizadas


através do conhecimento de sua direção e de seu sentido, Um vetor pode ser multiplicado por um número real n, obtendo-se
além de seu valor numérico e respectiva unidade de medida. um vetor com a mesma direção e módulo n vezes maior. O sentido
será o mesmo se n for positivo e o oposto se n for negativo.
Exemplos de grandezas vetoriais: velocidade, aceleração, força, ®
f
impulso, campo elétrico etc. ® ®
g =2 f ®
g
As grandezas vetoriais são representadas matematicamente através ® ®
de vetores, isto é, números associados a uma direção e a um h =3f ®
h
sentido. Os vetores são representados geometricamente através de ® ® ®
segmentos de reta orientados que permitem a visualização de seu i = – g = – 2f ®
i
módulo ou intensidade (valor numérico), de sua direção e de seu
® ®
sentido. Por exemplo, observe o segmento orientado AB: j = 1/3 f ®
j
A
origem
®
V
→ ® ADIÇÃO DE VETORES
AB = V
Vetor AB = vetor V Há basicamente dois métodos equivalentes para somar vetores:

B extremidade
· o da linha poligonal (regra do polígono) e
· o do paralelogramo (regra do paralelogramo).
®
Na figura abaixo, o vetor x apresenta:
Método do Polígono
módulo: 5 unidades (na escala 1 unidade = 1 cm)
direção: inclinada É aplicado quando dois vetores são representados de tal forma
sentido: para baixo à esquerda que a extremidade do primeiro coincide com a origem do
® segundo.
x
sentido direção
Vetor soma ou resultante é o vetor com origem na origem do
1 cm primeiro e extremidade na extremidade do segundo.
®
b
módulo
®
a
®
b

Quando o vetor representa uma grandeza vetorial, usa-se o ®


® S
a
nome intensidade para o módulo do vetor com a respectiva ® ® ®
® S= a + b
unidade de medida. Assim, se o vetor x representar uma
aceleração e sendo 1cm equivalente a 2m/s2, escrevemos:
® ®
| x | = | a | = 10 m/s2 ou simplesmente a = 10 m/s2 Método conveniente para vários vetores desenhados em escala.

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Método do Paralelogramo PROJEÇÃO ORTOGONAL DE VETORES


®
É aplicado quando dois vetores são representados de forma Dado um vetor qualquer v, as projeções ortogonais
que suas origens coincidam. (perpendiculares) sobre os eixos cartesianos x e y são os
Vetor soma ou resultante é a diagonal do paralelogramo obtido ® ®
vetores vx e vy representados a seguir.
traçando retas paralelas aos vetores. y
® ® ®
S= a + b

® ®
v vy ®
®
v
vy
®
a q q
® ®
a b ® ® x
® vx vx
S

q
® No triângulo retângulo temos:
b
vy
sen q = \ vy = v . sen q
v
Se o ângulo entre os vetores for q, o módulo ou intensidade
do vetor resultante é dado pela expressão obtida da lei dos vx
cossenos: cos q = v \ vx = v . cos q

®
| S | = a 2 + b 2 + 2ab cos è
v x + v y (Pitágoras)
® ® ® ® 2 2
Note que v = vx + vy e que | v | =

SUBTRAÇÃO DE VETORES
®
É a soma de um vetor com o vetor oposto ao segundo vetor. VETOR DESLOCAMENTO ( Dr )
Vetor Oposto é um vetor que tem a mesma direção e módulo
do vetor origem, porém tem sentido oposto. S0

®
DS
A
®
Dr
S
®
–A

®
–b É a linha reta que une o ponto de partida ao ponto de chegada.
O deslocamento vetorial independe do sistema de referência.
®
Observamos em destaque o seu deslocamento vetorial D r e
®
a
®
a o seu deslocamento escalar DS. Como o deslocamento escalar
® é sempre medido sobre a trajetória, podemos concluir que:
b ®
D

®
®
| Dr | £ | D S |
® ® ® ® ® ®
D = a – b = a + (– b ) | D r | = | DS | ocorre apenas quando a trajetória for retilínea.

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CINEMÁTICA FÍSICA
11
VETOR VELOCIDADE MÉDIA
® ® ®
Assim como a velocidade escalar média,
→ Observe que a = at + acp e que a2 = a2t + a2cp
o vetor velocidade média é a razão ou o → ∆r
quociente entre o vetor deslocamento VM =
∆t
FA aceleração tangencial ®at varia apenas o módulo do
®
Dr e o intervalo de tempo Dt correspondente.
®
O vetor VM tem sempre a mesma direção e o mesmo sentido vetor velocidade e apresenta as seguintes características:
®
do vetor Dr , pois Dt é uma grandeza escalar sempre positiva.
Para um intervalo de tempo muito pequeno, a velocidade módulo: igual ao da aceleração escalar;
vetorial média denomina-se velocidade vetorial instantânea, direção: tangente à trajetória;
®
indicada por V. sentido: a) o mesmo do movimento, se este for
® ® ®
A velocidade vetorial instantânea V caracteriza-se por ter: acelerado: v e at têm o mesmo sentido;
b) o oposto ao do movimento, se este for
direção: tangente à trajetória; ® ®
sentido: igual ao sentido do movimento; retardado: v e at têm sentidos opostos.
módulo: igual ao módulo da velocidade instantânea (escalar).
Nos movimentos retilíneos, uniformes ou não, a direção do movimento acelerado
® ® ®
vetor velocidade permanece constante. a = at + acp
® ® ® ®
V1 V2 V3 V4
®
at
®
Nos movimentos curvilíneos, ainda que uniformes, a direção ®
a cp v
da velocidade vetorial varia a cada instante.
®
V2 ®
® ® a
V1 V3

movimento retardado
® ® ® ®
at a = at + an
VETOR ACELERAÇÃO MÉDIA
Assim como a aceleração escalar média, o vetor aceleração média
®
é a razão ou quociente entre a variação do vetor velocidade DV ® ®
a v
e o intervalo de tempo Dt correspondente, isto é:
®
→ a cp
® ∆V
am =
∆t
Num intervalo de tempo muito pequeno, o vetor aceleração
®
vetorial média denomina-se aceleração vetorial instantânea a. FA aceleração normal ou centrípeta ®acp varia apenas a
direção do vetor velocidade e apresenta as seguintes
COMPONENTES DA ACELERAÇÃO VETORIAL
características:
A aceleração vetorial pode ser decomposta em:
®
aceleração tangencial at, com direção tangente à trajetória;
®
aceleração normal ou centrípeta acp, com direção normal à ® V2
módulo: | acp | = , onde
trajetória, ou seja, perpendicular à tangente. R
®
at reta tangente
V é o módulo da velocidade instantânea e
R é o raio de curvatura da trajetória;
direção: normal (perpendicular) à trajetória;
® ®
a a cp
trajetória
sentido: dirigido para “dentro” da trajetória.
reta normal

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EXERCÍCIO RESOLVIDO 26. Dos grupos de grandezas físicas abaixo, aquele que
® ® ® ® apresenta apenas grandezas vetoriais é:
24. Dados os vetores A, B, C e D, efetue as operações abaixo. a) força, massa e aceleração.
®
b) força, trabalho e quantidade de movimento.
A c) velocidade, aceleração e quantidade de movimento.
d) energia, trabalho e impulso.
® ®
e) velocidade, impulso e energia.
B C
®
D 27. (PUC) Quantas direções e quantos sentidos uma reta
determina no espaço?
a) Duas direções e dois sentidos.
b) Duas direções e um sentido.
c) Uma direção e um sentido.
d) Uma direção e dois sentidos.
® ® ® ® ® e) Uma direção e nenhum sentido.
a) A + B b) C + D c) A + C + B
® ® ® ® ® 4 ® 28. (UF-MG) Um ventilador acaba de
d) A – D e) X = 2 C f) Y = A
5 ser desligado e está parando vaga-
Resolução: rosamente, girando no sentido P
horário. A direção e o sentido da
®
d) A aceleração da pá do ventilador
a) ®
A no ponto P é:
®

®
D a) b) P c)
®
A + B
®
B ® ®
P P
A–D

®
D
d) P e) P
® ®
b) C + D
e)
29. (UF-PB) Assinale as afirmativas corretas:
®
X I. Grandezas vetoriais sempre podem ser somadas.
®
C II. Grandezas vetoriais e escalares podem ser somadas.
III. Pode-se multiplicar grandeza vetorial por escalar.
IV. Apenas grandezas escalares têm unidades.
0 ®
C
® a) I e II b) I c) IV d) I e IV e) III
B
®

c) A 30. (UF-RS) Os lados dos quadrados abaixo são formados


por vetores de módulos iguais.
® ® ®
A + C+ B ®

f) Y
(1) (2) (3) (4) (5)

® A resultante do sistema de vetores é nula na figura:


25. No sistema em equilíbrio abaixo, a intensidade da força F1 é a) 1 b) 2 c) 3 d) 4 e) 5
® ®
100N. A soma das forças F2 e F1 tem intensidade igual a:
31. (UCS) Uma pessoa sai de sua casa e percorre as
seguintes distâncias em qualquer ordem possível:
a) 137 N → I. 30 metros para leste
b) 100 N F1
150º → II. 20 metros para norte
c) 50 N F3 III. 30 metros para oeste
d) 50 N
e) 37 N No final das três caminhadas, a distância a que ela se
encontra do ponto de partida é:

F2 a) 80 m b) 50 m c) 20 m d) 40 m e) 60 m

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CINEMÁTICA FÍSICA
13
CINEMÁTICA ANGULAR A partir do espaço angular é possível definir outras grandezas

CONCEITOS BÁSICOS angulares cinemáticas, tais como a velocidade angular média


(wm) e a aceleração angular média (gm), da mesma forma
Uma partícula realiza um movimento circular quando sua
trajetória é uma circunferência ou um arco de circunferência. como foram definidas a velocidade escalar (linear) e a aceleração

Na trajetória circular de raio R e centro O da figura, uma escalar (linear).


partícula ocupa a posição P0 no instante t0 = 0 e a posição
P no instante t. O espaço S no instante t é a medida do arco
∆S ∆ϕ
P0P, onde P0 corresponde à origem dos espaços. Vm = wm = unidade: rad/s
∆t ∆t

P(t) ∆V ∆ω
am = ∆ t gm = ∆ t unidade: rad/s2
O j S
P0 (t0 = 0)

RS j
R
DS = 2 . p . R

T
Para uma volta completa: D = 2 . p (rad)
Dt = T
Observe que o arco de circunferência S corresponde ao ângulo
central j (letra grega fi). O arco corresponde ao espaço
linear S e o ângulo central correspondente é denominado ∆ϕ 2π 2π
Portanto: w = = =2 .p.f Þ w = 2p f =
espaço angular j. ∆t T T

∆S 2π R 2π R
S ∆S Como: V = = = 2p . f . R Þ V = 2p R . f =
j = ou Dj = ∆t T T
R R

Assim: V = 2 p . f . R = w . R
Embora possa ser medido em graus (º), o espaço angular
geralmente é medido em radianos (rad). V
V=w .R ou w=
Um radiano corresponde ao ângulo central que determina na R
circunferência um arco S de comprimento igual ao raio R.
De forma semelhante, podemos deduzir que:
Quando o comprimento do arco S é igual ao raio R da
circunferência, o valor de j é unitário, isto é, vale 1 radiano. α
a = g. R ou g=
R
S=R
1 rad Resumindo:

S=j.R
R
V=w .R
a = g. R

S = R Þ j = 1 rad Grandeza Linear = Grandeza Angular ´ Raio

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MOVIMENTO CIRCULAR UNIFORME (M.C.U.) EXERCÍCIO RESOLVIDO

Uma partícula realiza movimento circular uniforme quando sua 32. Um corpo de massa 2kg executa um M.C.U., descrevendo uma
trajetória é uma circunferência (movimento circular) e sua circunferência de raio R = 3m com velocidade escalar 6m/s.
velocidade escalar permanece constante (movimento a) Represente num ponto qualquer da trajetória os vetores
uniforme). O M.C.U. é periódico: em intervalos de tempos velocidade e aceleração do corpo.
iguais repetem-se as mesmas características do movimento. b) Determine a velocidade angular do movimento.
Embora uniforme, o M.C.U. apresenta aceleração (centrípeta), c) Determine o período e a freqüência do movimento.
pois a direção e o sentido do vetor velocidade variam a cada t. Resolução:
® ® ®
|V |=|V |=|V | = ... = cte e | a® | = | a® | = ... = cte a)
1 2 3 cp1 cp2 ® ®
g= ac ®
® V
V5
V 6
b) ω = = = 2 rad / s
® ® R 3
acp acp 2π 2π 2π 1 1
5 1 ®
c) ω= ⇒ T= = =ps e f = = Hz
® V1 T ω 2 T π
V4
EXERCÍCIOS
® ® 33. (FUVEST) Um menino está num carrossel que gira com
acp acp
4 ®
2 V2 velocidade angular constante, executando uma volta completa
® a cada 10s. A criança mantém, relativamente ao carrossel, uma
acp
3 posição fixa, a 2m do eixo de rotação.
® a) Numa circunferência representando a trajetória
®
circular do
V3 ®
menino, assinale os vetores velocidade V e aceleração a
correspondentes a uma ®posição arbitrária do menino.
®
PERÍODO ( T ) E FREQÜÊNCIA ( f ) b) Calcule os módulos de V e de a.
Período de um M.C.U. é o tempo gasto numa volta completa. 34. (FUVEST) O ponteiro dos minutos de um relógio mede 50 cm.
Pode ser medido em segundos, minutos, horas etc. a) Qual a velocidade angular do ponteiro?
b) Calcule a velocidade linear da sua extremidade.
O número de voltas que ocorrem na unidade de tempo é
denominado freqüência do M.C.U.. 35. Duas polias de raios a e b estão acopladas entre si por meio
de uma correia. A polia maior, de raio a, gira em torno do seu
Sua unidade de medida no SI denomina-se hertz (Hz) e eixo levando um tempo T para completar uma volta. Supondo
corresponde ao inverso do segundo (1/s). que não haja deslizamento entre as polias e a correia, calcule:
A freqüência de um M.C.U. também pode ser expressa em P
rotações por minuto (rpm) ou em ciclos por segundo (cps). a) o módulo V
da velocidade do b
1 Hz = 60 rpm = 1 cps ponto P da correia a
1
Das definições de período e freqüência, resulta: T =
f b) o tempo t que a polia menor leva para dar uma volta completa
ACELERAÇÃO NO M.C.U. 36. (PUC) Uma correia passa sobre uma roda
A velocidade de uma partícula em MCU só varia em direção e de 25 cm de raio. Se um ponto da correia
25
sentido. Portanto, não há aceleração tangencial, mas há tem velocidade 5,0 m/s, a freqüência de cm
2 rotação da roda é aproximadamente:
V
aceleração centrípeta, cuja equação já conhecida é a cp =.
R a) 32 Hz b) 2 Hz c) 0,8 Hz d) 0,2 Hz e) 3,2 Hz
Substituindo a velocidade linear pela angular, obtém-se:
37. (FUVEST) A roda de uma bicicleta tem 25 cm de raio e gira
(ω . R ) 2 ω2 . R2
a cp = = \ acp = w 2 . R 150 vezes por minuto. A velocidade da bicicleta é,
R R
aproximadamente, em km/h:
w = constante \ não há aceleração angular. a) 7 b) 14 c) 37,5 d) 62,5 e) 8

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CINEMÁTICA FÍSICA
15
MOVIMENTOS SOB LANÇAMENTO OBLÍQUO NO VÁCUO
AÇÃO DA GRAVIDADE NO VÁCUO
Composição de um M.R.U. (horizontal) com um M.R.U.V.
QUEDA LIVRE (vertical)

0 · a partícula abandonada (V0 = 0) y ® ®


V = V0x
ou lançada para baixo (V0 ¹ 0) ®
®
· a trajetória é orientada para baixo, V0 V0x
com origem no ponto onde ®
h máx
®
foi abandonada. V0y Vy ®

q V
· a partícula desce com movimento
acelerado e progressivo. ® x
V0x
· V>0 e a=g>0 D
alcance horizontal

® ® ® gt 2
· V = Vx + Vy x = V0x . t y = V0yt -
Equações: 2
® ®
· Vx = V cos q V0x cte. Vy = V0y - gt
V = V0 + g . t
® ®
2 · Vy = V sen q; | V |2 = | Vx |2 . | Vy |2; V2y = V20y – 2gDy
t
H = h0 + V0 . t + g
2
® ® ® ®
V2 = V02 + 2 . g . DH · no ponto mais alto Vy = 0 Þ V = Vx

2
LANÇAMENTO VERTICAL V0 sen 2 θ
· D=
g
· a trajetória é orientada para cima, com
origem no solo. V0y2
· h máx =
· na subida do corpo, há movimento 2g
progressivo retardado.
V>0 e a=g<0 EXERCÍCIO RESOLVIDO
· na altura máxima, a velocidade é nula:
V=0 38. Um corpo é solto do alto de um edifício de altura 45 m, a partir
· na descida do corpo, há movimento do repouso, num local onde g = 10 m/s2. Desprezando a
V0 ¹ 0 retrógrado acelerado: resistência do ar, determine:
V<0 e g<0
a) as funções horárias do movimento
0
b) o tempo de queda
c) sua velocidade após ter percorrido 20 m
d) sua velocidade ao atingir o solo

Equações: Resolução:
a) H = 5 t2
V = V0 – g . t
V = 10 t (SI)
2
H = h0 + V0 . t – g
t V2 = 20 DH
2 b) 45 = 5 t2 Þ t2 = 9 \ t = 3 s
c) V2 = 20 x 20 \ V = 20 m/s
V2 = V02 – 2 . g . DH
d) V = 10 x 3 = 30 m/s

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EXERCÍCIOS EXERCÍCIOS COMPLEMENTARES

39. (MACK) Um garoto que se encontra em uma ponte está a 42. (FUVEST) Após chover na cidade de São Paulo, as águas
20 m acima da superfície de um rio. No instante em que a da chuva descem o rio Tietê até o rio Paraná, percorrendo
proa (frente) de um barco, com movimento retilíneo cerca de 1 000 km. Sendo 4 km/h a velocidade média das
uniforme, atinge a vertical que passa pelo garoto, ele águas, o percurso mencionado é cumprido pelas águas da
abandona uma pedra que atinge o barco em um ponto chuva em, aproximadamente:
localizado a 180 cm do ponto visado. A velocidade do barco é:
a) 30 dias
Adote g = 10 m/s2
b) 10 dias
a) 0,90 m/s c) 25 dias
b) 1,20 m/s d) 2 dias
c) 1,60 m/s e) 4 dias
d) 10 m/s
e) 20 m/s 43. (FUVEST) Uma moto de corrida percorre uma pista que tem
o formato aproximado de um quadrado com 5 km de lado. O
40. De um ponto situado a 10 m acima do solo, um corpo é primeiro lado é percorrido à velocidade média de 100 km/h;
lançado verticalmente para cima e chega ao solo 10 s após. o segundo e o terceiro, a 120 km/h, e o quarto, a 150 km/h.
Considerando desprezível a resistência do ar e 10 m/s2 o Qual é a velocidade média da moto nesse percurso?
módulo da aceleração da gravidade no local, a velocidade
de lançamento é, em m/s, igual a: a) 110 km/h
b) 120 km/h
c) 130 km/h
a) 10
d) 140 km/h
b) 19
e) 150 km/h
c) 29
d) 39 44. (VUNESP) Um motorista pretende percorrer uma distância
e) 49 de 200 km em 2h e 30min, com velocidade escalar constante.
Por dificuldades no tráfego, ele teve de percorrer 25 km à
41. (FUVEST) Dois rifles são disparados com os canos na razão de 60 km/h e 20 km a 50 km/h. Que velocidade média
horizontal, paralelos ao plano do solo e ambos à mesma ele deve imprimir ao veículo no trecho restante para chegar
altura acima do solo. À saída dos canos, a velocidade da no tempo previsto?
bala do rifle A é três vezes maior que a velocidade da bala
do rifle B. Após intervalos de tempo tA e tB, as balas a) 92 km/h
b) 105 km/h
atingem o solo, respectivamente, às distâncias dA e dB
c) 112 km/h
das saídas dos respectivos canos. Desprezando-se a
d) 88 km/h
resistência do ar, pode-se afirmar que: e) 96 km/h

a) tA = tB e dA = dB 45. (FATEC) Um elevador movimenta-se no sentido ascen-


dente e percorre 40 m em 20 s. Em seguida, ele volta à posição
1 inicial levando o mesmo tempo. A velocidade escalar média
b) tA = t e dA = dB
3 B do elevador durante todo o trajeto vale:
1
c) tA = tB e dA = 3dB
3 a) 4,0 m/s
b) 8,0 m/s
d) tA = tB e dA = 3dB c) zero
d) 16 m/s
e) tA = 3tB e dA = 3dB e) 2,0 m/s

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CINEMÁTICA FÍSICA
17
46. (MACK) Uma família realiza uma viagem de automóvel que dura 52. (FUVEST) Um veículo movimenta-se numa pista
exatamente 4 h. O motorista verifica no hodômetro que o espaço total retilínea de 9,0 km de extensão. A velocidade máxima
percorrido foi de 144 km. Durante a viagem, o veículo ficou parado que ele pode desenvolver no primeiro terço do
1 h para uma refeição. A velocidade escalar média do veículo na comprimento da pista é de 15 m/s e, nos dois terços
viagem toda foi de: seguintes, é de 20 m/s. O veículo percorreu esta
pista no menor tempo possível. Pede-se:
a) 6,67 m/s a) a velocidade média desenvolvida
b) 10 m/s b) o gráfico V x t deste movimento
c) 13,3 m/s
d) 30 m/s 53. (FUVEST) A tabela indica as posições S e os
e) 40 m/s correspondentes instantes t de um móvel deslocando-
se numa trajetória retilínea.
47. (MACK) Sejam M e N dois pontos de uma reta e P o ponto médio de tt (s)
(s) sS(m)
(m)
MN. Um homem percorre MP com velocidade constante de 4,0 m/s a) Esboce o gráfico S x t desse 0 0
e PN com velocidade constante de 6,0 m/s. A velocidade média do movimento.
1 0,4
homem entre M e N é de: b) Calcule a velocidade média do
móvel entre os instantes t = 1 s e 2 1,6
t = 3 s. 3 3,6
a) 4,8 m/s
b) 5,0 m/s 4 6,4
c) 5,2 m/s ... ...
d) 4,6 m/s
e) nda 54. (FUVEST) Numa estrada, andando de caminhão com
velocidade constante, um motorista leva 4s para ultra-
48. (FUVEST-modificado) Uma formiga caminha com velocidade média passar um outro caminhão cuja velocidade é também
de 0,20 cm/s. Determine a distância que ela percorre em 10 minutos. constante.Sendo10mocomprimentodecadacaminhão,
a diferença entre a sua velocidade e a do caminhão que
49. (FUVEST) O radar é um instrumento utilizado para determinar a ele ultrapassa é, aproximadamente, igual a:
distância de objetos que refletem ondas eletromagnéticas por ele a) 0,2 m/s
emitidas. Um radar emite um sinal que atinge um avião e registra seu b) 0,4 m/s
retorno 0,20 milissegundos após sua emissão. Podemos afirmar que c) 2,5 m/s
o avião encontrava-se a uma distância do radar de: d) 5,0 m/s
Adote: Vondas de radar no ar = 300.000 km/s e) 10 m/s
a) 1,5 km
b) 10 km 55. (VUNESP) Um trem e um automóvel caminham
c) 20 km paralelamente, e no mesmo sentido, num trecho
d) 30 km retilíneo. Seus movimentos são uniformes e a
e) 60 km velocidade do automóvel é o dobro da velocidade
do trem. Desprezando-se o comprimento do au-
50. (FEI) A luz demora 8,3 minutos para vir do Sol à Terra. Sua velocidade tomóvel e sabendo-se que o trem tem 100 m de
é 3 . 105 km/s. Qual a distância entre o Sol e a Terra? comprimento, determine o espaço que o automóvel
percorre desde que alcança o trem até o instante em
51. (FAAP) Dois pontos materiais P1 e P2 movem-se em linha reta, com que o ultrapassa.
velocidades constantes, ao longo da trajetória. A figura indica as
posições que os pontos ocupam a cada instante e suas velocidades. 56. (FUVEST) Dois corredores A e B partem do mesmo
ponto de uma pista circular de 120 m de compri-
V1= 6 cm/s V2= 4 cm/s mento com velocidade VA = 8 m/s e VB = 6 m/s.
P1 P2
a) Se partirem em sentidos opostos, qual será a
menor distância entre eles, medida ao longo da
pista, após 20 s?
b) Se partirem no mesmo sentido, após quanto
Os pontos materiais irão colidir na posição correspondente a:
tempo o corredor A estará com uma volta de
a) 16 cm b) 18 cm c) 20 cm d) 22 cm e) 25 cm
vantagem sobre o B?

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57. (FUVEST) Diante de uma agência do INSS há uma fila de, 63. (MACK) O movimento retilíneo de uma partícula, dividido
aproximadamente, 100 m de comprimento, ao longo da qual nas etapas AB, entre o instante zero e o instante tB, e BC,
se distribuem de maneira uniforme 200 pessoas. Aberta a entre os instantes tB e tC, é ilustrado pelo gráfico do espaço
porta, as pessoas entram durante 30 s com uma velocidade
média de 1 m/s. Avalie: S em função do tempo t abaixo. As curvas são arcos de
a) o número de pessoas que entraram na agência; parábolas. Nestas condições, assinale a alternativa correta.
b) o comprimento da fila que restou do lado de fora.
S
58. (PUC) Dois barcos partem simultaneamente de um mesmo ponto,
seguindo rumos perpendiculares entre si. Sendo suas velocidades C
30km/h e 40km/h , sua distância após 6 minutos vale:
a) 7 km
b) 1 km B
c) 300 km
d) 5 km A t
e) 420 km 0 tB tC

59. (Metodista) Uma lancha de salvamento, patrulhando a costa


marítima com velocidade constante de 20 km/h, recebe um a) No intervalo (0, tB) a partícula diminuiu sua velocidade
chamado de socorro. Verifica-se que, 10s após, ela atinge
e no intervalo (tB, tC) ela aumentou sua velocidade.
velocidade de 128 km/h. Determine a aceleração utilizada
pela lancha. b) No intervalo (0, tC) a partícula só diminuiu sua velocidade.
a) 3,0 m/s2 c) No intervalo (0, tC) a partícula só aumentou sua velocidade.
b) 3,6 m/s2 d) No intervalo (0, tB) a partícula aumentou sua velocidade
c) 10,8 m/s2 e no intervalo (tB, tC) ela diminuiu sua velocidade.
d) 12,8 m/s2 e) No intervalo (0, tB) o movimento é progressivo e no
e) 30,0 m/s2
intervalo (tB, tC) o movimento é retrógrado.
60. (FUVEST) Um barco atravessa um rio de margens paralelas
de largura d = 4 km. Devido à correnteza, a componente da 64. (FUVEST) Os gráficos abaixo referem-se a movimentos
velocidade do barco ao longo das margens é unidimensionais de um corpo em três situações diversas,
VA = 0,5 km/h em relação às margens. Na direção representando a posição como função do tempo. Nas três
perpendicular às margens, a componente da velocidade é situações, são iguais:
VB = 2 km/h.
a) Quanto tempo leva o barco para atravessar o rio? a) as velocidades médias
b) Ao completar a travessia, qual é o deslocamento do b) as velocidades máximas
barco na direção das margens?
c) as velocidades iniciais
d) as velocidades finais
61. Um automóvel com velocidade constante de 90 km/h é e) os valores absolutos das velocidades máximas
freado e, com aceleração constante, percorre 62,5 m até
parar. O módulo da aceleração, em m/s2, é igual a: x x
a) 12,5 a a
b) 5,0
c) 4,0
d) 2,5 a/2 a/2
e) 2,1
t t
b/3 b b/2 b
62. (MACK) Um automóvel parte do repouso com MRUV de
aceleração 4 m/s 2 e, após 10 s, começa a frear x
uniformemente com aceleração de 2 m/s2. A distância a
percorrida pelo automóvel, desde o instante inicial até o
instante em que ele pára, foi de (em m):
a/2
a) 200 b) 300 c) 400 d) 500 e) 600
t
2b/3 b

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EDUCACIONAL
CINEMÁTICA FÍSICA
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65. (FCC) Na figura estão desenhados os vetores 68. (FUVEST) Uma cinta funciona solidária com dois cilindros
X e Y. Esses vetores representam deslocamentos sucessivos
de um corpo. Qual é o módulo do vetor igual a de raios r1 = 10 cm e r2 = 50 cm.
X+Y?
1cm r1 r2
a) 4 cm 1 cm
b) 5 cm
c) 8 cm
d) 13 cm
e) 25 cm ®
X
®
Y Supondo que o cilindro maior tenha freqüência de rotação
f2 igual a 60 rpm:

66. (PUC) Nas figuras seguintes, estão representados pares de a) qual é a freqüência de rotação f1 do cilindro menor?
vetores (x e y), nos quais cada segmento orientado está b) qual é a velocidade linear da cinta?
subdividido em segmentos unitários.
®x
1. 3. 4.
® 90° 69. (FUVEST) Um automóvel percorre uma pista circular de
x ®x
® 1 km de raio, com velocidade de 36 km/h.
90° y

®y a) Em quanto tempo o automóvel percorre um arco de
120° ® circunferência de 30°?
x
2. ®x 5. b) Qual a aceleração centrípeta do automóvel?
®
y
®
y
60°
®
y 70. Um corpo descreve a trajetória plana e horizontal da figura
abaixo. Sua velocidade é constante em módulo e igual a
6 m/s.
Quais destes pares têm a mesma resultante?
A
B 9
a) 1 e 5 m
b) 2 e 4
c) 3 e 5 O módulo da aceleração deste corpo nos pontos A e B é:
d) 2 e 3
e) 2 e 5 a) 4 m/s2 e 4 m/s2
b) 0 e 4 m/s2
c) 8 m/s2 e 4 m/s2
67. (FATEC) Em um instante genérico, uma partícula tem d) o corpo não apresenta aceleração em nenhum dos
velocidade V e aceleração a. pontos, pois sua velocidade é constante

a) Em movimento uniforme, necessariamente a = 0.


b) Em um movimento circular, a aceleração a é necessaria-
mente centrípeta. 71. Se um corpo descreve trajetória circular efetuando 30 rpm,
c) Em um movimento reto, V e a são vetores paralelos com sua freqüência e período serão, respectivamente:
sentidos iguais ou opostos.
a) 0,5 Hz e 2 s
d) Se a é constante não-nula, a trajetória só pode ser reta.
b) 30 rpm e 0,5 s
e) nda
c) 1800 rpm e 2 s
d) 2 Hz e 0,5 s

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20 FÍSICA CINEMÁTICA
EDUCACIONAL

GABARITO

CINEMÁTICA 35. a) 2pa/T


b) Tb/a
01. Resolvido. 36. E
02. Resolvido. 37. B
03. Resolvido. 38. Resolvido
39. A
04. Resolvido.
40. E
05. Resolvido.
41. D
06. E
42. B
07. A
43. B
08. B
44. A
09. B
45. C
10. C
46. B
11. B
12. D 47. A
13. Resolvido. 48. 1,2 m
14. C 49. D
15. E 50. 1,5 . 108 km
16. B 51. D
17. A 52. a) 18 m/s
18. Resolvido. 53. b) 1,6 m/s
19. Sf = 78 km tf = 11 h 54. D
Si = 39 km ti = 10 h 30 min 55. 200 m
∆S 78 − 39 56. a) 40 m
a) Vm = = ⇒ Vm = 78 km / h b) 60 s
∆t 11 − 10,5
57. a) 60 pessoas
b) DS N= área sob o gráfico. Como DS = 39 km, temos: b) 70 m
b.h
∆S = onde b = Dt e h = Vmáx 58. B
2 59. A
39 =
0,5 . h
⇒ h = Vm á x = 156 km / h ∆S
2 60. a) Como Dt = , vem:
V
20. A
d 4
21. D ∆t = = = 2h .
22. B VB 2
23. C b) DS = VA . Dt = 0,5 x 2 = 1 km
24. Resolvido. 61. B
25. B 62. E
26. C 63. D
27. D 64. A
28. D 65. B
29. E 66. D
30. B 67. C
31. B 68. a) 5 Hz
32. Resolvido. b) p m/s
33. a) 69. a) 52,3 s
b) b) 0,1 m/s2
34. a) p/30 rad/min 70. E
b) p/60 m/min 71. A

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